Pedro Pascal atualmente carrega o status de ser um dos atores mais queridinhos e adorados — tanto do público, quanto da própria indústria hollywoodiana. Nascido no Chile e naturalizado norte-americano, o ator completou 50 anos de idade finalmente alcançando o reconhecimento internacional que tanto buscou ao longo da carreira.
Não por acaso, somente em 2025, Pedro protagonizou três filmes que certamente fazem parte da lista dos mais aguardados do ano: Quarteto Fantástico: Primeiros Passos, Amores Materialistas e Eddington. Aproveitando o seu sucesso e popularidade recentes, preparamos um ranking com os melhores filmes e séries estrelados pelo ator, para que você possa ter um panorama da sua extensa e rica filmografia.
1. The Last of Us (2023–)
Apesar de se passar em um cenário distópico em uma América pós-apocalíptica, dominada por um vírus devastador, The Last of Us tem o mérito de não cair no lugar-comum de explorar somente a luta dos personagens pela sobrevivência — característica que compartilha com The Walking Dead.
Muito mais que isso, a produção se propõe a se aprofundar nas relações humanas (principalmente entre os protagonistas), nas emoções, nos sentimentos, e nos traumas, de figuras que vivem em uma situação limite, rodeadas de desesperança. É aqui que entra a importância do ator. A entrega, imersão e carga emocional que Pedro Pascal emprega ao viver Joel, além da sua química incomparável com a atriz Bella Ramsey, são, na minha perspectiva, fatores que fazem com que a série seja uma das produções de maior sucesso da HBO, inquestionavelmente sendo o principal representante do trabalho de Pedro.
2. Gladiador 2 (2025)
Se tem uma coisa que Ridley Scott indiscutivelmente fez bem em Gladiador 2, foi a escolha do elenco. A continuação do seu icônico filme conta com alguns nomes como Paul Mescal, Denzel Washington e Connie Nielsen (que aparece também no primeiro Gladiador). Mas, quem acaba roubando novamente a cena é o nosso galã, Pedro Pascal, que aqui interpreta o general romano Marcus Acacius.
Seu personagem serve como uma espécie de bússola moral do Império Romano, por ser um guerreiro digno e que defende os princípios da antiga Roma. Pedro tem uma interpretação segura e marcante, que consegue transportar todo o peso de um dos personagens mais fortes e honrados do longa. Se você é um daqueles puristas que não aceitam o fato de Gladiador ter uma sequência, saiba que só o personagem de Pascal já faz valer a pena assistir ao segundo filme. Portanto, merece estar na segunda posição do ranking.
3. Game of Thrones (2011–2019)
Independentemente de ter interpretado um personagem apenas durante a quarta temporada de Game of Thrones, Pedro Pascal pode se gabar de ter uma das principais séries da história da televisão no seu currículo. E, para aumentar ainda mais os seus méritos, vale pontuar que o seu personagem (Oberyn Martell, ou Víbora Vermelha) foi responsável, para mim, por uma das cenas mais marcantes de toda a série: sua luta contra Gregor Clegane, também conhecido como "A Montanha".
Sinceramente, para quem já assistiu a todas as temporadas, é impossível tirar da cabeça a imagem final desta cena memorável (não entrarei em detalhes para evitar spoilers). E, para quem ainda não viu, saiba que este é um dos personagens mais complexos, encantadores e brutais que o ator chileno já desempenhou. Na verdade, se formos comparar os três personagens de Pascal, em The Last of Us, Gladiador 2 e Game of Thrones, chegaremos à conclusão que são figuras extremamente distintas na sua essência — uma prova concreta da fantástica versatilidade do ator. Além disso, foi aqui que Pascal provou ser capaz de roubar a cena, mesmo em meio a um elenco estelar.
4. The Mandalorian (2019)
Para quem vê (ou escuta) Pedro Pascal interpretando o personagem principal de The Mandalorian, uma série da franquia de Star Wars com uma vibe parecida com Firefly, mal pode imaginar que o ator, na maioria das vezes, não está por trás da capa do guerreiro solitário que tem a missão de proteger Grogu (também conhecido como Baby Yoda).
Mesmo assim, seja de corpo inteiro, ou apenas com a sua voz (que por sinal, é inconfundível), Din Djarin (também chamado de O Mandaloriano), é um daqueles personagens que encaixa com perfeição no estilo de atuação cativante de Pedro — por isso merece a quarta posição do ranking.
Um protagonista que, assim como seu personagem em Gladiador 2, demonstra liderança, lealdade e honra, na mesma pegada e estilo de figuras icônicas vividas por Clint Eastwood em inúmeros faroestes — que inclusive serviram como inspiração para Pascal.
5. Narcos (2015–2017)
Arrisco dizer que Narcos, mesmo não sendo o seu melhor trabalho, foi a série que serviu como ponto de virada para a trajetória profissional de Pedro Pascal. Apesar de ter aparecido em Game of Thrones antes (mas com um papel coadjuvante), a produção que tem o brasileiro José Padilha como diretor e produtor catapultou a carreira do ator em Hollywood. Isso porque foi o primeiro trabalho mainstream (a série é produzida pela Netflix) de Pascal como protagonista. O que, obviamente, fez com que ele ganhasse uma grande notoriedade, abrindo portas para personagens posteriores ainda maiores.
No papel de um agente da DEA que investiga o Cartel de Medellín (liderado pela icônica figura de Pablo Escobar, representado por Wagner Moura), Pascal mostrou o grau de intensidade que consegue alcançar atuando, bem como a capacidade de humanizar um personagem que é regido pelo objetivo insaciável de prender o principal narcotraficante da América Latina, mas que às vezes parece inconsistente ao lado de outros grandes nomes. Uma série imperdível aos amantes de histórias sobre traficantes, como Breaking Bad e Ozark.
