• Keira Knightley: Ranking dos Melhores Filmes e Performances da Talentosa Atriz
    Bruno Pinheiro Melim

    Bruno Pinheiro Melim

    Editor JustWatch

    Recentemente a Netflix lançou o tão aguardado suspense, A Mulher na Cabine 10, que conta com Keira Knightley assumindo o papel de uma jornalista que busca respostas para um assassinato que aparentemente apenas ela presenciou durante uma viagem em um navio luxuoso, ocupado por empresários de sucesso. Por sinal, mais um filme elevado por uma performance grandiosa da atriz inglesa.

    Para você que assistiu ao longa e pretende mergulhar na filmografia de Keira Knightley, ou àqueles que querem conhecer melhor o seu trabalho, preparamos um ranking dos melhores filmes e performances da talentosa atriz. Neste guia da JustWatch, saiba também onde assistir em streaming, a todos os filmes mencionados.

    10. Colette (2018)

    Keira Knightley é uma das principais atrizes da atualidade quando nos referimos a papéis em filmes de época. Conhecida pela sua capacidade de representar personagens e figuras reais de outros tempos, a atriz entrega uma das suas melhores performances no filme Colette, que narra a história da escritora francesa que lutou arduamente contra o sexismo durante o início do século XX, na famosa Belle Époque.

    Um drama de época que ao invés de seguir a cartilha de filmes biográficos, prefere centrar-se no legado empoderador de Colette, principalmente através da busca pela liberdade (no âmbito sexual, político, artístico e por aí vai) da intelectual francesa. Tudo isso, claro, potencializado por uma atuação encantadora de Keira Knightley, que assume de maneira vigorosa o corpo e a alma da escritora que não se submetia às convenções sociais e de gênero da época. Um filme que recomendo bastante aos que procuram dramas históricos com mulheres revolucionárias, como Frida e As Sufragistas

    9. Não me Abandone Jamais (2010)

    Saltamos agora para um dos filmes mais comoventes da filmografia de Keira Knightley, que se situa na nona posição justamente por trazer uma performance ainda mais emocionante da atriz, comparado com o filme Colette, através de uma personagem extremamente complexa e ambígua, que é criada em um internato com o intuito de ser doadora de órgãos.

    Não me Abandone Jamais é um drama distópico de arrancar lágrimas, escrito pelo mestre da ficção científica Alex Garland, baseado no livro homônimo de Kazuo Ishiguro, que narra a história de três amigos (incluindo a personagem de Keira) que descobrem, aos poucos, os segredos por trás do internato em que eles vivem. Um filme tenso, dilacerante e, muitas vezes, até perturbador, que certamente pode agradar os amantes de longas distópicos com uma forte carga dramática como Filhos da Esperança, de Alfonso Cuarón.

    8. Anna Karenina (2012)

    Voltamos aos papéis de época, com uma performance ainda mais tocante de Keira Knightley, comparado com Colette. No entanto, dessa vez, ao invés de uma protagonista baseada em uma figura real, a atriz interpreta uma das personagens mais conhecidas da história da literatura, em um filme que utiliza o teatro encenado como recurso narrativo, assim como faz o longa Dogville — mas com um cenário e figurino de época. É claro que me refiro ao filme Anna Karenina, que adapta o clássico livro homônimo de Lev Tolstoy que, por sua vez, narra a trágica vida (e o romance proibido) de uma aristocrata russa durante o final do século XIX.

    Um papel onde Keira se sente muito à vontade, ainda mais por ser dirigida por Joe Wright, responsável pelos dois filmes de maior destaque da sua carreira (Orgulho e Preconceito e Desejo e Reparação). Contudo, apesar da atriz estar irretocável ao captar a essência romântica e trágica de Anna Karenina, o filme em si, na minha visão, não tem o mesmo apelo (principalmente narrativo, já que visualmente ele encanta), das duas primeiras obras de Joe Wright — o que faz com que ocupe a oitava posição do ranking. 

    7. Piratas do Caribe: A Maldição do Pérola Negra (2003)

    Para falar a verdade, é impossível refletir sobre a carreira de Keira Knightley sem mencionar o seu icônico papel na franquia de piratas mais famosa do cinema. Entre os quatro filmes em que a atriz deu vida à destemida Elizabeth Swann, meu destaque vai para Piratas do Caribe: A Maldição do Pérola Negra. Isso porque além de ser o mais envolvente de todos eles, é aquele que foca no desenvolvimento da sua personagem, Elizabeth — consequentemente, contando com uma atuação mais marcante e emblemática de Keira. Afinal, toda a trama gira em torno do seu sequestro e do seu encontro e relação com o pirata Jack Sparrow e o ferreiro Will Turner.

    Uma obra que também traz a atriz inglesa representando uma mulher aristocrata em um filme de época, assim como Anna Karenina. Porém, Piratas do Caribe: A Maldição do Pérola Negra se difere por contar com inúmeras cenas de ação e um tom aventuresco bastante distinto que, na minha opinião, consegue atingir um leque de espectadores mais abrangente (que vai desde crianças fascinadas em histórias fantásticas com piratas como Peter Pan, até adultos que apreciam filmes de aventura como Indiana Jones). 

    6. O Jogo da Imitação (2014)

    Continuando nessa toada de filmes que se situam em um passado distante, chegamos a O Jogo da Imitação. Um drama histórico baseado em figuras reais, como Colette, mas que adota um ambiente de suspense e um tom mais sombrio  — já que explora a história de um matemático inglês, que com a ajuda de uma brilhante criptoanalista (interpretada por Keira Knightley), tenta decifrar um código durante a Segunda Guerra Mundial, que pode contribuir para o sucesso da Inglaterra contra a Alemanha.

    Mesmo sem ser a protagonista do filme (este status fica com Benedict Cumberbatch), Keira Knightley causa um grande impacto nos momentos em que aparece, principalmente por dar vida a uma mulher à frente do seu tempo, que se sobressai em um ambiente dominado por homens. Certamente, caso sua personagem tivesse um destaque ligeiramente maior (ao invés de apenas dar suporte à história do protagonista), o filme poderia se situar em uma melhor posição nessa lista. Afinal, O Jogo da Imitação, a meu ver, está entre os principais dramas biográficos dos últimos anos, ao lado de longas como Oppenheimer e A Rede Social.

    5. Mesmo Se Nada Der Certo (2013)

    Importante dizer que este mesmo problema (de uma certa falta de protagonismo em O Jogo da Imitação) não acontece em Mesmo Se Nada Der Certo — o que contribui para que esta ‘comédia romântica musical’ esteja na frente no ranking. Dirigido por John Carney que, na verdade, está mais do que acostumado a realizar filmes sobre músicos (basta lembrarmos de Apenas uma Vez e Sing Street: Música e Sonho), Mesmo Se Nada Der Certo é mais uma dessas suas proezas cinematográficas. 

    Um filme sensível, humano e encantador sobre a amizade de uma jovem compositora e um produtor musical falido que, ao se encontrarem, acabam por mudar drasticamente a vida um do outro. Keira Knightley demonstra uma química extraordinária com Mark Ruffalo, e ainda entrega uma interpretação que explora os seus dotes musicais e performáticos. Uma obra simplesmente imperdível àqueles que amam dramas musicais como Nasce Uma Estrela — com o detalhe de ter um tom mais otimista e divertido.

    4. Segredos Oficiais (2019)

    Vamos saltar agora de uma comédia para um thriller político — só para provar a versatilidade de Keira Knightley. Segredos Oficiais, assim como O Jogo da Imitação, também traz uma história real que envolve guerras — mas, neste caso, a invasão dos Estados Unidos no Iraque. A atriz britânica assume o papel principal do filme ao representar uma famosa tradutora inglesa, Katharine Gun, conhecida por ter vazado informações confidenciais sobre a pressão que os Estados Unidos exerceram para que votassem a favor da invasão do Iraque na ONU.

    Um filme que mostra um lado de Keira que até aquele momento havia sido pouco explorado, através de uma personagem em crise e com um enorme dilema moral, que arrisca tudo para fazer aquilo o que acha justo e íntegro. Uma protagonista cuja convicção, coragem e força nos faz lembrar outros famosos denunciantes, que também já foram retratados em filmes de espionagem, como Edward Snowden em Snowden: Herói ou Traidor e Daniel J. Jones em O Relatório. Sem dúvida, um dos principais e mais desafiadores papéis de Keira Knightley.

    3. Um Método Perigoso (2011)

    Chegamos agora ao top três, todos eles filmes de época elevados por performances fascinantes da atriz inglesa. O primeiro deles, Um Método Perigoso, do mestre canadense David Cronenberg, um longa que remonta a criação da psicanálise, por meio da polêmica relação entre Freud (Viggo Mortensen), Jung (Michael Fassbender) e a paciente Sabina Spielrein (Keira Knightley).

    Uma obra que provoca e discute temas tabus, e que pode agradar tanto os amantes de filmes históricos, quanto os interessados em conhecer a história dos grandes intelectuais da psicologia. Além disso, a meu ver, é um filme que necessita de atuações colossais para o seu sucesso. O que, por sinal, Keira Knightley entrega. Uma performance completamente diferente do que encontramos em Segredos Oficiais e, na minha visão, ainda mais desafiadora, pois explora todo o desenvolvimento psíquico de uma figura com vícios e perturbações, que mais tarde acaba por se tornar uma das primeiras mulheres psicanalistas do mundo.

    2. Desejo e Reparação (2007)

    Como já mencionado anteriormente nessa lista, os dois papéis de destaque da carreira de Keira, pelo menos para mim, acontecem em filmes de Joe Wright, baseados em grandes clássicos da literatura. O primeiro deles, Desejo e Reparação, traz a atriz interpretando uma mulher que é forçada a se separar do seu amante após uma falsa acusação da sua irmã mais nova, durante o período da Segunda Guerra Mundial.

    Assim como em Anna Karenina, sua personagem também atravessa uma paixão proibida. No entanto, sua atitude é, evidentemente, menos trágica, uma vez que sua triste história é consequência de acontecimentos externos, e não propriamente das suas decisões. Uma performance que expõe, ao mesmo tempo, toda a força e vulnerabilidade de uma mulher que é assolada pelo fatídico destino, que a faz se distanciar do seu amado. Um filme esteticamente perfeito e narrativamente fascinante, que recomendo a todos os interessados em dramas históricos vencedores de Oscar, como O Paciente Inglês e A Época da Inocência.

    1. Orgulho e Preconceito (2005)

    Além de ser a mais refinada adaptação de um livro de Jane Austen, Orgulho e Preconceito também conta com a performance mais notável e identificável da carreira de Keira Knightley — o que faz com que o filme se situe na primeira posição do ranking. Ao contrário de Desejo e Reparação, é um romance com um tom mais otimista e menos trágico, que nos propicia uma conexão ainda maior com a personagem interpretada por Keira.

    Ao dar vida à icônica protagonista Elizabeth Bennet, que nutre uma relação que vai do ódio ao amor com o orgulhoso e rico Mr. Darcy, Keira nos encanta com uma performance extremamente humana e enérgica, que evidencia o espírito jovem e livre da personagem, além da sua personalidade contestadora, de opinião forte. Não à toa, foi o único filme que fez com que Keira Knightley fosse indicada ao Oscar de Melhor Atriz — vale lembrar que com O Jogo da Imitação, a inglesa concorreu na categoria de Melhor Atriz Coadjuvante.

  • 10 Filmes e Séries Super Divertidos Sobre Mansões Mal-assombradas Para Assistir Depois de ‘Hotel Assombrado’
    Bruno Pinheiro Melim

    Bruno Pinheiro Melim

    Editor JustWatch

    A série animada da Netflix, Hotel Assombrado (dos mesmos criadores de Rick e Morty), que estreou recentemente, chegou para revigorar o gênero de comédia de terror. 

    Com uma história completamente sem filtro e extremamente engraçada sobre uma família (uma mãe solteira e dois filhos) que toma conta de uma mansão/hotel assombrado por fantasmas e outros seres sobrenaturais.

    Aproveitando o sucesso da animação, preparamos uma lista com outras 10 divertidas produções do gênero (ranqueadas por ordem crescente de qualidade), e que também se situam em mansões mal-assombradas, para que você possa assistir depois de Hotel Assombrado. Na verdade, se preferirem, podem assistir até mesmo antes, como uma espécie de preparação para a série. Vale lembrar que todos os filmes e séries estão disponíveis online, em diversas plataformas de streaming.

    10. Scooby-Doo 2: Monstros à Solta (2004)

    Todos sabemos que muitos episódios do desenho animado Scooby-Doo traz diversos mistérios relacionados com grandes casas mal-assombradas, e o mesmo acontece com o segundo filme live-action da franquia, Scooby-Doo 2: Monstros à Solta, que explora a história por trás de uma mansão que está associada à chegada de diversos monstros na cidade — que, inclusive, já apareceram ao longo dos episódios da série animada.

    Deste ponto de vista, é um filme que certamente pode agradar os fãs mais assíduos e nostálgicos do clássico desenho. Além disso, se a parte cômica de Hotel Assombrado é o que te chama mais a atenção (mesmo sendo direcionada para um público mais adulto), Scooby-Doo 2: Monstros à Solta pode te surpreender (no bom sentido), já que traz sequências e atuações hilárias, com a diferença de ser um filme indicado para toda a família. 

    9. Hotel Transilvânia (2012)

    Continuando com um tom mais familiar, antes de indicarmos os títulos mais ‘pesados’, chegamos a Hotel Transilvânia, uma animação que assim como Hotel Assombrado, traz uma família responsável por operar uma grande mansão voltada para o comércio de estadias, com a diferença de que, ao invés de humanos, Drácula e sua família é quem gerem o negócio turístico, destinado aos monstros de todo o mundo. Uma obra que recomendo, sobretudo, àqueles que procuram animações que subvertem o caráter amedrontador dos seres sobrenaturais, como a própria A Família Addams.

    Um filme que também propõe uma ‘overdose’ de monstros, mas invertendo o ponto de vista, afinal, aqui são os seres humanos as verdadeiras ameaças, especificamente, um garoto que vai parar sem querer no hotel, e se apaixona pela filha do Drácula. No entanto, mesmo entretendo, é uma animação que, para mim, consegue pincelar temas mais profundos do que Scooby-Doo 2 (através, por exemplo, da relação entre pai e filha).

    8. Terror no Estúdio 666 (2022)

    Vamos agora para as produções mais adultas. Já pensou se a banda de rock Foo Fighters alugasse uma mansão para fazer um novo álbum e este espaço fosse assombrado por diversas criaturas sobrenaturais, inclusive, possuindo o líder do grupo, Dave Grohl? Essa história não só foi imaginada, como também se tornou um filme, intitulado Terror no Estúdio 666, que lembra o estilo de falso documentário característico de O que Fazemos nas Sombras.

    Se o caráter ‘nonsense’ de Hotel Assombrado é o que realmente te fascina, tente dar uma chance a este filme ‘fora da caixa’, que faz uma miscelânea de muito rock'n roll, com uma história de assombrações e possessões, misturado com inúmeras piadas e cenas excessivamente sangrentas. Uma verdadeira celebração do gênero, que nos alegra e apavora (ao mesmo tempo), claro, se você conseguir embarcar desde o início nesta alucinante viagem.

    7. A Casa do Espanto (1985)

    Mesmo sendo uma comédia de terror, Hotel Assombrado traz diversas referências a filmes genuinamente de horror (desde o slasher ao sobrenatural), construindo diversas cenas com um caráter mais aterrorizante. Assim, para quem procura uma produção do mesmo gênero (comédia de terror), cujo aspecto assustador (além do lado cômico) também se sobressai, A Casa do Espanto pode ser a escolha certa para você.

    Um filme (live-action) que acompanha um escritor que se muda para uma mansão mal-assombrada, e que se destaca, principalmente, por conta do ilustre trabalho de design de produção e figurino, responsáveis por construir monstros extremamente excêntricos e curiosos, mas também realistas. Além disso, é uma obra que não se contenta em ser apenas uma comédia de terror mais superficial como Terror no Estúdio 666, uma vez que insere na narrativa o tema de trauma pós-guerra, presente no dilema do protagonista, assim como faz o filme Alucinações do Passado

    6. Mansão Mal-Assombrada (2023)

    A primeira versão de Mansão Mal-Assombrada, protagonizada por Eddie Murphy e baseada em uma atração do parque da Disney, apesar de ter sido um filme popular no início do século, não se compara em termos de qualidade com o seu reboot, também intitulado Mansão Mal-Assombrada. Este, uma produção muito mais divertida, assustadora e emocionante — que conta com um roteiro até mais bem estruturado que o próprio filme A Casa do Espanto.

    Sem receios de falar abertamente (de uma maneira leve) sobre o tema do luto e da morte, assim como faz Hotel Assombrado, o filme acompanha uma mãe e um filho (e aqueles que tentam ajudá-los) na tentativa de se livrar das entidades sobrenaturais que habitam a mansão que eles acabaram de comprar. Uma obra que ainda conta com atuações vigorosas de um elenco de luxo, que inclui grandes nomes como Owen Wilson, Danny DeVito e Jamie Lee Curtis — mais um motivo para assisti-la no Disney+.

    5. O Mistério do Relógio na Parede (2018)

    O Mistério do Relógio na Parede é um filme cujo tom familiar se assemelha a Mansão Mal-Assombrada, mas se difere por ser uma ficção ainda mais engraçada e peculiar. Com o detalhe de que Jack Black contribui (e muito) para essa percepção, ao dar vida ao exótico tio do protagonista mirim, que recebe seu sobrinho órfão na sua mansão mal-assombrada, onde a magia corre solta e um relógio misterioso e poderoso ameaça todo mundo. 

    Eu diria que é um típico filme de halloween para toda a família, com uma energia muito similar a outro longa protagonizado por Black, Goosebumps: Monstros e Arrepios, que apesar de não trazer uma história de uma casa mal-assombrada, mistura os elementos fantásticos e cômicos de maneira muito similar. Além disso, pelo fato de ser dirigido por Eli Roth (especialista em filmes de terror), também conta com momentos mais tensos e apavorantes.

    4. Gasparzinho, o Fantasminha Camarada (1995)

    Vamos saltar de um filme — O Mistério do Relógio na Parede — onde a magia justifica os acontecimentos sinistros, para um longa onde os fantasmas roubam a cena, assombrando e aloprando (com exceção de um fantasma mais bonzinho) um especialista em atividade paranormal e a sua filha. É claro que me refiro a Gasparzinho, o Fantasminha Camarada, uma das histórias mais conhecidas e populares quando o assunto é mansão mal-assombrada. 

    Da mesma forma que Katherine (protagonista de Hotel Assombrado) tem uma relação com o fantasma do seu irmão, que por sinal, é do bem, a garotinha Kat também cria um vínculo com Gasparzinho, o único fantasma amigável daqueles que habitam a mansão mal-assombrada a qual o pai de Kat é contratado para exorcizar dos seres sobrenaturais. Um divertido clássico que merece a quarta posição da lista — apesar de ser um longa menos assustador que a maioria dos filmes aqui mencionados.

    3. Ghosts (2021–)

    Apesar de não existirem tantas séries com mansões mal-assombradas com um tom cômico parecido com Hotel Assombrado, a sitcom Ghosts preenche esta lacuna de maneira categórica. Afinal, a série da CBS (que é adaptada de outra da BBC, também chamada Ghosts), traz uma história que acompanha um casal que herda uma mansão habitada pelos fantasmas dos ex-residentes e transformam-na em uma espécie de hotel. 

    Ou seja, assim como a família de Katherine tem que aprender a lidar com as entidades sobrenaturais que habitam o hotel que era do seu irmão, o casal da sitcom também precisa se acostumar a coexistir ao lado de fantasmas de diferentes períodos históricos presos na mansão. Mesmo sem contar com os elementos mais macabros da animação, ao invés disso, temos momentos onde a emoção fala mais alto, Ghosts é, na minha visão, ao lado de O Que Fazemos nas Sombras, uma das melhores, mais divertidas e viciantes séries de comédia sobrenaturais dos últimos anos, merecendo a terceira posição da lista.

    2. The Rocky Horror Picture Show (1975)

    Agora abrirei um pouco o leque de possibilidades para indicar um filme cuja história traz aspectos narrativos característicos do gênero, através de um casal que após ter seu carro quebrado, vai buscar ajuda em um estranho castelo no meio do nada. No entanto, subverte o elemento mansão mal-assombrada (por espíritos ou outras entidades sobrenaturais), para introduzir um grupo de figuras excêntricas, na verdade aliens, liderados por um cientista maluco interpretado pelo fabuloso Tim Curry, que buscam o prazer absoluto neste exótico local.

    The Rocky Horror Picture Show, assim como Terror no Estúdio 666, é um filme que mistura referências do terror, da comédia ácida e do rock’n roll, mas de uma maneira muito mais experimental e criativa, tanto narrativamente (com um enredo que envolve alienígenas vindos do planeta Transsexual), quanto esteticamente, por meio de um musical inventivo e extremamente colorido. Esta sim, uma obra estritamente indicada ao público adulto/adolescente que gosta do caráter absurdo de Hotel Assombrado.

    1. Os Fantasmas Ainda se Divertem: Beetlejuice Beetlejuice (2024)

    Nem sempre uma sequência de um filme clássico, principalmente quando lançada décadas depois, consegue manter a essência e qualidade da obra de origem. Porém, este não é o caso de Os Fantasmas Ainda se Divertem: Beetlejuice Beetlejuice, que recupera o espírito — ao mesmo tempo, brincalhão e sombrio — de Tim Burton (conhecido pelo primeiro Os Fantasmas Se Divertem), através de um filme espirituoso, imprevisível e visualmente fascinante.

    Aqui sim, a clássica história de fantasmas ligada a um determinado espaço (no caso, o casarão da família Deetz) retorna, evidentemente com o regresso do icônico e caótico personagem interpretado por Michael Keaton, que tem um plano mirabolante para casar com Lydia. Um filme que merece a primeira colocação do ranking, não só por trazer uma das figuras fantásticas mais populares do cinema quando o assunto é mansão mal-assombrada, mas também por focar bastante sua história nas dinâmicas e dilemas familiares dos seus personagens, assim como Hotel Assombrado faz.

  • ‘Jackass’: Todos os Filmes em Ordem e Onde Assistir a Eles
    Beatriz Coutinho

    Beatriz Coutinho

    Editor JustWatch

    Se você já riu (ou se contorceu de dor) assistindo alguém levar uma pancada nas partes baixas ou ser arremessado por um carrinho de supermercado em movimento, então sabe exatamente o que esperar de Jackass. O programa da MTV fez tanto sucesso que se tornou uma série de filmes nos quais Johnny Knoxville e seu elenco maluco entregam cenas tão absurdas quanto hilárias, com muito sangue, vômito, concussões e gargalhadas ao longo do caminho.

    Neste guia da JustWatch, você confere a ordem correta para assistir a todos os filmes Jackass e em quais serviços de streaming assistir a eles online.

    1. Jackass: O Filme (2002)

    Lançado em 2002, Jackass: O Filme chegou aos cinemas entregando tudo o que os fãs da série da MTV mais amavam: loucuras — e ainda arrecadou US$ 22,8 milhões. O longa é um grande compilado no qual Johnny Knoxville e seus companheiros malucos fazem acrobacias, atropelam diferentes objetos com um carrinho de golfe, fazem a si mesmos de bolas de boliche, se jogam em ambientes perigosos, andam de skate das piores formas possíveis e se machucam para arrancar risadas e urros de aflição do público — sempre insistindo que ninguém deveria tentar imitá-los.

    O resultado é um espetáculo tão bizarro quanto hipnótico, pois é simplesmente impossível parar de assistir, causando aquela sensação de “Existe limite para isso?” — lembrando o programa inglês do mesmo estilo Dirty Sanchez. Como uma personificação do meme “Nunca deixe eles saberem seu próximo movimento”, em Jackass: O Filme você nunca sabe se a próxima maluquice fará você se contorcer de rir, dor ou nojo. Mesmo sem uma narrativa linear, o filme funciona perfeitamente, mostrando a mistura de humor com perigo. É cru e exagerado, mas certamente viciante.

    2. Jackass 2 (2006)

    Com um trailer que tirava sarro de cada uma das críticas negativas que o primeiro filme recebeu, Jackass 2 apenas ressaltou que tudo o que Knoxville e seus colegas de loucura queriam era se divertir e divertir ao público, independentemente de qualquer limite ou consequência — o que lembra muito Tirando a Maior Onda, reality show de pegadinhas menos radical, mas tão divertido quanto Jackass.

    Desta vez, o grupo apronta algumas das cenas mais engraçadas (e angustiantes!) de todos os filmes, como participar de uma tourada caseira às cegas, deixar uma lagosta morder a língua deles e até mesmo repetir uma clássica cena de infância: puxar um dente já mole com um solavanco, mas neste caso, com a ajuda de um carro. Filmado com uma leveza quase infantil, como se a dor fosse só mais uma parte da diversão, o filme entretém, entrega ainda mais pegadinhas e experiências malucas, além de manter o nível de humor do primeiro, mostrando o desequilíbrio perfeito entre coragem e loucura.

    3. Jackass 2.5 (2007)

    Jackass 2.5 é um complemento do filme anterior, que mostra como as acrobacias perigosas e maluquices do grupo são planejadas e então colocadas em prática, além de trazer novas cenas que não entraram em Jackass 2. Isso inclui indo de tourada às cegas com bezerros no lugar de touros, entre outros absurdos que certamente renderam muitos acidentes, hematomas e alguns dentes quebrados.

    Inaugurando a tradição de sempre lançar uma versão adicional aos filmes principais, a produção inovou em trazer os bastidores de cada maluquice filmada, mostrando ao público a forma como cada desafio é pensado — ou não. Ainda assim, as versões 0,5 não são imprescindíveis para assistir a franquia em ordem, e certamente poderiam ser ainda menores e inseridas nos créditos de cada filme.

    4. Jackass Presents: Mat Hoffman's Tribute to Evel Knievel (2008)

    Jackass Presents: Mat Hoffman's Tribute to Evel Knievel tem um tom diferente das primeiras produções da franquia Jackass, especialmente por contar com acrobatas e dublês profissionais, já que até então apenas um bando de homens malucos estava no comando da situação. Com pouco mais de uma hora, o longa é, em sua essência, um grande tributo ao dublê e artista performático Evel Knievel, conhecido por suas acrobacias insanas feitas com motos.

    Após uma vida repleta de recordes e acidentes, Knievel morreu cerca de um ano antes do lançamento do documentário, o que trouxe um tom mais especial às loucuras de Knoxville — para conhecer melhor a história do dublê, confira Dublê de Risco. Inclusive, acidentes não faltaram durante o filme, com o líder Jackass perdendo o controle de uma moto no ar e caindo no chão, para logo em seguida o veículo atingir os testículos dele de forma bastante séria, o que o deixou debilitado por alguns meses.

    5. Jackass: Os Episódios Perdidos (2009)

    Pegadinhas, cenas deletadas e episódios que nunca foram ao ar é o que resume Jackass: Os Episódios Perdidos, lançado em 2009, como uma versão maior e melhor editada das versões 0,5 da franquia. Aqui, ao longo de quase duas horas, o filme mostra várias cenas de quando Johnny Knoxville, Bam Margera, Chris Pontius, Dave England, Ryan Dunn, Steve-O, Jason "Wee Man" Acuña, Ehren McGhehey e Preston Lacy eram jovens e estavam começando o programa da MTV, o que ganha um tom interessante de tributo, ao invés de ser apenas um making-of como Jackass 2.5.

    O filme traz uma das esquetes mais nojentas de todos os tempos do grupo, com o omelete de vômito. Este é um verdadeiro mergulho nas raízes do humor extremo, que transformou o grupo em um fenômeno cultural e lhe deu a fama de “ame ou odeie”.

    6. Jackass 3D (2010)

    Jackass 3D prometeu levar as acrobacias insanas e o humor autodestrutivo do grupo para outro nível ao realmente usar a técnica 3D para intensificar cada tombo, explosão ou impacto, mas não entregou uma experiência que justificasse toda a propaganda feita na época. O novo compilado de novas acrobacias insanas, esquetes malucas e experiências que marcaram uma geração de fãs de atividades altamente perigosas passa longe de ser ruim, mas não oferece tantos momentos 3D assim, o que deixa um gostinho de quero mais.

    Ainda assim, assistir Knoxville e seu bando em novas façanhas não perdeu a graça, e você pode esperar coisas do tipo: colocar um homem dentro de um banheiro químico e “estilingá-lo” com elásticos gigantescos, fantasiar um dos membros de pato e organizar uma caça ao “animal”, passar por cima de uma cerca viva estando montado em uma lancha e montar no topo de uma árvore que será derrubada no chão apenas por diversão. Tudo é tão absurdo que você fica anestesiado e no final se pergunta: “Por que não?”. Se no início dos anos 2010 você curtia Loiter Squad, mas perdeu o timing de Jackass 3D, vale a pena dar uma chance.

    7. Jackass 3.5 (2011)

    Assim como Jackass 2.5, Jackass 3.5 é um complemento de seu filme anterior, que nasceu por conta do enorme volume de material gravado durante Jackass 3D, que segundo Knoxville, era suficiente para dois longas.

    Assim, esta verdadeira obra com pouco mais de uma hora traz cenas deletadas, novas brincadeiras e armações, incluindo uma peça icônica que foi pregada em Knoxville nos bastidores, além de uma série de entrevistas com o elenco, feitas durante a produção do longa. Mostrando como o caos dos bastidores é tão divertido quanto o que chega à tela, Jackass 3.5 também tem um tom mais intimista (tanto quanto possível dentro da temática), por trazer de volta o clima de bastidores.

    8. Jackass Apresenta: Vovô Sem Vergonha (2013)

    Também bastante diferente do que o público estava acostumado quando ouvia falar em Jackass, Jackass Apresenta: Vovô Sem Vergonha foi o primeiro filme com história da franquia — e ele tem uma energia muito parecida com Borat - O Segundo Melhor Repórter do Glorioso País Cazaquistão Viaja à América. Aqui, temos Knoxville no papel de Irving Zisman, um personagem que já havia aparecido em uma ou outra esquete do grupo, mas aqui ganhou um desenvolvimento maior e uma missão: ele é um senhor de 86 anos que precisa levar seu neto Billy, de apenas 8 anos, até o pai do garoto do outro lado do país.

    O longa segue uma história completamente maluca e mostra avô e neto em meio a diversas pegadinhas com público real, situações absurdas e nada normais para uma criança, além de conter até mesmo uma referência ao filme Pequena Miss Sunshine, em que Billy é inscrito em um concurso de beleza para crianças. Menos focado em acrobacias extremas, aqui temos uma narrativa, que embora seja só uma desculpa para pregar peças por aí, funciona bem, já que criamos simpatia por Irving e que o humor da franquia permanece afiado, garantindo risadas e um formato inédito.

    9. Jackass Apresenta: Vovô Sem Vergonha.5 (2013)

    Seguindo a tradição de lançar complementos para seus filmes principais, Jackass Apresenta: Vovô Sem Vergonha.5 traz 40 minutos adicionais de cenas não utilizadas no longa original e entrevistas com o elenco, além de mostrar uma série de processos dos bastidores da produção, tornando-se praticamente um documentário sobre a criação do filme que mostra Irving tentando cuidar do neto.

    No entanto, esse extra deixa um gostinho amargo na boca de quem o vê, mesmo se você gostou do filme, pois mostra como várias cenas ótimas com Catherine Keener e Spike Jonze foram cortadas da versão final do longa, que é divertido, mas tinha ainda mais potencial.

    10. Jackass Para Sempre (2022)

    Vinte anos depois do primeiro filme Jackass e mais de 10 anos depois de um longa tradicional da franquia, Jackass Para Sempre estreou em 2022, trazendo uma perspectiva interessante: por estar mais velho, Knoxville estaria mais cuidadoso ou até mesmo teria parado com suas ideias perigosas e insanas? A resposta dessas perguntas é obviamente “Não!” e foi assim que nasceu mais um longa, que mostra o ator e um novo elenco construindo um canhão para lançar uma pessoa pelo ar, lambuzando um integrante de mel e salmão e trancando-o em uma sala com um urso, explodindo banheiros químicos com pessoas dentro e por aí vai.

    Vale lembrar ainda que o filme chegou como um presente para os fãs no início de 2022, quando a pandemia de Covid-19 ainda estava impactando negativamente o mundo inteiro, o que fez com que a produção trouxesse um certo alívio na época. A química entre veteranos e novatos do elenco funciona muito bem, nos fazendo ver graça em quem acabamos de conhecer, mesmo depois de um estranhamento inicial — mas se prepare, pois toda a bagunça que eles fazem juntos rendeu novos machucados e cicatrizes bastante sérios, que vão desde mordidas de cobra, costelas quebradas, e concussões, até mesmo a uma hemorragia no cérebro. Se você curtiu Tirando a maior Onda: O Filme, vai adorar relembrar a energia caótica de Jackass com Para Sempre.

    11. Jackass 4.5 (2022)

    Apesar do sucesso de Jackass Forever, parte do público achou que o novo elenco ainda não estava entrosado o suficiente para que o longa mantivesse um tom intimista entre o grupo. Em Jackass 4.5, como de costume, cenas não usadas na versão final do filme, entrevistas e muitos momentos de bastidores somam 1h30m de conteúdo extra, o que aliviou o receio que os fãs sentiram com a versão “oficial” da produção, principalmente por conta das pegadinhas que os integrantes faziam entre si por pura diversão.

    Há quem diga que esta versão é até mesmo melhor e mais divertida que o filme principal, o que faz certo sentido porque mostra muito mais do planejamento de cada acrobacia ou peça maluca. Se fosse possível unir cenas diferentes de Jackass Forever com outras de Jackass 4.5, provavelmente teríamos o longa perfeito.

  • ‘Tron’: Todos os Filmes em Ordem e Onde Assistir a Eles
    Beatriz Coutinho

    Beatriz Coutinho

    Editor JustWatch

    Com o lançamento de Tron: Ares nos cinemas, este é o momento perfeito para revisitar uma das maiores franquias da ficção científica. Desde o lançamento de Tron - Uma Odisseia Eletrônica em 1982, a saga se tornou um marco na representação da relação entre humanidade e tecnologia, abordando temas como mundos digitais, inteligência artificial, identidade digital, entre outros, décadas antes deles se tornarem populares no dia a dia.

    Ao longo dos anos, o universo de Tron se expandiu por meio de novos filmes e animações — continuações que mantiveram o visual inovador e impressionante do filme original, honrando também sua trilha sonora, uso espetacular de CGI e design sempre muito bem produzido, além de terem aprofundado as reflexões que o longa de 1982 trazia.

    Neste guia da JustWatch, descubra tudo sobre a franquia Tron, como a ordem  correta para assistir as produções e em quais serviços de streaming assisti-las, antes do lançamento de Tron: Ares. Para assistir os filmes em ordem de lançamento basta seguir a lista abaixo: 

    1. Tron - Uma Odisseia Eletrônica (1982)
    2. Tron: O Legado (2010)
    3. Tron: Uprising (2012-2013) 
    4. Tron: Ares (2025) 

    Porém, para acompanhar a história de começo ao fim de forma contínua, recomendo que você assista na ordem cronológica, detalhada abaixo: 

    1. Tron - Uma Odisseia Eletrônica (1982)

    Lançado em 1982 e dirigido por Steven Lisberger, Tron - Uma Odisseia Eletrônica foi o ponto de partida de uma das franquias mais icônicas do cinema de ficção científica. O filme apresenta a história de Kevin Flynn (Jeff Bridges), um desenvolvedor de jogos que é acidentalmente transportado para dentro do mundo virtual que ele mesmo ajudou a criar. Inserido nesse universo tecnológico e perigoso, ele precisa lutar para sobreviver e voltar ao mundo real.

    Misturando computação gráfica com live action de forma bastante pioneira, o filme fez o público da época mergulhar em um universo digital muito antes da internet se tornar popular. Além disso, o clima de aventura da história e seus  efeitos visuais inovadores fizeram o longa se tornar lendário por cenas impressionantes como as das corridas de motos, sempre lembradas com entusiasmo por quem viveu o cinema dos anos 1980. Se você ainda não viu o primeiro Tron e gosta de longas como Blade Runner, o Caçador de Andróides, O Último Guerreiro das Estrelas e Speed Racer, certamente vai adorar esse clássico.

    Embora tenha sido subestimado na época de seu lançamento, aos poucos o filme ganhou o status de cult, especialmente entre fãs de tecnologia e games. Além disso, a trilha sonora do filme, marcada por uma grande influência da música eletrônica em um trabalho da brilhante compositora Wendy Carlos (Laranja Mecânica e O Iluminado), ainda contava com a presença da banda Journey, responsável por clássicos como Don’t Stop Believin’ e Open Arms.

    2. TRON: Uprising (2012-2013)

    Situada entre Tron – Uma Odisseia Eletrônica e Tron: O Legado, TRON: Uprising é uma série animada não tão conhecida, mas bastante importante, não só por sua qualidade genuína, mas também porque faz parte do cânone da franquia, ou seja, é considerada parte da história oficial de tudo o que envolve Tron. Ambientada no mesmo universo digital dos filmes, a produção acompanha Beck (Elijah Wood), um jovem programa que se rebela contra o regime autoritário de Clu (que era um programa do bem, mas trai Flynn) e se torna o novo protetor da Grade.

    Com uma estética visual impressionante, que mistura neon, sombras e um design minimalista, a série é um verdadeiro presente para fãs de ficção científica, apresentando uma narrativa bastante madura, que propõe diversas reflexões sobre resistência e identidade, trazendo mais emoção e aspectos políticos em relação ao filme que deu início à franquia. A animação entrega batalhas muito bem coreografadas e ainda conta com uma ótima trilha sonora pulsante, que faz jus ao filme original. Embora tenha durado apenas uma temporada, permanece essencial para entender a franquia e é uma grata surpresa para quem curtiu Psycho-Pass e Cyberpunk: Mercenários.

    3. Tron - O Legado (2010)

    Sequência direta do clássico de 1982, Tron - O Legado traz de volta Kevin Flynn (Jeff Bridges) e apresenta o filho do personagem, Sam (Garret Hedlund), que acaba sendo transportado para dentro do mesmo universo digital em que seu pai desapareceu. Os efeitos visuais do filme são incríveis e expandem o mundo original da franquia com mais cenários luminosos, as icônicas corridas de motos e um design futurista impecável, honrando e modernizando o legado do primeiro Tron.

    Com a dupla Daft Punk no comando de batidas eletrônicas viciantes, a trilha sonora continua sendo um ponto forte da franquia. Esteticamente o filme é brilhante, mas dessa vez a história não acompanha 100% o visual, muito por conta da ambientação da franquia ter sido inovadora nos anos 1980, mas não necessariamente uma novidade em 2010. Com diálogos muito explicativos e um vilão mais tradicional em relação ao primeiro filme, a narrativa acaba se tornando simples demais. Ainda assim, vale a pena conferir o filme vendo-o como uma grande aventura digital, especialmente se você gostou de produções como Jogador Nº1 e Matrix.

    Vale lembrar que em 2011, o curta Tron: Next Day foi lançado para a versão em Blu-ray do filme e mostrava alguns acontecimentos importantes entre o primeiro e o segundo filmes. Em 10 minutos, a produção revela detalhes do que aconteceu depois do desaparecimento de Flynn em 1989, da criação do movimento Flynn Lives pelo misterioso hacker ZackAttack e ainda menciona o filho do vilão humano de Tron, Ed Dillinger.

    4. Tron: Ares (2025)

    Marcada por grandes intervalos entre suas continuações, a franquia Tron recebe em 9 de outubro de 2025 seu terceiro e mais novo filme: Tron: Ares. Estrelado por Jared Letto, o longa mostra o ator como Ares, um programa de computador altamente qualificado que é transportado para o mundo real, uma inversão ousada da premissa original de Tron. Dirigido por Joachim Rønning (Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar), o longa promete expandir os temas clássicos de Tron, como identidade, controle e as relações entre humanidade e tecnologia.

    Visualmente, tudo indica que o filme seguirá a tradição da franquia de investir em efeitos visuais impressionantes, com muito neon e estética futurista. Quando o assunto é a narrativa, Tron: Ares parece mirar em algo mais filosófico, como o impacto da Inteligência Artificial e da vida digital no mundo real. Tudo indica que apostará em trazer bastante emoção e complexidade para seu protagonista, apesar das críticas iniciais não terem sido as melhores. Além disso, a trilha sonora provavelmente manterá o nível das produções anteriores, já que a banda de rock Nine Inch Nails está envolvida no projeto.

  • ‘Manutenção Necessária’ e Outras 5 Comédias Românticas Recentes Para se Apaixonar
    Beatriz Coutinho

    Beatriz Coutinho

    Editor JustWatch

    Comédias românticas nunca saem de moda e 2025 está aqui para provar isso. Em meio a tantas estreias, Manutenção Necessária chega como mais uma novidade do gênero, trazendo Madeleine Petsch e Jacob Scipio em uma história inusitada, repleta de química, risadas e ritmo de coração acelerado. E o charme das rom-coms não para por aí, pois outros filmes recentes também se mostraram incríveis e merecem sua atenção. 

    Se você ama se perder (e se encontrar!) em boas histórias de amor — seja em oficinas de carro, escolas dos anos 1990 ou nas ruas de Paris — descubra neste guia da JustWatch em quais serviços de streaming assistir Manutenção Necessária e outras cinco comédias românticas perfeitas para ficar suspirando.

    Manutenção Necessária (2025)

    Se você está à procura de uma comédia romântica moderna e cheia de personalidade, o novo filme Manutenção Necessária merece ser sua escolha. Estrelado por Madeleine Petsch, a Cheryl de Riverdale, o longa apresenta a história de Charlie, uma mulher independente, dona de uma oficina de carros só para mulheres, que precisa lutar por seu negócio quando uma oficina franqueada abre do outro lado da rua. Além de desabafar com suas amigas, ela conta com a ajuda de um amigo anônimo online, sem saber que ele é Beau (Jacob Scipio), o gerente da oficina rival, ou seja, vem confusão por aí.

    Com a mesma energia da clássica produção Mens@gem Para Você, Manutenção Necessária é para quem curte o estilo “inimigos que se apaixonam”, entregando um humor moderno, química sincera entre os protagonistas, visual colorido e uma premissa divertida, que abraça clichês para ser reconfortante, ao invés de repetitivo. O filme não tenta ser profundo demais e nem reinventa o gênero, mas funciona bem, com personagens que geram identificação, uma boa dose de otimismo e um romance que nasce de forma divertida entre consertos de carro e graxa.

    Amor Enrolado (2025)

    Enquanto Manutenção Necessária traz uma protagonista adulta e confiante, Amor Enrolado nos leva de volta para a adolescência por um túnel do tempo que vai até o ensino médio nos anos 1990, lembrando produções como Garota do Século 20. O filme acompanha Park Se-Ri (Shin Eun-soo), uma estudante que acredita que seus cachos rebeldes são o principal obstáculo para conquistar Kim Hyun (Cha Woo-Min), quando o novo aluno Han Yoon-Seok (Gong Myung) tenta ajudá-la com essa questão e tudo muda entre eles.

    Perfeito para quem gosta de comédias românticas leves, o charme da produção vai muito além da estética reconfortante e nostálgica dos anos 90, pois trabalha muito bem temáticas como bullying, autoestima e amor próprio. Seguindo fórmulas conhecidas de filmes do mesmo gênero, a produção pode ser um pouco previsível, mas ainda assim é acolhedora, principalmente pela forma como o primeiro amor é abordado e pelas atuações delicadas de Shin Eun-soo, Gong Myung e do grupo de amigas da protagonista, que faz de tudo para animá-la. E vale lembrar, você não precisa mudar qualquer característica física sua para ser feliz!

    Noivo à Indiana (2025)

    Noivo à Indiana foi lançado no início de 2025, mas passou despercebido por muita gente e merece mais reconhecimento por misturar identidade e cultura com uma visão muito divertida e sincera do amor. A história do filme gira em torno de Naveen (Karan Soni), um jovem indiano-americano que se descobre apaixonado por Jay (Jonathan Groff), um fotógrafo branco, mas que também foi criado dentro da cultura hindu — no entanto, será que esse fato é suficiente para que Naveen consiga a aprovação de seus pais sobre esse amor?

    Extremamente divertido, o longa apresenta um casal com química irresistível, equilibrando humor e vulnerabilidade ao mostrar as várias questões pelas quais Naveen e Jay precisam navegar: desde expectativas culturais e choques entre gerações, até equilibrar tradição e modernidade dentro da cultura hindu — retratada com muita autenticidade e carinho pelo diretor Roshan Sethi, que criou o filme com base em sua própria história de amor na vida real. Trazendo uma perspectiva LGBTQIAP+ muito bem vinda às comédias românticas, assim como Com Amor, Simon e Fire Island: Orgulho & Sedução, Noivo à Indiana tem tudo para conquistar seu coração. 

    French Lover (2025)

    Se Noivo à Indiana encontra uma semelhança para contar uma história de amor, French Lover, lançado em setembro, aposta totalmente nas diferenças entre duas pessoas. Com um glamour parisiense de fundo, essa história francesa acompanha o encontro improvável de Abel Camara (Omar Sy), um ator desencantado com o estrelato, e Marion (Sara Giraudeau), uma garçonete que vive completamente fora dos holofotes. Quando o destino faz com que eles se encontrem de maneira nada amigável, nem parece que esses dois proporcionarão um filme recheado de momentos fofos.

    E assim como Manutenção Necessária parece ser inspirado em um clássico do gênero, aqui certamente temos a influência de Um Lugar Chamado Notting Hill, mas com uma inversão de gêneros, com Abel no lugar de Julia Roberts e Marion no de William. Quando os estranhamentos iniciais clássicos do “opostos se atraem” se resolvem, French Lover abre espaço para uma comédia romântica bastante madura, o que faz sentido, já que os protagonistas são mais velhos: aqui, Marion nunca passa por cima dos próprios valores, existe comunicação dentro do casal e cenas cotidianas parecem simples, mas são reconfortantes e quase mágicas. Se tudo o que você precisa nesse momento é de uma história de amor em Paris, aperte o play!

    The Baltimorons (2025)

    Assim como French Lover, The Baltimorons também apresenta um romance mais maduro entre dois adultos — bastante perdidos, inclusive, mas que encontram um no outro e em sua cidade um motivo para se abrirem para o amor. Aqui, conhecemos a história de Cliff (Michael Strassner), um homem recém-sóbrio que é surpreendido por uma emergência odontológica em plena véspera de Natal, o que o leva a um romance inesperado com a dentista Didi (Liz Larsen) e leva o público por um tour intimista por Baltimore, daqueles que apenas os locais poderiam oferecer.

    Filme independente do diretor Jay Duplass, The Baltimorons é uma comédia romântica deliciosa, que revela como o trivial pode se tornar extraordinário ao mostrar essas duas pessoas que mal se conhecem se apaixonando. Com diálogos incríveis que parecem conversas reais, o longa desenvolve muito bem seus personagens de forma individual: dando contexto para a necessidade de Cliff de tornar tudo uma grande piada e para a forma como Didi se sente perdida e fechada para novas possibilidades depois de passar por mudanças dolorosas. Emocionante e hilário à sua própria maneira, este é o filme de fim de ano perfeito para começar a sentir o quentinho no coração que só o Natal pode proporcionar, como uma versão romântica de Os Rejeitados.

    A Lista da Minha Vida (2025)

    A Lista da Minha Vida mistura romance, drama e autodescoberta de forma emocionante em um filme que não é só uma comédia romântica, mas também um olhar delicado sobre o luto e a vida — como uma mistura de P.S. Eu Te Amo com Comer, Rezar, Amar. Aqui, a jovem professora Alex Rose (Sofia Carson) perde sua mãe, Elizabeth (Connie Britton), com quem tinha uma relação muito próxima, e herda uma missão surpreendente: completar uma lista de desejos. A princípio, Alex fica relutante com a ideia, mas ao saber que cada desejo realizado tem como recompensa uma gravação da mãe no passado, topa o desafio.

    Assim como os protagonistas de Baltimore, Alex se sente sem direção diante da vida, desanimada não só com sua profissão, mas também com relacionamentos amorosos e o futuro de forma geral. Entre a realização de cada desejo aparentemente bobo da lista, como se apresentar em um show de stand-up e entrar em uma roda de bate-cabeça, a personagem não só cria novas memórias, como completa tarefas emocionalmente profundas, que antes pareciam impossíveis. Apesar do tom triste do início da história, aos poucos o filme se revela uma verdadeira lição sobre como aproveitar a vida, e ainda entrega ótimas atuações, com Carson brilhando e, Kyle Allen, no papel de Brad, mostrando toda a sua simpatia.

  • De 'The Mandalorian' a 'A Bruxa': Onde Você Já Viu o Elenco de 'Quarteto Fantástico: Primeiros Passos'?
    Fernanda Caseiro Talarico

    Fernanda Caseiro Talarico

    Editor JustWatch

    Quarteto Fantástico: Primeiros Passos finalmente chegou. Este era um dos filmes mais esperados da Marvel, não tem como negar, principalmente porque o longa é a introdução no MCU desses personagens que já foram adaptados tantas vezes – e quase todas falharam. 

    Agora, o aguardado reboot dos chega com um elenco estelar, que inclui: Pedro Pascal, Vanessa Kirby, Joseph Quinn, Ebon Moss-Bachrach e mais. Mas você sabe onde esses atores brilharam antes? Desde blockbusters até produções indie, o time de Quarteto Fantástico: Primeiros Passos traz nomes familiares do cinema e da TV. Antes de vestirem os trajes do Quarteto, eles já conquistaram o público em outros papéis marcantes. 

    Vamos relembrar onde você já viu esses talentos em ação! 

    Pedro Pascal (Senhor Fantástico/Reed Richards)

    Antes de vestir o traje do Senhor Fantástico do aguardado Quarteto Fantástico, Pedro Pascal já havia conquistado o público com dois papéis icônicos. Como Din Djarin em The Mandalorian, ele deu vida ao caçador de recompensas enigmático, carregando a série com presença magnética mesmo sob o capacete. Já em The Last of Us, sua atuação como Joel trouxe profundidade emocional ao sobrevivente durão, em uma atuação que mistura vulnerabilidade e força bruta. Esses são somente dois trabalhos que consolidaram Pascal como um dos atores mais versáteis de Hollywood e também um dos que mais trabalha! 

    Vanessa Kirby (Mulher Elástico/ Sue Storm)

    Antes de estrelar como Sue Storm no novo Quarteto Fantástico, Vanessa Kirby já demonstrava sua versatilidade em papéis memoráveis. Como Princesa Margaret na série The Crown, entregou uma atuação intensa que lhe rendeu um Emmy, capturando a rebeldia e vulnerabilidade da família real. Já em Missão Impossível: Efeito Fallout, transformou Alanna Mitsopolis/White Widow em uma das figuras mais intrigantes da franquia - charmosa, perigosa e imprevisível. Do drama histórico à ação de alto orçamento, Kirby prova ser uma das atrizes mais completas de sua geração.

    Joseph Quinn (Tocha-Humana/ Johnny Storm)

    Antes de incendiar as telas como Johnny Storm/Tocha-Humana no aguardado Quarteto Fantástico, Joseph Quinn já havia conquistado o público com atuações marcantes. Seu papel como Eddie Munson na 4ª temporada de Stranger Things o transformou em fenômeno cultural - o líder do Hellfire Club que cativou fãs com seu carisma rebelde e cena épica de guitarra no Mundo Invertido. Já na minissérie Les Misérables, deu vida ao revolucionário Enjolras com intensidade dramática, provando seu talento em adaptações literárias. Do horror aos clássicos, Quinn demonstra versatilidade que promete continuar brilhando no Universo Marvel.

    Ebon Moss-Bachrach (Coisa/Ben Grimm) 

    Antes de encarnar Ben Grimm no novo Quarteto Fantástico, Ebon Moss-Bachrach já construía uma carreira plural. Em O Urso, seu Richie Jerimovich rouba cenas como o primo disfuncional do protagonista, oscilando entre comicidade ácida e vulnerabilidade com maestria - atuação que lhe rendeu um Emmy em 2024. Já em Andor, deu vida ao hacker Linus Mosk com uma presença contida que adicionou camadas ao universo Star Wars. Seja em dramas intensos ou comédias nervosas, Moss-Bachrach prova ser um ator de transformações - preparado para dar alma à pedra do Quarteto.

    Julia Garner (Surfista Prateada/Shalla Bal)

    Antes de embarcar como Shalla-Bal, a Surfista Prateada, no Quarteto Fantástico, Julia Garner já colecionava atuações eletrizantes. Seu papel como Ruth Langmore em Ozark consagrou-a com dois Emmys, interpretando uma jovem traficante cuja mistura de ferocidade e vulnerabilidade redefine anti-heroínas. Já em Inventando Anna, transformou a falsa herdeira Anna Delvey num estudo fascinante de manipulação e ambição, rendendo-lhe um Globo de Ouro. Do crime organizado aos salões de elite, Garner domina personagens complexas - preparando o terreno para trazer profundidade cósmica ao papel no Universo Marvel.

    Ralph Ineson (Galactus)

    Antes de emprestar sua voz imponente ao devorador de mundos Galactus no Quarteto Fantástico, Ralph Ineson já marcava presença em produções memoráveis. Como William no perturbador A Bruxa, trouxe uma intensidade puritana aterradora ao patriarca de uma família assombrada no século XVII. Já no universo Harry Potter, interpreta Amycus Carrow, o cruel professor de Artes das Trevas que personificava a tirania de Voldemort em Harry Potter e as Relíquias da Morte. Seja em papéis de vilões ou figuras sombrias, Ineson domina personagens de presença magnética - preparação perfeita para a entidade cósmica mais temida do Marvel.

    Natasha Lyonne (Rachel Rozman)

    Natasha Lyonne, além de seu papel como Rachel Rozman do novo longa do Quarteto Fantástico, destacou-se em outros trabalhos marcantes. Em Orange Is the New Black, ela interpretou Nicky Nichols, uma presa inteligente e sarcástica que conquistou o público com seu humor ácido e vulnerabilidade. Já em Poker Face, Lyonne vive Charlie Cale, uma mulher com a habilidade de detectar mentiras, embarcando em uma jornada repleta de mistérios. Ambos os papéis demonstram sua versatilidade, combinando carisma, profundidade emocional e um timing cômico impecável, consolidando-a como uma das atrizes mais originais da atualidade. 

    Paul Walter Hauser (Harvey Elder/ Homem Toupeira)

    Paul Walter Hauser, além de interpretar Harvey Elder (Homem-Toupeira) fez personagens memoráveis. Em Eu, Tonya, ele deu vida a Shawn Eckhardt, o excêntrico e desastrado guarda-costas de Tonya Harding, entregando uma atuação hilária e patética que roubou cenas. Já em Richard Jewell, Hauser interpretou o herói injustiçado do atentado de Atlanta, mostrando dramaticidade e profundidade, em uma atuação aclamada pela crítica. Esses trabalhos revelam sua versatilidade, transitando entre comédia ácida e drama intenso com maestria.

    Onde assistir aos filmes e séries do elenco de ‘Quarteto Fantástico: Primeiros Passos?’

    Abaixo, veja onde assistir online, em streaming, aos filmes e séries com o elenco de Quarteto Fantástico: Primeiros Passos.

  • 10 Filmes de Terror Familiar Para Assistir Com As Crianças no Halloween
    Bruno Pinheiro Melim

    Bruno Pinheiro Melim

    Editor JustWatch

    Outubro é um mês especial para os mais jovens, não só porque se comemora o dia das crianças, mas também por conta do Halloween, também conhecido no Brasil como Dia das Bruxas. Dentre os inúmeros programas possíveis para este dia tão divertido (e assustador), é claro que não pode faltar um filminho para assistir com a família toda reunida.

    Por isso mesmo, separamos uma lista com 10 filmes de terror incríveis para assistir no Halloween (desde clássicos do gênero até animações em stop motion), indicado tanto para crianças, quanto para adultos. Saiba também onde assistir em streaming a todos os filmes da lista. Garanto que o que não vai faltar é diversão e alguns sustos pelo caminho!

    Os Caça-Fantasmas (1984)

    Começando com uma das maiores franquias do cinema, que se popularizou ao combinar diversos gêneros, como o terror, a comédia, a aventura e a ficção científica, e que continua viva até hoje, sendo seu último filme lançado ano passado, chamado Ghostbusters: Apocalipse de Gelo. É claro que estamos aqui para falar do primeiro filme, Os Caça-Fantasmas, que marcou gerações com a história do grupo de cientistas que luta contra entidades paranormais. 

    Embora seja um filme com inúmeras sequências cômicas, alguns elementos característicos do cinema de terror, como a própria aparição repentina de alguns fantasmas, estão bem presentes. Sendo uma obra que me impactou muito quando criança – de maneira positiva, mesmo tendo ficado com medo – evidentemente é um filme que indico bastante às famílias que querem criar boas memórias relacionadas ao cinema com seus filhos.

    Os Fantasmas se Divertem (1988)

    Continuando na mesma onda de clássicos, Os Fantasmas se Divertem, coincidentemente, assim como Os Caça-Fantasmas, também ganhou uma atualização em 2024, intitulada Os Fantasmas Ainda se Divertem: Beetlejuice Beetlejuice. Uma sequência que embora traga uma história independente e compreensível, deve ser vista depois do primeiro filme, já que este apresenta a verdadeira história do icônico personagem, um bio-exorcista interpretado por Michael Keaton, que é contratado por um casal de fantasmas para espantar a família humana que recém se mudou para sua casa.

    Com um tom bem mais sombrio e gótico do que Os Caça-Fantasmas, característico do estilo de Tim Burton, o filme é também ligeiramente mais assustador, muito por conta do ambiente sinistro e da expressividade dos monstros e fantasmas que aparecem na obra, mas sem perder a vibrância e humor que faz dela uma ótima opção para crianças. Um longa muito recomendado àqueles que querem uma experiência fora da caixinha, com elementos visuais surrealistas e exóticos, mais parecido com o estilo de A Família Addams.

    Convenção das Bruxas (1990)

    Se tem alguém que sabe equilibrar perfeitamente histórias para as crianças, de uma maneira chamativa e também amedrontadora, é o escritor Roald Dahl. Não à toa, esta adaptação cinematográfica do seu livro As Bruxas, intitulada Convenção das Bruxas, é amplamente reconhecida (e eu me incluo nessa) como um dos principais filmes de terror familiar. 

    Neste longa, as bruxas existem de verdade e não há o que questionar, principalmente quando nos deparamos com a assustadora Anjelica Huston, que aqui dá vida à grande líder das feiticeiras, que tem um plano de transformar todas as crianças do mundo em ratos. Uma obra que penso ser ainda mais identificável com o público infantil, muito por conta de, diferentemente de Os Fantasmas se Divertem, também adotar o ponto de vista de uma criança (o garoto Luke) para contar essa história. Vale pontuar também que se você pretende uma atualização deste mesmo livro, mas através de um filme mais moderno (apesar de menos cativante), saiba que também existe Convenção das Bruxas, de 2020, protagonizado por Anne Hathaway.

    A Família Addams (1991)

    É claro que A Família Addams não poderia faltar nessa lista. Afinal, estamos falando de uma das histórias mais populares do gênero que, inclusive, gerou a aclamada série contemporânea, Wandinha. Lançada em quadrinhos nos anos trinta, mas adaptada para o cinema pela primeira vez no início dos anos noventa, a obra cinematográfica traz a atmosfera arrepiante e estranha da família formada por seres sobrenaturais, somada com um visual impressionante, que combina os elementos mais jocosos com aqueles mais assustadores, de maneira única.

    Sem contar as atuações, que definiram os rostos dessa família no cinema, com destaque (novamente) para Anjelica Huston, que um ano depois de dar um show em Convenção das Bruxas, apareceu deslumbrante e assustadora dando vida à matriarca Morticia, neste e no segundo filme, A Família Addams 2. Definitivamente, uma obra para se ver em família mesmo tendo algumas imagens mais perturbadoras, já que (convenhamos) todas as famílias têm o seu grau de excentricidade e de loucura.

    O Estranho Mundo de Jack (1993)

    Depois de uma sequência de quatro filmes live-action, chegou a vez do cinema de animação, mais especificamente, de stop motion, ter o seu destaque neste guia, e ainda por cima, com um filme onde o tema é Halloween. Ou Natal? Na verdade, os dois! Afinal, Jack (um esqueleto vivo), o "rei das abóboras", quer transformar a sua cidade de Halloween em uma cidade de Natal. Uma ideia maluca e macabra, que envolve, inclusive, o sequestro do Papai Noel.

    O Estranho Mundo de Jack é um filme que une as duas datas comemorativas, de maneira criativa, mas bastante sombria e tenebrosa, na mesma pegada de Os Fantasmas se Divertem — com a diferença de explorar performances musicais ao longo da história. Às famílias que estão à procura de uma animação verdadeiramente inovadora para o Dia das Bruxas, além de artesanal (parecida com ParaNorman, que não está nessa lista, mas não deixa de ser um grande filme) garanto que não ficarão decepcionadas.

    Abracadabra (1993)

    Que tal voltarmos novamente para uma história de bruxas contra crianças? Abracadabra é mais um filme que traz este embate, mas de uma maneira até mais divertida (e menos assustadora que Convenção das Bruxas). Na verdade, eu diria que é um filme que funciona primordialmente como porta de entrada das crianças para obras de terror, uma vez que coloca, de maneira muito sutil, os aspectos mais assustadores do gênero.

    No entanto, mesmo assim, não deixa de contar uma história com uma carga dramática mais sinistra mesmo que seja posta de maneira leve, através de três mulheres que foram assassinadas séculos antes, e agora retornam como bruxas em busca da juventude eterna e imortalidade. Além disso, é um filme que recomendo também àqueles que estão à procura de um terror familiar mais aventuresco, já que o elemento de grupo de crianças corajosas, como Os Goonies, é muito forte.

    A Casa Monstro (2006)

    Alguns longas dessa lista, foram selecionados justamente por terem sido filmes verdadeiramente assustadores na minha infância, sendo A Casa Monstro um desses grandes destaques. Um filme que lembro exatamente da sensação horripilante no momento em que percebemos que a casa do vizinho do protagonista realmente está viva, e que o seu amigo quase é puxado para dentro.

    Certamente, uma das animações de Halloween mais assustadoras realizadas para um público infantil. Hoje, de um ponto de vista mais especializado, também afirmo que é um filme visualmente notável com um design de produção bem estilizado e extremamente bem dirigido, com um trabalho de câmera de tirar o chapéu. Além disso, nos passa uma sensação mais realista que O Estranho Mundo de Jack, já que é uma animação que utiliza captura de movimento para os personagens.

    Coraline e o Mundo Secreto (2009) 

    Coraline e o Mundo Secreto é um filme que marcou a vida de muita gente, e por que não continuar esse legado com os seus filhos neste Halloween? Com um estilo de animação em stop motion muito similar a O Estranho Mundo de Jack (afinal, as duas obras têm o mesmo diretor, Henry Selick), Coraline é uma pérola do terror familiar, que acompanha a história de uma garota que vai parar em uma dimensão paralela, onde os sonhos e os pesadelos se cruzam. Uma aventura fantástica e macabra, que emociona, mas também nos deixa com alguns arrepios no meio do caminho.

    Ainda comparando com O Estranho Mundo de Jack, é um filme que, ao adotar o ponto de vista de uma criança, a Coraline, para contar uma história que envolve costurar os seus próprios olhos para viver no mundo secreto, coloca o público infantil muito mais próximo da protagonista, comparado com o Jack Esqueleto. Dessa forma, a personagem age como uma espécie de projeção dos nossos medos infantis, compondo um filme que se comunica diretamente com a criançada. No entanto, também não deixa de ser uma animação para o público adulto, muito por conta da sua estética mais dark e os seus temas existenciais, que até lembram O Labirinto do Fauno.

    Frankenweenie (2012) 

    Continuando nessa onda de animações em stop motion (um estilo que já deu para perceber que concebe exímios filmes de terror para toda a família), chegamos a Frankenweenie, mais uma obra dirigida pelo mestre da fantasia gótica, Tim Burton, que na verdade é um remake de um curta-metragem homônimo live-action do autor. 

    Com uma história que tem como clara inspiração o clássico Frankenstein, o filme acompanha as consequências de um experimento de um garoto que traz seu cãozinho novamente à vida. É um longa que também traz temas existenciais (como a morte) e acompanha uma criança solitária, como em Coraline e o Mundo Secreto, mas se difere pelo seu estilo preto e branco e por apresentar um vasto leque de monstros assustadores. Na minha visão, é o filme da lista mais indicado às famílias que querem uma experiência visual e narrativa mais madura.

    Goosebumps: Monstros e Arrepios (2015)

    Para concluir, que tal continuarmos nessa vibe de monstros, mas dessa vez, com um filme de terror live-action protagonizado por Jack Black? Goosebumps: Monstros e Arrepios é um longa que nos mostra visualmente o poder imaginativo da literatura fantástica. Afinal, além do filme ser baseado na série de livros de terror infantil de R.L. Stine, traz o próprio autor (vivido por Jack Black) como um personagem, e as suas obras como portais que trazem os seus monstros para a vida real.

    Para quem, além dos elementos mais pavorosos, também está à procura de um filme com uma veia de aventura muito forte, como o próprio Os Caça-Fantasmas, garanto que não ficará desapontado. Sem contar o fato de que Jack Black rouba a cena com o papel principal, entregando sequências divertidíssimas, mas também amedrontadoras — já que interpreta um personagem não tão amigável quanto parece.

  • Do Terror ao Super-herói: Os Melhores Filmes e Séries de Evan Peters
    Fernanda Caseiro Talarico

    Fernanda Caseiro Talarico

    Editor JustWatch

    Das sombras distorcidas de American Horror Story aos traumas vibrantes de Mare of Easttown, Evan Peters consolidou-se como um dos atores mais versáteis e hipnóticos de sua geração. Um mestre em dar alma e complexidade a personagens à beira do abismo, Peters constrói uma filmografia tão diversa quanto impressionante — e ranquear as suas atuações é tanto um exercício de admiração quanto de descoberta dos muitos rostos de seu talento singular. 

    Vale dizer que, agora, Peters se joga em uma nova aventura em sua carreira: ele vive Julian Dillinger no novo Tron: Ares. Prepare-se para mergulhar no caos, no drama e na genialidade que definem as melhores obras deste camaleão da tela. 

    1. Tate Langdon in American Horror Story: Murder House – Série (2011)

    Quando Evan Peters deu vida a Tate Langdon em American Horror Story: Murder House, ele não interpretou um simples vilão — criou uma das figuras mais complexas e perturbadoras do terror televisivo. Tate é aquele garoto de moletom e olhar perdido que poderia ser o crush de qualquer um, mas carrega dentro de si uma escuridão profunda e traumática. Peters consegue o equilíbrio delicado entre a vulnerabilidade de um adolescente confuso e a frieza de um assassino fantasmagórico, fazendo com que o público oscile entre a compaixão e o horror.

    Sua atuação é repleta de nuances — como a maneira como ele alterna entre um olhar vazio durante a cena do massacre na escola e a doçura quase infantil ao interagir com Violet. Essa dualidade é o que torna Tate tão fascinante e assustador. Ele não é um monstro puro; é um produto de seu sofrimento, e Peters humaniza essa dor sem jamais justificar a violência. A todo o tempo, lembrei do filme Elefante, de Gus Van Sant, no qual acompanhamos os assassinos de Columbine. 

    Tate Langdon se tornou um ícone, e muito disso se deve à capacidade de Evan Peters de transmitir emoções contraditórias com autenticidade. Ele criou um personagem que permanece na memória não só pelos sustos, mas pela perturbadora sensação de que, em certos momentos, quase entendemos seus demônios — e isso, talvez, seja o mais aterrorizante de tudo. Por isso, acredito que esta seja sua melhor atuação, ao ser possível considerá-la impecável. 

