• ‘Gen V’ e Outras 9 Séries Brutais de Super-Heróis para Adultos
    Beatriz Coutinho

    Beatriz Coutinho

    Editor JustWatch

    Produções de super-heróis que trazem personagens carismáticos, grandes batalhas e discursos inspiradores conquistaram um grande espaço na cultura pop ao longo dos últimos anos, o que é ótimo, mas se você prefere ver essa temática por um ponto de vista menos família, está com sorte. Atualmente, não faltam séries que mergulham no lado mais sombrio do gênero, trazendo heróis falhos, violência explícita e discussões sobre temas pesados, como poder, corrupção e desigualdade social.

    Uma delas é Gen V, derivado de The Boys que estreou em 2023 e mostrou que, assim como sua “obra-mãe”, não tem medo de chocar e abraçar a brutalidade, mesmo com seu toque adolescente. Ácida e banhada em sangue, a 2ª temporada de Gen V estreou em 17 de setembro de 2025 e vale lembrar que sua trama será importante para a 5ª e última temporada de The Boys.

    Prepare-se para muita violência e descubra nesta lista da JustWatch tudo sobre Gen V e outras nove séries brutais de super-heróis para adultos e em quais serviços de streaming assistir a todas essas produções.

    10. Luke Cage (2016-2018)

    Perfeita para quem curtiu Falcão e o Soldado Invernal, Luke Cage é uma série extremamente subestimada, que mergulha na história de um homem que ganha super-força e uma pele indestrutível após a sabotagem de um experimento. Diferente de produções que se apoiam na grandiosidade dos superpoderes, esta série traz um tom mais intimista, quase como um drama urbano que mistura diferentes elementos da cultura negra, como jazz, blues e hip-hop, com discussões sobre raça e política que engrandecem a história.

    Mas não se engane, apesar do tom mais contido, a série também sabe ser brutal, seja em confrontos físicos ou na forma direta como expõe violência, corrupção e desigualdades no icônico bairro Harlem. Mike Colter entrega um Luke Cage carismático e humano, que carrega nos ombros o peso de ter que enfrentar seu passado e de ser um símbolo entre os seus. Além disso, a produção conta com outras atuações memoráveis, como a de Mahershala Ali como Cottonmouth.

    9. Jessica Jones (2015-2019)

    Uma das produções mais sombrias do universo da Marvel, Jessica Jones, assim como Luke Cage, também foge do glamour típico dos heróis, mergulhando ainda mais fundo em dores internas. A série mostra como ela precisa lidar com traumas pessoais, abuso e manipulação mental, tudo mostrado de um jeito cru e brutal. Capaz de impressionar qualquer um, a atriz Krysten Ritter dá vida à uma protagonista cínica, falha e incrivelmente humana, que bebe para lidar com a dor, mas nunca perde sua força.

    Enquanto mostra como Jones tenta reconstruir sua carreira como detetive particular em sua própria agência de investigação, o que lembra o tom misterioso de Veronica Mars, a série não poupa o público de cenas duras, tanto de violência física quanto emocional, principalmente na relação tensa da personagem com o vilão Kilgrave, interpretado de forma genial por David Tennant. Em Jessica Jones, a brutalidade vai além de apenas socos ou perseguições, aparecendo também como abuso psicológico, retratado de maneira intensa e impactante.

    8. Watchmen (2019)

    Se Jessica Jones traz brutalidade em um nível pessoal falando sobre abuso psicológico, Watchmen amplia o tema de forma coletiva. A série não ficou famosa apenas pela violência física explícita, mas também pela coragem de seu roteiro em enfrentar feridas históricas profundas, geralmente esquecidas propositalmente por pessoas preconceituosas. A produção se passa em Tulsa, Oklahoma, anos após os eventos da HQ original, onde uma seita inspirada no diário de Rorschach persegue minorias raciais — o grupo é alvo da detetive Angela Abar (Regina King), que precisa se proteger para investigá-los.

    Misturando ação intensa com cenas de violência visceral, diálogos provocativos e uma trama repleta de reviravoltas, a série ressalta desde o primeiro episódio, uma recriação do Massacre de Tulsa, que não é apenas mais uma adaptação de quadrinhos, mas uma reflexão dolorosa e importante sobre racismo, poder e vigilância. Ao mesmo tempo em que honra a obra de Alan Moore, Watchmen se reinventa como um thriller político brutal e atual — um prato cheio para quem curtiu a premissa de Lovecraft Country.

    7. Demolidor (2015-2018)

    Demolidor foi uma das primeiras séries a mostrar que histórias de super-heróis na TV podiam ser tão brutais e impactantes quanto qualquer produção para o cinema, abrindo o caminho para outras produções da lista. A jornada de Matt Murdock (Charlie Cox), que na infância sofreu um acidente que o deixou cego e o fez desenvolver sentidos extraordinários, mostra como ele se divide entre um advogado idealista e um vigilante mascarado, em meio a um grande peso emocional e físico, já que cada luta deixa marcas visíveis no protagonista. E claro, com uma perspectiva fundamentada e intimista como em Jessica Jones e Luke Cage, só que ainda mais pesada.

    Aqui, a brutalidade está em cada detalhe: desde os combates corpo a corpo com coreografias de luta de tirar o fôlego até o dilema moral que consome o protagonista. Equilibrando ação, drama e outras atuações incríveis além da de Cox, como Vincent D’Onofrio como o Rei do Crime, Demolidor se tornou um marco da Marvel na TV e recentemente recebeu o revival/sequência Demolidor: Renascido, que mantém a intensidade e a ótima qualidade da adaptação de 2015.

    6. O Justiceiro (2017-2019)

    Se Demolidor abriu o caminho para heróis mais sombrios, O Justiceiro foi ainda mais fundo nesse abismo, abraçando a brutalidade como linguagem principal. A série mergulha de cabeça nesse tom profundo, sem hesitar em nenhum momento, com Jon Bernthal entregando uma de suas atuações mais marcantes como Frank Castle, um veterano de guerra marcado pela perda trágica de sua família, que encontra na violência uma forma distorcida de vingança e sobrevivência para lidar com o luto. Com um tom bem parecido com Demolidor, essa consegue ser ainda mais intensa por trazer um protagonista que não tem tantas restrições morais quanto Matt Murdock. 

    A série é brutal não apenas pela quantidade de sangue, tiros e torturas que aparecem ao longo dos episódios, mas também por mostrar os traumas e o vazio que ter participado de uma guerra podem deixar em alguém. Aqui você não encontrará heróis reluzentes ou discursos inspiradores, somente um homem em conflito constante, que faz justiça com as próprias mãos e destrói tudo em seu caminho. Se você gostou de Dexter, certamente deve dar uma chance para O Justiceiro, embora não dê para ter certeza de qual seria o resultado de um encontro entre esses dois.

    5. Preacher (2016-2019)

    Se além da violência de O Justiceiro, você também procura uma série que abrace o bizarro com muito sarcasmo, precisa assistir Preacher — uma produção que quem já viu, certamente se pergunta como algo tão insano e violento foi ao ar. Baseada em uma história em quadrinhos publicada pelo famoso selo Vertigo da DC, esta história mistura religião, humor ácido e pancadaria em doses cavalares ao revelar a trama de Jesse Custer (Dominic Cooper), um pastor atormentado que ganha um poder divino, tornando-se alvo de uma perseguição.

    Ao lado da ex-namorada Tulip (Ruth Negga) e do vampiro irlandês Cassidy, Custer parte em uma jornada para, literalmente, encontrar Deus. O resultado é uma viagem sangrenta e surreal, cheia de tiroteios, explosões e cenas de violência que muitas vezes beiram o grotesco — mas sempre muito bem amarradas por uma narrativa cheia de sarcasmo e críticas afiadas. Além disso, Preacher é a série perfeita para quem foi vidrado por Lúcifer entre 2016 e 2021. 

    4. Invencível (2021-)

    Assim como Preacher, Invencível não tem medo de chocar, mas faz isso de forma animada, o que só intensifica sua brutalidade, de forma bem parecida com The Boys. Perfeita para quem curtiu One Punch Man, uma ótima sátira sobre heróis, ou a sombria Spawn - O Soldado do Inferno, a série começa quase como uma paródia colorida do mundo dos super-heróis, acompanhando Mark Grayson (Steven Yeun), um adolescente comum que descobre ter herdado os superpoderes de seu pai, Omni-Man (J. K. Simmons), o maior super-herói da Terra.No entanto, quando o garoto treina pela primeira vez ao lado do pai, um banho de sangue revela que esta não é uma história para qualquer público, pois ao longo dos episódios, cabeças explodem, corpos são destroçados e o conceito do que é heróico ganha nuances profundamente perturbadoras. Além da violência brutal, Invencível se torna marcante também por abordar temas como família, legado e escolhas morais, mostrando que o choque entre pai e filho não é só físico, mas emocional, e que ser herói não é apenas sobre salvar vidas, mas, sim, sobre decidir que tipo de pessoa queremos ser.

    3. Pacificador (2022-)

    Uma das séries mais surpreendentes do universo da DC, Pacificador mistura duas coisas incompatíveis à primeira vista: violência grotesca e emoção, o que lembra bastante Invencível, mas aqui ganha um toque de redenção. A produção acompanha Christopher Smith (John Cena), reprisando seu papel em O Esquadrão Suicida, um herói que quer alcançar a paz, mesmo que tenha que matar muitos pelo caminho, e que vive tentando conciliar seu código distorcido de justiça com uma necessidade quase desesperada de ser aceito.

    Criada por James Gunn, diretor de produções como Superman e Guardiões da Galáxia, a série não economiza no sangue, mortes exageradas e piadas absurdas, sempre entregando cenas brutais. E mesmo em meio a toda essa carnificina, ainda existe espaço para um olhar sobre traumas, paternidade tóxica e recomeços, tudo embalado por uma atuação magnífica de Cena. Ser tão absurda quanto reflexiva é o que torna Pacificador tão viciante, ideal para quem gostou de Arlequina, também da DC, ou de Barry, que não é sobre super-heróis, mas também entrega uma história diferente sobre redenção.

    2. Gen V (2023-)

    Do mesmo universo de The Boys, Gen V é brutal, divertida e irônica ao misturar a violência da série de Capitão Pátria e companhia com um tom adolescente que funciona muito bem. Na prestigiada universidade de Godolkin, diversos jovens são treinados para se tornar uma nova geração de heróis, e então a rotina de combates e aprimoramento de poderes se mistura com festas, encontros e um eterno clima propício para uma competitividade nada saudável entre alunos, o que contribui em grande parte para a brutalidade da série — lembrando Titãs e X-Men Evolution.

    A violência gráfica, as disputas de poder e um mistério que envolve a administração da universidade rapidamente criam um clima sufocante, mas também fascinante de ser acompanhado. Além disso, Gen V ainda se mostra extremamente atual, abordando do “jeitinho The Boys”, ou seja, cruel e sangrento, temas como fama, redes sociais e amadurecimento adolescente. Profunda, a série não deixa a desejar em relação à sua “obra-mãe” e vai muito além de dramas juvenis, embora também entregue isso muito bem, além de contar com sequências de luta de tirar o fôlego e muitas aparições especiais. Apenas em sua segunda temporada, o derivado tem muito potencial para crescer no gênero.

    1. The Boys (2019-)

    Se existe uma série que não só redefiniu as histórias adultas sobre super-heróis, mas também mudou o olhar de muita gente sobre essa temática, esta série é The Boys. Extremamente violenta, sarcástica e politicamente afiada, a produção mostra um mundo em que os heróis não passam de celebridades corporativas, vaidosas e, na maior parte das vezes, cruéis, controladas pela gigantesca Vought, a empresa responsável pelo marketing e controle pessoal dessas pessoas superpoderosas que deveriam usar suas habilidades em prol da justiça.

    É nesse contexto que surge o grupo “The Boys”, que busca desmascarar de forma impiedosa os falsos ídolos da sociedade. O que dá o tom sombrio e violento dessa história é o contraste entre a imagem pública perfeita e os bastidores podres de cada super-herói, enquanto o espectador é bombardeado de sangue, brutalidade e cenas perturbadoras regadas com um humor ácido irresistível. The Boys é pancadaria, mas também sabe ser uma crítica feroz ao poder, à fama e à corrupção ao mesmo tempo, sendo um ótima opção para quem curtiu Doom Patrol ou a bizarramente ótima Happy!.

  • ‘Superman’: Como Assistir Todos os Filmes em Ordem de Lançamento
    Mariane Morisawa

    Mariane Morisawa

    Editor JustWatch

    Desde seu surgimento em 1938, nos quadrinhos criados por Jerry Siegel e Joe Shuster, Superman tem sido, na maior parte do tempo, um símbolo de esperança, decência e amor pelo próximo. E não é diferente em Superman (2025), o filme mais recente do herói dirigido por James Gunn, que dá início ao novo universo cinematográfico da DC. A maior qualidade do super-herói interpretado por David Corenswet é, justamente, sua humanidade, mesmo que Kal-El tenha nascido em terras distantes. 

    No cinema, a história do personagem teve início com Superman e Os Homens-Toupeira (1951), com George Reeves no papel do super-herói. Ele seria seguido depois por Christopher Reeve em quatro produções, começando por Superman: O Filme (1978), Brandon Routh, em Superman: O Retorno (2006), e Henry Cavill, com três filmes, sendo o primeiro O Homem de Aço (2013), até chegar à nova versão, com David Corenswet. 

    Na nossa lista, você descobre como e onde assistir aos longas-metragens em ordem de lançamento:

    1. Superman e os Homens-Toupeira (1951)

    Lançado originalmente em 1951, Superman e Os Homens-Toupeira obviamente não tem os efeitos especiais sofisticados dos filmes mais recentes. Mas o primeiro longa-metragem do Superman com lançamento nos cinemas tem o charme das matinês de antigamente e menos de uma hora de duração. A produção independente em preto-e-branco dirigida por Lee Sholem, que serviu como piloto para a série de televisão As Aventuras de Superman, é uma boa introdução ao personagem na interpretação de George Reeves. 

    O filme captura o medo exagerado dos norte-americanos durante a Guerra Fria ao mostrar como a chegada de seres humanoides a uma pequena cidade, durante a exploração de um poço de petróleo profundo, causa terror na população. Na cidade para cobrir o evento, Clark Kent/Superman precisa combater o verdadeiro vilão, Benson (Jeff Corey), um sujeito que instiga os moradores a atacar as criaturinhas. “São homens como você que tornam difícil que as pessoas se entendam”, diz Superman. Na época, como hoje, o herói acredita no poder da união e da harmonia – e que ninguém deve ser julgado pela aparência ou origem.

    2. Superman: O Filme (1978)

    Sem nenhum desrespeito aos outros atores que encarnaram o personagem, Christopher Reeve é o maior dos Supermans – e dos Clark Kents. E ele prova isso em quatro longas-metragens, começando por Superman: O Filme. Ficou famosa a sequência de pouco mais de 2 minutos em que ele alterna entre Superman e Clark Kent em um encontro com Lois Lane (Margot Kidder), apenas com mudanças de postura e voz — os óculos são apenas um detalhe — algo que David Corenswet também conseguiu fazer em Superman (2025) 

    Além de Reeve, o filme dirigido por Richard Donner tem um elenco estelar, com Gene Hackman como Lex Luthor, Terence Stamp como o General Zod e Marlon Brando interpretando Jor-El. Fez história ao ser o primeiro longa-metragem baseado em quadrinhos a concorrer ao Oscar, nas categorias melhor som, montagem e trilha sonora, para a música inesquecível de John Williams. Também levou um Oscar especial para os efeitos visuais. 

    O curioso é notar como Superman: O Filme difere das produções de super-herói atuais. O filme demora para contar a origem do personagem e mostrá-lo em seu uniforme. Assim, faz com que tenhamos tempo para nos afeiçoar a ele, o que deixa o filme muito mais envolvente. 

    3. Superman II: A Aventura Continua (1980)

    Superman II: A Aventura Continua foi rodado concomitantemente com o primeiro filme da série, mas perdeu o diretor Richard Donner, que foi substituído por Richard Lester. A troca não afetou a qualidade do longa lançado em 1980, que ganhou um tanto mais de humor, confiando no talento de seu ator principal, Christopher Reeve, bem como de outros nomes do elenco, como Gene Hackman.  

    É uma sequência que derruba o clichê de que elas nunca estão à altura do original, principalmente porque, apesar dos bons efeitos especiais, aposta mesmo nos personagens e nas relações entre eles, algo que muitas vezes falta nos filmes baseados em quadrinhos. Aqui, a relação entre Superman e Lois Lane e entre Clark Kent e Lois Lane é cheia de graça, fazendo com que a gente releve o fato de ela demorar tanto para ter certeza de que os dois homens de sua vida são, na verdade, um só. 

    Um detalhe importante é que Richard Donner supervisionou uma nova edição em 2006, Superman II: A Aventura Continua (Versão do Diretor). A versão de Donner é melhor em alguns aspectos e pior em outros, mas está mais alinhada com o tom do filme original, com menos momentos cômicos. De qualquer forma, é justo que o cineasta tenha tido a chance de mostrar algo mais próximo de sua visão, depois de ver seu projeto finalizado por outro diretor, podendo ser assistido antes ou depois da versão original dependendo do seu gosto. 

    4. Superman III (1983)

    Novamente com direção de Richard Lester, mas sem nenhum envolvimento de Richard Donner, Superman III tenta ser mais engraçado. Eles chegam inclusive a recrutar Richard Pryor, um dos maiores comediantes de stand-up da história e astro de produções como Loucos de Dar Nó (1980). No roteiro escrito por David e Leslie Newman, Pryor interpreta Gus Gorman, um gênio da computação cooptado pelo megaempresário Ross Webster (Robert Vaughn) para ajudá-lo em seus planos de dominação, que envolvem, inclusive, acabar com o Superman (Christopher Reeve). 

    Mas o carisma de Pryor e o talento de Reeve não são suficientes para segurar o filme, que não funciona tão bem quanto os dois primeiros. Para piorar, não tem Lex Luthor nem Lois Lane, com Clark Kent se reconectando com Lana Lang (Annette O’Toole), que ele conhece desde os tempos de infância e adolescência em Smallville.

    5. Superman IV: Em Busca da Paz (1987)

    Despedida de Christopher Reeve do papel, Superman IV: Em Busca da Paz não faz jus ao ator, mesmo que ele tenha participado da criação do argumento, desenvolvido para roteiro por Lawrence Konner e Mark Rosenthal. O filme dirigido por Sidney J. Furie foi lançado em um momento de grande preocupação com a guerra nuclear, e isso se reflete na trama, em que Superman tenta livrar o mundo de armas desse tipo. Lex Luthor (Gene Hackman) dá um jeito de criar uma super-arma, o Homem Nuclear (Mark Pillow). A mensagem acaba tendo um destaque maior do que a trama, os personagens e a ação.

    O desastre é quase completo, apesar da presença sempre carismática de Christopher Reeve. Serve mesmo só para dizer adeus ao ator nessa interpretação tão icônica. O filme não foi bem recebido e teve uma bilheteria aquém da expectativa. O super-herói só voltaria às telas quase 20 anos mais tarde. Quem quiser completar a lista vai gostar da curta duração de 1h30, fazendo desta uma aventura bem curta. 

    6. Superman: O Retorno (2006)

    Se no cinema Superman ficou distante quase 20 anos, na trama de Superman: O Retorno, ele se ausentou por cinco. O super-herói volta com outra cara, embora Brandon Routh tenha semelhança física com Christopher Reeve, e sob nova direção, de Bryan Singer, vindo dos sucessos de X-Men: O Filme (2000) e X-Men 2 (2003). Lois Lane e Lex Luthor também ganham interpretações diferentes, de Kate Bosworth e Kevin Spacey, respectivamente. Mesmo assim, o longa funciona como continuação de Superman: O Filme e Superman II: A Aventura Continua, ignorando os outros dois filmes estrelados por Christopher Reeve.

    Routh não chega a ter o charme ou o talento de Christopher Reeve, mas faz um Superman decente que se aproxima a Superman: O Filme e Superman II: A Aventura Continua, mesmo com diversas diferenças no elenco e no tom. Singer carrega nas emoções do personagem, que fica desolado ao saber que sua amada Lois Lane está casada e tem um filho. O cineasta também é competente nas cenas de ação – o filme inclusive concorreu ao Oscar de efeitos visuais. É uma adição bastante digna ao universo de Superman, especialmente depois do melancólico Superman IV: Em Busca da Paz. Mas, com uma bilheteria e uma direção narrativa consideradas decepcionantes, não teve continuidade.

    7. O Homem de Aço (2013)

    O Homem de Aço é um reboot de Superman no cinema, com Zack Snyder assumindo uma direção mais sombria, como na trilogia O Cavaleiro das Trevas de Christopher Nolan. Batman, claro, é, em sua origem, sombrio, traumatizado, beirando a sociopatia. Superman, não. Ele é humanista, cheio de compaixão, segue um código moral e ético, traz esperança. E logo nesse primeiro filme em que o personagem é interpretado pelo inglês Henry Cavill, há pelo menos uma atitude bastante controversa do super-herói, pelo menos para os fãs das HQs. Ou seja, ele é um Superman muito diferente daqueles vividos por Christopher Reeve e Brandon Routh, que eram mais leves e não ultrapassavam certos limites, mesmo na hora de combater vilões como Lex Luthor e General Zod. 

    A frieza não é culpa do ator, mas da concepção do personagem. Superman, aqui, é quase uma divindade. Mas também é verdade que o super-herói participa de muito mais lutas e cenas de ação espetaculares, o que explica em boa parte a adoração dos fãs, principalmente aqueles que amam filmes de ação mais sombrios. Então, se você não liga muito para a personalidade clássica de Superman mostrada na tetralogia de Reeve e no filme dirigido por Singer e gosta mesmo é de pancadaria, esta é a versão ideal. Caso contrário, as chances de se irritar com a subversão da essência do personagem são grandes. Ainda assim, é o melhor filme de Snyder sobre o personagem, levando em conta as continuações indiretas em  Batman vs. Superman: A Origem da Justiça e ambos filmes de Liga da Justiça

    8. Batman vs. Superman: A Origem da Justiça (2016)

    O sucesso de O Homem de Aço garantiu uma sequência, Batman vs. Superman: A Origem da Justiça, lançado apenas três anos mais tarde. Zack Snyder carrega ainda mais no lado sombrio do Superman, na comparação com O Homem de Aço. Ele foge da personalidade clássica do super-herói e traz outros personagens da DC, como Batman (Ben Affleck), Mulher Maravilha (Gal Gadot), Flash (Ezra Miller), Aquaman (Jason Momoa) e Ciborgue (Ray Fisher). Jesse Eisenberg aparece como Lex Luthor, que manipula Bruce Wayne/Batman para travar batalha contra o Superman, enquanto o governo tenta impedir o filho de Krypton de agir. 

    O problema é que, com tanta gente, Superman acaba sendo quase um coadjuvante, com Batman e Lex Luthor tendo mais destaque do que o Homem de Aço. Claro que o estilo grandiloquente de Zack Snyder tem seus fãs. Se você é um deles, vale apostar, mesmo que ele não dê ao Superman o espaço que deu em O Homem de Aço. Considerado confuso, o longa não atendeu às expectativas de bilheteria, ganhando uma versão definitiva do diretor com 31 minutos extras, ambos disponíveis na HBO Max. 

