
'Amores Materialistas' e os 15 Melhores Filmes com Triângulo Amoroso
Quem não adora um triângulo amoroso não sabe o que está perdendo quando o assunto é cinema. Não importa se a história anda lado a lado com o drama, o romance ou a comédia, filmes com essa temática sempre são interessantes, dividindo a opinião do público ou até mesmo criando torcidas unilaterais ao retratar escolhas difíceis, paixões arrebatadoras e dilemas que dizem muito sobre o que é o amor.
Com o lançamento de Amores Materialistas, novo filme da prestigiada diretora Celine Song que já alcançou US$ 92 milhões em bilheteria, ressurgiram os debates que acompanham produções sobre triângulos amorosos. Você é do tipo que prefere as histórias trágicas como Titanic, carregadas de humor como O Casamento do Meu Melhor Amigo, ou repletas de drama adolescente como Crepúsculo?
Nesta lista da JustWatch, descubra tudo sobre Amores Materialistas e outros 15 filmes incríveis com triângulos amorosos, além de saber em quais serviços de streaming assistir à eles.
Trazendo um toque de modernidade para esta lista, o recente e curioso Amores Materialistas traz Dakota Johnson no papel de Lucy, uma casamenteira de sucesso, mas incapaz de decidir se o melhor para seu futuro é ficar com o ricaço Harry Castillo (Pedro Pascal) ou com o garçom aspirante a ator John (Chris Evans).
Há quem diga que Amores Materialistas se vendeu como um filme de triângulo amoroso, mas não entregou isso, o que não é verdade. Apesar dos pesares, a dúvida de Lucy tem fundamento, e mesmo que isso precisasse ficar mais claro, o filme também vai além do dilema da personagem, abordando assuntos como privilégio, consciência de classe e o direito de amar, o que já o torna interessante, especialmente se você gostou de produções como O Diabo Veste Prada.
Amores Materialistas não será o primeiro filme de Celine Song a retratar um triângulo amoroso. Perfeito para quem se apaixonou pela Trilogia do Antes (Antes do Amanhecer, Antes do Pôr-do-sol e Antes da Meia-noite), o sublime Vidas Passadas, indicado aos prêmios de Melhor Filme e Melhor Roteiro Original do Oscar, apresenta Nora (Greta Lee), que vive um casamento feliz, mas é transportada para o passado quando reencontra um amor de infância.
O filme brilha ao ir além da clássica pergunta “Quem ela escolherá?”, trazendo muitas reflexões sobre passado, presente e futuro que envolvem destino, identidade e a difícil tarefa de lidarmos com nossas versões reais e todas as que também poderiam existir. Vidas Passadas se distingue de outros filmes do tipo por seu silêncio, delicadeza e por evitar respostas fáceis, o que o torna único.
Um clássico dos anos 2000, Diário de Uma Paixão também traz um grande “E se?”, mas de forma mais dramática e arrebatadora que Vidas Passadas, além de ser uma adaptação do livro homônimo de Nicholas Sparks. A história se passa nos anos 1940 e apresenta o drama que envolve o casal Allie Hamilton e Noah Calhoun, interpretados com muita química por Rachel McAdams e Ryan Gosling, cujo triângulo é completado por Lon Hammond, que perde a batalha, mas não é desrespeitado pela história.
Ideal para quem gosta de paixões avassaladoras e intensas, mas menos trágicas que A Culpa é das Estrelas, Diário de Uma Paixão também traz reflexões interessantes, mas aqui são as emoções que falam mais alto. Este é um filme que não tem a intenção de apresentar nuances sobre as escolhas, como Vidas Passadas, mas sim mostrar como, muitas vezes, o amor é puramente catártico — o que funciona muito bem e nos arranca muitas lágrimas.
Como uma espécie de Jules e Jim do esporte, o sexy e divertido Rivais, filme do premiado diretor Luca Guadagnino (Me Chame Pelo Seu Nome), apresenta uma história curiosa. Aqui, Zendaya entrega uma atuação magnética como Tashi, uma ex-prodígio do tênis, que se tornou treinadora do próprio marido, Art (Mike Faist), e cuja presença manipula tanto ele quanto Patrick (Josh O’Connor), ex-melhor amigo de Art e ex-namorado de Tashi.
É a partir dessa premissa que se inicia uma narrativa frenética, repleta de subtextos sobre ambição, que faz o triângulo amoroso ganhar um ritmo frenético ao entrar em quadra e qualquer um se apaixonar por tênis. Aqui, reflexões mais filosóficas dão lugar a uma história moderna e sensual, com diálogos afiados e tensão constante, e que fala menos sobre romance, e mais sobre como amor e a ambição são duas faces da mesma moeda.
Se você gostou de O Melhor Amigo da Noiva, O Casamento do Meu Melhor Amigo é um clássico obrigatório, que traz um toque diferente e interessante na forma como a história se desenrola. Nessa história icônica, Julianne (Julia Roberts) tenta sabotar o casamento de seu melhor amigo, Michael (Dermot Mulroney), ao se descobrir apaixonada por ele.