    2. Detetive Colin Zabel, em Mare of Easttown – Série (2021) 

    Em meio às cinzas emocionais e ao clima denso de Mare of Easttown, a entrada de Evan Peters como o detetive Colin Zabel foi como um fôlego de ar puro; um contraponto necessário à aspereza de Kate Winslet. Diferente de muitos de seus personagens anteriores, Zabel não é um ser torturado ou excêntrico; é humano, genuíno e profundamente decente, e Peters o interpreta com uma sensibilidade rara e contida que cativa sem esforço. 

    Sua atuação aqui é um estudo em nuance. Zabel é um investigador competente, mas inseguro; ambicioso, mas ético; e nutre uma admiração quase tímida por Mare. Peters constrói essa complexidade não com gestos largos, mas com olhares, pausas e uma presença quieta que fala mais que discursos. 

    A química com Winslet é um dos alicerces da série. Eles são opostos que se complementam: ela, cética e fechada; ele, esperançoso e aberto. Juntos, formam uma dupla que transcende o profissional – é humana, frágil e comovente. A série tem uma vibe Objetos Cortantes, e é uma boa pedida para quem é fã.

    Uma atuação sóbria, bastante diferente do que vemos em AHS, emocionalmente ressonante e inesquecível que mostrou a maturidade artística de Evan Peters. Zabel pode não ter tido o tempo que merecia, mas Peters fez cada segundo valer. 

    3. Kyle Spencer em American Horror Story: Coven – Série (2013)

    Se em Murder House Evan Peters foi a escuridão humana personificada, em American Horror Story: Coven ele surge como uma figura tragicamente despedaçada, literalmente reconstruída — e é justamente nessa reconstrução que o ator mostra sua versatilidade. Kyle Spencer começa como uma vítima, um jovem abusado pela própria mãe, e termina como um ser híbrido — parte zumbi, parte assombração, completamente perdido.

    O que mais impressiona na atuação de Peters é que, com pouquíssimas falas, ele consegue transmitir uma dor profunda e uma confusão existencial quase palpável. Seus olhos expressam o que as palavras não conseguem — o desespero de quem foi violentado na vida e na morte, e agora existe num limbo entre a humanidade e a monstruosidade. A cena em que ele chora no chuveiro, tentando limpar uma sujeira que não é só do corpo, mas da alma, é uma das mais emocionantes — e perturbadoras — da temporada.

    Sua relação com Zoe (Taissa Farmiga) adiciona camadas ao personagem. Kyle não é um monstro — é um menino quebrado tentando se lembrar do que era sentir, amar, existir. Peters traz uma vulnerabilidade crua que contrasta fortemente com a violência que, vez ou outra, explode de forma fragmentada e inconsciente.

    Apesar de não ser o personagem mais central de Coven, Kyle Spencer permanece como um símbolo de resiliência silenciosa — e Evan Peters prova, mais uma vez, que mesmo com limites narrativos, ele consegue criar figuras inesquecíveis. Quem acompanha sua trajetória em AHS reconhece: de Tate a Kyle, Peters não repete personagens — ele explora abismos.

    4. Jeffrey Dahmer, em Dahmer: Um Canibal Americano – Série (2022) 

    Evan Peters entregou em Dahmer não somente uma atuação, mas uma imersão perturbadora na psique de um dos assassinos mais notórios da América. Sua atuação vai muito além da imitação física: é um mergulho profundo no vazio existencial de Jeffrey Dahmer, construído por nuances assustadoramente precisas. Se você gosta de true crimes, como o atual Monstro: A História de Ed Gein, essa é uma boa opção. 

    O que mais choca na interpretação de Peters é como ele consegue transmitir a banalidade do mal em seus momentos mais cotidianos. Seus olhares vazios, a postura encolhida, a voz quase sussurrada: tudo contribui para criar uma presença que é ao mesmo tempo, repulsiva e hipnoticamente cativante. Esta não é uma atuação que busca a simpatia do público, mas sim compreender o incompreensível.

    Particularmente geniais são as cenas em que Peters mostra a duplicidade de Dahmer: o contraste entre o homem aparentemente tímido e desajeitado e o monstro metódico que emerge na solidão de seu apartamento. 

    No entanto, a série em si peca ao, por vezes, romantizar o horror real. Enquanto Peters entrega uma atuação tecnicamente impecável, a narrativa ocasionalmente estetiza demais a violência, levantando questões éticas sobre até que ponto devemos explorar o sofrimento de famílias reais. Por esse motivo, não coloco esta atuação como a melhor da lista, pois a série em si não ajuda. As temporadas com Peters de American Horror Story, por exemplo, são mais palatáveis e tão bem atuadas quanto.

    Uma atuação corajosa e incomodamente brilhante que confirma Peters como um dos atores mais ousados de sua geração, mesmo quando o material à sua volta nem sempre está à altura de seu talento.

    5. Dwight Chapin, em Elvis & Nixon – filme (2016)

    Em Elvis & Nixon, Evan Peters assume o papel de Dwight Chapin, assessor presidencial, e demonstra uma faceta notavelmente contida e sutil de seu talento. Longe da intensidade perturbadora de seus personagens em American Horror Story, Peters aqui é a voz da razão em meio ao caos, interpretando o homem nos bastidores do lendário encontro entre o Rei do Rock e o Presidente dos Estados Unidos.

    Chapin é o equilíbrio perfeito entre a lealdade institucional e o completo desconcerto perante a situação surreal que se desenrola diante de seus olhos. Peters captura com precisão a exasperação discreta, os olhares laterais cheios de incredulidade e a postura profissional que não consegue esconder uma certa fascinação pelo absurdo. Ele não precisa de falas marcantes ou momentos de grande drama – sua atuação está nos gestos mínimos, nas pausas e na expressão corporal de quem tenta, em vão, manter a normalidade em um dia que está longe de ser normal.

    É uma atuação que celebra a sutileza e prova que Peters é um ator de grande versatilidade, capaz de brilhar mesmo quando não está no centro das atenções. Sua interpretação serve como o ponto de ancoragem para o público, representando a nossa própria perplexidade diante de um episódio histórico tão peculiar.

    6. Warren Lipka, em American Animals – filme (2018)

    Em American Animals, Evan Peters afasta-se do sobrenatural e do psicológico extremo de AHS e Mare of Easttown, para mergulhar num papel tão real quanto tragicômico: o de Warren Lipka, um dos jovens que orquestrou um dos roubos mais absurdos e improváveis da história americana — o furto de obras raras de uma biblioteca universitária.

    Diferente de personagens como Kai Anderson ou Tate Langdon, Warren não é um vilão carismático nem um anti-herói sombrio; ele é, acima de tudo, um garoto perdido tentando ser grande. Peters captura com precisão dolorosa a ansiedade disfarçada de confiança, a ânsia por significado em uma vida que parece medíocre demais. 

    A genialidade de Peters aqui está na humanização do fracasso. Warren não é um gênio do crime: é um jovem influenciável, impulsivo e, no fundo, aterrorizado com a possibilidade de ser comum. Peters não tem receio de parecer frágil, ridículo ou covarde; e é justamente essa vulnerabilidade que torna Warren tão catártico e, de certa forma, trágico.

    Uma atuação contida, realista e emocionalmente complexa que comprova a versatilidade de Evan Peters para além do horror e do fantástico. Warren Lipka pode não ter saído vitorioso de sua empreitada criminosa, mas Peters saiu — mais uma vez — triunfante.

    7. Mercúrio, em X-Men: Dias de um Futuro Esquecido – filme  (2014)

    Em um filme repleto de mutantes icônicos e uma trama apocalíptica, Evan Peters surgiu como um raio de energia pura — literalmente — e entregou a cena mais memorável não somente de X-Men: Dias de um Futuro Esquecido, mas de toda a série X-Men. Seu Mercúrio não era somente um personagem rápido; era a personificação do caos divertido, da irreverência e de um talento único para transformar o caos em coreografia. Um filme que pode ser uma boa opção para quem gostou de The Flash

    A sequência no laboratório de Xavier, com "Time in a Bottle" de Jim Croce tocando ao fundo, é antológica. Enquanto balas e estilhaços congelam no ar, Peters desliza entre eles com a facilidade de quem está numa tarde descontraída — comendo salgadinhos, ajustando óculos e fazendo caretas. Essa cena não mostrou somente supervelocidade; mostrou personalidade, e Peters soube transmitir com perfeição o tédio divertido de um adolescente que enxerga o mundo em ritmo de tartaruga.

    Uma atuação eletrizante e icônica que redefiniu o Quicksilver no imaginário popular e garantiu a Peters um lugar cativo no coração dos fãs. Se em WandaVision sua participação foi polêmica, aqui ela foi perfeita — e provou que, às vezes, o herói de que todo mundo gosta não é o mais poderoso, mas aquele que torna o fim do mundo um pouco mais divertido.

    8. American Horror Story: Cult – Série (2017) 

    Se em temporadas anteriores de AHS Evan Peters já havia explorado a loucura, a dor e o sobrenatural, em Cult ele mergulhou de cabeça no terror psicológico e político – e entregou a performance mais arriscada e eletrizante de sua carreira. Se você gosta do Coringa de Joaquin Phoenix, vai adorar Kai Anderson. Ele não é um vilão sobrenatural; é um produto do medo americano, um manipulador carismático que usa o desespero e a divisão social como armas.

    Peters não somente interpreta Kai: ele o habita com uma intensidade quase desconfortável. Desde o discurso inflamado diante do espelho até os momentos de vulnerabilidade estratégica, cada gesto, cada olhar, cada pausa é calculada para seduzir ou intimidar. Seu domínio sobre as emoções da audiência, dentro e fora da tela, é assustadoramente convincente. 

    O que torna Kai tão memorável e perturbador é que ele é, de certa forma, um reflexo distorcido de figuras reais. Peters não cai na caricatura; ele constrói um homem frágil por trás da fachada de líder, alguém que alimenta suas inseguranças transformando-as em ódio. Sua relação com a irmã, Winter (interpretada por Billie Lourd), adiciona camadas de complexidade psicológica, mostrando laços afetivos doentes que alimentam sua ascensão.

    A temporada Cult vive e morre pela atuação de Peters, e ele entrega tudo: do humor ácido à frieza assassina, da retórica inflamada ao desespero silencioso. Uma atuação arrojada, polarizadora e tecnicamente brilhante. 

    9. Todd, em Kick-Ass – filme (2011)

    Quando falamos de Kick-Ass, os holofotes naturalmente se voltam para Hit-Girl e Big Daddy, mas é justo dizer que Todd, vivido por um Evan Peters ainda em ascensão, foi uma das surpresas mais saborosas do filme. Em meio a um elenco repleto de personagens excêntricos e violentos, Todd surgiu como a representação perfeita do fã de quadrinhos transformado em vigilante amador. Amo a vibe Scott Pilgrim aqui, de uma obra saída diretamente dos quadrinhos. 

    Sua atuação é um estudo de economia cômica: com poucas falas e uma expressão corporal que mistura entusiasmo desajeitado e medo visível, Peters constrói um personagem que é, acima de tudo, genuinamente humano em um mundo de super-heróis e gângsteres caricatos. A cena em que ele aparece com seu traje caseiro de "Ass-Kicker", tentando parecer perigoso mas claramente aterrorizado, é uma sátira perfeita da fantasia do vigilante comum – e Peters entrega cada momento com um timing impecável que antevia o talento cômico que exploraria mais tarde em American Horror Story e Mare of Easttown.

    Uma atuação curta, porém memorável que demonstra o talento de Peters para roubar cenas mesmo com pouco tempo de tela. Todd pode não ter sobrevivido ao primeiro encontro com gangsters, mas sua presença cômica e humana permanece como uma das joias escondidas de Kick-Ass.

    Para quem gostou de Todd, recomendo: as atuações cômicas de Peters em American Horror Story: Cult, e o tom satírico de The Boys.

    10. Falso Mercúrio, em WandaVision – série (2021)

    Aqui foi somente uma participação, mas lembro até hoje do surto que foi quando Evan Peters apareceu como Mercúrio em WandaVision. Foi um terremoto criativo que deixou fãs e teorias em frangalhos. Em uma das escolhas de elenco mais ousadas e meta da história recente da televisão, Peters não reprisou seu Mercúrio dos filmes X-Men, mas interpretou uma versão sátira e enganosa do personagem – um ator chamado Ralph Bohner, controlado pela feiticeira Agatha Harkness.

    A atuação de Peters aqui é puro deleite irônico. Ele empresta o visual, a postura descolada e o charme do Peter Maximoff de X-Men: Dias de Um Futuro Esquecido, mas com uma pitada de humor ácido e absurdo que só WandaVision poderia entregar. Cada cena em que ele aparece é uma quebra da quarta parede ambulante – um aceno para os fãs que esperavam uma ligação entre os universos cinematográficos da Marvel e da Fox. Dá a impressão, pelo menos no começo, de estar assistindo a um Twin Peaks da Marvel. 

    No entanto, o que poderia ter sido uma celebração do multiverso tornou-se, para muitos, uma decepção calculada. A revelação de que ele não era o verdadeiro Pietro, mas sim um fantoche de Agatha – e ainda por cima com o nome engraçadinho "Ralph Bohner" – foi recebida com reações divididas: alguns acharam genial, outros, uma zombaria cruel com as expectativas do público.

  • ‘Caramelo’ e Outros 9 Filmes Fofos Em Que o Cachorro Não Morre
    Beatriz Coutinho

    Beatriz Coutinho

    Editor JustWatch

    Com o lançamento de Caramelo, que não só está no Top 5 filmes mais assistidos do JustWatch Streaming Charts, como também alcançou o Top 3 filmes mais vistos do mundo na Netflix recentemente, o cinema brasileiro finalmente ganhou um representante no universo das histórias de amizade entre humanos e cachorros. O longa nacional celebra a conexão especial entre pessoas e animais de forma divertida e emocionante, assim como outros grandes filmes parecidos — com uma grande vantagem: aqui o cachorro não morre no final!

    De clássicos atemporais da Disney até aventuras modernas, nesta lista da JustWatch você descobre tudo sobre Caramelo e outros 9 filmes fofos de cachorro (em que os animais não morrem no final) e em quais serviços de streaming assisti-los.

    Caramelo (2025)

    Entre tantos filmes de cachorro já produzidos na história do cinema, faltava algum longa que acrescentasse um toque de brasilidade nessa temática e é justamente isso que você encontrará em Caramelo. Lançamento recente da Netflix, aqui acompanhamos a vida do chef de cozinha Pedro (Rafael Vitti) mudando radicalmente depois que ele adota um cãozinho vira-lata nomeado carinhosamente de Caramelo. Quando uma notícia ruim sobre a saúde de Pedro chega de forma inesperada, é no “doguinho” bagunceiro que o jovem se apoia.

    Caramelo tem uma pegada de Sempre Ao Seu Lado, mas como prometido, o cachorro não morre — o que não é garantia de que a história é à prova de lágrimas. A relação entre Pedro e Caramelo é tão divertida e profunda que fica impossível não se emocionar, especialmente se você tem um animal de estimação. Apesar dos momentos tristes que servem para mostrar uma bonita lição sobre aproveitar a vida, já que ela é uma só, o filme se mantém alegre e bastante colorido na maior parte do tempo, funcionando como um verdadeiro abraço em dias difíceis. Caramelo é um grande acerto, que ainda traz toda uma familiaridade brasileira deliciosa, pois só um país como o nosso poderia nomear um filme dessa forma, principalmente por enaltecer o vira-lata. 

    101 Dálmatas (1961)

    Se você acha que o Caramelo do Pedro é muito bagunceiro durante o filme, é porque nunca assistiu 101 Dálmatas, um dos filmes mais adoráveis e inesquecíveis já produzidos pela Disney. A animação acompanha Pongo e Prenda, um casal de dálmatas que vive tranquilo com seus donos, até que seus filhotes são sequestrados pela excêntrica Cruella de Vil, uma vilã obcecada por casados de pele de animais. Determinados a resgatá-los, os cachorros embarcam em uma jornada cheia de coragem e solidariedade.

    Mais de seis décadas depois de seu lançamento, 101 Dálmatas continua sendo um clássico, e parte de seu charme irresistível está no processo de criação da animação, feita quase inteiramente à mão por diversos artistas. Combinando suspense, humor e ternura, o filme equilibra o olhar inocente e brincalhão dos filhotes com a preocupação dos papais cães, transportando o público para um universo de pura fantasia, em que os animais conversam entre si e se ajudam. O filme é ideal para crianças que curtiram produções semelhantes como Patrulha Canina: Um filme Superpoderoso, e vale lembrar que o longa já ganhou versões live-action como Os 101 Dálmatas e Cruella.

    Ilha dos Cachorros (2018)

    Se animações como 101 Dálmatas são apenas mais um dia comum para a Disney, Ilha dos Cachorros é, ao lado de O Fantástico Sr. Raposo, uma das obras mais únicas de Wes Anderson. O filme combina o perfeccionismo típico do famoso diretor com uma história de afeto e lealdade contada do ponto de vista canino. Ambientado em um Japão distópico, o longa acompanha o jovem Atari, que parte em busca de seu cachorro Spots depois que todos os cães da cidade são banidos para uma ilha repleta de lixo— decisão tomada pelo corrupto prefeito Kobayashi. Lá, o garoto encontra uma matilha de vira-latas que o ajuda em sua jornada, misturando aventura e um olhar encantado muito especial.

    Com uma belíssima animação em stop motion muito bem construída, cada cena de Ilha dos Cachorros nos dá a impressão de estar diante de uma obra de arte. E o longa ainda vai muito além da parte estética, sendo bastante sensível e utilizando os cachorros e a situação deles como um artifício para propor uma reflexão sobre preconceito e selvageria, em uma fábula universal sobre empatia e comunidade. Se você adora uma histórica excêntrica e delicada, capaz de arrancar suspiros e até mesmo uma lágrima ou outra, mas sem recorrer à tragédias, vai adorar o filme.

    A Incrível Jornada (1992)

    Um daqueles clássicos filmes de família, A Incrível Jornada é uma produção simples, mas que surpreende por ter envelhecido muito bem. Baseado no livro de Sheila Burnford, o longa acompanha um dois cachorros e uma gata confusos com o fato de seus donos terem desaparecido — o que eles não sabem, mas o público sim, é que a família está apenas viajando de férias. Assim, o trio curioso decide atravessar muitos quilômetros de floresta para encontrar cada membro dessa família.

    O ponto forte de A Incrível Jornada é o equilíbrio perfeito entre aventura e afeto, que permite que cada pessoa assistindo se conecte com a jornada dos três companheiros, que têm personalidades diferentes e engraçadas de acompanhar: enquanto um dos cachorros é jovem e sem experiência, o outro é mais velho e esperto, enquanto a gatinha é um tanto esnobe, mas ainda mais inteligente. Divertido e leve, o filme aborda a importância do trabalho em equipe e emociona ao nos fazer pensar o que é que nossos bichinhos sentem quando os deixamos sozinhos em casa — perfeito para quem curtiu uma produção mais recente como A Caminho de Casa.

    Pets: A Vida Secreta dos Bichos (2016)

    Pets: A Vida Secreta dos Bichos traz uma premissa parecida com a de A Incrível Jornada, mas com um toque diferente. Se no filme dos anos 1990 os bichinhos de estimação ficaram curiosos com a ausência dos donos, aqui acompanhamos o que cachorros, gatos e outros animais fazem sozinhos em casa quando seus donos estão longe. O filme apresenta Max, um cão acostumado à rotina perfeita de sua dona, cuja vida vira de cabeça para baixo quando ela adota um novo cachorro, Duke, com quem ele precisa dividir o lar.

    Colorido e vibrante, Pets é uma aventura que combina humor com ação frenética, mostrando com precisão os pequenos traços de comportamento que só quem convive com animais consegue reconhecer: a curiosidade, o ciúme, a lealdade, entre outros. Apesar de ser um pouquinho previsível, o filme é muito divertido e transforma Nova York em um verdadeiro playground para bichos, mostrando também o dia a dia com um toque de loucura que alimenta a imaginação de qualquer dono de pet — especialmente gatos laranjas e cachorros caramelos. 

    Bolt - Supercão (2008)

    Com uma energia parecida com a de Buzz Lightyear em Toy Story, Bolt - Supercão é uma história fofíssima sobre o cachorrinho Bolt, uma verdadeira estrela de TV, que participa de uma série na qual seu personagem tem superpoderes, acreditando que tudo é real. Quando ele se perde do set de gravações, precisa atravessar o país para reencontrar sua dona, Penny, a protagonista do programa. Ao longo de uma jornada divertida, mas também repleta de perigos de descobertas, Bolt descobre que sua “superforça” é, na verdade, muito mais sobre coragem do que sobre habilidades extraordinárias.

    Explorando a ingenuidade e a determinação de Bolt, o filme mistura aventura e humor de forma animada, mas também bastante sensível. Assim como Pets: A Vida Secreta dos Bichos, a produção dá voz aos animais e nos faz enxergar o mundo do ponto de vista deles de forma fantástica, embora aqui a jornada esteja centrada em praticamente apenas um personagem, por mais que o cãozinho faça amigos pelo caminho. Ideal para crianças e famílias, o filme combina risadas com uma mensagem fofa sobre lealdade e autoconfiança.

    Togo (2019)

    Togo é um daqueles filmes que provam como a lealdade e a coragem de um cachorro podem ser mais comoventes do que muitas aventuras humanas. Baseado em uma história real, o longa conta a história de Leonhard Seppala, muito bem interpretado por Willem Dafoe, e seu husky siberiano Togo. A jornada, inicialmente atrapalhada, se engrandece no momento em que eles partem juntos por uma expedição épica e perigosa pelas nevascas do Alasca em 1925, quando uma epidemia vinha ameaçando uma cidade isolada do resto do mundo.

    O que torna Togo tão especial é a maneira como o filme equilibra o drama e a ternura já esperados desse tipo de produção. Aqui, a narrativa é visualmente deslumbrante e cada desafio, rajada de vento e passo na neve traduzem o vínculo inquebrável entre homem e animal. As expressões quase humanas do cachorro que faz Togo tornam a produção ainda mais emocionante, e é impossível não se sensibilizar por essa história de superação e amizade, na qual o grande herói tem quatro patas e um coração indomável — é o longa perfeito para quem ama O Chamado da Floresta.

    A Dama e o Vagabundo (1955)

    Assim como 101 Dálmatas, A Dama e o Vagabundo também é um clássico da Disney e dos filmes de cachorro, mas essa aventura romântica tem um quê de Pets: A Vida Secreta dos Bichos. A animação acompanha a elegante cadelinha Dama e o vira-lata Vagabundo em uma história de amor improvável. Com momentos encantadores e divertidos, eles nos fazem imaginar como seria a vida social dos cachorros, como a icônica cena do beijinho deles comendo macarrão em um encontro à luz de velas.

    No entanto, o charme do filme vai além disso, com a animação combinando traços delicados e detalhados com uma narrativa que valoriza a personalidade e o sentimento de cada animal, dando a eles uma humanidade que cativa instantâneamente — de forma parecida com o que vemos em Aristogatas, lançado alguns anos depois. A trilha sonora é super divertida e personagens coadjuvantes como Joca, Trusty e outros complementam a experiência. Perfeito para todas as idades, essa é mais uma história atemporal que usa os animais para provocar um quentinho no coração e traz mais um vira-lata amável. 

    O Resgate de Ruby (2022)

    Lançado em 2022, O Resgate de Ruby é como uma versão mais colorida de Togo, já que aqui não estamos no Alasca, mas temos um cão bagunceiro com uma história bastante emocionante. Adotada e devolvida para um abrigo por sete vezes, Ruby é uma cadela determinada e divertida, que se torna a melhor amiga de Daniel O’Neil, cuja personalidade é um verdadeiro espelho da cachorrinha, o que faz com que ele seja bastante desacreditado em seu trabalho. Juntos, eles provarão para o mundo como podem fazer parte da equipe de busca e salvamento K9, superando muitos desafios juntos.

    É impossível assistir ao longa sem lembrar de K-9 - Um Policial Bom pra Cachorro, embora o filme seja mais fofo do que uma comédia propriamente dita. Mesmo quando o roteiro apresenta dificuldades no caminho dela e de O’Neil, não precisa acrescentar drama em excesso ou momentos tristes para finalizar a obra. Ideal para famílias, O Resgate de Ruby carrega uma energia de filme Sessão da Tarde, como A Incrível Jornada, mas com um foco mais heroico e menos fantasioso, reforçando a coragem e a inteligência do melhor amigo do homem.

    Dog - A Aventura de Uma Vida (2022)

    Com uma temática semelhante a de O Resgate de Ruby, Dog - A Aventura de Uma Vida é estrelado e co-dirigido pelo ator Channing Tatum e mostra a improvável jornada de um ex-soldado e uma cadela militar chamada Lulu, enquanto eles viajam juntos até o funeral do antigo dono dela. O que começa como uma missão cheia de relutância, aos poucos se transforma em uma viagem emocionante sobre cura, companheirismo e a capacidade que os cães têm de mudar nossa vida.

    Assim como Caramelo, Dog - A Aventura de Uma Vida se apoia em mostrar as pequenas interações e a conexão cada vez mais forte de Jackson, o personagem de Tatum, e Lulu. O filme equilibra momentos engraçados e tocantes, mostrando como ambos se ajudam a superar traumas ao longo de uma história imperfeita como a vida real, mas muito sensível. É um clichê? Sim, mas quem disse que isso é ruim, não é mesmo? Mesmo nos momentos mais tensos, o filme entrega carisma e esperança, e certamente merece uma chance.

  • ‘Mortal Kombat’: Todos os Filmes e Séries em Ordem e Onde Assistir a Eles
    Beatriz Coutinho

    Beatriz Coutinho

    Editor JustWatch

    A franquia Mortal Kombat contém alguns dos jogos de luta mais clássicos da história dos games, com o primeiro deles tendo sido lançado em 1992. O sucesso dos jogos e de seus personagens mais populares, como Sub-Zero, Scorpion, Kitana, entre outros, fez com que o cinema quisesse se aventurar a adaptar essas histórias para as telas, o que deu origem a diversos filmes e séries animados e live-action. 

    A tentativa mais recente de adaptar o fighting game para as telonas começou em 2021 com o filme live-action Mortal Kombat, longa dirigido por Simon McQuoid. Entre erros e acertos, o sucesso do filme foi suficiente para que uma sequência fosse confirmada, Mortal Kombat 2, e em 23 de outubro de 2025 acompanharemos a continuação dessa história, mas agora com o icônico personagem Johnny Cage (Karl Urban) no papel de protagonista — notícia que deixou muitos fãs animados.

    Enquanto o filme não é lançado, confira neste guia da JustWatch a ordem certa para conferir todas as produções de Mortal Kombat e em quais serviços de streaming assisti-las online. Os filmes live-action e as séries e filmes animados são as melhores adaptações da franquia, principalmente por terem mais opções modernas, que oferecem ótimos efeitos visuais, e por explorarem melhor cada personagem e trama, o que não significa que as séries live-action sejam ruins. Para assistir todas as produções em ordem de lançamento, basta seguir a lista a sgeuir: 

    • Mortal Kombat: A Jornada Começa (1995) - Live-action
    • Mortal Kombat (1995) - Live-action 
    • Mortal Kombat: Os Defensores da Terra (1996) - Animação
    • Mortal Kombat: A Aniquilação (1997) - Live-action 
    • Mortal Kombat: A Conquista (1998-1999) - Série live-action
    • Mortal Kombat Legacy (2011-2013) - Série live-action
    • Mortal Kombat Legends: A Vingança de Scorpion (2020) - Animação
    • Mortal Kombat (2021) - Live-Action
    • Mortal Kombat Legends: Batalha dos Reinos (2021) - Animação
    • Mortal Kombat Legends: Cegueira Glacial (2022) - Animação
    • Mortal Kombat Legends: Cage Match - Bom de Briga (2023) - Animação
    • Mortal Kombat 2 (2026) - Live-Action

    Contudo, já que cada tipo de conteúdo oferece algo bem diferente, acredito que você terá uma experiência melhor assistindo por partes na seguinte ordem:

    Filmes live-action de ‘Mortal Kombat’ em ordem cronológica

    1. Mortal Kombat (1995)

    Apesar de ter estreado há 30 anos no cinema, Mortal Kombat, a primeira adaptação do jogo, continua sendo uma peça essencial para entender a história da franquia. Dirigido por Paul W. S. Anderson, o filme adapta de forma icônica o torneio entre guerreiros da Terra e do Outworld, trazendo personagens marcantes como Mestre Raiden, Liu Kang, Johnny Cage, Sonya Blade, Kitana e Scorpion.

    Apesar dos reviews mistos na época do lançamento, o filme entrega uma ótima adaptação e se leva à sério na medida certa, sem tentar se explicar demais, o que mantém a magia do jogo viva na narrativa. Além disso, as sequências e coreografias de luta, figurinos dos personagens e os visuais do filme são ótimos e sempre lembrados pelos fãs. Apesar de não ser tão violento quanto os jogos, o que pode decepcionar alguns espectadores, o longa se tornou praticamente “cult” e é ideal para entrar no mundo do MK, especialmente se você gostou de produções como O Grande Dragão Branco, mas quer um toque de fantasia.

    2. Mortal Kombat: A Jornada Começa (1995)

    Lançada pouco tempo após o primeiro filme dos jogos, a animação Mortal Kombat: A Jornada Começa é um complemento para o longa, mas é difícil entender a razão de ter sido feita. Acompanhando Liu Kang, Johnny Cage e Sonya Blade, a produção detalha a história de origem dos personagens e mostra os desafios que eles precisaram superar para sobreviver ao torneio. 

    A qualidade da animação deixa a desejar em diversos momentos e há até mesmo quem questione a necessidade de seu lançamento, mas não tem jeito, o apelo nostálgico do desenho é fortíssimo e ele mora no coração de muitos fãs — se você gosta dos jogos, vale a pena assistir para dar check na lista de adaptações, caso contrário, as animações mais recentes têm mais a oferecer. Embora não seja um filme live-action, ela está nesta seção da lista por conter informações adicionais ao primeiro longa, mesmo sem ter a mesma qualidade.

    3. Mortal Kombat: A Aniquilação (1997)

    Assim como A Jornada Começa, Mortal Kombat: A Aniquilação é mais uma sequência que cai no limbo das continuações difíceis de defender da história do cinema. Porém, acerta ao menos em trazer novos personagens para a história, mostrando como Shao Kahn, Imperador do Outworld, ignora as regras do Mortal Kombat e inicia uma invasão ilegal da Terra, caos que Rayden, Kang, Blade, Cage e Kitana tentam resolver ao longo de 1h30m.

    Somente Robin Shou (Liu Kang) e Talisa Soto (Kitana) retornaram para a sequência, mas isso abriu um bom espaço para a aparição de Nightwolf, Mileena, Smoke, Baraka, entre outros, o que é ótimo para quem quer ver outros personagens icônicos ao invés dos de sempre. Os problemas da sequência são seus efeitos datados, cenas de luta simples que mancham os confrontos do filme original, além de um roteiro bagunçado. Infelizmente, o diretor John R. Leonetti não conseguiu manter a continuação no mesmo nível do trabalho de Paul W. S. Anderson no primeiro filme de Mortal Kombat. 

    4. Mortal Kombat (2021)

    Quase 25 anos depois do último filme live-action da franquia, Mortal Kombat ganhou um retorno nos cinemas, e desta vez bem mais violento. Lançado em 2021, o longa traz uma história inédita, com o lutador de MMA Cole Young (Lewis Tan), que não faz parte dos jogos, no centro da narrativa. O filme mostra como Shang Tsung, Imperador da Exoterra, envia Sub-Zero (Joe Taslim) para matar Cole por um motivo misterioso. 

    Trazer Cole Young como protagonista não foi a melhor das decisões da produção do filme, pois apesar de Taslim ser um bom ator, é o personagem em si que não consegue conquistar a audiência de forma satisfatória. Ainda assim, com Fatalities sangrentos, Mortal Kombat é bastante divertido, embora diferentemente do filme original, se leve muito a sério, querendo oferecer explicações desnecessárias.

    Afinal de contas, quem tem interesse no filme sabe que a história é bastante fantasiosa e não necessariamente precisa de detalhes que a amarre completamente ao mundo real. Ainda assim, é uma ótima atualização da franquia e vai agradar quem curtiu Cobra Kai, spin-off de outra ótima sugestão, o clássico Karatê Kid - A Hora da Verdade.

    5. Mortal Kombat 2 (2026)

    Com previsão de estreia para 15 de maio de 2026 e Simon McQuoid novamente na direção, Mortal Kombat 2 levará o famoso torneio Mortal Kombat de volta às telas de cinema, mostrando uma nova batalha entre a Terra e o Outworld de Shao Khan.

    Embora o enredo do filme venha sendo mantido em segredo, foi revelado que os rostos já conhecidos do longa anterior agora terão a companhia de um dos personagens mais queridos da franquia: o ator Johnny Cage, que será interpretado por Karl Urban — o elenco também contará com Adeline Rudolph como Kitana e Tati Gabrielle como Jade. Segundo Mehcad Brooks, que reprisará seu papel como Jax Briggs, o filme conta com mais de 27 cenas de luta, o que vem empolgando os fãs.

    Filmes e séries animados de ‘Mortal Kombat’ em ordem cronológica

    1. Mortal Kombat: Os Defensores da Terra (1996)

    Voltada para o público infantojuvenil, Mortal Kombat: Os Defensores da Terra foi a primeira série animada dos jogos e é bastante carismática. Ao longo de 13 episódios, a animação oferece mais qualidade visual em relação ao filme animado de 1995 (A Jornada Começa), e mostra Rayden, o defensor da Terra, liderando Liu Kang, Stryker, Sonya Blade, Jax, Kitana, Sub-Zero e Nightwolf, que devem lutar contra os invasores de outras dimensões, enviados até a Terra pelo vilão Shao Kahn.

    Apesar do tom mais leve, bem menos violento em relação aos jogos, a série tem um grande valor nostálgico por ter apresentado pela primeira vez, antes mesmo dos jogos, o personagem Quan Chi, que é um feiticeiro que usa magia das trevas para manipular os Defensores da Terra. Apesar de inconsistente, com alguns episódios muito bons e outros bastante medianos, a animação merece uma chance por mostrar essa versão mais “amigável” do game, e lembra outras produções da época, como Street Fighter: The Animated Series e He-Man e os Mestres do Universo.

    2. Mortal Kombat Legends: A Vingança de Scorpion (2020)

    Esqueça o estereótipo de que animações são produções estritamente infantis, pois Mortal Kombat Legends: A Vingança de Scorpion é violenta, intensa e uma obra extremamente estilosa, como se fosse Mortal Kombat Legacy das séries animadas. Aqui somos apresentados a história de Ryu Hanzo Hasashi e seu filho Satoshi, que são emboscados no caminho para casa por ninjas do clã rival Lin Kuei. As consequências desse evento são o início de uma perigosa jornada de vingança, que lembra muito a minissérie Afro Samurai.

    A produção não economiza na hora de mostrar sangue, cenas de combate viscerais e lutas impactantes, o que agradará todos os fãs da franquia que sempre quiseram ver Fatalities em sua forma mais gráfica. Provando que animações podem ser tão, ou até mais impactantes que live-actions. Paralelamente o filme ainda mostra Rayden e o monge Shaolin Liu Kang preparando a dupla Johnny Cage e Sonya Blade para participar do Mortal Kombat.

    3. Mortal Kombat Legends: Batalha dos Reinos (2021)

    Segundo filme animado da leva Legends, Mortal Kombat Legends: Batalha dos Reinos é uma ótima sequência de A Vingança de Scorpion e mostra Shao Kahn declarando guerra ao Reino da Terra como forma de retaliar a derrota de Shang Tsung, e utilizando a Princesa Kitana, Kintaro, a General Reiko e Jade como líderes de sua primeira onda de invasão.

    Enquanto o primeiro longa tinha um foco mais intimista na jornada de Scorpion, aqui, batalhas épicas e uma trama impecável expandem o universo de forma ambiciosa, mostrando como Johnny Cage, Sonya Blade, Kung Lao e Jax Briggs precisam impedir a ocupação. Paralelamente, a trama de Scorpion contra Sub-Zero continua a todo vapor, dando ainda mais profundidade à rivalidade mais famosa da franquia e equilibrando a fome de ação dos fãs com esse mergulho na lore da MK. Se você gostou de Tekken: Bloodline, certamente curtirá essa continuação.

    4. Mortal Kombat Legends: Cegueira Glacial (2022)

    Apostando em um cenário pós-apocalíptico e em uma abordagem surpreendentemente madura, Mortal Kombat Legends: Cegueira Glacial mostra os acontecimentos de décadas depois da derrota de Shao Kahn no Mortal Kombat do filme anterior, quando o Reino da Terra foi atacado por mortos-vivos, tornando-se um grande deserto de cidades isoladas — algo que o líder do clã Black Dragon viu como uma ótima brecha para se declarar rei destes territórios.

    O filme traz uma série de novos personagens, como outros integrantes do clã Black Dragon, além do misterioso guerreiro Kenshi e de um Kuai Liang já idoso, tudo isso sem perder o ritmo e o peso emocional da história, o que é um feito e tanto. Cheia de ação, a animação ousa ao trazer um cenário pós-apocalíptico pouco explorado na franquia, o que resulta em uma ótima sequência, tão bem feita quanto as anteriores. Aqui, as pontas soltas são oportunidades para futuras produções e não furos de roteiro — além de ter uma energia parecida com a do anime Hokuto no Ken – O Punho da Estrela do Norte.

    5. Mortal Kombat Legends: Cage Match - Bom de Briga (2023)

    Totalmente diferente das animações Legends anteriores, Mortal Kombat Legends: Cage Match - Bom de Briga mergulha na estética oitentista com muito humor, exagero e ação impressionante, lembrando produções como Eles Vivem e Os Aventureiros do Bairro Proibido. Ambientada na Hollywood dos anos 1980, a história mostra Johnny Cage participando das filmagens de seu próximo filme, quando um mistério perigoso envolve o set..

    Apesar de não ter conquistado o público tanto quanto outras produções Legends, principalmente por ser tão diferente das animações anteriores, Bom de Briga merece ser conferida, pois mesmo com alguns clichês, entrega uma história divertida sobre o personagem e os anos 1980, com muita pancadaria, estilo, artes marciais e referências a filmes B. É um filme imperdível para os fãs de Johnny Cage e uma ótima escolha para se preparar para o lançamento de Mortal Kombat 2, que terá o personagem como protagonista.

    Séries live-action de ‘Mortal Kombat’ em ordem cronológica

    1. Mortal Kombat: A Conquista (1998-1999)

    Mesmo com orçamento limitado e efeitos especiais datados, a série live-action Mortal Kombat: A Conquista é bastante divertida e conquistou um público fiel ao apostar em ação constante e na expansão do universo da franquia, o que traz em grande parte, a mesma sensação do filme original de 1995. Apesar de antiga, tem uma energia parecida com a da recente série Wu Assassins

    A história acompanha três guerreiros: o monge Kung Lao, a ladra Taja e o guarda exilado Siro, que liderados por Lord Rayden, Deus do Raio e do Trovão e protetor da Terra, enfrentado ataques ordenados pelo Imperador do Outworld. A série tem um tom mais aventureiro do que místico, traz outros personagens icônicos da franquia, como Kitana, Mileena, Scorpion e Sub-Zero, e é uma ótima escolha para os fãs que querem conhecer melhor a mitologia que envolve MK.

    2. Mortal Kombat Legacy (2011-2013)

    Dirigida por Kevin Tancharoen, a série Mortal Kombat Legacy é uma das adaptações mais elogiadas do universo Mortal Kombat, e com razão, pois traz uma abordagem mais dark que é a cara dos jogos, mas havia sido pouco explorada até então, destacando a produção em relação a anterior. A série nasceu graças a um curta produzido pelo diretor, que esperava usá-lo como uma apresentação para garantir patrocínio para um projeto oficial sobre Mortal Kombat, o que deu certo, pois em janeiro de 2011 a Warner Bros anunciou oficialmente a produção de uma websérie.

    A série tem duas temporadas, totalizando 19 episódios. Enquanto a primeira delas funciona quase como uma prequela do jogo original, apresentando a origem de diversos personagens e o que os motivou a participar do futuro Mortal Kombat, a segunda foca no andamento do clássico torneio. Se você curte produções com uma pegada mais sombria, como Warrior, MK Legacy prenderá sua atenção desde o primeiro minuto ao oferecer não só isso, mas ação intensa e muito respeito com o material original.

  • Scarlett Johansson: Os 10 Melhores Filmes da Brilhante Atriz
    Bruno Pinheiro Melim

    Bruno Pinheiro Melim

    Editor JustWatch

    É difícil encontrar adjetivos para descrever a carreira e o talento de um grupo seleto de atores e atrizes contemporâneos do qual, evidentemente, Scarlett Johansson faz parte. Com duas indicações ao Oscar, e uma filmografia riquíssima, que vai desde filmes de super-heróis até obras autorais de diretores renomados, a atriz chega aos 40 anos de idade realizando um dos seus maiores sonhos de infância: trabalhar em Jurassic World: Recomeço, o novo capítulo de uma das maiores franquias do cinema, lançado recentemente.

    Há décadas atuando nas mais diversas produções de Hollywood — vale lembrar que Scarlett fez o seu primeiro filme com apenas nove anos — a atriz construiu uma filmografia eclética e altamente conceituada. Sem esquecer que ainda em 2025, ela faz sua estreia como diretora com Eleanor the Great, que teve sua estreia no Festival de Cannes e deve chegar nos cinemas americanos em 26 de setembro. Neste guia da JustWatch, separamos um ranking com alguns dos seus melhores filmes (incluindo Jurassic World: Recomeço), elencados por ordem de qualidade, todos disponíveis em plataformas de streaming.

    1. Encontros e Desencontros (2003)

    Sua memorável interpretação como Charlotte no vencedor do Oscar de Melhor Roteiro Original, Encontros e Desencontros, é, na minha visão, certamente o seu melhor papel. Algumas cenas, como a de Charlotte e Bob (vivido por Bill Murray) cantando More Than This em um karaokê de Tóquio, ou do abraço e troca de olhares dos dois ao se despedirem no fim do longa, são apenas alguns exemplos de inesquecíveis momentos desta obra prima de Sofia Coppola.

    Um filme sobre amor, encontros, pequenos gestos e a contingência da vida, sob o olhar de duas pessoas que vagueiam pela maior cidade do Japão. Uma obra que recomendo bastante aos apreciadores de romances com bons diálogos, uma atmosfera intimista e uma fotografia marcante, característicos dos filmes de Wong Kar-Wai, por exemplo.

    2. História de um Casamento (2019)

    Um salto de mais de quinze anos separa o longa anterior deste grande filme de Noah Baumbach, que merece a segunda colocação. História de um Casamento, junto com Encontros e Desencontros, é igualmente uma das poucas obras — digamos que do século atual — que consegue refletir de maneira honesta, sensível e complexa, sobre o amor, a falta dele, e sobre as entranhas de uma relação entre duas pessoas. 

    Na história, acompanhamos o complicado divórcio de um casal formado por um diretor de teatro (Adam Driver) e uma atriz (Scarlett Johansson). Sinceramente, é uma obra quase impossível de não se emocionar, ainda mais levando em conta a atuação magistral dessa dupla. Sem dúvida, um dos maiores filmes que a Netflix já produziu até hoje.

    3. O Grande Truque (2006)

    O Grande Truque se passa em Londres do século XIX, e faz uma abordagem narrativa pouco convencional e não linear — algo que Christopher Nolan já havia feito em Amnésia — alternando entre períodos e jogando pistas e segredos ao longo da trama, como uma espécie de truque. Não é para menos, afinal, é um filme sobre dois mágicos rivais — onde Scarlett interpreta a personagem responsável por fazer a ponte entre os dois protagonistas.

    Para quem já assistiu aos filmes mais famosos de Nolan, como A Origem, Interestelar e Oppenheimer, é essencial que entre em contato também com este, que por vezes acaba sendo esquecido. Uma obra que prende sua atenção do começo ao fim, não só por conta do complexo roteiro, mas também pelo visual mágico e encantador — sem contar as fortes interpretações de um elenco renomadíssimo, nomeadamente de Scarlett, que brilha mesmo dando vida a uma personagem mais secundária. Por conta disso, nada mais justo do que a terceira posição do ranking.

    4. Ela (2013)

    Scarlett Johansson ficará para sempre marcada por dar voz à Samantha, uma assistente virtual em Ela, um drama visionário que fica cada vez mais contemporâneo à medida que envelhece, justamente por explorar questões atuais uma década antes delas existirem. Como por exemplo, a solidão do homem moderno, e como a tecnologia (no caso IA) interfere nesse processo. É, sobretudo, outro grande exemplo (ao lado de O Grande Truque), da capacidade de Scarlett de comover o público, mesmo em papéis coadjuvantes, ou neste caso, utilizando apenas sua voz.

    Em um mundo onde a Inteligência Artificial está cada vez mais presente na vida das pessoas, é um longa mais do recomendado àqueles interessados em estudar os temas mais filosóficos que circundam a tecnologia e a sua relação com os sintomas da sociedade moderna. Ao lado de Ex Machina, está, sem dúvida, entre uma das melhores obras sobre o tema. Aos assinantes da HBO Max, aproveite que o filme está disponível no seu catálogo.

    5. Vicky Cristina Barcelona (2008)

    Scarlett Johansson é o espírito livre que faz o enredo girar ao dar vida à Cristina neste filme exótico, sensual e engraçado. É o ímpeto da sua personagem e a liberdade da sua interpretação, que dá força à aventura romântica, sexual e artística vivida por ela e sua amiga Vicky (Rebecca Hall), ao aceitarem passar suas férias na Espanha, ao lado do charmoso e persuasivo pintor, Juan Antonio (Javier Bardem).

    Uma excelente sugestão àqueles que gostam de filmes com um triângulo, ou no caso, um quadrado amoroso — já que a ex-esposa (Penélope Cruz) também aparece em cena — como Os Sonhadores, de Bernardo Bertolucci, por exemplo. Do século XXI, Vicky Cristina Barcelona (que está disponível gratuitamente no Pluto TV) é provavelmente um dos melhores longas de Woody Allen, mas não é tão memorável quanto os quatro primeiros filmes dessa lista. Outro ponto importante, se você aprecia ver a atriz trabalhando em filmes com excelentes e sofisticados diálogos, assim como acontece em Encontros e Desencontros e História de um Casamento, provavelmente também não ficará decepcionado com este.

    6. Jojo Rabbit (2019)

    A Vida é Bela já havia feito algo semelhante em 1997, com uma história sobre o holocausto do ponto de vista de uma criança. Porém, Jojo Rabbit vai um pouco além ao adotar a mesma perspectiva, mas utilizando um tom mais satírico e cômico — que, por vezes, pode não agradar pessoas mais sensíveis ao tema. 

    Além do show proporcionado pelo ator mirim Roman Griffin Davis, que interpreta um garoto alemão que cria uma relação com uma menina judia escondida na sua casa, Scarlett Johansson cativa ao assumir o importante papel da mãe e principal referência moral e ética do pequeno protagonista Jojo. Se você está à procura de um filme mais lúdico (e não tão brutal) sobre a Segunda Guerra Mundial, é a escolha certa — e pode ser encontrado no Disney+. Apesar de ser um filme controverso (por conta do seu tom), a presença de Johanssen não vai te desapontar. 

    7. Ponto Final: Match Point (2005)

    Em Ponto Final: Match Point, uma relação proibida é o ponto de partida para um estudo moral de personagens cujos limites são radicalmente testados. Um filme (que apesar de não ser tão envolvente como) tem um tom e tema muito semelhantes a Vicky Cristina Barcelona e, ainda por cima, é realizado pelo mesmo diretor. 

    Apresentado como um drama romântico no início da sua duração, o filme sofre uma mudança gradual para um suspense psicológico, à medida que os protagonistas (que são amantes) lidam de maneira mais drástica com as consequências das suas escolhas passionais. Scarlett dá vida a uma mulher envolvente e decidida que acaba se relacionando com o cunhado do seu namorado — que por sua vez já tem uma relação estável com uma mulher da alta classe. Um papel que poderia parecer mais estereotipado, se não fosse pela capacidade da atriz de se aprofundar nas tensões psicológicas da personagem.

    Se você assistiu ao longa Rivais, de Luca Guadagnino, e gostou da ambientação em volta de jogadores de tênis, da tensão sexual latente entre os personagens, e do drama psicológico envolto na trama, tente dar uma chance a este filme que explora tudo isso de maneira muito inteligente. 

    8. Vingadores: Ultimato (2019)

    É difícil falar sobre Scarlett Johansson sem imaginar a atriz como Viúva Negra. E também é impossível falar sobre a Viúva Negra sem remeter sua imagem à Scarlett. Ao todo, foram oito filmes (e mais uma cena pós-créditos) do MCU estrelados pela atriz. 

    Difícil escolher um deles para exemplificar o seu longo trabalho, mas, para mim, Vingadores: Ultimato talvez seja o mais emblemático de todos. Isso porque junta, pela última vez, o grupo de heróis mais famoso do cinema, com sua personagem como uma das principais responsáveis por liderar a resistência contra Thanos. Porém, é preciso lembrar que se você pretende ver a heroína em um filme solo, o mais recomendado é que assista Viúva Negra, pois consegue desenvolver ainda mais a amada personagem. 

    Evidentemente, Vingadores: Ultimato se situa apenas na oitava posição do ranking, já que não exige uma performance tão complexa por parte da atriz (mesmo dando vida a uma personagem tão icônica), comparado aos filmes elencados anteriormente. 

    9. Asteroid City (2023)

    Uma formidável parceria que vem se formando nos últimos anos é entre Wes Anderson e Scarlett Johansson — mais uma prova de que os grandes diretores adoram o trabalho da atriz. Além de ter atuado no último longa do cineasta, O Esquema Fenício, e ter feito a narração de uma personagem em Ilha dos Cachorros, Scarlett também protagonizou Asteroid City

    Filme que, ao meu ver, é o mais marcante deles, principalmente quando levamos em conta a sua poderosa performance ao dar vida a uma prestigiada, mas egocêntrica atriz, chamada Midge Campbell, que acompanha a sua filha em uma convenção de jovens aspirantes a astrônomos. Uma figura fascinante e enigmática, muito inspirada na persona de Bette Davis, mas que também lembra algumas personagens mais excêntricas e solitárias que já interpretou, como Charlotte de Encontros e Desencontros. Uma pena que sua personagem divide o protagonismo com uma série de outras figuras, não aparecendo durante todo o filme.

    Apesar de não ser um dos longas favoritos dos fãs do diretor (O Grande Hotel Budapeste e Moonrise Kingdom talvez detém esse status), merece reconhecimento por ser uma das obras mais arriscadas e existenciais da carreira de Wes, que se utiliza da ficção científica para explorar temas como o mistério da vida e a adaptação ao desconhecido.

    10. Jurassic World: Recomeço (2025) 

    Depois de toda sua filmografia na Marvel, que inclui Vingadores: Ultimato, Scarlett Johansson voltou a trabalhar em uma grande franquia mainstream com Jurassic World: Recomeço. A própria atriz, inclusive, já falou algumas vezes que realizou o seu sonho de infância ao ter atuado em um filme do clássico universo de Jurassic Park.

    E essa autenticidade, honestidade e paixão pelo seu trabalho, é o que transparece novamente ao assistirmos seu novo filme, uma obra que, apesar de não trazer nada de muito novo (em termos narrativos e estéticos), cumpre bem o papel de renovar os espectadores da franquia, atingindo o público mais jovem, através de uma história que propicia um grande deslumbramento em relação aos dinossauros.

    Eu diria que o longa, equiparado aos primeiros da saga, pode deixar a desejar em diversos aspectos, mas não comparado aos filmes de Jurassic World. Principalmente por conta dos inéditos personagens apresentados na trama, que são muito interessantes. Sobretudo Zora (Scarlett Johansson), a responsável por liderar uma missão que visa extrair o DNA de alguns dinossauros em uma ilha extremamente perigosa. Sem dúvida, uma excelente oportunidade de ver a atriz brilhando novamente em um filme com forte apelo popular.

  • Sensualidade e Obsessão: Saiba Como Assistir a Todos os Filmes de ‘Cinquenta Tons de Cinza’ em Ordem
    Fernanda Caseiro Talarico

    Fernanda Caseiro Talarico

    Editor JustWatch

    A trilogia Cinquenta Tons de Cinza não é apenas um fenômeno literário — é um marco cultural que redefiniu a representação do romance erótico no cinema mainstream. Originada a partir de uma fanfiction de Crepúsculo, a saga conquistou milhões com sua narrativa intensa sobre a complexa relação entre a estudante Anastasia Steele e o enigmático magnata Christian Grey, mergulhando em temas não tão explorados no cinema mainstream.

    Apesar das divisões entre crítica e público, os filmes se tornaram sucessos de bilheteria, gerando discussões acaloradas e uma legião de fãs dedicados. 

    Para revisitar cada capítulo dessa jornada, preparamos um guia completo com todos os filmes de Cinquenta Tons de Cinza em ordem cronológica, explorando a evolução dos personagens e o impacto duradouro da série no panorama do cinema contemporâneo.

    1. Cinquenta Tons de Cinza (2015)

    O primeiro filme, Cinquenta Tons de Cinza, dirigido por Sam Taylor-Johnson, introduz o universo ao adaptar o best-seller de E.L. James. Ele narra o romance intenso entre a estudante ingênua Anastasia Steele (Dakota Johnson) e o bilionário Christian Grey (Jamie Dornan), cuja preferência por relações de dominação e submissão leva à elaboração de um contrato detalhado. 

    O filme explora temas de desejo, poder e vulnerabilidade, sendo elogiado por sua estética visual elegante e trilha sonora cativante, mas amplamente criticado por suas atuações consideradas superficiais e, principalmente, por romantizar dinâmicas potencialmente tóxicas e representar o BDSM de forma não consensual e simplista. Comercialmente, foi um sucesso estrondoso que gerou as sequências e acalorados debates. 

    Em comparação com os outros filmes da franquia, este é o mais contido e atmosférico, focando na tensão sexual e no jogo psicológico inicial, sendo a pedida ideal para quem busca dramas românticos picantes com alta produção, similar a filmes como Secretária ou 9 1/2 Semanas de Amor.

    2. Cinquenta Tons Mais Escuros (2017)

    A sequência, Cinquenta Tons Mais Escuros, aprofunda a relação do casal, explorando os traumas passados de Christian e a busca de Anastasia por mais igualdade no relacionamento, enquanto ele luta contra sua obsessão por controle. Este capítulo introduz antagonistas, como uma ex-submissa, para ampliar as tensões. 

    As atuações permanecem medianas, embora Johnson se destaque em transmitir força e vulnerabilidade. Visualmente deslumbrante, o filme ainda sofre com uma narrativa previsível e diálogos fracos, repetindo a problemática romantização de comportamentos controladores. 

    Quando comparado ao primeiro, este é o filme que mais tenta desenvolver a psicologia dos personagens, abandonando parcialmente a premissa do contrato em favor de um drama romântico mais tradicional—ainda que problemático—que tenta "curar" seus traumas através do amor. É recomendado para quem deseja mais drama e história passada sem abrir mão do luxo e da sensualidade, apelando para fãs de filmes como Infidelidade ou Trama Fantasma.

    3. Cinquenta Tons de Liberdade (2018)

    Por fim, Cinquenta Tons de Liberdade conclui a trilogia focando no casamento do casal e na superação final de seus demônios, mas introduz um subplot de suspense com um vilão vingativo, interpretado por Eric Johnson. 

    As atuações evoluem levemente, mas são limitadas por diálogos clichês. O filme prioriza o glamour e a estilização visual sobre a substância narrativa, resultando na crítica por sua falta de profundidade psicológica e resolução previsível. 

    Na comparação direta com os anteriores, este é o filme que mais se afasta da premissa original do contrato e da dinâmica de poder, transformando-se em um thriller romântico de baixa qualidade. É considerado o mais fraco da trilogia em termos de narrativa coerente, mas funciona como um fechamento "feliz para sempre" para o público fiel. Sua recomendação é quase que exclusiva para os fãs que precisam ver o desfecho; para aqueles em busca de um thriller erótico mais bem executado, sugestões melhores seriam O Corpo ou Pecado Original – ambos estrelados por Antonio Banderas. 

    Em resumo, a franquia Cinquenta Tons é um exemplo de entretenimento leve que prioriza o apelo comercial e a fantasia romântica melodramática sobre a profundidade narrativa ou a representação responsável. Cada filme cativa um aspecto diferente: o primeiro, a tensão do tabu; o segundo, o drama emocional; e o terceiro, a conclusão de fantasia. É uma série que divide, mas que incontestavelmente deixou sua marca no gênero.

  • As Melhores Séries de Ficção Científica dos Últimos 5 Anos e Onde Assistir a Elas
    Beatriz Coutinho

    Beatriz Coutinho

    Editor JustWatch

    São tempos de fartura para os fãs de ficção científica. Desde o início dos anos 2020 o gênero recebeu diversas boas novas histórias que abordam os mais variados subtemas, desde universos pós-apocalípticos até realidades paralelas, passando também por vida extraterrestre e distopias tecnológicas, oferecendo narrativas que vão além do entretenimento e trazendo questionamentos profundos sobre a sociedade e o futuro dela.

    Só em 2025, lançamentos como a 2ª temporada de Ruptura e Andor, a 3ª temporada de Fundação e a estreia de Diários de Um Robô Assassino, já mostraram como o gênero segue firme e forte entre os mais queridos do público, indo desde ideias originais, até adaptações literárias e histórias que tragam mais contexto para narrativas cultuadas na cultura pop.

    Neste guia da JustWatch você confere quais são as melhores séries de ficção científica dos últimos cinco anos e em quais plataformas de streaming assistir a elas.

    O Eternauta (2025)

    Baseada na icônica história em quadrinhos argentina criada por Héctor Germán Oesterheld e Francisco Solano López, O Eternauta é uma série de ficção científica que foi aguardada com empolgação no início de 2025, e com razão. A trama começa com uma misteriosa nevasca cobrindo Buenos Aires, mas o que parece um fenômeno natural logo se revela como uma arma mortal de origem alienígena. Em meio ao caos, Juan Salvo (Ricardo Darín) e um grupo de sobreviventes tentam resistir à invasão, enquanto procuram entender o que realmente está acontecendo.

    Mais do que uma simples história de sobrevivência, O Eternauta é uma poderosa metáfora sobre resistência, coletividade e esperança diante da opressão, que remete às dificuldades e traumas que a Ditadura Militar Argentina deixou no país sul-americano. A ambientação única da história e seu peso histórico fazem dela uma produção imperdível para quem gosta de acompanhar narrativas de ficção científica profundamente humanas, além de lembrar a série, The Last of Us.

    O Problema dos 3 Corpos (2024)

    Adaptação da trilogia de livros homônima do autor Cixin Liu, O Problema dos 3 Corpos traz como questão central uma temática clássica da ficção científica: vida extraterrestre. Nesta série, um grupo de diferentes profissionais obtém sucesso ao tentar se comunicar com possíveis formas de vida fora do planeta, mas eles não esperavam que quem responderia a esse chamado inocente seria uma civilização com objetivos que ameaçam a Terra de forma perigosa.

    Combinando mistério, física e dilemas morais em uma escala épica, O Problema dos 3 Corpos trás uma série de questionamentos existenciais ao mostrar como um único ato muda o destino da Terra. Perfeita para quem gostou de produções como The Expanse, a série tem um ritmo um pouco lento, mas recompensa o público com ideias profundas e visuais impressionantes, indo além do entretenimento. Também vale a pena conferir a versão chinesa da série, Three Body, que contém mais episódios e acompanha os acontecimentos do primeiro livro da trilogia mais à risca.

    Matéria Escura (2024)

    Enquanto O Problema dos 3 Corpos traz um “e se?” relacionado a um planeta inteiro, a série Matéria Escura, baseada no famoso livro de mesmo nome escrito por Blake Crouch, mostra um “e se” focado em apenas uma pessoa, que mesmo sendo individual, traz consequências grandiosas. Ao longo dos episódios, conhecemos o astrofísico Jason Dessen (Joel Edgerton), que estuda matéria escura em seu emprego e vive uma boa vida ao lado de sua esposa e seu filho, até o momento em que é sequestrado por uma versão de si mesmo.

    A série combina drama familiar e ficção científica ao brincar com a física e mostrar Jason visitando realidades paralelas à sua, nas quais ele verá muitas das vidas e experiências, boas e ruins, que poderia ter vivido… Mas em qual delas ele escolherá ficar? Se você foi um fã fervoroso de Dark entre 2017 e 2020 e sente falta de uma série que use ficção científica para abordar vários elementos desse tema de forma emocionante, acabamos de resolver esse problema. Trazendo a questão do multiverso como seu assunto central, Matéria Escura entrega uma história que impressiona e a 2ª temporada já foi confirmada.

    Silo (2023)

    Baseada na trilogia homônima escrita por Hugh Howey, Silo é uma série de ficção científica e drama que oferece uma visão sombria sobre um futuro distópico, e que tem um escopo maior que Matéria Escura, focando em uma história mais coletiva e oferecendo um mundo completo com suas próprias regras. Nesta história pós-apocalíptica com um toque steampunk, os últimos 10 mil sobreviventes da Terra vivem em um profundo silo subterrâneo, sendo guiados por regras rígidas e um sistema hierárquico que não só dita quem pode saber o quê, como parece tirar vantagem de trabalhadores.

    Assim como Admirável Mundo Novo e Expresso do Amanhã, Silo combina tensão constante com narrativas de mistério, conspiração e regimes autoritários que exploram pessoas inocentes. Ao longo da série, a atriz Rebecca Ferguson impressiona como Juliette, uma engenheira determinada, que mesmo tendo consciência de que investigações anteriores levaram à duras consequências, quer descobrir a verdade por trás de uma série de mortes misteriosas — quando acaba encontrando respostas assustadoras sobre o mundo fora do silo.   É mistério atrás de mistério, ou seja, difícil parar de assistir. 

    Fallout (2024)

    Baseada em um famoso jogo de videogame, Fallout tem uma premissa bastante parecida com a de Silo, mas com uma pegada retrofuturista, que explora o mundo selvagem fora dos locais teoricamente seguros de um mundo distópico. Nesta série, o avanço tecnológico da 2ª Guerra Mundial trouxe consequências que levaram a um apocalipse nuclear. Duzentos anos depois deste colapso, as pessoas ricas que fugiram para luxuosos abrigos chamados de Safehouse são obrigadas a deixar estes bunkers e encarar uma realidade repleta de radiação e violência. 

    Como espectador, você entenderá mais sobre a história acompanhando três personagens principais: Lucy (Ella Purnell), moradora de uma Safehouse; Maximus (Aaron Moten), jovem soldado de uma facção paramilitar; e The Ghoul (Walton Goggins), um caçador de recompensas. Cada um deles apresenta um ponto de vista diferente sobre como lidar com dilemas morais e a própria sobrevivência em situações tão extremas. A série mistura humor e ficção científica em uma trama envolvente, lembrando produções como The 100 e Westworld.

    Diários de um Robô-Assassino (2025)

    Se você prefere histórias mais tecnológicas, ao invés de mundos distópicos como os de Silo e Fallout, quando o assunto é ficção científica, vai adorar Diários de Robô-Assassino, que traz uma premissa parecida, mas melhor desenvolvida do filme Free Guy. A produção une ficção científica e humor para apresentar Murderbot (Alexander Skarsgård), um andróide programado para proteger humanos que hackeia o sistema de sua própria consciência e se torna “livre”.

    Equilibrando ação com uma jornada de descoberta pessoal bastante curiosa e emocionante, a série apresenta mais do protagonista com muito humor, mostrando seus dilemas robóticos, que consistem em passar o tempo assistindo novelas futuristas e questionando o propósito da vida, mas também ressaltando que grandes poderes que vêm com grandes responsabilidades: livre arbítrio e empatia. Com diálogos inteligentes, Diários de um Robô-Assassino explora de forma criativa a relação entre humanos e máquinas, abordando questões sobre autonomia, identidade e moralidade. Com um leve toque de drama e muito sarcasmo, a série fará você refletir com seus personagens cativantes.

    Fundação (2021)

    Se você quer assistir reflexões mais profundas que as de Diários de um Robô-Assassino, carregadas por política e filosofia, precisa conhecer Fundação, série baseada nos livros de Isaac Asimov, que é uma das mais clássicas e respeitadas obras da ficção científica. Nesta adaptação, o matemático Hari Seldon (Jared Harris) prevê a queda do Império Galáctico e o início de 30 mil anos de caos. Determinado a reduzir os danos desse colapso perigoso, ele cria um plano que se estende por gerações, envolvendo personagens em jornadas repletas de intrigas políticas, estratégias e descobertas surpreendentes —  para o bem e para o mal.

    Apesar de ter algumas diferenças entre a material original e adaptação, a série cumpre com a responsabilidade que tinha em mãos, passando para a tela uma história grandiosa, que mostra a importância das pessoas que lutam pela liberdade diante de regimes opressores. Os livros de Asimov são um marco no gênero, obras imperdíveis para quem curte histórias de escala épica e personagens bem construídos, além de terem servido como inspiração para diversas outras grandes produções, incluindo Star Wars e Duna, o que torna Fundação uma série obrigatória para os fãs dessas histórias.

    Cyberpunk: Mercenários (2022)

    Desta vez temos mais uma adaptação de videogame. Cyberpunk: Mercenários é uma série baseada no mundo do jogo Cyberpunk 2077, um famoso RPG situado em Night City, cidade em que tecnologia avançada e desigualdade andam de mãos dadas, favorecendo desde modificações corporais até o surgimento de hackers e corrupção em meio a letreiros neon. Ao longo dos episódios, acompanhamos David Martinez, um estudante habilidoso que toma a difícil decisão de se tornar mercenário para conseguir sobreviver.

    A série se destaca por sua atmosfera imersiva, que combina ação intensa com reflexões sobre o impacto da tecnologia na sociedade, lembrando a mesma energia de Fallout, mas com uma abordagem mais urbana e futurista. Cyberpunk: Mercenários é perfeita para fãs de animação adulta e não requer que o público conheça o jogo na qual ela é baseada para curtir a história. Na mesma pegada de Arcane e Cowboy Bebop, o ponto forte do anime é a experiência visual e narrativa impressionantes que ele oferece, o que chama a atenção entre outras produções recentes de ficção científica.

    Planeta dos Abutres (2023)

    Com enredo inspirado no curta-metragem Scavengers, a série animada Planeta do Abutres traz a clássica temática espacial ligada ao gênero ficção científica, com um toque de terror. A trama acompanha a tripulação do cargueiro Demeter, que vai parar no desconhecido planeta Vesta após uma grande explosão solar. Inicialmente belo, o local esconde diversos perigos, e à medida que o grupo tenta entender como sair dali, cada integrante passa a refletir sobre o impacto deste novo lar em si mesmo.

    A animação oferece uma construção de mundo impressionante, com o planeta Vesta revelando aos poucos seus ecossistemas e biologia complexos, que por si só já dão um show à parte — se você é fã de Planeta Selvagem ou Nausicaä do Vale do Vento, precisa dar uma chance. Os detalhes visuais e o desenvolvimento de personagens, lembram Cyberpunk: Mercenários, mas aqui o foco é mais aventureiro e menos urbano, sendo ideal para quem gosta de ficção científica voltada para a exploração espacial que apresenta os desafios pessoais e coletivos de sobreviver em meio ao desconhecido.

    Andor (2022)

    A série Andor é uma prequela que se passa cinco anos antes do filme Rogue One: Uma História Star Wars, mergulhando na trajetória inicial de Cassian Andor (Diego Luna) como espião e herói da Aliança Rebelde. Quando ainda não fazia ideia de qual era seu destino, ele embarca em uma jornada acompanhado do andróide K-2S0 (Alan Tudyk) após uma descoberta sombria: a dimensão e o poder do regime totalitário do Império. Não espere ver muitos sabres de luz ou truques mentais aqui, o que não é um demérito e nem mesmo faz falta, pois o tom de thriller político assume a história e entrega algo surpreendente.