    9. Liga da Justiça (2017)

    Liga da Justiça, que dá prosseguimento aos eventos de Batman vs. Superman: A Origem da Justiça, teve uma produção complicada, o que certamente contribuiu para o produto final ser um tanto disforme – mais ainda do que o filme anterior. Faltando rodar cerca de 20% das cenas, Snyder teve de se afastar para lidar com a morte de sua filha, com Joss Whedon assumindo a direção e a pós-produção, imprimindo um tom mais leve, embora o diretor original continue creditado. 

    Sai a grandiloquência de Snyder, entra uma atmosfera mais pop e bem-humorada, no estilo que Whedon imprimiu em Buffy: A Caça-Vampiros (2017) e até mesmo nos dois primeiros Vingadores, Os Vingadores: The Avengers (2012) e Vingadores: Era de Ultron (2015). Ou seja, com mais chances de agradar a quem curte o tom do diretor ou pelo menos quem prefere um filme de super-herói mais leve. Mas a verdade é que nada funciona muito bem, até porque os estilos de Snyder e Whedon não poderiam ser mais diferentes. O filme é um Frankenstein que destoa do resto do Universo Estendido DC. A produção não foi tão bem de bilheteria, e os fãs de Zack Snyder chiaram muito, lançando uma campanha para que o estúdio lançasse a versão do diretor.

    10. Liga da Justiça de Zack Snyder (2021)

    Devido à pressão popular, a Warner topou lançar a versão do diretor, Liga da Justiça de Zack Snyder, na então HBO Max, gastando US$ 70 milhões no processo. O filme tem o dobro da duração do anterior, e o cineasta rodou cenas adicionais — praticamente um outro filme.

    A produção consegue destrinchar um pouco mais certos personagens, especialmente o Ciborgue, cujo ator, Ray Fisher, tinha reclamado do tratamento no set por Joss Whedon. O filme é bem diferente da produção lançada originalmente nos cinemas e realmente acabou sendo um pouco mais coesa, ou seja, realmente parece o trabalho de um único diretor, que conversa com o resto do DCEU. Mas, na verdade, só realmente quem é fã de Zack Snyder vai encarar na boa as mais de quatro horas de filme para ver a visão do diretor em sua integridade. A versão do diretor foi o último trabalho de Snyder para a DC e é uma carta de amor para os fãs deste universo criado pelo diretor. 

    11. Superman (2025)

    Em 2022, James Gunn assinou com a DC para ser codiretor e co-CEO, ficando responsável por planejar o agora rebatizado Universo DC com o produtor Peter Safran. O primeiro filme, Superman, traz um Clark Kent/Superman um pouco mais jovem que o anterior, de Henry Cavill. Interpretado por David Corenswet, ele representa valores considerados ultrapassados no mundo de hoje, como verdade, justiça e humanidade. 

    Ou seja, Superman volta a ser o personagem concebido por Jerry Siegel e Joe Shuster. Ele é mais humano do que divino e, principalmente, é uma fonte de esperança para todos. Quando Superman não pode estar em certo lugar, ele inspira outros a fazerem seu papel. Quando um esquilo está em perigo, ele sai da rota para salvá-lo, porque todos os seres vivos, não importa sua espécie, merecem viver. É uma figura poderosa, clara e direta em tempos de tanta confusão e desesperança. É muito diferente, portanto, do Superman levado às telas por Zack Snyder em Homem de Aço, um personagem sempre em conflito interno, sem leveza nenhuma, que inspira mais terror do que confiança. 

    Corenswet passa uma certa pureza que casa bem com esta versão do personagem. Rachel Brosnahan e Nicholas Hoult, como Lois Lane e Lex Luthor, são parceiros ideais, apenas dando mais complexidade à trama. E Superman ainda tem personagens menos conhecidos e muito bacanas, como Sr. Incrível (Edi Gathegi) e Mulher-Gavião (Isabela Merced). Se você quer assistir a filmes que dão um quentinho no coração, mesmo sendo uma superprodução baseada em quadrinhos, é a pedida ideal. Já os fãs de Zack Snyder podem ficar um pouco irritados com o roteiro simples, com piadas mais bobas e um tom mais esperançoso. 

  • 'Resident Evil': Todos os Filmes em Ordem e Onde Assistir a Eles
    Bruno Pinheiro Melim

    Bruno Pinheiro Melim

    Editor JustWatch

    É importante dizer que se hoje a adaptação de jogos de videogame para o cinema já é algo corriqueiro na indústria, isso se deve ao fato de Resident Evil ter sido um ponto fundamental para a popularidade e ascensão deste tipo de produção. 

    A história pós-apocalíptica de zumbis, atingiu desde os fãs de jogos de terror, até os cinéfilos que adoram filmes de ação. Por isso, nada mais justo do que embarcarmos em uma viagem passando por todos os filmes da franquia, por ordem de lançamento, além de listarmos também as outras produções (séries e animações) geradas no mesmo universo, listadas separadamente por serem bastante diferentes.Todas as produções estão disponíveis online, em serviços de streaming como Netflix, Prime Video, HBO Max e Apple TV. E, para os mais ansiosos em relação ao futuro de Resident Evil, saiba que a Sony Pictures já anunciou que um novo reboot deve chegar às salas de cinema em 2026!

    Filmes live-action de 'Resident Evil’ em ordem

    1. Resident Evil: O Hóspede Maldito (2002) 

    Apesar de ser adaptado do jogo da Capcom, Resident Evil: O Hóspede Maldito ganhou uma narrativa própria com personagens e momentos que não acontecem no game. Por ser o primeiro filme da franquia, acabou por dividir as opiniões por conta dessa decisão. No entanto, mesmo divagando da história original, o longa conseguiu trazer o ambiente claustrofóbico e sinistro característico do jogo. Mas, adicionando inúmeras sequências de ação, como um apelo para conquistar um público maior no cinema. O que acabou por dar certo, tendo em vista o seu sucesso de bilheteria.

    O filme que apresenta Alice (​​Milla Jovovich) lutando contra zumbis infectados por um vírus que escapou do laboratório da Umbrella Corporation, mistura elementos característicos do terror, com outros da ficção científica. Como se George Romero (de A Noite dos Mortos-Vivos) e Ridley Scott (de Alien - O 8º Passageiro) dirigissem um filme juntos, mas (ao meu ver) com um estilo visual bastante exagerado.

    2. Resident Evil 2: Apocalipse (2004)

    Após o sucesso do primeiro longa, não demorou muito para que o segundo chegasse aos cinemas. Resident Evil 2: Apocalipse continua a saga de Alice, mas agora tentando sair de Raccoon City (antes de uma bomba nuclear atingir a cidade), que está infestada de criaturas mutantes. Tanto a Prime Video, como a Netflix, têm o filme disponível para os assinantes.

    Para você que gostou das cenas de ação de Resident Evil: O Hóspede Maldito, não ficará frustrado com este, já que expande ainda mais este aspecto, inclusive, lembrando um pouco o ritmo mais acelerado de Extermínio 2. Isto porque é uma obra que amplia a escala do vírus, consequentemente explorando mais cenas de ação, com proporções ainda maiores. Se existia uma dúvida, de se a franquia iria pender mais para o lado do terror ou para o lado da ação, essa dúvida foi rapidamente tirada.

    3. Resident Evil 3: A Extinção (2007)

    O deserto de Nevada é o palco de Resident Evil 3: A Extinção, que retoma a história da luta de Alice contra a Umbrella Corporation, dessa vez, através de um road-movie que acompanha a travessia da protagonista e outros sobreviventes, para conseguir chegar a um território seguro no Alasca.

    Pessoalmente falando, o cenário de um deserto pós-apocalíptico (provavelmente por conta da influência de Mad Max) evoca imagens muito interessantes, fazendo com que este seja um dos filmes mais atraentes da franquia. Não só estéticamente, mas também narrativamente, já que explora mais a fundo o espírito de liderança da protagonista (que já vinha sendo aflorado em Resident Evil 2: Apocalipse), em uma dinâmica de grupo.

    4. Resident Evil 4: Recomeço (2010)

    O quarto filme, intitulado Resident Evil 4: Recomeço, foi todo pensado para maximizar a experiência tridimensional dos espectadores, sendo o primeiro título em 3D da franquia. Além disso, Paul W. S. Anderson (diretor de Resident Evil: O Hóspede Maldito) voltou a comandar a produção, que trouxe Alice ao lado de personagens já conhecidos do game, como Chris e Claire Redfield. 

    No entanto, essa inovação visual que, na teoria, ajudaria no crescimento da franquia, acabou, de certa forma, atrapalhando. Isso porque, a preocupação visual acabou ofuscando o desenvolvimento narrativo do filme. O que fica muito claro em algumas sequências nitidamente construídas apenas para evidenciar a tecnologia, mas que, narrativamente falando, acabam sendo desnecessárias. Algo semelhante com o que aconteceu com Independence Day: O Ressurgimento.

    5. Resident Evil 5: Retribuição (2012)

    Dez anos após o lançamento do primeiro filme live-action inspirado no videogame, estreou o quinto longa, Resident Evil 5: Retribuição, também conhecido como o filme menos apelativo aos fãs da franquia.

    Tal fato pode ser explicado pela falta de concisão do roteiro do filme, que abandona abruptamente alguns arcos narrativos que foram desenvolvidos ao longo da franquia. Tudo isso, em detrimento, assim como Resident Evil 4: Recomeço, de construir uma obra com um maior apelo visual, explorando aleatóriamente inúmeras cenas de ação mais supérfluas, de Alice lutando contra monstros, clones e zumbis, na tentativa de escapar das garras da Umbrella Corporation. 

    Em contrapartida, se você pretende assistir a um dos filmes da franquia sem nenhum tipo de comprometimento com a história geral, talvez possa ser uma boa dar uma chance para Resident Evil 5: Retribuição na Netflix.

    6. Resident Evil 6: O Capítulo Final (2016)

    Com a maior bilheteria mundial da franquia, e uma das melhores avaliações da crítica, Resident Evil 6: O Capítulo Final encerrou a série de filmes protagonizados por Milla Jovovich, com a inteligente estratégia (nostálgica) de recuperar elementos de Resident Evil: O Hóspede Maldito, colocando Alice fazendo o caminho de volta até onde tudo teve início: o laboratório subterrâneo em Racoon City, também conhecido como Colmeia. 

    Desta vez, Paul W. S. Anderson acertou em cheio ao atingir um equilíbrio perfeito entre as cenas de ação e o desenvolvimento dos conflitos dos personagens, como se tivesse misturando as principais virtudes dos três primeiros filmes, para construir um capítulo final (da luta de Alice versus a Umbrella) bastante satisfatório. Vale pontuar que essa opinião não é uma unanimidade, já que muitos fãs continuaram achando um tanto quanto confusa a conclusão da saga. 

    7. Resident Evil: Bem-Vindo a Racoon City (2021)

    O longa-metragem pensado para uma nova geração de espectadores de Resident Evil traz de volta alguns dos personagens mais importantes da franquia, neste reboot que conta com Kaya Scodelario no papel da agora protagonista Claire Redfield.

    Ao contrário de Resident Evil: O Hóspede Maldito, que estabeleceu uma narrativa que divaga do game, Resident Evil: Bem-Vindo a Racoon City é uma adaptação mais fiel aos primeiros jogos da franquia, tanto no que diz respeito ao tom mais sombrio e misterioso de uma produção genuinamente de terror, quanto da história, que trouxe os mesmos protagonistas dos jogos. Para aqueles que gostam muito dos games, e sofrem internamente com o distanciamento dos filmes anteriores, provavelmente não ficarão decepcionados com este reboot.

    Outras produções e animações do universo de ‘Resident Evil’

    1. Resident Evil: Degeneração (2008)

    Para os fãs de animação em CGI, saiba que existe um mundo à parte para ser explorado. Começando pela primeira animação (japonesa) intitulada Resident Evil: Degeneração, também um filme com uma pegada muito mais fiel ao game, tanto na sua história, que se passa dentro do mesmo universo de personagens, quanto no seu tom, que também traz elementos do terror. 

    Para quem conhece os primeiros jogos da franquia, ver Leon S. Kennedy e Claire Redfield juntos novamente, tentando derrotar zumbis dentro do aeroporto de Harvardville, convenhamos, é algo a não se perder. Visualmente falando, o filme tenta construir uma estética que também remete aos jogos de videogame.

    2. Resident Evil: Condenação (2012)

    Resident Evil: Condenação é uma sequência de Resident Evil: Degeneração, mas dessa vez, apresentando um enredo com uma escala mais global, onde Leon volta à ação para investigar a suspeita de utilização de armas bio-orgânicas em guerras no leste europeu. 

    Um filme que provou que a Sony e a Capcom não estavam apenas ‘experimentando’ um novo formato, mas sim jogando todas as suas cartas em uma produção que poderia render ainda mais frutos. O longa trouxe um estilo de animação em CGI ainda mais aperfeiçoado, o que refletiu na excelente recepção da crítica, dos fãs dos games e (acredite) até dos apreciadores de animes.

    3. Resident Evil: A Vingança (2017)

    Com uma estética ainda mais realista em relação aos dois filmes anteriores, Resident Evil: A Vingança novamente centra sua história em uma investigação de contrabando de armas bio-orgânicas. No entanto, dessa vez, a animação explora também o enredo do irmão mais velho de Claire, Chris Redfield, agente de combate ao bioterrorismo. 

    É um longa que deixa um tanto a desejar, justamente por cair de novo (assim como o quarto e quinto filme da sequência live-action) no erro de achar que as cenas de ação, por si só, são capazes de carregar toda a obra. Porém, aos que cansaram de assistir aos filmes de Resident Evil ambientados em cidades fictícias, esta animação pode ser uma boa opção, já que se passa em Nova York.

    4. Resident Evil: No Escuro Absoluto (2021)

    Após o sucesso dos primeiros filmes de animação, a Netflix resolveu investir em uma série animada, chamada Resident Evil: No Escuro Absoluto. Apenas com uma temporada, a produção coloca novamente a dupla de pesos pesados, Claire e Leon, juntos para investigar — acredite se quiser — um ataque de zumbis que aconteceu dentro da própria Casa Branca. 

    Dá para notar que o investimento na série não foi pequeno, já que o nível de detalhes da animação é claramente mais sofisticado. Eu diria que é uma produção para todos os gostos. Isso porque ela consegue atingir desde os fãs dos filmes live-action, já que sua história é acompanhada de excelentes cenas de ação, até os fãs dos jogos e das animações anteriores, por conta da sua estética semelhante, e por se situar entre o quarto e o quinto game.

    5. Resident Evil: A Série (2022)

    Além dos filmes com Milla Jovovich e das animações, foi produzida uma série live-action da Netflix, intitulada Resident Evil: A Série, que também tem apenas uma temporada. Voltando a uma pegada narrativa mais distante dos jogos, semelhante a Resident Evil: O Hóspede Maldito, mas agora com um enredo completamente original e duas protagonistas novas, a produção apresenta duas linhas do tempo distintas, uma delas em 2022, e a outra, uma década depois — adivinhe só — em um mundo pós-apocalíptico devastado pelo T-vírus. 

    Sinceramente, apesar da intenção ter sido boa (renovar a franquia com uma série original para um público mais hardcore), o resultado não foi lá grande coisa. A previsibilidade da história, que adota inúmeros clichês de filmes de terror, é um desses fatores que prejudicam. Além de se distanciar muito dos games e dos filmes live-action — o que também atrapalhou na sua recepção. No entanto, se você gosta de terror mais gore tipo Ash vs. Evil Dead, que faz parte da franquia Evil Dead, essa pode ser uma boa opção para você.

    6. Resident Evil: Ilha da Morte (2023)

    Pensou que tinha acabado? Ainda dá tempo de um último filme japonês de animação em CGI que se passa na icônica ilha de Alcatraz, consumida pelo vírus. Continuação direta de Resident Evil: A Vingança, Resident Evil: Ilha da Morte retoma a história com o mesmo tom sinistro e amedrontador estabelecido por Resident Evil: Degeneração, além de ser uma produção especial por juntar personagens icônicos, como Leon, Chris, Claire e Jill em uma só investigação.

    Uma fórmula perfeita para chamar a atenção dos apreciadores mais nostálgicos dos games, onde além de trazer personagens emblemáticos juntos, busca também os elementos mais clássicos dos jogos. Talvez seja, dentre todas as animações, aquela que é mais direcionada aos fãs, excluindo um pouco o público mais geral, que pode ficar perdido em uma história com tantos personagens reunidos.

  • Como Assistir a Todos os Filmes de 'Invocação do Mal' em Ordem
    Bruno Pinheiro Melim

    Bruno Pinheiro Melim

    Editor JustWatch

    Com o sucesso do recém lançado e assustador Invocação do Mal 4: O Último Ritual e a confirmação de uma série da HBO Max do mesmo universo, não resta dúvidas em afirmar que estamos diante de uma das franquias (criada por James Wan) mais importantes e produtivas da história do cinema de terror.

    Por isso mesmo, elaboramos essa lista, para que você, fã da franquia ou apenas curioso, possa ter uma referência de como assistir a todos os filmes, prequelas e spin-offs, do comumente chamado ‘Invocaverso’, tanto através de uma ordem de lançamento, como também de uma ordem cronológica. Vale ainda lembrar que todas as produções da franquia estão disponíveis na HBO Max, bem como também em outras plataformas de streaming, que você pode descobrir neste guia.

    Assistir aos filmes por uma ordem de lançamento é algo simples e óbvio, mas super válido, uma vez que os criadores pensaram os projetos deste modo, sendo realizados de uma maneira em que você não tem tantos spoilers, mesmo intercalando as histórias. 

    1. Invocação do Mal (2013)
    2. Anabelle (2014)
    3. Invocação do Mal 2 (2016)
    4. Anabelle 2 (2017)
    5. A Freira (2018)
    6. A Maldição da Chorona (2019)
    7. Annabelle 3 (2019)
    8. Invocação do Mal 3 (2021)
    9. A Freira 2 (2023)
    10. Invocação do Mal 4 (2025)

    Você pode seguir também, a ordem cronológica sem a intercalação de títulos — uma maneira de assistir pulando de uma história para a outra, sem alterna-las. Ou seja, seguindo a sequência combinada dos filmes de cada ‘mini’ universo, proporcionando um entendimento linear de cada saga, mas que perde um pouco da continuidade geral. Desta forma:

    • A Freira (2018)
    • A Freira 2 (2023)
    • Annabelle 2: A Criação do Mal (2017)
    • Annabelle (2014)
    • Annabelle 3: De Volta Para Casa (2019)
    • Invocação do Mal (2013)
    • Invocação do Mal 2 (2016)
    • Invocação do Mal 3: A Ordem do Demônio (2021)
    • Invocação do Mal 4: O Último Ritual (2025)
    • A Maldição da Chorona (2019)

    No entanto, os filmes lançados têm períodos temporais alternados. Por isso mesmo, para uma apreciação mais contínua de todas as histórias compartilhadas, na minha visão, a melhor opção é que você siga uma ordem cronológica — algo que propicia um entendimento geral do Invocaverso sem muita dificuldade, e de maneira mais linear. Assim, basta seguir a seguinte lista:

    1. A Freira (2018)

    Ampliando o leque de histórias e personagens do Invocaverso, A Freira traz um enredo que se inicia temporalmente antes de qualquer filme da franquia. Aqui, um padre e uma noviça, nos anos 50, investigam a ligação de um suicídio de uma freira, com a entidade demoníaca Valak, que apareceu pela primeira vez em Invocação do Mal 2. Porém, termina fazendo uma ponte com acontecimentos ligados à narrativa do primeiro filme, Invocação do Mal.

    É um longa que fica em um meio termo entre o primeiro Annabelle e Invocação do Mal, já que é uma obra que não se propõe a trazer uma história tão sofisticada e encaixada, mas também não se coloca em uma posição de utilizar somente recursos fáceis, para garantir sustos gratuitos no público. Um filme que traz inúmeras imagens poderosas e amedrontadoras (principalmente da freira em forma demoníaca), e conta com uma atmosfera muito mais gótica do que os outros filmes da franquia (principalmente os que foram lançados antes), mais na pegada de Imaculada — um filme recente que traz um tema semelhante.

    2. Annabelle 2: A Criação do Mal (2017)

    Saltamos para um filme do ‘mini universo’ da boneca amaldiçoada, com um enredo que se passa antes mesmo do primeiro filme da saga de Annabelle, e que busca remontar a origem da sua maldição. Uma prequela que, a meu ver, funciona muito melhor que Annabelle, já que decide dar um passo atrás, se espelhando primordialmente no terror psicológico e atmosférico de Invocação do Mal, do que propriamente na dinâmica de jumpscares do filme solo anterior da personagem.

    Se você não tem problemas em assistir filmes de terror que colocam crianças em perigo e em contato com algum tipo de manifestação sobrenatural de maneira mais intensa, como em A Bruxa, por exemplo, Annabelle 2: A Criação do Mal pode ser o filme certo para você. Isso porque, o longa acompanha meninas de um orfanato que passam a morar na casa onde uma família perdeu sua filha, encontrando uma antiga boneca (que é habitada por uma entidade paranormal).

    3. A Freira 2 (2023)

    O rosto macabro da freira demoníaca Valak ficou tão presente na memória dos espectadores, que a chegada de um segundo filme passou a ser uma questão de tempo. A Freira 2 manteve o refinamento da franquia, por meio de um spin-off ainda mais competente que o seu anterior (A Freira), e com sequências ainda mais inventivas e horripilantes — daquelas que te acompanham nos seus pesadelos.

    Uma obra que consolidou a personagem Irene, interpretado por Taissa Farmiga, a sensível freira que investiga e tenta lutar contra a entidade demoníaca no primeiro filme, através de um novo desafio, desta vez na França, e novamente relacionado com a força paranormal Valak. Um filme que recomendo muito, principalmente, aos que procuram, dentro da franquia, um longa mais gráfico e explícito.

    4. Annabelle (2014)

    Apresentada rapidamente durante Invocação do Mal, a boneca possuída e aterrorizante ganhou o seu longa solo em 2014, intitulado Annabelle. Uma obra que começou a expandir o Invocaverso para outros caminhos, trazendo um novo leque de personagens, sem contar (por enquanto) com a participação de Ed e Lorraine Warren, já que a história se passa alguns anos antes do enredo de Invocação do Mal

    Um filme que, diferentemente do original, não foge das convenções mais populares e estereotipadas do gênero. No entanto, mesmo sem trazer nada de muito original no seu roteiro e na sua estética, na minha visão, não deixa de ser um filme que funciona e agrada como um terror de sustos e atmosfera tensa, numa pegada mais parecida com Gritos Mortais.

    5. Invocação do Mal (2013)

    Invocação do Mal, dirigido pelo próprio James Wan, foi um filme que revigorou o terror sobrenatural, justamente por resolver se afastar dos clichês característicos do gênero, recuperando a essência mais realista e inquietante de clássicos mais antigos, como Poltergeist: O Fenômeno e O Exorcista.

    O filme trouxe pela primeira vez no cinema a história (de época, já que se passa nos anos 70) do maior casal de investigadores de fenômenos paranormais, Ed e Lorraine Warren, que realmente existiram, interpretados por Patrick Wilson e Vera Farmiga. Uma ficção que, sem dúvida, é uma das mais assustadores e inteligentes produções com temas sobrenaturais, que acompanha o casal de protagonistas tentando desvendar um mistério por trás de uma casa com um histórico de trágicos eventos, recém habitado por uma nova família que se vê ameaçada por uma presença sinistra na propriedade.