6. Amores Materialistas (2025)
Pedro Pascal também sabe mostrar muito bem todo o seu encanto em comédias românticas. Dirigido por Celine Song (a mesma de Vidas Passadas), Amores Materialistas é um filme profundo e, por vezes, até mais dramático do que cômico, sobre um triângulo amoroso, no qual Pedro Pascal interpreta Harry, um homem rico, charmoso e confiante, que aparece na vida da protagonista de uma maneira avassaladora. Ou seja, se você achou seu personagem em Game of Thrones sedutor, não perca a oportunidade de vê-lo nesse filme.
Contracenando ao lado de Dakota Johnson e Chris Evans, o ator chileno entrega uma performance que, em um primeiro momento, parece monodimensional (já que Harry aparenta ser um homem sem falhas), mas à medida que o filme se desenvolve, se complexifica por meio do talento e habilidade de Pedro em frente às câmeras. O seu personagem às vezes fica um pouco de lado na narrativa, mas Pedro certamente domina as cenas em que aparece. Um longa que super recomendo àqueles que apreciam comédias românticas mais desconstruídas e existenciais, como Palm Springs, por exemplo.
7. Robô Selvagem (2024)
Vou ser sincero, Robô Selvagem é uma dessas animações que, às vezes, não dá para segurar a emoção (ou até o choro) — e esse é um dos motivos do filme também ocupar um lugar especial nessa lista. Afinal, o longa traz um enredo realmente comovente, sobre um robô que vai parar em uma ilha, onde tem que aprender a viver de maneira selvagem em uma floresta hostil. E, ainda por cima, com Pedro Pascal dando voz a uma das criaturas mais adoráveis do enredo: a raposa Fink.
Uma obra visualmente encantadora, com uma história melancólica, mas extremamente inspiradora, especialmente com a voz de Pedro trazendo uma qualidade única ao filme em um personagem que tem um desenvolvimento surpreendente. Para quem assina a Amazon Prime Video, e gosta de animações mais sensíveis, como Kubo e as Cordas Mágicas ou até mesmo WALL-E (que tem uma temática mais semelhante), certamente não ficará frustrado.
8. Estranha Forma de Vida (2023)
Mesmo sendo um curta-metragem, do meu ponto de vista, é impossível falar sobre a filmografia de Pedro Pascal, sem mencionar sua apaixonada interpretação na produção realizada pelo seu xará, o icônico diretor espanhol, Pedro Almodóvar. Sim, o ator está tão encantador quanto em Amores Materialistas, mas de maneira até mais ‘perigosa’. O recorte do filme, por si só, já é bastante original e complexo: um faroeste com dois homens, ex-amantes, que se reencontram no deserto após vinte e cinco anos, onde um deles esconde um grande segredo.
Estranha Forma de Vida é uma obra com atuações marcantes, tanto de Pedro Pascal, quanto de Ethan Hawke que, por sinal, demonstram ter uma química ímpar. Se você está de saco cheio dos ‘westerns’ à lá John Ford, aqui está um filme perfeito para você. Uma obra que quebra alguns paradigmas da masculinidade, em relação aos elementos mais característicos do gênero, principalmente por expor um romance homoafetivo sem julgamentos. Eu diria que caso o filme fosse um longa-metragem, poderia ocupar uma melhor posição neste ranking.
9. O Peso do Talento (2022)
Como já vimos ao longo dessa lista, Pedro Pascal não é primordialmente conhecido por papéis antagônicos (com exceção de uma parte de Gladiador 2, onde pensamos que seu personagem pode até ser um inimigo), mas sua versatilidade é sempre bem explorada quando o ator assume esse tipo de papel. Na comédia de ação, O Peso do Talento, por exemplo, Pedro dá vida a um criminoso e bilionário que é fã de Nick Cage (uma versão decadente e ficcionalizada do próprio Nicolas Cage), mas que passa a ser investigado por ele.
É um filme divertido em que o personagem de Pedro carrega grande parte do humor do longa, com boas sequências de ação, com um roteiro metalinguístico bastante original, e que emana vitalidade — muito por conta, claro, da dupla Pascal e Cage, que interpretam dois protagonistas problemáticos e extremamente enérgicos. Um filme que lembra muito a atmosfera e o tema de O Dublê, onde Ryan Gosling interpreta um dublê em decadência que se vê envolvido em uma rede de conspirações. Porém, se situa no fim da lista já que não é uma obra tão original e sofisticada quanto às anteriores, focando mais em divertir o público.
10. Quarteto Fantástico: Primeiros Passos (2025)
Além dos 50 anos completados, 2025 também marca o ano de estreia de Pedro Pascal como protagonista do Universo Cinematográfico Marvel, no filme Quarteto Fantástico: Primeiros Passos. Na pele do Senhor Fantástico, o ator entrega uma versão completamente autêntica do personagem, trazendo toda a seriedade e inteligência características do herói, somado a um tom um pouco mais divertido — típico de um protagonista do MCU, como Tony Stark.
Uma coisa é certa, para você que não gostou dos longas anteriores do quarteto, pode comemorar, já que este novo filme tem tudo que um fã de super-heróis gosta (boas sequências de ação, é engraçado, tem personagens atraentes e extremamente bem trabalhados, e interpretações à altura). Ao meu ver, mais do que prova que essa nova fase da Marvel ainda promete muito. Por isso, apesar de muito recente e sem o distanciamento necessário para saber se irá perdurar como um dos principais trabalhos de Pedro, também merece estar presente na lista. O ator é definitivamente um dos destaques do filme, trazendo um Reed Richards digno das HQs, mas que ainda tem muito para provar.













































































