    Unindo ficção científica, espionagem política e suspense em um universo amado por milhares de fãs, Andor mostra não só o começo da trajetória do piloto, agente de inteligência da Aliança Rebelde e líder da Rogue One, mas também o impacto de um regime autoritário no dia a dia das pessoas e como pequenos atos de coragem podem mudar uma sociedade inteira. Entregando uma narrativa complexa, atuações impecáveis e um roteiro coerente do início ao fim, que equilibra a coletividade de Fundação com a tensão de Silo, a série reflete nos dias atuais, sendo capaz de causar um grande impacto positivo — além de ser ideal para quem curtiu Altered Carbon e Chernobyl.

    Ruptura (2022)

    Quais são os limites de lidar com a memória e a mente de alguém? Como um grande episódio de Black Mirror e mais atual do que nunca, Ruptura mostra como os funcionários de uma empresa misteriosa aceitam participar de um procedimento experimental no qual suas memórias pessoais são apagadas no trabalho e as do trabalho esquecidas assim que pisam fora dele. Afinal de contas, qual o problema de querer esquecer a vida pessoal para focar na carreira ou não pensar em trabalho ao chegar em casa?

    No entanto, o que inicialmente parece uma ótima ideia, aos poucos se torna perigoso, revelando uma teia de segredos. Com atuações incríveis e críticas inteligentes à sociedade atual, Ruptura merece toda a sua popularidade pela forma dura como explora vigilância, privacidade e os limites (ou a falta deles) do controle de grandes corporações sobre seus funcionários. Com atuações impactantes e reviravoltas bem construídas, a série é ainda mais intimista e claustrofóbica que Andor ou Fundação, fazendo o público refletir sobre futuro e ética enquanto se sente sufocado junto com os personagens, um feito impressionante.

  • Filmes de Terror Não Assustadores Para Adultos Que Tem Medo
    Fernanda Caseiro Talarico

    Fernanda Caseiro Talarico

    Editor JustWatch

    Chegou o Halloween, a época perfeita para se entregar a sustos e arrepios, mas e se você é daqueles que adora a estética do terror, porém pula do sofá com um susto mínimo? Se a ideia de pesadelos pós-filme não é nada atraente, você veio ao lugar certo. 

    Esta seleção é para os adultos que desejam curtir a temporada assombrada sem precisar dormir com a luz acesa. Apresentamos uma curadoria dos melhores filmes que dominam a atmosfera sombria, o suspense inteligente e o horror estilizado, mas que sabem dosar os sustos gratuitos. São produções para quem aprecia o medo com classe, onde a tensão psicológica e o horror temático superam o sangue e os jumpscares fáceis. Prepare a pipoca (e talvez somente uma luz de abajur), porque o terror acessível—mas incrivelmente cativante—está prestes a começar.

    Todo Mundo em Pânico (2000)

    Todo Mundo em Pânico é a sátira definitiva para quem ama a estética do terror, mas foge de sustos reais. Esta é a principal dica que eu daria para alguém que gosta do gênero. 

    O filme desmonta clichês de ícones como Pânico com um humor escrachado e literal, transformando cenas de terror em piadas absurdas. A trama segue adolescentes estereotipados perseguidos por um assassino, servindo de base para esquetes que parodiam desde Eu Sei o que Vocês Fizeram no Verão Passado até comerciais de TV. 

    A genialidade do filme está em sua capacidade de rir do medo: sustos viram graça, vilões viram personagens desastrados, e o suspense é sempre quebrado por algo ridículo. Para quem busca uma experiência de Halloween divertida e zero assustadora, é a escolha perfeita – não exige conhecimento profundo de terror e garante risadas com seu elenco comprometido (como Anna Faris como a desastrada Cindy). Assinatura obrigatória para noites descontraídas de "terror" onde o único susto é rir até doer a barriga. Para fãs de As Branquelas, oferece a mesma comédia pastelão dos irmãos Wayans. 

    A Babá (2017) 

    A Babá é uma comédia de terror leve que se apoia na premissa irresistível de uma babá aparentemente perfeita revelar-se uma líder de seita satânica. Dirigido por McG, o filme acompanha o adolescente Cole e seus irmãos em uma missão caseira para expor e sobreviver aos planos macabros de Bee, a babá interpretada com carisma maligno por Bella Thorne. A trama é simples e repleta de furos lógicos, mas funciona como entretenimento despretensioso, sustentado pela química entre as crianças, sequências criativas de armadilhas domésticas e um humor juvenil que evita qualquer tensão real. 

    Diferente de sátiras como Todo Mundo em Pânico, que ridiculariza os clichês do gênero por meio de paródias meta-cinematográficas, A Babá se contenta em utilizar esses clichês diretamente, criando uma aventura familiar onde o perigo é mais encenado do que assustador. Seu maior trunfo é a vilã estilizada e a ausência de sustos intensos, tornando-o ideal para quem busca um "terror" acessível. É uma opção divertida para uma noite descontraída, desde que não se espere profundidade ou sustos memoráveis, similar ao filme de terror juvenil, A Casa Monstro

    O Segredo da Cabana (2011)

    O Segredo da Cabana é uma obra-prima da sátira de terror que funciona tanto como homenagem inteligente quanto como desconstrução afiada do gênero. Cinco amigos visitam uma cabana isolada onde descobrem serem vítimas de um ritual para aplacar entidades antigas, em uma trama que subverte geniosamente os arquétipos clássicos do terror.

    Diferente de Todo Mundo em Pânico, que zomba do gênero por paródias literais e humor escrachado, este filme tece sua crítica de forma orgânica na narrativa, mantendo coerência interna enquanto desmonta convenções. Já comparado à Babá, que entrega um terror juvenil leve e linear, O Segredo da Cabana oferece complexidade meta-narrativa e reviravoltas que recompensam espectadores atentos.

    Com diálogos afiados de Joss Whedon e um elenco carismático (incluindo Chris Hemsworth), o filme equilibra suspense, humor e crítica social brilhantemente. Para quem busca terror inteligente sem sustos intensos, é ideal, a tensão vem do quebra-cabeça narrativo, não de jump scares. Mas, vale dizer: caso você tenha MUITO medo, talvez este possa te assustar. Uma experiência obrigatória que continua a influenciar o gênero. Pode ser uma boa opção para quem gosta de Fonte da Vida pela ambição narrativa, e Coherence pela inventividade conceitual.

    Terror nos Bastidores (2015)

    Terror nos Bastidores é um daqueles filmes que sei que não é perfeito, mas acredito ser uma ótima opção para se divertir e entreter. Ele eleva o conceito de meta ficção no terror a um patamar deliciosamente literal quando um grupo de amigos contemporâneos é violentamente sugado para dentro de Camp Bloodbath, um clássico filme B de slasher dos anos 1980 onde a falecida mãe da protagonista Max (Taissa Farmiga) era a icônica "rainha dos gritos". Presos na trama, eles são forçados a navegar pelas regras absurdas do universo cinematográfico, enfrentando o assassino de machete enquanto tentam desvendar um meio de escapar da película antes que seu destino seja selado.

    A genialidade do filme está em sua dupla camada de homenagem e sátira. Diferente da abordagem escrachada de Todo Mundo em Pânico, que zomba dos filmes de terror externamente, Terror nos Bastidores cria seu humor a partir da imersão total nos clichês, fazendo com que a comédia surja do contraste entre o comportamento moderno dos personagens e as convenções antiquadas do filme no filme. Já a comparação com O Segredo da Cabana revela duas vertentes da autorreferencialidade: se Cabana é uma desconstrução filosófica e sombria, Terror nos Bastidores é sua contraparte despreocupada e afetiva, focada na nostalgia e no caos narrativo. Uma celebração pura e energética do amor pelos filmes B, que com certeza cativa fãs de longas como À Prova de Morte, que faz homenagem a este peculiar gênero do cinema. 

    Zumbilândia (2009)

    Zumbilândia transforma o apocalipse zumbi em uma comédia ágil e cheia de coração, seguindo o cauteloso Columbus e o destemido Tallahassee em uma jornada repleta de regras absurdas de sobrevivência e uma busca por Twinkies. Ao encontrarem as astutas irmãs Wichita e Little Rock, o quarteto forma uma família improvisada em um mundo dominado por mortos-vivos. 

    Diferente de Todo Mundo em Pânico, que se baseia em paródias literais, Zumbilândia constrói sua comédia por personagens carismáticos e situações orgânicas, mantendo uma narrativa coesa enquanto equilibra ação, humor e momentos genuínos de conexão emocional, aqui, sendo mais parecido com Terror nos Bastidores. O longa é como um Guia do Mochileiro das Galáxias, pelo humor absurdo e cenários caóticos, mas com uma pitada de terror. 

    Com cenas icônicas como a hilária participação de Bill Murray interpretando ele mesmo e a destruição criativa de zumbis, o filme é ideal para quem busca o universo do terror sem sustos reais. Aqui, os mortos-vivos servem como pano de fundo para piadas e desenvolvimento de personagens, não para tensão ou medo. 

    O Sexto Sentido (1999)

    O Sexto Sentido se consagrou como um marco do cinema ao transformar uma premissa sobrenatural em um drama humano profundamente emocional. A narrativa do diretor M. Night Shyamalan acompanha o psicólogo Malcolm Crowe (Bruce Willis) em sua jornada para ajudar o jovem Cole Sear (Haley Joel Osment), um garoto que vive aterrorizado por sua capacidade de ver e interagir com espíritos. 

    Diferente de filmes como Todo Mundo em Pânico – que reduz o gênero a uma sátira escrachada – ou de A Babá – que se contenta em ser um entretenimento leve –, esta obra constrói seu impacto por uma tensão psicológica meticulosa, atuações excepcionais e um cuidado raro com o desenvolvimento emocional dos personagens. 

    O filme é notavelmente acessível para quem evita sustos, ao substituir jumpscares por uma atmosfera de melancolia e mistério, onde o verdadeiro horror não são os fantasmas, mas o isolamento e o luto que carregam. A revelação final, famosa por recontextualizar toda a história, eleva o filme de um simples thriller paranormal para uma comovente reflexão sobre aceitação e perdão. Os Outros tem uma atmosfera gótica e sensibilidade similar, e A Vila, tem o mesmo cuidado narrativo e reviravolta impactante. 

    Mais de duas décadas depois, O Sexto Sentido mantém seu poder de comover e surpreender, provando que as melhores histórias de terror são, no fundo, sobre a vida e suas sombras.

    A Morte Te Dá Parabéns (2017)

    A Morte Te Dá Parabéns reinventa a premissa de O Feitiço do Tempo com uma roupagem de terror adolescente, acompanhando a universitária Tree Gelbman em um loop mortal no dia de seu aniversário. Forçada a reviver repetidamente seu próprio assassinato por um assassino mascarado, ela precisa desvendar a identidade do culpado para quebrar o ciclo. O filme se destaca por equilibrar comédia e terror de forma acessível, focando mais no mistério e no desenvolvimento da protagonista — que evolui de uma jovem cínica para uma heroína determinada — do que em sustos intensos ou violência gráfica.

    Comparado a obras como O Sexto Sentido, que aborda o sobrenatural com seriedade dramática, ou Todo Mundo em Pânico, que prioriza o humor escrachado, A Morte Te Dá Parabéns encontra um meio-termo bem-sucedido, lembrando Zumbilândia na forma como usa uma premissa de horror para contar uma história de crescimento pessoal. O assassino tem um ar quase cartoonizado, e as sequências de morte são tratadas com leveza, tornando a experiência ideal para quem busca ingressar no gênero sem medo de pesadelos. Uma comédia de terror eficaz que prova que enfrentar a morte repetidas vezes pode ser, acima de tudo, divertido.

    Para fãs do filme, recomenda-se a sequência A Morte Te Dá Parabéns 2, que expande a mitologia do loop temporal, e Pânico, pela similar mistura de investigação e slasher.

    Dezesseis Facadas (2023)

    Dezesseis Facadas reinventa o slasher ao mesclar viagem no tempo e comédia, criando uma experiência deliciosamente nostálgica. A trama acompanha Jamie, uma adolescente do presente que, após um ataque do serial killer "Sweet Sixteen Killer", é transportada para 1987. Lá, ela precisa se unir à versão jovem de sua própria mãe para impedir os crimes iniciais do assassino e garantir seu próprio futuro. O filme se destaca por seu humor afiado, que satiriza tanto os anos 1980 quanto as convenções do gênero, enquanto desenvolve uma comovente dinâmica maternal entre as protagonistas.

    Comparado a A Morte Te Dá Parabéns, que compartilha a premissa de combater um assassino em contexto temporal, Dezesseis Facadas se aprofunda mais na comédia e na nostalgia, funcionando como uma homenagem aos slashers clássicos sem recorrer ao terror intenso. Diferente de Todo Mundo em Pânico, que ridiculariza o gênero por paródias literais, aqui o humor surge organicamente do choque cultural entre épocas e do desenvolvimento dos personagens. Com cenas de violência estilizadas e ausência de sustos gratuitos, é ideal para quem busca o espírito do terror sem seus elementos mais assustadores. Freaky: No Corpo de um Assassino tem uma abordagem humorística similar, e o filme Terror Nos Bastidores tem o mesmo amor aos clássicos do gênero. Uma celebração inteligente e divertida que prova que o terror pode ser leve, engraçado e comovente.

    Corra! (2017) 

    Corra!, segundo minha opinião, é uma obra-prima e um dos melhores filmes já feitos. No entanto, ele figura “abaixo” nesta lista, pois o filme de estreia de Jordan Peele transcende o gênero do terror –  ao fundir suspense psicológico com uma crítica social incisiva –, mas ele causa um desconforto tão grande que, pessoalmente, acredito que não seja a melhor pedida para aqueles que não gostam do terror pela sensação ruim. 

    No entanto, se seu problema for sobrenatural e sustos, pode assistir a “Corra!” e aproveite cada segundo da narrativa que acompanha Chris, um jovem fotógrafo negro que, ao visitar a família aparentemente liberal de sua namorada branca, se vê imerso em uma teia de racismo disfarçado e horror sobrenatural. Sua genialidade está em como transforma situações sociais cotidianas em fontes de pavor crescente, fazendo com que o espectador se identifique com a paranoia e o isolamento, vividos pelo protagonista.

    Diferente de quase todos os filmes da lista, Corra! constrói seu terror a partir do desconforto social e das microagressões, usando o suspense inteligentemente para explorar temas profundos de apropriação e violência racial. Este não é somente um filme de terror: é um marco cultural que demonstra o poder do gênero para dissecar as feridas abertas da sociedade contemporânea, tornando-o essencial para qualquer amante de cinema. Similar a Nós, do mesmo diretor, que também expande sua crítica social através do horror. 

    Garota Infernal (2009)

    Garota Infernal emergiu como um filme cult que transforma o terror em uma alegoria afiada sobre amizade tóxica, sexualidade feminina e os horrores da adolescência. Escrito por Diablo Cody e dirigido por Karyn Kusama, o filme acompanha a complexa dinâmica entre Needy e sua melhor amiga Jennifer, que, após ser possuída por uma entidade demoníaca, desenvolve um apetite mortal por adolescentes masculinos. 

    Diferente de sátiras como Todo Mundo em Pânico, que zomba do gênero de forma explícita, Garota Infernal utiliza as convenções do terror para explorar questões sociais profundas, aproximando-se da abordagem de Corra!, porém com um foco específico na experiência feminina juvenil. O filme é ideal para quem busca horror sem sustos intensos, pois seu terror reside mais na tensão psicológica e na deterioração de um vínculo de amizade do que em cenas convencionais de susto. Garota Infernal permanece como uma obra ousada e necessária, que reivindica o corpo feminino como território de horror e libertação.

    Com diálogos afiados, violência estilizada e um tom que equilibra humor ácido e horror, a obra se mantém acessível mesmo para espectadores mais sensíveis. Similar a Jovens Bruxas, pela exploração do poder feminino e amizades perigosas, e Possuída, pela metáfora similar entre monstro feminino e transformação adolescente. 

  • R.L. Stine no Cinema e TV: De 'Goosebumps' a 'Rua do Medo', Todas as Adaptações do Mestre do Terror Juvenil
    Fernanda Caseiro Talarico

    Fernanda Caseiro Talarico

    Editor JustWatch

    O lançamento de Rua do Medo: Rainha do Baile marcou o quarto filme da contínua série Rua do Medo, provando que a obra do autor R. L. Stine ainda atrai público após uma carreira de décadas. 

    Um dos nomes mais prolíficos do terror infantil e juvenil, Stine é mais conhecido por Goosebumps, uma das séries de livros mais vendidas de todos os tempos. Mesmo que você nunca tenha lido um, certamente conhece o nome ou talvez se lembre de algum episódio da série dos anos 1990 assombrando seus pesadelos de infância – daqueles que estão até hoje na memória. 

    A antologia Rua do Medo da Netflix é somente a ponta do iceberg de Stine quando se trata de adaptações para o cinema e a TV. Aqui estão todos os filmes e séries de R. L. Stine em ordem de lançamento. Vale dizer que você pode assistir às produções em qualquer ordem, não faz diferença pois são totalmente independentes. Aproveite o Halloween e assista a tudo!

    1. O Castelo de Eureka (1989–1995)

    R.L. Stine, antes de ser coroado o rei do terror infantil, mostrou aqui sua face mais lúdica e inventiva. Ouso dizer que O Castelo de Eureka foi onde Stine aprendeu a dosar humor e fantasia antes de mergulhar de cabeça no horror.

    As marionetes, claramente inspiradas nos Muppets de Jim Henson, tinham, porém, uma personalidade única: menos caóticas que os monstros da Vila Sésamo e mais orgânicas que os bonecos de Mr. Rogers. Eureeka, a bruxinha desastrada, é uma das criações mais encantadoras de Stine - uma espécie de ponte entre a Maggie Simpson e a Luna Lovegood, de Harry Potter, com sua curiosidade insaciável e talento para o desastre mágico.

    O que mais me fascina nessa série é como ela ousou ser diferente em uma época que começava a explorar o terror infantil. Enquanto O Clube do Terror investia em sustos leves e histórias de fantasmas, O Castelo de Eureka preferiu o caminho da magia cotidiana — esses feitiços que dão errado são metáforas deliciosas para os pequenos fracassos da infância.

    Stine mostra aqui seu talento para comédia inteligente — as piadas funcionam em múltiplos níveis, entretecendo humor físico para as crianças e ironia sutil para os pais. O Castelo de Eureka não era somente entretenimento; era um espaço seguro para explorar o fracasso, onde errar feitiços era tão natural quanto tropeçar ao aprender a andar.

    Comparado com o Goosebumps que viria depois, esta série revela um Stine menos preocupado em assustar e mais interessado em encantar. E nisso reside seu legado mais bonito: provou que o autor era um contador de histórias completo, capaz de fazer rir tanto quanto fazer pular de susto.

    2. Goosebumps (1995–1998)

    Stine não apenas chegou à televisão - ele conquistou o horário infantil com uma fórmula diabólica que mudaria para sempre a relação das crianças com o terror. Goosebumps foi muito mais que uma adaptação: foi a materialização pura do espírito “stiniano”, onde cada episódio funcionava como uma injeção de adrenalina. A abertura icônica, com aqueles olhos assustadores e a trilha inconfundível, já era um aviso: aqui, o medo era divertido.

    O que realmente me fascina em Goosebumps é como Stine dominava a psicologia infantil. Ele entendia que as crianças não queriam proteção - queriam aventura controlada, sustos que pudessem superar. Enquanto O Clube do Terror investia em atmosfera e lendas urbanas, Goosebumps preferia o impacto visceral: o boneco Slappy ganhando vida, a máscara grudando no rosto, as plantas carnívoras atacando. Era terror de parque de diversões - seguro, mas genuinamente emocionante.

    A genialidade estava na dosagem perfeita entre horror e humor. Um momento você estava tenso com o Homem-Múmia perseguindo as crianças, no seguinte ria das trapalhadas do protagonista. Esta oscilação criava a fórmula mágica que permitia até os mais medrosos assistirem - o susto sempre vinha acompanhado do alívio.

    Comparado com produções atuais, Goosebumps envelheceu como vinho e parece ter servido de referência para muitas outras, como Stranger Things. Ela tem aquela textura vintage anos 1990 que hoje é pura nostalgia, mas a essência permanece surpreendentemente atual. Os episódios sobre bullying, inseguranças e amizades mostravam que, por trás dos monstros, Stine sempre falava sobre os verdadeiros medos da infância.

    Para quem gostou desta série, recomendo, é claro, O Clube do Terror (para quem prefere o terror atmosférico) e A Hora do Arrepio (a evolução natural do formato  e nossa próxima da lista). E, é claro, os próprios livros de Goosebumps - onde a imaginação sempre foi mais assustadora que qualquer efeito especial.

    3. A Hora do Arrepio (2001–2002)

    Que série injustiçada! Stine chegou ao ápice de sua ambição televisiva com esta produção que merecia muito mais que uma única temporada. A abertura com James Avery — sua voz grave ecoando "Não adormeça..." — era pura homenagem ao Além da Imaginação, estabelecendo desde os primeiros segundos que estávamos diante de um terror mais sofisticado que Goosebumps. Esta não era uma série para crianças assustadas, mas para adolescentes que queriam ser desafiados.

    O que mais me impressiona é o elenco pré-fama — Frankie Muniz, Kaley Cuoco, Shia e Amanda Bynes – no auge de seu talento, é como assistir a uma cápsula do tempo do talento juvenil dos anos 2000. 

    A conexão com Além da Imaginação não era mera coincidência — era herança genética. Episódios como "Quarto dos Pesadelos" funcionavam como Black Mirror antes do tempo, explorando ansiedades tecnológicas e sociais com uma perspicácia rara para produções juvenis.

    Comparado com Goosebumps, A Hora do Arrepio era visualmente mais ousada, narrativamente mais complexa e tematicamente mais madura. Enquanto a primeira nos assustava com fantasmas e monstros, esta nos perturbava com ideias — o que é infinitamente mais assustador. A série sofria, porém, do mesmo mal que aflige muitas antologias: a irregularidade. Quando acertava, era brilhante; quando errava, caía no esquecimento.

    Para quem gostou desta série, recomendo: Além da Imaginação (a inspiração original) e Beyond Belief: Fact or Fiction (pelo formato de antologia com reviravoltas). 

    4. Maldição do Halloween (2001)

    Que delícia de filme para assistir debaixo das cobertas com uma tigela de pipoca! Christopher Lloyd, nos anos dourados de sua carreira, carrega nas costas essa comédia de terror familiar com a maestria de quem sabe exatamente o tom que a produção precisa. Maldição do Halloween é Stine no seu mais puro estado alquímico, misturando sustos leves, humor afiado e uma premissa que beira o genial: uma cidade que não celebra o Halloween devido a uma maldição ancestral.

    O que mais me encanta nesse filme é como ele captura perfeitamente o espírito das comédias de terror dos anos 2000 - aquele equilíbrio perfeito entre o assustador e o ridículo que fez sucesso em produções como As Panteras e Todo Mundo em Pânico (duas boas recomendações para os fãs). Lloyd, como o tio azarado e excêntrico, rouba cada cena com seu timing cômico impecável, provando que mesmo num filme feito para TV, o talento de um grande ator faz toda a diferença.

    Stine demonstra aqui sua versatilidade ao migrar dos livros para o cinema - a narrativa é visualmente dinâmica, os diálogos têm aquele humor característico do autor, e a mitologia por trás da maldição é desenvolvida com o cuidado de quem sabe construir um bom mistério. Comparado com os outros longas desta lista, este filme contém mais humor, mas mantém o mesmo charme nostálgico no terror que conquistou gerações.

    Maldição do Halloween é a pedida certa para quem gosta de Hocus Pocus (pela mistura de humor e sobrenatural) e The Halloween Tree (pela atmosfera autêntica do Dia das Bruxas). 

    5. Haunted Lighthouse (2003)

    Que experiência única e subestimada na carreira de Stine. Este não foi apenas um filme - foi uma imersão sensorial completa que antecipou em mais de uma década a febre das experiências 4D e do cinema imersivo. Christopher Lloyd, em sua segunda colaboração com Stine, entrega em Haunted Lighthouse uma performance ainda mais carismática que em Maldição do Halloween, agora como um capitão fantasmagórico que é igualmente assustador e hilário.

    O que verdadeiramente me fascina neste projeto é como Stine compreendeu antes de muitos que o terror não habita apenas no que vemos - mas no que sentimos. A experiência no parque de diversões Sea World utilizava vento, água, efeitos táteis e até aromas para criar uma atmosfera que transcendia a tela. Esta foi a genialidade de Stine: perceber que, para nos assustar de verdade, precisamos engajar todos os sentidos, não apenas a visão e a audição.

    A história das crianças presas em Cape Cod poderia ser mais um conto de terror convencional, mas a execução elevou o material a algo especial. Comparado com outras atrações de parques temáticos da época, Haunted Lighthouse era narrativamente mais ambicioso - não se contentava em ser uma mera sequência de sustos, mas construía uma mitologia coerente e envolvente. No entanto, em comparação com os outros títulos da lista, é o “mais fraco” caso seja assistido hoje, afinal é preciso de diversos efeitos para que seja realmente uma experiência. Por isso, as recomendações aqui também ficam mais difíceis. 

    6. A Hora do Arrepio (filme – 2007 / Série – 2010–2014)

    Que contraste fascinante entre duas visões do mesmo universo. O filme de 2007, A Hora do Arrepiolançado direto em DVD, sente como um experimento ambicioso porém mal executado - ter Tobin Bell, o icônico vilão deJogos Mortais, como o narrador sinistro deveria funcionar melhor, mas o resultado é uma narrativa truncada que tenta ser muito adulta para seu próprio bem. A premissa do livro amaldiçoado é puro Stine, porém a execução peca pelo excesso de seriedade e falta de humor característico do autor.

    Agora, a sérieA Hora do Arrepio, de 2010-2014, é uma jóia que merece todo o reconhecimento. Esta foi a evolução natural que Goosebumps precisava ter, crescendo junto com seu público original, ou seja, é uma ótima para quem já gostava do outro formato. Os episódios independentes mantinham a estrutura que funcionou nos anos 1990, mas com uma maturidade temática impressionante. Histórias como "O Espantalho" e "A Boneca Assassina" não economizavam nas consequências - personagens morriam de verdade, as reviravoltas doíam de tão impactantes, e a atmosfera era consistentemente sombria.

    O que mais me impressiona na série é como ela equilibra o terror genuíno com narrativas emocionalmente ressonantes. Episódios como "O Quarto dos Pesadelos" exploravam ansiedades infantis com uma profundidade psicológica que rivalizava com produções adultas. Esta não era mais uma série sobre sustos momentâneos - era sobre traumas, arrependimentos e os monstros reais que assombram nossa psique.

    Comparada com American Horror Storyque estreou na mesma época, em 2011, Hora do Arrepio provava que terror juvenil não precisava ser inferior - apenas diferente. Enquanto AHS se perdia em excessos, esta série mantinha o foco narrativo e o coração emocional que sempre caracterizaram o melhor trabalho de Stine. Mesmo assim, para quem gosta de uma, com certeza aproveitará a outra.

    7. Fantasmas à Solta (2008, 2014, 2016)

    Uma  viagem nostálgica aos filmes de terror familiar dos anos 2000. Esta trilogia representa Stine em sua fase mais "Disney Channel" - uma mistura perfeita de sustos leves, comédia adolescente e dramas escolares que funcionavam como Sexto Sentido para o público jovem. 

    O que mais me impressiona nesta franquia é como ela equilibra o sobrenatural com os problemas reais da adolescência. Max não precisa apenas salvar o mundo dos mortos-vivos - ele também tem que lidar com a rejeição na escola, a dificuldade em fazer amigos e a complicada vida familiar. Esta dupla camada narrativa é onde Stine sempre brilhou: usar monstros e fantasmas como metáforas para os verdadeiros medos da juventude, assim como outras produções do autor, inclusive a série original de Goosebumps

    O primeiro filme Fantasmas à Solta (2008) tem aquele charme de produção independente que conquista pelo coração - os efeitos são modestos, mas a química entre o triângulo protagonista (Max e seus dois fantasmas amigos) é genuína. Já as sequências, Minha Namorada Fantasma(2014) e Sociedade do Mal (2016), mostram uma evolução interessante: o orçamento aumenta, a mitologia se expande, mas a essência permanece fiel.

    Comparado com outras franquias juvenis da época como Os Caça-Fantasmas ou Monstros vs Alienígenas, Fantasmas à Solta se destaca por seu raro equilíbrio entre humor e sinceridade emocional. As cenas de terror são suficientes para arrepiar, mas nunca traumatizar - e as histórias de amizade e crescimento pessoal ressoam muito além dos créditos finais.

    8. Monsterville: O Armário das Sombras (2015)

    Uma homenagem afetuosa às comédias de terror juvenil dos anos 1990, Monsterville: O Armário das Sombras captura parte do espírito aventuresco de Goosebumps em uma narrativa superficial. Ainda que sofra de uma execução genérica, o filme oferece diversão leve para o público infantojuvenil em busca de uma aventura sobrenatural sem grandes sustos. Dove Cameron, em fase de transição pós-Disney, brilha com o material que tem, demonstrando o carisma que a consagraria depois.

    A premissa é um de seus trunfos: um circo maligno que rouba almas, liderado pelo visualmente criativo Dr. Hysteria, cria um pano de fundo imaginativo que estimula a fantasia. Embora o roteiro seja previsível e os efeitos visuais pareçam excessivamente polidos, a química entre o elenco e o ritmo ágil mantêm o engajamento. É uma introdução gentil ao gênero de terror para crianças mais novas – assustador o suficiente para emocionar, mas não tanto para assustar.

    Para fãs de R.L. Stine, pode não capturar a inventividade mordaz dos livros originais, mas funciona como uma porta de entrada para seu universo. Enquanto Goosebumps (2015) o supera em ousadia metalinguística, Monsterville cumpre seu papel como entretenimento familiar despretensioso. Quem busca uma aventura com mais coração pode preferir O Pequeno Vampiro – um dos meus filmes favoritos de infância –, mas este ainda é uma opção divertida para uma sessão de cinema em família.

    9. Eye Candy (2015)

    Eye Candy foi uma tentativa ousada e subestimada de modernizar o universo de Stine, sendo a prova definitiva de que o autor podia transcender o terror sobrenatural e mergulhar nos medos contemporâneos da geração digital. Victoria Justice, em um papel radicalmente diferente de suas comédias teen da Nickelodeon, entrega uma atuação surpreendentemente convincente como Lindy, a hacker genial cuja obsessão em encontrar a irmã desaparecida a leva aos becos sombrios da deep web.

    O que mais me impressiona em Eye Candy é como Stine antecipou tendências que só se tornariam comuns anos depois. Esta série é como se Mr. Robot estivesse em uma embalagem MTV, explorando ansiedades digitais que hoje são universais, como privacidade violada, vigilância corporativa, aplicativos de namoro perigosos e a dupla face da tecnologia como ferramenta e arma. Cada episódio funcionava como um Black Mirror pré-Black Mirror, com um assassino que usava a tecnologia não como pano de fundo, mas como método.

    Comparado com outras adaptações de Stine, Eye Candy é visceralmente diferente: sem fantasmas, sem monstros sobrenaturais, somente o terror psicológico de saber que o maior perigo pode estar a um clique de distância. 

    10. Goosebumps (2015 / 2018)

    Que celebração absolutamente deliciosa do legado de Stine – como fã, eu amei. Estes filmes acertaram em cheio ao entender que a melhor forma de homenagear Goosebumps  era não levar a si muito a sério. A ideia de transformar R.L. Stine em personagem, e ainda por cima interpretado pelo carismático Jack Black, foi um golpe de genialidade. Esta não era somente mais uma adaptação, mas uma metanarrativa sobre o próprio ato de criar histórias de terror.

    O primeiro filme, Goosebumps - Monstros e Arrepios funciona como uma espécie de Jumanji literário, onde os monstros clássicos ganham vida e transformam uma pacata cidade no palco do caos. A sequência Goosebumps 2 - Halloween Assombrado, mesmo sem Black no elenco principal, mantém o espírito divertido, ainda que com menos daquela centelha metalinguística que tornou o original tão especial.

    O que mais me encanta nesta duologia é como ela equilibra perfeitamente o humor com sustos genuínos. Os monstros são trazidos à vida com um cuidado visível tanto pelos fãs originais quanto pelas novas gerações. A direção de arte compreende que o charme de Goosebumps está justamente na estética dos anos 90, e a fotografia vibrante captura essa essência perfeitamente.

    Comparado com outras adaptações de terror juvenil como As Aventuras de Scooby-Doo ou Os Caça-Fantasmas, estes filmes de Goosebumps se destacam por sua auto ironia inteligente. 

    Para quem gostou destes filmes, recomendo: Jumanji: Bem-Vindo à Selva pela mesma energia de aventura caótica, As Crônicas de Spiderwick pela mistura similar de fantasia e família, e Os Caça-Fantasmas pelo equilíbrio entre comédia e terror.

    11. Trilogia Rua do Medo (2021)

    Esta trilogia da Netflix não apenas resgatou a essência sombria dos livros originais, como elevou o terror juvenil a patamares cinematográficos inéditos. Ao dividir a narrativa em três filmes lançados em semanas consecutivas - 1994, 1978 e 1666 - os criadores entenderam que estavam construindo não apenas uma saga de terror, mas um evento cultural que misturava o frenesi slasher dos anos 1990 com a profundidade mitológica do horror folk.

    O que verdadeiramente me impressiona é como a trilogia equilibra violência gráfica com desenvolvimento personagem genuíno. Estas não são apenas vítimas descartáveis; são adolescentes complexos, cheios de traumas e desejos, presos em uma cidade amaldiçoada que parece sugar suas esperanças. Shadyside versus Sunnyvale é mais que uma rivalidade; é uma exploração visceral de desigualdade social e destino, onde a maldição funciona como metáfora para ciclos de pobreza e violência.

    A decisão de ambientar cada filme em uma década diferente foi brilhante. 1994 captura a estética Pânico com seus mistérios suburbanos; 1978 é puro Sexta-Feira 13, com acampamentos assombrados; e 1666 mergulha nas raízes puritanas que lembram A Bruxa. A trilogia é uma carta de amor aos subgêneros do terror, mas com identidade própria suficiente para não ser mera pastiche.

    Comparado com outras adaptações de Stine, esta é de longe a mais ousada e ambiciosa: prova que seu trabalho pode transcender o público jovem e falar com adultos que cresceram lendo seus livros. A violência é real, as consequências doem, e o terror psicológico é tão eficaz quanto os sustos sangrentos.

    12. A Escola do Além (2021)

    Justiça seja feita: A Escola do Além consegue o que muitas produções juvenis almejam - criar um universo fantástico acessível para jovens públicos sem assustar demais. A minissérie acerta ao construir uma mitologia escolar sobrenatural que lembra um "Harry Potter do terror leve", perfeito para quem está começando a explorar o gênero. McKenna Grace, como sempre, é um deleite à parte, trazendo profundidade emocional mesmo aos momentos mais didáticos da trama.

    O grande trunfo da produção está em como equilibrar temas complexos como luto e autoestima dentro de um formato divertido e visualmente caprichado. Episódios como o dirigido por Marc Webb demonstram a qualidade que a série poderia ter atingido com mais ousadia - há sequências genuinamente criativas na exploração dos poderes sobrenaturais dos estudantes. Apesar do excesso de polimento característico da Disney, que suaviza algumas arestas mais interessantes, a série funciona bem como introdução ao gênero para famílias com crianças mais sensíveis.

    Para quem busca algo mais intenso, Locke & Key pode ser mais satisfatório, mas A Escola do Além cumpre com méritos seu papel como entretenimento familiar: é envolvente o suficiente para manter o interesse, tem bom coração e oferece exatamente o nível de "susto seguro" que muitos pais procuram para assistir com os filhos.

    13. Zombie Town (2023)

    Zombie Town tenta resgatar o espírito das comédias de terror adolescente dos anos 2000, mas acaba parecendo uma relíquia desenterrada de uma era passada. A reunificação de Chevy Chase e Dan Aykroyd tinha tudo para ser um evento, mas termina como uma mera sombra do que esses talentos já foram capazes.

    O que mais me deixa dividido é a premissa: a ideia de um filme dentro do filme que transforma espectadores em zumbis é genuinamente criativa e tem o DNA clássico de Stine. A aparição do próprio autor como o diretor enigmático é um toque delicioso para os fãs. Porém, a execução peca por uma comédia excessiva e efeitos especiais que parecem saídos de uma produção da SyFy Channel.

    Quando comparado com outras adaptações recentes de Stine, Zombie Town fica aquém do padrão estabelecido tanto pela trilogia Rua do Medo (sombria e ousada) quanto pelo reboot de Goosebumps (moderno e meta). Este filme parece preso em um limbo temporal - não tem a ousadia das produções atuais nem o charme do baixo orçamento das adaptações dos anos 1990.

    A dupla de protagonistas adolescentes até que tem química, mas seus diálogos soam como se tivessem sido retirados de um manual do roteiro juvenil. Os zumbis, que deveriam ser a grande atração, carecem de originalidade e ameaça real. É particularmente decepcionante ver como o filme subutiliza sua mitologia egípcia – um elemento que poderia tê-lo diferenciado no saturado gênero zumbi – mas um boa opção para quem gosta de filmes repletos de mortos vivos. 

    Para quem gostou deste filme, recomendo Cooties: A Epidemia e Como Sobreviver a um Ataque Zumbi, que oferecem comédias mais afiadas. 

    14. Goosebumps (2023–Presente)

    Uma reinvenção absolutamente brilhante do material original: esse é o resumo. Goosebumps voltou como uma série do Disney+ que entendeu perfeitamente que, para recriar Goosebumps em 2023, não bastava simplesmente refazer a fórmula dos anos 1990: era preciso evoluir junto com o público. A decisão de abandonar o formato de antologia por uma narrativa serializada foi um risco que valeu cada segundo, criando uma mitologia coerente que mantém a essência de Stine enquanto fala com as novas gerações.

    O que mais me impressiona é como os roteiristas conseguiram tecer os monstros clássicos - o icônico Slappy, a máscara assombrada, o fantasma do cinema - em um mistério investigativo que lembra Stranger Things misturado com Only Murders in the Building– ótimas recomendações, inclusive. A premissa de adolescentes desvendando segredos dos anos 1990 ligados a seus pais é genial, pois permite que a série funcione tanto como introdução para novos fãs quanto como nostalgia trip para quem cresceu com os livros.

    Comparado com a série original dos anos 90, este reboot é visualmente superior e narrativamente mais ambicioso, mas mantém o equilíbrio crucial entre susto e humor que sempre definiu Goosebumps. Já em comparação com os filmes de 2015/2018, abandona a metalinguagem para criar um terror mais orgânico e personagens mais tridimensionais.

    A segunda temporada, The Vanishing(2025), prova que a fórmula tem pernas, expandindo o universo sem perder o foco no que importa: histórias sobre adolescentes enfrentando medos reais através de metáforas sobrenaturais. A série demonstra que, três décadas depois, o DNA de Stine continua relevante - talvez mais do que nunca.

    15. Rua do Medo: Rainha do Baile (2025)

    Depois da trilogia inovadora de 2021, Rainha do Baile entrega nada mais que um slasher genérico que beira o plágio de filmes oitentistas sem acrescentar nada de novo. Realmente, o que eu menos gosto da lista. A premissa do assassino perseguindo candidatas a rainha do baile é tão cansada que chega a ser constrangedora: é Carrie, A Estranha sem a profundidade, Sexta-Feira 13 sem a ousadia, Prom Night sem o charme.

    O que mais decepciona neste filme é sua preguiça criativa disfarçada de nostalgia. A ambientação dos anos 1980 não passa de um catálogo de clichês: shoulder pads exagerados, trilha sonora óbvia, penteados que parecem paródia. Enquanto a trilogia original usava as décadas como comentário social, aqui tudo é apenas cenário vazio.

    A violência, antes criativa e significativa, se reduz a mortes sangrentas sem impacto emocional. O vilão é uma piada: um assassino cuja motivação é tão fraca que chega a ofender a inteligência do público. E o pior: o filme trai a própria mitologia de Shadyside, reduzindo uma maldição complexa a mero pano de fundo para sustos baratos.

    Comparado aos filmes anteriores, Rainha do Baile parece ter sido feito por uma equipe que nunca leu Stine. Faltam as camadas psicológicas, o humor ácido característico, a crítica social afiada. Sobra apenas uma cópia mal-executada de fórmulas que já nasceram gastas. Se formos pensar em algo positivo, esta produção deixa claro que há mais história a ser acompanhada e dá um bom gancho para futuros títulos da saga – além de ter apenas 1h30 de duração, o que é ótimo.

    Se insistir em ver este filme, pelo menos assista antes: a trilogia original de Rua do Medo para entender onde tudo deu errado.

  • Os Melhores Filmes de Romance para Assistir de Graça em Streaming
    Bruno Pinheiro Melim

    Bruno Pinheiro Melim

    Editor JustWatch

    Quem não se lembra de, pelo menos uma vez, ter se comovido com um romance na tela? As histórias de amor sempre fizeram parte do imaginário do cinema, sensibilizando incontáveis espectadores ao longo do tempo. Por isso mesmo, aproveitamos a oportunidade para elencarmos alguns filmes do gênero que conseguem causar esse tipo de reação e identificação no público.

    Neste guia da JustWatch, selecionamos os melhores filmes de romance que estão disponíveis em plataformas de streaming gratuitas, como a Pluto TV, NetMovies, Libreflix e, inclusive, a JustWatchTV para que você possa assistir sem preocupações. Há filmes de romance para todos os gostos: desde clássicos do cinema, passando por comédias românticas, romances sensuais, adolescentes, até chegar em uma produção brasileira independente. 

    1. Fale com Ela (2002)

    Se há um diretor que sabe muito bem explorar o tema, normalmente de maneira melodramática e bastante profunda, este alguém é Pedro Almodóvar. Em Fale com Ela, por exemplo, o autor espanhol nos apresenta uma trama que acompanha a história de amor e obsessão por trás de dois homens que cuidam de duas mulheres em coma. 

    Por meio de uma montagem poética, com diversas linhas do tempo, Almodóvar mergulha no universo desses protagonistas, expondo uma história complexa, e por vezes trágica, sobre relacionamentos. Uma obra que comove, mas também assusta, por justamente explorar a delicada fronteira entre paixão, obsessão e loucura. Certamente um dos mais impressionantes filmes de Almodóvar, que merece encabeçar a lista. Aos que gostam de dramas mais sombrios e enigmáticos, como Garota Exemplar, este pode ser o filme certo para você.

    2. Interlúdio (1946)

    Pulando agora para mais um clássico do cinema, que, diferentemente de Fale com Ela, explora o ato do amor proibido e da paixão avassaladora. A cidade maravilhosa sempre foi um grande palco para um casal apaixonado. E não poderia ser diferente nessa obra-prima de Alfred Hitchcock, que conta a história de uma mulher (filha de um nazista) que é recrutada pelos Estados Unidos para espionar um grupo de nazistas, acredite, no Rio de Janeiro, mas acaba por se apaixonar pelo agente que a recrutou.

    Na verdade, é difícil dizer se a maior qualidade de Interlúdio vem das sequências de suspense de espionagem, ou das cenas românticas protagonizadas por Ingrid Bergman e Cary Grant. Mas, se fosse para escolher uma das duas, eu ficaria com o elemento romântico, que na minha visão, se sobressai ligeiramente — muito por conta da emblemática cena em que o casal se beija, de uma maneira extremamente sensual, enquanto o personagem de Grant fala ao telefone. 

    3. A Bela da Tarde (1967)

    Um clássico atrás de clássico. Se formos falar em romances sensuais, como o próprio Interlúdio, é impossível não mencionarmos o filme A Bela da Tarde, de um dos grandes mestres do cinema, Luis Buñuel, com uma das maiores atrizes da sétima arte, Catherine Deneuve. Uma obra paradigmática no gênero, que só aparece na terceira posição do ranking, já que os dois primeiros filmes têm uma direção magistral de Almodóvar e Hitchcock.

    O longa surrealista faz uma exploração das fantasias de uma mulher aristocrática casada, que passa a viver uma vida secreta como prostituta, mas sem precisar apelar para cenas explícitas ou algo do tipo. É um filme que complexifica ainda mais a natureza humana dentro dos relacionamentos. Bastante indicado àqueles que procuram uma obra que desmistifica o amor (no sentido mais tradicional, principalmente em relação às convenções burguesas da época), ao invés de romantizá-lo.

    4. Ponto Final – Match Point (2005)

    Em Ponto Final – Match Point, Woody Allen faz um profundo e sombrio estudo do comportamento humano dentro de relações amorosas proibidas, pontuando o tema da obsessão como em Fale com Ela, mas por meio de um estilo muito mais voltado para o thriller. Para quem gosta de filmes de romance com algumas reviravoltas, como O Talentoso Ripley, não irá se decepcionar com este, que pode ser assistido na Pluto TV.

    É um longa que aparenta ser um drama romântico (também bastante sensual), uma vez que apresenta um casal envolvente e apaixonado, que começa a se relacionar de maneira proibida. Porém, o filme rapidamente muda o seu tom, passando a explorar o suspense por trás das consequências desse relacionamento proibido, de maneira até mais sombria, mas um pouco menos envolvente, que em Interlúdio.

    5. O Amante da Rainha (2012)

    Continuando no campo dos amores proibidos e triângulos amorosos, elementos estes que também encontramos em Interlúdio e Ponto Final – Match Point, chegamos no filme O Amante da Rainha — cujo próprio título, convenhamos, já entrega sobre o que se trata o longa.

    Um filme de época dinamarquês, baseado em fatos reais, que mostra como um affair (entre a rainha e um médico) mudou o rumo do país governado por um rei louco durante o século XVIII. Sinceramente, apesar de não ter o mesmo apelo das obras anteriores, é uma produção dinamarquesa que não perde em nada — em termos de design de produção e também qualidade do elenco — comparado às obras do mesmo gênero de Hollywood, como A Favorita, por exemplo. Não à toa, foi indicado ao Oscar no ano em que foi lançado.

    6. Charada (1963)

    Após formar um casal com Ingrid Bergman em Interlúdio, chegou a vez do sedutor Cary Grant fazer um par romântico com Audrey Hepburn nessa misteriosa comédia romântica dirigida por Stanley Donen, que se transformou em um dos grandes marcos do gênero dos anos 60. Um filme não tão profundo quanto Interlúdio, mas que entrega uma história, ao mesmo tempo, apaixonante e misteriosa.

    Buscando referências mais contemporâneas, aqueles que apreciam obras como Entre Facas e Segredos, que misturam suspense com comédia, não ficarão desapontados com esse filme. Longe disso, a probabilidade de ficar enlouquecido com a trama de Charada, que coloca frente a frente uma mulher que está sendo perseguida por diversas figuras que buscam o dinheiro do seu falecido marido, e um misterioso homem que aparece para ajudá-la, é bastante grande. Outra vantagem é que você pode assistir o filme de graça aqui mesmo com a JustWatchTV.

    7. Frantz (2016)

    Por incrível que pareça, a história de Frantz lembra um pouco a de Charada: uma mulher que se apaixona por um homem que aparece repentinamente após o falecimento do seu marido, e que passa a se envolver amorosamente com essa figura cheia de mistérios. 

    No entanto, a abordagem do filme de François Ozon é completamente diferente, pendendo muito mais para um lado dramático, explorando também o impacto (e o luto) da Primeira Guerra nos seus personagens, com uma fotografia a preto e branco. Para quem gosta de um romance de época mais realista e não idealizado, como Desejo e Reparação, por exemplo, é uma obra mais do que indicada. Apesar de ser um filme extremamente bem dirigido, ocupa uma posição inferior, por conta de Charada ser uma obra já consolidada há muito tempo.

    8. No Mundo da Lua (1991)

    O primeiro amor nós nunca esquecemos, não é mesmo? Ainda mais quando acontece de forma tão arrebatadora, assim como os sentimentos da personagem interpretada por Reese Witherspoon em No Mundo da Lua, disponível no NetMovies. Um dos dois únicos filmes da lista (ao lado de Eu Não Quero Voltar Sozinho) sobre adolescência e amadurecimento, que recomendo aos que apreciam longas ‘coming-of-age’ mais sérios como Conta Comigo.

    Para falar a verdade, este foi o primeiro papel da carreira da atriz, trazendo, logo de cara, o desafio de interpretar uma adolescente que se apaixona pelo vizinho, também adolescente, mas um pouco mais velho. Para agravar ainda mais a situação, a irmã da protagonista passa a se envolver com o garoto. A primeira impressão que fica, quando assistimos ao filme pela primeira vez, é que a obra se desenvolve como um típico drama adolesente romântico. No entanto, um acontecimento trágico faz com que o filme vá para outro lado, passando a explorar também o amor e a conexão entre essas duas irmãs. Para mim, se não fosse pelo exagero emocional de algumas cenas (que às vezes acaba forçando a barra), poderia se situar em uma posição melhor da lista.

    9. O Defensor - A História de Bert Trautmann (2018)

    Saltamos agora para mais um romance de época como Frantz, mas realizado de uma maneira mais idealizada e clichê (o que faz com que ocupe apenas a nona posição). Com um forte fundo esportivo, o filme se situa no período da Segunda Guerra, trazendo a história real de Bert Trautmann, um soldado alemão capturado por ingleses que, após o fim do conflito, se tornou um dos maiores goleiros da história do Manchester City.

    O Defensor - A História de Bert Trautmann é uma obra que foca majoritariamente no relacionamento do goleiro com a inglesa Margaret Friar, e na dificuldade de ambos em manter a relação após o impacto da Guerra — que fez com que a população dos dois países mantivesse uma série de preconceitos uma com a outra. Um longa que mostra o poder do amor e do esporte em um dos períodos mais complicados da história da Europa. Apesar de trazer uma história mais lugar-comum, é um filme competente e que pode agradar aqueles que estão em busca de obras que misturam amor e esporte de maneira dramática, como o longa Por Amor.

    10. Eu Não Quero Voltar Sozinho (2011)

    Para concluir, não poderia faltar um filme brasileiro sobre amor jovem — que ocupa a última posição somente por ser um curta-metragem. Daniel Ribeiro obteve um amplo reconhecimento (nacional e internacional) com a realização do longa Hoje Eu Quero Voltar Sozinho. Mas o que muitos esquecem é que o seu filme foi gerado/adaptado a partir de um curta (tão emocionante quanto, ou até mais) também dirigido por ele, chamado Eu Não Quero Voltar Sozinho, disponível na LibreFlix.

    Responsável por introduzir a comovente história de um adolescente cego que passa a desenvolver sentimentos por um novo colega de classe, o filme é uma espécie de estudo do desejo adolescente e da sua descoberta. Uma obra que, na minha visão, fala sobre a homossexualidade de maneira realista e bastante sincera, lembrando alguns filmes como Com Amor, Simon e a própria série Heartstopper.

  • Humor Absurdo e Trama Policial: Os Filmes e a Série de ‘Corra Que a Polícia Vem Aí!’ em Ordem
    Fernanda Caseiro Talarico

    Fernanda Caseiro Talarico

    Editor JustWatch

    Para os fãs do humor absurdo e das trapalhadas mais malucas do cinema, a franquia Corra que a Polícia Vem Aí! é um verdadeiro tesouro. Criada a partir do genial espírito satírico de David Zucker, Jim Abrahams e Jerry Zucker (o trio ZAZ), a série consagrou o inesquecível Leslie Nielsen como o tenente Frank Drebin, o detetive mais desastrado e sortudo de todos os tempos. 

    Recentemente, mais um filme da coleção chegou às telonas, contando com Liam Neeson no papel do novo protagonista. Agora, você já pode comprar e alugar o novo filme em streaming, fazendo deste o momento ideal para maratonar todas as produções da franquia. Se você quer embarcar na hilária jornada policial de Drebin, desde suas origens na televisão até suas aventuras épicas no cinema, esta é a ordem cronológica e definitiva para assistir a tudo.

    1. Police Squad! – Série (1982) 

    Antes do Tenente Frank Drebin se consagrar como um ícone cinematográfico na trilogia de Corra que a Polícia Vem Aí!, sua trajetória iniciou em uma das produções mais inovadoras e subestimadas da televisão: a série Police Squad!, lançada em 1982. A série apresenta Leslie Nielsen no papel do detetive mais literal e desastradamente sortudo da história. Cada um de seus seis episódios era uma sátira meticulosa aos seriados policiais dramáticos da época. 

    Analisando a série com a perspectiva que o tempo concede, Police Squad! se revela uma obra-prima de humor intelectual vestido com a roupagem de comédia pastelão. Seu legado é definido pela densidade cômica: em curtos 25 minutos, os episódios oferecem uma sobrecarga deliberada de piadas, desde as mais evidentes até sutilezas escondidas no pano de fundo, criando uma experiência que recompensa imensamente a revisitação. 

    Leslie Nielsen já demonstrava total domínio de seu personagem, utilizando sua credibilidade dramática para entregar frases absurdas com uma convicção que se tornaria sua marca registrada. A estrutura episódica serviu como um laboratório criativo onde os diretores refinavam o estilo que definiu uma geração de comédias.

    A transição para os cinemas com Corra que a Polícia Vem Aí! permitiu uma evolução natural, mas a comparação entre as obras é enriquecedora. Esta é uma produção perfeita não apenas para os fãs da saga, mas também para aqueles que adoram produções como Apertem os Cintos… O Piloto Sumiu!, que conta com os mesmo idealizadores, o trio ZAZ, e Nielsen no elenco. 

    2. Corra Que a Polícia Vem Aí! – filme (1988)

    Corra que a Polícia Vem Aí! é o primeiro filme da consagrada trilogia cômica que levou o humor nonsense de Police Squad! para as telas do cinema. Lançado em 1988 e estrelado pelo icônico Leslie Nielsen como o desastrado, porém bem-intencionado, tenente Frank Drebin, o longa expande o universo criado na série televisiva com roteiro afiado e situações ainda mais absurdas. Pessoalmente, este é um daqueles filmes que me fazem rir todas às vezes que vejo. Se você, como eu, gosta de Todo Mundo em Pânico, vai adorar este. 

    A trama acompanha Drebin em sua missão para desmascarar um plano de assassinato, culminando em uma sequência hilária em um jogo de beisebol – uma das cenas mais memoráveis da história da comédia. Dirigido por David Zucker, o filme mantém a essência da série: piadas visuais rápidas, diálogos cheios de duplo sentido e a habilidade única de Nielsen em manter a seriedade diante do caos.

    Corra que a Polícia Vem Aí!  não somente resgatou o espírito de Police Squad! para um público mais amplo, como se tornou um clássico instantâneo, influenciando gerações de comédias. É uma obra obrigatória para fãs do humor pastelão e um testemunho do talento inigualável de Leslie Nielsen.

    3. Corra que a Polícia Vem Aí! 2½ – filme (1991)

    Corra que a Polícia Vem Aí! 2½ é a sequência que eleva o caos e o absurdo da franquia a novos patamares. Lançado em 1991, o filme traz de volta Leslie Nielsen como o impagável tenente Frank Drebin, agora enfrentando uma conspiração envolvendo energia e meio ambiente.

    Com direção de David Zucker, o longa mantém a fórmula bem-sucedida do primeiro: piadas visuais em ritmo acelerado, situações absurdas e a seriedade cômica de Drebin diante do completo nonsense. A trama satiriza questões ambientais e políticas com o humor característico da franquia – sendo perfeita para quem gosta de filmes como Borat – , enquanto desenvolve o romance entre Drebin e Jane Spencer (Priscilla Presley). O clímax no evento de conferência ambiental é uma aula de comédia física e timing perfeito.

    Consolidando o legado da série, Corra que a Polícia Vem Aí! 2½ prova que a equipe por trás das câmeras e o elenco dominavam a arte da comédia pastelão inteligente, entregando mais do que os fãs esperavam - e justificando plenamente o "meio" extra no título. Pessoalmente, me divirto mais com esta produção do que com a primeira, mas entendo que pode ser pela proximidade com o humor atual, afinal eu mesma nasci em 1993, então compreender todas as gags de 1988 fica um pouco mais difícil. 

    4. Corra que a Polícia Vem Aí! 33⅓: O Insulto Final – filme (1994)

    Corra que a Polícia Vem Aí! 33⅓: O Insulto Final encerra a trilogia clássica com o mesmo espírito anárquico que consagrou a franquia. Lançado em 1994, o filme marca o retorno triunfal de Leslie Nielsen como o tenente Frank Drebin, agora aposentado, mas forçado a voltar à ativa para infiltrar-se numa perigosa trama terrorista.

    Dirigido por Peter Segal, o longa mantém o estilo ZAZ de comédia: piadas visuais densas, referências absurdas e situações que beiram o surreal. Destaque para a sequência final nos Oscars, considerada um dos momentos mais hilários da história da comédia, com cameos surpresa de celebridades e o caos característico de Drebin.

    O filme desenvolve com maestria a relação entre Drebin e Jane (Priscilla Presley), agora grávida, adicionando uma camada de emoção genuína ao universo nonsense. Apesar do subtítulo "O Insulto Final", a produção demonstra todo o carinho e respeito pelos personagens e pelo legado cômico da série.

    Tenho bastante carinho pelo que foi apresentado neste terceiro filme, por mais que tenha eterna impressão de que o humor já estava se esgotando. Talvez o mais fraco da trilogia original, mas não por ser ruim, somente por não ter mais tanto fôlego. Corra que a Polícia Vem Aí! 33⅓: O Insulto Final funciona como uma despedida adequada para Frank Drebin. 

    Se você terminou e que algo a mais: assista a Loucademia de Polícia. Este é outro clássico da comédia com a temática policial. 

    5. Corra Que a Polícia Vem Aí! – filme (2025)

    Estrelado por Liam Neeson como Frank Drebin Jr, o filho do querido protagonista, Corra Que a Polícia Vem Aí! é uma delícia de continuação espiritual da saga. A franquia prova que seu humor atemporal continua tão engraçado e relevante quanto nas décadas passadas. 

    O filme, que se tornou um dos meus favoritos de 2025, consegue a proeza de ser, ao mesmo tempo, uma introdução perfeita para novos espectadores e uma homenagem afetuosa para os fãs de longa data. Liam Neeson surpreende ao abraçar o legado de Leslie Nielsen com maestria, interpretando um Frank Drebin renovado, mas fiel ao espírito absurdamente sincero que consagrou o personagem. A verdadeira joia da produção, no entanto, é a química maravilhosa entre Neeson e Pamela Anderson. Ela traz um carisma contagiante e um timing cômico preciso que complementa perfeitamente a seriedade cômica de Neeson, criando uma dupla simplesmente irresistível.

    Para os fãs da saga Busca Implacável, ver Liam Neeson trocar a intensidade dramática por situações hilárias é uma experiência deliciosa e surpreendente. O filme aproveita sua imagem de "herói durão" para subvertê-la com genialidade, resultando em cenas ainda mais engraçadas para quem conhece sua filmografia anterior. Além disso, a versão dublada brasileira merece destaque: é uma das melhores do ano, capturando com precisão o tom absurdo e as piadas rápidas, enriquecendo ainda mais a experiência.

    Embora o longa funcione perfeitamente como ponto de partida, recomendo assistir a ele somente após ver a trilogia original. Dessa forma, o público consegue apreciar todas as referências, easter eggs e evoluções do humor, entendendo plenamente como este revival honra e expande o universo criado pelo trio ZAZ. Assistir a ele por último não só aumenta o prazer da experiência, como transforma o filme em uma celebração completa dessa saga única — e comprova que, mesmo anos depois, Drebin ainda é o detetive mais desastrado e amado do cinema.

  • Onde Marvel Zumbis se Encaixa Entre os Momentos Mais Assustadores do MCU
    Beatriz Coutinho

    Beatriz Coutinho

    Editor JustWatch

    O Universo Cinematográfico da Marvel, mais conhecido como MCU, é bastante conhecido por ser amigável para praticamente todas as idades. Apesar de conter cenas de violência e mortes, a imagem esperançosa dos super-heróis costuma se sobressair durante as histórias, o que faz com que momentos tristes, tensos ou até mesmo assustadores se tornem ainda mais marcantes em diversos filmes e séries — e a Marvel soube explorar bem as brechas para trazer temas ou cenas mais sombrios.

    Em 24 de setembro de 2025 estreou Marvel Zumbis, uma minissérie de quatro episódios que expande a história apresentada no 5º episódio de What If, que mostrou Hulk chegando na Terra e encontrando o planeta dominado por um apocalipse zumbi — a grande inspiração para a série e o episódio é a HQ Marvel Zombies, lançada em 2006, escrita por Robert Kirkman e adorada por muitos fãs.

    Com um tom angustiante de fim do mundo, Marvel Zumbis entrega uma série de momentos bizarros e assustadores. Entre terror psicológico e verdadeiras tragédias, descubra neste guia da JustWatch em qual posição a produção se encaixa em meio a outros filmes e cenas tensos do MCU.

    10. Doutor Estranho Zumbi

    Poucas cenas do MCU mergulham tão fundo no terror quanto o momento de  Doutor Estranho no Multiverso da Loucura em que o mago retorna dos mortos. Ao possuir o corpo em decomposição de outra versão sua por meio do Darkhold para enfrentar Wanda, Stephen Strange assume uma forma grotesca, que aparece aos poucos, um jeito clássico de apresentar esse tipo de criatura, para logo revelar seus olhos fundos e a pele cinzenta típica dos zumbis. Outros momentos do filme aparecerão ao longo do ranking, pois ele é o principal título da Marvel que utiliza elementos típicos do terror ao longo de seu roteiro.

    Inicialmente, Scott Derrickson (O Exorcismo de Emily Rose, O Telefone Preto), diretor do primeiro longa do herói, queria ter feito um verdadeiro filme de terror para a sequência, mas boatos dizem que a Marvel não permitiu tal feito, o que fez com que Sam Raimi, diretor dos filmes do Homem Aranha de Tobey Maguire, assumisse o projeto. Como ele também tem um pezinho no terror, deu um jeitinho de incluir cenas assustadoras como a do Strange Zumbi no projeto — se você curtiu Uma Noite Alucinante 2 e O Chamado, vai gostar do filme e encontrar muitas referências.

    9. Gorr assustando crianças de Asgard

    Se você gostou de Thor: Ragnarok e toda a sua energia extremamente colorida e vibrante que lembra o visual de uma HQ dos anos 1960, mas por algum motivo ainda não assistiu a sequência Thor: Amor e Trovão, não sabe o que está perdendo (apesar de não ter sido tão bem recebido quanto o anterior) — mas mesmo em meio a tantas cores, o filme surpreende com um momento perturbador. O Doutor Estranho Zumbi pode ser assustador, mas de certa forma também é interessante de se ver, o que não se repete quando vemos Gorr, o Carniceiro dos Deuses, surgindo das sombras.

    Como se já não fosse aterrorizante o suficiente ver o vilão matando um animal na frente de uma série de crianças asgardianas inocentes, pouco depois ainda vemos ele transportar Thor, Jane e Valquíria para o Reino das Sombras, onde toda a cor do filme praticamente desaparece e assistimos a uma luta intensa em preto e branco. Christian Bale entregou uma performance bastante sombria e teatral do vilão, lembrando que até mesmo nas aventuras mais engraçadas da Marvel há espaço para o medo, e fazendo as risadas sumirem por alguns instantes.

    8. Homem de Ferro Zumbi

    Mostrando como o mundo ficou após os eventos de Vingadores: Ultimato, Homem-Aranha: Longe de Casa tem o tom engraçadinho do Melhor Amigo da Vizinhança, mas também traz momentos intensos e marcados pelo medo que nos pegam desprevenidos. Um deles é um verdadeiro susto de filme de terror: quando Mysterio cria uma série de ilusões para abalar a confiança de Peter, surge entre elas o Homem de Ferro Zumbi, com parte do rosto já consumido pela decomposição e um olhar vazio dentro da armadura.

    A cena dura poucos segundos, mas é um lembrete cruel do luto que o Peter de Tom Holland ainda carrega — e embora não vejamos o rosto do ator neste momento, seus lamentos e respiração acelerada dão conta de mostrar ao público o desespero do momento. Sabendo o contexto do apego do personagem por Tony Stark, esse susto que mistura culpa e trauma nos atinge em cheio e aterroriza bem mais que Gorr, pois diferente das crianças asgardianas que tinham Thor e companhia para protegê-las, Peter já é grandinho e entende que com grandes poderes vêm grandes responsabilidades.

    7. Wanda perseguindo Doutor Estranho, America Chavez e Christine

    Como já ressaltamos antes, o momento em que o Doutor Estranho aparece como zumbi em Doutor Estranho no Multiverso da Loucura é intenso, mas há algo de incrível e radical em ver esta versão mal acabada do herói sendo usada para tentar salvar o dia. Já a cena em que uma Wanda muito determinada persegue Strange, America Chavez e Christine Palmer (variante) é “somente” assustadora mesmo, mostrando até onde a Feiticeira Escarlate está disposta a ir para conseguir o que quer.

    Se arrastando por túneis em busca do trio, Wanda aparece machucada e mancando, o que não a impede de nada e ainda lembra a perseguição macabra de Jack Torrance no clássico do terror O Iluminado, dirigido por Stanley Kubrick, na qual o escritor corre atrás da esposa e do filho de maneira assustadora — mas enquanto ele tem apenas um machado, Wanda tem poder quase infinito em suas mãos. Para trazer um toque ainda maior de terror à cena, o diretor Sam Raimi adicionou um jumpscare esperado, mas ainda assim capaz de dar um susto.

    6. Ultron interrompendo festa dos Vingadores

    Em Vingadores: Era de Ultron, o que começa como um momento leve e divertido, uma festa entre heróis comemorando sua recente vitória contra a Hydra, termina em puro calafrio com criadores e criatura se enfrentando de forma repentina. Quando Bruce Banner (Mark Ruffalo) e Tony Stark (Robert Downey Jr.) criaram a inteligência artificial Ultron para proteger a Terra, não imaginavam que o robô enxergaria os humanos como a maior ameaça ao planeta e definiria que a solução desse problema seria o extermínio da humanidade.

    Ultron aparece de forma inesperada em meio às comemorações dos Vingadores, com seu corpo robótico danificado e um discurso frio sobre paz e destruição. Se a virada de chave no comportamento de Wanda em WandaVision e Doutor Estranho no Multiverso da Loucura já é extrema, mostrando como é chocante ver alguém conhecido mudando tanto, aqui a cena gera pânico por mostrar como a ameaça havia sido criada pelo próprio grupo de heróis, o que é pior ainda, mostrando como os Vingadores estavam vulneráveis dentro de sua própria base.

    5. Marvel Zumbis

    Se você curtiu Olhos de Wakanda e X-Men ‘97, precisa assistir Marvel Zumbis, que eleva o nível de terror presente na ideia de ver os heróis mais poderosos da Terra transformados em mortos-vivos. Inspirada na HQ homônima de Robert Kirkman, a história é uma continuação direta do quinto episódio de What If e expande muito bem a ideia do apocalipse zumbi no MCU, trazendo como protagonistas, personagens de produções mais recentes como Ms. Marvel, Gavião Arqueiro, Coração de Ferro, Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis e Thunderbolts*, mas com um grande foco em Kamala Khan e Wanda.

    A série coleciona uma série de momentos assustadores, como o Capitão América zumbi sendo partido ao meio, Kamala tendo pesadelos que sempre terminam com uma versão aterrorizante da Feiticeira Escarlate, diversos heróis fazendo sacrifícios para salvar o mundo e duas mortes tão intensas que nos fazem até mesmo ver esqueletos de corpos derretidos diante de poderes gigantescos. Além disso, o roteiro traz elementos como culpa e sensação de impotência de forma parecida com Homem-Aranha: Longe de Casa, já que a responsabilidade de consertar o caos pesa nos ombros de Kamala, com o agravante de uma epidemia zumbi estar rolando ao fundo.