    6. Annabelle 3: De Volta Para Casa (2019)

    No mesmo ano do lançamento de A Maldição da Chorona chegou às salas o terceiro capítulo da boneca mais sinistra do cinema, com uma história, por sinal, muito mais interessante e efetiva, que dá seguimento ao primeiro Annabelle, mas, dessa vez, com a boneca já na posse de Ed e Lorraine Warren. Entre os três filmes sobre a personagem, só é menos assustador que aquele que remonta a sua origem, Annabelle 2: A Criação do Mal.

    Ao contrário de A Maldição da Chorona (o qual foi lançado antes, mas se passa depois na cronologia) que tem menos ligações com a história do casal de demonologistas, Annabelle 3: De Volta Para Casa é um longa primordialmente realizado para os fãs mais vigorosos da franquia. Isso porque, traz uma narrativa repleta de referências (ou ‘easter eggs’), já que a boneca, presa no museu do casal, acaba libertando uma série de entidades malignas, de casos anteriores investigados pelos Warren. Um roteiro que ‘mistura tudo’, mas de maneira inteligente e sem forçar muito a barra.

    7. A Maldição da Chorona (2019)

    Vamos agora para o filme mais distante (em termos narrativos, e não temporais) da história principal da franquia, mas que traz um personagem, o Padre Perez, que também aparece em Annabelle, inserido aqui em uma trama que envolve uma entidade sobrenatural que tenta capturar crianças para substituí-las no lugar dos seus filhos mortos, baseado em uma lenda mexicana. 

    A Maldição da Chorona está longe de ser um dos principais longas do Invocaverso, principalmente quando comparamos com Invocação do Mal e Invocação do Mal 2, mas traz uma história paralela competente e encaixadinha (até demais, já que há momentos muito descritivos), que é rodeada de suspense e tensão. Mesmo assim, na minha visão, não chega a trazer imagens e um clima tão angustiante quanto o de A Freira

    No entanto, não deixa de ser uma boa opção para quem quer adentrar o universo da franquia, de maneira mais independente, sem se comprometer com outros filmes que compõem o Invocaverso.

    8. Invocação do Mal 2 (2016)

    O casal de demonologistas retorna, dessa vez, através de uma viagem para a Inglaterra, em busca de investigar o caso de uma família que vive em uma casa assombrada por fenômenos poltergeists, além de uma das filhas parecer que está possuída. Vale mencionar que a história é baseada no caso real amplamente divulgado, conhecido como ‘Poltergeist de Enfield’.

    Com a volta de James Wan na direção, a franquia retornou novamente aos trilhos, com um longa (certamente mais exagerado e apelativo que Invocação do Mal), mas com um ritmo e tom que propiciam uma envolvência e um temor muito maior, por parte do espectador, em comparação à Annabelle. Invocação do Mal 2 é um genuíno filme de terror, cuja visualização nos causa arrepios e bastante medo — ainda mais quando lembramos que Ed e Lorraine Warren realmente investigaram este caso na vida real.

    9. Invocação do Mal 3: A Ordem do Demônio (2021)

    Preparados para mais uma investigação do casal, agora, situada nos anos 80? Invocação do Mal 3: A Ordem do Demônio, do meu ponto de vista, é o filme que traz a história mais complexa, bizarra e pavorosa da franquia, através de um caso de um rapaz que, após matar seu senhorio, alega, inclusive, judicialmente, que estava possuído no momento do ato.

    Como uma espécie de filme de tribunal, misturado com um terror psicológico e investigativo (tão característico do primeiro filme), este foi um longa que, de certa forma, recuperou o prestígio da franquia, ao trazer uma história mais sofisticada e ligada à realidade — algo que vinha sendo gradualmente deixado de lado nos filmes anteriores, como Annabelle 3. Além disso, aos mais curiosos, é uma obra cheia de referências visuais de grandes clássicos, como O Exorcista.

    10. Invocação do Mal 4: O Último Ritual (2025)

    Por fim, chegamos ao último filme da franquia, recém lançado nos cinemas de todo o Brasil. Invocação do Mal 4: O Último Ritual mantém o ambiente e tom mais adulto e violento (explorado no spin-off A Freira 2), com um enredo que conclui a jornada de Ed e Lorraine Warren, através do caso mais sombrio e desafiador de suas vidas. Em contrapartida, também é um filme que explora a fundo a dinâmica e história do casal, aumentando ainda mais a empatia que sentimos por eles.

    ‘Épico’ seria uma palavra exagerada para a definição deste último longa, já que ele acaba não entregando nada de muito novo e original, comparado aos três filmes anteriores. No entanto, não deixa de ser uma obra que compila os elementos mais conhecidos da franquia (a química do casal Warren e o seu lado mais humano, as forças paranormais completamente sinistras e mortais, e a ligação com casos reais), consolidando uma conclusão digna e emocionante — principalmente, do ponto de vista dos fãs de longa data da história original da franquia.

  • Saiba Onde Assistir a Todas as Séries da Hello Kitty e Sanrio em Ordem
    Beatriz Coutinho

    Beatriz Coutinho

    Editor JustWatch

    Criada originalmente em 1974 pela designer da Sanrio, Yuko Shimizu, Hello Kitty é uma das personagens mais queridas da cultura pop ao redor do mundo e um símbolo da cultura “Kawaii”, que remete a ilustrações, objetos e estilos considerados fofos. Retratada como uma versão jovem e antropomorfizada de um gato bobtail japonês, ela e outros personagens, como Keroppi e Cinnamoroll, aparecem em uma série de animações feitas pela Sanrio.

    A mais recente delas é a série animada My Melody & Kuromi, que mostra as aventuras desta dupla de personagens tão diferentes uma da outra, mas que ainda assim conquistaram o público em uma produção feita em stop-motion. A série é verdadeiramente encantadora, alcançando 4,3 milhões de visualizações em sua semana de estreia.

    Neste guia da JustWatch, você confere como pode assistir as produções da Hello Kitty e da Sanrio em ordem e em quais serviços de streaming elas estão disponíveis, incluindo My Melody & Kuromi, é claro.

    Como assistir as séries com Hello Kitty, My Melody e Kuromi em ordem de lançamento?

    Caso queira assistir a todas as séries e filmes da Sanrio sobre os personagens Hello Kitty e Mimmy, My Melody, Kuromi, Keroppi, Cinnamonroll, entre outros, confira a ordem de lançamento abaixo: 

    1. O Teatrinho da Hello Kitty (1987)
    2. The Sleeping Princess and Other Stories - Hello Kitty and Friends (1991)
    3. Kero Kero Keroppi's Three Musketeers (1991)
    4. O Paraíso de Hello Kitty (1999)
    5. Growing Up With Hello Kitty (1994-2001)
    6. Hello Kitty's Animation Theater (2001)
    7. Hello Kitty Stump Village (2004)
    8. Onegai My Melody (2005)
    9. Hello Kitty: Paralelulu e a Floresta da Maçã (2006)
    10. Cinnamon The Movie (2007)
    11.  As Aventuras de Hello Kitty e Amigos (2008)
    12. Onegai my Melody: Yuu & Ai (2012)
    13. Aggretsuko (2016)
    14. O Mundo da Hello Kitty (2016-2019)
    15. Hello Kitty & Friends - Let's Learn Together (2017)
    16. Sanrio Boys (2018)
    17. Gundam vs Hello Kitty (2019)
    18. Hello Kitty: Super Style! (2022)
    19. Kuromi's Pretty Journey (2023)
    20. I.CINNAMOROLL Animation (2023)
    21. My Melody & Kuromi (2025)

    Melhores séries no mundo de Hello Kitty e Sanrio

    Baseado na lista acima, descubra 10 destaques no mundo de Sanrio que você não pode perder. Organizadas por ordem de lançamento, cada produção mostra um pedaço desta franquia doce e popular, que juntas formam o universo tão adorado da icônica Hello Kitty.

    O Teatrinho da Hello Kitty (1987)

    Primeira animação da personagem mais icônica da Sanrio, O Teatrinho da Hello Kitty mostra vários personagens da marca cuidando de um teatro no qual encenam diferentes histórias: contos de fadas, como A Bela Adormecida e Pinóquio; clássicos da literatura, como Drácula e Frankenstein; e grandes filmes da história do cinema, como Star Wars e Tubarão — uma mistura de referências que mostra como a Sanrio já pensava “fora da caixinha” nos anos 1980.

    Apesar de infantil, a série tem um charme retrô irresistível que certamente também conquistará adultos nostálgicos ou curiosos. Além disso, é surpreendente ver Hello Kitty falando, pois, sim, nesta série ela possui algo que quase não aparece em suas outras versões: uma boca! A série é perfeita para quem quer se divertir vendo a personagem e seus amigos repletos de carisma, e para quem curte produções antigas como Os Smurfs e Moranguinho.

    Hello Kitty Stump Village (2004)

    Hello Kitty Stump Village certamente é um ponto fora da curva nesta lista de animes, e por isso mesmo é uma das sugestões mais fascinantes, ou seja, merece bastante atenção. Fruto de uma parceria entre a Sanrio e os estúdios SOVIK Venture Capital e Studio Tomorrow, esta animação é feita com a técnica stop-motion aplicada em argila e o resultado não é nada menos que incrível — ideal para fãs do estilo em Coraline e o Mundo Secreto e Pingu

    Diferentemente de outras séries da Hello Kitty, em que ela encena histórias já conhecidas, em Stump Village ela aparece ao lado de My Melody, Pompompurin e Cinnamoroll, vivendo diversas aventuras hilárias, mas extremamente criativas, que vão de criar óculos de sol com vegetais até construir um balão para visitar os Little Twin Stars. Saindo um pouco do clima mais fofinho de O Teatrinho da Hello Kitty, Hello Kitty Stump Village entrega momentos mais atrapalhados, usando um humor que normalmente não seria associado a personagem e isso é ótimo.

    Onegai My Melody (2005)

    Se você é fã de animes de garotas mágicas, como Sakura Card Captors ou Sailor Moon, vai amar Onegai My Melody e considerar a animação uma verdadeira joia escondida. Misturando o gênero garotas mágicas ao mundo da Sanrio, o anime é um dos mais encantadores e emocionantes da marca, embora não tenha a presença da Hello Kitty, o que pode fazer alguns fãs sentirem falta da personagem — mas acredite em nós, vale a pena dar uma chance para a animação.

    A história gira em torno do momento em que My Melody vai até a Terra para impedir que Kuromi e Baku espalhem pesadelos pelo mundo. Já em nosso planeta, ela se torna amiga de Uta Yumeno e a química entre as personagens é perfeita. Apresentando temas como sonhos, pesadelos e coragem, o anime ainda foi o ponto de partida para a ascensão meteórica da popularidade da adorável vilã Kuromi. Onegai My Melody é um pouco mais densa do que outras sugestões da lista e é exatamente isso que a torna especial.

    Aggretsuko (2016)

    A Sanrio também tem conteúdos voltados para o público adulto e Aggretsuko é a prova disso. Aqui conhecemos a personagem Retsuko, uma panda-vermelho de 25 anos, que trabalha em uma grande empresa japonesa, o que faz com que sua rotina seja bastante estressante. E o que ela faz para aliviar essa tensão toda: vai ao karaokê cantar… Death metal! A série é bastante diferente da maior parte das produções da Sanrio, mas mesmo trazendo temas mais sérios, mantém a fofura de produções como Onegai My Melody e o humor descontraído e bem escrito de Kuromi's Pretty Journey.

    Representando as dores e as delícias de ser uma jovem millennial japonesa no século XXI em uma sátira muito bem feita ao mundo dos escritórios, o que a torna perfeita para fãs de The Office, a série mostra Retsuko criando laços com seus colegas de trabalho resolvendo conflitos diante de chefes difíceis e misoginia no ambiente corporativo, e navegando por relacionamentos amorosos. Com um humor bastante afiado e uma leveza que não deixa a história perder a profundidade, esta é uma das melhores e mais famosas séries da marca.

    Sanrio Boys (2018)

    Esqueça o estereótipo de que só meninas gostam de coisas consideradas fofas. No anime Sanrio Boys, somos apresentados a um grupo de garotos adolescentes no ensino médio, no qual cada um deles é obcecado por algum personagem da Sanrio, como Kota Hasegawa, que adora Pompompurin; Yu Mizuno, que gosta da My Melody; Shunsuke Yoshino, que admira Hello Kitty. A animação tem energia e visual bastante parecidos com a de Onegai My Melody, que aborda amizades com muita leveza.

    Juntos, os meninos superam a vergonha que sentiam por gostar de cada integrante da marca e iniciam uma bela amizade, marcada pela exploração de temas como identidade masculina, autoaceitação e senso de pertencimento. Em um mundo em que, infelizmente, gostar de coisas fofas ainda pode ser visto como "coisa de menina”, Sanrio Boys quebra paradigmas e mostra que o melhor caminho é sermos nós mesmos — assim como as produções School Babysitters e Free!, que exploram amizades masculinas de forma sensível e divertida.

    Kuromi's Pretty Journey (2023)

    Depois de se destacar como uma vilã carismática em Onegai My Melody, Kuromi se tornou a protagonista de sua própria jornada em uma animação só dela. Ao longo de 21 episódios, Kuromi's Pretty Journey mostra a travessa Kuromi em uma aventura em busca de sua irmã mais velha, Romina, que estreou como personagem nesta série.

    Ao lado dos amigos Baku, Gureco e outros, Kuromi parte para uma viagem em busca da irmã, apresentando ao público diferentes países e multiversos pelo caminho, permitindo que ele aprenda mais sobre diferentes culturas e a importância da amizade. O anime mostra outro lado de Kuromi, mais conhecida por seu estilo punk e jeito rebelde, o que aprofunda a personalidade dela e surpreende ao mostrar que por baixo da “casca dura” está uma personagem com emoções complexas — mas que nunca perde a piada, como a Arlequina em DC Super Hero Girls.

    My Melody & Kuromi (2025)

    A nova animação em stop-motion My Melody & Kuromi estreou em 24 de julho de 2025 surpreendendo muita gente, resgatando a técnica stop-motion de Hello Kitty Stump Village, mas com uma narrativa mais aprofundada, como vemos em Onegai My Melody. Nesta série, My Melody abre uma confeitaria que faz sucesso instantâneo em Mariland, enquanto do outro lado da rua, a confeitaria de Kuromi parece não atrair muitos clientes. Quando coisas estranhas começam a acontecer, as duas se unem em uma parceria improvável.

    A produção mais recente da Sanrio combina o encanto que envolve o formato stop-motion com um roteiro que pegou muitos de surpresa, por ser mais profundo do que as pessoas estavam esperando. Embora seja leve e acessível para crianças, a animação conquista adultos com maestria ao apresentar personagens muito bem construídos e um enredo que equilibra magia e realismo na medida certa. Prepare-se até mesmo para derramar algumas lágrimas com essa história emocionante e divertida, que lembra a delicadeza de A Concierge Pokémon.

  • Todos os Filmes e Desenhos de ‘Os Smurfs’ em Ordem
    Beatriz Coutinho

    Beatriz Coutinho

    Editor JustWatch

    Criados pelo cartunista e roteirista belga Peyo em 1959, os Smurfs são pequenas criaturas mágicas  que nasceram nos quadrinhos e rapidamente se popularizaram. Ganhando adaptações para filmes e desenhos animados, inclusive uma que atualmente está fazendo sucesso nas telonas, as histórias dos Smurfs conquistaram uma série de fãs de todas as idades além da Bélgica — inclusive no Brasil, onde personagens como Papai Smurf, Smurfette, Gênio, Vaidoso e outros são muito queridos.

    Atualmente, a franquia conta com duas séries animadas e oito filmes, sendo seis animações e dois live-actions. O filme mais recente, Smurfs, lançado em 2025 é considerado um reboot dos personagens no cinema — ou seja, não é necessário assistir aos filmes anteriores para entender este, o que acaba sendo uma ótima porta de entrada bastante divertida para quem ainda não conhece a história dos Smurfs. 

    Neste guia da JustWatch, saiba como assistir a todos os longas e desenhos dessas criaturinhas adoráveis em ordem de lançamento.

    1. Les Aventures des Schtroumpfs (1965)

    Les Aventures des Schtroumpfs foi o primeiro filme dos Smurfs, uma coletânea de cinco curtas divertidos em preto e branco, que mostravam as criaturinhas de forma simpática e já haviam sido exibidos de forma separada na televisão belga em 1961. Essas pequenas animações introduzem os adoráveis Smurfs em aventuras simples, mas encantadoras, e carregam um certo charme com seu estilo clássico, além de serem uma preciosidade para perceber a evolução da franquia e uma porta de entrada para conhecê-la.

    Se você gosta da animação As Aventuras de Tintin, vai adorar Les Aventures des Schtroumpfs, no qual cada desenho conta uma aventura vivida pelas pequenas criaturas azuis: a vila se mobilizando para salvar um Smurf sequestrado por Gargamel; os Smurfs descobrindo um ovo mágico; uma doença contagiosa misteriosa tomando conta da vila; os Smurfs fazendo amizade com um dragão; e até mesmo criando planos mirabolantes para tentar voar — ou seja, perfeito para crianças.

    2. Os Smurfs e a Flauta Mágica (1975)

    Em Os Smurfs e a Flauta Mágica, lançado em 1975, o público acompanha o bobo da corte Pirlouit e o cavaleiro Johan, personagens que tinham um quadrinho próprio também criado por Peyo, em uma aventura bem-humorada e cheia de lições emocionantes, que se mistura aos Smurfs no meio do caminho, sem deixar de se aprofundar na história dos pequenos seres azuis, e gira em torno de uma flauta mágica incomum.

    Embora não seja a melhor produção sobre os Smurfs, principalmente por não ser tão dinâmica como as animações posteriores, a ambientação medieval com castelos e a presença de magia na história são pontos que fazem valer a pena assistir a animação. Ela é ótima para quem gosta de contos fantásticos antigos, como Asterix, o Gaulês, e quer revisitar uma versão menos conhecida, mas ainda cheia de nostalgia da franquia.

    3. Os Smurfs (1981-1989)

    Com produção do famoso estúdio de animação Hanna-Barbera, a série animada Os Smurfs é um clássico extremamente fofo e engraçado, que marcou a infância de quem cresceu durante o período de exibição, entre 1981 e 1989, como também as gerações seguintes. Ideal para quem gosta de Ursinhos Carinhosos ou do mais recente Cuphead - A Série, o desenho acumulou mais de 250 episódios e seu desenvolvimento era supervisionado de perto por Peyo, o que garantia a qualidade da animação.

    As histórias muitas vezes eram baseadas em quadrinhos já publicados, mostrando Papai Smurf, Smurfette, Ranzinza, Gênio, Corajoso e outros Smurfs vivendo aventuras e lidando com o terrível Gargamel e seu gato Cruel. Mesclando temas como amizade e coragem, os episódios são um verdadeiro marco cultural do entretenimento infantil dos anos 1980, expandindo o potencial narrativo de Les Aventures des Schtroumpfs e Os Smurfs e a Flauta Mágica com tramas ainda mais dinâmicas, além de atualmente funcionarem como uma pílula de nostalgia para adultos e uma novidade encantadora para crianças.

    4. Os Smurfs (2011)

    Após um longo tempo sem novos filmes, a franquia ressurgiu com Os Smurfs em 2011, dirigido por Raja Gosnell, e com a famosa cantora Katy Perry dublando Smurfette, com uma energia bastante parecida com a de Alvin e os Esquilos. O live-action foi um retorno bastante cativante, que mostrou os Smurfs indo parar em Nova York depois de passarem por um portal mágico enquanto tentam fugir de Gargamel, aventura na qual contam com a ajuda dos humanos Patrick (Neil Patrick Harris) e Grace (Jayma Mays) — não tem aventura mais Smurfs do que essa, não é mesmo?

    O filme é uma combinação divertida e colorida para crianças e adultos, ou seja, perfeito para ser assistido em família. Além disso, o fato dos Smurfs conhecerem a cidade grande traz um toque de modernidade muito bem-vindo para a franquia. Isso aproxima a história das crianças que terão seu primeiro contato com os Smurfs por meio do longa, até por ser uma aventura mais longa com as criaturinhas azuis, já que Os Smurfs e a Flauta Mágica não é um filme tão conhecido.

    5. Os Smurfs: Um Conto de Natal (2011)

    No fofíssimo curta de 21 minutos Os Smurfs: Um Conto de Natal, enquanto todos os Smurfs decoraram seus cogumelos para a noite do Natal, o Ranzinza não parece muito interessado na magia natalina e é justamente aqui que o filme encontra uma oportunidade para explicar o que está por trás de uma data tão querida por todos — a animação é garantia de um Natal ainda mais mágico e iluminado e funciona como um episódio mais longo da animação original dos anos 1980.

    A história é inspirada no clássico natalino Os Fantasmas de Scrooge, livro do autor Charles Dickens, que ficou famoso desde seu lançamento, em 1873, e retrata como o avarento personagem Ebenezer Scrooge passa a adorar o Natal depois de um acontecimento importante. Com sua trilha sonora charmosa e uma mensagem clássica sobre tradições natalinas, o filme é ideal para as crianças assistirem logo depois de abrirem os presentes em 25 de dezembro.

    6. Os Smurfs 2 (2013)

    Em Os Smurfs 2, o cenário muda da caótica Nova York para a charmosa Paris. Depois de fracassar em capturar os Smurfs nos Estados Unidos, Gargamel parte para a França e fica famoso, o que não o impede de ficar ainda mais malvado e de seguir planejando uma forma de pegar as pequenas criaturas azuis. Ou seja, aqui temos novamente uma aventura engraçada e emocionante, que é uma sequência direta do filme de 2011, apesar de não ter a profundidade do antecessor.

    Novamente com a presença de Neil Patrick Harris e Jayma Mays no elenco, o filme mostra uma verdadeira operação de resgate que entrega aventura, tensão e emoção na medida certa para crianças. Com uma animação com paisagens encantadoras, o longa é uma fonte de diversão garantida, que reforça mensagens importantes sobre amizade, coragem e união. Colocando a trama simples de lado e a continuação expandiu ainda mais o humor da narrativa, algo parecido com o que aconteceu entre Madagascar e Madagascar 2

    7. Os Smurfs: O Conto de Halloween (2013)

    Especial para os fãs de do Dia das Bruxas, Os Smurfs: O Conto do Halloween é um curta de 22 minutos que mostra a confusão por trás da história do concurso de Colheita de Smurfberries e de sua ligação com o Cavaleiro Sem Cabeça — um personagem clássico das histórias de Halloween, mas que aqui ganha um tom mais leve para o público infantil. 

    Apesar do roteiro simples, como a animação é curtinha, ele funciona muito bem ao misturar sequências de sustos e trapalhadas que às vezes assustam de leve, e em outros momentos divertem o espectador, equilibrando humor e medo. Mantendo o estilo tradicional dos Smurfs e as clássicas lições sobre união e bravura, o filme é o básico bem feito que repete a fórmula do conto de Natal, mas aqui com um toque de Halloween. Ou seja, é perfeito para atrair a atenção das crianças em 31 de outubro caso elas já tenham curtido produções como Hotel Transilvânia: A Série.

    8. Os Smurfs e a Vila Perdida (2017)

    Com piadas divertidas e uma narrativa que expande a história dos Smurfs de forma inédita, o filme Os Smurfs e a Vila Perdida traz uma grande questão: será que existem mais Smurfs no mundo? Esta é a pergunta que Smurfette, desta vez dublada pela cantora Demi Lovato na versão original, tenta responder ao lado dos outros Smurfs, premissa que lembra Trolls e aqueles momentos da vida em que descobrimos que não precisamos ficar confinados a certos limites, pois o mundo é muito grande para isso.