O charme do filme é a forma como ele subverte as expectativas do público, fazendo todo mundo torcer por uma protagonista que, na verdade, age de maneiras questionáveis, enquanto Cameron Diaz brilha como a noiva inocente. Aqui, a graça é justamente aceitar a derrota e refletir com muito humor sobre como nem sempre a resposta do triângulo amoroso envolve um final feliz.
Inspirado em Orgulho e Preconceito, O Diário de Bridget Jones é um dos filmes mais queridinhos dos anos 2000, que equilibra muito bem humor e romance ao retratar as inseguranças de uma mulher comum, de forma bastante parecida com O Casamento do Meu Melhor Amigo, mas com uma fórmula mais clássica dos filmes de triângulo amoroso. O filme mostra a história de Bridget (Renée Zellweger), uma mulher de 32 anos que está insatisfeita com sua carreira, quando se vê dividida entre seu chefe mulherengo, Daniel (Hugh Grant), e o sério advogado Mark Darcy (Colin Firth).
Bridget é uma personagem divertida, vulnerável e desastrada, tão real que gera aquele tipo de identificação “gente como a gente”. De forma leve, a história se desenrola e mostra que um filme de triângulo amoroso não se faz somente com um bom romance, mas também com muito bom humor e autenticidade.
Um dos filmes mais românticos de todos os tempos, Casablanca eleva o triângulo amoroso a um patamar épico e é uma ótima escolha para quem quer se aventurar por romances durante a 2ª Guerra Mundial, como o famoso, mas mais moderno Aliados. Aqui, acompanhamos uma história de amor entre o ex-combatente americano Rick Blaine (Humphrey Bogart) e sua antiga paixão, Ilsa (Ingrid Bergman), casada com Victor Lazlo (Paul Henreid).
Mais sério, intenso e cheio de reflexões sobre honra e lealdade, o filme não abre espaço para flertar com a sensualidade ou humor, como O Diário de Bridget Jones, devido ao peso do que acontecia no mundo durante a época retratada. Isso porque a escolha dos personagens lida com um dilema que envolve seus desejos ou encontrar uma maneira de escapar dos horrores de seu contexto, retratando temas mais sérios.
Com a grandiosidade dramática de Casablanca, mas um toque de teatralidade extremamente charmoso, O Fantasma da Ópera é um filme baseado no clássico livro homônimo que também foi adaptado para musical, e que levou ao cinema as inúmeras camadas desta história sobre escolhas difíceis. Na trama, acompanhamos a talentosa cantora Christine Daaé (Emmy Rossum), cuja beleza e sucesso chamam a atenção do Visconde Raoul de Chagny (Patrick Wilson), o que causa a ira de seu misterioso tutor: o Fantasma da Ópera (Gerard Butler).
Com uma estética grandiosa e figurinos encantadores, que oferecem um vislumbre dos anos 1900, a história acompanha um tenso e sensual triângulo amoroso, obrigatório para quem ama um drama, onde o amor e o desejo se confundem de forma perigosa e representam muito mais do que os olhos enxergam à primeira vista: a escolha entre uma vida dentro das normas sociais ou a liberdade proporcionada pela arte. O filme é perfeito para quem se apaixonou por O Corcunda de Notre Dame e Moulin Rouge.
Em Ela Quer Tudo, filme do premiado diretor Spike Lee, temos não apenas um triângulo amoroso, mas sim um quadrângulo — e dos bons! — já que a artista independente Nola Darling (Tracy Camilla Johns) tem três namorados: o mocinho Jamie Overstreet (Tommy Redmond Hicks), o rico e narcisista Greer Childs (John Canada Terrell) e o tagarela Mars Blackmon, interpretado pelo próprio Lee.
Este é um filme à frente de seu tempo em comparação com muitas histórias sobre romance, que fala sobre a liberdade sexual feminina e a interseccionalidade que envolve o tema quando novas camadas, como raça, são acrescentadas à ele. Quebrando expectativas ao colocar a autonomia de uma mulher no centro da narrativa, o longa é divertido, provocativo e político, sendo menos “sobre quem ela vai escolher” e mais sobre por qual motivo uma escolha deve ou não ser feita. Vale lembrar que a história foi atualizada na série de mesmo nome, Ela Quer Tudo.
Como uma espécie de Cyrano de Bergerac moderno, o filme Você Nem Imagina traz uma camada de representatividade LGBTQIAP+ para este clássico francês, ao contar a história de Ellie Chiu (Leah Lewis), uma tímida adolescente lésbica aceita ajudar Paul (Daniel Diemer) a conquistar a popular Aster (Alexxis Lemire), sem que ele perceba que ela também é apaixonada pela garota.
Assim como Ela Quer Tudo, o filme traz uma série de discussões importantes sobre seu tema central, embora não seja tão impactante quanto o filme de 1986. Além disso, as reflexões sobre amor desse triângulo amoroso inusitado sabem se sustentar sem cair em tantos clichês, que podem ser tão bem-vindos quanto cansativos em filmes parecidos. De forma delicada, mas também descontraída, Você Nem Imagina fala principalmente sobre autodescoberta e aceitação, e lembrando histórias como Com Amor, Simon.








