    Marvel Zumbis é bastante assustadora e entrega momentos grotescos e intensos, como uma boa animação para adultos com temáticas mais pesadas, mas aparece na metade do nosso ranking porque, saber que tudo é apenas uma reimaginação de uma história que já sabemos que termina bem, como foi visto a partir de Vingadores: Ultimato, tira parte do peso da narrativa e de cada sacrifício feito ao longo dela. Ainda assim, apesar do final dividir opiniões, a série definitivamente merece ser vista por fãs do gênero,com potencial para continuar em uma possível 2ª temporada.

    4. Homem de Ferro vendo o fim dos Vingadores

    Antes mesmo dos zumbis tomarem conta da Marvel, Tony Stark já enfrentava um de seus maiores pesadelos em um dos momentos mais sombrios do MCU — mesmo que tenha sido apenas fruto da imaginação dele, pois sabemos como a mente pode ser um ambiente fértil para o terror. Em Vingadores: Era de Ultron, quando o grupo de super-heróis está invadindo uma base da Hydra, Wanda usa seus poderes para controlar a mente do Homem de Ferro e fazê-lo ver seu maior medo: a morte dos Vingadores.

    Em meio a escombros de batalha, Stark vê Hulk, Viúva Negra, Thor e Gavião Arqueiro mortos. Em um ato de esperança, o personagem checa o pulso do Capitão América e Rogers agarra o pulso de Stark em um verdadeiro jumpscare, para logo em seguida dizer: “Você poderia ter nos salvado”, fazendo o olhar desesperado de Tony completar o cenário de terror psicológico. Essa cena não só antecipa o tom mais triste de Vingadores: Guerra Infinita, como também expõe a raiz de muitas decisões de Stark nos filmes seguintes, dando início a um medo de perder tudo e a uma obsessão por controle que o assombram até o fim.

    3. Wanda matando os Illuminatti

    E ela está de volta ao nosso ranking, dessa vez em sua posição mais alta: Wanda! Se em Vingadores: Era de Ultron a morte imaginária de um importante grupo de heróis já causou choque, imagine a morte real. Outro momento icônico, mas definitivamente assustador de Doutor Estranho no Multiverso da Loucura, é quando a Feiticeira Escarlate, completamente corrompida pelo Darkhold, extermina os Illuminati um por um.

    Nesta cena, heróis lendários, apresentados como figuras praticamente invencíveis, são eliminados em poucos minutos, de formas criativas, violentas e chocantes. Além de possíveis referências a No Limite da Realidade e Carrie, a Estranha, o massacre sobrenatural ainda carrega o olhar vazio, mas determinado de Wanda, misturado à sua dor de quem perdeu a própria família e sua sede de poder, elementos que fazem dela uma vilã assustadoramente humana. Este definitivamente é o filme da Marvel que mais flerta com o terror.

    2. Morte do Loki

    Logo nos primeiros minutos de Vingadores: Guerra Infinita somos lembrados de que Thanos não era apenas uma ameaça distante da qual o grupo de heróis daria conta depois de uma ou outra cena do Titã Louco batendo em alguém. A cena de abertura do longa mostra Thanos invadindo a nave dos asgardianos em fuga que aparecem em Thor: Ragnarok, e matando a maior parte deles, incluindo Loki, que tenta impedir o vilão, mas não obtém sucesso e é sufocado diante de um Thor completamente desesperado.

    A morte de Loki é mais um dos momentos em que Thanos causou no público o sentimento de impotência, deixando grande parte dos fãs aterrorizados para o que viria dali em diante. Graças ao multiverso, sabemos que o personagem retorna ao MCU na série Loki, mas foi neste momento que as piadas deram lugar a um universo desmoronando.

    1. Estalo do Thanos fazendo heróis desaparecer

    Cada momento desta lista tem o seu valor, mas é inegável que em Vingadores: Guerra Infinita Thanos não precisou utilizar elementos de filme de terror ou apelar para o terror psicológico para causar pânico dentro e fora das telas do cinema — admita, você se desesperou e esqueceu por alguns segundos que em um ano teríamos uma resolução que provavelmente traria uma final feliz para esse ato do MCU. Depois de anos da construção do Universo Cinematográfico, o Titã Louco finalmente reuniu todas as Joias do Infinito e, com um simples estalar de dedos, apagou metade da população do universo.

    O terror aqui está na angústia de vermos acontecer o que acreditávamos ser impossível: entes queridos ao redor do mundo e heróis se desfazendo em pó, de forma rápida e em meio a olhares confusos e pedidos de ajuda silenciosos, como o de Peter Parker, que suplica baixo “Sr. Stark, eu não quero ir. Eu não quero ir. Me desculpe.”, tornando tudo ainda mais devastador. A sequência foi um lembrete sombrio de que mesmo em um universo repleto de superpoderes, a morte ainda podia chegar de forma súbita e inevitável.

  • Saiba Como Assistir a Todos os Episódios e Filmes de 'Naruto' em Ordem
    Ana Scheidemantel

    Ana Scheidemantel

    Editor JustWatch

    Contendo momentos épicos e emocionantes, Naruto conquistou o coração de milhares de fãs por todo o mundo. No Brasil, o jovem protagonista mantém sua popularidade desde 2002, com o lançamento do primeiro anime baseado no mangá de Masashi Kishimoto, que conta a história do pequeno encrenqueiro Naruto em sua jornada para se tornar um grande ninja, recebendo outras duas séries derivadas.  

    Apesar de três animes não parecer muito, Naruto possui mais de 1000 episódios, como também filmes que contam histórias independentes no mundo ninja. Com mais uma temporada de Naruto Shippuden chegando na Netflix e Boruto: Naruto Next Generations confirmado para retornar, Naruto continua conquistando o público como um dos animes mais populares do mundo. 

    Caso queira assistir todos os filmes e animes em ordem cronológica, basta começar com o conteúdo de Naruto, seguindo de Naruto Shippuden e terminar com Boruto. Apesar da maioria dos filmes não impactarem a história do anime, por não serem canônicos, eles se encaixam em momentos específicos da história geral.

    Filmes e episódios de ‘Naruto’ em ordem

    Durante a primeira série, Naruto, foram feitos três filmes com arcos bem distintos, veja como assistir em ordem abaixo: 

    • Naruto episódios 1-101
    • Naruto O Filme: O Confronto Ninja no País da Neve (2004)
    • Naruto episódios 102-160
    • Naruto O Filme: As Ruínas Fantasmas nos Confins da Terra (2005)
    • Naruto episódios 161-220
    • Naruto O Filme: Guardiões do Reino da Lua Crescente (2006)

    Filmes e episódios de ‘Naruto Shippuden’ em ordem

    Após o fim de Naruto, Shippuden chegou com mais episódios e mais filmes para mergulhar no mundo ninja. Para não perder nenhuma batalha épica, veja a lista completa a seguir: 

    • Naruto Shippuden episódios 1-32
    • Naruto Shippuden: O Filme (2007)
    • Naruto Shippuden episódios 33-71
    • Naruto Shippuden O Filme: Laços (2008)
    • Naruto Shippuden episódios 72-126
    • Naruto Shippuden O Filme: Herdeiros da Vontade de Fogo (2009)
    • Naruto Shippuden episódios 127-143
    • Naruto Shippuden O Filme: A Torre Perdida (2010)
    • Naruto Shippuden episódios 144-196
    • Naruto Shippuden O Filme: A Prisão de Sangue (2011)
    • Naruto Shippuden episódios 197-251
    • Road To Ninja: Naruto O Filme (2012)
    • Naruto Shippuden episódios 252-493
    • The Last: Naruto O Filme (2014)

    Filme e episódios de ‘Boruto’ em ordem

    Após o fim de Naruto Shippuden, a nova geração chegou com apenas um filme até agora. Porém, Boruto: Naruto O Filme é extremamente relevante nesta nova geração do anime, sendo recomendado assistí-los na seguinte ordem: 

    • Boruto episódios 1-52
    • Boruto: Naruto O Filme (2015)
    • Boruto episódios 52-293

    Apesar de ter 11 filmes no total, a maioria deles não são canônicos, pois não possuem conexão com o mangá de Kishimoto, contando histórias independentes. Apenas The Last: Naruto O Filme e Boruto: Naruto O Filme (2015) são canônicos. Para assistir aos filmes e animes canônicos que focam nesse mundo ninja, basta seguir a seguinte ordem: 

    1. Naruto (2002 - 2007)

    Começando a história emocionante do pequeno garoto órfão que sonha em ser um grande ninja para ganhar o respeito de todos que o excluíram, Naruto é um anime com muito coração que marcou a infância e adolescência de muita gente no Brasil, incluindo a minha. O protagonista pode até ser um pouco dramático e cansativo em alguns momentos, mas é impossível não torcer para o persistente jovem, principalmente considerando o seu desenvolvimento emocional e como ninja ao longo dos episódios. 

    Com momentos bastantes dramáticos e diversos episódios filler, a qualidade nem sempre é a mesma, mas os ápices são dignos dos melhores animes shonen, como One Piece e My Hero Academia. Cada arco vem com uma narrativa bem desenvolvida, trilha sonoras marcantes, lutas épicas e personagens complexos, fazendo desta uma ótima opção para o público infanto juvenil, mesmo que possa ser um pouco violenta e indiretamente explícita para crianças mais novas (classificação indicativa para maiores de 12 anos).

    Uma curiosidade é que no Brasil o personagem é dublado por Úrsula Siminis Bezerra da Silva, também conhecida como a voz de Goku em Dragon Ball.

    2. Naruto Shippuden (2007 - 2017)

    Como uma continuação ao anime de 2002, Naruto Shippuden mostra uma nova etapa da jornada do novo ninja, que agora é um adolescente retornando para a vila após 2 anos e meio. A aparência dos personagens não é a única coisa que muda, já que apenas reflete a evolução de todos que aprendemos a amar no anime anterior, além de introduzir novos rostos. 

    A trama dos arcos ficam mais interligadas e complexas, desenvolvendo juntos uma jornada épica. Tanto os protagonistas e personagens secundários quanto os antagonistas tem muita personalidade, que são refletidas por meio de habilidades criativas em lutas, como também em subtramas envolventes. 

    Para quem amou Naruto, Shippuden é uma continuação lógica que, apesar de ser menos pé no chão, reforça todos os elementos que tornou o original especial, sem perder seu apelo emocional — lembrando um pouco a evolução de Dragon Ball para Dragon Ball Z

    3. The Last: Naruto O Filme (2014)

    The Last: Naruto O Filme serve como conclusão de Naruto Shippuden, e apesar de ser o décimo filme da franquia é o primeiro canônico. No filme, Naruto precisa salvar o mundo mais uma vez quando a lua entra em rota para colidir com a Terra. Aqui, o relacionamento entre Naruto e Hinata finalmente decola, deixando os fãs do casal muito bem alimentados com cenas fofas que trazem mais elementos a esse “ship”. 

    Preenchendo a lacuna entre o fim da guerra Ninja e o fim do mangá de Shippuden, essa é uma necessidade para quem gosta dos momentos mais românticos em Naruto. Além disso, fãs do anime vão se arrepiar com as batalhas, e, claro, o fanservice. Apesar do visual impressionante do vilão, ele não consegue se destacar, ficando na sombra do relacionamento do protagonista com Hinata em um filme que tenta chegar às alturas do arco final de Shipudden em termos de ação, mas só atinge o potencial na relação dos personagens. Pode ser uma boa opção para quem gosta de filmes que misturam romance e ação como O Castelo Animado, mesmo que tenha um apelo emocional bem diferente. 

    4. Boruto: Naruto O Filme (2015)

    Para preparar o terreno para o terceiro anime nesse universo, o filme Boruto: Naruto O Filme tirou um pouco o foco de Naruto para colocar em seu filho e na geração seguinte, oferecendo algo novo em relação às produções anteriores. O conflito complexo das diferentes gerações é simbolizado pela jornada do filho mais velho do ex-protagonista, Boruto, que se distancia dos ideais de seu pai e sonha em forjar seu próprio caminho. 

    Como o novo protagonista, Boruto mostra uma dualidade interessante que ajuda a expandir o universo, mesmo tendo diversos rostos conhecidos. Como uma entrada perfeita para o novo capítulo da franquia, o filme pode até ser um tanto superficial e apressado, mas é uma boa indicação para quem quer começar Boruto: Naruto Next Generations, apesar de muitos fãs preferirem assistir o filme depois dos primeiros 52 episódios do anime. 

    5. Boruto: Naruto Next Generations (2017–)

    Com seu pai sendo o incrível Hokage e herói ninja Naruto Uzumaki, Boruto se sente alienado pelo resto da vila, iniciando uma jornada para forjar um caminho próprio. A série brilha nos elementos nostálgicos, mesmo que o seu começo seja bastante lento, demorando para se sustentar sem o sucesso dos animes anteriores. 

    A série é uma boa opção para fãs de Naruto que querem mergulhar mais nesse mundo ou para quem gosta do protagonista determinado de Black Clover. Apesar de muitos não colocarem a série no mesmo patamar que os antecessores, Boruto: Naruto Next Generations tem um charme próprio que está cada vez mais impressionando com seus personagens e tramas, tendo um futuro bastante promissor. 

  • Os 10 Melhores Filmes Sobre Cantores Brasileiros e Onde Assistir a Eles
    Beatriz Coutinho

    Beatriz Coutinho

    Editor JustWatch

    É praticamente impossível pensar no Brasil e não pensar em música. Ela está em nossas celebrações, nas ruas e, é claro, no cinema! Nosso país tem um rico repertório de artistas que vão do samba ao rock, passando também por MPB, sertanejo, rap, entre outros gêneros musicais que marcaram e ainda marcam diferentes gerações. As histórias de muitos desses estilos e dos cantores por trás deles se tornaram cinebiografias que exploram diferentes lados de cada músico.

    Depois de fazer sucesso nos cinemas brasileiros, chegou aos serviços de streaming Homem com H, que conta com delicadeza e honestidade a história de vida do cantor Ney Matogrosso, um dos grandes artistas dos anos 1970. O longa contou com mais de 600 mil espectadores nas telonas e faturou mais de R$ 13 milhões em bilheteria, provas de como o público se emocionou com a produção, incentivando outras pessoas a assistirem ao filme.

    Nesta lista da JustWatch, saiba mais sobre Homem com H e outros 9 dos melhores filmes sobre cantores e cantoras brasileiros para você descobrir mais sobre a vida de cada um deles e saber em quais serviços de streaming assistir a cada sugestão.

    Homem com H (2025)

    Dirigida por Esmir Filho, Homem com H é mais do que uma cinebiografia, é uma jornada sensível e política pela vida de Ney Matogrosso, que aborda diversos momentos da vida do artista. Partindo da juventude sofrida nas mãos do pai, e passando pela trajetória do grupo Secos & Molhados até a carreira solo, o filme conta com cenas lindas e poéticas que exploram os amores da vida de Ney e a forma como ele enxerga a si mesmo — tudo isso abordando com responsabilidade outros temas importantes, como a censura durante a ditadura militar brasileira e a epidemia da Aids que marcou os anos 1980 e 1990.

    Quem quiser cantar junto, pode preparar a garganta, pois clássicos como Sangue Latino, Homem com H, O Vira, Pro Dia Nascer Feliz, entre outros, aparecem na voz original de Ney, já que o ator que o interpreta, Jesuíta Barbosa, canta apenas Rosa de Hiroshima no filme. No entanto, este fato não diminui em nada a forma brilhante como Barbosa atuou, captando muito bem os movimentos característicos de Ney e impressionando público e crítica. O filme é imprescindível para entender o impacto cultural de Ney no Brasil e na comunidade LGBTQIAP+, e para quem curtiu cinebiografias como Bohemian Rhapsody, do artista Freddie Mercury.

    Cazuza: O Tempo Não Pára (2004)

    Carregando a mesma urgência e intensidade de Homem com H e dirigida por Sandra Werneck e Walter Carvalho, Cazuza: O Tempo Não Pára, é uma cinebiografia apaixonada e cheia de energia para quem viveu nos anos 80 ou quer entender o motivo pelo qual Cazuza ainda ecoa em gerações mais novas. Aqui, o público acompanha detalhes da vida de Agenor Miranda de Araújo Neto, artista que marcou incontáveis jovens nos anos 1980, e que é interpretado de forma interessante e enérgica por Daniel de Oliveira.

    O filme aborda a relação do cantor com o pai, João Araújo (Reginaldo Faria), empresário fundador da gravadora Som Livre, a passagem pela banda Barão Vermelho, a carreira solo, tudo isso enquanto capta também as atitudes rebeldes de Cazuza, cujas letras representavam muito do que a juventude da época pensava. Profunda na alegria e na tristeza, a produção é capaz de emocionar qualquer um ao relembrar como o artista insistiu em seguir se apresentando mesmo já debilitado pela Aids. A atriz Marieta Severo, que interpreta Lucinha Araújo, mãe de Cazuza, também é um dos destaques da produção. E para ver mais de Cazuza em tela, Bete Balanço, filme baseado na música homônima do Barão Vermelho, é outra boa sugestão.

    Maysa: Quando Fala o Coração (2009)

    Aclamada por fãs e pela crítica em seu lançamento, e com razão, Maysa: Quando Fala o Coração é uma minissérie emocionalmente intensa, que realmente merece toda essa atenção. Posteriormente adaptada para filme de televisão, a história escrita por Manoel Carlos, acompanha a jornada da cantora brasileira Maysa Figueira Monjardim, interpretada de forma brilhante pela atriz Larissa Maciel, que consegue capturar com delicadeza o magnetismo e a dor da cantora.

    A artista era conhecida por sua voz incrível e personalidade marcante, enquanto sua vida pessoal foi marcada por relacionamentos com altos e baixos e uma difícil relação com o único filho, Jayme Monjardim. Enquanto Homem com H tem uma estrutura comum de cinebiografia, mas destaca pontos mais artísticos e diferentes, a dramatização da vida de Maysa é 100% convencional, mas ainda assim a obra cumpre bem com a missão de transportar a vida real para as telas. É uma ótima escolha para quem deseja conhecer Maysa para além de sua poderosa voz, ou até mesmo para quem curtiu Coisa Mais Linda e quer ver mais sobre a vida das mulheres brasileiras a partir dos anos 1950.

    Mussum, o Filmis (2023)

    Um ótimo complemento do documentário Mussum, Um filme do Cacildis, o longa Mussum, o Filmis é uma cinebiografia diferente de muitas outras, bastante guiada pelo humor inerente ao seu protagonista, e que traz um belo retrato da jornada de Antônio Carlos Bernardes Gomes, mais conhecido como Mussum, interpretado por Ailton Graça. E apesar de divertido, o filme faz um ótimo trabalho em apresentar de forma surpreendentemente sensível a vida de um artista muito lembrado pela comédia. 

    Com direção de Silvio Guindane, o filme baseado no livro Mussum - uma história de Humor e Samba, de Juliano Barreto, apresenta partes da história do humorista, ator e cantor, que o público ainda não conhecia, revelando nuances sobre a fundação do grupo musical Os Originais do Samba e a entrada de Mussum no quarteto Os Trapalhões, onde contracenava com Didi (Gero Camilo), Dedé (Felipe Rocha) e Zacarias (Gustavo Nader). Há bastante equilíbrio entre momentos cômicos e de dor e superação, e de quebra o público ainda ganha uma aula de história sobre samba, televisão e cultura popular.

    Tim Maia (2013)

    Baseada no livro Vale Tudo - O Som e a Fúria de Tim Maia, escrito pelo jornalista e amigo de Tim, Nelson Motta, Tim Maia é uma cinebiografia densa, musicalmente irresistível, que tem Babu Santana e Robson Nunes dividindo o papel do cantor em diferentes fases da vida. Dirigido por Mauro Lima, o filme mostra a linha do tempo da vida do artista que marcou o Brasil com sucessos como Gostava Tanto de Você, O Descobridor dos Sete Mares, Não Quero Dinheiro e Que Beleza. Enquanto Cazuza aposta em um tom mais trágico e Mussum, o Filmis equilibra drama e comédia, a obra sobre Tim se mantém irreverente como o artista que retrata.

    Navegando por diferentes momentos da vida de Tim, como a infância difícil, o início de sua carreira como cantor, o sucesso de seu talento único, a ida e o retorno dos Estados Unidos, seus amores e a forma como levava a vida, o filme acerta em nem sempre se manter preso à ordem cronológica dos fatos. E nem é preciso falar sobre a trilha sonora, não é mesmo? Ouvir a voz de Tim já é motivo suficiente para assistir ao filme, que funciona como um bom complemento para a minissérie documental Vale Tudo com Tim Maia.

    2 Filhos de Francisco (2005)

    Ideal para quem gostou de As Aventuras de José e Durval, 2 Filhos de Francisco é um filme emocionante do mesmo diretor de Gonzaga, com um apelo universal, abordando temas como sonhos, fé e sacrifício, que revela a origem de Zezé di Camargo (Márcio Kieling) e Luciano (Thiago Mendonça), filhos de Francisco Camargo (Ângelo Antônio), um lavrador que insistiu no sonho de ver dois de seus filhos se tornando uma dupla sertaneja.

    O longa mostra o início da vida de Zezé, cujo potencial é visto pelo pai, o acidente que abalou a família e a forma como Luciano se juntou ao irmão para formar uma dupla de sucesso. O filme tocou o público na época do lançamento, arrecadando R$34 milhões em ingressos ao apresentar atuações profundas e recriar com carinho estes e outros momentos de bastidores dos cantores. Mesmo que não é fã de sertanejo ou da dupla, vai se emocionar.

    Meu Nome é Gal (2023)

    Se você curtiu o documentário Tropicália, vai adorar descobrir mais sobre Gal Costa em Meu Nome é Gal, que traz a atriz Sophie Charlotte no papel da cantora, um dos maiores talentos que o Brasil já viu na música, e a homenageia com beleza e respeito, embora não dê conta de representar toda a sua complexidade — o que não é motivo para não assistir ao filme.

    Assim como Maysa, o longa dirigido por Dandara Ferreira e Lô Politi, revela mais sobre a vida de uma mulher que mudou a música no Brasil, a inicialmente tímida Maria da Graça Costa Penna Burgos, que aos poucos se tornou musa de um movimento. Para fãs de MPB, o filme funciona como uma introdução carinhosa sobre a artista, cuja carreira foi muito incentivada por seus amigos Caetano Veloso (Rodrigo Lélis), Gilberto Gil (Dan Ferreira) e Dedé Gadelha (Camila Márdila). É difícil representar uma vida inteira em 90 minutos, mas o filme é uma ótima homenagem à cantora e à sua coragem.

    Gonzaga - De Pai pra Filho (2012)

    Ideal para quem quer assistir o recente Luiz Gonzaga: Légua Tirana, que foca na infância de um dos maiores artistas do Brasil, Luiz Gonzaga, Gonzaga - De Pai pra Filho apresenta uma história potente, marcada pelo amor e pela distância na mesma proporção, que aborda de forma única temas como reconciliação familiar e legado — de forma semelhante a 2 Filhos de Francisco, reforçando o peso da família e dos laços afetivos como motores da música.

    O filme dirigido por Breno Silveira conta a história do sanfoneiro Luiz Gonzaga (Chambinho do Acordeon, Land Vieira e Adelio Lima), e de sua relação com seu filho, Gonzaguinha (Júlio Andrade e Giancarlo Di Tommaso), cuja personalidade é moldada na ausência do pai. Com atuações comoventes, o longa é ideal para quem adora narrativas familiares com carga emocional e espaço para perdão, e emociona ao mostrar duas gerações que transformaram o cenário musical brasileiro, além de ser um prato cheio para quem ama forró, xote e xaxado. 

    Legalize Já - Amizade Nunca Morre (2018)

    Legalize Já - Amizade Nunca Morre é um filme importante, que assim como Homem com H e Cazuza, mostra como a música é uma ferramenta de resistência na sociedade, mas aqui somos apresentados a um contexto mais urbano e rebelde. Aqui, os diretores Johnny Araújo e Gustavo Bonafé contam a história de origem do grupo de rap rock Planet Hemp, formado originalmente por Skunk, Marcelo D2, Rafael, Formigão e Bacalhau, e que marcou uma grande geração de jovens nos anos 1990.

    O filme mostra a história de Skunk (Ícaro Silva), um jovem músico revoltado com o racismo e outras formas de opressão presentes em sua vida, que um dia ao fugir da polícia conhece Marcelo (Renato Góes), um vendedor de camisetas de bandas de heavy metal. É muito bonito ver como a dupla descobre que compartilha o mesmo gosto musical, o que motiva a formação da banda cujas letras politizadas e provocativas conscientizaram muitos, e incomodaram tantos outros. Autêntica, a produção é essencial para fãs de rap, rock e dos documentários Chorão: Marginal Alado e Racionais: Das Ruas de São Paulo Pro Mundo.

    Elis (2015)

    Considerada uma das melhores artistas do Brasil, Elis Regina foi vivida por Andréia Horta no cinema, cuja semelhança com a cantora certamente ajuda a entrar no clima do filme Elis, e torna a cinebiografia em uma produção bastante interessante. Dirigido por Hugo Prata, o longa acompanha a vida de Elis, que deixou o Rio Grande do Sul para alcançar voos mais altos na música, indo até o Rio de Janeiro.

    O filme traz detalhes que marcaram a carreira dela, como seu talento, relacionamentos, críticas sobre a ditadura e altos e baixos. Andréia Horta canta ao longo do filme, e chama a atenção em diversas músicas, como em O Bêbado e a Equilibrista e Atrás da Porta. O longa acerta em compor a ambientação dos anos 1960 e 1970, tornando-se imperdível para fãs de MPB e um ótimo ponto de partida para quem não conhece Elis, mas retrata a artista, conhecida como “Pimentinha” de forma muito suave, o que faz com que o documentário Elis & Tom, Só Tinha de Ser Com Você seja um ótimo complemento.

  • ‘Tubarão’: Todos os Filmes da Franquia em Ordem e Onde Assistir a Eles
    Beatriz Coutinho

    Beatriz Coutinho

    Editor JustWatch

    Não é todo dia que nasce um clássico do cinema e muitos filmes nem mesmo tem essa pretensão ao serem lançados, mas surpresas são sempre bem-vindas. Este é o caso de Tubarão, que em julho de 2025 completou seu aniversário de 50 anos — e essa é a desculpa perfeita para você revisitar, ou finalmente conhecer, o primeiro filme da franquia, que redefiniu o gênero suspense com sua narrativa envolvente e impactante, tornando-se referência para muitas outras produções

    Dirigido por Steven Spielberg, que aos poucos se tornou mais e mais famoso, lançando filmes como E.T.: O Extraterrestre, Jurassic Park e A Lista de Schindler, Tubarão se tornou um clássico rapidamente, conquistando o público de tal forma que todo mundo cantarolava “Tanan Tan Tan Tanan, tanan TAN TAN TAN” e morria de medo de entrar no mar. Quebrando recordes de bilheteria na época, o filme arrecadou aproximadamente US$ 476 milhões mundialmente, o que superou diversas vezes seu orçamento de US$ 9 milhões.

    Neste guia da JustWatch você encontra detalhes e curiosidades sobre a franquia Tubarão, além da ordem correta para assistir aos filmes, e em quais serviços de streaming encontrá-los.

    1. Tubarão (1975)

    Baseado no livro de mesmo nome e dirigido por um jovem Steven Spielberg, Tubarão é um suspense intenso, no qual cada ângulo e cena deixa o espectador em agonia. O longa conta a história de um tubarão branco que ataca banhistas durante o verão da cidade fictícia Amity Island. É aí então que entram em cena o xerife Martin Brody (Roy Scheider), o biólogo marinho Matt Hooper (Richard Dreyfuss) e o caçador profissional de tubarões Quint (Robert Shaw), com a missão de acabar com a festa do animal.

    A primeira vista, quem assiste ao filme vencedor de três Oscars (Melhor Trilha Sonora, Melhor Edição e Melhor Som) não imagina a dificuldade que Spielberg teve para fazê-lo por conta dos bonecos mecânicos do tubarão que sempre apresentavam problemas de funcionamento. Foi por conta desse imprevisto que o diretor optou então por criar certo mistério, evitando ao máximo mostrar a criatura, o que gera a tensão muito bem construída do filme. Tubarão é essencial  para quem ama thrillers e quer entender como o longa influenciou outras grandes obras, como Alien - O Oitavo Passageiro e Um Lugar Silencioso — além disso, a trilha sonora de John Williams é fantástica, especialmente a música tema, que até hoje soa aterrorizante.

    2. Tubarão 2 (1978)

    Sequência dirigida por Jeannot Szwarc, Tubarão 2 divide opiniões entre os fãs da franquia. Apesar de ser uma boa fonte de entretenimento, o filme não tem o mesmo magnetismo do primeiro e nem de longe alcançou o mesmo sucesso. Tubarão 2 nos transporta de volta à Amity Island, acompanhando o terror do chefe de polícia Martin Brody ao descobrir a possibilidade de um novo tubarão monstruoso estar causando estragos na ilha.

    A história é parecida com a do longa original, mas desta vez ganha a participação de um grupo de adolescentes obviamente inconsequentes. Esse elemento clássico dos filmes de terror acrescenta um toque de “slasher” na narrativa, que acaba ficando um pouco boba — você pode gostar se tiver curtido Pânico em Alto Mar, mas lembre-se de esperar um suspense mais leve.

    Vale relembrar que o ator Roy Scheider não queria participar da sequência, mas foi obrigado a reviver o papel de Brody por conta de seu contrato com a Universal. Ele se envolveu em uma série de discussões com o diretor Szwarc e só sossegou quando aumentaram seu cachê e a Universal considerou o filme como dois, livrando-o de ter que participar de mais uma produção do estúdio no futuro.

    3. Tubarão 3 (1983)

    Se o primeiro filme da franquia apostava em um suspense inteligente, Tubarão 3 abraça de vez a fantasia não tão bem executada, mas pode ser uma boa opção para quem curtiu Orca - A Baleia Assassina. Aqui, um filhote de tubarão-branco vai parar no parque aquático Sea World, que decide mantê-lo como uma atração — uma decisão com consequências terríveis, pois irrita profundamente a mãe do animal. Apesar do filme não se passar mais em Amity Island, os filhos de Brody protagonizam a história, então ainda há algo de familiar no longa.

    Para muitos fãs do primeiro filme da franquia, o erro de Tubarão 3 começa quando Joe Alves, diretor de arte do segundo longa, foi escalado para dirigir uma nova continuação mesmo sem ter experiência na função específica de diretor. Apesar da premissa ser interessante, o roteiro é bastante fraco, e o filme não convence como os antecessores. Ainda assim vale a pena ser assistido para completar a franquia ou em uma sessão nostálgica de filmes “tão ruins que são bons”.

    4. Tubarão 4 - A Vingança (1987)

    Chegamos ao fim da franquia com Tubarão 4 - A Vingança, que talvez seja a sequência mais curiosa e absurda até aqui, e que fez muitos amantes do primeiro filme se perguntarem como um tubarão pode ser movido por sentimentos vingativos — o que pode ser uma ótima premissa se você curtiu Do Fundo do Mar.

    Neste encerramento, estamos de volta à Amity Island onde uma tragédia envolvendo o filho mais novo de Brody faz a esposa do chefe de polícia e mãe do garoto, Ellen (Lorraine Gary), acreditar que o tubarão envolvido na catástrofe é vingativo. Apesar de tudo, ainda assim há algo quase surreal nessa paranóia que nos prende na frente da tela. Dessa forma, o filme é interessante como objeto de estudo para quem gosta de ver como grandes sucessos podem se transformar em algo completamente diferente da obra original, além de ser uma conclusão excêntrica.

  • Violência, Humor e Super-heróis: Saiba Como Assistir Às Produções do Universo de ‘The Boys’
    Fernanda Caseiro Talarico

    Fernanda Caseiro Talarico

    Editor JustWatch

    Com um universo narrativo que se expande entre a série principal The Boys, a animação antológica The Boys: Diabolical e a derivada Gen V, mergulhar no mundo distorcido de super-heróis pode gerar uma dúvida: por onde começar? Principalmente com a segunda temporada de Gen V sendo lançada no Prime Video e, como é de se imaginar, dando o que falar!

    Seja você um novato querendo iniciar a jornada ou um fã que busca uma experiência cronológica, este guia detalha a principal maneira de assistir às temporadas das séries, além de te contar detalhes de cada uma das três produções do universo. Vale dizer que The Boys: Diabolical não é cânone e, por isso, não entra na ordem – pode ser assistida quando você quiser. 

    Outro bom motivo para se atualizar em The Boys é a série Vought Rising, spin-off que será estrelado por Jensen Ackles e Aya Cash, retornando como Soldier Boy e Tempesta em uma história de origem. Ainda não se sabe quando a série será lançada, mas posso dizer que eu estou bastante ansiosa para ver o famigerado início de tudo. 

    Caso você queira assistir a todas as temporadas em ordem cronológica, basta seguir a seguinte ordem:

    1. The Boys - Temporada 1
    2. The Boys - Temporada 2
    3. The Boys - Temporada 3
    4. Gen V - Temporada 1 
    5. The Boys - Temporada 4
    6. Gen V - Temporada 2 

    Outra opção é maratonar cada uma das séries, o que permite que você se aprofunde em cada história separadamente, assistindo então na ordem abaixo. 

    The Boys (2019 - atual)

    The Boys, produzida para o Prime Video e baseada nas HQs homônimas, é uma das séries mais impactantes dos últimos anos, apresentando uma premissa tão original quanto perturbadora: em um mundo onde super-heróis são entidades corporativas e celebridades globalmente idolatradas, um grupo de vigilantes comuns, intitulado ‘The Boys’, se une para expor a verdade por trás da fachada heroica. Liderados pelo cínico e obsessivo Billy Bruto, eles enfrentam os Sete, um grupo de supers da Vought International, cujo líder, Capitão-Pátria, é a personificação viva do narcisismo e da perversão do poder. A série se destaca por sua sátira afiada e sem pudores, criticando a comercialização da justiça, a cultura do cancelamento e a perigosa fusão entre corporações, mídia e política. 

    Com um humor extremamente ácido e cenas de violência gráfica que servem tanto ao entretenimento chocante quanto à crítica narrativa, The Boys consegue a proeza de equilibrar ação implacável com um desenvolvimento profundo de seus personagens, explorando a humanidade dos "vilões" e a escuridão dos "heróis". Pessoalmente, essa se tornou uma das minhas séries favoritas, daquelas que eu não perco um episódio e faço de tudo para assistir a ela antes de ser bombardeada com spoilers. A atuação de Antony Starr como Capitão-Pátria é frequentemente aclamada como uma das mais fascinantes da televisão contemporânea, capturando uma mistura aterradora de carisma e psicopatia. A recepção do público e da crítica foi massivamente positiva, com altas avaliações em plataformas como IMDb e Rotten Tomatoes, consolidando-a como um fenômeno cultural que gera discussões fervorosas sobre ética, poder e a natureza dos heróis com cada episódio. 

    Para quem aprecia a mistura de sátira social, ação e escuridão de Invencível, outra produção do Prime Video que, em formato de animação para adultos, explora com igual intensidade as consequências sombrias e violentas do mundo dos super-heróis, vai amar The Boys.  Pode também ser uma boa pedida para fãs de The Umbrella Academy, da Netflix, que, com seu elenco de heróis disfuncionais e uma trama repleta de conflitos familiares e humor absurdo, também desconstrói de maneira criativa o arquétipo do herói tradicional.

    No conjunto, The Boys não é somente entretenimento; é um comentário social urgente e indispensável. O sucesso foi imenso e rendeu duas séries derivadas, que falaremos abaixo. 

    Gen V (2023 - atual) 

    Gen V surge como um derivado ousado e bem-sucedido do universo de The Boys, ambientado na Godolkin University, uma prestigiada instituição financiada pela Vought International que funciona como uma liga da justiça encontra Harvard para jovens super-heróis em formação. A série acompanha um grupo de estudantes, incluindo a protagonista Marie Moreau com seu perigoso poder de controlar o sangue, enquanto eles navegam pelas águas traiçoeiras da competição acadêmica, popularidade e a desesperada busca por um lugar no time dos Superiores. 

    A premissa permite que Gen V explore temas ainda mais próximos do seu público, como as pressões da geração Z, a crise de identidade, a toxicidade do ambiente acadêmico e a luta por reconhecimento em um sistema corrupto. Com a mesma mistura característica de sátira ácida, humor ácido e violência gráfica que consagrou a série original, o spin-off aprofunda a mitologia de The Boys ao investigar os horrores dos experimentos da Vought com o Composto V em crianças e jovens adultos. Aqui, vale dizer que para ver Gen V, é necessário ter assistido a The Boys, da mesma maneira que a produção derivada acaba por interferir na original. 

    A recepção foi extremamente positiva, com elogios direcionados à sua originalidade no universo, ao elenco carismático e à forma habilidosa como expande o lore sem se tornar mera repetição, mantendo-se fiel ao tom crítico e subversivo da franquia. Como fã de The Boys, acredito que Gen V seja uma boa continuação e expansão, mas se compararmos ambas, The Boys é superior e, talvez, isso aconteça pela “maturidade” da trama: os temas são mais atuais e abrangentes. 

    Para os fãs que se aventuraram por Gen V e desejam mais conteúdo no mesmo espírito, indico a série Os Ausentes, série nacional do Prime Video que, embora em um registro de terror, também lida com jovens em uma instituição isolada descobrindo poderes aterradores e conspirações sombrias. Gen V prova que o universo de The Boys é um campo fértil para histórias, funcionando tanto como uma entrada perfeita para novos fãs quanto como uma expansão gratificante para os veteranos.

    The Boys: Diabolical (2022) 

    The Boys: Diabolical é uma antologia animada de oito episódios que expande o universo sombrio e satírico de The Boys brilhantemente e maneira diversificada. Cada episódio, com cerca de 15 minutos, funciona como uma história independente, explorando diferentes tons, estilos de animação e facetas desse mundo onde super-heróis são corruptos e a corporação Vought International está no centro de todos os males. 

    O grande trunfo da série é sua liberdade criativa: temos episódios que vão desde a comédia absurda, que explica a origem do poder do Capitão-Pátria sobre voar, até dramas sombrios que investigam as consequências trágicas e sangrentas do Composto V em pessoas comuns. A variedade de estilos de animação é um espetáculo à parte, indo do traço infantil e colorido até a estética noir, cada um servindo perfeitamente ao tom de sua respectiva história. 

    A recepção foi muito positiva, com a crítica e o público elogiando a capacidade da série de capturar a essência do universo original – a violência, a sátira e a crítica social – enquanto experimentava com novas vozes e perspectivas, inclusive com episódios escritos por grandes nomes como Seth Rogen, Andy Samberg e o criador da série original, Garth Ennis. Particularmente, acho uma boa diversão que entretém sem a obrigatoriedade de ser assistida. 

    Para quem gostou de Love, Death & Robots, da Netflix, que também utiliza a animação para explorar conceitos adultos e subversivos, está é uma ótima opção. O mesmo acontece com em Happy!, na qual assassino ferido faz amizade com o amigo imaginário de sua filha sequestrada, um alegre unicórnio azul voador. Violência e animação, tudo misturado! 

    The Boys: Diabolical não é somente um complemento para fãs hardcore; é uma celebração da versatilidade e da potência crítica desse universo, provando que suas histórias podem ser contadas de inúmeras formas, sempre com um pontinho de caos e sangue. Claro, em comparação com as outras duas séries, The Boys e Gen V, está é muito mais simples e menos profunda, mas até mesmo por isso vale a pena. 

    Vought Rising (2026)

    Como falamos, há uma nova série chegando: Vought Rising. No entanto, a colocaremos ainda fora da ordem pois ela está prevista para chegar ao Prime Video apenas em 2026. Por enquanto, o que se sabe é que se trata de mais um derivado de The Boys, mas desta vez o público acompanha o nascimento da famigerada empresa Vought. A  produção, portanto, é uma prequela ambientada nos anos 1950 e mostra como a Vought Enterprises se tornou um dos maiores nomes de empresas do mundo, um verdadeiro império corporativo, além de ser responsável pela criação de super-heróis bastante perigosos, como o Capitão-Pátria. Falando nele, já sabemos que Soldier Boy (Jensen Ackles), o pai do Capitão-Pátria, estará como um dos protagonistas, assim como Tempesta (Aya Cash), que esteve presente em uma das minhas temporadas favoritas: a segunda.

    Com a promessa de dois dos personagens mais legais e importantes da série (Soldier Boy e Tempesta) as expectativas para Vought Rising estão bem altas. Se tratando de uma produção de The Boys, espero muita violência e cenas de sexo, mas também revelações que vão mexer com as estruturas do que sabemos dos Supers até agora. Em uma palavra: ansiedade! 

  • Exorcismos e Possessões: Os 10 Melhores Filmes de Terror Sobrenatural Inspirados em Histórias Reais
    Bruno Pinheiro Melim

    Bruno Pinheiro Melim

    Editor JustWatch

    Os filmes de terror sobrenatural sempre foram conhecidos por serem extremamente assustadores, mas imagina se você soubesse que muitos deles — inclusive alguns clássicos — são inspirados em relatos reais? 

    Em 2025, Al Pacino protagonizou um filme chamado O Ritual, baseado em uma história real sobre o exorcismo de uma jovem norte-americana. E Invocação do Mal 4 — franquia amplamente conhecida por ser baseada em eventos reais — também chegou aos cinemas brasileiros neste mesmo ano. Aproveitando esse momento, separamos uma lista com diversos outros longas baseados em acontecimentos tidos como verídicos, para que você possa explorar este lado mais ‘fiel’ do gênero.

    Neste guia da JustWatch, conheça alguns dos melhores filmes de terror com possessões, exorcismos e espíritos malignos, que foram inspirados em — acredite — histórias reais, perfeitas para se assustar neste Halloween. Todas as produções estão disponíveis em diferentes plataformas de streaming, como HBO Max, Amazon Prime Video e ClaroTV+

    1. O Exorcista (1973)

    Começando logo de cara por um dos maiores clássicos do gênero. Se hoje em dia ainda nos sentimos impactados ao assistir O Exorcista, imagina quando ele foi lançado há mais de 50 anos — digo isso já que não faltam relatos de pessoas da época que passaram mal durante a sua exibição. Isso porque, pela primeira vez, o cinema conseguiu transmitir, de maneira chocante, gráfica e extremamente realista, o perturbador processo de exorcismo de uma jovem possuída.

    Agora, o que muitos não sabem, é que o seu enredo foi inspirado em um caso real que aconteceu em Maryland, nos Estados Unidos. Sim, O Exorcista baseou-se no livro homônimo de William Peter Blatty (que também escreveu o roteiro do filme), que por sua vez se inspirou na história real do exorcismo de Roland Doe. Um garoto que supostamente foi possuído por um espírito maligno durante os anos 40, apresentando sintomas semelhantes aos descritos no filme.

    Já no longa, acompanhamos uma garotinha chamada Regan, que é possuída por um demônio, obrigando sua família a procurar a ajuda de dois padres. Para quem já assistiu ao filme, é impossível esquecer de algumas sequências emblemáticas (e horripilantes), como a cena de Regan descendo as escadas de costas ou até mesmo quando ela vai parar no teto do quarto. Eu ainda diria que O Exorcista, ao lado de O Bebê de Rosemary e O Iluminado, está entre os três principais filmes de terror sobrenatural da história do cinema. E isso não é pouco.

    2. Poltergeist: O Fenômeno (1982)

    Vamos para mais um clássico? Quem diria que Poltergeist: O Fenômeno, também estaria nesta lista… Pois sim, o filme que marcou os anos 80 com a história da família que vive em uma casa suburbana assombrada por fenômenos paranormais (uma crítica clara ao ‘American way of life’), também foi inspirada em relatos verdadeiros. Mas como? Explicamos. O caso real diz respeito à história da família Hermann, que alegava que sua casa era atormentada por atividades paranormais que faziam com que diversos objetos se movessem sozinhos — muito parecido com o que acontece no filme. 

    Mas é claro que, em última instância, o longa acaba por pegar essa premissa e expandir em uma história onde os espíritos agem de forma mais severa (para dizer o mínimo) — e não somente através de um fenômeno poltergeist. Ao contrário de O Exorcista, que é indicado a um público mais maduro por conta do seu caráter explícito, Poltergeist é um filme que recomendo muito àqueles que querem uma experiência de terror sobrenatural em família, muito semelhante a longas como O Sexto Sentido e Os Outros, que também não contam com elementos tão extremos.

    3. O Exorcismo de Emily Rose (2005)

    Saindo agora dos clássicos, para chegar aos filmes que merecem estar na lista somente pela qualidade. O recorte de O Exorcismo de Emily Rose é, na minha visão, um dos mais inovadores do gênero, uma vez que acompanha a história de um evento paranormal através do ponto de vista de uma advogada cética (e não de um personagem com fé), que é contratada para defender um padre acusado de homicídio após uma sessão de exorcismo. Concordemos, uma premissa corajosa e bem criativa.

    O enredo do longa é levemente baseado em uma história semelhante, de uma garota alemã chamada Anneliese Michel, que mesmo diagnosticada com epilepsia, acreditava-se que estava possuída por algum tipo de demônio. Depois de muitas sessões de exorcismo por parte da igreja, a garota acabou falecendo — o que gerou toda uma polêmica com o padre, que posteriormente deu origem ao filme.

    Caso você não tenha se identificado tanto com o tom mais visceral e perturbador de O Exorcista, e está à procura de um filme com o mesmo tema, só que mais ‘light’, com um foco maior no suspense psicológico, bem como no dilema de crença da protagonista, que fomenta o lado misterioso da história, tente dar uma chance a O Exorcismo de Emily Rose.

    4. Invocação do Mal (2013)

    Dando um salto agora para um exemplo mais moderno, Invocação do Mal provavelmente é a franquia mais popular quando se trata de filmes de terror sobrenatural baseados em relatos reais. Saiba que Ed e Lorraine Warren não são apenas os protagonistas da franquia, mas também são pessoas que existiram, sendo amplamente conhecidos por serem dois dos maiores investigadores de fenômenos paranormais do mundo. 

    E um desses casos aparece no primeiro filme, quando o casal examina as atividades sobrenaturais que acontecem na casa da família Perron, que recém se mudou para uma propriedade com um longo histórico de trágicas mortes e eventos perturbadores — aparentemente ligados a uma mulher que viveu no local e foi acusada de práticas ocultistas. O caso ficou bastante conhecido nos Estados Unidos, não à toa foi escolhido para inaugurar a franquia. 

    Invocação do Mal é um filme bastante sofisticado que, ao meu ver, revigorou (ao lado de Hereditário) o gênero do terror sobrenatural, justamente por recuperar a essência dos grandes clássicos que, sobretudo, têm suas virtudes potencializadas através de grandes atuações, um ótimo roteiro, uma ambientação realista e tensa, sem precisar apelar para inúmeros efeitos visuais e manias, como ‘jump cuts’. Tanto que o filme ganhou mais três sequências e diversos spin-offs. Porém, se situa atrás de O Exorcismo de Emily Rose, já que não traz uma história tão complexa, profunda e criativa quanto este longa de 2005.

    5. O Exorcista do Papa (2023)

    Preparado para saber um pouco mais sobre os segredos do Vaticano? No filme O Exorcista do Papa, você pode adentrar esse mundo secreto ao acompanhar a história do principal exorcista de Roma, o Padre Gabriele Amorth, que narrou os seus inúmeros exorcismos ao longo de diversos livros que escreveu. Obras essas que serviram como base para o longa de Julius Avery, que conta com uma empática, espontânea e envolvente atuação de Russell Crowe no papel principal — fator determinante para a sua quinta colocação no ranking.

    No filme, mais especificamente, presenciamos o demonólogo tentando lidar com o caso de um menino possuído, ao mesmo tempo que tenta desvendar uma conspiração que o Vaticano escondeu durante séculos. Por isso mesmo, é um longa (assim como O Exorcismo de Emily Rose) muito indicado àqueles que, além de presenciar uma história sobrenatural, estão interessados em um ambiente de mistério e investigação. Dentre os filmes de terror sobre o Vaticano, certamente está entre os principais, ao lado de O Ritual, de 2011 — longa que, por sinal, também faz parte dessa lista. 

    6. Possessão (2012)

    Possessão é um filme bastante inspirado no estilo mais realista e gráfico de O Exorcista, e que também utiliza a religião (mesmo que outra) como elemento narrativo, ao contar a história de uma caixa sobrenatural que contém um espírito maligno do folclore judaico, que tenta se apossar de uma criança.

    O enredo, por sua vez, é baseado em um caso que se tornou bastante viral na internet, onde um homem colocou em leilão no eBay, uma caixa que ele dizia ter pertencido a um sobrevivente do Holocausto, e que um espírito maligno poderia estar guardado dentro dela. Apesar do relato inventado, o objeto passou pelas mãos de diversos outros proprietários, que também narraram que presenciaram perturbações estranhas — o que aumentou ainda mais o mistério e folclore por trás do item.

    Apesar de trazer uma história curiosa e perturbadora, contada de uma forma elegante e bastante realista, o filme não traz nenhum tipo de inovação estética ou narrativa para o gênero. Porém, não deixa de ser uma ótima experiência para quem está à procura de filmes de terror de possessões sobre outras religiões que não seja a católica, como The Vigil e O Lamento, por exemplo.

    7. Livrai-nos do Mal (2014)

    Um policial normalmente já tem sua vida um tanto quanto complicada ao ter que combater e investigar crimes e violações da lei. Mas imagina se, além disso, ele tivesse que lutar também contra entidades paranormais. Essa é a história de Ralph Sarchie, que teve seus relatos do livro Beware the Night, escrito por ele, explorados em Livrai-nos do Mal, um filme de terror sombrio e com bastante ação, mas que peca ligeiramente ao utilizar muitos elementos clichês do gênero.

    Evidentemente o diretor Scott Derrickson pega como base o livro de Ralph, para expandi-lo em uma narrativa que traz elementos reais, misturados com ficção. No enredo, à medida que o policial investiga uma série de crimes com ‘origens paranormais’, ele se alia a um excêntrico padre especialista em exorcismos para lutar contra os espíritos que assombram Nova York. Um filme que recomendo muito àqueles que estão à procura de uma obra que mistura a atmosfera amedrontadora do terror, com o ambiente misterioso dos suspenses policiais — similar ao que o Last Shift fez. 

    8. O Ritual (2011)

    Fora as semelhanças dos títulos, há também a similaridade temática e de inspiração real: o filme O Ritual, de 2025, estrelado por Al Pacino, foi baseado no exorcismo verídico de Emma Schmidt, assim como o longa O Ritual, de 2011, também foi inspirado em fatos reais, desta vez do Padre Gary Thomas, que relatou suas experiências no ramo em um livro escrito pelo jornalista Matt Baglio. 

    Porém, ao meu ver, o filme de 2011 faz uma abordagem mais moderna para o gênero terror sobrenatural, já que não adota apenas imagens explícitas de exorcismos e possessões, dando espaço também para uma discussão entre fé e ciência – na mesma linha de O Exorcismo de Emily Rose, mas de maneira mais superficial. Tudo isso é retratado na trama através da relação entre duas figuras religiosas, um seminarista mais cético e um padre especialista em exorcismos. Um longa muito apropriado aos que estão à procura de um terror mais dramático e filosófico. Se não fosse também pelos rumos exagerados que seu enredo toma, certamente estaria em uma melhor posição na lista.

    9. Annabelle (2014)

    Quem se lembra da primeira aparição da boneca Annabelle durante o filme Invocação do Mal? Apesar de ser apresentada brevemente, sua imagem chamou tanta atenção, que posteriormente uma franquia à parte (que já conta com três filmes) foi criada somente para contar a sua assustadora história. 

    Hoje em dia, a boneca que inspirou o primeiro longa, Annabelle, do modelo Raggedy Ann, está guardada à sete chaves no museu do casal Warren. Mas no passado, a mesma chegou a assombrar pessoas que passaram por eventos perturbadores, o que fez com que chegassem à conclusão de que a boneca estava habitada pelo espírito de uma menina morta.

    Uma pena que diferente de Invocação do Mal, o filme acaba caindo em um maneirismo formal mais estereotipado, apelando, algumas vezes, ao susto fácil no lugar de uma tensão mais bem trabalhada. Mesmo assim, acaba por ser um bom entretenimento para quem está à procura de um terror com bonecos possuídos, como Brinquedo Assassino e Gritos Mortais.

    10. A Maldição da Casa Winchester (2018)

    Por último, antes de mais nada, se você tiver a oportunidade, pesquise pelo nome “Winchester Mystery House”, e veja as sinistras fotos da enorme mansão construída por Sarah Winchester, na Califórnia. Portas que abrem para paredes, escadas que não levam a lugar algum, e dormitórios extremamente assustadores (para dizer o mínimo), são apenas alguns exemplos da bizarra arquitetura da casa — que realmente existe.

    A Maldição da Casa Winchester é um filme de terror sobrenatural com um estilo gótico que lembra A Mulher de Preto, que aborda o mistério por trás da construção da mansão, que segundo a própria matriarca, foi feita para afastar os espíritos das pessoas mortas pelas armas fabricadas pela sua família — que detinha uma empresa no ramo. 

    De forma ainda mais potencializada que Annabelle, o filme também cai no lugar-comum de retratar as entidades sobrenaturais de maneira mais clichê, utilizando uma série de artifícios fáceis em busca de assustar o público. No entanto, ao meu ver, não deixa de ser um prato cheio para os amantes de um terror sobrenatural com um ambiente enigmático, sombrio e gótico, característico de filmes como A Colina Escarlate e O Orfanato.

  • As Melhores Franquias de Filmes de Terror Slasher
    Bruno Pinheiro Melim

    Bruno Pinheiro Melim

    Editor JustWatch

    Um assassino em série (muitas vezes mascarado), diversas vítimas (na maioria das vezes jovens) e uma arma (que normalmente não é de fogo) são algumas das principais características do subgênero de terror slasher, que começou a se popularizar durante a década de 70 e 80 por meio de filmes (habitualmente) de baixo orçamento.

    Aproveitando a chegada do Halloween, que já está quase batendo à porta, fizemos um ranking com as melhores franquias de terror slasher, para que você possa conhecer (ou relembrar) os vilões e assassinos mais emblemáticos da história do subgênero. Aproveite também para conferir a ordem dos filmes de todas as franquias elencadas, bem como também onde assistir online, em streaming, a todos eles.

    1. Pânico

    Os filmes Pânico apareceram nos anos 90 para revitalizar o gênero de terror slasher, rapidamente se tornando um marco do cinema — certamente bastante influenciado pelo clássico Psicose, de Alfred Hitchcock. Sempre com roteiros afiados, revelando, através de um mistério complexo, quem é o assassino em série por trás do Ghostface, os longas da franquia, na minha visão, praticamente nunca decepcionaram — vale lembrar que sempre é alguém diferente que elege a máscara como disfarce. 

    A memorável faca utilizada pelos assassinos mascarados é um objeto que dá arrepios, principalmente às duas principais protagonistas da saga, Sidney Prescott (nos quatro primeiros filmes e Samantha Carpenter (nos dois últimos). A mistura de um humor ácido, com elementos do slasher, e, ao mesmo tempo, uma subversão do terror clássico (muitas vezes através de comentários metalinguísticos) é uma marca registrada da franquia — que, com o tempo, se tornou, na visão de muitos (e na minha), a maior representação do gênero no cinema. Confira todos os filmes da franquia em ordem de lançamento a seguir:  

    2. Halloween

    O primeiro filme da franquia Halloween, dirigido pelo mestre do terror, John Carpenter (conhecido também pelo O Enigma de Outro Mundo), talvez tenha sido o grande responsável por popularizar o subgênero slasher, antes mesmo de Pânico, ao apresentar o lendário assassino Michael Myers em um cenário completamente aterrorizante. Com sua máscara branca sinistra, sua enorme faca de cozinha, e sua força fora do comum, o antagonista é famoso por perseguir sua irmã, Laurie Strode (e todos aqueles que a protegem), durante grande parte dos filmes. 

    A franquia, que tem um tom muito mais sério que Pânico, gerou tanto sucesso, que obras com outras linhas do tempo foram realizadas – sempre com um ambiente de muito suspense, mesmo contando com uma história inferior a do primeiro filme – e mais recentemente, um reboot também foi lançado na tentativa de recuperar a nostalgia e os elementos clássicos dos primeiros longas. Por ser uma das franquias mais clássicas do gênero e ser aquela (da lista) com mais títulos lançados, merece a segunda posição. Veja todos os filmes abaixo: 

    3. A Hora do Pesadelo

    Freddy Krueger, sem dúvida, também faz parte do olimpo dos assassinos de filmes de terror slasher. Diferentemente de Pânico e Halloween (apesar de existir uma certa discussão em relação ao caráter humano de Michael Myers), A Hora do Pesadelo ficou marcado pela sua inovação ao trazer um antagonista com um toque sobrenatural — vale lembrar que Freddy foi queimado vivo — misturado com convenções do slasher, em um cenário completamente original: os sonhos. Convenhamos, uma baita premissa.

    Conhecido por atacar adolescentes dentro dos seus próprios sonhos, a franquia conta com sequências assustadoras, principalmente quando seu vilão utiliza da atmosfera onírica e surreal do inconsciente das suas vítimas para eliminá-las, com o auxílio da sua mortal luva com lâminas afiadíssimas. Ao todo, existem sete filmes sequências da franquia, um crossover com Sexta-feira 13 e um remake. À semelhança de Halloween, a meu ver, o primeiro filme é uma espécie de obra-prima, mas os seguintes não conseguem manter o mesmo nível de sofisticação. Mesmo assim, valem a pena ser vistos por todos os fãs e curiosos pelo gênero — principalmente aqueles que gostam também de uma vibe mais terror psicológico como Corrente do Mal. Confira as produções da franquia abaixo: 

    4. Chucky, o Brinquedo Assassino

    As inúmeras produções que retratam o brinquedo Chucky, que no fundo é a incorporação da alma do assassino em série Charles Lee Ray (aspecto sobrenatural que compartilha com A Hora do Pesadelo, mesmo sendo uma história com uma pegada mais cômica) formam, certamente, uma das mais consistentes e duradouras franquias slasher de todos os tempos. A principal diferença em relação às três primeiras franquias dessa lista, talvez seja o fato de não contar com um filme inaugural tão genial — o que faz com que ela ocupe a quarta posição.

    Conhecida por sua mistura de humor ácido (quem não se lembra das frases memoráveis proferidas pelo brinquedo?), com um terror mais gráfico, a franquia se reinventou no decorrer do tempo, fazendo com que o legado de Chucky continuasse sempre vivo, ao longo de gerações. Não à toa, o primeiro filme lançado nos anos 80 deu origem à uma enorme coleção de longas-metragens, além de uma série televisiva — que recomendo muito aos fãs do personagem, mas também aos jovens que não acompanharam a timeline dos filmes. Veja todas as produções de Chucky a seguir: 

    5. Sexta-Feira 13

    Se nos filmes do Brinquedo Assassino encontramos diversas passagens cômicas, claro, que de um ponto de vista mais ácido, nos longas de Sexta-Feira 13, de forma geral, não encontraremos isso. Pelo contrário, o que reina aqui é a atmosfera perturbadora e o tom extremamente violento. Durante os anos 80, uma coisa era certa: todo ano tinha um novo filme de Sexta-Feira 13. Acredite, ao longo dessa década, oito longas da franquia foram lançados, praticamente um seguido do outro, consolidando-a como uma das mais importantes do subgênero slasher. 

    Se o nome Jason te diz alguma coisa, é porque em algum momento você já foi atormentado pela imagem do assassino com a máscara de hóquei. Conhecida por ser a franquia mais ‘criativa’ (mas, ao mesmo tempo, na minha visão, mais exagerada) em relação aos métodos macabros utilizados pelo seu vilão no momento dos assassinatos, Sexta-Feira 13 é uma franquia que se preocupa primordialmente com a ambiência de eterno suspense e o uso de uma violência mais gráfica. Uma ótima opção para quem está em busca de algo mais hard-core, como o próprio O Massacre da Serra Elétrica — que aparece na lista a seguir. Veja todos os filme sde  Sexta-Feira 13 abaixo: 

    6. O Massacre da Serra Elétrica

    O Massacre da Serra Elétrica definitivamente mudou a forma com que o público enxergava os filmes de terror. Com um realismo assustador, uma atmosfera tenebrosa e um vilão – Leatherface com sua máscara de pele humana, sua motosserra mortal e sua família de canibais – de botar medo em qualquer um, o primeiro filme da franquia é considerado por muitos, inclusive pelo mestre do terror Stephen King, um dos filmes slasher mais horripilantes de todos os tempos. Sinceramente? É preciso de muito estômago para aguentar até o fim!

    Devido ao seu impacto, a franquia se expandiu com os anos, com várias sequências que exploraram a continuação dos crimes de Leatherface, mas também com algumas prequelas e um remake do filme original. Para quem valoriza primordialmente o elemento sensorial, de ambiente do terror e uma estética mais minimalista e documental (não necessariamente trazendo histórias tão elaboradas como em Pânico), O Massacre da Serra Elétrica é uma franquia que deve ser explorada a fundo (e essa lista pode te ajudar a enconrtar a melhor ordem). No entanto, ocupa a sexta colocação, justamente por conta das sequências não chegarem nem perto do que foi o notável filme inaugural, não conseguindo manter a consistência da franquia.

    7. X

    Como prova de que o terror slasher não está morto, Ti West revigorou o gênero com a sua trilogia X, que no fundo faz uma homenagem aos filmes clássicos dos anos 70 e 80, sendo o mais evidente deles, o próprio O Massacre da Serra Elétrica, que tem um cenário de jovens em uma fazenda parecido. Além de misturar com elementos de um terror mais contemporâneo. Uma das maiores virtudes da franquia foi trazer a atriz Mia Goth tanto no papel da protagonista Maxine, como também da vilã e assassina Pearl — algo que não me lembro de ter visto antes em um filme slasher. 

    A franquia é composta por três filmes, sendo que o primeiro deles explora a história da atriz de filmes adultos, Maxine, que vai gravar um filme em uma propriedade rural e é pega de surpresa pela idosa e psicopata, Pearl. Já o segundo, é uma prequela que explora a juventude solitária da velhinha assassina. E o último, é uma sequência do primeiro, que busca expandir a história de Maxine, quando ela finalmente recebe uma chance em Hollywood. No geral, por contar apenas com três títulos, é uma franquia coesa e muito bem dirigida, que recupera diversos aspectos nostálgicos das franquias slasher, mas ao mesmo tempo, a meu ver, não apresenta nada de muito novo e nem se aprofunda tanto nos temas levantados através da sua história. Confira a trilogia abaixo: 

    8. Eu Sei o que Vocês Fizeram no Verão Passado

    Eu Sei o que Vocês Fizeram no Verão Passado é o exemplo perfeito de uma franquia slasher, destinada a um público mais jovem, que perdurou durante muitas décadas. Mesmo não tendo elementos tão aterrorizantes e perturbadores quanto às outras franquias já citadas (por isso a última posição), merece estar nessa lista por ter sobrevivido ao longo dos anos. 

    Não à toa, em 2025 chegou às telonas o novo reboot do clássico que trouxe o grupo de ‘jovens criminosos’ — vale lembrar que eles atropelam sem querer um homem e acobertam o crime — atormentados por um sujeito misterioso com um gancho, que busca vingança. Além da trilogia original e do reboot, existe também uma série com uma linha do tempo diferente. Em resumo, é uma franquia que eu indico (e que pode ser melhor explorada nessa lista) para quem gosta do caráter misterioso, e jovem, de Pânico e todo o suspense envolto na identidade do assassino, mas procura algo mais ‘light’ para não passar uma noite de sono tão conturbada. Descubra todas as produções da saga abaixo:

  • Os 10 Melhores Filmes que Completam 10 Anos em 2025
    Beatriz Coutinho

    Beatriz Coutinho

    Editor JustWatch

    O ano de 2015 ficou marcado por grandes estreias no cinema, trazendo para o público uma mistura impressionante de blockbusters, dramas emocionantes, animações inovadoras e histórias inspiradoras. De mundos pós-apocalípticos cheios de adrenalina até narrativas profundamente humanas sobre jornalismo, sobrevivência e família, os lançamentos daquele ano mostraram como o cinema pode ser diverso e envolvente. Agora que estes filmes completam 10 anos desde suas estreias, que tal relembrá-los?

    Já estamos no último trimestre de 2025 e este é o momento perfeito para reassistir produções que se tornaram clássicos rapidamente, e que vão desde o retorno de grandes franquias, como o épico de ação Mad Max: Estrada da Fúria, até ideias inovadoras, como a delicada e divertida animação Divertida Mente.

    Neste guia da JustWatch, relembre 10 filmes que completam 10 anos em 2025 e descubra em quais serviços de streaming assistir a eles de forma online.

    Mad Max: Estrada da Fúria (2015)

    Uma das maiores estreias de 2015, Mad Max: Estrada da Fúria foi um novo capítulo da saga do diretor George Miller, que se tornou um clássico quase que instantâneamente e ainda mostrou que filmes de ação podiam andar lado a lado com uma ótima história — sendo perfeito para quem curtiu Logan e até mesmo Duna. O longa trouxe Tom Hardy no papel de Max, capturado pelo cruel Immortan Joe (Hugh Keays-Byrne), e que passa a fazer parte de uma guerra perigosa entre ele e a Imperatriz Furiosa, interpretada de forma brilhante por Charlize Theron. 

    Com uma história emocionante, trilha sonora pulsante e cenas de luta e perseguição muito bem coreografadas em um deserto pós-apocalíptico, Mad Max é direto, visualmente impressionante e desenvolve seus personagens com maestria — mesmo aqueles que não são protagonistas. Vale lembrar inclusive que o filme faturou nada mais, nada menos que seis prêmios no Oscar 2016: Melhor Edição de Som, Melhor Mixagem de Som, Melhor Direção de Arte, Melhor Maquiagem, Melhor Figurino e Melhor Edição/Montagem. Em 2024, Furiosa: Uma Saga Mad Max, foi lançado como uma prequela que conta a história de origem da personagem.

    Spotlight: Segredos Revelados (2015)

    Se por um lado Mad Max: Estrada da Fúria trouxe efeitos grandiosos, o grande vencedor do Oscar 2016 de Melhor Filme, Spotlight: Segredos Revelados, impressiona justamente pelo oposto, a sobriedade. O filme é ideal para quem gosta de histórias baseadas em fatos reais, como Ela Disse e The Post - A Guerra Secreta, e acompanha a equipe jornalística do The Boston Globe que publicou uma grande reportagem sobre crimes de abuso sexual e pedofilia cometidos por membros da arquidiocese católica de Boston nos anos 1990, que foram encobertos pela Igreja Católica.

    Este é um drama investigativo que prende o público não pelo choque, mas pela precisão e humanidade com que revela cada camada da história, valorizando o delicado e sério trabalho jornalístico por trás de um tema complexo como este, por meio das atuações contidas, mas poderosas de Mark Ruffalo, que interpreta o repórter Michael Rezendes; Liev Schreiber, no papel do editor Marty Baron; e até mesmo de Stanley Tucci, que faz o advogado Mitchell Garabedian, uma peça importante da investigação do jornal. Vale lembrar que, na vida real, a reportagem recebeu o Prêmio Pulitzer de Serviço Público em 2003.

    Divertida Mente (2015)

    Vencedor do Oscar 2016 de Melhor Animação, Divertida Mente é mais uma animação da Disney Pixar que entrou para a lista de filmes favoritos de muita gente. O filme conta a história de Riley, uma pré-adolescente de 11 anos que está passando por uma série de mudanças em sua vida, s suas emoções que comandam o cérebro da garotinha: a Alegria, a Tristeza, o Medo, o Raiva e a Nojinho. O longa transforma a complexidade dos sentimentos humanos, principalmente das crianças, em uma aventura visual encantadora e sensível.