    Feito inteiramente em CGI, diferentemente dos live-actions anteriores, o filme se sustenta muito bem sem elementos do mundo real de Os Smurfs e Os Smurfs 2, fazendo um verdadeiro retorno às raízes animadas da franquia. Por isso, entrega um visual vibrante, colorido, ideal para o público infantil e que ainda traz lições e mensagens importantes sobre autoconhecimento, igualdade e trabalho em equipe, temas clássicos das histórias dos Smurfs. É a produção perfeita para ser vista comendo pipoca em família. 

    9. Os Smurfs (2021)

    Reboot da série original da Hanna-Barbera, Os Smurfs é a animação mais recente da franquia, que é exibida desde 2021 e já conta com mais de 150 episódios. Adorada por muitas crianças, a série é feita  em CGI e compila uma série de aventuras criativas pela vila mágica de cogumelos e trapalhadas de Gargamel. É impossível não comparar a produção com a versão dos anos 1980, mas elas são especiais às suas próprias maneiras. Enquanto a mais antiga tem um charme artesanal, a nova aposta em tecnologia atual para contar histórias tão divertidas quanto às originais, pensando nas crianças de hoje, mas que pode não ter um apelo tão grande para as gerações anteriores.

    Alguns dos episódios favoritos do público mostram Cruel controlando a mente de Gargamel e Habilidoso e Tormenta construindo máquinas voadoras depois de descobrir que Gargamel planeja fazer Cruel voar — episódios com tramas simples, mas divertidas. Com narrativas acessíveis para o público infantil, a série também tem bastante apelo nostálgico para adultos. Este é um retorno bem feito e carismático dos Smurfs para a TV que vale a pena conferir.

    10. Smurfs (2025)

    Smurfs é o mais recente filme da franquia, lançado em 17 de julho de 2025, e marca um reboot nas produções cinematográficas das criaturinhas mágicas azuis. A história do longa gira em torno dos Smurfs tentando resgatar o Papai Smurf dos irmãos bruxos Gargamel e Razamel em uma missão liderada por Smurfette — desta vez dublada originalmente pela cantora Rihanna, que consegue dar um ar novo a personagem com sua voz icônica. 

    Com um toque musical que traz bastante novidade para a franquia e uma história sobre família que lembra Viva: A Vida é Uma Festa, mas com menos profundidade. Apesar de ter uma trama mais superficial e simples, a animação criativa definitivamente é um dos destaques do filme. Essa versão tem a fantasia de Os Smurfs e A Vila Perdida e a energia atual da série animada de 2021: entregando mensagens especiais sobre amizade e bravura, com piadas divertidas que enriquecem a história, repleta de detalhes que chamam a atenção das crianças. No entanto, um toque de humor autocrítico em relação aos filmes anteriores, mais infantis, surpreenderá os adultos, mostrando que o filme é ideal para todos os públicos.

  • 'Kaiju No. 8': Saiba a Ordem Certa e Onde Assistir à Série e ao Filme Online
    Bruno Pinheiro Melim

    Bruno Pinheiro Melim

    Editor JustWatch

    ‘Kaiju’ é um termo popular japonês que pode ser utilizado tanto para se referir a um subgênero de filmes de monstros — sendo o Godzilla de 1954 o seu grande marco de referência — quanto para se referir às próprias criaturas gigantes, como é o caso dos monstros de Kaiju No. 8

    Seja pelos monstros assustadores, pelos personagens extremamente bem construídos, sua estética impressionante, sua história de ficção científica, pelas inúmeras sequências de ação, ou pelo tom cômico aguçado, desde quando lançado em 2024, o anime Kaiju No. 8, baseado no mangá homônimo de Naoya Matsumoto, não para de conquistar fãs e admiradores ao redor do mundo. Principalmente agora, com a estreia da 2ª temporada que está trazendo episódios inéditos incríveis. 

    Aos que chegaram neste momento, ou àqueles que já conhecem a história, utilize este guia da JustWatch para saber a melhor ordem para assistir às produções de Kaiju No. 8, todas disponíveis na Crunchyroll.

    Kaiju No. 8 (2024–2025)  

    Na série Kaiju No. 8, o mundo é habitado por criaturas monstruosas e bastante sinistras, à semelhança de animes clássicos como Attack on Titan e Neon Genesis Evangelion. No entanto, sua história pega elementos mais tradicionais de produções kaiju, colocando frente a frente os monstros versus uma equipe de defesa formada por humanos. O que não acontece nos outros dois animes citados, onde o primeiro conta com diversos tipos de seres fantásticos (além de monstros), e o segundo traz ciborgues na luta contra as criaturas gigantes.

    Porém, Kaiju No. 8 vai além de só recuperar elementos mais tradicionais, construindo uma história que dialoga também com um público mais contemporâneo (e jovem). Isto porque o anime tem uma vibe mais cômica (do tipo My Hero Academia), e traz um protagonista muito identificável: Kafka, um garoto comum, que sonha em entrar para a Força de Defesa contra os kaijus, ao mesmo tempo que se torna um híbrido de humano/monstro.

    A 1ª temporada se aprofunda no dilema identitário e ético de Kafka, com o seu segredo de ser metade homem e metade kaiju. Já a 2ª temporada, foca ainda mais no mistério por trás da transformação do protagonista. Se a palavra ‘equilíbrio’ for o que você está procurando, você não ficará desapontado. Isto porque a série mescla perfeitamente momentos com mais sequências de ação, com outros que centram mais no desenvolvimento dos personagens e os seus conflitos, de maneira mais cadenciada. 

    Falando agora do seu estilo visual, Kaiju No. 8 traz um design mais arrojado, com linhas mais marcadas e uma animação mais dinâmica (principalmente nas cenas de ação), parecido um pouco com One Punch Man.

    Kaiju No. 8: Missão de Reconhecimento (2025)

    Kaiju No. 8: Missão de Reconhecimento é um filme compilatório que, para mim, pode ser interpretado de duas maneiras. Como uma espécie de recapitulação da 1ª temporada da série e preparação para a 2ª — vale pontuar que o longa-metragem conta com o episódio inédito “Hoshina's Day Off”, que inaugura também a 2ª temporada da série. Ou, também, como uma ‘porta de entrada’ para quem quer conhecer o universo de Kaiju No. 8 de forma mais compacta e independente.

    Mantendo os principais eventos da 1ª temporada, com uma pegada ainda mais dinâmica, compilando as melhores cenas de ação da série, o filme conta a história resumida do sonho de Kafka Hibino de se tornar membro da Força de Defesa, ao mesmo tempo que ele tenta lidar com o fato (e o peso) de ter se tornado um kaiju. Sinceramente, para quem tem interesse em se aprofundar narrativamente no arco do protagonista e dos personagens que o circundam, assistir apenas ao filme não é suficiente, e sim, um extra divertido. 

    Como assistir a ‘Kaiju No. 8’ em ordem cronológica?

    Tendo em vista que o filme faz uma compilação da temporada inicial, mas adiciona novos acontecimentos que serão explorados na 2ª temporada, o mais recomendado é que você inicie essa aventura assistindo à 1ª temporada da série Kaiju No. 8

    Em seguida, assista ao filme compilatório Kaiju No. 8: Missão de Reconhecimento, que também conta com a adição do episódio “Hoshina's Day Off”. E, para concluir, continue com a 2ª temporada da série. Essa, com certeza, é a melhor ordem a se seguir, ou seja: 

    • Kaiju No. 8 - 1ª temporada
    • Kaiju No. 8: Missão de Reconhecimento
    • Kaiju No. 8 - 2ª temporada
  • ‘Extermínio’: Saiba a Ordem Certa e Onde Assistir aos Filmes da Franquia
    Bruno Pinheiro Melim

    Bruno Pinheiro Melim

    Editor JustWatch

    A franquia Extermínio se expande cada vez mais. O primeiro longa, lançado no início do século, se tornou referência no subgênero de filmes de zumbis. O segundo, também foi um sucesso de público e crítica. O terceiro, que recentemente chegou aos cinemas (e no streaming), atualizou toda a franquia com uma história original, sendo um sucesso de bilheteria. E o quarto, promete um impacto tão grande quanto, já no próximo ano, deixando fãs ansiosos por mais. 

    Se você é fã da franquia, já leu os quadrinhos da mesma saga, aprecia obras do gênero, ou até mesmo se está começando a ver filmes de terror só agora, utilize este guia para conhecer a ordem correta dos filmes Extermínio, uma das maiores referências do terror pós-apocalíptico. 

    1. Extermínio (2002)

    Realizado pelo aclamado diretor Danny Boyle, o mesmo de Quem Quer Ser um Milionário?, e escrito pelo visionário Alex Garland, que dirigiu Ex Machina: Instinto Artificial, Extermínio é um filme de terror de zumbis que marcou gerações. Afinal, quando se junta uma dupla dessas — um diretor mega versátil e um especialista em ficção científica — o resultado não poderia ser outro.

    Se você achou impressionante a atuação de Cillian Murphy em Oppenheimer, não perca a oportunidade de vê-lo em Extermínio — o filme que praticamente alavancou a sua carreira, ao interpretar um homem que tenta lutar para sobreviver em um lugar devastado pelo vírus da raiva. É uma boa sugestão àqueles que gostam de filmes mais imersivos como [REC], já que  Danny Boyle flerta, muitas vezes, com a estética documental, alcançando um retrato realista e violento, que cria uma experiência verdadeiramente perturbadora no espectador. Não podemos esquecer também que produções pós-apocalípticas como The Last of Us e Guerra Mundial Z, também se influenciaram bastante pelo filme. 

    2. Extermínio 2 (2007)

    Estreado cinco anos depois, a história do segundo filme se passa 28 semanas após os acontecimentos do primeiro título. Por isso seu nome original é 28 Weeks Later, traduzido no Brasil como Extermínio 2 — que está disponível em plataformas como a Netflix e Disney+. O longa se passa novamente no Reino Unido, mas dessa vez com o exército americano tentando extinguir o vírus e repovoar o país.

    Em termos de atmosfera perturbadora, o primeiro filme, na minha avaliação, acerta em cheio, não extrapolando certos limites (principalmente visuais). O que não acontece nesse segundo longa, que apresenta um tom mais sombrio e hardcore, com cenas de violência mais gráficas e sequências de ação de maiores dimensões. Para quem gosta de filmes na pegada de Madrugada dos Mortos, não ficará decepcionado.

    A título de curiosidade, se você quer continuar explorando a história do início da franquia, independente da mídia, saiba que existe uma série de quadrinhos com o nome original em inglês, 28 Days Later, que se passa entre as tramas dos dois primeiros filmes.

    3. Extermínio: A Evolução (2025)

    Para quem (assim como eu) estava com saudades da dupla criativa Danny Boyle e Alex Garland, Extermínio: A Evolução juntou-os novamente, em um filme que mantém o legado da franquia, ao mesmo tempo que expande (e atualiza) seus temas, fazendo um paralelo com assuntos mais contemporâneos — à semelhança do que já fez a série The Mandalorian e Mad Max: Estrada da Fúria, por exemplo. 

    Isso porque a história do longa não se centra somente na luta imediata pela sobrevivência, mas também no impacto (social e psicológico) do vírus — vale recordar que a história se passa 28 anos depois, e acompanha um grupo de sobreviventes isolados, que voltam a entrar em contato com o continente. Além, também, de explorar temas mais filosóficos, como a dualidade do homem — das ações boas e más que um ser humano é capaz de fazer. 

    Dos três filmes, é aquele que mais dá valor aos conflitos internos dos personagens, explorando mais a fundo, o drama e o estado psicológico deles. Para quem se interessa por produções de zumbis como The Walking Dead e Invasão Zumbi, que não se preocupam apenas com o ambiente de suspense claustrofóbico, mas também com o desenvolvimento dos personagens, com certeza, não sairá desiludido.

    4. Extermínio 4 (2026)

    Ainda sem nome oficial no Brasil, 28 Years Later: The Bone Temple (Extermínio: O Templo de Ossos, tradução livre) já foi confirmado para estrear em janeiro de 2026, sendo o segundo longa de uma provável trilogia. A produção será realizada por Nia DaCosta, diretora de A Lenda de Candyman e As Marvels, e tem como roteirista o criador original, Alex Garland. Ou seja, a expectativa é que a história siga mais ou menos o mesmo rumo, mas com uma leve atualização no estilo da direção. 

    A obra ainda não tem o enredo divulgado, mas será uma sequência direta do filme anterior, pelo que deve responder algumas questões levantadas em Extermínio 3, como por exemplo, o porquê dos infectados continuarem vivos após décadas. Além disso, outra dúvida que provavelmente vai ser esclarecida é o que aconteceu com Jim, protagonista do primeiro filme. Isto porque Danny Boyle, em entrevista à IGN, disse que Cillian Murphy fará uma aparição no fim da história. 

    Certamente, podemos esperar um filme de ficção científica atmosférico e brutal, semelhante aos anteriores da franquia que trabalharam tão bem esses aspectos, seja através dos seus elementos visuais e sonoros (que criam uma tensão absurda), quanto da sua narrativa (que explora como ninguém as nuances de um terror pós-apocalíptico).

  • ‘The Paper’ e Outras 9 Séries de Comédia Muito Engraçadas Estilo Mocumentário
    Bruno Pinheiro Melim

    Bruno Pinheiro Melim

    Editor JustWatch

    Saudades de The Office? Fique tranquilo, que com a estreia de The Paper, série derivada da produção que trouxe personagens icônicos como Michael Scott e Dwight Schrute, você provavelmente conseguirá matar essa saudade que já dura uns bons anos.

    Aterrissando no Brasil no dia 18 de setembro na HBO Max (sempre com dois episódios lançados a cada semana), a nova produção dos mesmos criadores de The Office, chega com o potencial de ser uma nova febre, quando se trata de séries de comédia estilo mocumentário (uma espécie de documentário falso, normalmente com personagens quebrando a quarta parede, ou seja, falando para a câmera, mas com elementos narrativos ficcionais).

    Por isso mesmo, fizemos esta lista, para que você possa conhecer com mais detalhes e profundidade, além de The Paper, outras 9 séries de comédia muito engraçadas, com o mesmo formato de mocumentário, disponíveis em diversas plataformas de streaming. Vale pontuar que as produções estão elencadas de maneira decrescente por ordem de qualidade e também comicidade.

    10. The Paper (2025–)

    Ainda é cedo para dizermos se The Paper estará à altura de The Office, principalmente em relação à identificação e empatia do espectador para com os personagens, e também no que diz respeito ao altíssimo nível de humor. No entanto, pelo que já podemos observar com os episódios iniciais, há uma sensação muito boa em relação ao ambiente (uma redação de um pequeno jornal local em crise) e aos personagens (a maioria deles, novas caras com uma energia promissora, com exceção do veterano Oscar Martinez, responsável pela dose de nostalgia da série). 

    Outro fator que conta a favor de The Paper (que vem recebendo críticas mistas), é que The Office (a versão norte-americana) apenas se tornou essa referência cultural, à medida que as temporadas foram passando, e os personagens ganharam uma profundidade cada vez maior — sim, no começo, a produção estava longe de ser uma unanimidade. Com um formato documental muito parecido (inclusive, em termos narrativos, conta com a mesma equipe que ‘filmou’ a já falida Dunder Mifflin), uma musiquinha inicial no mesmo tom, e personagens que prometem muitas situações constrangedoras, eu diria que The Paper tem tudo para ser uma série hilária e empolgante que substitua este espaço deixado após o término de The Office.

    9. Na Mira do Júri (2023–)

    Pulando agora para uma produção muito mais absurda e real do que o próprio The Paper. Disponível no Amazon Prime Video, Na Mira do Júri é um divertido, curioso e imprevisível mocumentário, misturado com reality show, que acompanha um julgamento norte-americano, onde todos os envolvidos no caso são atores, com exceção de um membro do júri, que é uma pessoa real.

    Isto é, para você que gosta do elemento realista de produções que também fazem uma espécie de ‘pegadinha absurda’ com câmeras escondidas, como o próprio filme Bad Trip, essa série é um prato cheio, já que genuinamente capta — aqui, é preciso pontuar que de maneira muito mais elaborada e sofisticada, mesmo contando com momentos bizarros — a reação verdadeira de uma pessoa que não faz a mínima ideia do caráter falso da situação em que está posta. 

    8. O Mundo Por Philomena Cunk (2022)

    Agora vamos para uma minissérie, que apesar de também ser um mocumentário, se difere bastante de The Paper e também de Na Mira do Júri, no seu estilo e tom, por misturar comédia com a estética documental de produções do tipo History Channel. Ou seja, esqueça o caráter sério das séries que abordam a evolução humana e os grandes feitos da humanidade. 

    Em O Mundo Por Philomena Cunk, acompanhamos a atriz Diane Morgan (interpretando uma personagem que por vezes parece até mais real do que a própria atriz) viajando pelo mundo, e conversando com diversos especialistas e acadêmicos sobre variados assuntos históricos, mas de uma maneira muito mais informal, descontraída e piadista, com perguntas e apontamentos que ressoam como frases engraçadas típicas de uma conversa de bar.

    Normalmente, sempre colocamos em lados opostos produções que visam passar conhecimento ou divertimento para o público. No entanto, essa série se difere justamente por conseguir fazer as pessoas rirem, ao mesmo tempo em que elas aprendem sobre a história da humanidade — e isso é de se valorizar. Para quem deseja explorar ainda mais a personagem, saiba que também existe o especial A Vida por Philomena Cunk, além da série Cunk na Grã-Bretanha.

    7. Abbott Elementary (2021–)

    Abbott Elementary, uma série que já vai para a sua 5ª temporada em 2025, traz uma dinâmica de grupo parecida com The Paper e The Office, mas ao invés de empregados de uma empresa, os protagonistas são professores (assim como em A.P. Bio) de uma escola pública com pouco investimento — sendo um deles interpretado por um dos atores mais conhecidos do público brasileiro, Tyler James Williams, o mesmo de Todo Mundo Odeia o Chris.

    Convenhamos, se tem um espaço contemporâneo produtivo para se fazer comédia, já que é conhecido por proporcionar situações extremamente inusitadas, sem contar o fato de ser uma instituição que passa por uma situação de crise ao redor do globo, este lugar se chama escola. Com certeza, por meio dessa série (que consegue ser mais engraçada e leve do que O Mundo Por Philomena Cunk) você passará a simpatizar com o trabalho de um professor (ou até mesmo se assustar com a profissão, por conta do seu desafio), ao mesmo tempo que se diverte horrores (e se emociona) com uma história que dialoga muito com a realidade.

    6. Arrested Development (2003–2019)

    Se espaços profissionais como um escritório ou uma escola, já nos proporcionam um nível de intimidade gigantesco, imagina então uma sitcom que explora a relação de uma família que tenta manter a sanidade, após o pai ter sido preso por fraude. 

    Essa é Arrested Development, uma série de cinco temporadas (onde a Netflix produziu as últimas duas), que pode até ter menos elementos de mocumentário comparada às produções anteriores dessa lista, inclusive, usando o artifício de um narrador, mas que conta com uma maior maturidade narrativa, piadas ainda mais eficientes e um elenco de tirar o chapéu, como por exemplo, Jason Bateman e Michael Cera, que entregam performances hilárias e brilhantes. Simplesmente imperdível para os amantes de séries com um humor inteligente e crítico (principalmente em relação às elites), como Succession.

    5. Parks and Recreation (2009–2015)

    Entraremos agora no campo dos mocumentários mais clássicos, que fizeram história na TV norte-americana, começando por Parks and Recreation (também intitulado Confusões de Leslie no Brasil), que ocupa um lugar especial nessa lista, mesmo trazendo certas piadas que, na minha visão, não envelheceram tão bem — o que justifica a sua quinta posição. 

    Com um estilo mais realista de documentário (mesmo que falso) e um tom mais animado e irreverente que Arrested Development, a série, que conta com sete temporadas, traz um recorte tão peculiar quanto o de The Office (vale lembrar que tem os mesmos criadores), já que segue uma funcionária, e personagens adjacentes a ela, que trabalha no Departamento de Parques de uma cidade fictícia. É, sobretudo, uma produção que eu recomendo muito aos que procuram uma comédia ‘esquisita’, mas ao tempo bastante otimista, como Ted Lasso, por exemplo, e com uma protagonista esforçada como em Abbott Elementary. 

    4. Modern Family (2009–2020)

    Arrested Development demonstra, através de uma família disfuncional, a quantidade de situações disparatadas possíveis de se explorar em uma sitcom. Já Modern Family, vai ainda mais longe, e escolhe como recorte, o enredo interconectado de três famílias distintas, que contam suas histórias de maneira direta para a câmera, como se fossemos, literalmente, seus confidentes — mesmo sem a narrativa evidenciar que existe uma equipe documental no espaço, como faz The Office.

    Com mais de uma década em cartaz, a série é considerada um marco do mocumentário, justamente por evitar julgamentos e estereótipos de diferentes dinâmicas familiares, expondo uma maior diversidade de personagens (inclusive, quando comparamos com Parks and Recreation), mas com narrativas interligadas. Além disso, conta também com um apelo cômico muito forte e demarcado, que evidentemente faz com que a produção ganhe mais alguns pontinhos nessa lista.

    3. Segura a Onda (2000–2024)

    Para você que gosta de Seinfeld e procura uma produção tão engraçada quanto e, ainda por cima, escrita e protagonizada por um dos criadores da série (o humorista Larry David), tente dar um chance a Segura a Onda, um mocumentário que, à semelhança de Seinfeld, traz o personagem principal como uma versão fictícia dele mesmo, mas em um formato ainda mais realista (com muitos momentos de câmera na mão), característico de uma produção que tenta simular um documentário. 

    Por esse motivo, a sensação que o espectador tem, é de que a série nos coloca em situações reais do neurótico e desadaptado social (personagem) Larry David. E se tratando de mocumentários, essa é uma virtude que deve ser bastante valorizada. Seu humor, sobretudo, é gerado à partir dessas situações casuais que o egoísta e sincero protagonista provoca, nos causando bastante identificação, pelo caráter autêntico dos seus eventos — afinal, quem não tem algum familiar assim? Certamente, uma comédia muito mais ‘constrangedora’ do que Modern Family, que pode agradar, mesmo que de maneira diferente (já que o personagem de Larry David é muito mais inteligente) os fãs de Michael Scott.

    2. O Que Fazemos nas Sombras (2019–2024)

    Entre as cinco séries mais bem colocadas dessa lista, O Que Fazemos nas Sombras (que é baseada no filme homônimo de Taika Waititi) é a mais recente delas, fazendo parte do catálogo do Disney+. Ou seja, alguns podem dizer que não temos o distanciamento necessário para rotulá-la como um clássico, mas outros, como eu, podem afirmar que a série tem todos os elementos que fazem com que ela possa ser considerada uma das comédias em formato de mocumentário mais interessantes, criativas e engraçadas da televisão.

    Afinal, como não se divertir ao acompanhar de forma documental a rotina de um grupo de vampiros que tenta tocar a suas vidas na modernidade, enquanto lidam com as excêntricas necessidades da sua espécie? Uma comédia sobrenatural sagaz que rompe drasticamente com as expectativas temáticas características de um mocumentário, entregando um humor bizarro e extremamente viciante, através de uma história de vampiros (que assim como Larry David em Segura a Onda) também encontram desafios e dificuldades na sua vida social. Sim, mesmo sem o status de clássico puro, merece a segunda posição, até por ser a única na lista que mistura esse estilo em uma série de fantasia. 