    Entre tantos filmes de 2015 que exploraram ação e realismo, Divertida Mente brilhou justamente por olhar para dentro, mostrando que amadurecer também significa fazer as pazes com nossas próprias emoções, já que a produção aborda um tema universal: o crescimento e a aceitação da tristeza como uma parte fundamental da vida — de forma parecida com Viva: A Vida é uma Festa e A Viagem de Chihiro. Com uma narrativa inteligente, mas bastante acessível para crianças e adolescentes, e uma trilha sonora bastante delicada e divertida, o filme ressalta a importância de validar os sentimentos das crianças.

    Velozes e Furiosos 7 (2015)

    Se você já estava sentindo falta da ação de Mad Max, aqui vai mais um filme repleto de perseguições: Velozes e Furiosos 7, que foi tudo o que os fãs poderiam esperar de outros filmes da franquia, mas com um toque emocional inesperado por conta da morte do ator Paul Walker, que interpretava Brian, em um acidente de carro que aconteceu pouco tempo após o início das filmagens do longa.

    A produção mostra Dom (Vien Diesel), Brian e Letty (Michelle Rodriguez) lidando com o assassino profissional Deckard Shaw (Jason Statham), que quer vingança pela morte de seu irmão. O diretor do filme, James Wan, decidiu não matar o personagem de Walker durante a produção, mas, sim, fazer com que ele anunciasse uma aposentadoria, o que garantiria a continuação da franquia sem possíveis furos narrativos. Assim, ele criou uma história que mistura cenas de ação de tirar o fôlego, entre saltos impossíveis e perseguições épicas, com momentos emocionantes.

    Os irmãos de Walker, Caleb e Cody, foram usados como dublês do ator, cujo rosto foi recriado por meio de componentes faciais dele em cenas inéditas dos filmes anteriores e CGI com captura de movimentos. Até mesmo quem não é fã da franquia conhece a cena em que Brian e Dom estão dirigindo, quando o primeiro toma um rumo diferente na estrada, ao som de See You Again, do artista Wiz Khalifa, o que prova como Velozes e Furiosos 7 se tornou um filme sobre amizade e família.

    Perdido em Marte (2015)

    Dirigido por Ridley Scott, a mente por trás de filmes como Blade Runner e Alien, o Oitavo Passageiro, Perdido em Marte é uma adaptação do livro homônimo escrito por Andy Weir, e transforma uma história de isolamento extremo em uma jornada surpreendentemente otimista. O longa coloca Matt Damon no papel de Mark Watney, um astronauta enviado pela NASA para uma missão em Marte, dado como morto depois de uma tempestade da qual seus colegas conseguem escapar. Sozinho e com poucos recursos, ele precisa sobreviver e tentar voltar para a Terra, uma missão mais difícil que a que ele deveria cumprir inicialmente.

    O filme combina tensão e humor de forma magistral, abordando a resiliência humana em meio a exploração espacial. Damon brilha em um papel solitário, equilibrando momentos dramáticos e esperançosos com muito carisma e realismo. Visualmente impressionante e cientificamente aceitável o suficiente para envolver o público sem causar reações do tipo “Isso seria impossível”, Perdido em Marte mostrou mais uma vez a capacidade de Scott unir espaço, espetáculo e emoção, e vai agradar quem gostou de Náufrago ou Gravidade.

    Vingadores: Era de Ultron (2015)

    Depois do sucesso do primeiro filme que uniu Homem de Ferro (Robert Downey Jr), Capitão América (Chris Evans), Viúva Negra (Scarlett Johansson), Thor (Chris Hemsworth) e Hulk (Mark Ruffalo) em um time, Vingadores: Era de Ultron foi uma sequência bem recebida por público e crítica, que ampliou as ambições do grupo de heróis e do MCU — mais um exemplo de ação e narrativa em sintonia, como vimos em Mad Max: Estrada da Fúria e Velozes e Furiosos 7. O filme mostra como a inteligência artificial criada por Tony Stark e Bruce Banner para proteger a Terra, Ultron, cria consciência e decide que a paz só pode ser alcançada mediante a extinção da humanidade. 

    O filme trouxe uma série de novos personagens que seriam importantes para as fases seguintes do Universo Cinematográfico da Marvel (MCU), como Wanda Maximoff (Elizabeth Olsen), Pietro Maximoff (Aaron Taylor-Johnson) e Visão (Paul Bettany), além de ter dado continuação a saga das Joias do Infinito, tema principal das sequências Vingadores: Guerra Infinita e Vingadores: Ultimato. Era de Ultron entrega batalhas grandiosas e ótimos diálogos, além de aprofundar o peso de cada escolha dos heróis, preparando o terreno para os conflitos ainda maiores dos longas seguintes.

    Star Wars Episódio VII - O Despertar da Força (2015)

    Em 2015, as expectativas eram altas para o primeiro Star Wars da Disney, após a compra da Lucasfilm em 2012, e elas foram atendidas quando quando Star Wars Episódio VII - O Despertar da Força estreou, trazendo uma glória renovada para a saga. A história do filme se passa exatamente 30 anos após a queda de Darth Vader e do Império, quando uma nova ameaça surge: a Primeira Ordem, comandada por Kylo Ren (Adam Driver), filho da Princesa Leia com Han Solo; General Hux (Domhnall Gleeson) e pelo Líder Supremo Snoke (Andy Serkis).

    O longa equilibra nostalgia e novidade, apresentando também novos protagonistas: o piloto da Resistência Poe Dameron (Oscar Isaac), a jovem sucateira Rey (Daisy Ridley), cuja jornada repleta de descobertas relacionadas à Força, e Finn (John Boyega), um stormtrooper desertor. Com cenários e efeitos visuais impressionantes, batalhas espaciais frenéticas e um ótimo ritmo, a produção renovou o espírito da franquia, conquistando antigos e novos fãs. Todo esse sucesso também resultou nas sequências Star Wars Episódio VIII: Os Últimos Jedi e Star Wars Episódio IX: A Ascensão Skywalker.

    O Regresso (2015)

    Com direção de Alejandro González Iñárritu, O Regresso foi o espetáculo visual responsável por Leonardo DiCaprio finalmente vencer seu primeiro (e até o momento, único) Oscar de Melhor Ator. Na mesma pegada de Apocalypto e No Limite, e inspirado em fatos reais, o filme acompanha a história de Hugh Glass, personagem de DiCaprio, um explorador que parte para o oeste dos Estados Unidos para trabalhar como caçador. No entanto, a vida do homem muda quando ele é atacado por um urso e abandonado por seu colega John Fitzgerald (Tom Hardy), que rouba seus pertences, obrigando-o a se virar ferido em uma floresta no auge do inverno.

    De forma parecida com Perdido em Marte, o filme mostra um homem tentando sobreviver em um meio hostil, mas aqui é o sentimento de vingança que se mostra como o combustível necessário para resistir. Filmado quase inteiramente com luz natural, o longa transforma seu cenário selvagem em um personagem por si só, belo, mas cruel. DiCaprio, de fato, entrega uma atuação forte e física, que demonstra a forma profunda a qual o ator se entregou ao papel, enquanto Hardy e sua intensidade também tornam a narrativa em algo visceral.

    Jurassic World: O Mundo dos Dinossauros (2015)

    Assim como Star Wars com O Despertar da Força, a franquia Jurassic Park também ganhou uma nova era em 2015, com o lançamento de Jurassic World: O Mundo dos Dinossauros, cuja história cheia de suspense e caos acontece exatamente 20 anos após o primeiro filme. O longa mostra que o parque dos dinossauros na ilha Nublar está aberto ao público, revelando que a ideia de John Hammond deu certo: agora as pessoas podem conferir diferentes atrações envolvendo as criaturas pré-históricas. No entanto, a estreia de uma nova atração acaba saindo do controle, fazendo com que os visitantes precisem lutar por suas vidas.

    O filme é dirigido por Colin Trevorrow, mas teve a participação de Steven Spielberg, diretor do original, na produção, com Chris Pratt e Bryce Dallas Howard liderando o elenco, equilibrando humor e tensão de forma interessante. Embora não tenha a originalidade revolucionária do primeiro Jurassic Park, o longa apresenta um nível bastante grandioso, entregando bons efeitos, divertindo e cumprindo seu papel como thriller, sendo capaz de despertar o fascínio e o medo que dinossauros podem causar em pessoas de todas as idades em um cenário moderno.

    Que Horas Ela Volta (2015)

    Que Horas Ela Volta?, da diretora Anna Muylaert, rapidamente ganhou o posto de clássico do cinema brasileiro, combinando crítica social com uma narrativa emocionante. Entre humor e muitas outras camadas, o filme conta a história de Val (Regina Casé), que se muda para São Paulo com o objetivo de oferecer uma vida melhor para sua filha Jéssica (Camila Márdila). Ela passa 13 anos na capital, trabalhando para os mesmos patrões, quando é surpreendida pela visita da filha, que verá pela primeira vez em mais de uma década.

    Quando Jéssica chega e seu comportamento não corresponde ao que os patrões de Val esperavam, toda a dinâmica da casa muda, expondo a separação e a exploração de classes, além de todas as imposições que permeiam aquele lar, e abrindo debates sobre privilégio, hipocrisia, atitudes que são herança do passado escravocrata brasileiro, entre outros assuntos — se você gostou de Parasita, achará interessante, e revoltante, esse olhar nacional sobre estes temas.

    Com muito mérito, o longa venceu o Prêmio do Público de Melhor Ficção na Mostra Panorama no Festival de Berlim, assim como o prêmio de Melhor Roteiro do RiverRun International Film Festival. Além disso, as atuações poderosas e envolventes de Regina Casé e Camila Márdila também receberam o Prêmio Especial do Júri Pela Atuação do Festival Sundance de Cinema.

    Outros grandes filmes e estreias populares de 2015 incluem: A Bruxa, Jogos Vorazes: A Esperança - O Final, Minions, 007 - Contra Spectre, Creed: Nascido Para Lutar, Os Oito Odiados, 50 Tons de Cinza, O Lagosta, Cinderela, Missão Impossível - Nação Secreta e O Quarto de Jack.

  • ‘The Good Witch’: Saiba Como Assistir à Série e a Todos os Filmes de ‘A Bruxa do Bem’ em Ordem
    Bruno Pinheiro Melim

    Bruno Pinheiro Melim

    Editor JustWatch

    O universo de The Good Witch, também conhecido no Brasil como A Bruxa do Bem, já nos alegrou com diversas aventuras de Cassie Nightingale, a mulher com habilidades mágicas que mora em Middleton, através de sete filmes lançados pelo Hallmark Channel (canal norte-americano por assinatura) e uma série (posterior) intitulada Good Witch  — essa felizmente disponível na Netflix

    Neste guia da JustWatch, conheça todas as produções da franquia e saiba também a ordem certa para assistir aos filmes e à série, seguindo as datas de lançamento — que também coincidem com a ordem cronológica. Se você está à procura de histórias de bruxas mais leves para ver em família neste Halloween, mas com um toquezinho especial de magia, certamente está no lugar certo.

    1. A Bruxa do Bem (2008)

    Caso você não conheça a franquia, mas tenha uma leve sensação de já ter visto o seu nome em algum lugar, saiba que você pode já ter se deparado com o primeiro filme de A Bruxa do Bem durante a Sessão da Tarde, da Rede Globo, que chegou a exibir o longa-metragem com o título traduzido. Trazendo (desde o início até a última produção) Catherine Bell no papel de Cassie Nightingale, o primeiro filme apresenta essa intuitiva e misteriosa protagonista, através da sua chegada em Middleton para habitar uma casa considerada ‘mal assombrada’. 

    Para mim, uma das suas maiores virtudes, é que, ao invés de cair no lugar-comum de explorar um enredo de bruxas com poderes extraordinários, malignos ou outras coisas do tipo, característicos de filmes como Jovens Bruxas, o longa se utiliza deste tema para contar uma história que funciona muito mais como uma metáfora da aceitação do diferente, do excêntrico. Isso, claro, refletido através da protagonista, uma mulher que apesar do preconceito sofrido na nova cidade, continua utilizando a sua sutil habilidade mágica (de intuição) para ajudar as pessoas.

    2. A Bruxa do Bem 2 (2009)

    No segundo filme da franquia, intitulado A Bruxa do Bem 2, Cassie resolve se estabelecer de verdade em Middleton, inclusive, vivendo um novo relacionamento. Porém, a chegada de um homem misterioso que diz ser parente da antiga proprietária da sua casa, novamente tira a sua paz. O tom agradável de uma leve comédia familiar é mantido, muito semelhante à clássica série adolescente Sabrina, a Aprendiz de Feiticeira, mas dessa vez invertendo o conflito da protagonista: agora, o problema passa a ser o ‘novo estranho’ da cidade e as suas verdadeiras intenções. 

    Na minha visão, é um filme que acaba por seguir à risca os elementos que popularizaram o primeiro A Bruxa do Bem, mas com a diferença de que este começa a explorar o lado mais romântico da franquia, através da relação de Cassie com Jake, o chefe de polícia local. 

    3. A Bruxa do Bem 3: A Magia do Natal (2010)

    A maioria das pessoas não marcariam um casamento nas vésperas do Natal, mas este não é o caso de Cassie e Jake, que estão prestes a se juntar oficialmente, ao mesmo tempo em que as festas de fim de ano se iniciam. Sem contar também, um novo problema que surge na cidade, que clama pela intervenção de Cassie, com os seus poderes. Ou seja, se você gostou do tom mais romântico de A Bruxa do Bem 2, a sua continuação promete sublinhar esse aspecto ainda mais.

    Sim, a terceira produção da franquia também é um típico filme de Natal: uma trama que prova a importância da família, com um sentimentalismo entre os personagens mais exacerbado, e um conflito que envolve novamente a chegada de um estranho — mas, dessa vez, similar ao filme Esqueceram de Mim, já que um criminoso que escapou da prisão se volta contra os moradores de Middleton, principalmente contra Jake. Para mim, é um filme que pode satisfazer o gosto tanto dos amantes de romances sobre casamentos, ou romances que se passam na época natalina. A boa notícia é que A Bruxa do Bem 3: A Magia do Natal está disponível no Looke.

    4. A Bruxa do Bem 4 (2011)

    Já percebemos que o conflito de todos os filmes acontece a partir da chegada de um estranho na cidade. E em A Bruxa do Bem 4, isso não é diferente, uma vez que uma prima distante de Cassie chega em Middleton causando uma série de conturbações. Convenhamos, um motivo que faz com que o quarto filme não supere as expectativas.

    Dito isto, a fórmula que acabou resultando nos três longas anteriores, a meu ver, acaba por ficar um tanto quanto saturada no quarto filme. Isto é, já sabemos quase toda a estrutura que irá ser seguida: alguém estranho aparece, gera conflito, a protagonista intervém, e o antagonista no fim acaba por sofrer alguma mudança. Apesar de continuar sendo uma produção leve e divertida, acaba por ser um filme menos impactante do que os anteriores, por conta da sua previsibilidade.

    5. A Bruxa do Bem 5 (2012)

    Agora, já nos braços da população de Middleton, Cassie Nightingale foi eleita a nova prefeita da cidade (quem diria, não?), além de ter dado à luz à sua primeira filha biológica, Grace — que mais tarde se torna uma das protagonistas da série Good Witch, o revival contemporâneo da conhecida franquia. Mas calma, junto com essas duas preocupações da personagem, junta-se ainda a chegada de sua mãe adotiva, que ela não via há muitos anos. Ou seja, um filme ainda mais focado na dinâmica familiar.

    Vale pontuar que A Bruxa do Bem 5 é um longa menos fantasioso e mágico que A Bruxa do Bem 4, mas que carrega um drama familiar bastante complexo e profundo (o que acaba compensando), já que a protagonista passa pela fase da maternidade, ao mesmo tempo que tem que aprender a voltar a ser uma filha. Na minha perspectiva, não deixa de ser uma instigante história que começa a explorar mais a fundo as relações entre mãe e filha (o que acaba por ser melhor desenvolvido em Good Witch), abordagem semelhante ao que encontramos na série Gilmore Girls, por exemplo.

    6. A Bruxa do Bem 6 (2013)

    Agora sim, a magia está de volta de uma maneira mais determinante no enredo do filme, em contraponto à narrativa mais pé no chão e terrena de A Bruxa do Bem 5. Isso porque, em A Bruxa do Bem 6, o aniversário de Cassie está prestes a chegar e as coisas parecem que não andam tão bem quanto poderiam. Seus últimos conselhos não funcionam, sua loja acaba de pegar fogo, e uma maldição (relacionada com o seu aniversário) também atormenta Cassie e sua família.

    No entanto, tudo isso aparece como um desafio para que a protagonista reveja algumas questões do seu passado, para poder se reconectar novamente com os seus dons. Um filme que, na minha opinião, não decepciona, justamente por conseguir não só recuperar o elemento fantástico, como também destrinchá-lo de maneira mais profunda, através dos segredos familiares por trás das habilidades mágicas da personagem.

    7. A Bruxa do Bem 7 (2014)

    Como conclusão dos filmes de The Good Witch e preparação para a série spin-off que se seguiu, pode-se dizer que A Bruxa do Bem 7 fechou um ciclo para abrir outro, com uma história emocionante em que Cassie, com o seu poder de intuição, ajuda diversas pessoas a enfrentarem variados problemas e obstáculos pessoais (um elemento que reflete a essência da personagem, exposto no primeiro A Bruxa do Bem de maneira muito sensível). Porém, agora temos uma protagonista muito mais madura (comparada ao primeiro filme), e que atinge um grau de sabedoria ímpar — que reflete nos seus conselhos mais acertados.

    Um término bastante impactante e emocionante e que, além de encerrar alguns arcos narrativos, acabou semeando outros, para que fossem explorados posteriormente através da série. Creio que é um filme que genuinamente deixa uma sensação de ‘até logo’, ao invés de fazer apenas uma recapitulação nostálgica das obras anteriores — e isso é de se valorizar.

    Good Witch (2015–2021)

    O hiato de apenas um ano entre as produções também se manteve para o lançamento da série Good Witch, que acompanha, ao longo de sete temporadas, os desdobramentos da família formada por Cassie, sua filha Grace e seus enteados Brandon e Lori, após o trágico falecimento do seu marido Jake. Por ser uma série com uma estética mais refinada e com um investimento maior (comparada aos filmes), é uma produção que consegue atingir um leque mais variado de espectadores. 

    Além disso, conta também com um roteiro bem elaborado, que não explora somente o lado mais leve da história, como também traz temas mais profundos e personagens mais bem construídos. Uma série que, na minha visão, pode agradar não só os fãs dos filmes anteriores, como também àqueles que gostam de séries dramáticas mais leves, mas que não trazem necessariamente uma história fantástica, como é o caso de Doces Magnólias — ambas produções disponíveis na Netflix.

    As três primeiras temporadas se aprofundam no relacionamento de Cassie com o novo vizinho, Sam, bem como na história do seu passado e a sua ligação com a cidade. A química do novo casal funcionou muito bem, o que fez com que o clima otimista — tão característico dos filmes — voltasse a reinar ao longo do desenvolvimento da trama, após o episódio trágico. As temporadas seguintes apresentaram mistérios ainda mais desafiadores à protagonista, muitos novamente ligados à história da sua família. Além dessa jornada de autoconhecimento, sem deixar de continuar ajudando as pessoas com os seus dons, Cassie também passou a dividir o protagonismo da série com a sua filha Grace, seu recém-marido Sam, e sua melhor amiga Stephanie — personagens que passam a ter um foco muito maior.

    Para quem sempre gostou dos momentos ‘mágicos’ dos filmes, penso que não vai se decepcionar com os rumos que as últimas temporadas tomaram, passando a valorizar cada vez mais os elementos sobrenaturais da família de Cassie. O que acabou por subverter um pouco a questão do uso ‘sutil’ de magia apresentado em A Bruxa do Bem, para explorar este elemento de maneira mais profunda, apresentando truques ainda mais sofisticados. Por esse motivo, Good Witch é uma produção que, ao fim, a meu ver, pode ser chamada, genuinamente, de uma série sobre uma bruxa. E por sinal, uma bruxa do bem!

  • Os 10 Melhores Filmes de Ação Originais da Netflix
    Bruno Pinheiro Melim

    Bruno Pinheiro Melim

    Editor JustWatch

    Um bom filme de ação tem o poder de transportá-lo para uma outra dimensão. Um lugar onde a adrenalina e os instintos de sobrevivência afloram. Sentado no seu sofá, na sua cama, ou em qualquer espaço onde você possa assistir à Netflix, persiste sempre a curiosa sensação de literalmente estar dentro do filme.

    Especialista em lançamentos de obras do gênero nos últimos anos (só em 2025 foram algumas mega estreias, como Caos e Destruição, De Volta à Ação e The Old Guard 2, sem contar os longas que ainda serão lançados no fim do ano, como Casa de Dinamite e O Troll da Montanha 2), a Netflix já nos surpreendeu com filmes de ação sobre mercenários, policiais, gângsters, super-heróis, assassinos profissionais, detetives e muitos outros. Neste guia da JustWatch, fizemos um ranking dos melhores filmes de ação originais da plataforma, para que você possa assistir em streaming!

    1. The Old Guard (2020)

    The Old Guard é um dos filmes de ação mais criativos da Netflix, merecendo o primeiro lugar deste ranking. Isto porque mistura elementos da ficção científica, da fantasia e de super-heróis, em uma obra tensa, com cenas extremamente bem coreografadas, e que tenta discutir o tema da busca pela imortalidade — já que é protagonizado por um grupo de mercenários imortais, que é responsável por proteger os seres humanos.

    Para quem guarda com carinho a lembrança de O Procurado, com Angelina Jolie, não vai ficar decepcionado com o longa estrelado por Charlize Theron, que compartilha de algumas temáticas, como uma equipe secreta com habilidades especiais, e protagonistas femininas. A boa notícia é que a sequência, The Old Guard 2, chegou à Netflix em 2025. Apesar de não ter a mesma qualidade que o primeiro filme, vale ser visto por aqueles que gostaram da obra anterior.

    2. Operação Fronteira (2019)

    Com um tom mais de suspense e uma atmosfera ainda mais sombria que The Old Guard, mas sem ter as cenas de ação tão impressionantes, Operação Fronteira reúne um elenco de renome. Aqui, Oscar Isaac, Ben Affleck e Pedro Pascal se juntam em um filme que retrata uma perigosa zona na fronteira entre Brasil, Argentina e Paraguai, onde ex-agentes decidem se reunir para roubar um dos maiores traficantes da América Latina. 

    Ao meu ver, um dos grandes méritos deste filme, mora no fato da narrativa não se centrar apenas no assalto em si, mas também nas severas consequências do ato, bem como os dilemas morais que cercam esta ação — muito semelhante ao filme Três Reis, por exemplo. Ou seja, é indicado muito mais aos espectadores interessados em um filme de ação militar que se aprofunda nos conflitos internos dos personagens, usando isso como impulso narrativo para as cenas de ação. E não àqueles que querem apenas um thriller dinâmico com inúmeras cenas de combate aleatórias.

    3. Resgate (2020)

    Um dos fatores que contam bastante na avaliação de um longa de ação, sem dúvida, é a técnica. Por isso, nada mais justo que Resgate ocupar a terceira posição deste ranking, mesmo tendo uma narrativa inferior comparada aos filmes já elencados. É uma obra que se passa em Bangladesh, sobre um mercenário (Chris Hemsworth) em busca de redenção, que conta com um ritmo bastante alucinante e uma estética que lembra jogos de videogame do gênero. 

    As cenas de luta são concebidas de forma impecável, principalmente aquelas que acontecem em um plano-sequência — e olha que são muitas. Uma delas é bastante memorável, tendo em vista a sua duração: incríveis 12 minutos. E na continuação da saga, em Resgate 2, também há um plano-sequência de — acredite — 21 minutos. Para quem gosta de ficar preso na tela com este tipo de cena, à semelhança de Filhos da Esperança e Oldboy, é um filme mais do que indicado.

    4. Agente Oculto (2022)

    Assim como outros longas dos irmãos Russo, Agente Oculto também tenta explorar os limites de um filme de ação e as possibilidades de um grande espetáculo, mas desta vez com fortes influências de obras clássicas de espiões. À semelhança de Resgate, que passa uma sensação de estarmos dentro do próprio filme, é de se valorizar o incrível grau de realismo das cenas de luta em Agente Oculto, virtude alcançada com um intenso treinamento em artes marciais por parte dos atores principais (Ryan Gosling e Chris Evans). 

    A obra é uma espécie de mistura de filmes com dinâmica de perseguição ‘gato e rato’, como Fogo Contra Fogo, com características de grandes franquias de espionagem, como A Identidade Bourne e Missão Impossível. Ou seja, simplesmente irresistível aos amantes do gênero. Na minha visão, só não ocupa a terceira posição, pois não tem uma fotografia tão impactante quanto a de Resgate.

    5. Bagagem de Risco (2024)

    Se Agente Oculto conta uma história que se passa em diversos lugares do mundo, Bagagem de Risco traz um enredo que se situa em apenas um lugar. Convenhamos, um aeroporto sempre foi um cenário chamativo para filmar sequências de ação, mas imagine agora uma produção inteira rodada no local. Este é Bagagem de Risco, um filme de ação da Netflix que parece ‘comum’, mas que impressiona pela sua capacidade de surpreender o público com reviravoltas impressionantes, além de momentos que geram muita adrenalina e tensão. 

    É o típico filme sobre um protagonista mundano que se vê envolvido em um evento de grande risco, com a diferença de se situar em apenas um espaço. Fato que, na teoria, poderia limitar a criatividade, o que acaba por não acontecer, tendo em vista a direção dinâmica e inventiva de Jaume Collet-Serra. Para quem aprecia filmes de ação como Velocidade Máxima e Plano de Vôo, que também se passam praticamente em apenas um local, certamente não ficará decepcionado.

    6. Guerra e Revolta (2024)

    Com a participação do renomado diretor de Oldboy, Park Chan-wook, na equipe de roteiristas, Guerra e Revolta é, para mim, uma pérola escondida da Netflix. O épico de ação sul-coreano se passa no século XVI, durante a guerra entre Japão e Coreia, e acompanha dois amigos de infância que, com o passar do tempo, se tornam inimigos mortais. 

    Assim como Resgate utiliza os planos-sequências a seu favor, este longa se destaca pelas coreografias trabalhosas e uma fotografia e edição que contribuem para a imersão do espectador no tempo histórico da obra. Mesmo ocupando a sexta posição da lista por ser um filme com um ritmo mais lento em alguns momentos, eu certamente recomendaria àqueles que estão à procura de filmes de ação orientais de época, com artes marciais, como Herói e O Tigre e o Dragão

    7. Army of the Dead: Invasão em Las Vegas (2021)

    Um longa deslumbrante, com muitas sequências em câmera lenta, um estilo super vintage, em uma Las Vegas futurista. Pela descrição não parece se tratar de um filme de ação de zumbi. Mas sim, a cidade do pecado está tomada por mortos-vivos. Army of the Dead: Invasão em Las Vegas, dirigido pelo especialista no gênero, Zack Snyder, é um filme meio ‘over’, mas não deixa de ser ousado e original, que mistura gêneros para criar uma experiência alucinante para o público.

    A trama gira em torno de um grupo de mercenários que é contratado para entrar na área de Las Vegas dominada pelos zumbis, para efetuar um grande assalto em um cassino. Um filme que assim como Guerra e Revolta, também conta com cenas bastante gráficas, mas certamente menos realistas. Para quem estava com saudades do estilo de violência mais sangrento de Snyder, que ele já mostrou em um filme que, inclusive, tem uma temática muito semelhante (Madrugada dos Mortos), provavelmente ficará bem satisfeito.

    8. Caos e Destruição (2025)

    Caos e Destruição conta a história de um detetive que enfrenta o submundo do crime na tentativa de resgatar o filho de um político influente. O mais novo lançamento da Netflix, estrelado por Tom Hardy, é um presente para os aficionados em filmes de ação mais hardcore, como o próprio ator afirmou a JustWatch, parecido com o que faz a franquia Operação Invasão (The Raid) e também o Resgate.

    É um típico filme ‘todos contra um’, como John Wick, com sequências de luta ainda mais pesadas, um grafismo sangrento, um intenso uso de armas, e uma linguagem com diálogos grosseiros, que busca retratar justamente a violência descomedida em torno do mundo do crime. Um longa do qual é impossível não sair impactado após sua exibição, positivamente ou negativamente (dependendo do seu dia), já que contém também muitos exageros ‘desagradáveis’ de se ver. 

    9. Alerta Vermelho (2021)

    Alerta Vermelho é um dos longas mais visualizados da história da Netflix. Com um elenco estelar (Dwayne Johnson, Ryan Reynolds e Gal Gadot), um diretor experiente (Rawson Marshall Thurber), e cenas de ação de tirar o fôlego, o filme cativou o público mundial como nenhum outro havia feito na plataforma, quando lançado. E, provavelmente, esse mérito tem muita relação com o rigor performático exigido, que, na minha visão, aumenta o realismo, e consequentemente o poder de identificação do público. No entanto, a sua trama mais rasa e superficial, faz com que o filme não tenha tanto destaque nessa lista.

    Porém, é de se valorizar que, além de ser uma obra divertida, com diálogos inteligentes e cômicos, o longa também apresenta diversas cenas de ação bem coreografadas, inclusive, com o elenco principal participando efetivamente de muitas delas, sem o uso de dublês. Pode ser a escolha perfeita para quem procura um filme de ação mais suave, com um mix de ação policial e comédia, como Um Espião e Meio — que também tem The Rock no elenco. Ou até mesmo para aqueles que querem filmes com uma escala global como Agente Oculto.

    10. De Volta à Ação (2025)

    Já parou para pensar que a vida de um agente da CIA não deve ser tão fácil como parece? Sabendo disso e cansados do trabalho duro, os dois espiões, Emily (Cameron Diaz) e Matt (Jamie Foxx) decidem deixar a profissão para formarem uma família. Porém, quando os seus disfarces são descobertos, os dois são obrigados a voltar à ativa — plot muito parecido com o do filme Plano em Família.

    De Volta à Ação também é uma comédia de ação com um ritmo acelerado, na mesma pegada que Alerta Vermelho, e que consegue igualmente abranger um público mais amplo e familiar, principalmente pela participação dos filhos dos protagonistas em boa parte da narrativa. Mesmo com a contribuição da criançada, o filme não deixa a tensão e a adrenalina de lado. Pelo contrário, as impressionantes sequências de um avião em queda, de perseguições de moto e barco, e de lutas com o uso de lança-chamas, provam que o filme também merece estar nessa lista. Porém, na última posição, uma vez que conta com um roteiro genérico e meio formulaico, que por vezes privilegia o espetáculo em prol do desenvolvimento narrativo.

  • Todas as séries e derivados de Big Bang Theory em ordem
    Ana Scheidemantel

    Ana Scheidemantel

    Editor JustWatch

    Bazinga! Apesar de ter acabado em 2019, o universo de The Big Bang Theory (também conhecido no Brasil como Big Bang: A Teoria) continua expandindo até hoje com diversos derivados. Com doze temporadas e dois derivados, tem muito conteúdo de Big Bang Theory para você assistir.

    Mesmo com o fim do primeiro derivado, Jovem Sheldon, sua continuação Georgie e Mandy: Seu Primeiro Casamento já tem segunda temporada confirmada. Além disso, o spin-off focado em Stuart, Stuart Fails to Save the Universe, deve abrir outra porta para esse universo nerd em 2026. Descubra como assistir todas as séries em ordem, além de todos os derivados que estão chegando. 

    Para assistir o universo em ordem de lançamento, basta começar com The Big Bang Theory. Assim, você pode entender todas as referências e conexões entre séries, seguindo então a ordem: 

    1. The Big Bang Theory (2007-2019)
    2. Jovem Sheldon (2017-2024)
    3. Georgie e Mandie: Seu Primeiro Casamento (2024–)
    4. Stuart Fails to Save the Universe (Previsto para 2026)

    A ordem cronológica das séries dá muito mais contexto ao protagonista da série original e pode oferecer uma entrada mais fácil ao universo para novos fãs, mas pode ser que não entendam algumas referências e easter eggs, feitos para quem acompanhou Big Bang Theory. Para fãs da série original também recomendo assistir em ordem cronológica (que ainda não inclui o derivado de Stuart), confira: 

    1. Jovem Sheldon (2017-2024) -  O começo de Sheldon Cooper

    Para assistir as séries em ordem cronológica, basta começar com Young Sheldon ou Jovem Sheldon que conta a infância do protagonista no Texas, narrada por Jim Parsons (ator que interpreta o Sheldon já adulto). Com um novo estilo, contexto e humor, esse primeiro spin-off conseguiu se distanciar o suficiente da série original para trazer seu próprio público. Mesmo assim, a série é cheia de referências a série original e dá detalhes sobre o futuro de Sheldon por meio da narração, fazendo desta uma ótima opção para fãs novos e antigos.

    Com momentos hilários e emocionantes, o derivado é situado nos anos 1990 usando nostalgia para trazer sua personalidade própria e desenvolver a relação do personagem com sua família — algo que vemos pouco em Big Bang Theory. Os episódios rápidos de 20 minutos, deixa a série mais leve, principalmente considerando que as sete temporadas tem alguns momentos mais dramáticos e intensos em comparação com a original. 

    2. Georgie e Mandy: Seu Primeiro Casamento (2024–) - Um novo derivado que vai além de Sheldon

    Após o sucesso de Young Sheldon, a série ganhou um spin-off próprio, intitulado Georgie e Mandy: Seu Primeiro Casamento se passando logo após os acontecimentos do derivado original. Porém, com Sheldon na Califórnia, o foco fica com seu irmão mais velho, Georgie e na sua nova família que está desenvolvendo com Mandy, deixando a série mais madura e adulta

    Georgie e Mandy consegue manter muito do que fez Young Sheldon especial, juntando momentos cômicos com cenas dramáticas, mesmo estando apenas em sua primeira temporada. Apesar de não ter muitas conexões diretas com Big Bang: A Teoria, a série é essencial para fãs de Young Sheldon, e também é uma ótima opção para quem gosta de séries que se passam nos anos 90, como Everything Sucks!

    3. Big Bang: A Teoria (2007-2019) - O começo e o fim da jornada de Sheldon

    Apesar de ter sido a primeira série no universo, The Big Bang Theory é a última na cronologia, contando com a história de Sheldon já adulto. A série começou em 2007 e encerrou 2019 em sua 12ª temporada, tendo muitos momentos hilários. Aqui, Sheldon e Leonard, conhecem sua nova vizinha Penny que acaba sem querer se juntando a esse grupo de amigos nerd em uma clássica sitcom — como Friends e How I Met Your Mother —, mas que enaltece a cultura geek de forma cômica.

    Além das relações que evoluem ao longo de mais de 200 episódios, os personagens também amadurecem e desenvolvem sem perder a essência original. Juntos, eles navegam os altos e baixos da vida adulta, mostrando o mundo nerd em toda a sua glória, repleto de convidados especiais, desde Bill Gates a Mark Hamill, perfeito para fãs geek que querem maratonar algo leve. 

  • V/H/S: Saiba Como Assistir a Todos os Filmes da Saga de Antologia de Terror
    Fernanda Caseiro Talarico

    Fernanda Caseiro Talarico

    Editor JustWatch

    Entre os fãs de terror, poucas antologias são tão icônicas quanto a série V/H/S, que conquistou seu público com uma premissa visceral: uma coleção de curtas-metragens macabros interligados por uma narrativa principal. 

    Tudo começou em 2012 com o longa original, que revelou talentos notáveis – como Ti West (diretor de X – A Marca da Morte) e Tyler Gillett (co-diretor de Pânico de 2022) – antes mesmo de se tornarem nomes consagrados no gênero. Com o sucesso, a franquia expandiu-se e, em 2024, chegou a sua mais nova entrega, V/H/S/Beyond, exclusiva no Shudder, streaming americano especializado em horror. 

    Ao todo, a saga conta com sete filmes principais já lançados e dois derivados, criando um universo vasto e perturbador. Agora, em 2025, um novo longa chegará ao Shudder: V/H/S/Halloween,que promete renovar a saga com o foco em eventos sinistros que aconteceram durante o Dia das Bruxas. Para se preparar para o novo lançamento, uma boa opção é assistir aos outros capítulos dessa saga de arrepiar. 

    Para assistir em ordem cronológica na narrativa, basta seguir a lista abaixo, mas vale dizer que os derivados não entram, pois eles estão fora da lore principal, ou seja, suas histórias não interferem nos acontecimentos dos filmes.

    1. V/H/S 85 (2023)
    2. V/H/S 94 (2021)
    3. V/H/S 99 (2022)
    4. V/H/S (2012)
    5. V/H/S 2 (2013)
    6. V/H/S Viral (2014)
    7. V/H/S Beyond (2024)

    Porém, recomendo assistir à ordem de lançamento (assistindo os derivados à parte), pois é possível ver como os filmes foram evoluindo – para o bem ou para o mal. Confira a ordem abaixo:

    1. V/H/S (2012)

    Lançado em 2012, V/H/S deu origem à franquia e revolucionou o subgênero found footage com sua estrutura ontológica inovadora. A premissa segue um grupo de delinquentes que, ao invadir uma casa, depara-se com uma série de fitas VHS contendo histórias macabras e sobrenaturais. Segmentos como "Amateur Night" (que introduziu a icônica criatura Lilith) e "Tuesday the 17th" destacam-se pela criatividade e horror cru, dirigidos por nomes que se tornaram famosos no gênero, como Ti West e David Bruckner (O Ritual). A recepção foi mista: elogiado pela ousadia e atmosfera visceral, mas criticado por sua narrativa fragmentada. Em comparação com as sequências, é mais cru e experimental, porém menos polido. Mesmo assim, é um filme que me deixou aterrorizada por muito tempo, mesmo que depois a fórmula tenha casado – mas vamos com calma. Perfeito para quem aprecia filmes sobre fitas misteriosas de arrepiar como  Creepshow (1982) e The Poughkeepsie Tapes (2007): 

    2. V/H/S 2 (2013)

    Considerado por muitos – e por mim – o ápice indiscutível da saga, V/H/S 2 eleva a franquia a novos patamares com segmentos que são verdadeiras joias do terror found footage. Na minha opinião, o filme acerta em tudo: o ritmo é acelerado e não dá trégua, a criatividade transborda em cada fita, e a técnica é visivelmente mais apurada que a do primeiro. Destaques como "Safe Haven" (dirigido pela dupla explosiva Timo Tjahjanto e Gareth Evans) são de tirar o fôlego – a sequência da seita apocalíptica é um misto de caos, terror e genialidade narrativa que raramente se vê no gênero. Já "Slumber Party Alien Abduction" é pura adrenalina. A recepção foi extremamente positiva, com críticos e fãs aplaudindo a intensidade e a coesão narrativa superior à do primeiro filme. É um longa que não só assusta, mas também prende do início ao fim, sem momentos maçantes. Comparado ao filme seguinte, Viral,é absurdamente mais equilibrado e impactante. Quem se impressionou com a criatividade brutal deste volume, sugiro mergulhar em Assim na Terra Como no Inferno (2014) e A Conspiração (2012), que carregam a mesma vibe de horror investigativo e claustrofóbico.

    3. V/H/S Viral (2014)

    Na minha avaliação, V/H/S Viral é a entrada mais frustrante da franquia – e não somente por ser considerada a mais fraca da trilogia original, mas porque tinha potencial desperdiçado. Segmentos como "Dante the Great" (com seu manto maligno e conceito de fama que corrói) e "Parallel Monsters" (dimensões alternativas com criatividade visceral) até prometem, mas a execução é inconsistente e a narrativa principal (sobre um vírus que viraliza violência) é confusa e mal desenvolvida. O  filme prioriza o estilo em detrimento da substância, resultando em uma experiência caótica e pouco impactante. A recepção foi negativa, e concordo: falta o terror palpável de V/H/S 2 e a coesão do original. Se você é fã da saga, vale pela curiosidade, mas prepare-se para decepção. Para quem quer antologias com melhor equilíbrio, recomendo The Signal (2007) eSouthbound (2015).

    4. V/H/S 94 (2021)

    V/H/S 94 foi um respiro de alívio e um retorno triunfal da franquia! Após o hiato e a queda de Viral, este filme não somente resgata a essência das fitas amaldiçoadas, como eleva o horror a um novo patamar. A ambientação em 1994 é impecável – a estética VHS é tão autêntica que chega a dar arrepios. Segmentos como "Storm Drain" (com o assustador homem-rato) e "The Subject" (experimentos corporais cyberpunk) são brutais e inventivos. Na minha opinião, é o melhor da saga desde V/H/S 2, com uma atmosfera sombria e coerência rara. A recepção foi excepcional, principalmente por ser focado, assustador e honrar o legado do found footage. Os fãs de terror e mistério que adoram V/H/S 94 – assim como eu – boas opções são O Mensageiro do Último Dia (2020) e a série Arquivo 81 (2022), pois ambas te deixam intrigado e assustado do começo ao fim. 

    5. V/H/S 99 (2022)

    V/H/S 99 é provavelmente a entrada mais divertida da franquia – mesmo que não seja a mais assustadora. Ambientado no final dos anos 1990, o filme abraça a nostalgia Y2K com humor ácido e energia caótica. Segmentos como "Ozzy’s Dungeon" (um game show maligno que satiriza programas infantis) e "To Hell and Back" (invocação demoníaca com química cômica) são criativos e engraçados, mas não esperem sustos profundos. A recepção foi positiva, e eu concordo: é uma aventura leve e inventiva, perfeita para quem quer horror sem levar a sério. Comparado a 94, é menos intenso, mas mais despretensioso. Tem uma vibe bem parecida com Scare Package (2019) e The Houses October Built (2014), quando há nostalgia, terror e até mesmo diversão ao assistir. .

    6. V/H/S 85 (2023)

    V/H/S 85 é uma experiência atmosférica, mas irregular. O filme mergulha nos anos 1980 com uma estética retro imersiva (synthwave, cores saturadas), mas alguns segmentos pecam por serem mais conceituais que aterrorizantes. "TKNOGD" (realidade virtual mortal) é interessante filosoficamente, mas falta impacto; já "Dreamkill" (gravações premonitórias) é visceral e perturbador. A recepção foi dividida, e eu entendo: amo a ambientação, mas sinto falta do horror prático de 94. Comparando ambos, 85 é mais ambicioso tematicamente, mas menos consistente. Para fãs de horror psicológico vintage como  A Seita Maligna (2016) e Beyond the Gates (2016).

    7. V/H/S Beyond (2024)

    V/H/S Beyond é, para mim, a aposta mais ousada da franquia. Com a premissa de expandir o universo para além das fitas VHS (explorando tecnologias modernas), o filme revitaliza a saga. Com todas as histórias com pé na ficção científica, ele mistura inovação e horror clássico, sem repetir os erros de Viral. O núcleo aqui é um falso documentário, com foco em alienígenas e que, mesmo que pareça estar “tapando buracos", entrega um final bastante conceitual. Os segmentos se diferenciam bastante entre si, como "Dream Girl", um dos mais diferentes de toda a saga, que mistura questões da fama e Bollywood. Na minha opinião, Beyond foi uma maneira de evoluir a saga. A recepção foi bastante positiva, dando um ânimo para os fãs, que agora esperam o próximo capítulo, que chega em 2025. Este é um título para fãs da série Black Mirror (2011) e Arquivo-X (1993): tecnologias bizarras e alienígenas. 

    SiREN (2016) – Derivado

    Na minha avaliação, SiREN é um derivado surpreendentemente sólido! Expandir o segmento "Amateur Night", do primeiro filme, em um longa foi um risco, mas o resultado é envolvente e assustador. Mas, para gostar e se interessar, é preciso ter assistido ao original – no mínimo – e, honestamente, ver depois de todos os filmes torna a experiência mais gostosa pois é uma volta a algo que você conhece e ficou para trás. A exploração da mitologia por trás da criatura Lilith é bem-executada, e o tom sombrio (com elementos de horror corporal e suspense) mantém a tensão. A recepção foi positiva, e eu concordo: é mais narrativo que os filmes antológicos, mas isso funciona a seu favor. Para quem quer horror com profundidade mitológica, recomendo Abismo do Medo (2005) e Splice – A Nova Espécie (2009).

    Kids vs. Aliens (2023) – Derivado

    Para mim, Kids vs. Aliens é puro entretenimento – não espere o terror intenso do curta original de V/H/S 2. Este só vale se você se divertiu e gostaria de mais, porque é passável, caso contrário. O spin-off abraça uma vibe Stranger Things (2016) com invasão alienígena, coming-of-age e humor, resultando em uma aventura leve e caótica. A recepção o considerou criativo e divertido, e eu acrescento: é ideal para assistir com amigos, mas não para quem busca sustos sérios. Comparado à saga principal, é focado em diversão, não em terror puro. Recomendo Ataque ao Prédio (2011) e Super 8 (2011) para mais aventuras com crianças contra ameaças sobrenaturais.

  • ‘The Bear’ 4ª Temporada: Onde Você Já Viu o Elenco?
    Beatriz Coutinho

    Beatriz Coutinho

    Editor JustWatch

    A quarta temporada de The Bear, também conhecida como O Urso, estreou em 25 de junho de 2025 e já tem mais uma temporada confirmada. A série virou um sucesso instantâneo depois de seu lançamento, sendo vencedora de diversos Emmys e fazendo muito sucesso com o público. 

    Se você já maratonou todos os episódios, está com saudade das estrelas que aparecem na trama e gostaria de explorar outros trabalhos feitos por quem dá vida a personagens como Carmy e Sydney, nós da JustWatch preparamos este guia para você saber onde já viu o elenco da quarta temporada de The Bear por aí.

    The Bear é uma série de comédia dramática que apresenta a história de Carmy, um jovem chef de alta gastronomia que precisa voltar à sua cidade natal para assumir o restaurante da família após o suicídio de seu irmão mais velho. 

    Jeremy Allen White (Carmen "Carmy" Berzatto)

    O protagonista Carmy é vivido por Jeremy Allen White, cuja atuação é profunda, transformando o personagem em um anti-herói fascinante de ser assistido: um chef brilhante no limbo entre a genialidade e a autossabotagem. O ator também transmite muito bem a ansiedade do personagem, que flui da cozinha direto para o outro lado da tela. Como Carmy, White venceu dois Critics' Choice Television Awards e três Globos de Ouro, o que consolidou o personagem como o grande papel de sua carreira até agora.

    Esse tipo tão intenso de entrega não é uma surpresa, já que antes de The Bear, o ator já mostrava talento para papéis vulneráveis, como Lip Gallagher, personagem genial, mas sempre à beira do colapso, que White interpretou ao longo de 10 anos na comédia dramática Shameless. No cinema, o ator viveu o lutador de wrestling Kerry Von Erich em Garra de Ferro, uma performance marcante em que é possível ver a entrega física e emocional dele, conforme sua energia crua acrescenta humanidade e fragilidade ao personagem. 

    Ayo Edebiri (Sydney "Syd" Adamu)

    A sous-chef do The Bear, Sydney, é interpretada pela atriz Ayo Edebiri, que transformou a personagem na favorita de muitos fãs por conta do humor, ambição e idealismo que adiciona na trama. Principalmente quando contracena com Carmy, pois mesmo também querendo alcançar excelência como ele, sua personalidade é totalmente diferente, mais empática e comunicativa. Por seu papel, Edebiri recebeu um Critics' Choice Television Awards e um Globo de Ouro por Melhor Atriz, prêmios merecidos pelo modo como ela imprime humanidade, diversão e tensão emocional em momentos que poderiam facilmente se perder na tensão caótica da cozinha, tornando-se um pilar da série. 

    Edebiri também já trabalhou como diretora em O Urso (no sexto episódio da 3ª temporada) e como co-autora (do 4º episódio da 4ª temporada). Além disso, ela conta com diversos trabalhos grandiosos em seu currículo, como papéis em Clube da Luta para Meninas, em que entregou humor ácido e um ótimo timing cômico. Já no mundo das dublagens ela trouxe vozes marcantes como Divertida Mente 2, como Inveja, causando identificação em qualquer um; e As Tartarugas Ninja: Caos Mutante, como a curiosa e inspiradora aspirante a jornalista April O’Neil, que se destaca graças a voz eletrizante da atriz.

    Ebon Moss-Bachrach (Richard "Richie" Jerimovich)

    Melhor amigo de Mike, gerente e host do The Bear, Richie é interpretado por Ebon Moss-Bachrach. O ator transformou o personagem em um dos mais cativantes da produção, nos fazendo perceber o jeito amoroso e atencioso que se esconde por baixo de muitas camadas de sarcasmo e teimosia, que no começo só trazia problemas. Aos poucos percebemos como ele se sente dividido entre viver do passado e amadurecer, mas sua evolução fica evidente a cada temporada, quando rouba a cena em episódios memoráveis.

    O ator é bastante conhecido por ter vivido David Lieberman/Micro em O Justiceiro, papel que ficou marcado por sua ótima atuação, imprimindo sensibilidade a um hacker. Além disso, recentemente Moss-Bachrach estreou como Ben Grimm, o Coisa, no novo Quarteto Fantástico: Primeiros Passos do Universo Cinematográfico da Marvel (MCU), papel em que apesar de passar grande parte do tempo sendo representado por uma pilha de pedras, conseguiu deixar sua marca, acrescentando uma camada dramática especial ao personagem que deixou sua relação com os outros personagens muito mais familiar e real.

    Lionel Boyce (Marcus Brooks)

    Marcus Brooks, o padeiro que virou confeiteiro em The Bear, é vivido com sutileza e um entusiasmo genuíno por Lionel Boyce, que constrói o personagem como um verdadeiro ponto de calmaria na cozinha do restaurante, equilibrando a aura sonhadora e brincalhona de Marcus com seu interesse profundo pela confeitaria e olhares capazes de expressar infinitos sentimentos mesmo nos momentos mais silenciosos da produção, tornando-a ainda mais emocionante.

    O ator, que também é conhecido pelo apelido L-Boy, atuou também na sombria e cômica série Hap and Leonard, que aborda temas como conflitos raciais nos EUA, o que mostra como Boyce consegue navegar entre gêneros distintos; é o co-criador, e escreveu e produziu o programa de esquetes Loiter Squad e da animação The Jellies!, ambos que comprovam como seu talento também vai para além das câmeras.

    Liza Colón-Zayas (Tina Marrero)

    Liza Colón-Zayas oferece aos fãs de The Bear uma das interpretações mais surpreendentes da série, no papel de Tina Marrero. Inicialmente a personagem se mostra bastante durona, teimosa e incapaz de aceitar ajuda. Mas com o tempo ela revela camadas emocionais profundas, que funcionam graças à entrega sincera da atriz, tornando impossível não se emocionar quando Tina deixa sua armadura cair. Ela poderia ser apenas uma personagem secundária resistente, mas graças a Colón-Zayas se torna memorável.

    Além de ter uma sólida trajetória no teatro, tendo atuado em peças como Between Riverside and Crazy e Halfway Bitches Go Straight to Heaven, a atriz teve papéis marcantes em filmes como If: Amigos Imaginários, onde contribui com todo o seu carisma em um projeto voltado para o público infantil, e Cama de Gato, drama em que explora temas como luto e isolamento. Além disso, ela atuou em pequenos papéis em séries como Titãs e Dexter, nas quais deixou uma forte impressão, mostrando sua capacidade de se adaptar a diferentes personagens e formatos narrativos.

    Abby Elliott (Natalie "Sugar" Berzatto)

    Irmã de Carmy, Natalie “Sugar” é a relutante coproprietária e gerente do The Bear, papel de Abby Elliott, que dá vida à uma personagem que poderia facilmente ser uma coadjuvante sem impacto, mas nas mãos da atriz ganha humanidade, firmeza e empatia. Elliott convence como Sugar ao transmitir muito bem os impactos que uma pessoa sofre ao sempre colocar as necessidades dos outros à frente das suas, tornando-se um porto seguro, mas também nos fazendo ver como a ansiedade a afeta.

    Elliott faz parte de uma família de comediantes e participou de quatro temporadas do popular programa americano Saturday Night Live, onde fez muita gente rir com diversos esquetes, mostrando sua habilidade em equilibrar humor e drama. Em How I Met Your Mother, ela viveu Jeanette Peterson, levando caos e uma energia cômica divertida para a reta final da série.

    Matty Matheson (Neil Fak)

    Amigo da família Berzatto e uma espécie de faz-tudo, Neil Fak é interpretado pelo ator e também chefe na vida real, Matty Matheson. Na série, ele tem uma presença leve e engraçada, que mesmo sem estar no centro da narrativa, sempre é acompanhada de muito afeto. Quebrando a tensão nos momentos certos e trazendo calor humano para o caos da cozinha, Matheson é tão autêntico que parece interpretar a si mesmo.

    Isso porque fora do mundo das séries, mas ainda na televisão, Matheson é conhecido por programas culinários como Dead Set on Life, onde combinava gastronomia local com as histórias de diferentes pessoas ao redor do mundo. Sua espontaneidade e carisma natural neste e em outros programas da Vice, se traduzem perfeitamente na série, mostrando seu potencial mesmo sem uma formação tradicional em atuação.

    Oliver Platt (Jimmy "Cicero" Kalinowski)

    Apelidado como “Uncle”, Cicero é o principal investidor do The Bear e melhor amigo do pai dos irmãos Berzatto. No papel do personagem está o ator Oliver Platt, que o interpreta com uma autoridade sutil e calorosa, trazendo um peso dramático e credibilidade ao “Tio”, e fazendo o personagem ser capaz de manter os pés de todo mundo no chão, mas sem perder a ternura. Com seu dinheiro em jogo, ele equilibra bem as relações conturbadas da família Berzatto, como aquele tio ou primo presente em toda família, mediando conflitos e se mostrando amigo de todos.

    Ao longo de sua carreira, Platt já mostrou habilidade para interpretar figuras complexas e comedidas, como o psiquiatra empático e observador Dr. Daniel Charles em Chicago Med. Já no filme Amor e Outras Drogas, ele apareceu como o personagem Bruce Winston, que embora seja um papel secundário, ainda assim ofereceu espaço para que o ator demonstrasse consistência e um toque de humanidade à narrativa romântica.

    Molly Gordon (Claire Dunlap)

    A médica residente Claire Dunlap, amiga dos irmãos Berzatto por quem Carmy tinha uma paixonite quando mais novo, é interpretada por Molly Gordon com doçura e realismo. A atriz equilibra bem o papel de possível romance e fantasma do passado do chef, mas sem ser resumida a isso, pois sua personagem luta por suas próprias batalhas. Ambiciosa com sua carreira, ao mesmo tempo em que tenta acessar Carmy, ela traz a compreensão e vulnerabilidade que ele precisa para se abrir.

    Anteriormente, a atriz participou de filmes como Fora de Série, em que se destacou por seu carisma natural em uma série adolescente moderna e inteligente. Já em Theater Camp - Um Verão Alucinante, longa no qual escreveu, produziu e atuou, ela mostrou seu talento multifacetado e o comprometimento com histórias criativas e fora do convencional. Recentemente, a atriz também participou da série Animal Kingdom, em que mostrou um lado mais sério e sombrio bastante marcante como a jovem Nicky, que se envolve com a família criminosa do protagonista.  

    Jamie Lee Curtis (Donna Berzatto)

    Embora a participação de Jamie Lee Curtis como Sonna, a mãe instável dos irmãos Berzatto, seja limitada, ela ainda assim é impactante, dominando cada cena com intensidade. A presença dela é sufocante, o que reflete a instabilidade emocional da personagem e deixa claro o peso que ela exerce sobre os filhos, tornando cada interação em um desconforto que faz a gente sentir desespero ao assistir a série e muita empatia por Carmy e Sugar.

    Curtis tem uma carreira extensa em Hollywood e é bastante reconhecida por seus papéis em filmes de terror, como  A Bruma Assassina, a série Scream Queens, e Halloween — em que interpreta a icônica personagem Laurie Strode, uma das primeiras “final girls” do gênero. Ela também é muito lembrada como Tess, a mãe divertida, mas sobrecarregada de Sexta-Feira Muito Louca, filme no qual sua química com Lindsay Lohan marcou gerações e ganhou a recente continuação igualmente hilária em Uma Sexta-Feira Mais Louca Ainda. Em 2022, ela atuou em Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo como a inspetora Deirdre Beaubeirdre, papel que lhe rendeu um Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante, prêmio merecido por trazer algo realmente especial ao filme.

  • Os 10 Melhores Filmes, Documentários e Séries de F1 e Onde Assistir a Eles
    Beatriz Coutinho

    Beatriz Coutinho

    Editor JustWatch

    Caro e perigoso, o automobilismo é um esporte extremamente emocionante, capaz de mobilizar fãs de norte a sul de um país. No Brasil, que viu ídolos como Ayrton Senna, Nelson Piquet, Emerson Fittipaldi, Rubens Barrichello e Felipe Massa correrem em diferentes pistas ao redor do mundo, a modalidade é bastante popular e recentemente vem chamando a atenção com novos nomes, como o de Gabriel Bortoleto.

    Em junho de 2025 estreou nos cinemas F1 - O Filme, com Brad Pitt no papel do protagonista e produção do heptacampeão de Fórmula 1, o piloto Lewis Hamilton. De forma divertida, embora fantasiosa, o filme surpreendeu muitos fãs do automobilismo ao apresentar a história fictícia do polêmico piloto Sonny Hayes, papel de Pitt, que aos poucos se reencontra por meio do esporte. O longa arrecadou US$ 590 milhões ao redor do mundo, tornando-se a maior bilheteria da carreira de Pitt e a maior na categoria filmes esportivos na história do cinema.

    Para entrar no clima de competição que envolve o esporte, a JustWatch preparou uma lista com os 10 melhores filmes, documentários e séries sobre F1 para você assistir e pisar o pé no acelerador.

    Rush - No Limite da Emoção (2013)

    Rush - No Limite do Coração, do diretor Ron Howard, é mais do que um filme de F1, é um drama visceral sobre obsessão, orgulho e talento que retrata a história de uma das maiores rivalidades que o automobilismo já viu: entre o crítico e metódico Niki Lauda (Daniel Brühl) e o playboy descolado James Hunt (Chris Hemsworth), dois pilotos completamente opostos, mas igualmente determinados.

    A trama gira em torno dos anos 1970, quando ambos fizeram o possível e o impossível para garantir vitórias. O filme se destaca pela intensidade emocional, e é ideal para fãs do esporte que gostam de histórias humanas complexas e polêmicas, pois apresenta momentos emocionantes e marcantes da história e dos bastidores do esporte, enquanto explora a relação complexa entre estes dois pilotos que marcaram as pistas, tudo ao som de uma trilha sonora impecável feita por Hans Zimmer. E se filmes esportivos em geral são sua pegada, o diretor Howard também tem outro longa que chama a atenção, A Luta pela Esperança, baseado na história real do boxeador James J. Braddock.

    Senna: O Brasileiro, O Herói, O Campeão (2010)

    Focando em apenas um nome marcante do automobilismo, lançado em 2010, o documentário Senna: O Brasileiro, O Herói, O Campeão, é um tributo tocante à vida de um dos pilotos mais respeitados da história da F1 até hoje: Ayrton Senna, tricampeão mundial e símbolo nacional, cuja morte prematura abalou o país e o mundo.

    Assim como Senna e sua habilidade no volante eram diferenciados, esta montagem também é, especialmente por utilizar apenas imagens de arquivo na composição, ou seja, filmagens caseiras e aparições de Senna na televisão — imagens que carregam nuances sobre a vida do tricampeão mundial, sua rivalidade com Alain Prost, bastidores da profissão, mas não só isso. A produção apresenta uma abordagem bastante íntima, na qual o piloto não é visto somente como ídolo, mas também como um ser humano sensível, religioso e politizado, o que torna o documentário essencial para entender outro lado do piloto.

    Fórmula 1: Dirigir para Sobreviver (2019 - Presente)

    Uma das grandes responsáveis pela recente renovação no interesse global pela F1 — especialmente entre o público mais jovem — Fórmula 1: Dirigir para Sobreviver é atualmente uma das séries documentais mais populares sobre o esporte e seu sucesso não é à toa, pois a produção capricha em revelar diversos aspectos do esporte de forma nunca antes vista, mostrando como os dramas de Rush - No Limite da Emoção e Grand Prix são reais e seguem acontecendo a todo vapor.

    Em suas sete temporadas, que a princípio podem assustar, mas são fáceis de maratonar, a produção mergulha nos bastidores do Campeonato Mundial de F1, oferecendo ao público detalhes minuciosos sobre os pilotos, as escuderias e outros profissionais do meio, revelando tudo sobre rivalidades, paixões e a pressão que envolve cada corrida. Perfeita para quem quer entender o que acontece por trás das pistas, com muitas entrevistas e imagens exclusivas, a série entrega um material que todo fã do esporte já sonhou em ter acesso. Ou seja, ideal para quem curtiu produções como as várias edições de Tudo ou Nada, que acompanha diferentes times de diversos esportes ao longo de temporadas importantes.

    Grand Prix (1966)

    Um verdadeiro clássico entre produções que retratam a F1 de alguma forma, e vencedor de três Oscars por Melhores Efeitos Sonoros, Melhor Edição e Melhor Som, o divertido filme Grand Prix, do diretor John Frankenheimer, mistura ficção e realidade para retratar a temporada de 1966 da Fórmula 1, abordando de forma quase documental as rivalidades, parcerias, amores e aflições de quatro pilotos.

    Passando por Mônaco, Bélgica, França e Itália, o filme mistura imagens de corridas reais e ficção, e conta não apenas com a presença de grandes atores da época, como James Garner e Eva Marie Saint, mas também de famosos pilotos de F1, como Juan Manuel Fangio, Bruce McLaren, Jim Clark, entre outros. É a escolha ideal para quem gosta de cinema clássico e quer conhecer a F1 sob uma ótica mais nostálgica do que em Fórmula 1: Dirigir Para Sobreviver, além de ser uma ótima opção para quem gostou de Le Mans '66: O Duelo, que retrata a mesma temporada.

    Senna (2024)

    Lançada em 2024, a minissérie da Netflix Senna traz um olhar diferente do documentário O Brasileiro, O Herói, O Campeão, da vida de Ayrton Senna. Esta apresenta uma versão dramatizada de momentos marcantes da carreira e da vida pessoal do piloto, desde o kart, passando pela ascensão das categorias de acesso até a principal, relacionamentos amorosos e familiares, mudanças de escuderia, a maneira como sempre fazia questão de enaltecer o Brasil no exterior, e a forma como o luto pelo piloto afetou o país.

    A produção conta com Gabriel Leone no papel de Senna, que fez um ótimo trabalho interpretando o corredor, trazendo carisma, sensibilidade e humanidade ao personagem. Em seus seis episódios, a série se mostra uma ótima escolha para quem já assistiu ao documentário de 2010, e agora quer mergulhar de forma mais dramática, mas ainda assim respeitosa, nos momentos que marcaram a vida do piloto. 

    Fórmula 1 (2013)

    Oferecendo uma perspectiva mais sombria e realista da história da F1 do que nas entradas anteriores, no documentário Fórmula 1 narrado por Michael Fassbender, o diretor Paul Crowder recapitula a história do esporte por meio de uma ótica delicada: a dos acidentes fatais que encerraram a carreira, e em alguns casos até mesmo a vida, de diversos pilotos.

    Apresentando o contexto de diferentes tragédias por meio de imagens raras e fortes relatos, a produção aborda desde os primórdios da F1 até as mudanças significativas nas regras e na engenharia dos carros, mostrando como o preço da evolução técnica do esporte muitas vezes foi pago com vidas. Ideal para quem quer entender a Fórmula 1 de forma mais crítica e conhecer a evolução do esporte, o documentário é intenso e triste, mas vale 100% a pena.

    Ferrari: Rumo à Imortalidade (2017)

    Obrigatório para quem gostou da recente cinebiografia Ferrari, o documentário Ferrari: Rumo à Imortalidade mergulha nos anos dourados da Escuderia Ferrari, a equipe de corrida com mais títulos na história da Fórmula 1, para explorar como Enzo Ferrari rapidamente construiu um império entre sucessos e tragédias. Ainda que de forma indireta, esta também é uma produção interessante para quem quer entender melhor os riscos dos primeiros anos da F1 como esporte.

    O filme foca bastante nos anos 1950, quando a ascensão da equipe começou, e apresenta imagens da época, dramatizações e entrevistas recentes para a época do lançamento, para explicar como nasceu uma escuderia fenômeno, o que torna o trabalho do diretor Daryl Goodrich em um presente para os fãs da tradicional equipe. Além disso, é outro prato cheio para quem gosta de ver como glamour e perigo andavam lado a lado dos corredores nas pistas, como Fassbender mostra em Fórmula 1, embora aqui este não seja 100% o foco da produção.

    McLaren - O Homem Por Trás do Volante (2018)

    Em McLaren - O Homem Por Trás do Volante, docudrama dirigido por Roger Donaldson, temos mais uma produção importante sobre a história de quem deu início às escuderias mais tradicionais do automobilismo: Bruce McLaren, interpretado por Dwayne Cameron em algumas das cenas dramatizadas do filme. O grande diferencial da obra é a maneira como é capaz de tocar não apenas fãs de F1, mas qualquer um capaz de reconhecer uma boa pessoa, isso porquê a produção explora o esporte, mas diferente de Ferrari: Rumo à Imortalidade, foca no nome por trás da marca.

    A história revela a origem humilde do ex-piloto e fundador da equipe, retratado como um visionário determinado, e a forma como ele conquistou a lealdade de muitos profissionais do meio, revolucionando o esporte antes de sua morte precoce em 1970. Se para além da F1, você gosta de histórias inspiradoras sobre superação, como as que aparecem na série documental Losers, a trajetória de McLaren te emocionará da mesma forma que as corridas mais impactantes do esporte. 

    Williams (2017)

    Mais do que um documentário sobre uma equipe, Williams é o retrato de uma família marcada pela paixão e pela resiliência, cuja trajetória marcou a história da F1. Assim como os dois documentários acima (McLaren e Ferrari), Williams apresenta ao público a história do fundador da equipe. No entanto, a produção não foca apenas na forma como a F1 passou a fazer parte da vida de Frank Williams, e no acidente que sofreu em 1986.

    Ao longo do filme acompanhamos também parte de sua família, com foco na esposa Virginia Williams, cuja história tem grande impacto na história da Williams, e em Claire, filha do casal, que assumiu a vice-diretoria da equipe entre 2013 e 2020. Ideal para quem busca uma visão mais íntima dos bastidores da F1, o documentário retrata como legado, apoio familiar e superação são intrínsecos à história da Williams na F1.

    Fangio: Rei das Pistas (2020)

    Juan Manuel Fangio pode não ser um nome familiar para os fãs mais jovens da F1, mas o piloto considerado um dos melhores da história merece a atenção das gerações mais novas que acompanham o esporte, pois foi pentacampeão mundial em uma época em que, como é explorado em Fórmula 1 e outros títulos, a F1 era extremamente perigosa.

    O documentário Fangio: Rei das Pistas traz uma série de imagens antigas e entrevistas recentes, com pilotos como Fernando Alonso e Sebastian Vettel, para compor na tela a trajetória do automobilista argentino que conquistou cinco vezes o Campeonato Mundial de Pilotos de Fórmula 1. Dinâmica e extremamente respeitosa com o legado de Fangio, ressaltando a imensidão de seus feitos no esporte, esta é mais uma produção imperdível para quem ama a F1.

  • Ranking de Todos os Filmes e Séries do ‘Quarteto Fantástico’
    Bruno Pinheiro Melim

    Bruno Pinheiro Melim

    Editor JustWatch

    O Quarteto Fantástico sempre foi uma das equipes de super-heróis mais conhecidas e respeitadas dos quadrinhos da Marvel, e também vem conquistando cada vez mais o seu devido espaço na indústria cinematográfica — principalmente após a poderosíssima estreia recente de Quarteto Fantástico: Primeiros Passos, que trouxe o grupo de heróis para o Universo Cinematográfico de Marvel (MCU).

    Ao longo dos anos, desde a sua criação em 1961, pelo escritor Stan Lee e o ilustrador Jack Kirby, a equipe de astronautas superpoderosos — que detém o status de primeiro grupo da Marvel — foi representada através de diversas séries animadas e filmes em live-action. Neste guia da JustWatch, te ajudamos a passear pela história do quarteto, através de um ranking dos melhores filmes e séries do grupo, classificados por ordem de qualidade. 

    1. Quarteto Fantástico: Primeiros Passos - Filme (2025) 

    O lugar principal do pódio vai para o longa em live-action que apresenta pela primeira vez o famoso grupo dentro do Universo Cinematográfico Marvel. Quarteto Fantástico: Primeiros Passos, dirigido por Matt Shakman, é (talvez inquestionavelmente) o filme visualmente mais impressionante do quarteto, que conta com o melhor elenco de atores, com um tom cômico afiadíssimo, uma história emocionante e ótimas sequências de ação. 

    Em resumo, é uma produção que entrega tudo aquilo que um amante de filmes de super-heróis está à procura, não deixando nada a desejar em comparação a outros longas adorados, da própria Marvel, que exploram o início da formação de um grupo, como Os Vingadores e Thunderbolts*.

    2. Os Quatro Fantásticos - Série (1967–1968) 

    Um ponto de vista não consensual, mas a primeira série de televisão que adaptou os quadrinhos da equipe formada por Sr. Fantástico, Tocha Humana, Mulher Invisível e o Coisa, merece o seu devido reconhecimento neste ranking. Afinal, foi a primeira vez que o público viu um desenho animado do grupo mais famoso da Marvel na televisão — e isso, na minha opinião, não é pouca coisa.

    À título de curiosidade, a série é uma das poucas histórias da Marvel que foi adaptada pelo antigo estúdio Hanna-Barbera, que foi absorvido pela Warner Bros. Animation. Além disso, chegou a ser exibida em diversos canais de TV no Brasil, como a Rede Globo, Bandeirantes e Boomerang, com o título Os Quatro Fantásticos que, pelo que tudo indica, foi gerado devido a um erro de tradução. Para quem gosta de desenhos 2D mais antigos, mesmo que seja da concorrência, como Superamigos, é algo a não se perder.

    3. Quarteto Fantástico - Filme (2005) 

    Em 1994, foi realizado um filme do Quarteto Fantástico (confesso que com uma estética meio B), mas que acabou nunca sendo lançado oficialmente. Ou seja, por incrível que pareça, o filme da Fox de 2005, que explora a trama por trás das origens dos seus superpoderes durante uma missão espacial, é considerado o primeiro longa live-action do quarteto de heróis.

    É evidente que não há comparação entre Quarteto Fantástico: Primeiros Passos e este filme, mas para quem está em busca do lado mais divertido e engraçado do grupo, Quarteto Fantástico de 2005 pode ser uma boa escolha. Apesar de ter recebido críticas não tão agradáveis, o filme (do meu ponto de vista) tem uma pegada cômica interessante, apresenta efeitos visuais inovadores, e conta com boas atuações de excelentes atores, como Chris Evans e Jessica Alba. Não à toa, o longa foi um sucesso comercial e é lembrado até hoje com carinho pelos fãs do grupo. Por isso, merece a terceira colocação. 

    4. Quarteto Fantástico e o Surfista Prateado - Filme (2007) 

    Como continuação direta, chegou aos cinemas dois anos depois, Quarteto Fantástico e o Surfista Prateado, que está praticamente lado a lado com o filme anterior (Quarteto Fantástico) neste ranking, já que basicamente traz os mesmos elementos, sem consertar os defeitos de seu predecessor. Em uma época onde é raro encontrar filmes de super-heróis com uma hora e meia de duração, pode ser uma boa opção àqueles que querem um divertimento mais rápido e curtiram a vibe do primeiro filme. 

    Essa continuação apresenta mais cenas de ação do que o longa anterior (deixando a narrativa um pouco mais de lado) e efeitos visuais ainda mais sofisticados, mas também não deixa de lado a sua face mais divertida e escrachada – principalmente quando explora a conturbada e engraçadíssima relação entre o Tocha Humana e o Coisa. Heróis que, durante uma das melhores cenas, inclusive, acabam trocando de superpoderes. Tanto esse, quanto o filme anterior, estão disponíveis no Disney+, mesmo tendo sido inicialmente produzidos pela 10th Century Fox.

    5. Quarteto Fantástico: Os Maiores Heróis da Terra (2006–2010) - Série 

    Para quem não curte animações mais antigas como Os Quatro Fantásticos, e prefere uma pegada mais moderna de desenho animado (parecido com Os Vingadores: Os Super-Heróis mais Poderosos da Terra), tanto através dos gráficos mais realistas, quanto de uma narrativa que vai além dos quadrinhos, Quarteto Fantástico: Os Maiores Heróis da Terra pode ser o que você está à procura. Depois da coincidência dos dois títulos, fica a dúvida de qual dos dois grupos é o maior — só assistindo às duas séries para tirar suas conclusões.

    A produção se inspira no enredo tradicional das HQs da Marvel, para expandir e reimaginar o universo habitado pelos personagens do grupo, bem como as suas batalhas com seus clássicos vilões, através de histórias completamente originais. É uma boa atualização do Quarteto Fantástico, principalmente para quem busca um desenho que retrate a equipe de maneira mais contemporânea e inventiva, visualmente e narrativamente falando. No entanto, por se afastar muito da estética mais clássica do desenho, faz com que a série não ocupe uma colocação ainda melhor nessa lista.

    6. Quarteto Fantástico (1994–1996) - Série

    Ao contrário de Quarteto Fantástico: Os Maiores Heróis da Terra, a série animada Quarteto Fantástico (produzida pela própria Marvel e hoje disponível no Disney+), que contou com duas temporadas durante os anos 90, é um desenho que adapta, de maneira mais fiel, as histórias e o visual dos quadrinhos de Stan Lee. Apesar, claro, de ter alguns episódios com uma maior liberdade artística — que é algo sempre valorizável. 

    Se você é um daqueles que piram quando um super-herói aparece meio que de uma forma aleatória nos filmes do MCU, talvez este seja o desenho certo para você. Isso porque há inúmeros episódios onde diversos personagens da Marvel, como Hulk, Thor, Pantera Negra e até mesmo o Demolidor, surgem em breves aparições. Porém, este mesmo fator — que pode ser uma mais-valia para alguns — ao meu ver, acaba, por vezes, desviando demais o foco dos protagonistas da série. 

    7. Quarteto Fantástico (1978) - Série

    A série animada Quarteto Fantástico de 1978 tem alguns eventos bastante curiosos, que fazem com que ela (para mim) não se situe na prateleira de cima das produções do famoso grupo. O principal deles — acredite — é o fato do personagem do Tocha Humana ter sido substituído pelo robô Herbie, por conta de questões de direitos autorais, já que na altura a Universal detinha os direitos do personagem na televisão. 

    Não seria loucura afirmar também que o hiato entre essa série e a produção audiovisual seguinte do Quarteto Fantástico, que só foi acontecer em 1994, deve-se muito ao fato dela não ter sido um verdadeiro sucesso. Porém, não deixa de ser recomendada àqueles que ficam intrigados para saber como a dinâmica do grupo funciona com um robô no lugar de Johnny Storm, que definitivamente traz algo novo. Pode ser uma boa opção para quem gostou da aparição do robô em Primeiros Passos

    8. Quarteto Fantástico (2015) - Filme

    Por fim, lembremos da tentativa mais falhada de adaptar a história do primeiro grupo da Marvel ao cinema live-action, que teve um impacto exatamente oposto ao gerado por Quarteto Fantástico: Primeiros Passos. Dirigido por Josh Trank, o Quarteto Fantástico de 2015, produzido pela Fox, tentou subverter o tom dos quadrinhos originais, propondo uma história mais sombria e mais carregada sobre a equipe de heróis. Convenhamos, uma ideia que no fim provou não ter sido tão boa, basta lembrarmos que o filme não trouxe bons resultados comerciais.

    Apesar da coragem ao tentar renovar alguns dos personagens mais conhecidos da Marvel, e de contar com um elenco recheado de bons atores, com Michael B. Jordan e Miles Teller aí no meio, o longa traz uma história confusa, em que os protagonistas se transportam para uma dimensão alternativa, onde acabam ganhando seus superpoderes. Está na mesma prateleira de filmes de super-heróis como Madame Teia e Mulher-Gato. Ou seja, dá para assistir pela curiosidade.

    Outras produções em que o Quarteto Fantástico aparece

    Além das séries e filmes solos que trouxeram o Quarteto Fantástico completo, e como protagonistas, existem também algumas produções das quais um ou mais dos integrantes do grupo participam. Saiba abaixo quais são elas!

  • Os 10 Melhores Filmes Estrelados por Ana de Armas (e Onde Assistir a Eles)
    Bruno Pinheiro Melim

    Bruno Pinheiro Melim

    Editor JustWatch

    Antes de Bailarina, o novo spin-off de John Wick que já está disponível em streaming, Ana de Armas exibiu seu talento em diversos longas, inclusive recebendo uma indicação ao Oscar com Blonde. A atriz é conhecida pelos seus poderosos papéis em filmes norte-americanos de suspense e ação, mas antes disso, iniciou sua carreira atuando em produções cubanas e espanholas. Apesar de ainda não ter data confirmada no Brasil, Ana de Armas está retornando às telonas com o lançamento de Eden, filme exibido no Festival de Toronto. 

    Ana, que revelou que aprendeu a falar inglês assistindo Friends, hoje é uma das atrizes mais requisitadas de Hollywood, protagonizando diversas obras que fogem do estereótipo da exploração rasa de personagens latinas. Neste guia da JustWatch, descubra os melhores filmes em que a atriz já atuou, disponíveis em diversos serviços de streaming, para que você possa conhecer melhor a estrela de Bailarina.

    1. Blade Runner 2049 (2017)

    Nos seus primeiros anos em Hollywood, Ana de Armas já deixou o seu nome gravado na história. Interpretando Joi, uma inteligência artificial vendida para ser uma parceira romântica em um mundo futurista, a atriz conseguiu elevar o seu status com a crítica e também com o grande público, ao entregar uma atuação engenhosa e emocional, mesmo interpretando uma IA. 

    Blade Runner 2049, sem dúvida, foi o filme que a consolidou, e seu papel será lembrado para sempre em uma obra que, a meu ver, já pode ser considerada como clássica. Afinal, Denis Villeneuve fez um filme esteticamente deslumbrante, com uma história complexa, que agradou não só os fãs do primeiro Blade Runner, como também os amantes de ficção científica e cinéfilos em geral. Além disso, vale lembrar que Ana de Armas encanta principalmente pela conexão que consegue criar com o seu “parceiro” e protagonista K, interpretado por Ryan Gosling. Eu sei que são filmes bem diferentes, mas se você gostou do ritmo e da profundidade temática de A Chegada, é bem provável que se interesse também por Blade Runner 2049

    2. Blonde (2022)

    Ana de Armas foi a primeira mulher cubana a ser indicada ao Oscar na categoria de Melhor Atriz. Interpretando a lendária Marilyn Monroe na cinebiografia Blonde (uma produção da Netflix), a atriz mostrou toda a sua polivalência em um papel que exigiu uma entrega física e dramática bastante intensa. 

    Apesar do filme não ter sido tão bem recebido pela crítica quanto Blade Runner 2049 — por ser uma obra que explora de maneira brutal a vida de Marilyn —, a atuação de Ana de Armas merece seu devido reconhecimento, muito por conta da profundidade e fidelidade na representação de uma das atrizes mais conhecidas da história do cinema, merecendo estar na segunda posição dessa lista. Além de que também pode ser uma boa escolha para quem gosta de biopics que reimaginam a vida de personalidades complexas, como é o caso de Eu, Tonya.

    3. Entre Facas e Segredos (2019)

    Se você gosta dos livros, ou até mesmo dos filmes que adaptam as obras de Agatha Christie, como Assassinato no Expresso Oriente e Morte Sobre o Nilo, certamente não ficará desapontado com Entre Facas e Segredos, que foi escrito e dirigido por Rian Johnson, com uma vibe de mistério com reviravoltas fortemente influenciado pela escritora britânica. Vale lembrar também que há uma sequência chamada Glass Onion, mas sem a participação da atriz. 

    Aqui, a versatilidade de Ana de Armas é comprovada ao interpretar a enfermeira de um escritor assassinado, servindo como um exemplo de honestidade e gentileza na história — principalmente quando levamos em conta os interesseiros familiares da vítima. Uma personagem carismática e bastante comum e mundana, bem diferente da glamourosa Marilyn em Blonde, ou até mesmo da poderosa agente secreta em 007: Sem Tempo Para Morrer.

    É um daqueles filmes que não te permitem sair do sofá. Primeiro, pelo suspense que cria, onde toda informação é crucial para acompanhar a investigação do detetive Benoît Blanc. Segundo, por conta das sequências cômicas que te fazem ficar preso na história, sem sentir o peso da duração de mais de duas horas de filme. E terceiro, pelas atuações marcantes, principalmente da atriz cubana, que entrega uma interpretação bastante empática e envolvente, através de uma personagem que é peça fundamental na investigação.

    4. 007: Sem Tempo Para Morrer (2021)

    Assim como sua personagem em Blade Runner 2049 subverte o que se espera de uma mulher programada por IA para ser uma parceira romântica, Ana de Armas literalmente não representa o estereótipo da Bond Girl em 007: Sem Tempo Para Morrer, mesmo sendo figuras completamente diferentes. Além de desempenhar um papel que não tem um apelo sexual em relação ao personagem de James Bond, a atriz mostra toda a sua desenvoltura e habilidade física em cenas de ação realmente impressionantes. Sem dúvida, um filme que serviu como uma excelente escola (principalmente do ponto de vista físico) para a atriz, antes de protagonizar Bailarina.

    Sua personagem, Paloma, na verdade, está muito mais próxima de fortes figuras femininas, como a Furiosa de Mad Max: Estrada da Fúria, e da própria Eve de Bailarina. Isso porque ela é uma das poucas heroínas da franquia 007 que está em pé de igualdade com o protagonista. Não à toa, ela auxilia Bond na sua missão de resgatar um cientista sequestrado em Cuba em um filme que tenta concluir a jornada de Daniel Craig como James Bond de forma emocionante.

    5. Sergio (2020)

    Se me perguntassem qual é a melhor atriz cubana da nossa geração, eu diria Ana de Armas. E, se me questionassem qual é o melhor ator brasileiro atual, certamente diria Wagner Moura. Agora, imagine os dois juntos em um drama político da Netflix. Esse é Sergio, um filme que reúne os dois talentos para contar a história real dos últimos dias de Sérgio Vieira de Mello. Um diplomata brasileiro da ONU que foi morto em um ataque terrorista em Bagdá, enquanto lutava pela manutenção dos direitos humanos durante a Guerra do Iraque. 

    Ana de Armas desempenha o papel da companheira de Sérgio, Carolina Larriera, uma funcionária da ONU que dedica sua vida ao trabalho humanitário. Em Entre Facas e Segredos, sua personagem (sensível e complexa) já havia passado uma sensação parecida. E, neste caso, com uma representação forte e tocante, a atriz cubana mais uma vez quebra com o estereótipo da mulher latina, ao caracterizar uma personagem brilhante e resiliente, mas com uma importância ligeiramente menor para a trama. Sergio é uma boa opção àqueles que estão à procura de um drama político com uma forte protagonista feminina, como em Armas na Mesa.

    6. Cães de Guerra (2016)

    Se você pegasse o lado mais sério de Todd Phillips, como em Coringa, e misturasse com o seu lado mais escrachado, como em Se Beber Não Case, talvez chegaríamos ao resultado de Cães de Guerra, também dirigido por ele. Um drama criminal, inspirado em fatos reais, com um forte apelo cômico, que acompanha dois jovens amigos que enriquecem ao traficar armas durante a Guerra do Afeganistão. 

    É um daqueles filmes que, às vezes, dá até raiva de rir de certas cenas, que na vida real teriam um caráter sério, mas que no longa são exploradas de maneira mais satírica. Este mesmo aspecto é o que faz o filme ocupar a sexta posição, já que é uma obra que faz uma abordagem ousada e inteligente, para um tema tão sensível, mas que ao mesmo tempo, acaba passando do ponto com algumas sequências exageradas e aleatórias.

    Posso afirmar que outra forte influência, dessa vez tematicamente falando, é o clássico Scarface, uma vez que que os próprios protagonistas do filme se mostram fãs do longa de Brian De Palma. No papel de Iz, a esposa de um dos dois traficantes, Ana de Armas interpreta novamente uma personagem coadjuvante, assim como em Sergio, mas dessa vez servindo como contraponto para o que representam os dois protagonistas — refletida através de uma mulher íntegra que tenta brecar a imprudência do maridão. 

    7. O Informante (2019)

    O Informante é um intenso suspense policial que narra a história de um homem que é intencionalmente preso na Suécia para se infiltrar na máfia polonesa, a pedido do FBI. Um filme com um ambiente violento parecido com Sicario: Terra de Ninguém, mas com um tema que lembra filmes de disfarce como Os Infiltrados.

    Ana de Armas, assim como em Cães de Guerra, também dá vida à companheira do protagonista, e mesmo sem ter tanto tempo de tela, serve como principal força motriz do longa, já que motiva as ações (de proteção e resiliência) do herói. A atriz traz uma leveza à tela e faz com que a trama ganhe uma profundidade temática maior, ao explorar a fundo o núcleo familiar do protagonista, e não só o suspense e a ação característicos da história. Se não fosse pela falta de inovação do filme, que por vezes parece uma colagem de obras relevantes do gênero, poderia estar em uma melhor posição dessa lista.

    8. Agente Oculto (2022)

    Ana de Armas não está para brincadeira, e uma prova disso é que ela sempre procura cair de cabeça ao interpretar novos personagens. Para viver a agente Dani Miranda em Agente Oculto, por exemplo, a atriz chegou a fazer uma consultoria com uma agente da CIA em busca de uma imersão real no papel. 

    O resultado? Uma personagem forte e bem estruturada que rouba a cena durante boa parte do longa, muitas vezes ofuscando Ryan Gosling e Chris Evans. Convenhamos, Ana também conseguiu causar a mesma sensação nas cenas em que aparece ao lado de Daniel Craig em 007: Sem Tempo Para Morrer — um filme que, apesar de trazer uma temática semelhante, é muito mais sofisticado (cinematograficamente falando) que Agente Oculto.

    Dirigido pelos irmãos Russo, a título de curiosidade, é um dos filmes de ação mais caros da Netflix. Para quem gosta de histórias do tipo ‘gato e rato’, como Fogo Contra Fogo e Onde os Fracos Não Têm Vez, apesar de não ter a mesma qualidade (estética e narrativa), Agente Oculto não deixa de ser um bom entretenimento, seguindo à risca esse tipo de dinâmica, e contando ainda com performances notáveis, principalmente da ‘magnética’ Ana de Armas. 

    9. Mãos de Pedra: A História Verdadeira de Roberto Durán (2016)

    Se você procura um filme mais antigo de Ana de Armas, assista Mãos de Pedra: A História Verdadeira de Roberto Durán. Obra responsável por apresentá-la à crítica internacional durante o Festival de Cannes, onde a atriz interpretou Felicidad Iglesias, a esposa do lendário e multicampeão boxeador panamenho, interpretado por Édgar Ramírez. Um filme que é claramente influenciado por Touro Indomável — não à toa tem Robert de Niro no elenco —, mas que conta com um roteiro bem menos impactante.

    Ana de Armas novamente merece muitos elogios pelo seu grau de comprometimento e entrega para o papel, já que sua personagem, mesmo sendo uma figura de apoio à trama, assume, em muitos momentos, o controle da relação com o marido. Isso acontece de forma até mais direta e ativa que no filme O Informante, mas com um papel consideravelmente menor e um tempo de tela muito mais limitado.

    10. Wasp Network: Rede de Espiões (2020)

    Realizado pelo premiado diretor francês Olivier Assayas, Wasp Network: Rede de Espiões é um filme de ação policial que reúne alguns dos melhores atores latinos, como Penélope Cruz, Gael García Bernal, Wagner Moura e Édgar Ramírez, para contar a história de prisioneiros políticos cubanos integrantes de uma rede de espiões que atuavam nos Estados Unidos durante a Guerra Fria. 

    Também disponível na Netflix, eu diria que é uma boa escolha para você que valoriza um thriller de espionagem com um elenco forte e baseado em fatos reais, como O Espião Que Sabia Demais (que coincidentemente também se passa durante a Guerra Fria), mas com um tom e enredo muito mais exagerados. Ocupa a última posição, pois além dos exageros, Ana tem que dividir o protagonismo com uma série de atores excelentes — o que diminui o seu tempo de tela e o seu impacto constante na trama.

    O mais curioso é que Ana de Armas é a única atriz realmente cubana do quinteto, o que acaba por refletir em uma interpretação mais realista, comparada com os seus colegas de produção que consegue destacar a sua performance. Um bom respiro para uma atriz que constantemente se desafia a sair da sua zona de conforto em Hollywood, como já vimos ao longo dessa lista, principalmente em filmes como Blade Runner 2049 e Blonde — que, por sinal, são as suas melhores (e mais desafiadoras) interpretações.

  • Os 5 Melhores Filmes de Terror Para os Fãs do Lado Mais Obscuro de ‘Jurassic World’
    Bruno Pinheiro Melim

    Bruno Pinheiro Melim

    Editor JustWatch

    As novas produções de Jurassic World (incluindo o novo Jurassic World: Recomeço, que estreou nas salas brasileiras recentemente) chegaram para renovar uma das franquias de maior prestígio do cinema (Jurassic Park), mas recuperando aspectos clássicos, como a presença de uma grande aventura através de uma história de ficção científica, além dos elementos de terror característicos dos primeiros longas.

    Para os fãs do lado mais sombrio e tenebroso dos filmes de dinossauros, selecionamos uma lista de obras contemporâneas de terror (algumas delas também renovações de franquias), que contam igualmente com criaturas amedrontadoras e uma ambiência de iminente perigo. Aproveite este guia para saber também onde encontrar esses filmes em streaming!

    1. Godzilla: Minus One (2023)

    Dentre os muitos filmes que retratam a devastação causada pelo ‘rei dos monstros’, Godzilla: Minus One possui um lugar especial e fresco no coração (e na espinha) do público. Não à toa, o longa japonês detém o título de primeiro filme de língua não-inglesa a conquistar o Oscar de Melhores Efeitos Visuais, além de ser o único longa da franquia com um troféu da Academia.

    Sem dúvida, sua maior ‘inovação’ mora justamente na recuperação do drama humano e existencial tão explorado nas primeiras obras da franquia (sendo o Godzilla, de 1954, a referência máxima) — algo que, na minha visão, se perdeu com as últimas produções hollywoodianas, que se concentram muito mais nas cenas de ação exageradas e superficiais, como em Godzilla e Kong: O Novo Império.

    Muito mais do que apenas um filme sobre uma criatura destrutiva aleatória, este Godzilla de Takashi Yamazaki, personifica os ‘monstros’ que assolaram — como por exemplo a bomba atômica — e continuaram aterrorizando a população japonesa, durante o período de guerra e pós Segunda Guerra. Ao meu ver, é um ótimo filme para quem está à procura de uma obra que se utiliza dos elementos clássicos do cinema de terror para discutir temas extremamente profundos, assim como faz Jurassic World: Recomeço, que questiona a sina do controle humano sobre a natureza. Por isso, aparece como minha principal indicação.

    2. Alien: Romulus (2024)

    Outro exemplo de um longa de terror contemporâneo que recupera a essência dos primeiros filmes, é Alien: Romulus, produção que funciona muito mais do que as prequelas Prometheus e Alien: Covenant, que por sua vez se distanciam dos elementos mais tradicionais da franquia. Para você que pira no tipo de cena onde um aparente silêncio reina e a criatura mortal pode aparecer a qualquer momento, e em qualquer canto, este é o filme certo para você. 

    Recuperando as melhores qualidades do clássico de Ridley Scott, o novo longa de Fede Álvarez é cheio de suspense e terror, e conta com uma ambiência de ameaça constante das criaturas extraterrestres. Penso que seu enredo e personagens (jovens) bens construídos, que causam identificação imediata com o espectador, também colaboram para a sensação de tensão iminente que paira ao longo de todo o filme. Sensação essa, muito semelhante ao do primeiro Jurassic World - O Mundo dos Dinossauros, que também conta com personagens muito empáticos. 

    Importante frisar que o enredo do longa se passa entre o primeiro (Alien, O 8º Passageiro) e o segundo filme (Aliens, O Resgate), e segue um grupo de jovens colonizadores espaciais que se deparam com uma forma de vida sinistra ao vasculharem uma estação espacial abandonada. Porém, não deixa de ser um filme que eu recomendo também àqueles que não assistiram aos primeiros longas — já que ele funciona como uma obra à parte. Se você assina o Disney+, saiba que todas as produções da saga estão disponíveis na plataforma.

    3. O Hospedeiro (2007)

    Um pouco menos conhecido que as franquias Alien e Godzilla, mas certamente tão interessante quanto, O Hospedeiro, dirigido pelo galardoado Bong Joon Ho — que também realizou Parasita — é, para mim, uma pérola escondida do terror com ‘animais’ sinistros. Sombrio e selvagem, ao mesmo tempo que insere pitadas de humor e ironia — tão característico do seu estilo de se fazer cinema — o longa acompanha um humilde homem e sua família na tentativa de resgatar a sua filha, que foi levada por um monstro mutante, em Seul. 

    Apesar de menos assustador, à semelhança de Godzilla: Minus One, é um filme oriental que capta os elementos característicos do gênero, e os insere em uma história com comentário social, onde o monstro que habita o rio da cidade sul-coreana, é utilizado como uma metáfora para questões maiores, bem como a irresponsabilidade dos governos em relação ao meio ambiente. Isso porque, a criatura mutante é gerada à partir de um químico que foi jogado no rio (ação que realmente aconteceu na vida real).

    É um filme que eu indico bastante aos que apreciam também o lado mais dramático de Jurassic World, exposto através dos conflitos internos dos personagens. E para quem gosta de filmes de terror que se aprofundam no drama familiar (principalmente entre pai e filha), como Invasão Zumbi, por exemplo, também não ficará desapontado.

    4. Aniquilação (2018)

    A atmosfera angustiante e apreensiva que você aprecia nos filmes da franquia de dinossauros, também pode ser encontrada em Aniquilação, um longa sobre um grupo de mulheres, liderado por uma bióloga, que se junta para uma expedição em uma misteriosa área, onde a natureza se desenvolve e se manifesta de uma forma ‘diferente’. Com um visual de deixar o queixo caído, o local conta com uma uma beleza estonteante, e tem uma fotografia de impressionar qualquer espectador, mas, em contrapartida, é rodeado de perigos e surpresas, incluindo criaturas mutantes. 

    Frequentemente, ao assistirmos aos filmes de Jurassic World, somos pegos de surpresa, ao não sabermos que tipo de dinossauro (tamanho e potência) está à espera dos personagens. Efeito muito semelhante à Aniquilação, cujo enredo é rodeado de mistérios em relação às criaturas que encontraremos ao longo da exibição. O que, convenhamos, nos causa bastante medo, mesmo o filme tendo um ritmo um pouco mais lento do que os outros três já elencados nessa lista. 

    Por ser dirigido por Alex Garland (mestre da ficção científica que realizou Ex Machina), é evidente que elementos do gênero são inseridos na narrativa, não somente através das mutações biológicas, como também da alteração da própria realidade física do espaço. Além disso, aqueles que gostam de filmes que exploram a fundo o lado psicológico dos personagens que estão inseridos em uma situação extrema, muito comum nas obras futuristas de Andrei Tarkovsky (Stalker e Solaris), poderão se identificar com Aniquilação.

    5. O Predador: A Caçada (2022)

    A franquia que colocou Arnold Schwarzenegger para bater de frente com um dos aliens/criaturas mais temíveis do cinema, ganhou recentemente uma prequela extremamente original, ousada e sanguinária. Isso porque em O Predador: A Caçada, voltamos alguns séculos no tempo para presenciar a primeira chegada do ‘predador’ no planeta Terra. 

    Através do ponto de vista de uma guerreira indígena comanche no ano de 1719 — convenhamos, um recorte bastante distinto para um filme do gênero — acompanhamos a sua incansável batalha para salvar seu povoado das ameaças de um ser desconhecido e altamente mortal. À semelhança de Jurassic World, o longa conta com uma atmosfera inquietante, potencializada pela sua mistura do cinema de ação e terror. Além disso, também recupera a natureza de ‘confronto’ da obra original. Principalmente, por colocar frente a frente, a criatura e uma caçadora bastante hábil — bem na pegada do primeiro Predador.

    Dito isto, se você está interessado em um filme tenso (e com uma história menos complexa que os outros quatro longas dessa lista), que mistura gêneros, e ainda se passa em algum século passado, pré-modernidade, como Apocalypto, por exemplo, certamente terá as suas expectativas atendidas.

  • Os 10 Melhores Filmes com Liam Neeson
    Bruno Pinheiro Melim

    Bruno Pinheiro Melim

    Editor JustWatch

    Liam Neeson faz parte de uma lista seleta de atores que acumulam mais de cem papéis ao longo da carreira. Entre clássicos, thrillers de ação, comédias, ficções científicas e até filmes de super-heróis, o ator demonstra sua versatilidade, sempre de maneira inconfundível. Sua última empreitada, por exemplo, no reboot de Corra que a Polícia Vem Aí! (que já está disponível para aluguel em streaming) é mais uma prova de que ele convence em qualquer papel — inclusive interpretando um policial trapalhão.

    Não importa se como protagonista ou coadjuvante, Liam Neeson sempre causa um grande impacto quando aparece na tela, sendo um dos poucos atores cujo nome está na ponta da língua da maioria dos espectadores. Em homenagem à sua carreira e ao seu novo trabalho, selecionamos alguns dos seus melhores filmes — ou aqueles que mais marcaram a sua extensa trajetória. Aproveite para conferir também onde assistir a eles em streaming.

    1. A Lista de Schindler (1993) 

    Podemos chamar o primeiro filme da lista de um consenso, não? Afinal, A Lista de Schindler é o trabalho da vida de Liam Neeson. O filme de Steven Spielberg é conhecido como um dos mais impactantes quando o assunto é Segunda Guerra, e isso muito por conta da performance do ator no papel de Oskar Schindler — um industrial alemão que contribui para a salvação de um grupo de judeus.

    Para falar a verdade, seu personagem passa por uma das maiores crises e conflitos internos já vistos no cinema, já que é apresentado como um empresário oportunista e termina o filme como uma espécie de salvador, conseguindo uma parcial redenção pelos seus atos. É, na minha visão, uma das performances mais sutis, transformadoras e emocionantes da história da sétima arte.

    2. Silêncio (2016) 

    O fato de Silêncio (uma das três obras com temática religiosa de Martin Scorsese, ao lado de A Última Tentação de Cristo e Kundun), muitas vezes, não ser mencionado como um dos melhores filmes do diretor é, até hoje, um grande mistério para mim. Talvez a falta de apelo comercial do filme — vale recordar que sua história se passa no Japão do século XVII, quando dois padres jesuítas portugueses viajam à procura do seu mentor, em um país onde o catolicismo passou a ser perseguido — seja responsável por isso.

    No entanto, não faremos a mesma injustiça na lista dos melhores filmes de Liam Neeson — que nessa obra-prima de Scorsese, interpreta o padre desaparecido. À semelhança de A Lista de Schindler, seu personagem também passa por uma crise, mas dessa vez, forçada pelos japoneses que exigem que o padre abdique da sua fé cristã. As consequências do violento ato de cessação da sua liberdade religiosa, são expostas através de cenas fortes e bastante carregadas, onde seu físico fragilizado traduz a sua morte interior. Simplesmente memorável.

    3. Batman Begins (2005) 

    Para continuar nessa onda de ‘mestres’, chegamos em Batman Begins, onde Neeson interpreta Henri Ducard, o mentor filosófico e de artes marciais de Bruce Wayne. É evidente que não queremos entregar spoilers do filme, mas é preciso dizer que uma das grandes virtudes do ator foi conseguir transportar para a tela toda a dualidade (para dizer o mínimo) de uma figura tão surpreendente. Um personagem que se distingue dos seus papéis em A Lista de Schindler e Silêncio, principalmente no que diz respeito à transformação antagônica pela qual passa. 

    Na verdade, se formos analisar a fundo, Henri Ducard é o grande responsável por tudo o que acontece de positivo e também negativo na vida de Bruce Wayne após a convivência entre os dois. Fato que demonstra, novamente, o poder de Liam Neeson em interpretar figuras complexas cujas ações impactam diretamente no desenvolvimento de todo o enredo. Apesar de não ser o melhor filme da trilogia de Christopher Nolan (este título fica com Batman - O Cavaleiro Das Trevas), Batman Begins não deixa de ser uma excelente escolha para quem está à procura de um filme de super-herói mais adulto e com fortes atuações.

    4. Busca Implacável (2008)

    Já falamos bastante sobre o poder dramático do ator, direcionado para obras que exploram os dilemas morais e as transformações pelas quais passam os seus personagens. Agora, chegou a vez de abordar outras qualidades de Neeson, que afloram em Busca Implacável (filme que faz parte da franquia para os amantes de ação brutal de um homem só, como John Wick e Resgate). Uma obra menos sofisticada, cinematograficamente falando, que as anteriores desta lista, mas que tem um papel importantíssimo na carreira do ator. 

    Afinal, não seria loucura afirmar que se hoje Liam Neeson é considerado um dos grandes mestres do cinema de ação, é muito por conta desse longa, que o colocou no mapa como um ator fisicamente imponente, ao dar vida a um agente aposentado da CIA que volta à ativa. No quesito filmes ‘todos contra um’, com certeza, ele faz parte do olimpo. Afinal, o protagonista faz o possível (e o impossível) para tentar salvar a sua filha, não é mesmo?

    5. Star Wars: Episódio I - A Ameaça Fantasma (1999)

    Se Star Wars: Episódio I - A Ameaça Fantasma não fosse um dos filmes menos apelativos da saga, com certeza estaria em uma posição melhor nessa lista. No entanto, é preciso pontuar que tal fato não tem necessariamente relação com o mestre jedi, Qui-Gon Jinn (interpretado por Liam Neeson), uma das grandes atrações da obra. 

    A representação da trágica história de um personagem sábio e leal, apesar de breve, em apenas um filme, obteve um impacto gigantesco no futuro da saga, muito por conta da atuação de Neeson, que fez com que o legado do seu personagem permanecesse para sempre em Star Wars. Um personagem que tem um papel de mestre, assim como em Batman Begins, mas com a grande diferença de que não passa por uma transformação negativa ao longo do filme.

    6. Os Miseráveis (1998)

    Quando falamos das adaptações cinematográficas do maior clássico de Victor Hugo, normalmente vamos parar em Os Miseráveis de Tom Hooper, de 2012. No entanto, Os Miseráveis, de 1998, com Liam Neeson no papel de Jean Valjean, é, na minha visão, uma obra que merece ser lembrada. Na verdade, para aqueles que não apreciam tanto musicais, é uma escolha até mais acertada. Isso porque faz uma abordagem muito mais dramática e realista da história, sem inventar muitas firulas. Ocupa a sexta posição, apenas porque não é um filme tão vibrante quanto os anteriores do ranking.

    Novamente, a qualidade do ator ao interpretar personagens que passam por transformações internas e externas é demonstrada de maneira magistral ao dar vida a um ex-presidiário que se torna prefeito. É realmente impressionante ver o quanto Neeson consegue abraçar a dualidade do protagonista, que além de ter duas identidades distintas, é um homem que passa por uma profunda e radical metamorfose (no sentido mais figurado do termo), e que assim como seu personagem em A Lista de Schindler, também busca sua redenção.

    7. Michael Collins, o Preço da Liberdade (1996)

    Para interpretar uma figura política com o peso do líder revolucionário Michael Collins, um dos grandes responsáveis pela independência da Irlanda, o escolhido não poderia ser outro, além do também irlandês, Liam Neeson — vale pontuar que o ator também tem cidadania britânica e norte-americana. Ao lado de A Lista de Schindler e Silêncio, são seus únicos papéis (da lista) baseados em pessoas reais. No entanto, por ser um filme esteticamente e narrativamente inferior que estes dois, Michael Collins, o Preço da Liberdade, aparece na sétima posição.

    Nesta cinebiografia dirigida por Neil Jordan, que traz a mesma temática da obra-prima de Ken Loach, Ventos da Liberdade, Neeson impressiona com o grau de profundidade que consegue alcançar representando um homem que fará de tudo (literalmente) pelos seus ideais. Seu olhar, seus gestos e sua presença transbordam na tela de diferentes formas, seja por meio da violência — quando o personagem é colocado em situações limite — ou através de manifestações mais gentis — quando o mesmo interage com pessoas que ele ama. Um filme com uma importância histórica gigantesca e que complexifica (com o contributo de Liam) a figura do revolucionário irlandês.

    8. Darkman: Vingança sem Rosto (1990)

    Está bem, já percebemos que Liam Neeson interpreta como ninguém personagens ambíguos, mas em Darkman: Vingança sem Rosto, essa virtude é levada ao extremo — de uma forma até meio exagerada. Afinal, como pode alguém passar de um cientista indefeso para um anti-herói vingativo e atormentado?

    É claro que o acidente causado pelo vilão do filme explica essa transformação, mas vamos nos centrar apenas na aptidão do ator em também dar vida a uma figura monstruosa, como é o caso do desfigurado Darkman. Talvez seja seu olhar, ou a sua maneira de andar pelas sombras, que faz com que, mesmo quando interpreta um homem ‘sem rosto’, Neeson continue provocando identificação. Uma espécie de magia que apenas os grandes atores detém.

    9. A Perseguição (2011)

    Voltamos para um Liam Neeson mais físico, como em Busca Implacável, mas dessa vez, com uma história bem diferente (e não tão grandiosa), que acompanha seu personagem lutando pela sua sobrevivência contra uma matilha de lobos. Sim, chega de vilões e criminosos altamente armados. Agora, o maior desafio do protagonista é conseguir sobreviver no Alasca profundo, ao mesmo tempo em que é perseguido por animais selvagens.

    Convenhamos, um filme que, pela premissa, pode não gerar tanto interesse. Mas é preciso dizer que sua abordagem homem versus natureza (que até lembra O Regresso), surpreende bastante. Uma obra verdadeiramente assustadora e agonizante, que nos coloca na mente de um protagonista que passa por diversas situações extremas (tanto fisicamente quanto psicologicamente). Apesar de não ser um filme espetacular, A Perseguição é mais um longa que demonstra a distinta habilidade física do ator.

    10. Corra que a Polícia Vem Aí! (2025)

    Algo nos diz que falta um gênero de filmes para compor o top 10 da versátil carreira de Liam Neeson. Acredite, o ator também sempre se deu muito bem em longas de comédia — principalmente no último reboot do clássico Corra que a Polícia Vem Aí!, um filme completamente diferente de todos que já abordamos nessa lista.

    Interpretando o filho do memorável Tenente Frank Drebin, Neeson entrega uma performance que há tempos não é vista em uma comédia com elementos mais pastelão — apesar de ter também ótimas sequências de ação e suspense. Para quem é fã dos filmes anteriores, com certeza ficará surpreso (positivamente) com o tom cômico impecável do ator, em uma obra que considero (por enquanto) uma das mais engraçadas do ano.

  • Saiba Como Assistir a Todos os Filmes de ‘Premonição’ na Ordem Certa
    Fernanda Caseiro Talarico

    Fernanda Caseiro Talarico

    Editor JustWatch

    A morte não erra. Ela só espera. Esse é o princípio macabro que define Premonição, uma das franquias mais originais (e sadicamente criativas) do terror moderno. Desde o primeiro filme, em 2000, a série transformou acidentes cotidianos em tramas de suspense genialmente arquitetadas, onde os protagonistas escapam de tragédias graças a premonições — só para descobrir que fugir da morte é só adiar o inevitável.

    Com uma mistura de tensão implacável, mortes absurdamente engenhosas (quem esquecerá aquela cena do bronzeamento artificial?) e um toque de humor ácido, os filmes exploram a ideia de que o destino é um designer de armadilhas perfeito. Cada um deles reinventa a fórmula, seja com novos "sobreviventes amaldiçoados", seja elevando o nível de destruição (trens, pontes, aviões… nada está seguro). E, claro, há a figura icônica do William Bludworth (Tony Todd), o agente funerário que sussurra pistas sinistras. 

    O longa mais recente, Premonição 6: Laços de Sangue, foi um grande sucesso de bilheterias e se tornou um dos favoritos entre os fãs. Por isso, já foram prometidas sequências que continuarão as histórias daqueles que desafiam a morte. Com a saga ainda em expansão, agora é uma boa hora para revisitar uma das melhores sagas de terror de todas. 

    Se você já viu e que rever na ordem cronológica certa, então siga abaixo: 

    1. Premonição 5 (2011)
    2. Premonição (2000)
    3. Premonição 2 (2003)
    4. Premonição 3 (2006)
    5. Premonição 4 (2009)
    6. Premonição 6: Laços de Sangue (2025)

    Caso esta seja a sua primeira vez assistindo aos filmes, eu recomendo fortemente que você os veja na ordem de lançamento, detalhada a seguir:

    1. Premonição (2000)

    Premonição, dirigido por James Wong, é um filme de terror que se destaca por sua premissa única e atmosfera tensa. A história acompanha um grupo de adolescentes que, após escapar de um acidente aéreo graças a uma premonição do protagonista Alex Browning, são perseguidos pela morte em uma sequência de eventos macabros e cheios de suspense. 

    O filme explora a ideia de que não se pode enganar o destino, criando cenas memoráveis e mortes criativas, que se tornaram uma marca da franquia. Com um clima opressivo e um ritmo acelerado, a obra mistura elementos sobrenaturais com um terror mais realista, cativando o público.

    Além do terror, Premonição traz reflexões sobre o medo da morte e a ilusão do controle humano sobre o acaso. Os personagens, cada um com personalidades distintas, tentam desvendar a ordem das mortes enquanto lidam com o pânico e a paranoia. A direção inteligente e os efeitos práticos impressionantes para a época elevam o filme, tornando-o um clássico cult do gênero. Mesmo sem um vilão tradicional, a morte é personificada como uma força invisível e implacável, gerando uma sensação de inevitabilidade que mantém o espectador em alerta até o último momento.

    Este é o mais "puro" em termos de conceito. Estabelece as regras fundamentais (a morte tem um plano, você não pode burlá-lo) com um tom sério e de terror psicológico. As mortes são criativas, mas ainda ancoradas em um certo realismo – algo que acaba se perdendo ao longa da saga. 

    Se você gosta de filmes como O Grito ou Atividade Paranormal que focam em uma atmosfera de medo constante e inevitável, você vai adorar a abordagem original de Premonição.

    2. Premonição 2 (2003)

    Premonição 2, dirigido por David R. Ellis, dá continuidade à premissa mortal da franquia, elevando o suspense e a criatividade nas sequências de mortes. Desta vez, a trama segue Kimberly Corman, que tem uma previsão aterradora de um acidente catastrófico em uma rodovia e, ao impedir que vários motoristas sigam viagem, desencadeia outra fúria do destino.

    O filme mantém a regra estabelecida no primeiro longa – a morte não pode ser enganada –, mas introduz uma nova camada de complexidade ao conectar os sobreviventes ao acidente do voo 180, expandindo o universo da série. As cenas de terror são ainda mais elaboradas, com uma sequência inicial impressionante e mortes que exploram o acaso engenhosamente, solidificando o estilo único da franquia.

    Além de aprofundar a mitologia do primeiro filme, Premonição 2 explora novos temas como culpa e redenção, já que os personagens buscam entender seu lugar na ordem fatal do destino. O longa também inova ao sugerir que novos sobreviventes podem quebrar o ciclo da morte, adicionando um fio de esperança à narrativa sombria. Com efeitos práticos impactantes e um ritmo frenético, a sequência supera expectativas e se consolida como um dos melhores capítulos da franquia.

    Este amplia o escopo do original (a sequência da rodovia é maior que a do avião) e começa a conectar os eventos, criando um universo coerente. As mortes são ainda mais inventivas e cinematográficas que no primeiro filme — ou seja, ideal para quem aprecia mortes criativas e bem coreografadas, similares às de Jogos Mortais, mas com uma premissa sobrenatural diferente. Se você gostou do primeiro, este é uma sequência quase perfeita; ele expande a história sem trair a essência.

    3. Premonição 3 (2006)

    Premonição 3, novamente dirigido por James Wong, retoma a fórmula mortal da franquia, desta vez centrada em um acidente de montanha-russa, previsto pela protagonista Wendy Christensen. 

    Assim como nos filmes anteriores, a tentativa de fugir do destino só desencadeia uma série de mortes bizarras e intrincadas, seguindo uma ordem predeterminada. O filme se destaca por sua abertura eletrizante e pela forma criativa como utiliza o ambiente de um parque de diversões para construir cenas de tensão, transformando objetos cotidianos em armas letais. A atmosfera de inevitabilidade permanece, mas com um toque mais sombrio e irônico, especialmente nas interações entre os personagens, que oscilam entre o desespero e a resignação diante do destino implacável.

    Diferentemente dos predecessores, Premonição 3 incorpora elementos de metalinguagem, como as fotos que Wendy tira antes do acidente, que se tornam pistas macabras para as mortes futuras. Portanto, ele introduz um elemento novo: as pistas visuais (as fotos). É o mais "investigativo" da trilogia inicial e o tom é um pouco mais sombrio e cínico.

    As sequências de morte são ainda mais elaboradas, combinando suspense brutal com um quase humor ácido, como no icônico episódio da câmara de bronzeamento. Embora alguns personagens sejam menos desenvolvidos, o filme compensa com um ritmo acelerado e uma direção certeira, mantendo a essência da série enquanto introduz inovações visuais e narrativas. Perfeito para fãs de terror que apreciam uma pitada de humor ácido com os sustos, uma vibe similar à de Arraste-me para o Inferno.

    4. Premonição 4 (2009)

    Premonição 4 é o primeiro da franquia em 3D – e abusa do recurso com cenas de mortes absurdamente gráficas e cheias de impacto. Dessa vez, a morte pega carona num acidente de corrida de NASCAR, onde o protagonista Nick O'Bannon tem uma premonição aterrorizante e salva um grupo de pessoas... só para descobrir que o destino não perdoa ninguém.

    O filme acelera o ritmo, com mortes mais rápidas e violentas, mas peca nos personagens rasos e num roteiro que parece só querer chocar. Ainda assim, a sequência do cinema (sim, mais uma cena pública de carnificina) é um dos momentos mais memoráveis da saga.

    Se nos outros filmes a franquia investia em suspense e construção de tensão, aqui o terror é direto ao ponto – quase como um fast food de sustos. Os efeitos visuais em 3D são o grande destaque, com sangue, estilhaços e corpos voando na cara do espectador, mas falta aquela pegada psicológica dos primeiros filmes. Até a clássica "regra do destino" parece menos elaborada. Portanto, ele representa uma mudança de tom significativa. Abandona quase todo o suspense psicológico e a mitologia em favor de um terror gráfico e explícito – focado no impacto do 3D.

    Honestamente: assista somente se você for um fã da franquia ou se curte muito terror "slasher" gráfico e cheio de efeitos.

    5. Premonição 5 (2011)

    Após o quarto filme ter desviado da fórmula inicial de forma superficial, Premonição 5 surpreendeu ao reinventar a franquia de maneira mais complexa, provando que até uma série cheia de fórmulas pode ter uma reviravolta genial. Dessa vez, o pesadelo começa com um colapso sinistro de uma ponte – cena que já entrou para história como uma das mais tensas da saga. Sam Lawton e seus amigos escapam da tragédia, mas a morte cobra seu preço com mortes brutais e cheias de ironia macabra. 

    O diferencial? O filme traz uma regra nova: matar alguém pode roubar anos de vida extra. Isso adiciona um nível de tensão inédito, com personagens se tornando predadores e presas ao mesmo tempo.

    E a cereja do bolo? Um plot twist de tirar o fôlego! As mortes são criativas (a cena da ginasta é trauma puro), os efeitos práticos voltam com força total, e até o 3D é usado com mais inteligência que no quarto filme. 

    Esta é a redenção da franquia. Corrige todos os erros de Premonição 4, trazendo de volta a inteligência narrativa, personagens mais interessantes e mortes baseadas em efeitos práticos dos três primeiros filmes. Contudo, é o mais ambicioso em termos de narrativa, pois é o único que ousa surpreender o público de uma maneira que ele não espera, diferente de seus antecessores, que entregam o “feijão com arroz” da saga. 

    SPOILER: mesmo que este filme se passe antes do primeiro filme, para a narrativa fazer sentido, é preciso assistir a ele por último. A reviravolta final que conecta com o primeiro longa é considerada uma das melhores da história do terror.

    6. Premonição 6: Laços de Sangue (2025)

    Premonição 6: Laços de Sangue chegou para revitalizar a franquia mais uma vez com uma abordagem sombria e expansão do mito da Morte. Desta vez, a trama mergulha nas origens da maldição, revelando um grupo de sobreviventes de décadas passadas que descobrem estar ligados por um destino sangrento. Com uma narrativa mais serializada e personagens profundamente marcados pelo trauma, o filme explora a ideia de que a Morte não é um acaso, mas uma entidade com padrões ocultos. As sequências de mortes são ainda mais psicológicas, mesclando o terror físico com a paranoia de quem sabe que o fim está próximo — e desta vez, fugir pode significar condenar outros.

    O longa equilibra nostalgia e inovação, trazendo referências aos filmes anteriores enquanto introduz novas regras macabras. Este é um retorno a um tom mais sombrio e psicológico, explorando o trauma de forma mais profunda, mas com um escopo narrativo muito maior. Fique de olho se você gosta de terror que explora a mitologia por trás da maldição, como em It: A Coisa ou Invocação do Mal.

    Vale dizer que este filme marca a última aparição de Tony Todd, que morreu em 2024.

  • Os 10 Melhores Filmes da DreamWorks e Onde Assistir a Eles
    Beatriz Coutinho

    Beatriz Coutinho

    Editor JustWatch

    O estúdio de animação estadunidense DreamWorks foi fundado em 1994 e desde então encanta e diverte seu público com um catálogo imenso de animações, indo de A Fuga das Galinhas até Robô Selvagem. Neste guia da JustWatch, confira quais são os 10 melhores filmes da DreamWorks e onde assistir a eles.

    O estúdio foi fundado pelo famoso diretor Steven Spielberg (Tubarão, A Lista de Schindler, Jurassic Park), e pelos executivos David Geffen e Jeffrey Katzenberg. Em menos de 10 anos, a DreamWorks se tornou a maior concorrente da Disney quando o assunto é animação e atualmente já acumula 10 indicações ao Oscar, tendo vencido quatro prêmios: Melhor Canção Original e Melhor Trilha Sonora por O Príncipe do Egito e Melhor Filme de Animação por Shrek e Wallace & Gromit - A Batalha dos Vegetais.

    Recentemente o estúdio lançou dois grandes filmes, a animação Os Caras Malvados 2 e a versão live-action de um de seus grandes sucessos, Como Treinar o Seu Dragão, que também foi um sucesso nos cinemas. Ainda em 2025, a DreamWorks lançará outro live-action, A Casa Mágica da Gabby: O Filme, e em 2027 retornará para as animações com o tão temido quanto aguardado Shrek 5.  

    Como Treinar o seu Dragão (2010)

    Poucas animações conseguem reunir tanta delicadeza e aventura como Como Treinar o Seu Dragão. Baseado no livro infantil de mesmo nome, o filme conta a história do jovem viking Soluço (Jay Baruchel), que cresceu vendo seu povo odiar, caçar e matar dragões, mas desafia essa tradição ao criar laços com o misterioso dragão Banguela — juntos, eles formam uma dupla inusitada e aprendem diferentes lições sobre coragem, empatia e amizade.

    Com seus visuais fantásticos e uma trilha sonora emocionante, o filme conquistou o coração de inúmeros fãs e transformou Banguela em um mascote muito amado. A animação é perfeita para quem busca uma história tocante e cheia de personalidade, e conta com as sequências Como Treinar o seu Dragão 2 e Como Treinar o seu Dragão 3: O Mundo Escondido, além do recente live-action Como Treinar o Seu Dragão com Mason Thames no papel de Soluço, Nico Parker como Astrid, e Butler repetindo seu papel como Stoico.

    A Fuga das Galinhas (2000)

    Se você acha que o que Soluço fez em Como Treinar Seu Dragão foi uma revolução, espere até assistir este clássico das animações em stop-motion, estilo de filmes como Por Água Abaixo e Shaun: O Carneiro. A Fuga das Galinhas é uma mistura inusitada de crítica social com um humor, mostrando como uma revolta muito séria pode acontecer do início ao fim com doses gigantescas de piadas e trapalhadas. A animação conta a história da destemida galinha Ginger, que está determinada a fugir do galinheiro em busca de uma vida melhor.

    Feito pela DreamWorks em parceria com o estúdio de stop-motion Aardman Animations, o filme se tornou um marco da empresa e sempre é lembrado e aclamado por quem já o conhece. Se você busca uma história com mensagens inteligentes, que funciona tanto para crianças quanto para um público mais adulto, garantimos que você se divertirá com o longa, que inclusive ganhou uma sequência em 2023: A Fuga das Galinhas 2: A Ameaça dos Nuggets, que mantém o bom humor de seu antecessor.

    Shrek (2001)

    Em 2001, os personagens Shrek (Mike Myers), que dá nome ao filme, Burro (Edddie Murphy) e Fiona (Camenron Diaz) conquistaram o público com a animação que trazia uma releitura divertida de diversos contos de fada, aliada a uma montanha de piadas irônicas, e se distanciava dos clichês da Disney, e até mesmo dos outros filmes mais “sérios” desta lista como Príncipe do Egito. Desafiando o clássico formato de “príncipe e princesa encantados”, Shrek se tornou um sucesso graças a seu humor ácido, personagens carismáticos, e, no Brasil, por conta da dublagem icônica.

    A sequência Shrek 2 consegue ser ainda melhor, dando continuidade a narrativa com novos personagens e o uso perfeito de uma trilha sonora com músicas como Accidentally in Love e Livin’ La Vida Loca. A franquia também conta com os filmes: Shrek - O Terceiro e Shrek Para Sempre. Uma nova animação, Shrek 5, está em desenvolvimento pela DreamWorks e tem previsão de lançamento para 2027.

    Robô Selvagem (2024)

    Se você gostou de O Gigante de Ferro e Wall-E certamente vai adorar e se emocionar com Robô Selvagem, que foi indicado ao Oscar 2024 de Melhor Animação. O filme apresenta uma história que une com maestria temas como ficção científica, autoconhecimento e lições sobre a importância de tratarmos bem a natureza em uma jornada única e delicada.

    No filme, conhecemos a robô Roz, cuja nave cai em uma ilha deserta, o que a obriga a se adaptar a um mundo novo, onde ela desenvolve diferentes relações com os animais locais enquanto tenta sobreviver. A animação se destaca pelo visual impressionante, que apresenta paisagens lindas, e pelas mensagens significativas em meio a piadas inteligentes, que não subestimam a parcela infantil de seu público, similar a Shrek, mesmo tendo um humor bem diferente. Ao mesmo tempo, a trama traz reflexões profundas sobre pertencimento e a relação entre natureza e tecnologia. 

    Kung Fu Panda (2008)

    Entre tantas animações sobre “o escolhido”, Kung Fu Panda se destaca por fazer desse clássico clichê uma jornada engraçada, emocionante e inesperadamente filosófica algo que a DreamWorks adora fazer, como em Megamente e Shrek— e já fica aqui o aviso: não há como não rir e se emocionar com a trajetória de Pô. Ele é um urso desajeitado que trabalha no restaurante de macarrão de seu pai, o ganso Sr. Ping, até o momento em que se vê envolvido por uma profecia ancestral relacionada ao kung-fu.

    Além de cenas de luta visualmente incríveis, a animação ainda nos faz refletir sobre disciplina, autoaceitação e a importância da jornada em relação ao ponto de chegada. E tudo isso está embalado em muito bom-humor, piadas divertidas e momentos hilários graças às trapalhadas de Pô, que é brilhantemente dublado por Jack Black. O sucesso do filme garantiu o surgimento de uma franquia, que conta também com os filmes: Kung Fu Panda 2, Kung Fu Panda 3 e Kung Fu Panda 4.

    Gato de Botas 2: O Último Pedido (2023)

    Sim, nós sabemos, Shrek já apareceu nesta lista, mas o filme conta com um personagem que agradou tanto ao público, que ganhou suas próprias animações: Gato de Botas, lançado em 2011, que expandiu muito bem a história do carismático e malandro gato espadachim. Doze anos depois, a DreamWorks trouxe a sequência Gato de Botas 2: O Último Pedido, que resgata o humor presente em Shrek para embalar a história em que o Gato descobre ter gastado oito de suas nove vidas.

    Com um tom mais maduro que o de seu primeiro filme e o dos filmes do ogro, abordando o medo da morte e o propósito da vida, o longa é extremamente divertido e também contém diversas referências a contos de fadas bastante famosos. Além disso, o visual da animação é fantástico, inspirado na inovação artística de Homem-Aranha no Aranhaverso que também foi utilizado em Robô Selvagem. A animação tem a presença do ator brasileiro Wagner Moura, voz original do Lobo, que no Brasil foi dublado por Sérgio Moreno, ambos trouxeram um vilão complexo e inevitável que virou destaque do filme.

    Megamente (2010)

    Se você gosta da inversão de papéis feita de forma criativa, como em Shrek, onde um ogro vira príncipe, vai gostar de Megamente, da DreamWorks, que traz uma espécie de vilão como protagonista, além de uma premissa bastante interessante e divertida: quando o vilão malvado finalmente acaba com o herói bonzinho, qual é o próximo passo? Perdido entre “a ânsia de ter e o tédio de possuir”, Megamente dará um jeito nessa situação, mas não sem enfrentar consequências e aprender algumas lições.

    Esta é uma história engraçada e cheia de ironias, que também lembra Meu Malvado Favorito, pois brinca com a narrativa e os conceitos clássicos de heróis e vilões sem deixar de criar um protagonista cativante. Além disso, a animação conta com uma ótima trilha sonora, indo de AC/DC a Michael Jackson e outras estrelas do pop e do rock. Infelizmente, a sequência Megamente vs. O Sindicato da Perdição, de 2024, não eleva o potencial do filme original, mas ainda assim vale a pena dar uma chance à ela. 

    O Príncipe do Egito (1998)

    Seja você uma pessoa religiosa ou não, O Príncipe do Egito te surpreenderá com uma história emocionante sobre preconceito, respeito e a importância de tratarmos todos com igualdade, de forma semelhante ao que vemos em Kung Fu Panda, mas com menos humor, o que não significa que muitas cenas não farão você sorrir ou rir. Uma das animações mais brilhantes da DreamWorks, tendo sido apenas o segundo filme do estúdio, ela apresenta a história de Moisés ao público, adaptando o Livro do Êxodo da Bíblia com algumas liberdades criativas,  de forma parecida com que a DreamWorks fez em José: O Rei dos Sonhos.

    Com uma trilha sonora épica de Hans Zimmer, que conta com a música Milagres São Reais, vencedora do Oscar de Melhor Canção Original, a animação conta com momentos assustadores que causam grande impacto, como as cenas das pragas chegando até a terra das imponentes pirâmides, e da água se transformando em sangue. Ainda assim, o filme é acessível para crianças e também tem cenas emocionantes e muito bonitas do antigo Egito.

    Wallace & Gromit - A Batalha dos Vegetais (2005)

    Em uma nova parceria entre DreamWorks e Aardman Animations, os estúdios criaram Wallace & Gromit - A Batalha dos Vegetais com a mesma técnica por trás de A Fuga das Galinhas, mantendo o visual espetacular do filme de 2000, e trazendo outra aventura divertida para crianças e adultos, que rendeu o Oscar de Melhor Animação — sendo este o primeiro filme em stop-motion a vencer o prêmio.

    A história acompanha o inventor Wallace (Peter Sallis) e seu cachorro Gromit que tentam proteger sua plantação para participar do concurso anual de legumes gigantes, quando uma ameaça misteriosa torna a vida deles difícil. Com inúmeras cenas divertidas e uma narrativa muito bem amarrada, a animação tem um toque do característico humor britânico a todo momento, o que torna seus personagens ainda mais excêntricos e engraçados.

    Madagascar (2005)

    Mostrando que embora morar em Nova York seja o sonho de muita gente, nem todo mundo pensa assim, Madagascar é uma animação divertidíssima que mostra o momento em que a zebra Marty (Chris Rock) decide que quer mudar de vida, deixando o famoso Zoológico do Central Park para partir rumo à natureza, onde se perde ao lado de seus amigos: o leão Alex (Ben Stiller), a girafa Melman (David Schwimmer) e a hipopótamo Gloria (Jada Pinkett Smith).

    Leve, colorido, cheio de energia e de personagens cativantes, Madagascar é um verdadeiro sucesso, tendo um humor parecido com Kung Fu Panda e animais falantes, mas em um contexto diferente. No Brasil, o filme ganhou um nível a mais de adoração, graças ao carisma da dublagem brasileira, com Alexandre Moreno no papel de Alex; Felipe Grinnan interpretando Marty, Ricardo Juarez como Melman, Heloísa Perissé como Gloria e o brilhante Guilherme Briggs como o excêntrico lêmure Rei Julien XIII. A popularidade é completamente justificável e rendeu o início de uma franquia, que conta com as sequências: Madagascar 2: A Grande Escapada, Madagascar 3: Os Procurados e Os Pinguins de Madagascar.

  • Saiba Como e Onde Assistir a Todas as Produções de 'Como Treinar O Seu Dragão' em Streaming
    Ana Scheidemantel

    Ana Scheidemantel

    Editor JustWatch

    Como uma das franquias mais populares da DreamWorks, Como Treinar O Seu Dragão virou um marco no mundo das animações após ter conquistado o coração da criançada com a série de livros de Cressida Cowell. Apesar da trilogia de filmes ter sido encerrada em 2019, a franquia continuou expandindo de outras formas. 

    Recentemente, Como Treinar o Seu Dragão retornou aos holofotes com o lançamento do live-action do primeiro filme, que tem Mason Thames (O Telefone Preto) no papel principal. O filme foi muito bem recebido, arrecadando uma bilheteria impressionante mundialmente, já tendo uma continuação confirmada, prevista para 2027.

    Com uma trilogia de filmes, diversos especiais e ainda mais séries derivadas, o universo de Como Treinar o Seu Dragão é bem completo. A franquia continua fazendo sucesso dentro e fora das telonas e telinhas, principalmente agora que recebeu uma área imensa dedicada no novo parque da Universal, o Epic Universe. 

    Para quem quer assistir apenas aos filmes da franquia — e considerando que o live-action é apenas um remake do primeiro filme e pode ser assistido antes ou depois das animações — basta assistir na seguinte ordem: 

    1. Como Treinar o seu Dragão (2010)
    2. Como Treinar o seu Dragão 2 (2014)
    3. Como Treinar o seu Dragão 3 (2019)
    4. Como Treinar o Seu Dragão Live-Action (2025)

    Porém, para aqueles que realmente querem mergulhar fundo e conhecer Berk a fundo, Como Treinar O Seu Dragão tem diversas séries spin-off e especiais disponíveis. Veja a ordem cronológica de todos os filmes e derivados para mergulhar fundo no mundo viking e descobrir mais sobre esse universo repleto de dragões terrivelmente adoráveis.

    1. Como Treinar O Seu Dragão (2010)

    Contando a história de Soluço, um jovem Viking que não se encaixa muito bem em sua sociedade bruta e violenta, Como Treinar O Seu Dragão apresenta um universo verdadeiramente único. A jornada dramática do jovem Soluço reavalia expectativas da sociedade, como também familiares, com uma trama inovadora repleta de momentos épicos e emocionantes que lembram clássicos da Pixar, incluindo Valente que tem temas parecidos. 

    O filme tem um elenco de voz original excelente, incluindo Jay Baruchel como Soluço e America Ferrera como Astrid, além de ter nomes como Gerard Butler, Jonah Hill, Kristen Wiig e David Tennant que trazem personagens complexos e amáveis. Porém, a relação profunda de Soluço e o dragão Banguela é a razão que o filme tem tanto coração, capaz de emocionar qualquer um.

    2. A Lenda do Dragão Quebra-Ossos (2010) - Especial

    Se passando logo após os eventos do primeiro filme, este curta foca no ferreiro de Berk, Bocão que pede ajuda a Soluço e seus amigos para capturar o lendário dragão Quebra-Ossos. Dando mais profundidade aos personagens secundários e detalhando mais o mundo, essa é uma aventura divertida para quem quer mais um gostinho deste mundo. 

    A Lenda do Dragão Quebra-Ossos não é necessária para entender os filmes e por isso pode ser dispensada por aqueles que querem focar na trama principal, até por ser um especial mais curto. Porém, é uma ótima opção para espectadores mais jovens que gostam de conhecer mais sobre os dragões deste mundo mágico, além de servir para mostrar o começo do desenvolvimento dessa sociedade após os eventos do primeiro longa.  

    3. O Livro dos Dragões (2011) - Especial

    Neste especial, Soluço e seus amigos revelam segredos intrigantes do Livro dos Dragões introduzido no filme original. Sem seguir muita a cronologia, esse curta serve para contar mais sobre as diferentes espécies deste mundo, com dragões e informações que não podem ser encontradas em nenhuma outra produção. Diferente do especial anterior, este não tem o foco em uma única trama e sim em muitas lendas diferentes, mas sem se aprofundar tanto em cada uma. 

    Para os amantes das criaturas deste universo, O Livro dos Dragões é imperdível pois mescla de forma impressionante momentos hilários e informativos. O que deixa este curta ainda mais envolvente é o fato dos personagens estarem falando diretamente com o espectador como se fossem parte da história, ajudando a envolver até o público mais jovem, assim como outras produções infantis como Dora, A Aventureira.

    4. Dragões: O Presente da Fúria da Noite (2011) - Especial 

    Para amantes de especiais temáticos como o curta Os Smurfs: Um Conto de Natal ou o especial de Halloween de Toy Story, então Dragões: O Presente da Fúria da Noite é indispensável. Com o foco na versão do natal dos Vikings, esta história adorável mostra os dragões e humanos comemorando juntos pela primeira vez quando as criaturas deixam Berk misteriosamente. 

    Pode até ser bem curto, mas isso não significa que a trama não tenha a profundidade. Com uma cronologia bem definida, a história consegue expandir as mitologias e contexto geral da franquia, como foi feito em A Lenda do Dragão Quebra-Ossos, mas de modo mais expansivo e relevante.

    5. Dragões DreamWorks: Pilotos de Berk e Defensores de Berk (2012-2015) - Série

    Como a última produção antes do segundo filme da franquia, Dragões DreamWorks: A Série serve para preencher o salto temporal entre filmes com aventuras pra lá de divertidas. A primeira temporada, chamada Pilotos de Berk, mostra Soluço enfrentando as dificuldades de adaptação entre as espécies por meio de sua escola de voo, que é apenas uma base para a segunda temporada, conhecida como Defensores de Berk.

    Verdadeiramente uma ponte entre o primeiro e segundo filme, a série mostra o esforço que resulta na sociedade que vemos na continuação de 2014, sendo muito mais relevante para a história principal que os especiais anteriores e contendo um tom mais parecido com o dos longas. Para fãs que querem saber mais sobre essa comunidade, a série é uma ótima opção pois consegue manter o tom do filme original enquanto prepara o terreno para a sequência de forma cativante. 