    1. The Office (2005–2013)

    O primeiro da lista tem lugar exclusivo. Afinal, além de The Office contar com os mesmos criadores que The Paper, e ter sido a série que inspirou a nova produção (inclusive, contando com o retorno do personagem Oscar Martinez), é muito difícil comparar o nível de qualidade do seu exímio roteiro (levando em conta todas as produções mencionadas acima). Isso principalmente pela empatia e emoção transmitidas através dos seus personagens, sem esquecer do elemento cômico inconfundível e inimitável, que faz dela, ao meu ver, a melhor série (de sempre) no estilo mocumentário.

    Através de câmeras ‘ativas’ que acompanham o dia a dia de uma empresa de papel, presenciamos de maneira tão realista (e divertida) o cotidiano dos empregados da Dunder Mifflin, a ponto de sentirmos que fazemos parte desta grande ‘família’, gerenciada pelo rei da ‘vergonha alheia’, Michael Scott. Uma série que se tornou um ícone cultural, imperdível para qualquer amante de boas comédias.

  • As 10 Melhores Séries Adolescentes Para Quem Gostou de ‘O Verão Que Mudou Minha Vida’
    Beatriz Coutinho

    Beatriz Coutinho

    Editor JustWatch

    Tem coisa melhor do que assistir a uma boa série de romance adolescente, repleta de drama, dilemas divertidos e triângulos amorosos? A terceira temporada de O Verão Que Mudou Minha Vida teve sua estreia em junho e encerrou em setembro, deixando muita gente vidrada com o romance de verão entre Belly (Lola Tung), Conrad (Christopher Briney) e Jeremiah (Gavin Casalegno). 

    A estreia da terceira temporada alcançou mais de 25 milhões de espectadores globais e mobilizou muita gente nas redes sociais do primeiro ao último episódio, tornando a produção o assunto do momento. E quando todo mundo acreditou que os romances e dramas deste trio seriam completamente resolvidos, a autora dos livros que inspiraram a série, Jenny Han, revelou que um filme será lançado para encerrar a história — o longa ainda não tem previsão de estreia e sinopse.

    Se esse é o seu tipo preferido de conteúdo, descubra neste guia da JustWatch outras 10 séries adolescentes de romance parecidas com O Verão Que Mudou Minha Vida e onde assistir a elas.

    Outer Banks (2020–)

    Outer Banks tem o mesmo clima quente e ensolarado de O Verão Que Mudou Minha Vida, sendo a escolha perfeita para quem busca uma série adolescente que tem o charme do verão, mas também um toque de drama e mistério — o que também a torna ótima para quem curtiu No Meu Bairro e Sangue e Água. Ao longo de quatro temporadas, com a quinta e última já confirmada para 2026, a série apresenta uma história envolvente, que começa simples, mas logo se transforma em uma aventura intensa sobre lealdade, intensidade e os limites do que se está disposto a arriscar.

    Em uma cidade litorânea na Carolina do Norte, marcada por uma forte divisão social entre os privilegiados Kooks e os trabalhadores Pogues, a vida do surfista John B. (Chase Stokes), líder de uma gangue Pogue, muda depois que o pai dele desaparece durante um acidente de navio que pode estar ligado à um tesouro de US$4 milhões. Ao lado de outros jovens, eles tentarão desvendar o paradeiro do pai do garoto, lidando com mistérios, amores, amizades e conflitos pelo caminho em uma história intrigante, que é praticamente impossível parar de assistir. 

    Gilmore Girls (2000-2007)

    Um grande clássico entre as séries adolescentes dos anos 2000, Gilmore Girls conta a história da mãe solteira Lorelai Gilmore (Lauren Graham) e sua filha adolescente Rory (Alexis Bledel). Bem menos intensa e dramática que Outer Banks, a produção é um dos maiores exemplos de “série conforto” dos anos 2000, explorando a relação entre mãe e filha de forma bastante interessante, principalmente por mostrar ambas amadurecendo juntas, algo diferente para a época, que costumava abordar esse tipo de relacionamento de forma mais conturbada. 

    Além disso, quem ama o triângulo amoroso entre Belly, Conrad e Jeremiah, também encontrará essa dinâmica em dose dupla em Gilmore Girls. Enquanto Lorelai  lida com a indecisão entre Luke e Christopher, Rory fica dividida entre Dean Forester (Jared Padalecki), Jess Mariano (Milo Ventimiglia) e Logan Huntzberger (Matt Czuchry), tendo alguns dos relacionamentos mais queridos e detestados da TV. Apesar de mais antiga, é uma ótima série para quem curtiu Ginny e Georgia ou Jane The Virgin por também trazer reviravoltas dramáticas em uma trama bem divertida.

    Com Carinho, Kitty (2023–)

    Pra quem curte o clima de viagem e novidade de O Verão Que Mudou Minha Vida, Com Carinho, Kitty é um spin-off da trilogia de filmes Para Todos Os Garotos Que Já Amei — inclusive, todas são produções são baseadas em livros da escritora Jenny Han. Como um conto de fadas moderno, a série é uma verdadeira jornada sobre amadurecimento e autoconhecimento, combinando leveza e representatividade com as típicas aventuras adolescentes que envolvem se apaixonar, fazer amizades e lidar com o crescimento. A série se distancia da trilogia original para refletir a personalidade da protagonista: dramática e divertida. 

    A série mostra Kitty, a irmã caçula de Lara Jean, partindo para um intercâmbio na Coreia do Sul, onde pretende se reconectar com a história de sua mãe e finalmente conhecer seu namorado Dae (Choi Min-yeong), com quem vive um relacionamento à distância. Chegando lá, muitas expectativas não serão atendidas, mas ela descobrirá uma porção de coisas novas sobre si mesma e seu coração – é nessa jornada de autoconhecimento que a série realmente brilha. Quem curtiu os filmes Crush e Você Nem Imagina, vai adorar navegar pela história de Kitty.

    O Diário de Carrie (2013-2014)

    Sex and the City se tornou a série queridinha de muita gente ao mostrar os dilemas românticos e profissionais de Carrie Bradshaw (Sarah Jessica Parker) de forma inovadora em uma das cidades mais agitadas do mundo. Na prequela O Diário de Carrie, conhecemos o lado adolescente da personagem com uma boa dose de anos 1980 e drama teen, mas que continua com esse ar fresco que a série original criou. O derivado é perfeito para quem nasceu no interior e sempre acreditou que tinha sonhos grandes demais para cidades pequenas, tendo uma energia bastante parecida com a de Com Carinho, Kitty, já que ambas as protagonistas saem de suas zonas de conforto por um objetivo maior.

    Aqui, interpretada por AnnaSophia Robb, Carrie lida com os dilemas do ensino médio e os primeiros amores da vida, sempre vestida de forma única, é claro. A segunda temporada explora como ela vai parar em Manhattan e vive um relacionamento com uma antiga paixão, Sebastian Kydd (Austin Butler), quando começa a descobrir as regras do amor e do sexo, em uma dinâmica que muitas vezes lembra Gossip Girl, mas sem dramas tão intensos.

    Minha Vida com a Família Walter (2023–)

    Sucesso instantâneo em seu lançamento e adaptação do livro homônimo de Ali Novak, Minha Vida com a Família Walter traz certos clichês adolescentes de forma mais suave, sempre encaixando temáticas mais profundas em meio à eles, como luto, amadurecimento, desenvolvimento emocional e romances complexos. Tudo isso sem perder a graça de ser uma série voltada para o público mais jovem, e ainda trazendo um tom mais acolhedor em relação à vida antiga da protagonista — além de ter uma energia de cidade interior que lembra muito Gilmore Girls, mas também outras séries clássicas dos anos 2000, como Heartland.

    A produção conta a história de Jackie Howard (Nikki Rodriguez), uma jovem que perde a família em um trágico acidente e deixa sua vida em Nova York para morar em uma cidadezinha rural no Colorado. Neste novo lar, ela precisa se adaptar a muitas mudanças, incluindo quando chama a atenção dos irmãos Cole Walter (Noah LaLonde), um bad boy incompreendido, e Alex Walter (Ashby Gentry), um nerd tímido, que deixarão o coração dela dividido, bem parecido com Belly e seu relacionamento complexo com os irmãos Fisher. Com diversos personagens interessantes e um romance bem complicado, a série adolescente é perfeita para quem adora triângulos amorosos complexos.

    Eu Nunca (2020-2023)

    Uma das séries mais divertidas e criativas de 2020, Eu Nunca apresenta a vida de Devi (Maitreyi Ramakrishnan), uma adolescente americana, filha de indianos, que cansada de ser praticamente invisível na escola, tentará de tudo para se tornar popular. O equilíbrio perfeito entre momentos cômicos e vulneráveis da protagonista é o que torna a série tão única, amarrando leveza e lições importantes da adolescência em uma produção cheia de personalidade, assim como a protagonista — como uma versão menos irônica, mas tão divertida quanto Awkward.

    É nessa tentativa de subir na pirâmide social da escola (que na cabeça de Devi é um pacote que vem junto com o romance clichê adolescente) que ela chama a atenção de Paxton (Darren Barnet), seu maior crush da escola. Mas se antes ela não tinha ninguém, ao longo da história descobrirá ter sentimentos conflitantes por seu arqui-inimigo Ben Gross (Jaren Lewison) — aqui está mais um triângulo amoroso para quem ama a confusão entre Belly, Conrad e Jeremiah. Mesmo tendo várias similaridades Com Carinho, Kitty, mas com um ar mais explícito parecido com Sex Education, a série consegue criar sua própria personalidade, mas ainda tendo o elemento de romance adolescente que é tão querido em O Verão que Mudou Minha Vida

    Heartstopper (2022–)

    Baseada nas histórias em quadrinhos de Alice Oseman que conquistaram a internet, a série Heartstopper é muito conhecida por proporcionar aquela sensação de quentinho no coração enquanto os personagens lidam com dilemas e amores adolescentes, assim como Com Carinho, Kitty, além de trazer a representação LGBTQIAP+ de forma sensível e autêntica — oferecendo à essa comunidade uma produção com a qual muitos sempre sonharam, além de ser uma ótima opção para quem amava Isak e Even de Skam ou a trama de Young Royals.

    A série mostra a história de Charlie (Joe Locke), um aluno bastante tímido, que já sofreu bullying na escola por ter se assumido gay, e que de forma inesperada, Charlie se aproxima do super popular jogador de rugby da escola, Nick (Kit Connor), por quem rapidamente se apaixona. Focando nas dúvidas e dilemas da idade, essa série certamente mostra muitos dos desafios de forma comovente, apaixonante e, às vezes, intensa. Se distanciando um pouco do triângulo amoroso em Eu Nunca, Heartstopper consegue captar muito bem ânsias adolescentes por meio de seus diversos personagens, além de lidar com tópicos mais maduros e adultos como saúde mental assim como O Verão que Mudou Minha Vida.

    Sex Education (2019-2023)

    Na mesma pegada descontraída de Chewing Gum, mas com uma premissa mais jovem, a série Sex Education acompanha a vida sexual de vários adolescentes, explorando temas como insegurança, libido, sexo seguro, orientação sexual, entre outros temas. Com um roteiro divertido, a história de cada personagem toca um ou vários desses assuntos de forma bastante educativa, fazendo jus ao nome da série, que retrata a adolescência de um jeito honesto e diverso — de forma bastante parecida com Eu Nunca, mas trazendo mais pontos de vista masculinos.

    A história principal acompanha Otis Milburn (Asa Butterfield), um adolescente cuja mãe é terapeuta sexual, mas que possui um certo bloqueio com o assunto, apesar de ser um especialista em sexo na escola, onde dá conselhos temáticos para outros alunos mediante pagamento. Enquanto tentam resolver os dilemas de seus colegas de classe, cada um enfrenta os próprios desafios em meio a hormônios e emoções à flor da pele, focando em assuntos tabu de forma inovadora. Tem uma vibe bem diferente de O Verão que Mudou Minha Vida, mas tem o charme adolescente perfeito para quem quer uma série teen que desenvolve os personagens por meio dos romances. 

    Turbulências de Verão (2022-2023)

    Assim como O Verão Que Mudou Minha Vida, Turbulências de Verão traz diversos dilemas adolescentes com praias incríveis como plano de fundo, mas diferentemente de Outer Banks, essa história até tem um toque de rebeldia, mas depois a maré fica mais calma. A história acontece na Austrália, para onde os pais da rebelde e irreverente Summer Torres (Sky Katz) a enviam como punição por ter sido expulsa da escola que frequentava no Brooklyn, em Nova York.

    Inicialmente relutante com a ideia, aos poucos Summer começa a se acostumar e até gostar da cidadezinha litorânea de Shorehaven, onde se apaixona não só pelo surf, mas também pelo irresistível Ari Gibson (Kai Lewins), embora o coração dela fique dividido entre ele e Baxter Radic (Josh Macqueen). Apesar da 2ª temporada não ser tão encantadora quanto a primeira, o frescor do verão, as lições sobre amadurecimento e os desafios adolescentes ainda estão aqui — e certamente causarão nostalgia em quem cresceu assistindo Galera do Surf.

    Com Amor, Victor (2020-2022)

    Spin-off de Com Amor, Simon, ambos baseados nas obras de Becky Albertalli, Com Amor, Victor é uma série que se passa no mesmo universo do filme, mas com foco em um novo aluno da escola Creekwood. Com um protagonista completamente carismático, que nos faz torcer por ele do primeiro episódio até o último, a série também conta com um elenco diverso e aborda diferentes temas de forma bastante sensível, como um verdadeiro guia para a adolescência — que por muitas vezes lembra um ótimo filme nacional, Hoje Eu Quero Voltar Sozinho.

    A história acompanha o garoto Victor Salazar (Michael Cimino), recém-chegado de Atlanta, quer recomeçar do zero no ensino médio. No entanto, quando ele chama a atenção da popular Mia (Rachel Hilson), que parece ter uma quedinha por ele, Victor fica em pânico, já que ele vem sentindo algo inédito por Benji (George Sear). Tratando de descobertas pessoais sobre a sexualidade dos protagonistas, a série acaba lembrando mais Heartstopper e Com Carinho, Kitty, mas com todo o drama teen de O Verão que Mudou Minha Vida. 

  • Quem Vai Ganhar o Oscar 2026 – Previsões Depois dos Festivais de Telluride, Veneza e Toronto
    Mariane Morisawa

    Mariane Morisawa

    Editor JustWatch

    Com os festivais de outono no Hemisfério Norte, começou oficialmente a campanha pelo Oscar 2026. Depois de Telluride, Veneza e Toronto, já dá para ter uma ideia do panorama que se desenha para a cerimônia de premiação, em 15 de março do próximo ano.

    Vários filmes entraram com força na disputa. É o caso de Hamnet: A Vida Antes de Hamlet, de Chloé Zhao, vencedora dos Oscars de filme e direção com Nomadland (2020). A cineasta dilacerou os corações dos espectadores em Telluride e Toronto, de onde saiu com o prêmio do público.

    Frankenstein, de Guillermo del Toro, Bugonia, de Yorgos Lanthimos, e Coração de Lutador: The Smashing Machine, de Benny Safdie, vencedor do Leão de Prata de direção em Veneza, também estão na competição, assim como No Other Choice, do sul-coreano Park Chan-wook.

    Outros filmes vêm fortes desde o Festival de Cannes, em maio, que tem sido importante na disputa pelo Oscar nos últimos tempos – Anora, que ganhou cinco estatuetas neste ano, incluindo filme, direção e atriz, veio de lá. Desta edição, Valor Sentimental, de Joachim Trier, It Was Just an Accident, de Jafar Panahi, e o brasileiro O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho, continuam firmes e fortes na briga. Há também os que pularam os festivais, como Pecadores, de Ryan Coogler, e Uma Batalha Após a Outra, de Paul Thomas Anderson.

    Ainda faltam muitos meses para o Oscar 2026, e alguns filmes que não foram vistos por ninguém podem roubar vagas, como Marty Supreme, de Josh Safdie, Isso Ainda Está de Pé?, de Bradley Cooper, Wicked: Parte 2, de Jon M. Chu, e Avatar: Fogo e Cinzas, de James Cameron. Mas a nossa lista tem os filmes que devem figurar entre os indicados, para você ficar de olho desde já.

    Hamnet: A Vida Antes de Hamlet (2025)

    Com Nomadland, a chinesa radicada nos Estados Unidos Chloé Zhao tornou-se a segunda mulher a ganhar o Oscar de direção – até hoje, foram apenas três, com Kathryn Bigelow (Guerra ao Terror, 2008) e Jane Campion (Ataque dos Cães, 2021) sendo as outras duas. Tudo indica que ela pode conseguir sua segunda estatueta e quarto Oscar para uma diretora com Hamnet.

    Nomadland falava de uma mulher, interpretada por Frances McDormand (vencedora do Oscar de melhor atriz pelo papel), em luto. Hamnet, também. Pelas reações emocionadas da crítica e do público que viram o filme em Telluride e Toronto, de forma muito mais contundente e devastadora. Baseado no livro de Maggie O’Farrell, o longa mostra como o relacionamento entre William Shakespeare (Paul Mescal) e sua mulher Agnes (Jessie Buckley) sofreu com a perda de um filho e levou o dramaturgo a escrever uma de suas maiores peças, Hamlet.

    Jessie Buckley, que concorreu ao Oscar de atriz coadjuvante por A Filha Perdida (2021), transformou-se na favorita à estatueta de atriz por sua performance crua. Até por isso, Hamnet é para quem não tem medo de chorar feio no cinema, como Ainda Estou Aqui (2024), de Walter Salles, Vidas Passadas (2023), de Celine Song, e Aftersun (2022), de Charlotte Wells.

    E, como as chances de um filme ao Oscar têm muito a ver com o momento que os Estados Unidos e o mundo estão passando, ele deve ganhar força se a Academia estiver disposta a afogar suas dores na emoção.  

    Frankenstein (2025)

    Um novo filme de Guillermo del Toro sempre é cotado para o Oscar – O Labirinto do Fauno (2006) levou três estatuetas, A Forma da Água (2017) ganhou filme, direção, trilha e design de produção, e Pinocchio por Guillermo del Toro (2022), melhor animação. Imagine então quando se trata de uma adaptação que ele vem sonhando em fazer desde criança: Frankenstein, baseado no livro de Mary Shelley.

    O cineasta mexicano adora retratar os monstros como seres incompreendidos, provocando identificação. Aqui, o Monstro (Jacob Elordi) criado pelo Dr. Victor Frankenstein (Oscar Isaac), um misto de cientista e artista pensando ser Deus, é uma dessas criaturas. Mas o verdadeiro vilão é o pai de Victor, Leopold (Charles Dance). A paternidade parece ser um dos temas neste ano, com filmes como Uma Batalha Após a Outra, O Agente Secreto, Valor Sentimental e Hamnet lidando com o tema de maneiras diferentes.

    Embora muitos considerem que o filme não tem muita vida, quase todo o mundo concorda que Del Toro criou um universo visual rico, como fez no passado em produções como A Colina Escarlate (2015) e O Beco do Pesadelo (2021). Se você aprecia viajar nos detalhes dos figurinos e cenários, tudo feito à mão, Frankenstein é uma boa pedida.

    O filme coloca esse visual luxuoso a serviço de sua pegada gótica sombria, sem medo de exibir violência, como Drácula de Bram Stoker (1992), de Francis Ford Coppola, e Nosferatu (2024), de Robert Eggers. Mas Del Toro é bem mais pudico do que seus pares, que não temem explorar os temas sensuais e sexuais das obras. Nesse aspecto, o diretor está mais próximo de Tim Burton, especialmente de obras como Edward Mãos de Tesoura (1990) e A Noiva Cadáver (2005).

    Frankenstein saiu sem prêmios do Festival de Veneza, mas conseguiu um segundo lugar na escolha do público em Toronto, o que deu uma forcinha nas suas pretensões para os prêmios da Academia.

    Casa de Dinamite (2025)

    Casa de Dinamite, estrelado por Idris Elba e Rebecca Ferguson, é outro filme que saiu de Veneza sem prêmios. Mas ninguém é besta de deixar Kathryn Bigelow, uma das únicas mulheres a ganhar o Oscar de direção, de fora da corrida.

    A diretora sabe como poucos segurar seus filmes em níveis altos de tensão, como demonstrou não só em Guerra ao Terror como também em Caçadores de Emoção (1991) e A Hora Mais Escura (2012). Com seus personagens obcecados, suas obras são uma boa escolha para quem gosta de filmes como Zodíaco (2007), de David Fincher, e Whiplash: Em Busca da Perfeição (2014), de Damien Chazelle, outros dois diretores que adoram uma pessoa focada ao extremo.

    Como fez em filmes anteriores, em Casa de Dinamite, ela usa o thriller para tratar de um tema sério: a ameaça nuclear. Seus filmes se inserem na tradição norte-americana de thrillers políticos, com filmes como Três Dias do Condor (1975), de Sydney Pollack, Todos os Homens do Presidente (1976), de Alan J. Pakula, Munique (2005), de Steven Spielberg, e Argo (2012), de Ben Affleck. Se você gosta desses, aposte em Casa de Dinamite. O filme também tem elementos para agradar aos membros da Academia que querem passar um recado com sua escolha. Mas a verdade é que não faltam thrillers na lista de possíveis indicados, com Uma Batalha Após a Outra, O Agente Secreto e No Other Choice se encaixando no gênero.

    Bugonia (2025)

    Yorgos Lanthimos tem experiência em sair do Festival de Veneza consagrado para a temporada de premiações. A Favorita (2018) ganhou o Grande Prêmio do Júri e a Coppa Volpi de atriz e foi indicado a dez Oscars, vencendo o de atriz (Olivia Colman). Pobres Criaturas (2023) levou o Leão de Ouro e depois concorreu a 11 Oscars, ganhando quatro, incluindo melhor atriz (Emma Stone).

    Bugonia, a quinta parceria do diretor grego com a atriz norte-americana, não teve o mesmo sucesso no festival desta vez. Mas a interpretação de Emma Stone foi unanimidade tanto na Itália quanto em Telluride, e o filme também recebeu elogios por sua radicalidade.

    Desta vez, a atriz interpreta a CEO de uma empresa que é sequestrada por dois obcecados por teorias da conspiração (vividos por Jesse Plemons e Aidan Delbis), cismados que ela é uma alienígena disposta a destruir a Terra. Dá para perceber que a trama é maluca do jeito que Lanthimos gosta. Ele faz um cinema bem particular, mas, se você gosta de um humor meio sombrio e uma visão de mundo perversa, por exemplo, de filmes como Os Idiotas (1998), de Lars Von Trier, e Happy End (2017), de Michael Haneke, Bugonia é a aposta perfeita.

    Coração de Lutador (2025)

    Havia um bocado de expectativa em relação a Coração de Lutador, o primeiro filme solo de Benny Safdie – o ator e diretor costuma trabalhar em parceria com o irmão Josh. Os dois fizeram juntos Bom Comportamento (2017), com Robert Pattinson, e Joias Brutas (2019), com Adam Sandler, filmes independentes frenéticos, com ótimas atuações. Curiosamente, Josh também dirigiu um longa solo neste ano, Marty Supreme, com Timothée Chalamet, que ninguém viu ainda.

    A ida de Benny para Veneza deu certo. Ele saiu do festival com o Leão de Prata de direção. E ainda firmou Dwayne Johnson, que interpreta o lutador de MMA Mark Kerr, como um candidato sério ao Oscar de melhor ator.