    6. Como Treinar o Seu Dragão 2 (2014) - Filme

    Essa continuação se passa cinco anos após os eventos do primeiro filme, com o retorno de Soluço, Ingrid, Banguela e o restante dos moradores de Berk, que agora convivem com os dragões. Isso contribui para se tornar um épico de dragão entre grandes filmes como Eragon ou aventuras para toda a família como Raya e o Último Dragão

    O salto temporal serviu para acompanhar sua audiência, amadurecendo a franquia e os personagens com um enredo inteligente. Apesar da trama não trazer toda complexidade emocional do primeiro filme, Como Treinar o Seu Dragão 2, conseguiu trazer mais vida e cor para esse mundo, principalmente por meio dos dragões ainda mais chamativos e criativos. Além disso, o filme consegue manter a essência do personagem principal enquanto continua desenvolvendo o protagonista de forma cativante, com relações pessoais que continuam evoluindo. 

    7. Dragões: A Origem das Corridas de Dragão (2014) - Especial

    Soluço e seus amigos retornam após os eventos do segundo filme para competir em uma corrida de dragão empolgante. Dragões: A Origem das Corridas de Dragão serve para adicionar mais contexto ao segundo filme, explorando toda a história da corrida e sua origem de forma eletrizante.

    Apesar de ser superficial e um pouco repetitivo em alguns momentos, o especial mostra as diferentes perspectivas dos personagens sobre a criação do evento de forma leve e engraçada, perfeito para quem curte corridas de dragões. Com apenas 26 minutos de duração, é um especial leve e rápido com a família.

    8. Dragões: Corrida até o Limite (2015-2018) - Série

    Apesar de não ser tão popular quanto outras produções da franquia, Dragões: Corrida até o Limite é considerada por muitos a melhor série ou derivado de Como Treinar o Seu Dragão. Focando em desenvolver todos os personagens, desde protagonistas a personagens secundários, a série amadurece cada um em termos pessoais como também em suas habilidades — ainda mais que sua antecessora, Pilotos de Berk e Defensores de Berk . 

    Mostrando os moradores de Berk treinando os seus respectivos dragões, essa continuação da série Dragões DreamWorks retorna na linha cronológica para ajudar ainda mais a preencher a lacuna que ficou com o salto temporal entre os dois primeiros filmes com episódios de aproximadamente 20 minutos. Fácil de maratonar e com episódios diversificados, é perfeito para quem quer ver mais de Berk e seus amáveis cidadãos, se aproximando bastante ao tom do segundo filme.

    9. Como Treinar O Seu Dragão 3 (2019) - Filme 

    Esta conclusão sentimental serve para encerrar o sonho revolucionário de Soluço que um dia pareceu tão distante: a convivência pacífica entre homens e dragões. A guerra entre Soluço e o terrível Grimmel em Como Treinar o seu Dragão 3 fica mais acirrada, trazendo um desfecho que deixou a porta aberta para o universo mesmo encerrando a jornada de Soluço com um fim impactante.

    Pode até parecer que a trama simples não alcançou as alturas de seus antecessores, mas o filme realmente brilha no desenvolvimento dos relacionamentos, tanto entre Ingrid e Soluço como também entre Banguela e a Fúria da Luz — ambas relações que afetam a amizade do protagonista com o seu dragão. Com diversos momentos hilários, um final feliz e um universo estabelecido, o último filme da trilogia consegue estabelecer a franquia como um marco da animação misturando a seriedade dos temas com um mundo muito divertido. 

    10. Como Treinar O Seu Dragão: Volta ao Lar (2019) - Especial

    Se passando depois dos eventos principais do terceiro filme e o epílogo final, este é o segundo curta de natal da franquia. Soluço, agora com sua família, se reúne com a família de seu antigo amigo, Banguela. Servindo para apresentar a nova geração de Como Treinar o Seu Dragão tem um ar quase nostálgico que serve para continuar e encerrar a história do protagonista. 

    Com uma história adorável de aquecer o coração, Como Treinar O Seu Dragão: Volta ao Lar pode não ser necessário para a compreensão do filme, mas é necessário para qualquer fã de carteirinha da franquia. É uma ótima forma para fãs interagirem com o legado da franquia em um curta leve, com o tema parecido com Dragões: O Presente da Fúria da Noite. 

    11. Dragões: Os Nove Reinos (2021-2023)

    Para mostrar que Como Treinar O Seu Dragão vai muito além de seu protagonista, Dragões: Os Nove Reinos usa a base de todos os derivados para trazer algo novo, mas familiar. Como a última série na cronologia do universo, essa série retorna a Berk mil anos após os eventos do primeiro filme e trazendo um ambiente novo, diferente de todas as produções anteriores.

    Transferindo a franquia para um contexto moderno, a série é criativa, e inova a franquia de forma bastante divertida, misturando misticismo com o real, lembrando o universo de Caçadores de Trolls. Pode não ter os personagens que aprendemos a amar em todas as produções anteriores, mas Os Noves Reinos usa toda a informação para criar algo novo que continua o legado de Como Treinar o Seu Dragão, oferecendo uma nova entrada para o público mais jovem.

    Bônus: Como Treinar o Seu Dragão - Live-Action (2025)

    Adicionado como Bônus, essa adaptação não encaixa na linha do tempo principal já que reconta a história do primeiro filme, podendo ser assistida a qualquer momento. O live-action de Como Treinar o Seu Dragão conseguiu adaptar a animação de forma sensata já que manteve a trama que foca no jovem viking Soluço, que faz amizade com um dragão, inimigo mortal de sua tribo. O que realmente destaca o filme em relação ao original foi os visuais impressionantes além da seriedade que surgem com uma adaptação mais realista, mas que não tem o apelo nostálgico e a leveza da primeira animação. 

    Porém, a fidelidade é algo que muitos apontaram já que trouxe algumas cenas praticamente idênticas, mantendo toda a fofura e sentimentalidade que a animação criou. Tendo o co-diretor da animação, Dean Deblois como o diretor do remake garantiu que o live-action tivesse um charme próprio sem tirar a essência da história. Apesar de ser uma porta para novos fãs, é definitivamente uma ótima opção para fãs da animação que querem mergulhar na franquia mais uma vez e para quem gosta de live-actions mais sérios como Mogli: O Menino Lobo.

  • As 10 Comédias Mais Engraçadas Disponíveis na Netflix para Você Assistir Agora
    Bruno Pinheiro Melim

    Bruno Pinheiro Melim

    Editor JustWatch

    Há certos filmes que têm o poder de, durante a sua exibição, fazer com que deixemos de lado os problemas que nos rodeiam cotidianamente, para nos concentrarmos única e exclusivamente em uma coisa: rir. Como é o caso de Um Maluco no Golfe 2, lançado há pouco tempo pela Netflix, que conquistou rapidamente o público que adora filmes do gênero. 

    Seja através de uma obra adolescente, uma comédia pastelão ou romântica, um longa de animação, uma sática política, um road-movie, ou de uma produção nacional, o que todos os filmes dessa lista têm em comum é o fato de conseguirem, mesmo que durante um breve momento, fazer com que você se divirta e esqueça de todo o resto. Assim sendo, não perca tempo e utilize este guia da JustWatch para saber quais são as comédias mais engraçadas disponíveis agora no catálogo da Netflix! 

    1. Superbad - É Hoje (2007)

    Dirigido pelo especialista em comédias Greg Mottola, Superbad - É Hoje é um filme rodeado de cenas hilárias, com uma energia efervescente, onde os personagens (dois amigos que decidem se aventurar sexualmente, antes da despedida para faculdade) são construídos de uma maneira ‘sem filtro’, lembrando algumas figuras de American Pie — mas sem serem tão superficiais.

    Além de ser um longa paradigmático dentro do seu gênero, Superbad é responsável por uma das sequências mais emblemáticas (e certamente mais virais) da comédia contemporânea: quando Fogell (Christopher Mintz-Plasse) mostra para Seth (Jonah Hill) e Evan (Michael Cera) sua identidade falsa com o nome "McLovin", deixando-os furiosos, e logo em seguida, quando ele tenta comprar bebidas alcoólicas e acaba se envolvendo em um assalto aleatório. Para quem já viu, é algo quase impossível de se esquecer. E para quem ainda não viu, corra para Netflix, já que nenhuma palavra consegue descrever o poder cômico dessas cenas.

    2. Não Olhe para Cima (2021) 

    Que tal passarmos agora para uma comédia com um tom mais político? — mas nem por isso, menos engraçada que Superbad - É Hoje. Não Olhe para Cima, dirigido por Adam McKay e protagonizado pelos pesos pesados Leonardo DiCaprio, Jennifer Lawrence, Meryl Streep (e muitos outros atores incríveis), é, para mim, uma das maiores pérolas (da comédia) no catálogo da Netflix.

    Na história, acompanhamos uma dupla de astrônomos que descobrem que um asteroide com potencial de destruir a Terra está a caminho. Porém, à medida que eles tentam divulgar para o resto do mundo essa descoberta, se deparam com um bando de negacionistas (incluindo a própria presidente dos Estados Unidos). Aproveitando o potencial da sátira e da subversão de personagens em posições de poder, Não Olhe para Cima é uma comédia sagaz que nos faz rir (para não chorar) da nossa própria desgraça como espécie. Um filme que recomendo muito aos que estão em busca de comédias com fortes críticas sociais, como o clássico Dr. Fantástico.

    3. Meninas Malvadas (2004) 

    Meninas Malvadas, apesar de ser ligeiramente menos engraçado, assim como Superbad, também ocupa um espaço considerável na cultura popular norte-americana (e consequentemente em boa parte do ocidente), quando o assunto é: comédia adolescente. 

    Protagonizado por Lindsay Lohan, o longa acompanha Cady Heron, uma menina que foi criada na África e, recém-chegada aos Estados Unidos, frequenta uma escola pela primeira vez. Durante sua adaptação, ela acaba entrando para um grupo de amigas ‘malvadas’ que são conhecidas por fazerem de tudo para manter o status de populares. A obra se tornou um fenômeno cultural, muito pela abordagem satírica que faz relativamente às dinâmicas e relações adolescentes, além, claro, da sua estética jovem — exposta tanto através da montagem do filme, quanto por meio do design de produção e figurinos. 

    4. Meu Nome é Dolemite (2019) 

    Baseado em uma história real, Meu Nome é Dolemite traz um dos grandes nomes da comédia do século XXI, Eddie Murphy, no papel de um dos maiores comediantes do século passado, Rudy Ray Moore, amplamente conhecido pelo seu personagem Dolemite (um cafetão que luta kung fu), e por ter sido um dos pioneiros do rap nos Estados Unidos — essa talvez você não soubesse. Sim, seu jeito único de contar histórias, sempre utilizando rimas super sofisticadas, pode ser considerado como uma das origens do gênero musical.

    O resultado não poderia ser outro, um filme que exala energia para contar a história do homem (e do personagem) que popularizou o gênero (agora cinematográfico) blaxploitation — produções de baixo orçamento, com pessoas negras como protagonistas, também conhecida pelo uso de um humor sexualmente explícito. Murphy tem uma das suas melhores performances da vida nesta cinebiografia (pouco convencional, na mesma vibe que Anti-Herói Americano), que se propõe a fazer uma homenagem à uma das figuras mais importantes da arte negra norte-americana. 

    5. Minha Mãe é uma Peça (2013)

    Por que não um filme brasileiro nessa lista e, ainda mais, ocupando a quinta posição? O fato de Minha Mãe é uma Peça ser a franquia brasileira com a maior bilheteria da história do país, já diz bastante coisa. Mas a verdade é que sua virtude não mora somente nos números e estatísticas, mas sim na sua história, divertida e emocionante, que traz o melhor de Paulo Gustavo, em uma performance que ficará para sempre marcada na história do cinema brasileiro.

    E para matar a saudade do ator, por que não (entre os três longas que existem) assistir ao filme que trouxe, pela primeira vez, na grande tela, Paulo no papel da nossa querida, bem-humorada e superprotetora Dona Hermínia? Uma obra com sequências hilárias sobre dinâmicas familiares, mas que também carrega um apelo sentimental muito grande, não à toa causando identificação com boa parte do público brasileiro.

    6. Anjos da Lei (2012)

    Olha ele de novo! Que Jonah Hill e a palavra ‘comédia’ nasceram um para o outro, nós já sabíamos. Mas, agora, que Jonah Hill e Channing Tatum formariam uma dupla de perder o fôlego (tanto pelo lado cômico, quanto pelo lado da ação), isso só descobriríamos em Anjos da Lei. Um filme que até tem uma energia semelhante a Superbad, e que se não fosse pelo seu final bem exagerado e fora do tom, poderia estar entre os primeiros dessa lista.

    Tirando isso, a premissa do longa já é suficiente para encontrar a comicidade da situação: uma dupla de policiais que é obrigada a trabalhar à paisana, se infiltrando em um grupo de estudantes do colegial para descobrir quem é o fornecedor de drogas — sim, eles realmente têm que passar a frequentar a escola de novo. O resultado não poderia ser diferente: momentos e sequências cômicas genuinamente inesperadas e completamente absurdas. E para quem gostou do primeiro e ficou com vontade de mais, a sequência Anjos da Lei 2 também não deixa a desejar. 

    7. A Família Mitchell e a Revolta das Máquinas (2021)

    E quem disse que também não dá para soltar umas boas gargalhadas em um filme de animação? A Família Mitchell e a Revolta das Máquinas é o exemplo perfeito de como um desenho animado (neste caso, feito através de CGI) pode igualmente fazer com que os adultos, e não só as crianças, tenham um momento prazeroso e de descontração em frente à tela.

    Com uma junção perfeita de humor e muita emoção, que para mim, lembra Tá Chovendo Hambúrguer, o filme conta a história de uma família que é pega de surpresa — já que estavam viajando para comemorar o fato da filha Mitchell ter passado na faculdade de cinema — quando os equipamentos eletrônicos ganham vida e ameaçam fazer uma revolução robótica. É, sem dúvida, um filme autêntico e bastante crítico em relação à sociedade atual (como o próprio Não Olhe para Cima, com uma pegada mais leve), mas ainda assim extremamente divertido e alto astral.

    8. Meu Eterno Talvez (2019) 

    Nem sempre uma ficção protagonizada por um bom comediante é sinônimo de qualidade e sucesso — são muitos os exemplos que testemunham isso. Porém, Meu Eterno Talvez é a prova de que essa fusão (bem sucedida) pode acontecer sim — como já vimos, inclusive, nessa lista, no ótimo Meu Nome é Dolemite, onde Eddie Murphy dá um show.

    Estrelando a atriz e comediante de stand-up, Ali Wong, o longa explora a vida de uma chef de cozinha de muito sucesso, que 15 anos depois reencontra um ex-ficante (e amigo de infância), logo após ter levado um fora do noivo. Uma história engenhosa, que até lembra Vidas Passadas, mas com um enredo, que conta com uma menor profundidade temática.

    Com uma química raramente vista em filmes do gênero, o longa dirigido por Nahnatchka Khan e protagonizado por Wong e Randall Park, é uma comédia romântica elegante, e que não precisa ser apelativa para arrancar boas risadas (e se bobear algumas lágrimas) do público.

    9. Um Maluco no Golfe (1996)

    Por que não continuarmos falando sobre grandes nomes da comédia? Adam Sandler protagonizou diversos filmes no maior estilo ‘pastelão’, ao decorrer da sua carreira. Mas se fosse para escolher uma, onde o seu timing cômico faz calar qualquer ‘hater’ da sua filmografia, Um Maluco no Golfe seria, a meu ver, uma escolha perfeita. Interpretando o improvável jogador de golfe (antigo atleta de hóquei), Happy Gilmore, Sandler entrega uma performance incomparável, com um humor físico bastante expressivo e (no mínimo) excêntrico.

    O carinho do público em relação ao filme continuou tão grande — mesmo décadas se passando — que não por acaso a Netflix produziu uma continuação do primeiro longa (Um Maluco no Golfe 2), quase trinta anos depois, onde acompanha a volta de Gilmore ao esporte que o tornou popular, anos depois de abandoná-lo. Dois filmes que mesmo sem trazer histórias tão elaboradas, quanto o próprio Meu Eterno Talvez, não decepcionam no quesito comicidade.

    10. Bad Trip (2021) 

    Muitas coisas fogem do tradicional neste último filme da lista, que é uma espécie de bônus para quem gosta de longas mais escrachados com desafios ou pegadinhas como Jackass: o fato de ser uma comédia road-movie, o uso de câmeras escondidas, o uso de pessoas reais, e as situações absurdas propostas pela dupla de personagens, Chris (Eric André) e Bud (Lil Rel Howery), durante a sua viagem da Flórida até Nova York, com um carro rosa roubado.

    Por esses e outros motivos, Bad Trip é um filme completamente bizarro e nonsense, que ousa no seu formato, na tentativa de reunir a espontaneidade do humor de pegadinhas, com a liberdade de criação propiciada por uma ficção. É, no mínimo, um filme curioso, surpreendente e hilariante, mesmo não contando com o viés narrativo tradicional dos outros nove longas dessa lista.

  • 6 Episódios Mais Sombrios de ‘Os Smurfs’ Que Você Não Se Lembra
    Beatriz Coutinho

    Beatriz Coutinho

    Editor JustWatch

    Criados no fim dos anos 1950, os Smurfs se tornaram muito populares graças à primeira série animada sobre os personagens, lançada em 1981, que em 2021 ganhou uma versão mais moderna. Juntos, os desenhos acumulam centenas de episódios, que embora tenham crianças como público alvo, contam com algumas histórias mais sombrias. Nesta lista da JustWatch, confira episódios assustadores de Os Smurfs, dos quais você provavelmente se esqueceu, mas que podem ser uma ótima opção para assistir em família neste Halloween.

    Vale lembrar que a franquia ganhou um novo filme recentemente. Smurfs estreou no Brasil em 17 de julho, e mostra o momento em que Papai Smurf é raptado pelos irmãos e bruxos malvados Gargamel e Razamel, enquanto Smurfette lidera uma missão de resgate pelo líder dos Smurfs no mundo real. Porém, a franquia conhecida por seu humor e alegria contagiante tem alguns episódios mais sombrios que podem ser perfeitos para essa época do ano.

    1. Os Smurfs Roxos - Os Smurfs (1981)

    No 16º episódio da primeira temporada da animação original de Os Smurfs, temos uma das histórias mais assustadoras envolvendo as criaturinhas, quando uma simples picada de inseto se transforma em um verdadeiro apocalipse zumbi na vila azul. 

    Tudo começa quando Preguiçoso é picado por uma mosca roxa e fica completamente maluco e agressivo, comportamento que logo se espalha entre os Smurfs, atingindo até mesmo o Papai Smurf. No maior clima de Thriller, do Michael Jackson, o episódio é até mesmo um pouquinho desesperador, mas ainda assim divertido e equilibrado para não dar tanto medo assim nas crianças, além de obviamente trazer um final feliz para o caos.

    2. Do que os Sonhos são Smurfeitos - Os Smurfs (1981)

    Enquanto a história dos Smurfs roxos brinca com a ideia de infecção, o episódio 34 da 2ª temporada de Os Smurfs mergulha na mente de cada criatura e mostra seus medos mais profundos. Tudo começa quando Smurfette acredita estar sendo perseguida por flores lindas, mas cruéis, e Habilidoso parece ser comido pela mandíbula enorme de uma de suas invenções, mas então eles acordam e percebem que tiveram pesadelos, que começam a se alastrar por todos da vila. 

    Entregando tensão psicológica digna de suspense ao mesmo tempo em que envolve muito humor, o episódio também tem a participação do bruxo Gargamel e de seu gato Cruel, e aborda a importância de entendermos que pesadelos não são reais, portanto, podemos vencê-los, não importando o tamanho de nosso medo — além de trazer um visual retrô super charmoso, a cara de quem curtiu Cuphead - A Série.

    3. Lobo em Pele de Peewit - Os Smurfs (1981)

    No 26º episódio da 3ª temporada, Gargamel não dá as caras, mas isso não significa que os Smurfs ficariam livres da presença de algum feiticeiro malvado e maluco. Quando o bruxo maligno Radna transforma Peewit em um lobisomem e o pobre artista ataca a vila dos Smurfs, uma confusão enorme se inicia.

    Embora seja menos apocalíptico que outros episódios assustadores, Lobo em Pele de Peewit explora a sensação de quando o perigo vem de dentro, mas também conta com um final feliz para amenizar o pânico e transmitir as clássicas mensagens sobre coragem e trabalho em equipe dos Smurfs. Para seguir na mesma linha, mas de forma mais encantadora, o filme Alfie, o Pequeno Lobisomem é uma ótima sugestão.

    4. O Feitiço do Tesouro dos Smurfs - Smurfs (2021)

    No 16ª episódio da 1ª temporada da nova animação Smurfs, uma saga como a dos anões em O Hobbit: Uma Jornada Inesperada se inicia, e apesar de infantil, deixará qualquer um bastante tenso. 

    Aqui, Vaidoso fica enfeitiçado de forma obsessiva e perigosa por uma pedra preciosa, o que é perturbador de ser assistido, pois de repente um personagem super simpático fica assustador e ainda coloca toda a sua família em risco, mesmo sem ter total consciência disso. Comparado com episódios assustadores mais clássicos, esse parece inofensivo, mas traz até mesmo reflexões sobre ganância.

    5. Smurfs Assustadores - Os Smurfs (1981)

    O 13º episódio da 9º temporada da animação original, Smurfs Assustadores, conta a estranha história do dia em que um redemoinho do tempo levou vários Smurfs para uma terra desconhecida e assustadora. Lá árvores e esquilos não pareciam ser exatamente o que eram, revelando versões apavorantes delas mesmas, o que apavora os Smurfs, que com fome em meio a confusão, acabam comendo o que não deviam, se transformando em monstros horríveis. 

    Ao melhor estilo do clássico conto infantil João e Maria, este episódio pode até ser menos amedrontador que outros, mas ainda assim dá uma sensação de estranheza que traz certo desconforto até o final enfim trazer alívio e felicidade, dando aquele gostinho de: “Ufa, superamos esse caos!”.

    6. Curta especial - Os Smurfs: O Conto de Halloween (2013)

    Encerrando a lista, temos Os Smurfs: O Conto do Halloween, um curta especial de Dia das Bruxas, que abraça de vez o clima de terror, mas ainda assim de forma leve e divertida. Na mesma pegada do filme O Cavaleiro sem Cabeça e a Abóbora Assombrada, como uma espécie de episódio independente, ele conta a história do Cavaleiro Sem Cabeça que mora em Smurfy Hollow, e surpreende os Smurfs entre sustos e humor. 

    Enquanto os outros episódios são mais tradicionais, este brinca com elementos assustadores desde o início, como florestas misteriosas e fantasmas, rendendo momentos de arrepiar, mas sem deixar o bom-humor de lado, entretendo e gerando curiosidade ao mesmo tempo.

  • ‘M3GAN’: Todos os Filmes da Boneca IA em Ordem
    Bruno Pinheiro Melim

    Bruno Pinheiro Melim

    Editor JustWatch

    Brinquedos sinistros sempre geraram um grande fascínio (e medo) no público. Quem não se lembra do boneco Chucky ou até mesmo da boneca amaldiçoada Annabelle? Para quem já bateu de frente com um deles na tela, é uma sensação quase impossível de se esquecer.

    Um ponto em comum entre esses bonecos é o fato de que todos ganham vida através de uma força sobrenatural. Algo que M3GAN não precisa, afinal, é uma boneca concebida por meio de uma Inteligência Artificial, o que acaba nos aproximando ainda mais da personagem, e deixando tudo muito mais realista e assustador. 

    Aproveitando o lançamento do novo filme da franquia, intitulado M3GAN 2.0, que trouxe de volta uma das bonecas mais sinistras do cinema (mas dessa vez não mais como antagonista), preparamos este guia para que você saiba tudo sobre o seu universo, bem como a ordem de lançamento dos filmes e onde assisti-los em streaming.

    1. M3GAN (2022)

    Muitos costumam afirmar que os melhores filmes de terror são aqueles que, além de entregar sustos, suspense e muita tensão, conseguem se utilizar do horror para discutir outros assuntos. Sendo M3GAN, ao meu ver, um desses exemplos. Além do medo, adrenalina e angústia em acompanhar a revolta mortal de uma boneca IA projetada para ser companheira emocional de uma criança, o longa também tem alguns momentos bastante críticos e satíricos, justamente para questionar os limites e o absurdo do desenvolvimento tecnológico contemporâneo.

    Por isso, o filme não se encaixa na prateleira de um um terror mais puro como Annabelle, mas sim em um mix de horror com uma comédia mais ácida, característico do primeiro filme do Chucky, Brinquedo Assassino, por exemplo, que contém diálogos cômicos inesquecíveis. Para você que está interessado em encontrar obras que, além de entreter, também discutem um dos temas mais controversos da atualidade (como Inteligência Artificial), com certeza M3GAN irá satisfazer o seu desejo. Um filme apavorante, divertido e inteligente, que foi um sucesso de público e crítica, além de ter agitado bastante a internet. Outra boa notícia é que o longa está disponível na Netflix.

    2. M3GAN 2.0 (2025)

    M3GAN trouxe uma narrativa onde a criatura (a própria boneca) se voltava contra o seu criador (Gemma). No entanto, a continuação trouxe uma reviravolta interessante, onde M3GAN retorna, mas desta vez, para auxiliar sua criadora a derrotar uma nova robô (mais poderosa e ainda mais letal), concebida à partir da mesma tecnologia. Na minha visão, uma quebra de expectativas surpreendente, uma vez que todos esperavam que a boneca voltasse novamente como antagonista, mas ao mesmo tempo estimulante, já que complexifica ainda mais a história do longa. Algo muito semelhante ao que a franquia Exterminador do Futuro fez com os seus dois primeiros filmes.

    M3GAN 2.0 mantém o tom e o ambiente característicos do primeiro longa, mas com o seu lado cômico e absurdo ainda mais exponenciado. Se fosse para comparar, eu diria que este se preocupa muito mais em nos entreter, do que propriamente em passar algum tipo de mensagem mais sofisticada. Mesmo assim, o filme funciona na sua proposta, mas desta vez, nos divertindo (com cenas mais extravagantes), muito mais do que nos aterrorizando. Uma tendência que vêm sendo explorada recentemente em outros filmes como Abigail e Morte, Morte, Morte, que também fazem uma miscelânea de gêneros. Apesar de ainda não confirmado, existe a possibilidade da franquia produzir outras sequências em breve.

  • 'Eu Sei o que Vocês Fizeram no Verão Passado' (1997): Onde Está o Elenco nos Dias de Hoje?
    Bruno Pinheiro Melim

    Bruno Pinheiro Melim

    Editor JustWatch

    Eu Sei o que Vocês Fizeram no Verão Passado (1997) foi um marco do terror slasher dos anos noventa, justamente por conseguir trazer de volta o público jovem para prestigiar filmes do gênero no cinema. A história dos amigos que encobrem um crime que cometeram, e passam a ser perseguidos por um homem com um gancho, fascinou a juventude pela sua atmosfera mais do que tensa, e os seus personagens adolescentes, imperfeitos e cativantes. Não à toa, a franquia ganhou outros filmes, uma série e um novo capítulo, que chegou agora em 2025, com o mesmo título.

    Alguns atores lendários da franquia reprisaram os seus papéis no novo Eu Sei o que Vocês Fizeram no Verão Passado (2025), como é o caso de Jennifer Love Hewitt, na pele de Julie James, e Freddie Prinze Jr, como Ray Bronson. Mas para você matar a saudade de todo o elenco original do primeiro filme, preparamos uma lista com os papéis que marcaram a carreira desses atores, desde quando estrearam na franquia, até os dias de hoje. Saiba também onde assistir, em streaming, a todos filmes e séries citados estrelados por eles.

    Jennifer Love Hewitt (Julie James)

    Além de retornar à personagem em 2025, e protagonizar o primeiro longa da franquia, Hewitt também deu vida à icônica Julie James na sequência Eu Ainda Sei o que Vocês Fizeram no Verão Passado. Não seria loucura afirmar que a sua personagem é uma das ‘final girls’ (garota que não morre e normalmente enfrenta o assassino) mais interessantes do cinema slasher, já que é uma figura complexa e que, independente do medo e da culpa que sente, tenta enfrentar o assassino de maneira mais ativa.

    Em contrapartida, além do seu lado mais dramático e expressivo (extremamente evidenciado ao longo da franquia), Jennifer Love Hewitt também demonstra todo o seu charme, simpatia e a sua face mais amorosa e cômica, em Garfield e Garfield 2, filmes que marcaram a infância de muita gente, onde interpretou a veterinária Liz. 

    Mas também não podemos esquecer de recordar ótimas personagens vividas por Hewitt, que fizeram dela uma das principais e mais versáteis atrizes de séries televisivas. Tal como a protagonista que se comunica com fantasmas, Melinda Gordon, em Ghost Whisperer, onde a atriz explora mais a fundo a intensidade emocional da sua personagem altruísta. A agente do FBI, Kate Callahan, em Criminal Minds, onde Jennifer mostra também a sua habilidade de interpretar uma figura séria, mas que utiliza o humor sarcástico como uma espécie de mecanismo de defesa. E mais recentemente, a implacável despachante, Maddie Han, em 9-1-1, que também compartilha da mesma coragem e resiliência características de Julie James.

    Sarah Michelle Gellar (Helen Shivers)

    No mesmo ano em que viveu a vaidosa Helen Shivers (igualmente perseguida pelo ‘assassino gancho’), Sarah Michelle Gellar também iniciou a sua longa trajetória na aclamada série teen Buffy: A Caça-Vampiros, interpretando a caçadora de vampiros e demônios, Buffy Summers. 

    Os dois papéis certamente serviram como um ponto de virada para a sua carreira, já que demonstraram toda a sua habilidade em dar vida a personagens que fascinam o público mais jovem. No primeiro deles, a atriz provou sua mutabilidade ao interpretar uma personagem que, de início, parecia apenas uma garota arrogante e superficial, mas que aos poucos, se torna uma mulher mais empática e valente. Já em Buffy, Sarah teve a oportunidade de, ao longo de seis anos, explorar as diversas facetas da protagonista, trabalhando com um vasto leque de possibilidades dramáticas, desde momentos mais cômicos, até outros mais vulneráveis.

    Outros dois papéis que também marcaram (principalmente) o público adolescente, foram – evidentemente — a sua divertida, determinada e mais complexa (em relação aos desenhos) Daphne, em Scooby-Doo e Scooby-Doo 2 - Monstros à Solta. E Kathryn Merteuil no suspense erótico adolescente Segundas Intenções, onde Sarah mostra toda a sua expressividade facial, ao dar vida a uma personagem manipuladora. Nos dias de hoje, a atriz teve grande destaque na série de terror Wolf Pack, onde atua ao lado de Rodrigo Santoro, e no prelúdio da icônica série do serial killer mais famoso da TV, chamado Dexter: Pecado Original. Em ambas as produções, sua atuação é marcada por uma presença forte, ao interpretar personagens sábias e mentoras. O que prova que ela passou de queridinha do público teen à admirada por seus papéis mais adultos e maduros.

    Ryan Phillippe (Barry William Cox)

    Assim como Sarah, Ryan Phillippe aumentou ainda mais o seu status de queridinho do público jovem ao interpretar um garoto rico, que nutre uma relação extremamente perturbadora com a sua ‘irmã’, em Segundas Intenções. Convenhamos, um papel um tanto quanto semelhante ao de Eu Sei o que Vocês Fizeram no Verão Passado, já que Ryan também dá vida a um personagem rico e mimado. Em ambos os longas, o ator prova seu talento ao compor personagens complexos, perturbados e manipuladores — é claro que em Segundas Intenções esses aspectos são mais evidenciados, enquanto no filme de terror, seu personagem age de forma mais discutível, muito por conta do seu medo. Resumindo, como uma espécie de ‘bad guy’, Ryan Phillippe tem o charme e a malícia necessários.

    Porém, a carreira do ator também não foi construída somente com ‘clássicos’ adolescentes, mas também com clássicos, digamos, de um cinema mais adulto. Sua participação (mesmo que como coadjuvante) nos vencedores do Oscar Crash: No Limite e Assassinato em Gosford Park, são alguns exemplos da brilhante carreira que Ryan construiu após estrelar o primeiro filme da franquia slasher. Atualmente, o ator protagoniza a série sobre corridas de rua, Motorheads: Velozes e Apaixonados, onde (com uma idade mais avançada) faz um homem mais ‘boa praça’, e que serve como um mentor aos personagens mais jovens. É claramente um papel que foge um pouco da sua zona de conforto, mas que prova que o ator também é hábil ao interpretar protagonistas mais éticos e íntegros.

    Freddie Prinze Jr. (Ray Bronson)

    Um dos personagens mais complexos da franquia, do meu ponto de vista, é, sem dúvida, Ray Bronson, vivido pelo talentoso Freddie Prinze Jr. Isso porque o seu arco narrativo é o que mais sofre alterações ao longo da franquia, o que exige do ator uma capacidade de adaptação ímpar, que vai desde um personagem que tenta proteger sua namorada (Julie James) de maneira corajosa, até uma figura sombria que passa a agir à partir dos seus traumas. Com certeza, um papel desafiador, mas que continua gerando boas impressões — inclusive, no longa de 2025.

    Na verdade, se você for notar, parece que o elenco do primeiro filme funcionou tão bem, que muitos produtores tentaram juntar os atores novamente em produções posteriores — principalmente aquelas com um forte apelo adolescente. Freddie Prinze Jr., por exemplo, também brilhou nos dois filmes live-action de Scooby-Doo, interpretando o corajoso e charmoso Fred. 

    Para quem quer conhecer ainda mais o lado divertido do ator, que facilmente consegue tirar do público algumas risadas com o seu timing cômico aguçado, saiba que Freddie Prinze Jr. participou de um episódio de Friends, onde ele interpreta o babysitter da filha de Ross e Rachel, além da comédia romântica Ela é Demais, onde ele faz um atleta rico e bonitão que passa por uma transformação amorosa. Atualmente, o artista também tem uma carreira consolidada como dublador em séries como Frango Robô e Star Wars Rebels, que comprovam a sua versatilidade no ramo, trazendo personagens marcantes por meio de sua voz. Outra curiosidade é que o ator é casado com Sarah Michelle Gellar desde 2002.

    Bridgette Wilson (Elsa Shivers)

    Bridgette Wilson interpreta Elsa, a irmã mais velha de Helen Shivers, que para a dizer a verdade, age de maneira muito má com a sua irmã. Não precisamos entrar em maiores detalhes do que isso acaba gerando no filme de 1997, mas o fato é que se o público sente uma raiva muito grande pela personagem, isso só acontece por conta da brilhante performance da atriz, que é cercada de cinismo, presunção e deboche. 

    É uma pena que Bridgette tenha dado um tempo na sua carreira, não atuando desde 2008, quando fez parte de Punhos de Aço. Porém, antes disso, a atriz chegou a fazer outros papéis coadjuvantes (meio que no mesmo tom), sempre de maneira muito segura e marcante. Se fosse para eu destacar dois deles, o primeiro seria na comédia O Casamento dos Meus Sonhos, onde ela faz uma personagem (rica, e um tanto quanto estressada) que acaba perdendo o noivão para Jennifer Lopez. E o segundo, no drama Garota da Vitrine, onde ela interpreta uma colega de trabalho (super atraente e oportunista) da protagonista.

    Anne Heche (Melissa Egan)

    Anne Heche infelizmente veio a falecer em 2022 após um acidente de carro. Mas a sua distinta carreira, marcada pela sua intensidade e versatilidade, é lembrada até hoje por todos aqueles que a admiram. Acredite se quiser, mas logo após dar vida à sinistra e misteriosa Melissa Egan, personagem que aparece durante a investigação de Julia James no primeiro filme da franquia, a atriz também brilhou em três clássicos dos anos noventa — sempre com o desafio de interpretar personagens extremamente complexas. 

    A primeira delas ao lado de Al Pacino e Johnny Depp, em Donnie Brasco, onde Anne quebra o paradigma de esposa submissa do protagonista, compondo uma personagem contraditória, que ama, mas ao mesmo sente uma raiva muito profunda do seu marido do FBI. Já a segunda, junto com Robert De Niro e Dustin Hoffman, em Mera Coincidência, onde a atriz utiliza sua convicção ao dar vida a uma mulher mega inteligente que trabalha para o presidente. E a terceira, formando um casal com Harrison Ford, em Seis Dias, Sete Noites, onde presenciamos o seu lado mais emocional e afetuoso. Convenhamos, apenas grandes papéis.

    Mas não para por aí. Anne também teve a difícil missão de interpretar a lendária personagem Marion Crane no remake de Psicose, dirigido por Gus Van Sant. Apesar do filme não ter tido muito sucesso, sua performance (principalmente na cena do banheiro) não deixou a desejar. E para além do cinema, outros papéis que também marcaram a sua filmografia, antes do seu falecimento, foram nas séries Hung e The Brave, onde a atriz também pôde explorar a sua vocação na televisão.

    Muse Watson (Ben Willis)

    Muse Watson dá vida a Ben Willis, o pescador e vilão que persegue os jovens ‘criminosos’ com a sua roupa e gancho sinistro durante os filmes Eu Sei o que Vocês Fizeram no Verão Passado e Eu Ainda Sei o que Vocês Fizeram no Verão Passado. Uma performance principalmente marcada pela fisicalidade, já que é um personagem cuja presença em tela tem o intuito exclusivo de assustar e aterrorizar os espectadores — com os seus gestos, seus passos, sua voz e suas expressões.

    Além do seu memorável papel como antagonista em filmes de terror, você provavelmente deve se lembrar de Muse interpretando o experiente prisioneiro Charles Westmoreland, também conhecido como D.B. Cooper, que auxilia Michael no seu plano de fuga, na primeira temporada de Prison Break. Uma interpretação multifacetada, de um homem arrependido em busca de algum tipo de redenção pelos seus atos. Outro personagem notável, e mais recente, vivido pelo ator, é o mentor e ex-agente Mike Franks, em NCIS: Investigação Naval, que se transformou (muito por conta da atuação sólida e intimidadora de Muse) um dos coadjuvantes mais interessantes da série. 

    Johnny Galecki (Max Neurick)

    Johnny Galecki fez uma breve participação no primeiro filme da franquia como Max Neurick, o estranhíssimo pescador que tem um crush em Julie James. Johnny é mais um ator da franquia que continuou na ativa, sendo amplamente reconhecido pelo público — principalmente pelos fãs de The Big Bang Theory — já que ao longo de 12 temporadas deu vida ao genial e tímido físico, Leonard Hofstadter. Dois personagens bastante distintos, que provam sua capacidade de interpretar figuras completamente divergentes.

    Outros personagens que marcaram a trajetória do ator, foram: Peter Brown, amigo do protagonista vivido por Tom Cruise em Vanilla Sky, e David Healy, o babysitter de D.J e posteriormente marido de Darlene Conner, na lendária série de comédia, Roseanne. Ao meu ver, é um ator que fica muito à vontade em produções mais cômicas, mas que também sabe trabalhar bem com outros gêneros, principalmente quando interpreta personagens um tanto quanto estranhos.

    Stuart Greer (David Caporizo)

    Muitos não se lembram, mas Stuart Greer interpreta o oficial Caporizo, responsável por ignorar os avisos de Helen sobre o assassino, logo depois dela ter passado por um trauma absurdo (envolvendo uma morte). Um personagem desconfiado e meio debochado, bem interpretado por um ator que consegue transparecer esses aspectos, de um típico policial ‘preguiçoso’, que acaba sofrendo as consequências pela sua descrença.

    Seu papel como policial (que combina muito com o seu perfil) em um filme de terror, com certeza repercutiu quando ele foi escalado em produções posteriores para dar vida a figuras coadjuvantes, mas impactantes. Como por exemplo, no terror sobrenatural investigativo A Colheita do Mal, onde demonstra toda a sua imposição física, ou na comédia de ação American Ultra: Armados e Alucinados, onde ele mostra o seu lado mais intimidador como autoridade (Xerife), inserido em um filme conhecido pela sua temática mais absurda. 

    Sem esquecer também do thriller policial Linha de Frente, escrito por Sylvester Stallone, onde Suart expõe sua face ameaçadora característica, mas dessa vez como um antagonista. E para aqueles mais atentos, o ator também aparece na sexta temporada de The Walking Dead, na pele do sinistro Roman, que faz parte dos Salvadores — o que prova mais uma vez, que consegue causar algum tipo de incômodo ou desconforto, característicos dos seus personagens apenas com sua presença.

  • Ranking dos Melhores Filmes e Performances de Margot Robbie
    Bruno Pinheiro Melim

    Bruno Pinheiro Melim

    Editor JustWatch

    Margot Robbie está de volta às telonas após o sucesso de Barbie, dessa vez para protagonizar, ao lado de Colin Farrell, o romance fantástico intitulado A Grande Viagem da Sua Vida, que já está em cartaz nos cinemas brasileiros. Não podemos esquecer também, do seu filme que chega a seguir, O Morro dos Ventos Uivantes, que com estreia marcada para 2026, já teve o seu trailer recentemente divulgado.

    Aproveitando o grandioso retorno da atriz australiana, separamos um ranking com os seus melhores filmes e performances da carreira, para que você possa aproveitar ao máximo o talento e brilho de uma das figuras contemporâneas mais relevantes da sétima arte. Através deste guia, saiba também onde encontrar todas as produções elencadas em streaming.

    10. A Grande Viagem da Sua Vida (2025)

    Começando pelo seu último filme lançado, A Grande Viagem da Sua Vida é um drama romântico misturado com fantasia, do prestigiado diretor Kogonada, que traz Margot Robbie e Colin Farrell se conectando através de uma viagem no tempo que atravessa as memórias de infância dos seus personagens. Um filme colorido, vibrante e surreal, que, na minha visão, pode agradar os amantes de romances mais lúdicos como La La Land.

    Neste longa que vem dividindo opiniões, Margot se destaca com uma atuação carismática e sensível, representando uma personagem um pouco mais rasa (em comparação às suas interpretações mais intensas como em Eu, Tonya e Babilônia), mas que não deixa de ter uma química cativante com seu ‘parceiro de viagem’ Colin Farrell. Uma mulher assolada pela descrença no amor, que ao longo de uma travessia mágica, acaba por fazer descobertas que mudam a sua maneira de ver o mundo e à si própria.

    9. Amsterdam (2022)

    À semelhança de A Grande Viagem da Sua Vida, Amsterdam também não é um filme impecável, mas traz Margot Robbie com uma representação bastante excêntrica e ainda mais magnética, dando vida a uma enfermeira amante de arte, que se vê envolvida em uma complicada trama política.

    Um filme de época sobre uma conspiração por trás de um assassinato (que eu recomendaria sobretudo aos que procuram ficções misteriosas, mas com um tom mais divertido, como Dois Caras Legais), e que se não fosse pela distração das inúmeras participações aleatórias de atores prestigiados, poderia ser uma obra mais convincente. Uma pena, já que a personagem de Margot Robbie, uma das figuras mais interessantes do longa, apesar da sua impecável interpretação, acaba ficando algumas vezes em segundo plano.

    8. Aves de Rapina - Arlequina e sua Emancipação Fantabulosa (2020)

    Poderíamos falar sobre a performance de Margot Robbie em Esquadrão Suicida — que, por sinal, é bastante notável — mas por que não falarmos sobre a sua impressionante Arlequina no filme que se centra exclusivamente na história da personagem?

    Se Amsterdam é um filme que faz com que a energia de Margot Robbie seja um pouco invisibilizada, Aves de Rapina - Arlequina e sua Emancipação Fantabulosa faz exatamente o contrário, já que traz a atriz mais enérgica do que nunca, representando uma figura conhecida pela sua insanidade. Na minha visão, é um filme de ‘super-heróis’ que não tem o mesmo apelo que os longas mais conhecidos da DC (como Coringa, por exemplo), mas que não deixa de ser uma ótima escolha para quem procura um filme de ação brutal, subversivo e reluzente, ainda por cima, com temas contemporâneos bastante relevantes.

    7. Duas Rainhas (2018)

    Saltamos agora de uma anti-heroína da DC em Aves de Rapina para a Rainha da Inglaterra, Elizabeth I, em Duas Rainhas — dois papéis opostos, que demonstram a polivalência de Margot Robbie ao dar vida a personagens desiguais, mas sempre com um forte protagonismo feminino.Um longa sofisticado e mais bem dirigido que o anterior da lista, que certamente agradará os amantes de filmes históricos com complexas tramas de luta por poder, que se comprometem mais com a narrativa ficcional da obra do que propriamente com a fidelidade da história, como A Favorita, por exemplo. Além disso, é um filme, sobretudo, marcado por atuações fabulosas. Tanto por parte de Margot, que consegue expor de maneira pungente a vulnerabilidade e desconfiança da monarca inglesa. Quanto do lado de Saoirse Ronan, que impressiona ao dar vida à indomável e audaciosa prima da Rainha, Mary, que retorna à Escócia clamando pelo trono.

    6. O Escândalo (2019)

    Na teoria, o fato de Margot Robbie dividir o protagonismo de O Escândalo com Charlize Theron e Nicole Kidman, poderia fazer com que o seu brilho fosse um pouco ofuscado. O que não acontece na prática, uma vez que sua impressionante, sensível e tocante performance, faz com que a sua personagem (uma jornalista vítima do chefe da Fox News), tenha uma importância muito grande para o desenvolvimento da trama.

    Assim como Duas Rainhas, também é um filme baseado em uma história real (só que com um recorte contemporâneo), que denuncia os abusos de uma das figuras mais repugnantes da história da TV norte-americana, através de uma comovente e poderosa história, potencializada pelas brilhantes performances deste trio estelar. Uma obra que recomendo muito àqueles que estão em busca de histórias potentes, com um forte protagonismo feminino e um caráter de denúncia, como Erin Brockovich.

    5. O Lobo de Wall Street (2013)

    O Lobo de Wall Street foi o grande responsável pela ascensão de Margot Robbie em Hollywood. Afinal, protagonizar um filme de Martin Scorsese, ao lado de Leonardo DiCaprio, com apenas 22 anos de idade, não é pouca coisa. Um papel como a esposa de um ganancioso acionista de Wall Street que lembra a sua personagem em O Escândalo, justamente por ser uma mulher que também evidencia a toxicidade de um ambiente dominado por homens com sede de poder, mas que se destaca ainda mais, uma vez que conta com a direção magistral de uma lenda viva do cinema.

    Com uma performance marcante, persuasiva e sedutora, que vai além de uma mera representação caricata de uma esposa de um homem sem escrúpulos, Margot nos entrega uma personagem multifacetada e muito ambiciosa (já que usufrui da riqueza adquirida ao longo do filme), mas que também usa seu amplo poder de convencimento para manter um certo controle sobre o seu marido. 

    4. Era Uma Vez em... Hollywood (2019)

    Concordemos, não é qualquer pessoa que consegue representar em tela uma das atrizes mais ilustres da história do cinema, Sharon Tate — conhecida também pelo seu fim trágico nas mãos dos membros da Família Manson, história reinterpretada em Era Uma Vez em... Hollywood, de uma forma completamente original e ficcional. Na minha visão, o filme mais sensível e autêntico de Quentin Tarantino — que apesar do uso da violência, apresenta uma história repleta de nuances e sentimentalismo.

    Ocupa a quarta colocação do ranking, uma vez que, a meu ver, é, ao lado de Eu, Tonya, a interpretação mais ‘fiel’ de Margot Robbie (levando em conta, claro, personagens que são baseadas em pessoas reais). Isto porque a atriz consegue capturar maravilhosamente os trejeitos, humor e espírito de Sharon Tate, fazendo com que o público se identifique com a personagem — sensação extremamente importante por conta do surpreendente desfecho do filme.

    3. Barbie (2023)

    Se existisse essa possibilidade, talvez poderia declarar um empate técnico entre as três primeiras produções dessa lista. Mas como trata-se de um ranking, infelizmente Barbie acaba ficando com a terceira posição, somente pelo fato de que considero uma interpretação ligeiramente menos desafiadora, comparado com Babilônia e Eu, Tonya.

    Tirando esse detalhe, nada mais se pode apontar sobre a sublime performance da atriz, que consegue dar vida a uma boneca, transferindo-a emoções, sentimentos e desejos, através de um arco narrativo que empodera gradualmente a sua personagem. Um filme que, a meu ver, só alcançou este status tão respeitável (vale lembrar que foi indicado a oito Oscars) por conta do exímio trabalho de Margot, tanto na frente da câmera, quanto por trás dela, já que também é produtora do longa.

    2. Babilônia (2022)

    Em Aves de Rapina - Arlequina e sua Emancipação Fantabulosa, vimos Margot Robbie transmitindo uma energia ímpar, mas nada comparado com sua performance rebelde, espontânea e impetuosa, de uma atriz em busca do seu lugar em Hollywood, no virtuoso Babilônia — um filme selvagem e megalomaníaco, que retrata de maneira insana os bastidores cinematográficos de uma época (anos 20) que foi marcada pela sua extravagância. Para quem gosta de obras que fazem o retrato de um período do cinema, como Era Uma Vez em... Hollywood, não ficará decepcionado.

    Mais uma personagem livre e subversiva da sua filmografia, que além de expor competências dramáticas de Margot (já elucidadas ao longo dessa lista), também explora as virtudes mais físicas da atriz, através de um papel que exige movimentos corporais muito sofisticados, e sequências de dança bastante intensas, impecavelmente performadas pela australiana.

    1.  Eu, Tonya (2017)

    Já deu para perceber que Margot Robbie sempre escolhe papéis complexos e desafiadores, melhor exemplificado pela sua personagem completamente desequilibrada e ambígua, em Eu, Tonya — obra que merece a primeira colocação do ranking. Um filme com uma energia caótica (bem parecido com Touro Indomável) baseado na polêmica história da icônica patinadora Tonya Harding, conhecida pelo escândalo que envolveu o atentado contra uma patinadora concorrente.

    Uma performance grandiosa, que trabalha dramaticamente a fragilidade emocional de uma personagem com uma ‘armadura violenta’ — uma mulher que se auto sabota, que se envolve em relacionamentos abusivos, e acaba, muitas vezes, devolvendo para o mundo, seu sofrimento através da violência. Um papel extremamente exigente, onde Margot entregou tudo de si, lhe rendendo a sua primeira indicação ao Oscar. Uma atuação que certamente elevou o seu status em Hollywood de maneira exponencial, fazendo com que ela se tornasse uma das principais atrizes contemporâneas da indústria cinematográfica.

  • Outubro de Animes: Os 10 Lançamentos Mais Aguardados do Mês
    Beatriz Coutinho

    Beatriz Coutinho

    Editor JustWatch

    Como já é de costume para os otakus, outubro traz uma nova temporada de lançamentos de animes, que chega com títulos inéditos, continuações aguardadas e conclusões épicas para muitas animações. Entre aventuras vibrantes, dramas emocionantes, comédias surreais e até mesmo antologias, o mês promete agradar todo tipo de fã, do novato ao veterano.

    A diversidade das estreias vai da continuação de animes que reimaginam clássicos, como Ranma ½, até produções originais cheias de criatividade e cores vibrantes, como Disney Twisted-Wonderland e Sanda. Passando também por tons mais assustadores, como This Monster Wants to Eat Me, e temporadas finais que prometem muita emoção, como é o caso de My Hero Academia.

    Nesta lista da JustWatch, descubra quais são os 10 lançamentos de animes mais aguardados de outubro de 2025 e em quais serviços de streaming assistir a todos eles.

    Bônus: Chainsaw Man - O Filme - Arco da Reze (2025)

    Desde sua estreia, Chainsaw Man se estabeleceu como um dos animes mais impactantes da nova geração, misturando ação visceral, horror grotesco, humor e momentos sensíveis inesperados — que lembram Parasyte e Jujustu Kaisen. A 1ª temporada do anime já havia deixado claro que Denji, o improvável herói com motosserras no lugar dos braços e da cabeça, estava destinado a muito mais do que apenas lutas sangrentas contra demônios poderosíssimos.

    Agora, a aguardada continuação do anime, Chainsaw Man - O Filme - Arco da Reze, chega em 23 de outubro nos cinemas brasileiros, prometendo elevar ainda mais o nível da adaptação. O filme vai explorar um dos arcos mais queridos do mangá, apresentando Reze, uma personagem que trará tanto delicadeza quanto brutalidade para a trama, apresentando novos dilemas românticos e confrontos devastadores para Denji lidar. A produção já foi lançada no Japão e por lá os fãs ficaram empolgados com o que viram, revelando que o filme está repleto de humor e cenas de luta e ação de tirar o fôlego, além de ter uma animação de alta qualidade.

    10. To Your Eternity - 3ª Temporada (2021–) 

    Poucos animes conseguem emocionar e surpreender tanto quanto To Your Eternity, cuja história acompanha a jornada de um ser imortal lançado na Terra, que pode assumir a forma de qualquer objeto ou pessoa. Quando se torna um garoto, Fushi, ele embarca em uma sensível jornada de autodescoberta pelo planeta, aprendendo lições valiosas sobre humanidade, amor e perda a cada encontro com pessoas que marcam sua existência. Aos poucos, ele evolui de um observador curioso para alguém carregado de memórias e responsabilidades.

    A cada temporada, a trama se aprofunda em dilemas mais profundos, equilibrando momentos de ternura com uma brutalidade emocional incapaz de deixar alguém indiferente diante da história. Em 4 de outubro, veremos a terceira temporada na Era Moderna, um século após os acontecimentos que acompanhamos anteriormente, em um mundo repleto de prédios, carros e outras novidades para Fushi se acostumar — tudo isso enquanto ele lida com novos desafios assustadores, mesmo após a aparente derrota dos Nokkers.

    9. Disney Twisted-Wonderland (2025)

    Uma das estreias mais curiosas do mês, marcada para 29 de outubro, Disney Twisted Wonderland será o primeiro anime da Disney, inspirado no jogo mobile homônimo que se tornou um sucesso ao misturar elementos como visual novel e RPG de turno, e no mangá que nasceu a partir dele. O anime apresentará um universo cheio de referências aos vilões clássicos do estúdio, como a Rainha de Copas, de Alice no País das Maravilhas; Scar, de O Rei Leão; entre outros, com uma pegada Harry Potter, mas de um jeito mais sombrio.

    Mesmo antes da estreia, já dá para sentir o forte apelo visual da produção, que promete misturar fantasia, drama escolar e rivalidade entre alunos. Assim como em To Your Eternity, aqui teremos um protagonista perdido em um novo mundo, já que o trailer mostra como o jovem Yuu chega ao colégio Night Raven College revelando a todos que não tem a menor ideia do que está fazendo naquele local repleto de magia, sendo rapidamente confrontado por outros personagens. Os traços da animação são muito bonitos e modernos, o que só empolgou ainda mais os entusiastas de vilões da Disney.

    8. Star Wars Visions - 3ª Temporada (2021-) 

    Como uma espécie de Love, Death and Robots de Star Wars, Star Wars: Visions é uma antologia ousada, que entrega o universo de uma das sagas mais icônicas da cultura pop nas mãos de diferentes estúdios e estilos de animação. O resultado da 1ª temporada foi uma coletânea fascinante, que mostrou como a mitologia Sith, Jedi e a própria Força podiam ser interpretadas de diversas maneiras. A 2ª temporada ampliou ainda mais esse objetivo, misturando novas  referências à narrativa da galáxia muito, muito distante.

    A 3ª temporada de Star Wars: Visions estreia em 29 de outubro e trará uma novidade empolgante: apesar de continuar sendo uma antologia, ela terá sequências para os episódios O Duelo, O Nono Jedi e A Noiva Aldeã, da 1ª temporada. Os outros episódios continuarão sendo uma surpresa, ora entregando ação visceral, ora mergulhando na filosofia por trás da Força, o que mostra como, mesmo sem ser canônica, a série virou um espaço de liberdade artística que ainda assim mantém a essência Star Wars viva.

    7. This Monster Wants to Eat Me (2025)

    Se você procura por algo bem mais sombrio que produções Disney ou a história de Fushi em To Your Eternity, provavelmente vai gostar de This Monster Wants to Eat Me, um anime do tipo yuri que parece carregar uma pegada parecida com O Verão em que Hikaru Morreu, um forte candidato a anime do ano. Nesta animação japonesa que estreia em 2 de outubro, acompanhamos Hinako, que depois de perder sua família em um acidente, deseja tirar a própria vida, embora não acredite que conseguiria fazer isso sozinha.

    Quando Hinako conhece a sereia Shiori, as duas firmam um acordo bastante preocupante: a criatura protegerá Hinako dos espíritos yōkai, devorando-a antes deles quando chegar o momento certo. This Monster Wants to Eat Me parece assustador, violento e belo na medida perfeita, tendo como objetivo fortalecer a relação entre Hinako e Shiori a cada episódio, o que provavelmente terá como resultado um romance regado à terror que parece bastante interessante.

    6. Digimon Beatbreak (2025)

    Embora This Monster Wants to Eat Me surpreenda pela originalidade, Digimon Beatbreak, que chega em 5 de outubro, ganha vantagem pela força que a franquia carrega. Depois de tantas fases, Digimon continua se reinventando e chega prometendo unir a nostalgia dos fãs antigos com o frescor de um novo mundo inédito, no qual a Inteligência Artificial Sapotama começa a gerar Digimons. Isso faz com que o novo protagonista, Tomoro Tenma, encontre Gekkomon, e seja chamado para fazer parte do grupo de caçadores de recompensas Golden Dawn, que acredita que pode revolucionar seu esquema com a ajuda dessas criaturinhas.

    Embora isso ainda não seja uma certeza, o nome do anime e o trailer revelado até o momento, indicam que a animação envolverá muita música, criando um ritmo diferente do que já foi visto na saga até agora. Enquanto Digimon Tamers tinha um tom mais sombrio, e Digimon Adventure Tri investiu na emoção e na melancolia, Beatbreak parece investir em uma trilha mais experimental, brincando com a estética e a narrativa da franquia. O anime tem tudo para despertar grande empolgação em quem cresceu acompanhando digievoluções.

    5. Sanda (2025)

    Se você gostou de Beastars, mas prefere histórias mais engraçadas e bizarras, sem vergonha de serem exatamente assim, e quer conhecer mais do trabalho da criadora Paru Itagaki, prepare-se para entrar no clima do Natal antes mesmo do Halloween. Com lançamento previsto para 4 de outubro, Sanda apresenta um futuro distópico que mistura mistério, ação e uma reinterpretação um tanto curiosa do mito do Papai Noel, o que já indica parte do tom cômico que a história terá.

    Situado no Japão de 2080, em uma realidade na qual o país adotou regulamentos extremos para crianças depois de ver sua taxa de natalidade mais do que despencar, Kazushige Sanda descobre que é descendente do Papai Noel e tudo muda. A narrativa parece equilibrar um humor surreal, com muitas transformações de Sanda no Santa Claus e cenas de luta bizarras, ao mesmo tempo que traz dilemas de responsabilidade e fala sobre o folclore esquecido pela sociedade, levantando questionamentos sobre tradição, identidade e a verdadeira importância do Natal.

    4. Ranma ½ - 2ª Temporada (2024-)

    Se Sanda representa o bizarro e a inovação bem-humorados nesta lista, a 2ª temporada de Ranma ½ é um dos momentos mais aguardados do mês por ser um retorno triunfal aos clássicos, marcado para 5 de outubro — afinal de contas, a produção é uma verdadeira celebração da comédia romântica nos animes. A 1ª temporada desta nova versão do anime (a primeira aconteceu entre 1989 e 1992), já havia mostrado o quanto a obra de Rumiko Takahashi continua atemporal, misturando artes marciais, romance e situações absurdas, mas a segunda promete expandir ainda mais esse universo caótico.

    O charme da série está na forma como Ranma, um jovem rapaz que treina artes marciais, é amaldiçoado e após um acidente, se transforma em mulher quando molhado com água fria, o que faz com que ele lide com rivalidades, paixões e confusões que parecem nunca ter fim. Além do humor e dos triângulos amorosos que sempre arrancam gargalhadas, Ranma ½ também tem um lado nostálgico irresistível. Esta é a história perfeita para quem curtiu Inuyasha, do mesmo autor e que também tem uma dinâmica de trocas, ou o filme Your Name.

    3. Spy × Family - 3ª Temporada (2022-)

    Por mais que Ranma ½ seja um clássico, poucos animes conquistaram tanto carinho do público nos últimos anos em tão pouco tempo quanto Spy × Family, e não é à toa que a estreia da 3ª temporada do anime, em 4 de outubro, seja muito aguardada. A mistura de espionagem, comédia e drama familiar continua sendo o grande trunfo da animação, que acompanha o espião Loid Forger tentando equilibrar suas missões secretas com a vida doméstica ao lado da assassina Yor, e da telepata Anya, de quem ele finge ser marido e pai, respectivamente.

    As duas primeiras temporadas mostraram como a trama vai além das piadas, explorando a importância dos laços criados pelo trio, mesmo que inicialmente eles fossem baseados em uma farsa. Depois de muitos episódios mostrando o cotidiano desta família nada convencional, a expectativa é de que a narrativa avance, colocando a “família perfeita” diante de novos desafios, como Loid tentando progredir em Operação Strix, sua missão atual, quando o ônibus escolar de Anya e seus amigos é sequestrado por terroristas. Se você curtiu Buddy Daddies, vai adorar dar uma chance para Spy × Family, vale a pena maratonar os episódios, mesmo que você chegue com atraso para a temporada atual.

    2. One Punch Man - 3ª Temporada (2015-)

    Desde sua estreia, One Punch-Man se tornou um fenômeno por brincar com todos os clichês do gênero de super-heróis e batalhas shonen — o que muitos acreditam ter inspirado o concorrente Solo Leveling. Saitama, o protagonista careca capaz de derrotar qualquer inimigo com um único soco, conquistou fãs no mundo todo justamente por unir ação insana, humor afiado e uma boa dose de crítica ao próprio universo dos animes de luta. A 1ª temporada do anime trouxe uma animação impecável e batalhas memoráveis, que logo fizeram com que todo mundo acreditasse que este era um dos melhores animes de todos os tempos.

    No entanto, apesar da 2ª temporada ter expandido seu elenco, ela também trouxe uma piora na qualidade visual da animação, o que fez com que muita gente perdesse a fé na adaptação. A 3ª temporada de One Punch-Man, que estreará em 5 de outubro, adaptará o famoso arco da Associação dos Monstros, que promete lutas colossais, novos rivais e Saitama lidando com o vazio de sua força esmagadora. Apesar dos vários problemas que o desenvolvimento da 3ª temporada enfrentou nos bastidores, como a falta de transparência do estúdio e atrasos, o sucesso inicial da adaptação e o fato de que o mangá tem uma reputação muito boa, fazem com que as expectativas para a nova temporada sigam altas, o que explica a segunda posição da lista.

    1. My Hero Academia - Temporada Final (2016-2025) 

    Não tem jeito, chegar à temporada final de My Hero Academia é testemunhar o fim de uma das sagas mais marcantes da última década dos animes shonen, o que torna a produção a estreia mais aguardada de outubro, prevista para 4 de outubro. Desde que Deku recebeu o poder de All Might e entrou na U.A. para treinar como ser um herói, a animação construiu não só um universo vibrante de batalhas intensas, mas também uma reflexão profunda sobre sacrifício, amizade e o verdadeiro peso da responsabilidade.

    Ao longo das temporadas, conhecemos vilões inesquecíveis, rivalidades explosivas e momentos que marcaram os fãs para sempre, tudo levando ao grande confronto final entre All For One e Shigaraki. Agora, a expectativa está em como a obra vai amarrar todas as suas narrativas e encerrar o legado de cada personagem que cresceu junto com o público. My Hero Academia tem tudo para se despedir de seus fãs como uma jornada épica que aborda coragem, esperança e inspiração de forma intensa.

  • Os 10 Melhores Dramas do Ator Sul-coreano Park Bo-Gum
    Beatriz Coutinho

    Beatriz Coutinho

    Editor JustWatch

    Cada vez mais atores sul-coreanos estão conquistando o público internacional com muito carisma e um deles certamente é o versátil Park Bo-Gum, de 32 anos. Conhecido por sua capacidade de transitar entre gêneros, indo dos romances leves ao suspense psicológico, passando por dramas históricos e até por ficção científica, ele se consolidou como um dos grandes nomes do entretenimento da Coreia do Sul na última década.

    Em 21 de setembro de 2025, Park Bo-Gum esteve em São Paulo para participar de um encontro de fãs de seu trabalho. Durante o evento, que foi muito elogiado por todas as pessoas presentes, o ator vestiu a camisa da seleção brasileira de futebol, arriscou dizer algumas palavras em português, cantou para o público e pareceu verdadeiramente empolgado ao longo de cada interação.

    Nesta lista da JustWatch, você descobre o motivo por trás de tantas pessoas adorarem Park Bo Gum conferindo quais são as 10 melhores produções da carreira do ator e em quais serviços de streaming assistir a elas.

    10. My Name is Gabriel (2024)

    A estreia de Park Bo-Gum no programa My Name is Gabriel foi uma surpresa, já que o ator e cantor é mais conhecido por seus papéis em dramas e filmes, não em reality shows, mas uma surpresa boa. Aqui, acompanhamos a jornada de diversas estrelas sul-coreanas que viajam para outro país com o objetivo de viver a rotina de outra pessoa por 72 horas, em um formato que une documentário e entretenimento.

    Do episódio um ao três, vemos Bo-Gum revelando seu carisma natural fora da ficção, mostrando seu lado mais humano, caloroso e até mesmo vulnerável enquanto vive a vida de Ruaidhri, o líder de um coral que vive em Dublin, na Irlanda. Em diversos momentos é possível ver como o ator se sente curioso sobre a vida deste “estranho”, ao mesmo tempo em que se emociona conforme se infiltra na rotina dele. Se você gosta de conhecer artistas para além das câmeras, My Name is Gabriel vai te conquistar.

    9. Eu Lembro de Você (2015)

    Também conhecido como Hello Monster, Eu Lembro de Você é um drama policial e foi uma das primeiras produções a mostrar Park Bo-Gum em um personagem mais sombrio e complexo. Aqui ele interpreta o misterioso jovem Jung Sun-ho/Lee Min, envolvido em uma trama de assassinatos e investigações familiares, destacando-se muito bem em meio a um elenco mais experiente, mostrando como já em 2015 o ator conseguia transmitir uma profundidade emocional que fugia do estereótipo de galã.

    Eu Lembro de Você é uma ótima escolha para quem curte thrillers sul-coreanos mais puxados para o suspense psicológico e muito drama, como o mais recente Diga-Me O Que Viu. Ainda que o personagem de Park Bo-Gum não seja o foco principal da série, a atuação dele tornou o personagem memorável, um indicativo inicial da versatilidade que marca a carreira do ator.

    8. Um Bom Garoto (2025)

    Se você gostou de filmes como Extreme Job ou séries do tipo Brooklyn 99, vai adorar Um Bom Garoto, drama que mostra como Park Bo-Gum em uma série que combina ação e investigação criminal, como em Eu Lembro de Você, mas com uma boa dose de comédia. Aqui, ele interpreta Yoon Dong-ju, um ex-boxeador olímpico que se torna policial em uma equipe composta por outros atletas, cada um lidando com seus próprios dilemas pessoais (que vão de dívidas à lesões), enquanto enfrentam criminosos.

    A série está recheada de momentos tensos, mas também conta com cenas leves e engraçadas, além de entregar lutas muito bem coreografadas, que formam o equilíbrio perfeito com o drama que também acompanha cada episódio. Embora a produção demore um pouco para entrar no ritmo, o que exige um pouco mais de dedicação do público, ela é perfeita para conferir a versatilidade de Bo-Gum em sua carreira.

    7. Wonderland (2024)

    Se a ação de Um Bom Garoto não é a sua praia, em Wonderland, Park Bo-Gum mergulha em um filme visualmente marcante, que mistura ficção científica, drama e romance. A produção conta a história de um serviço de Inteligência Artificial capaz de recriar entes queridos falecidos de forma virtual, permitindo que as pessoas lidem com suas perdas. Aqui, Bo-Gum vive o papel de Tae-joo, dividindo suas cenas com Bae Suzy, que interpreta Jeong-inm, formando um casal que enfrenta as complicações emocionais e éticas do uso da tecnologia para enfrentar o luto.