    Kerr é um personagem atormentado, que doma a violência para usá-la no octógono e lida com as ameaças da celebridade e a dificuldade de conciliar tudo isso com seu relacionamento com Dawn (Emily Blunt). Por isso, ele deve agradar a quem é fã de filmes do gênero, como O Lutador (2008), de Darren Aronofsky, e o clássico Touro Indomável (1980), de Martin Scorsese. E quem acha que filme de Oscar é, preferencialmente, uma cinebiografia, como Oppenheimer (2023), de Christopher Nolan, Carruagens de Fogo (1981), de Hugh Hudson, e Um Completo Desconhecido (2024), de James Mangold.

    No Other Choice (2025)

    Poucos cineastas têm um estilo tão criativo quanto o sul-coreano Park Chan-wook. Quem assistiu a Oldboy (2003) e Decisão de Partir (2022) sabe do talento visual do diretor, famoso por criar cenas que deixam o espectador pensando como ele fez aquilo. No Other Choice não é diferente.

    No Other Choice tem uma pegada Parasita (2019), do seu compatriota Bong Joon-ho, a primeira produção estrangeira a ganhar o Oscar de melhor filme, além de outros três: direção, roteiro original e longa internacional. No seu thriller satírico, Park também faz uma crítica ao capitalismo que não dá condições mínimas de sobrevivência, com um pai de família (Lee Byung-hun, de Round 6) que resolve eliminar a concorrência para conseguir se recolocar no mercado de trabalho. A premissa pode ser um pouco absurda, mas provoca identificação. É daqueles para quem adora uma história particular, de um indivíduo ou família, refletindo problemas maiores da sociedade e do país, como a masculinidade frágil.

    O filme teve muitas críticas positivas no Festival de Veneza, mas saiu sem prêmios. Em Toronto, ganhou o prêmio do público para produções internacionais.

     

    O Agente Secreto (2025)

    O Agente Secreto, dirigido pelo brasileiro Kleber Mendonça Filho e estrelado por Wagner Moura, saiu do Festival de Cannes com dois prêmios – direção e ator – e cheio de críticas positivas. É o candidato do Brasil a concorrer por uma vaga ao Oscar de filme internacional e tem aparecido nas listas de previsões em outras categorias também, especialmente ator.

    Como disse Fernanda Torres ao longo da campanha vitoriosa de Ainda Estou Aqui, é quase impossível um ator brasileiro falando em português estar entre os concorrentes, mas Wagner, como ela, merece muito uma indicação. Ele dota seu Marcelo, um homem que se refugia em sua cidade-natal, o Recife, de muitas nuances.

    É um thriller com cenas de ação, com splashes de filme de terror, que primeiro mergulha o espectador em uma atmosfera de paranoia durante o Brasil da ditadura, embora ela jamais seja citada. É um filme sobre resistência em tempos difíceis com ajuda da comunidade e da reaproximação de um pai com o filho. Marcelo escolhe manter posição, quando seria mais fácil ceder. Embora se passe nos anos 1970, reflete o mal-estar de um mundo de democracias ameaçadas, como Uma Batalha Após a Outra, de Paul Thomas Anderson, e It Was Just an Accident, do iraniano Jafar Panahi.

    É um universo rico, cheio de citações brasileiras em geral e pernambucanas em particular, povoado de outros personagens com momentos para brilhar e uma reconstituição de época saborosa. Por isso, funciona bem para quem gosta de embarcar em uma experiência, sem se importar tanto com trama, meio na linha de filmes como Blade Runner: O Caçador de Androides (1982), de Ridley Scott, ou Cidade dos Sonhos (2001), de David Lynch.

    Valor Sentimental (2025)

    Sabe aquele drama familiar bem-feito, bem-escrito, bem atuado, que faz rir e chorar? Valor Sentimental, que ganhou o Grande Prêmio do Júri em Cannes, uma espécie de segundo lugar, é desses. O longa dirigido pelo norueguês Joachim Trier (A Pior Pessoa do Mundo, de 2021) vem, desde então, aparecendo em diversas listas de possíveis indicados e é um dos principais concorrentes do brasileiro O Agente Secreto na categoria filme internacional.

    Como o longa de Kleber Mendonça Filho e Uma Batalha Após a Outra e Hamnet, fala de paternidade, ou de pais tentando se reconectar com os filhos, frequentemente por meio da arte. Stellan Skarsgaard é um cineasta que tenta se reaproximar das filhas, agora adultas, depois de abandoná-las. Valor Sentimental tem atuações memoráveis de Skarsgaard, Renate Reinsve, Inga Ibsdotter Lilleaas e Elle Fanning, que interpreta uma atriz norte-americana que ganha o papel no novo filme de Gustav. O longa vem sendo comparado a filmes de Ingmar Bergman, autor de obras densas sobre família como Sonata de Outono (1978). Mas a verdade é que Trier dosa o drama com muitos momentos de leveza, meio como Assunto de Família (2018), longa de Hirokazu Koreeda vencedor da Palma de Ouro, e A Lula e a Baleia (2005), de Noah Baumbach. Se você gosta desses, aposte em Valor Sentimental

    It Was Just an Accident (2025)

    A Palma de Ouro no Festival de Cannes para Jafar Panahi foi a coroação de anos de bons serviços prestados ao cinema. Sobretudo, premiou um cineasta que não só demonstra como resistir ao autoritarismo em seus filmes, como também em sua vida. It Was Just an Accident é seu primeiro filme desde que terminou sua proibição de fazer cinema, uma sentença que foi combinada com passagens pela penitenciária e prisão domiciliar durante anos.

    Panahi, que ganhou a Câmera de Ouro em Cannes com sua estreia, O Balão Branco (1995), faz um cinema que mostra como a opressão se manifesta no dia-a-dia de pessoas comuns, sejam as crianças que não são ouvidas, as mulheres impedidas de entrar nos estádios de futebol (Fora do Jogo, de 2006) ou ele mesmo, filmando escondido confinado em uma casa (Cortinas Fechadas, de 2013) ou disfarçado de taxista (Táxi Teerã, de 2015, Urso de Ouro em Berlim).

    Em It Was Just an Accident, não é diferente: Vahid (Vahid Mobasseri) tem certeza de estar diante de seu torturador quando um pai de família para em sua oficina para consertar o carro, depois de atropelar um animal. O que se segue é uma contemplação, muitas vezes divertida, sobre a verdade e a moralidade. Como O Agente Secreto, é um filme cheio de vida sobre como manter sua humanidade em tempos de tirania. Ele coloca uma questão aos personagens que serve para o próprio diretor e para as pessoas na plateia: o que você faria nesse lugar? Se você gosta de filmes sobre resistência, de Casablanca (1942) a Star Wars: Guerra nas Estrelas (1977), dê uma chance a It Was Just an Accident.

    Uma Batalha Após a Outra (2025)

    Fazia tempo que Paul Thomas Anderson, diretor de Sangue Negro (2007), Trama Fantasma (2017) e Licorice Pizza (2021), não dirigia um filme no presente. Mas ele volta aos dias de hoje com um torpedo, Uma Batalha Após a Outra, que não passou em nenhum festival e logo na estreia já foi catapultado a favorito na temporada de Oscar.

    Como O Agente Secreto, o filme trata de resistência, paranoia e paternidade. Leonardo DiCaprio é Bob, que vive fora do sistema com sua filha Willa (a revelação Chase Infiniti). Quando ela desaparece, o antigo grupo de revolucionários ao qual Bob pertencia se reúne para procurá-la.

    O diretor é um mestre em captar as falhas de seu país e desconstruir sua imagem com humor, originalidade, explosividade e uma certa energia caótica. Seus filmes todos merecem ser vistos, e há uma grande chance de você apreciá-los se também gosta de Robert Altman (como O Jogador, de 1992) e Quentin Tarantino (Era uma Vez em... Hollywood, de 2019).

     Pecadores (2025)

    Como Uma Batalha Após a Outra, Pecadores não passou em nenhum festival, seja de outono ou não. Mas, desde sua estreia em abril, o filme de Ryan Coogler permanece na lista de prováveis indicados ao Oscar – um feito para um filme de terror.

    Mas é compreensível. Coogler sempre tratou de coisas sérias, até mesmo em blockbusters como Pantera Negra (2018). Aqui, os gêmeos Smoke e Stack (interpretados por Michael B. Jordan) voltam à cidade natal e montam um bar para a comunidade negra no sul dos Estados Unidos. É um refúgio em tempos de leis segregacionistas, mas nem lá estão a salvo.

    Pecadores valeria só pela maior cena do ano até aqui, em que passado e presente, ancestralidade e resistência se unem em um salão de baile. Mas o filme oferece reflexão e recuperação da história com roupagem de diversão, além de ótimas atuações de Delroy Lindo, Wunmi Mosaku, Hailee Steinfeld e Jack O’Connell. É o filme ideal para quem gosta de assistir a produções sobre racismo com roupagem de gênero, como Corra! (2017) e Infiltrado na Klan (2018), além de ser um filme de terror bem interessante. 

  • 10 Séries que Com Certeza Vão Agradar os Fãs de ‘Silo’, da Apple TV+
    Fernanda Caseiro Talarico

    Fernanda Caseiro Talarico

    Editor JustWatch

    Silo é uma série da Apple TV+ a qual é um grande sucesso de crítica. A produção de drama e ficção científica é baseada na trilogia homônima do autor americano Hugh Howey e sua terceira temporada já está totalmente gravada, podendo chegar a qualquer momento ao streaming.

    A narrativa se passa em um futuro distópico, pós-apocalíptico, tóxico e arruinado. Em um silo subterrâneo, os últimos dez mil sobreviventes da Terra tentam se manter protegidos contra o caos mortal do mundo. Porém, ninguém sabe quem ou o porquê do abrigo ter sido criado. Sempre que alguém tenta desvendar a sua origem, sofre consequências fatais. Quando alguns habitantes morrem misteriosamente, a engenheira Juliette (Rebecca Ferguson) inicia sua própria jornada para conseguir respostas. A série é bastante misteriosa e prende o público do começo ao fim – experiência própria! 

    Se você é fã de Silo, já assistiu a todos os episódios disponíveis e ainda quer mais, enquanto a nova temporada não chega, você está no lugar certo! Para quem gosta da produção, separamos 10 séries que com certeza vão te agradar. 

    See (2019-2022) 

    See e Silo são irmãs distópicas na Apple TV+. Ambas retratam sociedades pós-apocalípticas confinadas e governadas por segredos obscuros. Enquanto Silo questiona o mundo exterior, See, estrelada por um ótimo Jason Momoa, apresenta uma humanidade cega que vive em tribos e considera a visão uma heresia. A trama explode quando nascem crianças que podem ver, desencadeando uma guerra contra a fanática rainha Kane. 

    Com conspirações, lutas pelo poder e protagonistas resilientes desafiando sistemas opressivos, See oferece uma experiência épica e sensorial perfeita para fãs dos mistérios claustrofóbicos de Silo. Esta também é uma boa pedida para aqueles que gostam de ficção-científica misturada com mistério e aventura. 

    The Last of Us (2023–) 

    Faróis do drama distópico, focando na humanidade em ruínas, não no desastre, The Last of Us e Silo são complementares em suas narrativas. Em Silo, o segredo é a verdade sobre o mundo exterior; em TLOU, a esperança de uma cura esconde um preço moral insustentável. 

    Ambas seguem duplas resilientes — Joel, um sobrevivente endurecido, e Ellie, a jovem imune que carrega a chave para a cura; Juliette e Holston, desvendando mentiras fundamentais — em jornadas perigosas contra sociedades opressoras. A tensão claustrofóbica, a complexidade ética e a luta pela verdade as tornam experiências essenciais e que com certeza mexem com quem assiste. 

    Vale dizer que The Last Of Us deve agradar muito mais os espectadores mais jovens (mesmo que indicado para maiores de 18 anos), ao contrário de Silo e See, que foca no público mais velho, muito pelo fato de terem zumbis envolvidos, mas também por ser uma adaptação de um video game de muito sucesso. 

    Caso o protagonismo femino aqui, seja algo que te atraia, O Conto da Aia é uma opção. Ambas têm como núcleo uma jovem (Ellie e June e as filhas) cuja existência desafia e ameaça a ordem estabelecida. As duas são histórias sobre proteção e resistência.

    Expresso do Amanhã (2020-2024)

    Quando pensamos em séries sobre distopias claustrofóbicas, Expresso do Amanhã pode vir ao lado de Silo. Em Expresso do Amanhã, a humanidade sobrevive a uma era glacial a bordo de um trem gigante, onde uma rígida hierarquia separa elites da cauda oprimida. A revolução é liderada por Andre Layton, que investiga assassinatos e descobre a mentira que mantém o sistema. 

    Assim como em Silo, onde Juliette desafia segredos análogos, ambas criticam a opressão e revelam verdades chocantes sobre o mundo fora. A sobrevivência, a revolução e mistério as tornam complementares — e bastante assustadoras. 

    Se você é fã do filme Snowpierce — Expresso do Amanhã, de 2013, esta também é uma boa opção, afinal ambos são baseados na mesma HQ. 

    Ruptura (2022–) 

    Além de também fazer parte do catálogo da Apple TV+, Ruptura, assim como Silo e See, é referência quando o assunto é distopia corporativa e claustrofobia existencial. Tanto Ruptura quanto Silo exploram personagens presos em estruturas opressivas (uma empresa ou um bunker) que escondem verdades horríveis sobre o mundo exterior e o próprio passado. 

    O foco não está no desastre, mas no controle da mente, na memória e na luta desesperada para desvendar um mistério sob uma rotina asfixiante. A tensão meticulosa, o visual estilizado e a pergunta "o que realmente está acontecendo?" fazem de ambas experiências viciantes e intelectualmente provocantes. Claro, sem deixar de mencionar que Ruptura é uma das melhores séries da atualidade e que, assim como Silo, o mistério te mantém questionando tudo o tempo todo.

    3% (2016-2020) 

    Para fãs de Silo, a série brasileira 3% é uma distopia imperdível, além de um grande sucesso original da Netflix. A produção apresenta um mundo dividido: a maioria vive na miséria do Continente, enquanto uma elite habita o idílico Maralto. Anualmente, jovens passam por um processo seletivo brutal para tentar a vaga nesse paraíso, o que lembra muito os filmes de Divergente

    A série brilha ao explorar temas como desigualdade, ética e os limites da humanidade, com reviravoltas inteligentes que mantêm a tensão. Assim como em Silo, a narrativa questiona estruturas de poder e o custo da verdade, oferecendo uma experiência visceral e cheia de críticas sociais afiadas — algo que também é feito em outra escala em O Expresso do Amanhã, afinal as duas séries apresentam uma sociedade rigidamente dividida entre uma elite que vive em luxo e uma maioria oprimida que vive na miséria.

    O Conto da Aia (2017) 

    O Conto da Aia e Silo são pilares da distopia focada no controle do corpo e da verdade. Ambas mostram sociedades pós-apocalípticas onde uma elite impõe uma ordem brutal por meio de mentiras, vigilância e opressão sistemática, especialmente as mulheres. As protagonistas June e Juliette são forçadas a se conformar, mas usam sua resiliência para infiltrar e desmantelar o sistema a partir de dentro. Isso é algo bem legal para aqueles que gostam de ver mulheres fortes e que comandam revoluções, algo que destaca ambas as séries no universo da ficção científica.

    Aqui, o horror não está somente na violência, mas na manipulação da realidade. A tensão psicológica e a luta pela liberdade em mundos claustrofóbicos fazem das duas séries experiências complementares e arrebatadoras. Para quem é fã de distopias como O Doador de Memórias ou Farenheit 451, essa é imperdível.

    Upload (2020)

    Para fãs de Silo, Upload – uma original Prime Video –  é uma excelente pedida, trocando a distopia subterrânea por um paraíso digital pós-morte. A série, em tom de comédia ácida, segue Nathan, que tem sua consciência upada para um mundo virtual luxuoso após morrer em um acidente suspeito. 

    Enquanto ele desvenda os mistérios de sua própria morte, a narrativa explora, de forma inteligente e divertida, temas como desigualdade, controle corporativo e a essência da humanidade – ecoando as críticas sociais de Silo e um cenário futurista como Westworld, mas com um humor único que a destaca. 

    Fundação (2021) 

    Fundação, também um original Apple TV+, como Silo, é uma jornada épica indispensável. Baseada na obra de Isaac Asimov, a série se passa em um futuro galáctico onde o império milenar está em colapso, bem parecido com a premissa de Duna. O matemático Hari Seldon prevê o fim da civilização e cria um plano ousado para preservar o conhecimento humano em uma Fundação remota. 

    Assim como Silo, a trama gira em torno de conspirações políticas, a luta contra um destino implacável e questionamentos profundos sobre poder, fé e sobrevivência da humanidade, tudo em uma escala grandiosa com visuais deslumbrantes e reviravoltas que mantêm a tensão do início ao fim. Ficção-científica de qualidade, assim como See e Expresso do Amanhã, que se aprofunda por meio de uma trama complexa. 

    Westworld (2016) 

    Westworld é uma escolha excepcional, trocando a claustrofobia subterrânea por um parque de diversões futurista onde androides ganham consciência. Ambas as séries mergulham em narrativas complexas sobre controle, rebelião e a essência da humanidade. 

    Enquanto Silo revela segredos de uma sociedade aprisionada, Westworld explora a revolta de inteligências artificiais oprimidas, questionando liberdade, realidade e poder. Com reviravoltas igualmente impactantes e uma atmosfera de suspense meticulosa, Westworld oferece a mesma profundidade filosófica e tensão que cativou o público de Silo

    Vale dizer que as primeiras duas temporadas são ótimas, mas depois tanto a crítica, quanto o público, começaram a abandonar a série, que foi cancelada sem antes entregar um final digno. Mesmo assim, a jornada da produção é muito interessante, com diversos atores de qualidade no elenco, sendo recomendada principalmente para quem gosta de produções como Altered Carbon e Humans.  

    Uma boa opção para assistir depois e também figura nesta lista é Ruptura. Ambas as séries mergulham fundo em questões filosóficas sobre identidade, livre-arbítrio e o que nos torna humanos.

    Years and Years (2019) 

    Para fãs de Silo, Years and Years é uma distopia essencial. A série acompanha uma família comum enquanto o mundo mergulha no caos em 15 anos, devastado por crises políticas, tecnológicas e econômicas. Assim como em Silo, a narrativa inteligente expõe mecanismos de controle, a luta pela humanidade e a resistência contra sistemas opressivos, mas com um realismo aterrador que espelha questões contemporâneas.

    Sua crítica social afiada e tom profético ecoam a tensão claustrofóbica de Silo, oferecendo um drama familiar intenso e igualmente reflexivo sobre o futuro da sociedade. Não subestime este título: é um daqueles que vai te fazer pensar nele por muito tempo. Nesta questão — de pensar a série por muito tempo depois — lembra bastante Ruptura e o seu mistério interminável.

    Outra comparação que pode ser feita dentro desta lista é O Conto da Aia, pois são duas faces da mesma moeda distópica. Years and Years mostra o processo de declínio, a ladeira escorregadia que leva uma sociedade a se tornar uma distopia, com um realismo assustador que espelha manchetes atuais. O Conto da Aia começa após a queda, mostrando a vida dentro da distopia já totalmente estabelecida.

  • ‘O Verão que Mudou Minha Vida’: Todos os Filmes e Séries de Jenny Han em Ordem
    Bruno Pinheiro Melim

    Bruno Pinheiro Melim

    Editor JustWatch

    O mês de setembro de 2025 marca o fim da terceira e última temporada de O Verão que Mudou Minha Vida, mas a história de Belly não encerrou, com um filme já confirmado pela Amazon Prime Video, mas ainda sem data de estreia. A série adolescente é baseada na trilogia de livros da autora norte-americana, e de origem coreana, Jenny Han, que também trabalha na produção da adaptação.

    O sucesso da série da Amazon, que explora a história de um triângulo amoroso entre uma garota e dois irmãos, prova mais uma vez que Jenny Han é uma das escritoras (e produtoras) que mais entende das nuances dessa fase da vida rodeada de descobertas, amores intensos, traumas e amadurecimento. Porém, a série não foi a primeira produção baseada na obra da autora, que já teve filmes e séries bastante populares, inclusive Com Carinho, Kitty, que já tem mais uma temporada confirmada e em desenvolvimento. 

    Neste guia da JustWatch, conheça todas as produções baseadas nos best-sellers da escritora, bem como a ordem de lançamento de cada uma. Todos os filmes e séries estão disponíveis na Netflix, com exceção de O Verão que Mudou Minha Vida, que você pode encontrar no Amazon Prime Video.

    Para Todos os Garotos que Já Amei (2018) 

    As primeiras adaptações dos livros de Jenny Han aconteceram através de três produções da Netflix, das quais a autora também participou como produtora executiva. O que, convenhamos, fez com que os filmes tivessem uma pegada muito fiel à trilogia literária. O resultado foi uma comédia romântica adolescente que revigorou o gênero, ao contar uma história com profundidade emocional, e com personagens muito identificáveis com o público jovem.

    Com o título brasileiro Para Todos os Garotos que Já Amei, o primeiro filme lançado, que adapta o livro homônimo, inaugurou a trilogia cinematográfica que narra as desventuras de Lara Jean. Uma garota do ensino médio que tem seu mundo virado de ponta cabeça ao escrever cinco cartas secretas que misteriosamente vão parar nas mãos dos garotos (que ela já gostou) mencionados nas correspondências.

    Se você está à procura de um filme teen com um tom e temáticas parecidas com A Mentira ou 10 Coisas que Eu Odeio em Você, certamente não ficará decepcionado. Além disso, arrisco dizer que seu critério em relação a filmes do gênero também irá se elevar. Afinal, Para Todos os Garotos que Já Amei traz os elementos mais clássicos da comédia romântica, mas com personagens muito mais modernos e diversos, revigorando um gênero que muitas vezes é rodeado de estereótipos. 

    Para Todos os Garotos: P.S. Ainda Amo Você (2020) 

    A continuação da trilogia seguiu-se com o filme Para Todos os Garotos: P.S. Ainda Amo Você, que se aprofunda ainda mais no desenvolvimento da protagonista, bem como no seu relacionamento com Peter e a aparição de um antigo crush, pincelando sua passagem para uma fase que requer uma maior busca por autoconhecimento.

    Desse ponto de vista, é um filme que aborda temas mais maduros, comparado com Para Todos os Garotos que Já Amei. Não só por conta do primeiro contato de Lara Jean com uma relação amorosa mais séria (e o que isso implica), como também, através do seu desafio de balancear um namoro com os seus desejos pessoais, e o seu processo de autodescoberta, numa fase tão importante da vida.

    Caso queira explorar outras comédias contemporâneas semelhantes, tente dar uma chance a Você Nem Imagina e Com Amor, Simon, filmes que também complexificam as questões adolescentes atuais de maneira muito genuína.

    Para Todos os Garotos: Agora e Para Sempre (2021) 

    Como encerramento da trilogia da Netflix, Para Todos os Garotos: Agora e Para Sempre fecha com chave de ouro a história de Lara, dessa vez explorando o fim do seu ciclo no ensino médio, e sua passagem definitiva para a vida adulta e até por isso traz algo novo aos filmes. 

    E é claro que essa fase da vida da personagem não poderia chegar sem exigir dela escolhas que vão impactar o seu futuro. Como por exemplo, cursar ou não a mesma universidade do seu ainda namorado, Peter. É um filme que prova definitivamente que a trilogia está longe de ser apenas uma comédia romântica boba. Pelo contrário, é um conjunto de obras que aborda temas sérios, essenciais e muito relevantes, mas de uma maneira leve, e com uma protagonista forte e que se torna cada vez mais segura de si e de suas escolhas. 

    O Verão que Mudou Minha Vida (2022-2025) 

    A outra trilogia de livros da escritora Jenny Han, foi adaptada para uma série homônima do Amazon Prime Video, com três temporadas (cada uma baseada em um dos livros). Chamada O Verão que Mudou Minha Vida, a produção também conta com a autora como showrunner e produtora executiva. Ou seja, uma série que eu diria que pode ser chamada de ‘sua’. 

    A obra narra a história de um triângulo amoroso formado por Belly, que completa 16 anos durante a 1ª temporada, e os irmãos Conrad e Jeremiah — amigos de infância da protagonista, que passam os verões com ela todos os anos. Ao longo dos episódios da 1ª temporada, nos aprofundamos na relação entre os três, e nos sentimentos que Belly tem por cada um dos irmãos. A segunda temporada continua o triângulo, mas dessa vez explorando também as consequências de um acontecimento trágico na vida dos três. Já a última, dá um salto temporal considerável, retratando-os agora como veteranos da faculdade, com questões ainda mais adultas.

    Comparada com a trilogia adaptada pela Netflix (Para Todos os Garotos que Já Amei), essa produção da Amazon tem um caráter ainda mais complexo, profundo e maduro, uma vez que inclui temas como doença, perda, luto, identidade, além de trazer dramas familiares ainda mais intensos. Em outras palavras, eu recomendaria a um público de adolescentes mais velhos, que está mais ambientado à séries como One Tree Hill, Outer Banks ou até mesmo The O.C.

    Com Carinho, Kitty (2023–) 

    Em paralelo, Jenny Han também desenvolveu uma série spin-off da trilogia de Para Todos os Garotos que Já Amei, dessa vez com a personagem coadjuvante Kitty (irmã mais nova de Lara Jean), assumindo o protagonismo da trama, anos depois dos acontecimentos da trilogia.

    Com duas temporadas no ar e uma terceira já confirmada pela Netflix, Com Carinho, Kittyacompanha a protagonista (conhecida pelos seus dotes como ‘cupido’) em uma viagem à Coreia do Sul, onde ela lida com inúmeras situações que impactam no seu amadurecimento. 

    A 1ª  temporada foca bastante no seu conturbado relacionamento com o garoto Dae, ao mesmo tempo que ela tenta descobrir mais detalhes sobre a história da sua falecida mãe. Já a 2ª, se aprofunda ainda mais no entendimento da sua bisexualidade, através da sua relação com meninas, e dos seus sentimentos nutridos por Yuri.

    Na minha avaliação, é uma excelente série àqueles que procuram produções adolescentes com personagens jovens, que passam por descobertas da sua própria sexualidade, como Heartstopper, Everything Sucks ou até mesmo Sex Education (este indicado para uma audiência um pouquinho mais velha), mas também aos que gostam de K-dramas, já que a série tem uma vibe parecida, usando o caos e drama para divertir o público. 

  • 5 Recomendações de Filmes e Séries Para Quem Amou ‘Guerreiras do K-Pop’
    Beatriz Coutinho

    Beatriz Coutinho

    Editor JustWatch

    A música pop sul-coreana, mais conhecida como K-Pop, está em alta há décadas, mas ganhou força nos últimos anos com grupos como TWICE, BTS e Blackpink. O estilo conquistou o coração de muitos fãs ao redor do mundo e inspirou a criação da animação Guerreiras do K-Pop, lançada em junho de 2025 e que segue em alta na Netflix — o longa alcançou 33 milhões de visualizações em apenas duas semanas e apareceu no Top 10 dos conteúdos mais assistidos da plataforma em 93 países.

    Com um ritmo envolvente, músicas marcantes e muitas cores neon, Guerreiras do K-Pop apresenta o trio Hunterix, formado por Rumi, Zoey e Mira, cantoras poderosas que mantêm o mundo a salvo de terríveis demônios. A animação é praticamente obrigatória para quem curte o estilo musical e gostaria de mergulhar ainda mais na cultura sul-coreana, além de trazer reflexões emocionantes sobre preconceito, arrependimento e amor próprio.

    Se você amou Guerreiras do K-Pop, esta lista da JustWatch apresenta outras cinco animações parecidas com o filme para você continuar na vibe musical.

    Red: Crescer É Uma Fera (2022) - Filme

    Lançada em 2022, a animação Red: Crescer É Uma Fera é a escolha perfeita para quem adorou Guerreiras do K-Pop. O filme da Pixar também mistura música, identidade e emoções adolescentes de forma leve, ao mesmo tempo que mostra como crescer é difícil, mas pode ser um pouco mais fácil quando temos família e amigos para nos ouvir e apoiar verdadeiramente — exatamente como Mira e Zoey fazem por Rumi.

    No filme disponível no Disney+, Mei é uma garota sino-canadense que descobre que se transforma em um panda-vermelho gigante sempre que fica agitada ou estressada — ou seja, mais um dia comum na adolescência, não é mesmo? O longa ainda explora a cultura chinesa de forma respeitosa, e apresenta a boyband fictícia 4*Town, responsável pela música chiclete Nobody Like U, num claro aceno ao universo do K-Pop. É o filme perfeito para quem ama comédias emocionantes e certamente fará mães e filhas chorarem com sua história tão real, que lembra Valente em seu tema, mas que se destaca por trazer uma perspectiva completamente nova e moderna. 

    Jentry Chau Contra O Submundo (2024) - Série

    Ideal para quem ama fantasia urbana com toques de música e mitologia asiática, Jentry Chau Contra O Submundo é uma série animada que oferece tudo o que os fãs de Guerreiras do K-Pop podem querer: elementos sobrenaturais, dilemas adolescentes, representatividade asiática e uma trilha sonora marcante. A história acompanha Jentry, uma adolescente sino-americana que estuda arte em Seul, quando descobre que está sendo caçada por um rei demônio.

    Como uma mistura de Guerreiras do K-Pop e Buffy, a Caça Vampiros, Jentry Chau traz músicas originais que tiveram a participação de grandes ídolos de K-Pop, como Jessi, eaJ e Katseye, além de uma história tocante sobre a importância de sermos nós mesmos, que é capaz de ressoar em qualquer pessoa. A animação, que também pode ser assistida na Netflix, aborda questões de identidade, culpa e o legado de escolhas familiares com muita sutileza, assim como Red: Crescer É Uma Fera, mas com um adicional importante para quem curte ação: sequências de luta eletrizantes.

    Belle (2021) - Filme

    Filme do diretor japonês Mamoru Hosoda, Belle é a mistura encantadora de A Bela e a Fera com música, mas de forma diferente da clássica versão da Disney, especialmente por acrescentar um toque de modernidade no conto de fadas. No longa, a protagonista Suzu descobre uma nova versão de si mesma dentro da rede social virtual U, onde o avatar dela, Belle, se torna uma estrela pop e chama a atenção do Dragão, sua “Fera”.

    O filme contém uma série de reflexões importantes sobre a cultura do cancelamento e a sensação de segurança que o anonimato na internet fornece para quem pratica bullying. Tudo isso em meio a cenas lindas e uma trilha sonora potente, que cresce em diversos momentos do longa. Se você amou Guerreiras do K-Pop e a forma como a animação explora as paradas musicais e a relação entre fãs e ídolos, mas agora busca por uma história mais madura e reflexiva, Belle é a escolha certa.

    Entergalactic (2022) - Filme

    Entergalactic não tem os elementos fantásticos de Guerreiras do K-Pop e nem aborda relações familiares como Red: Crescer É Uma Fera, mas acredite em nós: a animação adulta co-criada pelo rapper e compositor Kid Cudi, que serviu como complemento visual para o lançamento de seu álbum de mesmo nome, compensa 100% quando o assunto é romance. Então, se você queria ter visto mais de Rumi e Jinu, Entergalactic é a escolha ideal.

    Nesta comédia romântica que é a mistura perfeita de Perdi Meu Corpo com Harry e Sally – Feitos Um Para o Outro, acompanhamos Jabari, um artista em ascensão que se apaixona por sua vizinha Meadow. Com uma estética parecida com a de Homem-Aranha no Aranhaverso, Entergalactic está na Netflix e aborda temas como carreira, vulnerabilidade emocional e novos olhares sobre masculinidade com as músicas de Cudi como trilha sonora. Isso oferece um toque especial para os fãs do artista e se torna um convite para quem não o conhece e busca uma animação mais madura, diferentemente do resto da lista. 

    Nimona (2023) - Filme

    Se você se identificou com Rumi, a protagonista de Guerreiras do K-Pop, vai se apaixonar por Nimona. Nessa história baseada em quadrinhos de ND Stevenson, a música não é tão importante quanto em Belle e Entergalactic, mas a narrativa gira em torno da improvável amizade que surge entre o cavaleiro metido a vilão Ballister Boldheart, e Nimona, uma divertida e caótica transmorfa, cuja aparência desafia as normas da sociedade.

    Como outro sucesso da Netflix, esta é uma história emocionante sobre encontrar a própria identidade, o que deixará o coração de qualquer um quentinho — e os olhos surpresos com a qualidade da animação, que respeita os traços e a obra original de Stevenson. Combinando o estilo 2D de clássicos como A Bela Adormecida da Disney com elementos medievais e futurísticos de forma única, esta é uma história parecida com a de Rumi, que mostra a importância de sermos quem somos, sem pedir permissão para isso. Perfeito para uma aventura em família.

  • ‘Coração de Ferro’: O Que Você Precisa Assistir Antes da Série da Marvel
    Bruno Pinheiro Melim

    Bruno Pinheiro Melim

    Editor JustWatch

    Mais do que uma sucessora de Tony Stark, Riri Williams chegou para construir o seu próprio legado como heroína do universo cinematográfico da Marvel (MCU). 

    Interpretada por Dominique Thorne, a protagonista foi apresentada ao MCU em Pantera Negra: Wakanda para Sempre ao dar uma ajudinha com a sua inteligência fora da caixa. Recentemente, Coração de Ferro chegou ao Disney+ com seis episódios que ampliam as histórias e apresentam um leque de novos personagens, como uma das maiores produções do MCU em 2025.

    Se você pretende fazer um aquecimento antes de iniciar a série, ou só quer se ambientar à narrativa, aos personagens e aos temas que circundam Coração de Ferro, separamos uma lista com alguns filmes que você não pode perder, todos também disponíveis no Disney+!

    Pantera Negra: Wakanda para Sempre (2022) 

    O primeiro filme inevitável de você assistir antes da nova série, é evidentemente aquele que apresenta Riri Williams no universo Marvel. E se engana quem pensa que sua chegada foi sossegada, com uma introdução da sua história e por aí vai. Não! Chamada para contribuir de forma eficiente e rápida na guerra entre Wakanda e Talokan, a talentosa inventora e estudante do MIT precisa usar sua criatividade para conceber um traje especial que possa ajudar no decisivo confronto.

    Mesmo se você cair de paraquedas em Coração de Ferro, assistir à primeira aparição da personagem dentro do MCU é algo essencial para entender a dimensão de Riri no universo. Além disso, particularmente falando, Pantera Negra: Wakanda para Sempre é um dos filmes mais importantes (e emocionantes) da Marvel, justamente por incorporar o falecimento de Chadwick Boseman dentro da própria narrativa, além de apresentar novos personagens que surgem para honrar, de alguma forma, a memória de T'Challa. Como é o caso (claro), de Riri Williams, cuja experiência em Wakanda, sem dúvida, repercutirá ao longo da sua trajetória na série.

    E ainda tem uma última ligação  — para os mais curiosos — entre as duas produções: Ryan Coogler, um dos nomes mais talentosos da Hollywood atual, e diretor dos dois filmes do Pantera Negra, também é o produtor executivo de Coração de Ferro

    Homem de Ferro (2008) 

    Mesmo com os criadores de Coração de Ferro afirmando que Riri Williams não é a herdeira direta do legado dos filmes do Homem de Ferro, é impossível não construir paralelos com a obra que apresentou Tony Stark ao mundo. Afinal, Riri tem como influência a tecnologia e habilidade utilizadas para a construção do traje do herói. Além disso, ver uma garota genial desenvolvendo uma armadura onde o design remete à de Tony, convenhamos, é uma baita nostalgia. 

    Diferentemente de Pantera Negra, assistir a Homem de Ferro não é necessariamente importante somente àqueles que vão começar (ou já começaram) a entrar em contato com a história de Riri Williams. Na verdade, para todo mundo que gosta (ou está começando a gostar) das produções cinematográficas da Marvel, é imprescindível assistir ao filme que serve como base para todo o MCU. Não só por ser o cerne narrativo de todo o universo, mas também por determinar o tom e a estética das produções futuras. Ou seja, os filmes com cenas de ação emblemáticas, sequências com bastante humor, e histórias compartilhadas, nasceram de algum lugar: Homem de Ferro.

    Por último, também à título de curiosidade, apesar de, obviamente, não aparecer na nova série, tendo em vista o seu destino em Vingadores: Ultimato, é importante dizer que nos quadrinhos de Coração de Ferro, Tony Stark desenvolve uma encantadora amizade com Riri, e contribui bastante para que a garota consiga, de maneira independente, construir o seu legado.

    Doutor Estranho no Multiverso da Loucura (2022)

    Ryan Coogler já declarou que Coração de Ferro é uma produção que mistura a “street-level Marvel and magical Marvel”, ou melhor dizendo, que junta a Marvel da tecnologia e a Marvel da magia. Além do mais, essa talvez seja a primeira vez que uma personagem (Riri) combina, de forma efetiva, o científico e o místico. 

    Uma boa sugestão é que, para além de se aventurar em um filme onde o personagem é regido pela tecnologia, como é o caso de Homem de Ferro, você também explore os limites da magia em Doutor Estranho no Multiverso da Loucura, provavelmente o longa que examina este tópico de maneira mais profunda, além de explorar abundantemente o conceito de multiverso. É um dos filmes mais originais (e sombrios) do MCU e que, de certa forma, subverte um pouco a fórmula que rege a maioria das produções. Caso você valorize ainda mais o fator místico, a série WandaVision — que tem elementos narrativos e temáticos semelhantes — também é bastante indicada.

    Outro ponto de ligação (e curiosidade): além do vilão Dormammu aparecer no primeiro Doutor Estranho, a cena pós-créditos de Doutor Estranho no Multiverso da Loucura sugere que ele pode voltar como uma ameaça futura. Isto porque o antagonista de Coração de Ferro, Parker Robbins, utiliza na série uma capa vermelha mágica, objeto associado a Dormammu nos quadrinhos.

    Capitão América: Guerra Civil (2016)

    Você pode estar se perguntando o que Capitão América: Guerra Civil está fazendo nessa lista. Sim, essa recomendação acaba por ser um pouco mais aberta — mas nem por isso, menos importante. Afinal, se você notou que Jim Rash, famoso pelo seu papel como reitor do MIT no filme de 2016, está de volta para reviver o mesmo personagem na nova série da Marvel, você já tem a sua resposta.

    Um núcleo narrativo importantíssimo para o desenvolvimento da história de Riri Williams está presente na universidade MIT, onde ela estuda engenharia. E um dos personagens que aparece novamente no MCU é o reitor da faculdade, que inclusive interagiu com Tony Stark em Capitão América: Guerra Civil. Assim, assistir ao filme, pode ser uma boa para se ambientar com as cenas e a dinâmica presente quando a história se passa dentro das instalações do MIT. 

    Além disso, tematicamente falando, Capitão América: Guerra Civil, é uma das produções mais interessantes do MCU, uma vez que coloca frente a frente dois grupos de super-heróis — o que nos causa um mix de sentimentos e pode dividir os corações dos fãs. Como um núcleo que junta as diferentes tramas no universo (inclusive Pantera Negra e Homem de Ferro), é uma prova de que a Marvel também sabe complexificar os conflitos dos seus personagens. O que também pode ser presenciado em outros filmes mais maduros, como Capitão América 2: Soldado Invernal e Vingadores: Guerra Infinita.

  • 'Jack Reacher': Ordem Certa para assistir aos Filmes e à Série do Implacável Investigador em Streaming
    Bruno Pinheiro Melim

    Bruno Pinheiro Melim

    Editor JustWatch

    Tom Cruise ficou conhecido por dar vida a Jack Reacher no cinema, e Alan Ritchson, que convenhamos, tem um porte físico mais parecido com o personagem descrito nos livros de Lee Child, assumiu o papel na série da Amazon Prime Video. 

    O ex-policial militar do exército norte-americano, altamente especializado, que investiga crimes de maneira independente, conquistou a admiração do público por conta do seu caráter misterioso, mas extremamente humano e justo — baseado, muitas vezes, no seu próprio código moral, como é claro. 

    Para se aprofundar na história do implacável investigador, aproveite este guia da JustWatch que mostra a ordem de lançamento dos filmes e série do investigador solitário, Jack Reacher, e onde assisti-los online.

    Qual a ordem para assistir Jack Reacher? 

    1. Jack Reacher - O Último Tiro (2012)

    Em 2012, a primeira adaptação dos livros que contam as proezas do ex-policial, chegou aos cinemas com o nome de Jack Reacher - O Último Tiro. A polêmica escolha (do ponto de vista dos fãs dos livros) de Tom Cruise para representar o robusto investigador, rapidamente perdeu a sua importância com a potente interpretação do ator, que conseguiu transmitir as principais virtudes do personagem, nomeadamente a sua competência investigativa, a sua esperteza, a sua implacabilidade e o seu próprio sentido de justiça. Tudo isso sem precisar ser parecido fisicamente com o protagonista descrito nos livros.

    Na trama, Reacher, já aposentado e vivendo uma vida às margens dos holofotes, é chamado por um vetererano de guerra que foi acusado de assassinar cinco pessoas. Na tentativa de provar a sua inocência, o ex-combatente, sem nenhum pudor, volta à ação para tentar desvendar a rede de criminosos por trás dos assassinatos e da falsa acusação. Vale recordar que quem ficou responsável por interpretar o vilão do filme, foi o lendário cineasta e ator alemão, Werner Herzog, que trouxe um ar obscuro ao antagonista. Jack Reacher - O Último Tiro, que foi baseado no livro homônimo, é uma obra perfeita para quem procura um thriller ‘sem rodeios’, com ótimas cenas de ação — mas sem exageros colossais — e uma história investigativa intrigante.

    2. Jack Reacher: Sem Retorno (2016)

    Adaptado também de um livro homônimo, Jack Reacher: Sem Retorno trouxe novamente Tom Cruise na pele do investigador solitário. Com um tom mais nostálgico (do ponto de vista do personagem), o filme se passa na antiga base militar de Reacher, e acompanha o ex-policial na tentativa de investigar quem está por trás da prisão da major Susan Turner, uma amiga acusada de espionagem contra o próprio exército.

    Equilibrando o lado humano e o lado mais frio de Reacher, a sequência novamente mostrou as habilidades físicas e intelectuais do personagem que Cruise sabe fazer muito bem, mas com uma mudança sutil de tom. Ao contrário do primeiro filme, que tinha uma pegada mais de suspense e investigação, o segundo longa explora ainda mais as sequências de ação, mas dá espaço também para uma exploração sentimental e afetuosa do protagonista, ao apresentar a personagem de uma garota que pode ser a sua filha, além da sua amiga que foi presa. Duas mulheres pelas quais Reacher tem muita afeição e que deixam a trama ainda mais envolvente.

    3. Reacher (2022-)

    Com a 3ª temporada no ar e uma 4ª já confirmada, Reacher é considerada uma das séries originais mais populares da Amazon Prime Video. Na tentativa de ser o mais fiel possível aos livros de Lee Child, que relata as inúmeras perigosas aventuras do ex-major, um ator mais parecido com a descrição do personagem (alto, pesado, corpulento e musculoso) foi contratado: Alan Ritchson. Além disso, a produção também buscou captar a essência e o ambiente mais brutal e misterioso, encontrado nas obras literárias de forma cativante.

    Sem relação com os filmes anteriormente lançados, a 1ª temporada, que adaptou a obra ‘Dinheiro Sujo’ — vale lembrar que os livros apresentam histórias independentes, sem necessariamente uma ordem a se seguir — explorou as origens da sua escolha de vida nômade e solitária, além de apresentar uma trama onde Reacher tenta descobrir quem está por trás de uma série de assassinatos na cidade de Margrave, incluindo a do seu irmão mais velho.

    Já a 2ª temporada, adaptada do livro ‘Azar e Contratempo’, mostra como a ex-unidade militar do protagonista é alvo de uma rede de conspirações. Para quem aprecia o lado mais investigador de Reacher, certamente não se decepcionará pelo caminho intrigante tomado pelos roteiristas — que inclusive colocaram o personagem em uma posição em que ele é obrigado a deixar de ser um homem tão solitário, o que traz uma camada a mais ao personagem. 

    E, por fim, a 3ª temporada, baseada no livro ‘Acerto de Contas’, que foi ao ar em 2025, traz de volta o personagem em uma missão quase suicida, onde seu objetivo e sua vingança se misturam ao longo dos episódios. Provavelmente, o fato da temporada anterior não ter sido tão apelativa ao público mais fiel, fez com que a série recuperasse o caráter de ‘lobo solitário’ de Reacher, colocando-o novamente em situações limites, e praticamente sozinho para agir, adicionando um entretenimento mais óbvio e fiel aos livros. 

    Onde assistir aos filmes e à série de ‘Jack Reacher’ em streaming?

    Descubra abaixo onde encontrar os filmes e a série de Jack Reacher, disponíveis online, em streaming!

  • ‘Pantera Negra’: Saiba Como Assistir a Todos os Filmes do Herói em Ordem
    Ana Scheidemantel

    Ana Scheidemantel

    Editor JustWatch

    Wakanda Forever! Pantera Negra é, até hoje, reconhecido como um dos destaques do Universo Cinematográfico da Marvel (MCU), por trazer uma trama complexa repleta de críticas sociais. Porém, esse não foi o único filme do herói, que apareceu em diversos outros filmes no universo. 

    T’Chala é um personagem amado, que foi interpretado no MCU por Chadwick Boseman que faleceu em 2020. Contudo, o seu legado como o herói permanece presente dentro e fora do universo da Marvel.

    Recentemente, o herói recebeu uma série animada que serve como prelúdio chamada Eyes of Wakanda (Olhos de Wakanda), que traz mais contexto aos filmes. Caso você queira assistir a todos os filmes em que o herói aparece, a JustWatch preparou um guia com a ordem correta para você assistir todo o legado do Pantera Negra. 

    1. Capitão América: Guerra Civil (2016) 

    A primeira aparição do herói no MCU foi durante Capitão América: Guerra Civil, quando o herói interpretado por Chadwick Boseman é introduzido como um personagem secundário. No filme,  os Vingadores lidam com as consequências políticas do confronto contra Ultron. Como os representantes de seu país, Wakanda, T'Challa e seu pai, T’Chaka, lidam com as negociações do acordo. Porém, quando T’Chaka é assassinado, T’Challa usa suas habilidades como Pantera Negra para se vingar.

    Apesar de não ser o foco do filme, T’Challa e seu alter ego, Pantera Negra, roubam a cena toda vez que aparecem, com cenas de ação impressionantes e sequências emocionantes. Mostrando um pouco das habilidades do herói e do caráter do personagem, Guerra Civil trouxe um introdução poderosa e restrita de Chadwick Boseman que traz uma perfomance inesquecível como T’Challa.