    O ator equilibra muito bem a delicadeza romântica que o papel exige com a estranheza que o tom futurista da trama carrega, entregando um personagem que emociona mesmo sendo apenas o produto de uma IA — mais uma prova de que Bo-Gum consegue surpreender em papéis mais arriscados. Se você chorou até secar com filmes como Ela e Como Eu Era Antes de Você, já deixe um lencinho ao lado do sofá. 

    6. Seo Bok (2021)

    Antes de Wonderland, Bo-Gum já havia mergulhado em uma história de ficção científica, mas Seo Bok tem uma pegada mais sombria do que o romance anterior. Nesta produção de 2021, que lembra os dilemas de Logan e A Bruxa: Parte 1. A Subversão, ele interpreta um papel desafiador: Seo Bok, o primeiro clone humano, criado em laboratório. A trama acompanha sua fuga ao lado do ex-agente Min Gi-heon (Gong Yoo), que resulta em uma dinâmica intensa entre ação, dilemas éticos e momentos inesperados de ternura.

    Bo-Gum transmite fragilidade e inocência ao mesmo tempo em sua atuação, afinal de contas, ele é uma criação artificial lidando com o mundo real pela primeira vez. Ao mesmo tempo, o personagem sugere uma força quase sobre-humana, o que resulta em uma atuação tanto física quanto emocional por parte do ator. O filme provoca diversas reflexões sobre a humanidade e é uma ótima escolha para quem curte imaginar as consequências de realidades em que a tecnologia vai longe demais, além de reforçar como Bo-Gum sempre está disposto a arriscar papéis fora de sua zona de conforto.

    5. Encontro (2018)

    Apesar da versatilidade incrível do ator, como vimos em Seo Bok e Um Bom Garoto, é inegável que ele brilha nos dramas românticos, como Encontro, também conhecido como Encounter ou Boyfriend, que foi um marco na carreira de Park Bo-Gum por unir seu carisma jovial com a experiência da estrela sul-coreana Song Hye-kyo. Aqui, temos a história de um romance improvável entre Cha Soo-hyun, a filha de um político que se sente presa às obrigações que a sociedade espera das mulheres, e Kim Jin-hyuk, um jovem comum, mas sonhador, que a inspira a redescobrir as belezas da vida.

    O filme ganha qualquer um com a química perfeita entre os protagonistas, com Bo-Gum iluminando cada cena com seu olhar sincero e um sorriso que ressalta a pureza de seu personagem, tornando impossível não torcer por ele. Se você curte romances, mas espera algo mais maduro de histórias de amor, Encontro é a escolha perfeita para assistir comendo pipoca e brigadeiro, além de ser uma produção que mostra como o ator sabe emocionar com autenticidade.

    4. Passarela de Sonhos (2020)

    Outra história moderna do ator é Passarela dos Sonhos, em que Bo-Gum assume o papel de Sa Hye-jun, um jovem modelo talentoso que sonha em chegar ao topo da profissão e em também se tornar um ator de sucesso. Ao lado do melhor amigo Won Hae-hyo (Byeon Woo-seok) e da maquiadora Ahn Jeong-ha (Park So-dam), o trio tenta se apoiar, já que cada um enfrenta um drama diferente na hora de realizar os próprios sonhos, como a falta de apoio da família ou assédio moral no trabalho.

    Em uma pegada parecida com a de Apostando Alto, a série combina drama, romance e bastidores do mundo da moda e do entretenimento para mostrar como cada jovem tenta correr atrás de seus desejos apesar das dificuldades. Passarela dos Sonhos aborda com delicadeza como nossos amigos podem se tornar nossa família em momentos de dificuldade, sendo ideal para quem gosta de histórias inspiradoras, cheias de momentos de superação. Além disso, a atuação de Bo-Gum é impressionante, transmitindo muita sensibilidade, o que torna a jornada de seu personagem ainda mais cativante para o público

    3. Amor ao Luar (2016)

    Provando que sua química com o público pode preceder os tempos modernos de Encontro e Passarela de Sonhos, temos Amor ao Luar, drama histórico que confirmou Park Bo-Gum como um dos grandes galãs da Coreia do Sul, sendo perfeito para quem curte comédias românticas de época, como Splash Splash Love. Aqui, o ator interpreta o príncipe herdeiro Lee Yeong que se vê envolvido em uma história de amor improvável com uma garota que se disfarça de homem, Ra-on (Kim Ji-young), e trabalha como escritor e conselheiro amoroso durante a Dinastia Joseon.

    No entanto, a história fica ainda mais complexa, pois aqui temos um triângulo amoroso, já que Ra-on também chama a atenção do filho de um importante membro da corte. Com a atuação encantadora de Bo-Gum, equilibrando humor, charme e vulnerabilidade, a série se torna leve e envolvente, mesmo em meio às sérias intrigas do palácio do reino, não sendo à toa o clássico moderno que consolidou a fama internacional do ator. Além disso, a produção ainda entrega figurinos impressionantes, evolução dos personagens e reviravoltas de tirar o fôlego.

    2. Reply 1988 (2015)

    Reply 1988 também volta no tempo, mas menos que Amor ao Luar, e é um marco na carreira de Park Bo-Gum, mostrando sua habilidade de se destacar mesmo entre um elenco cheio de jovens talentos. Nesta história marcada pela nostalgia, que gira em torno de cinco amigos e suas famílias vivendo em um bairro de Seul em 1988, ele interpreta Choi Taek, um prodígio do baduk (famoso jogo de tabuleiro coreano), que apesar da fama, é tímido e tem dificuldades para lidar com atividades consideradas comuns por outros jovens. 

    A série é perfeita para quem curte dramas mais saudosistas, que abordam a simplicidade da vida e relações de amizade, família e romance com muita leveza e uma emoção bastante genuína, como a produção um pouco mais recente Vá em Frente. Bo-Gum conquista o público facilmente com sua simplicidade e sinceridade, fazendo seu personagem brilhar desde as interações com outros colegas de bairro, até os momentos mais introspectivos, equilibrando humor e ternura o tempo todo. Na época de seu lançamento, a série se tornou o drama de maior audiência da história da TV paga sul-coreana, mais um indicativo do sucesso da história.

    1. Se a Vida te Der Tangerinas (2025)

    A atuação de Park Bo-Gum que ocupa o topo dessa lista também é regada por nostalgia, mas de forma ainda mais emocionante, madura e profunda do que em Reply 1988. Se a Vida te Der Tangerinas é um drama ambientado na Ilha de Jeju, que acompanha a vida de Ae-sun (IU) uma jovem rebelde com sonhos à frente de seu tempo para a época em que nasceu, mas ainda assim ela recebe todo o amor e apoio de Gwan-sik, papel de Bo-Gum, um homem tranquilo e leal.

    A trama acompanha o casal desde sua juventude nos anos 1950, até a fase adulta em Seul, décadas depois, sendo narrada pela filha deles e explorando suas jornadas individuais e conjuntas, abordando temas como amor, perda, maternidade, desigualdade de gênero e envelhecimento, além da evolução da cultura sul-coreana ao longo deste período — tudo com a sensibilidade e o aprofundamento necessários. O desempenho de Bo-Gum é impressionante, trazendo uma presença firme e protetora, mas também carinhosa, em contraste com a impulsividade de Ae-sun, o que nos faz entender o motivo da comoção causada pelo papel.

  • ‘Os Simpsons’: Saiba a Ordem Certa e Onde Assistir a Todas as Temporadas
    Beatriz Coutinho

    Beatriz Coutinho

    Editor JustWatch

    Com mais de 30 temporadas, um filme e diversos curtas especiais, Os Simpsons não é apenas uma das sitcoms animadas mais famosas do mundo, mas sim um verdadeiro fenômeno da cultura pop que já atravessa gerações. Criada por Matthew "Matt" Abram Groening nos anos 1980, a animação se tornou referência por ser uma grande sátira sobre o estilo de vida da classe média nos Estados Unidos.

    De Homer e Marge a Bart, Lisa e Maggie, a família mais famosa da televisão é mostrada em episódios que abordam desde cenas do cotidiano até temas como cultura, política, consumismo, entre outros. A 37ª temporada de Os Simpsons será lançada em 28 de setembro de 2025, trazendo os personagens em novas aventuras e confusões. 

    Se você quer aproveitar para conhecer melhor a produção ou rever as melhores temporadas antes da chegada da próxima, confira neste guia da JustWatch, como assistir Os Simpsons na ordem certa.

    • Os Simpsons: Os Curtas de Tracey Ullman - 48 episódios (1987-1989)
    • Temporada 1 - 13 episódios (1989-1990)
    • Temporada 2 - 22 episódios (1990-1991)
    • Temporada 3 - 24 episódios (1991-1992)
    • Temporada 4 - 22 episódios (1992-1993)
    • Temporada 5 - 22 episódios (1993-1994)
    • Temporada 6 - 25 episódios (1994-1995)
    • Temporada 7 - 25 episódios (1995-1996)
    • Temporada 8 - 25 episódios (1996-1997)
    • Temporada 9 - 25 episódios (1997-1998)
    • Temporada 10 - 23 episódios (1998-1999)
    • Temporada 11 - 22 episódios (1999-2000)
    • Temporada 12 - 21 episódios (2000-2001)
    • Temporada 13 - 22 episódios (2001-2002)
    • Temporada 14 - 22 episódios (2002-2003)
    • Temporada 15 - 22 episódios (2003-2004)
    • Temporada 16 - 21 episódios (2004-2005)
    • Temporada 17 - 22 episódios (2005-2006)
    • Temporada 18 - 22 episódios (2006-2007)
    • Os Simpsons - O Filme (2007)
    • Temporada 19 - 20 episódios (2007-2008)
    • Temporada 20 - 21 episódios (2008-2009)
    • Temporada 21 - 23 episódios (2009-2010)
    • Temporada 22 - 22 episódios (2010-2011)
    • Temporada 23 - 22 episódios (2011-2012)
    • Curta especial: Maggie Simpson - O Dia Mais Longo na Creche (2012)
    • Temporada 24 - 22 episódios (2012-2013)
    • Temporada 25 - 22 episódios (2013-2014)
    • Temporada 26 - 22 episódios (2014-2015)
    • Curta especial: Trumptastic Voyage (2015)
    • Temporada 27 - 22 episódios (2015-2016)
    • Temporada 28 - 22 episódios (2016-2017)
    • Temporada 29 - 21 episódios (2017-2018)
    • Temporada 30 - 23 episódios (2018-2019)
    • Temporada 31 - Episódios 1 a 14 (2019-2020)
    • Curta especial: Maggie Simpson: Brincando com o Destino (2020)
    • Temporada 31 - Episódios 15 a 22 (2019-2020)
    • Temporada 32 - Episódios 1 a 19 (2020-2021)
    • Curta especial: Maggie Simpson em O Despertar com Força da Soneca (2021)
    • Temporada 32 - Episódios 20 a 22 (2020-2021)
    • Curta especial: O Bem, o Bart e o Loki (2021)
    • Temporada 33 - Episódio 1 (2021)
    • Curta especial: Os Simpsons | Balenciaga (2021)
    • Temporada 33 - Episódios 2 a 6 (2021)
    • Curta especial: Plusaniversário (2021)
    • Temporada 33 - Episódios 7 a 10 (2021)
    • Curta especial: Os Simpsons, Bad Bunny – Te Deseo Lo Mejor (2021)
    • Temporada 33 - Episódios 11 a 17 (2022)
    • Curta especial: Quando Billie conheceu Lisa (2022)
    • Temporada 33 - Episódios 18 a 22 (2022)
    • Curta especial: Bem-Vindos ao Clube (2022)
    • Temporada 34 - Episódios 1 a 11 (2022-2023)
    • Curta especial: Os Simpsons conhecem os Bocellis em “Feliz Navidad” (2022)
    • Temporada 34 - Episódios 12 a 19 (2022-2023)
    • Curta especial: Rogue (Não Exatamente) One (2023)
    • Temporada 35 - 18 episódios (2023-2024)
    • Curta especial: Que a Força Materna Esteja com Você (2024)
    • Temporada 36 - 18 episódios (2024-2025)
    • Curta especial: A Melhor Época do Ano (2024)

    Quer só os destaques? Já que a animação é conhecida por ter muito conteúdo, preparamos uma lista com as melhores temporadas e outras produções de Os Simpsons para você assistir. Descubra 7 produções que você não pode perder, incluindo as temporadas mais hilárias da clássica série animada. 

    Temporada 8 (1996-1997)

    Os Simpsons já acumula mais de 35 temporadas, mas a oitava, lançada já no fim dos anos 1990, é a melhor já feita, merecendo destaque por equilibrar crítica social, cultura pop e humor com maestria. Próxima de seu aniversário de 10 anos, a série já estava bastante madura e seguia entregando grandes sacadas políticas, além de se manter alinhada à produções famosas da época — o episódio ‘Arquivo S’, por exemplo, mostra Gillian Anderson e David Muchovny, da série Arquivo X.

    Já em ‘A fobia de Homer’, inicialmente Homer é tomado pelo preconceito diante do personagem John, que é gay, mas passa a respeitá-lo ao fim do episódio. ‘Só se Muda Duas Vezes’, uma sátira da franquia 007, também é memorável e mostra a família se mudando para a cidade Cypress Creek, onde Homer é contratado por um supervilão. Em sua forma plena, divertida, provocativa e extremamente atual, a oitava temporada sempre merece ser revisitada.

    Temporada 4 (1992-1993)

    A quarta temporada de Os Simpsons está sempre páreo a páreo com a oitava e é uma das melhores de todos os tempos por unir comédia pastelão com crítica social de forma quase perfeita. Esta é uma temporada consistente, que agradou o público do início ao fim, apresentando episódios memoráveis, como ‘Um Bonde Chamado Marge’, quando a personagem entra para o teatro e consegue extravasar a raiva que sente de Homer.

    A quarta temporada também inclui ‘Última saída para Springfield’, uma verdadeira crítica às grandes empresas, que ressalta a importância dos sindicatos quando Homer ajuda os funcionários da usina a recuperarem seu plano odontológico. Embora não tenha tantas referências divertidas de descobrir como a oitava fase da série, esta é uma ótima temporada para maratonar — prepare-se para chorar de rir com combos de sátiras que seguem atuais em 2025.

    Temporada 6 (1994-1995)

    Com narrativas ousadas, a sexta temporada de Os Simpsons também é muito querida pelo público e perfeita para apresentar a animação para um fã em potencial de primeira viagem — além de também conter ótimas referências à cultura pop da época, embora seja um pouco menos consistente que as temporadas quatro e oito, já que alguns episódios são incríveis e outros “apenas” muito bons.

    É nesta temporada que está um dos episódios mais icônicos da animação: ‘Quem matou o Senhor Burns? Parte 1’, uma paródia da série Dallas, que na época finalizou uma de suas principais temporadas com um assassinato misterioso — em Os Simpsons, o Sr. Burns é baleado e todos os moradores de Springfield se tornam suspeitos em potencial. O episódio ‘A casa da árvore dos horrores V’ também é bastante popular entre os fãs e contém referências ao filme O Iluminado. Sem perder sua identidade, a série brinca com estas e outras produções de forma brilhante, mostrando um pico criativo impressionante. 

    Temporada 7 (1995-1995)

    Praticamente uma irmã gêmea da sexta temporada, a sétima não só traz a aguardada continuação de ‘Quem matou o Senhor Burns?’, como consolida a fase mais celebrada da série (no meio dos anos 1990), morando no coração do público por conta de diversos motivos e episódios, com ‘22 Curtas sobre Springfield’ sendo o principal deles.

    Ao longo da trama, inspirada em filmes como Slacker e Pulp Fiction, 22 histórias curtas com os principais personagens da série são conectadas a uma narrativa muito bem amarrada, trazendo o melhor do humor de Os Simpsons em um episódio empolgante. ‘Homer Tamanho Família’ também é bastante popular, e mostra o protagonista disposto a ganhar peso para se candidatar a um auxílio-doença e trabalhar de casa. Extremamente versátil, ora nonsense, ora afiada, a sétima temporada é perfeita caso você queira rir até não poder mais.

    Temporada 22 (2010-2011)

    Embora passe despercebida entre alguns fãs, além de, assim como outras temporadas do fim dos anos 2000, ser vista como uma espécie de “pós-auge” de Os Simpsons, a temporada 22 trouxe de volta um certo frescor para a série, carregando uma energia parecida com a das temporadas 8 e 6 ao trazer episódios com novos formatos e uma nova onda de referências à cultura pop que foram de O Poderoso Chefão até Crepúsculo — acabando com a ideia de que a animação havia perdido parte de sua qualidade nos anos anteriores. 

    Episódios como ‘Musical do Ensino Fundamental’, que traz as estrelas de Glee, em meio a reflexões de Lisa sobre a indústria do show business, e ‘Lisa Caridosa’, que tem a aparição de Mark Zuckerberg, estão entre alguns dos preferidos dessa temporada. Um sopro de novidade depois de algumas fases realmente mais “mornas”, a 22ª temporada mantém a mistura de boas piadas com espírito crítico e ainda traz uma série de referências dos anos 2000 que são interessantes e divertidas para quem cresceu nessa época.

    Os Simpsons - O Filme (2007)

    Lançado em 2007, Os Simpsons - O Filme é uma extensão divertida e ambiciosa da série, ideal para fãs de longa data que curtem o humor e às críticas ácidas da produção, mas que também funciona perfeitamente para quem nunca teve contato com a animação. A história do longa gira em torno de um “acidente” causado por Homer: a contaminação do lago de Springfield, fazendo com que a cidade se revolte e o caso ganhe proporções de emergência nacional — o que mostrou a capacidade da série de criar novos eventos marcantes, assim como os episódios ‘Quem matou o Senhor Burns?’ e ‘22 Curtas sobre Springfield’.

    Com humor irreverente do início ao fim, o filme mantém o tom e outras características da série, como a participação de famosos: neste caso, vemos a banda Green Day, que vivia um de seus auges na época, e o icônico ator Tom Hanks; e muitos easter eggs à outras produções, como nas temporadas 8 e 6: com referências à Titanic e Harry Potter. Além das muitas piadas já esperadas, o filme ainda costura diversas críticas à sociedade e ao desrespeito com o meio ambiente em seu roteiro de escala cinematográfica — sendo perfeito para quem curtiu produções como South Park: Maior, Melhor e Sem Cortes e Uma Família da Pesada apresenta: Stewie Griffin – A História Jamais Contada.

    Os Simpsons: Plusaniversário (2021)

    Lançado em 2021 como parte da celebração do Dia do Disney+, Os Simpsons: Plusaniversário é um especial curto, mas suficiente para marcar o público. Se no filme de 2007 a produção provou que podia expandir a narrativa sem perder seu humor ácido, aqui temos o contrário, tudo o que representa Os Simpsons em apenas quatro minutos recheados de sátira, o que mostra a versatilidade da sitcom. O curta mostra vários personagens da série e de filmes icônicos da Disney, como A Princesa e o Sapo, Rei Leão, Loki, 101 Dálmatas, Toy Story, Frozen, entre outros, todos convidados para uma grande festa, com exceção do Homer.

    Um deboche muito bem-humorado da própria Disney, de seus produtos e de conglomerados midiáticos em geral, Plusaniversário é breve, mas ideal para quem adora o estúdio e ainda assim não perde a piada, o que tem tudo a ver com o estilo sarcástico de Os Simpsons — e que tem um quê de Shrek, já que o filme também brinca com as produções da empresa. Como um comentário esperto sobre qual é o lugar da animação neste império, o curta especial merece a chance de qualquer fã.

    Vale lembrar que a Fox anunciou em abril de 2025 que Os Simpsons foi renovada por mais quatro temporadas. 

  • Outros 10 Animes Para Assistir Se Você Gosta de ‘Kaiju No. 8’
    Bruno Pinheiro Melim

    Bruno Pinheiro Melim

    Editor JustWatch

    Kaiju No. 8 está dando o que falar com a estreia da sua 2ª temporada na Crunchyroll, sem esquecer também do filme Kaiju N° 8: Missão de Reconhecimento, que bombou nos cinemas brasileiros em 2025. O anime, que traz a história do garoto Kafka e sua luta contra os kaijus, não para de ampliar o seu público — que vai desde os amantes do gênero de monstros até aqueles mais vidrados em séries de ação.

    Para você que gosta da série, ou se interessa pela premissa da mesma, preparamos uma lista com outros 10 animes, alguns mais antigos, outros mais recentes, que contém um ou mais elementos semelhantes a Kaiju No. 8 — seja através dos monstros que ameaçam a humanidade, uma vibe pós-apocalíptica, ou até mesmo um protagonista com um arco narrativo parecido. Todas as produções estão disponíveis em streaming pela Crunchyroll ou pela Netflix.

    Attack on Titan (2013–2023)

    Uma opinião que acredito que muitos compartilham, é que a série obrigatória para qualquer fã de Kaiju No. 8, é Attack on Titan — provavelmente o maior marco quando se trata de animes (que podem ser considerados) kaiju. Por isso, merece estar como primeira indicação da lista.

    Isso porque sua história também traz um protagonista (Eren) bem multifacetado, capaz de se transformar em um titã, e que faz parte da defesa contra os monstros — assim como Kafka. Além disso, também se situa em um ambiente pós-apocalíptico único, já que as criaturas gigantes destruíram quase toda a espécie humana.

    Talvez a diferença primordial entre as séries, seja o fato de que Eren tem um lado um pouco mais dark que Kafka, o que acaba por refletir também no tom geral do anime — que é muito mais sombrio e pesado, mas sem passar do ponto, meio que na mesma pegada e tom que Death Note, por exemplo. 

    Berserk (1997–1998)

    Indo agora para uma vibe ainda mais profunda que Attack on Titan (vale lembrar que Berserk é um anime seinen), chegamos a mais uma grande produção que pode causar boas impressões para quem adora a série de Kafka. Berserk é mais um marco do gênero — para dizer o mínimo, já que todo apreciador de anime sabe o real peso dessa série e do mangá que ela adapta — que apresenta a história do espadachim Guts, que se junta a um grupo de mercenários liderado por Griffith. Um prato cheio para quem gosta de uma relação conflituosa entre protagonistas.

    O ambiente da série é ainda mais visionário Kaiju No. 8, onde existem diversos tipos de seres fantásticos, com destaque para os Apóstolos, monstros demoníacos (com origem humana), que dependendo do seu formato, podem se assemelhar às criaturas que assolam o mundo habitado por Kafka. A boa notícia é que, apesar de ser um pouco mais antigo, o anime está disponível na Netflix, e vale muito a pena ser visto não só por quem gosta de Kaiju No. 8, mas também por qualquer um que se interessa por animes com temas mais maduros e cenas mais gráficas e explícitas.

    Solo Leveling (2024–)

    Dando um salto agora para um anime mais recente, mas que rapidamente provou o seu valor, Solo Leveling estreou em 2024 e não para de conquistar fãs — ao meu ver não seria loucura afirmar que muitas vezes são os mesmos de Kaiju No. 8. Afinal, ambas as séries são focadas em muita ação e têm protagonistas com habilidades especiais que lutam contra monstros que arrasam o mundo. 

    No entanto, ao contrário de Kafka, que vira um dos kaijus, Sung Jin-Woo ganha seus poderes especiais através de um misterioso programa, logo depois de ter passado por um evento de quase morte, que faz com que ele deixe de ser o caçador mais fraco, para se tornar um dos mais fortes. É uma mistura perfeita de um anime com personagens bem desenvolvidos somado a um ritmo de ação bastante intenso. Na minha visão, Solo Leveling é uma ótima opção de um anime (que ainda está em andamento) para maratonar, já que traz uma história e um protagonista interessantes, é complexo, mas fácil (e rápido) de assistir. Uma experiência muito parecida com Shangri-La Frontier, por exemplo.

    Neon Genesis Evangelion (1995–1996)

    E se ao invés de humanos com habilidades especiais, as máquinas também contribuíssem na missão de tentar derrotar a ameaça dos monstros gigantes? É o que acontece em Neon Genesis Evangelion, onde os jovens passam a ‘pilotar’ ciborgues colossais na tentativa de impedir que criaturas com poderes distintos consigam extinguir a vida humana na Terra. Concordemos, uma batalha mais à altura…

    Por ser um anime mais antigo, como Berserk, é uma das maiores referências no subgênero mecha e também kaiju, influenciando, inclusive, produções mais recentes (pelo que penso, se você gosta de um desses dois subgêneros, a chance de NGE te conquistar é grande). Talvez seja algo característico dos anos 90, mas a série também busca alcançar uma profundidade maior com sua história e com os dramas psicológicos dos seus personagens, que vivem em um mundo pós-apocalíptico. Ou seja, se você está à procura de um anime que explora mais a fundo alguns temas filosóficos e existenciais levantados em Kaiju No. 8, já sabe onde encontrá-lo.

    Dan Da Dan (2024–)

    Agora abrirei um pouco mais o escopo temático, mas sem deixar de lado o caráter de ação e luta por sobrevivência característico de Kaiju No. 8. Dan Da Dan é um anime surrealista que explora um mundo fantástico habitado por seres sobrenaturais, entre eles fantasmas e alienígenas. 

    É um anime recomendado principalmente àqueles que gostam da parte mais cômica e de ação de Kaiju No. 8, uma vez que explora a aventura da dupla de protagonistas Momo e Okarun (que também desenvolvem poderes especiais) tentando desvendar os mistérios por trás de seres e manifestações paranormais, ao mesmo tempo que defendem os humanos contra essas mesmas ameaças. Além disso, apesar de ser classificado como um anime shonen, o protagonismo feminino que existe na série faz com que um público mais diverso seja atingido, à semelhança de séries como Turma do Barulho (Urusei Yatsura).

    Em termos criativos, é uma produção que certamente foge do lugar comum — e isso pode ser um mérito, ou não, dependendo do seu gosto. Tem muita coisa estranhamente divertida neste mundo para quem tem vontade de explorar, sendo mais diferente das entradas anteriores. 

    Tokyo Ghoul (2014)

    Você já notou outro fator em comum entre algumas produções já citadas? Sim, muitos protagonistas também se assemelham no quesito personagem ‘fraco’ e ‘mundano’, mas que de um dia para o outro passa a deter um forte poder e interferir no mundo ao redor dele (como em Solo Leveling e Attack on Titan). Eu diria que é uma característica frequente de uma história no modelo jornada do herói, amplamente replicada na indústria do entretenimento.

    E Tokyo Ghoul é mais um anime que explora esse modelo (de uma maneira muito eficiente), já que seu protagonista (Ken Kaneki), antes de passar por uma transformação sobrenatural, é apresentado como um personagem bem trivial. Para quem curte uma discussão mais direcionada para a questão de identidade, tão presente no dilema de Kafka, é uma série que eu recomendo bastante (só pontuando que o seu tom é um pouco mais sombrio). Afinal, Kaneki se torna meio humano e meio ghoul (que são seres que se alimentam de carne humana), fazendo deste anime muito mais complexo do que aparenta ser. 

    Darling in the FranXX (2018)

    Vamos falar agora, um pouco mais, sobre as forças de defesa da humanidade contra as ameaças dos monstros (ou qualquer outro tipo de ser poderoso ou sobrenatural), semelhantes entre alguns animes. Darling in the FranXX é mais uma série que tem esse aspecto potencializado, uma vez que foca sua narrativa primordialmente no grupo de jovens que pilotam máquinas que ajudam na defesa contra criaturas monstruosas, semelhante ao que encontramos em Neon Genesis Evangelion.

    Se você gosta desse tipo de dinâmica de grupo, que pode ser encontrado na Força de Defesa de Kaiju No. 8, saiba que essa série explora ainda mais as relações entre os personagens e os seus respectivos conflitos. Inclusive, de uma maneira mais romântica, tanto através dos protagonistas Hiro e Zero Two, quanto por meio de figuras mais coadjuvantes que também pilotam as máquinas. Relações essas que complementam a trama divertida, na mesma pegada de animes como Eureka Seven e Guilty Crown.

    Círculo de Fogo: The Black (2021–2022)

    Mas afinal, onde estão os animes para o amante estritamente do gênero kaiju? Calma leitores, Círculo de Fogo: The Black pode ser exatamente o que você está à procura. Isso, claro, se você gosta de histórias mais alinhadas aos elementos narrativos e estéticos kaiju — sendo evidentemente a maior referência de sempre, Godzilla.

    Como parte da franquia Pacific Rim, o anime tenta recuperar elementos mais tradicionais do gênero, bem como uma criatura gigantesca que emerge do oceano, causando destruição em massa, mas com um toque um pouco mais moderno, já que são os robôs (pilotados por humanos) os responsáveis por tentar derrotar os monstros. Àqueles que estão à procura de um anime kaiju de aventura com inúmeras sequências de ação e um visual bem colorido (característicos de uma produção da Netflix), não ficarão decepcionados.

    SSSS.Gridman (2018)

    Continuando com uma pegada mais moderna como Círculo de Fogo: The Black, mas dessa vez com uma história que se passa em um mundo que podemos intitular como ‘digital’ (afinal, os seres monstruosos são gerados por um vilão através de um espaço virtual), chegamos em SSSS.Gridman. Um anime repleto de elementos únicos, recomendado para quem — além de gostar da representação de monstros gigantes — também é apaixonado por tecnologia e ficção científica, elementos característicos de séries emblemáticas como 86 Eighty-Six e Cyberpunk: Edgerunners

    Além disso, é um anime repleto de sequências de ação grandiosas e extremamente bem construídas — novamente por meio de confrontos entre kaiju e mechas. Para quem já assistiu à série tokusatsu Denkou Choujin Gridman, saiba que a produção serviu como base para o anime de 2018. E para quem gostou e quer ver mais do mesmo universo, SSSS. Dynazenon é uma série que serve como sequência.

    Godzilla Ponto Singular (2021)

    E para fechar com chave de ouro, com um anime que apresenta o kaiju mais clássico de todos os tempos, e ainda por cima disponível para assistir na Netflix, Godzilla Ponto Singular era o que estava faltando nessa lista. Se você é fã do personagem, prepare-se para vê-lo de diversas formas, aquática, terrestre, anfíbia e por aí vai. Sim, uma superdose de Godzilla! 

    É importante mencionar que, para mim, a série não tem a mesma qualidade visual e narrativa, principalmente em relação aos primeiros animes mencionados nesta lista (que são séries praticamente sem defeitos). Mas, você que adora produções kaiju, ou até mesmo os filmes em live-action do monstro mais famoso do Japão, não pode perder a oportunidade de vê-lo representado em um anime que não deixa de ser convincente e criativo, justamente por apresentar um panorama amplo e uma narrativa que propicia um novo ponto de vista em relação à história do monstro.

  • Nosferatu: Conheça Todos os Filmes e Séries com o Vampiro e Saiba Como Assistir em Ordem
    Fernanda Caseiro Talarico

    Fernanda Caseiro Talarico

    Editor JustWatch

    Desde a sua sombra sinistra pairando sobre a era do cinema mudo até as suas mais recentes encarnações nas telas modernas, Nosferatu não é somente um vampiro—é a personificação do horror puro e gótico. 

    Diferente de seus sucessores glamorosos e sedutores, o Conde Orlok representa um medo primordial e uma estética macabra que permanecem gravados no imaginário coletivo. Esta figura icônica, nascida do plágio genial de Drácula e transformada em lenda própria, deu origem a uma linhagem cinematográfica que vem assombrando o público há mais de um século.

    Preparado para mergulhar na escuridão? Apresentamos a seguir a evolução dessa criatura imortal, listando todos os filmes de Nosferatu em ordem de lançamento. Da obra-prima atemporal de F.W. Murnau às ambiciosas releituras contemporâneas, este é um guia definitivo para acompanhar a jornada do vampiro mais aterrorizante de todos os tempos.

    1. Nosferatu (1922)

    O clássico Nosferatu, de F.W. Murnau, é uma obra-prima do expressionismo alemão que adaptou de forma não autorizada o romance Drácula. A narrativa segue o agente imobiliário Thomas Hutter, enviado para os Cárpatos para fechar um negócio com o enigmático Conde Orlok, que, na verdade, é um vampiro ancestral. Fascinado pela noiva de Hutter, Ellen, o ser monstruoso viaja para a Alemanha, espalhando terror e peste. 

    Max Schreck é a personificação do puro mal em uma atuação icônica. Com sua atmosfera de pesadelo e imagens surrealistas, o filme permanece como uma das experiências mais assustadoras e influentes do cinema.

    2. Nosferatu - O Vampiro da Noite (1979)

    Nosferatu: O Vampiro da Noite, de Werner Herzog, é uma sublime e fiel homenagem ao clássico de Murnau, mas com uma alma própria. Klaus Kinski interpreta o Conde Orlok com uma profundidade trágica e uma solidão angustiante, transformando o vampiro em uma figura patética e profundamente humana, além de aterradora. 

    A narrativa mantém a essência da história original: um agente imobiliário vai até o castelo do conde e, ao fechar o negócio, libera o mal sobre sua cidade e sua amada. Herzog cria uma atmosfera opressiva e melancólica, com imagens desoladoramente belas que exploram temas de loucura, eternidade e desejo; ele mantém a estrutura e as cenas icônicas do original, mas troca o pesadelo expressionista por uma melancolia romântica e existencial. Porém, o horror atmosférico e filosófico deste filme lembra bastante O Sacrifício, de Tarkovsky.

    Enquanto Schreck na versão de 1922 é o mal puro e animal, Kinski é um vampiro torturado por sua própria eternidade. Mais do que um remake, é uma meditação poética e sombria sobre a condição amaldiçoada da imortalidade. Ambos humanizam a figura do monstro, mas de formas diferentes. Herzog o faz com seriedade trágica, enquanto Merhige usa a metalinguagem e o humor negro. 

    3. Drácula em Veneza (1988)

    Drácula em Veneza, estrelado novamente por Klaus Kinski, é uma sequência não oficial e controversa que deveria ser sua segunda interpretação do vampiro, mas tornou-se uma produção caótica e amplamente criticada. Dirigido por Augusto Caminito, o filme se afasta radicalmente do tom de Herzog, apresentando um Conde Drácula (aqui chamado de Nosferatu) ressuscitado em Veneza para quebrar sua maldição. A trama é confusa e de baixo orçamento, focando em rituais e perseguições.

    Kinski, visivelmente desinteressado, entrega uma atuação distante, mas ainda carrega uma presença perturbadora. O resultado é um filme cult estranho, mais notável por seu valor como curiosidade do que por seus méritos artísticos, fechando ambos os filmes de Kinski com o personagem de forma lamentável, porém memorável para os fãs mais hardcore. 

    Este é a antítese Nosferatu - O Vampiro da Noite, por abandonar toda a poesia, atmosfera e profundidade para ser um filme de terror italiano de baixo orçamento dos anos 80, aproveitando-se da presença de Kinski. Só recomendado para fãs incondicionais de Klaus Kinski que queiram completar sua filmografia, ou para amantes de filmes B trash e curiosidades do cinema de terror, mas que não tem a qualidade que Herzog trouxe para Nosferatu (1922) ou que Murnau para O Vampiro da Noite

    4. A Sombra do Vampiro (2000)

    A Sombra do Vampiro é uma obra metalinguística brilhante que mescla ficção e realidade para imaginar uma premissa audaciosa: e se o astro Max Schreck, do clássico Nosferatu (1922), fosse um vampiro de verdade? Dirigido por E. Elias Merhige, o filme acompanha o diretor F.W. Murnau (John Malkovich) em sua obsessiva busca pela perfeição artística, que o leva a recrutar uma criatura genuína (Willem Dafoe) para interpretar o Conde Orlok. 

    Dafoe, em atuação sublime e indicada ao Oscar, rouba a cena como uma figura simultaneamente aterrorizante, patética e tragicamente humana. A narrativa explora o custo da criação artística e a linha tênue entre o genial e o monstruoso, tornando-se não somente um tributo, mas uma profunda e original reflexão sobre o poder do cinema e o preço da imortalidade por meio da arte. Esta é uma daquelas obras que te faz questionar “como chegaram a esta ideia?”, mas de maneira muito divertida. Se pensamos em comparação com o original de 1922, ambos humanizam a figura do monstro, mas de formas diferentes. Herzog o faz com seriedade trágica, enquanto Merhige usa a metalinguagem e o humor ácido.

    Este é o filme mais único da lista. Enquanto os outros são adaptações ou releituras da história, A Sombra do Vampiro é um filme sobre a criação do filme original. É uma camada meta de comentário artístico. Se você gosta de filmes sobre o making-of de filmes, como O Artista ou Boa Noite, e Boa Sorte, mas com uma pitada de horror e humor ácido, esta é uma joia absoluta para você. Perfeito também para quem já viu o original de 1922 e ficou fascinado pelo mistério e pela lenda por trás da atuação de Max Schreck.

    5. NOS4A2 (2019)

    Importante esclarecer que NOS4A2 (pronunciada "Nosferatu") é uma série de terror sobrenatural da AMC, baseada no romance de Joe Hill, filho de Stephen King. Embora o título seja uma clara homenagem sonora ao vampiro clássico, a história não é uma adaptação direta do mito de Nosferatu. 

    A trama acompanha Vic McQueen, uma jovem artista com poderes psíquicos que entra em rota de colisão com Charlie Manx, um vilão imortal que sequestra crianças para um mundo de fantasia macabra chamado "A Árvore de Natal". Manx, magistralmente interpretado por Zachary Quinto, não é um vampiro tradicional, mas um "vampiro de energia" que drena a vitalidade de suas vítimas, mantendo-se jovem e as condenando a uma existência sem alegria. A série é uma narrativa moderna e original sobre o mal, o trauma e a resiliência, usando a referência a Nosferatu mais como uma metáfora para uma criatura parasita que se alimenta da inocência do que como uma recriação literal do personagem de Orlok.

    É a obra mais distante, usando Nosferatu apenas como um conceito metafórico para um novo tipo de vilão. A conexão é temática (a criatura que suga a vida) e não a narrativa. Se você gosta de séries de terror modernas com mitologias próprias e vilões carismáticos, como The Strain, vale muito a pena conferir NOS4A2. Ideal para fãs da literatura de Stephen King e Joe Hill, que apreciam histórias sobre poderes sobrenaturais e batalhas entre o bem e o mal em cenários contemporâneos.

    6. Nosferatu (2024)

    Nosferatu marca o retorno do diretor Robert Eggers ao horror gótico, sendo uma releitura visceral e fiel ao espírito da obra-prima de Murnau. Com um elenco estelar que inclui Bill Skarsgård como o Conde Orlok, Nicholas Hoult e Lily-Rose Depp, o filme reimagina a clássica história de obsessão e terror sobrenatural. Uma curiosidade interessante é que Willem Dafoe mais uma vez está em um longa sobre Nosferatu, assim como acontece em A Sombra do Vampiro

    A trama aqui acompanha a jovem Ellen assombrada pela presença sinistra do vampiro ancestral, que a persegue trazendo consigo um rastro de caos e decadência. Eggers, conhecido por seu meticuloso cuidado estético e atmosferas opressivas, busca não somente homenagear o original, mas reinventá-lo com uma ótica contemporânea, explorando temas de isolamento, desejo e medo primordial. Impossível falar deste filme sem destacar a caracterização aterradora de Skarsgård, que evoca a essência monstruosa e perturbadora do vampiro, distanciando-se de qualquer glamourização. Esta versão une a tradição expressionista com a linguagem visual moderna do horror.

    Esta é uma adaptação mais direta e fiel em espírito ao original desde o filme de Herzog, mas com a assinatura visual hiper-realista e atmosférica de Robert Eggers. Se compararmos a O Vampiro da Noite, vemos que ambos são releituras de prestígio, mas com Eggers priorizando o horror gótico e a monstruosidade pura (mais próximo de Schreck), enquanto Herzog foca na tragédia humana (Kinski).

    Se você é fã do trabalho anterior de Robert Eggers (O Farol, A Bruxa) e aprecia um horror lento, atmosférico e visualmente deslumbrante, esta é a adaptação perfeita para você.

  • Conheça Todos os Filmes já Produzidos pelo Lendário Studio Ghibli
    Fernanda Caseiro Talarico

    Fernanda Caseiro Talarico

    Editor JustWatch

    Fundado em 15 de junho de 1985 pelos diretores Hayao Miyazaki e Isao Takahata e pelo produtor Toshio Suzuki, o Studio Ghibli é um estúdio de animação japonês que se tornou um fenômeno mundial — inclusive no Brasil, onde conquistou milhões de fãs e tem seus filmes exibidos regularmente em cinemas e festivais.

    O estúdio, que surgiu a partir da aquisição dos ativos da Topcraft, estreou com o aclamado O Castelo no Céu (1986), ainda hoje disponível nas principais plataformas de streaming.

    O nome "Ghibli" foi escolhido por Hayao Miyazaki a partir do termo italiano usado para designar um vento quente do deserto do Saara. A palavra também é uma homenagem ao avião italiano Caproni Ca.309, conhecido como "Ghibli". Fascinado por aviação, Miyazaki viu um simbolismo perfeito no nome: a ideia de que o estúdio soprasse "novos ventos" na indústria de animação japonesa.

    Hoje, o mascote e símbolo mais icônico do estúdio é Totoro, o adorável espírito da floresta de Meu Vizinho Totoro (1988). Inspirado nos tanukis (cães-guaxinim) e em gatos, Totoro se tornou não somente um personagem querido, mas a própria face do Studio Ghibli no mundo todo.

    Se você quer conhecer mais sobre o estúdio japonês, conheça todos os filmes abaixo em ordem de lançamento e saiba onde assistir a eles online, em streaming. 

    O Castelo no Céu (1986) 

    O Castelo no Céu é o filme de estreia do Studio Ghibli. A trama acompanha os órfãos Pazu e Sheeta em uma fuga emocionante contra piratas e um exército ambicioso, em busca da misteriosa cidade flutuante de Laputa. Considerada uma obra-prima fundacional, o filme exibe a marca registrada de Hayao Miyazaki: animação meticulosa, um profundo humanismo e uma crítica sutil ao belicismo. A narrativa, repleta de aventura e coragem, é elevada pela trilha sonora épica de Joe Hisaishi. 

    O resultado é uma joia atemporal que continua a cativar gerações de espectadores. Vale dizer que está é uma ótima opção para quem pretende começar a se aventurar no universo do Studio Ghibli, mas corre um “sério risco” que este se torne um de seus filmes favoritos. Depois deste, uma boa opção é ver Meu Amigo Totoro e Ponyo: Uma Amizade Que Veio do Mar, pois é a mesma ideia de animação fofa para se derreter e divertir. 

    Meu Amigo Totoro (1988) 

    Meu Amigo Totoro acompanha ambas as irmãs Satsuke e Mei que se mudam para o campo para ficar perto da mãe doente. Lá, elas descobrem um mundo mágico habitado por criaturas adoráveis, incluindo o grande e cativante Totoro. Aclamado como uma obra-prima absoluta, o filme é pura poesia visual. Mais do que uma aventura, é uma terna celebração da infância, da imaginação e da conexão com a natureza, que pode ser uma boa opção para quem gostou de O Rapaz e o Monstro. Totoro se tornou um ícone cultural, personificando o espírito gentil e encantador do Studio Ghibli, em uma narrativa que aquece o coração sem necessidade de vilões. 

    Este é daqueles longas que você assiste com a sensação de tranquilidade e paz, e pode ser um bom companheiro para a tarde de um domingo chuvoso. Você vai perceber que, ao longo da lista, esse título é muito citado, e é por um bom motivo: ele é extremamente apaixonante e o Totoro é um personagem que com certeza você gostaria de ser amigo. 

    Túmulo dos Vagalumes (1988) 

    Túmulo dos Vagalumes é um drama intenso que acompanha a luta desesperada de dois irmãos, Seita e Setsuko, pela sobrevivência no Japão arrasado pela Segunda Guerra Mundial. Dirigido por Isao Takahata, o filme é um retrato cru e comovente dos horrores do conflito pelos olhos das crianças mais inocentes. 

    Aclamado universalmente pela crítica, é considerado uma das obras-primas mais poderosas e emocionalmente impactantes da história do cinema. Honestamente, é impossível não chorar. Sua narrativa sombria e realista é um testemunho comovente do custo humano da guerra, deixando uma impressão profunda e duradoura no espectador. Este é, de longe, o filme mais triste desta lista, portanto, caso você seja uma pessoa sensível, vale a pena pensar em pular este e assistir a Meu Amigo Totoro

    O Serviço de Entregas da Kiki (1989) 

    O Serviço de Entregas da Kiki acompanha a jovem bruxa Kiki que, aos treze anos, parte para uma cidade litorânea conforme a tradição de seu povo. Com seu gato preto Jiji, ela abre um serviço de entregas aéreas enquanto enfrenta os desafios da independência, da autoconfiança e da saudade de casa.

    Considerado um clássico absoluto, o filme é uma fábula encantadora e profundamente humana sobre a transição para a vida adulta. A narrativa cativa pela simplicidade, otimismo e pela mensagem universal sobre encontrar o próprio lugar no mundo, bem diferente de Túmulo dos Vagalumes, mas ainda assim se tornando um dos títulos mais queridos do estúdio. Para fãs de narrativas com mulheres poderosas, esta é uma boa opção. 

    Memórias de Ontem (1991)

    A trama de Memórias de Ontem segue Taeko, uma solteira de 27 anos que, durante uma viagem ao campo, se vê inundada por lembranças vívidas de sua infância, refletindo sobre as escolhas que a trouxeram à vida adulta. Aclamado pela crítica, o longa é uma obra introspectiva e poeticamente realista. Não focada em conflitos grandiosos, sua força está na delicadeza com que explora a nostalgia, a passagem do tempo e a universalidade de se revisitar o próprio passado, sendo considerado uma joia sensível e profundamente humana da animação. 

    Talvez, diferente de O Serviço de Entregas da Kiki e Meu Amigo Totoro, este seja um dos longas do Studio Ghibli que seja mais apropriado ao público adulto pela sua temática mais “séria” e menos chamativa a crianças. 

    Porco Rosso: O Último Herói Romântico (1992)

    Porco Rosso segue Marco Pagot, um ex-gênio da aviação italiano agora metamorfoseado em um homem-porco, que trabalha como caçador de recompensas no Mar Adriático dos anos 1930. Ele enfrenta piratas aéreos e a ameaça do rival americano Curtis, enquanto luta contra seu próprio desencanto pela humanidade. 

    Aclamado como uma das obras mais charmosas de Miyazaki, o filme é uma fábula madura e melancólica. Misturando aventura sky-punk, romance e humor, explora temas profundos como identidade, honra e redenção, tudo com um visual deslumbrante e um espírito profundamente romântico. Com certeza agrada a todos os públicos, principalmente para quem gostou de Casablanca, que apesar de bem diferente, tem um protagonista durão com características parecidas. 

    Eu Posso Ouvir o Oceano (1993) 

    Eu Posso Ouvir o Oceano é um drama adolescente do Studio Ghibli, notável por ser dirigido por Tomomi Mochizuki e não pelos fundadores do estúdio. A narrativa acompanha a complexa relação entre dois melhores amigos, Taku e Yutaka, cuja amizade é testada quando uma nova garota, Rikako, se transfere para sua escola na cidade costeira de Kōchi. Menos conhecido do grande público, o filme é uma joia escondida.

    Elogiado por seu retrato realista e sensível das turbulências emocionais, inseguranças e descobertas da adolescência, cativa pela sua simplicidade, personagens genuínos e pela bela atmosfera nostálgica que evoca. Este é mais um do Studio Ghibli, assim como Memórias de Ontem, que não tenha tanto apelo para crianças pequenas, quanto tem para jovens e adolescentes. 

    PomPoko: A Grande Batalha dos Guaxinins (1994) 

    PomPoko: A Grande Batalha dos Guaxinins, dirigido por Isao Takahata, narra a luta de um grupo de tanukis (cães-guaxinins mitológicos japoneses) para salvar sua floresta da destruição causada por um grande projeto de urbanização nos subúrbios de Tóquio. Eles usam seus poderes ancestrais de transformação para assustar os humanos e evitar a devastação de seu habitat. 

    O filme aclamado pela crítica é uma fábula ecológica poderosa e inventiva. Misturando comédia, folclore e tragédia, oferece uma reflexão profunda e melancólica sobre o progresso, a perda de tradições e o impacto ambiental da expansão humana, tornando-se uma obra única e tocante. Mesmo sendo um filme mais infantil, ele faz com que espectadores de todas as idades sejam impactados. 

    Sussurros do Coração (1995)

    Sussurros do Coração é um filme dirigido por Yoshifumi Kondō, com roteiro de Hayao Miyazaki. A narrativa acompanha Shizuku, uma jovem estudante e ávida leitora, que sonha em se tornar escritora. Seu caminho cruza com o de Seiji, um jovem determinado a se tornar um mestre lutier, e com um misterioso gato chamado Baron. 

    Outro título que também foi aclamado pela crítica, pode ser considerado uma joia delicada e realista. É uma celebração terna da adolescência, que explora com sensibilidade a descoberta de talentos, a inspiração criativa, a ambição e os primeiros amores, tornando-se um retrato cativante e nostálgico do amadurecimento. 

    Princesa Mononoke (1997)

    Princesa Mononoke é um épico de fantasia ambientado no Período Muromachi do Japão. A história segue Ashitaka, um príncipe amaldiçoado, em sua jornada para encontrar uma cura. Ele se vê no centro de uma guerra feroz entre os deuses-animais da floresta, liderados pela selvagem Princesa Mononoke, e os humanos de Vila do Ferro, que consomem os recursos naturais. 

    Honestamente, é uma obra-prima absoluta, perfeita para fãs de Nausicaä do Vale do Vento. O longa é uma narrativa complexa e madura. É uma poderosa reflexão sobre o conflito entre natureza e civilização, sem vilões simplistas, explorando nuances sobre destruição, coexistência e redenção com uma animação deslumbrante. Assim como Meu Amigo Totoro, é um dos filmes favoritos dos fãs, angariando novos admiradores até hoje, a quase 30 anos de seu lançamento. 

    Meus Vizinhos os Yamadas (1999) 

    Meus Vizinhos os Yamadas é uma comédia familiar dirigida por Isao Takahata que se destaca radicalmente no catálogo do Ghibli por seu estilo visual único, semelhante a tiras de jornal em aquarela. A narrativa apresenta histórias descontraídas e cotidianas da família Yamada, capturando com humor e ternura suas pequenas confusões, conquistas e relacionamentos. 

    Aclamado pelo público por sua abordagem minimalista e poética, o filme é uma celebração singela das imperfeições e alegrias da vida doméstica. Sua profundidade está em encontrar o extraordinário no ordinário, oferecendo uma reflexão delicada e bem-humorada sobre os laços familiares, como A Viagem de Chihiro. 

    A Viagem de Chihiro (2001)

    A Viagem de Chihiro conta a história de Chihiro, uma menina que, ao se mudar com os pais, entra em um mundo espiritual dominado por deuses, bruxas e criaturas fantásticas. Após seus pais serem transformados em porcos, ela precisa trabalhar em uma casa de banhos para libertá-los e encontrar um caminho de volta para o mundo humano. 

    Consagrado com o Oscar de Melhor Animação, a produção é uma obra-prima aclamada pela crítica mundial — considerado um dos melhores do estúdio. É uma rica alegoria sobre amadurecimento, resiliência e identidade, celebrada por sua imaginação transbordante, profundidade temática e pela meticulosa direção de arte de Hayao Miyazaki. Este filme é um daqueles que todos vão amar, independente da idade ou gênero, ou para quem gostou dos elementos folclóricos em Child of Kaminari Month

    O Reino dos Gatos (2002)

    O Reino dos Gatos é um derivado ambientado no universo de O Serviço de Entregas da Kiki. A curta aventura acompanha Haru, uma estudante desastrada que salva um gato de ser atropelado e descobre que ele é o príncipe Lune do Reino dos Gatos. Como recompensa, ela é levada para esse mundo mágico e envolvida em um complicado acordo matrimonial. 

    Embora menos aclamado que os grandes clássicos do estúdio, como A Viagem de Chihiro e O Castelo Animado, o filme é um conto encantador e leve. Dirigido por Hiroyuki Morita, cativa pela sua inventividade, atmosfera lúdica e pela cativante premissa de explorar um reino fantástico povoado por felinos falantes.

    O Castelo Animado (2004)

    O Castelo Animado acompanha Sophie, uma jovem transformada em uma anciã por uma maldição. Em sua jornada para reverter o feitiço, ela encontra Howl, um misterioso feiticeiro que vive em um castelo ambulante, e se envolve em um conflito entre reinos em guerra. 

    Novamente, um dos filmes mais aclamados de Hayao Miyazaki, sendo uma ótima fantasia poética e complexa. Explora temas profundos como a valorização interior acima da beleza física, os horrores da guerra e a redenção por meio do amor e da coragem, tudo narrado com uma imagem deslumbrante e personagens inesquecíveis, que pode ser perfeito para quem se emocionou com o romance em Your Name. Assim como Castelo no Céu, este é uma ótima pedida para os novos aventureiros no Studio Ghibli, pois os introduz da melhor maneira possível: de forma divertida e que faz você ficar morrendo de fofura. 

    Contos de Terramar (2006)

    Contos de Terramar é uma fantasia épica dirigida por Gorō Miyazaki, baseada na obra de Ursula K. Le Guin. A trama acompanha o arquimago Ged, que precisa investigar uma perturbação no equilíbrio do mundo enquanto protege o jovem príncipe Arren, atormentado por sua própria sombra. 

    Recebido com críticas mistas, o filme é notável por sua atmosfera sombria e temas filosóficos complexos. A narrativa explora dualidade, redenção e a relação do homem com a natureza, porém é frequentemente comparada – e considerada inferior – à profundidade dos romances originais, destacando-se visualmente, mas enfrentando desafios em condensar a riqueza da fonte literária. 

    Ponyo: Uma Amizade Que Veio do Mar (2008)

    Ponyo: Uma Amizade Que Veio do Mar conta a história de Brunhilde, uma peixe-dourado que sonha em se tornar humana. Após fugir do oceano e ser encontrada pelo menino Sōsuke, ela usa sua magia para se transformar em uma garota, causando um desequilíbrio catastrófico na natureza. 

    Este é uma fábula encantadora; uma celebração pura da inocência infantil e da maravilha do mundo natural. Com sua animação deslumbrante e estilo inspirado em pinturas, Miyazaki oferece uma narrativa simples, mas profundamente tocante sobre amor, lealdade e a harmonia entre o homem e o mar. Este é como Meu Amigo Totoro e é perfeito para quem já é fã porque, mais uma vez, é um daqueles que agrada crianças, mas adultos também amam. 

    O Mundo dos Pequeninos (2010)

    O Mundo dos Pequeninos acompanha a jovem Arrietty e sua família, minúsculos seres que vivem escondidos sob o assoalho de uma casa humana. Sua vida tranquila é abalada quando ela é descoberta por Sho, um menino doente que se muda para a residência, dando início a uma amizade proibida que desafia todas as regras de sua cultura. 

    A produção é mais uma que foi muito bem recebida pela crítica e pode ser considerada mestre quando o assunto é delicadeza e encantamento. Dirigida por Hiromasa Yonebayashi, cativa pela sua meticulosa direção de arte, que amplia a beleza do mundo cotidiano, e por sua narrativa terna sobre coragem, amizade e a nostalgia de coisas que estão desaparecendo.

    Da Colina Kokuriko (2011)

    Da Colina Kokuriko se passa no Japão dos anos 1960 e acompanha Umi, uma estudante que administra uma pensão familiar. Ela se une a Shun, um membro do clube de jornalismo, em uma campanha para salvar o Clube Latino, um prédio histórico de seu colégio ameaçado de demolição. 

    A narrativa nostálgica e comovente é uma linda celebração da juventude, do patrimônio cultural e da reconstrução do Japão no pós-guerra. Dirigido por Gorō Miyazaki, tem uma atmosfera serena, personagens genuínos e retrata de maneira sutil o despertar do primeiro amor e a importância de preservar a história de um país.

    Vidas ao Vento (2013)

    Vidas ao Vento é um drama biográfico que traça a vida de Jiro Horikoshi, o engenheiro aeronáutico que projetou caças japoneses durante a Segunda Guerra Mundial. A narrativa acompanha seus sonhos, paixões, obstáculos e os conflitos morais de criar máquinas beligerantes em um período de grande agitação nacional. 

    Aclamado como uma obra-prima madura e visualmente deslumbrante, o filme é uma reflexão profundamente pessoal de Hayao Miyazaki. Explora temas como a paixão criativa, os custos humanos da guerra, a ética do trabalho e a perseverança, oferecendo um retrato íntimo e melancólico de um artista obrigado a confrontar o legado ambíguo de seu próprio gênio.

    O Conto da Princesa Kaguya (2013)

    O Conto da Princesa Kaguya, dirigido por Isao Takahata, é uma adaptação do conto folclórico japonês O Corte do Bambu. A narrativa acompanha uma misteriosa princesa encontrada em um bambu, criada por um humilde cortador para se tornar uma nobre, enquanto anseia pela simplicidade e liberdade de sua vida rural. 

    O filme é muito elogiado, principalmente por seu notável estilo visual único, que lembra pinturas tradicionais japonesas. É uma meditação profundamente poética e comovente sobre a mortalidade, a beleza efêmera da vida, a natureza e o custo de se conformar com as expectativas da sociedade.

    As Memórias de Marnie (2014)

    As Memórias de Marnie acompanha Anna, uma garota asmática e introspectiva enviada para passar o verão com parentes no litoral. Lá, ela se envolve em uma misteriosa amizade com Marnie, uma garota loira e vivaz que habita uma mansão abandonada, desvendando lentamente uma conexão familiar escondida no passado. 

    Aclamado pela crítica como um filme sensível e visualmente deslumbrante, a obra é uma exploração profunda e melancólica de temas como solidão, autoaceitação e perda, como O Menino e a Garça. Com uma narrativa introspectiva e atmosfera onírica, conclui a era de produções do Studio Ghibli com uma reflexão emocionante e terna sobre cura emocional e memória.

    Aya e a Bruxa (2020)

    Aya e a Bruxa é um filme de animação digital do Studio Ghibli, dirigido por Gorō Miyazaki. A história acompanha Aya, uma jovem criativa e determinada que foi adotada e agora vive com uma bruxa excêntrica e seu familiar mágico. Ela precisa usar sua astúcia para lidar com situações mágicas imprevisíveis enquanto descobre mais sobre seu próprio passado. 

    Recebido com críticas mistas, o filme se destaca por ser a primeira animação totalmente em CG do estúdio, marcando uma mudança técnica significativa em relação aos filmes anteriores. A narrativa mescla elementos de fantasia e amadurecimento, explorando temas de independência e autodescoberta, mas foi considerado por alguns como menos impactante em comparação com os clássicos tradicionais do Ghibli. Este vale a pena para quem gosta de novidades.

    O Menino e a Garça (2023)

    O Menino e a Garça é uma obra autobiográfica e fantástica de Hayao Miyazaki, que se baseou em sua infância. A história acompanha Mahito, um jovem que, após a perda da mãe durante a guerra, se muda para o interior. Lá, ele descobre uma torre misteriosa e entra em um mundo surreal governado por uma lógica onírica, guiado por uma garça cinzenta falante. 

    Aclamado como uma obra-prima triunfante e vencedor do Oscar, o filme – um dos mais caros já feitos no Japão, com um orçamento de US$ 53,3 milhões – é uma meditação profundamente pessoal sobre luto, crescimento e criação. Sua narrativa simbólica e não linear, repleta de imagens deslumbrantes, convida a múltiplas interpretações, funcionando como um testamento artístico e uma jornada emocional catártica sobre encontrar esperança após a dor com elementos parecidos com Suzume. Uma ótima opção para os fãs de histórias clássicas como A Viagem de Chihiro, Meu Amigo Totoro e O Castelo Animado

  • Os 10 Melhores Filmes de Al Pacino: de 'O Poderoso Chefão' a 'O Irlandês' 
    Fernanda Caseiro Talarico

    Fernanda Caseiro Talarico

    Editor JustWatch

    Al Pacino, um dos maiores ícones do cinema, construiu uma carreira repleta de atuações inesquecíveis, marcadas por intensidade e profundidade emocional.

    Desde seus papéis clássicos, como Michael Corleone em O Poderoso Chefão, até seu trabalho mais recente em O Ritual (2025), no qual interpreta um padre exorcista em uma batalha sobrenatural contra o mal, Al Pacino continua a demonstrar seu talento extraordinário e versatilidade. 

    Nesta lista, reunimos os dez melhores trabalhos de sua trajetória, celebrando a genialidade de um ator que, mesmo após décadas no topo, ainda surpreende e fascina o público.

    O Poderoso Chefão (1972)

    Em O Poderoso Chefão, Al Pacino entrega uma das interpretações mais marcantes da história do cinema como Michael Corleone, transformando-se de um jovem desinteressado pelo crime no herdeiro implacável do império da família. Sua atuação sútil e cheia de nuances captura a ascensão de um homem que abandona a inocência para abraçar o poder com frieza calculista. 

    Cada olhar, cada silêncio de Pacino revela a complexidade de Michael, tornando sua jornada tragicamente cativante. Francis Ford Coppola dirige com maestria, mas é Pacino quem dá alma ao filme, consolidando-o como uma obra-prima e a si como um dos maiores atores de todos os tempos.

    Scarface (1983)

    Em Scarface, Al Pacino tem um desempenho explosivo como Tony Montana, o imigrante cubano que ascende no submundo do crime com ambição desmedida e violência brutal. Sua atuação é visceral, carregada de energia caótica e um sotaque marcante que define o personagem. 

    Tony é arrogante, vulnerável e tragicamente autodestrutivo, e Pacino captura essa dualidade com intensidade inesquecível. A famosa cena do "Say hello to my little friend!" sintetiza sua entrega extrema. Dirigido por Brian De Palma, o filme tornou-se um clássico cult, e Pacino elevou Tony Montana a um dos personagens mais icônicos do cinema.

    Serpico (1973)

    Em Serpico, Al Pacino interpreta Frank Serpico, o policial real que desafiou a corrupção sistêmica do NYPD, entregando uma atuação carregada de idealismo, angústia e autenticidade. O ator captura a transformação de Serpico, desde o agente entusiasmado até o homem isolado e desiludido, marcado pela solidão de quem luta contra um sistema podre. 

    Sua atuação é crua e emocionalmente densa, sem cair no melodrama, mostrando a vulnerabilidade e a coragem do personagem. Sidney Lumet dirige com um realismo urgente, mas é Pacino que consolida Serpico como um farol do cinema político, se tornando um marco em sua carreira.

    Um Dia de Cão (1975)

    Em Um Dia de Cão, Al Pacino entrega uma das interpretações mais eletrizantes de sua carreira como Sonny Wortzik, o assaltante desesperado que sequestra um banco no calor do verão nova-iorquino. Dirigido por Sidney Lumet, o filme captura a tensão em tempo real, e Pacino brilha ao misturar vulnerabilidade, nervosismo e uma humanidade inesperada em seu personagem. 

    Seus monólogos explosivos – como o icônico "Attica!" – e sua química com John Cazale elevam o drama a um retrato caótico e comovente da América marginalizada. Uma obra-prima do cinema dos anos 1970, com Pacino no auge de sua intensidade dramática.

    O Poderoso Chefão Parte II (1974)

    Em O Poderoso Chefão Parte II, Al Pacino aprofunda magistralmente a complexidade de Michael Corleone, transformando-o em um dos personagens mais sombrios e fascinantes do cinema. Enquanto no primeiro filme vemos sua queda na criminalidade, aqui testemunhamos sua ascensão como um líder isolado pelo poder, cada vez mais frio e paranoico. Pacino domina a tela com uma presença silenciosa e assustadora — seus olhares gelados, pausas calculadas e explosões contidas revelam um homem corroído pela ambição e pela traição. 

    A cena do fechamento da porta para Kay é um dos momentos mais devastadores de sua carreira. Francis Ford Coppola amplia a saga com maestria, mas Pacino dá o peso trágico ao legado de Michael, consolidando a sequência como uma rara obra-prima superior ao original. Um estudo brilhante sobre poder, solidão e a perda da alma.

    Perfume de Mulher (1992) 

    Em Perfume de Mulher, Al Pacino oferece uma atuação incrível como o coronel Frank Slade, um homem cego, amargo e irresistivelmente carismático, que redescobre a vontade de viver por meio de um jovem estudante (Chris O'Donnell). Pacino domina cada cena com uma presença magnética, alternando entre sarcasmo ferino, vulnerabilidade comovente e uma dignidade arrebatadora. O ápice é sua explosão emocional no discurso final, defendendo a honra do aluno — um momento que lhe rendeu, finalmente, o Oscar de melhor ator. 

    Martin Brest dirige com sensibilidade, mas é Pacino quem transforma o filme em uma experiência inesquecível, equilibrando humor, drama e uma lição sobre redenção. Sua interpretação do tango cego é pura poesia em movimento. Um papel que consagrou sua capacidade de unir grandiosidade e humanidade.

    Heat (1995)

    Em Heat, Al Pacino e Robert De Niro protagonizam um dos maiores duelos de atuação do cinema, com Pacino no papel do tenente Vincent Hanna, um detetive obcecado por seu trabalho e à beira do esgotamento. Sua atuação é pura eletricidade — gestos expansivos, falas cortantes e uma energia nervosa que contrasta perfeitamente com a calma calculista de De Niro. A cena do café, onde ambas as lendas compartilham finalmente a tela, é um estudo de atuação minimalista, enquanto o confronto final explode em tensão visceral. 

    Com estilo noir moderno do diretor Michael Mann, Pacino — oscilando entre genialidade e autodestruição — torna Hanna um de seus personagens mais fascinantes. Um thriller perfeito, elevado por um gigante no auge de sua arte.

    Justiça para Todos (1979) 

    Em Justiça para Todos Al Pacino entrega uma das atuações mais explosivas e emocionalmente carregadas de sua carreira como Arthur Kirkland, um advogado idealista confrontado com um sistema judicial corrupto. Seu monólogo icônico — "Você não consegue lidar com a verdade!" — tornou-se um marco do cinema, sintetizando sua entrega visceral e apaixonada. 

    Pacino navega entre a indignação furiosa e a vulnerabilidade de um homem que ainda acredita na justiça, mesmo quando ela falha. Norman Jewison dirige com um olhar crítico sobre a América pós-Watergate, mas é a intensidade magnética de Pacino que transforma o filme em um manifesto contra a hipocrisia. Uma atuação que mistura ética, raiva e humanidade de forma inesquecível.

    O Advogado do Diabo (1997)

    Em O Advogado do Diabo, Al Pacino rouba a cena como John Milton, uma versão carismática e satanicamente sedutora do próprio Diabo. Com uma presença magnética que mistura charme, ironia afiada e uma malícia calculista, Pacino transforma cada cena em um espetáculo de manipulação psicológica. Seu discurso final — "A vaidade é definitivamente meu pecado favorito" — é um show de atuação, mesclando eloquência teatral com uma ameaça sutil. Seu parceiro de tela, Keanu Reeves, fica até mesmo “pequeno” perto dele. 

    Apesar de Taylor Hackford dirigir com um visual opulento, Pacino é quem eleva o filme, equilibrando grandiosidade e nuances, provando que até o Príncipe das Trevas pode ser irresistivelmente fascinante. Uma aula de como dominar a tela com puro carisma maligno.

    O Irlandês (2019)

    Em O Irlandês, Al Pacino entrega um desempenho vigoroso e eletrizante como Jimmy Hoffa, o lendário líder sindical desaparecido, marcando seu encontro triunfal com Martin Scorsese após décadas de tentativas. Mesmo com a tecnologia de rejuvenescimento digital, é a presença magnética de Pacino que domina o filme — seu temperamento explosivo, seu carisma político e sua vulnerabilidade patética criam um Hoffa inesquecível. A cena em que ele repreende Robert De Niro por "chegar atrasado" é puro fogo, enquanto seu desespero final diante da traição ganha tons shakespearianos.

    Scorsese tece um épico sobre lealdade e mortalidade, mas é Pacino, aos 79 anos, quem rouba o filme, provando que sua intensidade continua implacável.

    Onde assistir aos dez melhores filmes de Al Pacino?

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