    2. Pantera Negra (2018) 

    O primeiro filme do herói foi bem recebido pela crítica e pelo público por trazer uma história com personagens e tópicos complexos. Em Pantera Negra, T'Challa retorna para Wakanda após a morte de seu pai, tendo que liderar o reino em direção a uma nova era. Enquanto enfrenta o passado de Wakanda, as diferentes tribos e a responsabilidade como guerreiro, T’Challa tenta encontrar quem roubou vibranium de Wakanda. 

    Com Chadwick Boseman retornando ao papel principal e Michael B. Jordan em um de seus melhores papéis como o vilão, Pantera Negra trouxe um elenco estelar para acompanhar o seu enredo envolvente. Até por isso, o filme foi capaz de trazer personagens incríveis, com princípios e motivações próprias, especialmente por meio do vilão que traz questionamentos sobre justiça e identidade. Consequentemente, é um dos exemplos mais cativantes, profundos e relevantes do universo cinematográfico da Marvel até hoje. 

    3. Vingadores: Guerra Infinita (2018)

    Como um herói já estabelecido, T’Challa se junta ao grupo de heróis contra um antagonista que ameaça todo o universo. Em Vingadores: Guerra Infinita, Thanos e seu exército chegam à Terra para conseguir o resto das Joias do Infinito, para eliminar metade das criaturas vivas do universo. Em meio a uma pancada de heróis, o Pantera Negra teve um papel fundamental no filme, mostrando mais uma vez sua importância. 

    Particularmente, a guerra entre o exército de Thanos e os Vingadores acontece em Wakanda, com T’Challa reunindo as tribos e todos os seus mecanismos de defesa para ajudar na batalha. O filme mostrou como o Pantera Negra, Wakanda e Vibranium têm um papel fundamental no MCU, trazendo uma continuação explosiva à história de T’Challa. Além disso, a personalidade majestosa do herói serviu como ponto indispensável para o enredo que serviu para solidificar a importância do líder digno que Chadwick Boseman construiu de forma comovente. 

    4. Vingares: Ultimato (2019)

    Tem spoilers de Guerra Infinita nesta entrada! Vingadores: Ultimato foca nas repercussões de Guerra Infinita, servindo como uma segunda parte da trama do filme anterior. No filme, os Vingadores lidam com a sua derrota, quando embarcam em uma jornada pelo tempo para trazer todos que foram eliminados com o icônico estalo de Thanos. 

    Apesar de T’Challa aparecer bem pouco no filme como um dos heróis que sumiram no fim de Guerra Infinita, o personagem tem uma aparição crucial no fim do filme. Como o primeiro herói a sair do portal rumo a batalha final, T’Challa carrega toda a esperança do universo com sua chegada. Momento que também proporcionou uma experiência cheia de adrenalina nos cinemas por todo mundo, estabelecendo Ultimato como uma experiência singular na história do cinema, além divertida e surpreendente. 

    5. Pantera Negra: Wakanda Para Sempre (2022)

    Após a morte do ator Chadwick Boseman, o segundo filme do herói tenta mostrar o seu legado como o herói no MCU. Em Pantera Negra: Wakanda Para Sempre, o reino sofre com a perda de T’Challa enquanto tentam proteger Wakanda e suas minas de Vibranium. Shuri precisa se tornar a líder que seu reino precisa, tendo que decidir entre vingança e misericórdia.  

    Assim como o primeiro filme, Wakanda Para Sempre lida com uma trama complexa que lida com aspectos sociais, perda e patrimônio cultural. Mais uma vez, o vilão do filme é um destaque, trazendo mais uma vez uma perspectiva que desafia moralidades em preto e branco. Mesmo se perdendo em alguns momentos da trama e com cenas de ação menos impressionantes, o filme emociona tanto com momentos profundos (e às vezes melodramáticos) quanto por seu questionamento de temas complexos

    6. Bônus: Série - Eyes of Wakanda (2025)

    Essa série animada tenta celebrar o legado do Pantera Negra e mostrar a habilidade dos guerreiros de Wakanda. Eyes of Wakanda é uma jornada por diferentes períodos do reino, focando nos guerreiros em diferentes jornadas. Apesar de ser uma prequela, a série serve junta todo o universo de Wakanda, podendo ser assistido após todos os outros projetos do herói. 

    A série não só tem um estilo artístico único, vibrante e cheio de vida que lembra as HQs, como também mergulha fundo no afrofuturismo que é tão único ao herói. Uma celebração do herói e deste mundo divertido e autêntico, a série semi-antológica é divertida, fazendo um ótimo trabalho aprofundando o universo cinematográfico da Marvel de forma diferente. Apesar de ser bem curta, a série realmente complementa os filmes do Pantera Negra e sua versão alternativa em What If…? com visuais deslumbrantes e histórias criativas. 

    Onde assistir a todos os filmes com o Pantera Negra? 

    Confira abaixo onde assistir a cada um dos filmes em que o Pantera Negra aparece em streaming.

  • ‘O Verão em que Hikaru Morreu’ e Outros 7 Candidatos a Anime do Ano Até Agora
    Beatriz Coutinho

    Beatriz Coutinho

    Editor JustWatch

    A nova temporada de animes trouxe uma série de sequências e títulos inéditos que vêm surpreendendo muitos fãs desse tipo de animação. Um dos grandes destaques dessa leva é O Verão em que Hikaru Morreu, que traz uma história profunda e impactante sobre amizade e luto, mas várias outras produções também são fortes concorrentes ao próximo prêmio de Anime do Ano.

    Nesta lista da JustWatch, descubra onde assistir a O Verão em que Hikaru Morreu e outros sete animes incríveis da temporada atual.

    O Verão em que Hikaru Morreu (2025)

    O famoso mangá que conquistou a internet finalmente ganhou uma adaptação para anime e segue fascinando novos fãs. O Verão em que Hikaru Morreu é um prato cheio para quem gostou do clássico Tokyo Ghoul, mas está em busca de uma história com mais drama emocional.

    O anime acompanha a vida dos amigos Yoshiki e Hikaru, que moram em uma cidade rural japonesa, até o dia em que Hikaru sai sozinho para uma caminhada e volta diferente, transformando o clima pacato do interior em algo repleto de tensão, silêncios incômodos e revelações sombrias. Abordando temas como amadurecimento, luto e amizade, O Verão em que Hikaru Morreu é uma história única para quem adora terror e mistério, e mesmo com poucos episódios já é um forte pretendente a Anime do Ano.

    O Pecado Original de Takopi (2025)

    À primeira vista, O Pecado Original de Takopi engana com seu visual fofo, mas rapidamente se mostra uma história profunda e pesada sobre a vida e a morte. A estreia do anime, uma adaptação do curto mangá de mesmo nome, não chamou muita atenção, mas conquistou diversos fãs quando revelou a narrativa intensa sobre o lado sombrio da infância que está por trás dele. 

    A história mostra a chegada do alienígena Takopi, do planeta Happy, à Terra, onde sua missão é espalhar felicidade. Quando encontra Shizuka, uma menina envolta em bullying e tristeza, Takopi se surpreende com a dureza da realidade em que os humanos se encontram, machucando uns aos outros. Em uma tentativa de salvar a garota, o pequeno alien em formato de polvo tenta voltar no tempo, mas a viagem causa um acidente que traz sérias consequências.

    Solo Leveling - 2ª Temporada (2024-)

    Grande vencedor do prêmio de Anime do Ano do Crunchyroll Anime Awards 2025, Solo Leveling apresenta a história de Sung Jinwoo, um caçador fraco em meio aos grandes nomes de seu mundo, que ganha acesso ao misterioso Sistema, um programa que permite que o garoto finalmente evolua em sua função, indo até mesmo além disso: descobrindo os mistérios por trás dos poderes dos caçadores e dos portais que acessam.

    Apesar dos elogios sobre cenas de ação e visuais incríveis, Solo Leveling também foi alvo de críticas mesmo diante de seus prêmios, pois parte do público acredita que a produção deixa a desejar em profundidade de narrativa. Apesar de muitas vezes mostrar Sung Jinwoo como invencível, o que também não agradou tanto, a 2ª temporada do anime traz uma história melhor desenvolvida e continua muito popular, o que certamente será levado em conta por muitos na hora de definir o Anime do Ano.

    Diários de Uma Apotecária - 2ª Temporada (2023-)

    Com as observações afiadas de sua protagonista, críticas sutis à estrutura de poder e gênero e tramas inteligentes, Diários de Uma Apotecária ganhou o coração de muitos fãs de anime ao contar a história da genial jovem farmacêutica Maomao, que é sequestrada e vendida como serva para o harém de um imperador, onde investigará ações suspeitas e se envolverá nos dramas do palácio que agora é seu lar.

    A segunda temporada do anime melhorou o que já era considerado incrível, como a narrativa, trazendo novidades para o romance entre Maomao e Jinshi; e o visual, mostrando os detalhes da corte chinesa de forma refinada. Embora parte do público afirme que a história é muito difícil de acompanhar, vale a pena mergulhar nas complexidades de Diários de Uma Apotecária e conhecer tudo sobre esse forte concorrente a Anime do Ano.

    To Be Hero X (2025)

    A animação chinesa To Be Hero X vem chamando cada vez mais a atenção por apresentar um visual incrível, que mistura 3D e 2D em momentos-chave, além de abordar temas atuais como fama e poder de forma bastante original, ainda que pudesse se aprofundar mais na narrativa.

    Esta é uma história sobre super-heróis, apresentada como uma antologia e diferente de tudo o que você já viu, pois aqui os poderes deles estão diretamente relacionados com o nível de confiança que a sociedade tem em cada herói — ou seja, heróis com muitos “seguidores” são extremamente poderosos, mas se eles caírem no esquecimento, suas habilidades diminuem. Apesar da primeira temporada ainda estar em andamento, a popularidade do título indica que ele será um forte candidato a Anime do Ano.

    Lord of Mysteries (2025)

    Fãs de fantasia, chegou o momento de vocês. Lord of Mysteries é outra animação chinesa que conquistou muitos fãs de anime nesta temporada, especialmente por conta de sua temática fantástica sombria, que rendeu muitas comparações com o famoso jogo Bloodborne — cuja comunidade carente de uma sequência e vem encontrando conforto neste donghua (animação chinesa). Embora o ritmo da obra seja acelerado, o que tem dividido os fãs da história original, o título certamente é popular e merece uma chance.

    A história de Lord of Mysteries acontece em um mundo que lembra a era vitoriana da Inglaterra, onde o jovem Zhou Mingrui se vê no corpo de Klein Moretti, cujo passado esconde um segredo sombrio. Enquanto desenvolve poderes para tentar retornar para casa, o protagonista tentará descobrir mais sobre a história de Moretti neste mundo repleto de sociedades secretas e clima Lovecraftiano. 

    Gachiakuta (2025)

    Muita gente deve se perguntar o que Gachiakuta tem de diferente de outros shonens e suas típicas fórmulas de evolução de protagonistas e a resposta é: originalidade, ambientação única e críticas sobre injustiça social e preconceito, que trazem uma grande camada de profundidade ao anime. Tudo isso o torna um destaque da temporada que, apesar de ainda não ter terminado, já é uma forte aposta para Anime do Ano.

    Em Gachiakuta, o protagonista Rudo é um jovem que vive na periferia de uma cidade em que o lixo produzido pelos “nobres” é visto com encantamento por ele, que ocupa seu tempo explorando montanhas de lixo em busca de itens valiosos que chamem sua atenção. Quando Rudo é punido por um crime que não cometeu e descartado como lixo, um novo mundo se abre diante de seus olhos e seus poderes começam a se manifestar. 

    Dan Da Dan - 2ª Temporada (2024-)

    Uma verdadeira mistura do que muita gente gosta de ver em animes: ação, elementos sobrenaturais, comédia e romance, Dan Da Dan chamou a atenção dos fãs de animações japonesas com a história bizarra que começou com uma aposta entre dois amigos: Momo Ayase, uma jovem que acredita em fantasmas, mas não em alienígenas, e Ken Takakura, um garoto que acredita em alienígenas, mas não em fantasmas.

    A 2ª temporada de Dan Da Dan estreou em 3 de julho e começa exatamente onde a anterior parou, mostrando Momo, Okarun e Jiji diante do confronto contra o Olho Maligno, mas também adaptará o arco Casa Amaldiçoada. Essa nova fase do anime também trouxe novidades para o estilo da animação, que ganhou cores mais ousadas e uma identidade visual ainda mais marcante. Os fãs seguem animados com o que o anime vem entregando, uma loucura sobrenatural que prende qualquer um a cada episódio, aumentando as chances da obra levar o título de Anime do Ano.

    Onde assistir ‘O Verão em que Hikaru Morreu’ e outros candidatos a Anime do Ano?

    Veja abaixo em quais serviços de streaming assistir O Verão em que Hikaru Morreu e outros animes populares desta temporada.

  • Como Assistir aos Filmes e Séries do Novo Universo da DC em Ordem Cronológica
    Bruno Pinheiro Melim

    Bruno Pinheiro Melim

    Editor JustWatch

    Já foi dada a largada para o novo Universo Cinematográfico da DC (também conhecido como DCU), que conta com os CEOs James Gunn e Peter Safran encabeçando o projeto! 

    Ao contrário do MCU, que acaba por complicar a vida de quem quer se atentar à ordem cronológica da Marvel, o novo DCU, pelo menos por enquanto, não aparenta ser um jogo de quebra-cabeças da DC. Isso, claro, se levarmos em conta o que James Gunn declarou sobre a linha do tempo do novo universo: que basta seguir os filmes e séries que forem sendo lançados. 

    Apesar de saber que o filme O Esquadrão Suicida e a 1ª temporada da série Pacificador trazem acontecimentos que podem ser considerados canônicos, ainda não podemos considerá-los oficialmente como obras inteiras que compõem o atual DCU. Sendo assim, utilize este guia da JustWatch para conhecer a ordem cronológica da primeira fase do novo Universo da DC, intitulado ‘Capítulo Um: Deuses e Monstros', tendo em vista as produções já lançadas e aquelas que vão estrear muito brevemente — com data confirmada.

    O novo Universo da DC em ordem cronológica

    Comando das Criaturas - 1ª temporada (2024)

    Comando das Criaturas foi a produção responsável por dar a largada à nova fase da DC. A 1ª temporada da série de animação estreou em dezembro de 2024, com o status de primeira obra completamente canônica do novo universo. A história gira em torno de um grupo de operações especiais e clandestinas, nomeado Comando das Criaturas, que é formado por Amanda Waller (assim como fez com o Esquadrão Suicida), onde participam seres monstruosos e super-humanos, como por exemplo Rick Flag Sr., A Noiva do Frankenstein, Doutor Fósforo, Robô Recruta, entre outros. 

    Sua primeira temporada estabelece as principais premissas dessa nova fase da DC, bem como os temas e personagens que serão explorados — inclusive em versões em live-action. Este é um detalhe interessante, já que algumas figuras que aparecem na série de animação podem ressurgir mais para frente, interpretadas pelo mesmo ator, em produções em live-action. Um exemplo disso foi Rick Flag Sr. (Frank Grillo), que participou também do novo filme do Superman.

    Superman (2025)

    Se, no campo das séries, Comando das Criaturas detém o título de obra genuinamente canônica, no cinema, Superman é quem tem a bola da vez. O filme acompanha o Homem de Aço (marcando a estreia de David Corenswet na pele do protagonista), recém chegado em Metrópolis, tentando equilibrar a sua vida humana e de herói, tanto como jornalista do Planeta Diário, quanto como Super-Homem — que tenta proteger a cidade em que vive das ameaças externas. 

    O filme de James Gunn traz velhos conhecidos do universo da DC no cinema (mas com novos atores), como é o caso de Lois Lane (Rachel Brosnahan) e Lex Luthor (Nicholas Hoult). Assim como também apresenta novos personagens que aparecerão novamente em produções posteriores, como Guy Gardner (Nathan Fillion) — que vai reprisar o papel em Lanternas — e a Supergirl (Milly Alcock) — que terá o seu filme solo homônimo.

    Pacificador - 2ª temporada (2025)

    Mesmo não sendo considerada por inteiro uma obra canônica — basta lembrarmos da antiga Liga da Justiça que dá as cartas na série — a 1ª temporada de Pacificador tem os seus acontecimentos gerados antes do início da nova fase da DC. Ou seja, pensando em uma nova linha do tempo, com Comando das Criaturas marcando o seu ‘début’, temos que levar em conta Pacificador, somente à partir da sua 2ª temporada, onde sua história dá seguimento aos acontecimentos de Superman.

    Com estreia marcada para agosto de 2025, a 2ª temporada trará de volta John Cena na pele de Christopher Smith (mais conhecido como Pacificador) com os seus métodos para lá de controversos. A nova temporada marca uma espécie de ‘renascimento’ para o protagonista, e promete apresentar uma jornada do anti-herói na tentativa de ser levado um pouco mais à sério — como já declarou James Gunn.

    Lanternas (2026)

    Com estreia prevista para o início de 2026, e pouca divulgação em relação ao seu enredo, a série em live-action, Lanternas, trará os dois lanternas verdes mais famosos da DC, o já veterano Hal Jordan (interpretado por Kyle Chandler) e o ainda aprendiz John Stewart (Aaron Pierre), tentando desvendar um misterioso e sombrio assassinato que ocorre em um território norte-americano. Como já dito anteriormente, a produção trará também Nathan Fillion na pele do lanterna Guy Gardner — que já apareceu no filme do Superman formando a recém-apelidada ‘Gangue da Justiça’, equipe essa que conta também com a participação da Mulher-Gavião e do Sr. Incrível.

    Supergirl (2026)

    Apresentada no filme Superman, onde fez uma ‘pontinha’ ao pegar seu cachorro, Krypto, Milly Alcock (conhecida por protagonizar a série A Casa do Dragão) dará novamente vida à prima do Homem de Aço em Supergirl, longa que tem a sua estreia marcada para o dia 26 de junho de 2026.

    A produção promete trazer um ambiente mais sombrio e complexo para contar a história das origens de Kara Zor-El (também conhecida como Supergirl). Ao contrário do Super-Homem, que foi criado com tudo o que há de bom e de melhor na Terra, com pais humanos adotivos extremamente amorosos, sua prima passou por traumas marcantes, presenciando diversas mortes, ao viver 14 anos em um pedaço de Krypton que se separou do planeta. 

    Onde assistir aos filmes e séries do novo Universo da DC em streaming?

    Abaixo, confira onde encontrar online, em streaming, os filmes e séries do novo Universo da DC!

  • Quem Está na Nave do Quarteto Fantástico na Cena Pós-Créditos de Thunderbolts*? 7 Filmes Que Podem Ter a Resposta
    Beatriz Coutinho

    Beatriz Coutinho

    Editor JustWatch

    Quando Thunderbolts* estreou em maio e sua cena pós-créditos mostrou uma nave do Quarteto Fantástico, a grande maioria dos fãs do Universo Cinematográfico da Marvel (MCU) acreditou que com o lançamento de Quarteto Fantástico: Primeiros Passos, o mundo descobriria o que a família da Marvel estaria indo fazer na Terra 616. No entanto, o novo 4F não trouxe a resposta que o público esperava.

    Neste guia com spoilers da JustWatch, saiba quais filmes ajudam a responder a questão do momento: quem está na nave do Quarteto Fantástico na cena pós-créditos de Thunderbolts*?

    Como é a cena pós-créditos de Thunderbolts*?

    No fim de Thunderbolts*, os Novos Vingadores estão reunidos no topo da antiga Torre dos Vingadores discutindo sobre o futuro do grupo, quando Yelena Belova (Florence Pugh) diz: “Ninguém nos diz nada sobre essa grande crise espacial!”, até o momento em que a conversa é interrompida quando sensores espaciais detectam uma nave estranha entrando na Terra. Quando Yelena e companhia conseguem visualizar o veículo, o público vê que se trata de uma nave com o logo do Quarteto Fantástico.

    Foi por conta dessa cena que grande parte dos fãs do MCU acreditou que no final de Quarteto Fantástico: Primeiros Passos, veria Reed Richards, Sue Storm, Johnny Storm e Ben Grimm indo em direção à Terra-616 (planeta em que a maior parte das histórias do MCU aconteceram), de forma acidental, buscando por ajuda para esconder Franklin Richards, o filho de Reed e Sue, ou fugindo da Terra-838 após a ameaça de Galactus. No entanto, nada disso se concretizou.

    Para “piorar” a situação, Kevin Feige, diretor da Marvel Studios, deu uma entrevista que deixou muita gente confusa. "Bom, o nome da nave é Excelsior e também tem uma nave do Quarteto Fantástico entrando no MCU. Mas eu não tenho certeza de que são a mesma nave", disse Feige.

    Por conta disso, parte dos fãs acreditam que na verdade, quem está na nave é o Doutor Destino — e que ele não está sozinho. Assim, a questão do momento é: quem está dentro da nave do Quarteto Fantástico que aparece na cena pós-créditos de Thunderbolts*? A resposta definitiva só virá com o lançamento dos novos filmes da Fase 6 do MCU, mas alguns longas já fornecem pistas sobre a cena e as histórias que serão contadas nas próximas produções.

    7 Filmes Que Dão Pistas Sobre o Futuro do MCU

    Quarteto Fantástico: Primeiros Passos (2025)

    Quarteto Fantástico: Primeiros Passos mostra o grupo já bem consolidado na Terra-838. No entanto, quando a Surfista Prateada surge para avisá-los de que Galactus consumirá o planeta quando concluir sua busca por Franklin Richards, tudo muda e o Quarteto precisa lidar não somente com os fatos de proteger seu filho e a Terra, mas também com a pressão popular de uma sociedade que parecia amá-los, mas rapidamente muda de lado.

    Duas cenas deste filme são importantes para responder quem está na nave em Thunderbolts*. A primeira é que a cadeira da Latvéria, o país de Victor von Doom, o Doutor Destino, está vazia na Fundação Futuro, a entidade criada por Sue Storm para garantir a paz entre diversas nações do mundo. Isso significa que o vilão pode já ter sido um problema para o Quarteto no passado, embora não tenhamos visto nenhuma cena ou menção de combate entre eles. A segunda é a primeira cena pós-créditos, que mostra Sue lendo uma história infantil para um Franklin Richards já por volta dos quatro anos de idade, quando o Doutor Destino surge de forma misteriosa brincando com o garoto.Além disso, o diretor do filme, Matt Shakman, revelou em entrevista recente que Reed Richards será o líder dos Vingadores em Vingadores: Doutor Destino e Vingadores: Guerras Secretas.

    Thunderbolts* (2025)

    Thunderbolts* mostra Yelena Belova (Florence Pugh), Bucky Barnes (Sebastian Stan), Guardião Vermelho (David Harbour) e Sentinela (Lewis Pullman) envolvidos em uma missão comandada pela misteriosa diretora da CIA Valentina Allegra de Fontaine. Bem recebido pelo público, o filme mostra o grupo sendo denominado como Novos Vingadores, algo que incomoda Sam Wilson, o novo Capitão América, pois ele também está tentando formar um novo grupo de super-heróis.

    Além da cena pós-créditos importante e do fato de que o grupo também aparecerá em Vingadores: Doutor Destino, outra pista que o filme oferece em relação ao futuro da atual história do MCU é que a Terra-616 está sem um grupo unido, coeso e popularmente bem aceito pela sociedade, o que abre espaço para que vilões como Destino enxerguem esse fato como uma fraqueza.

    Homem-Aranha: Sem Volta Para Casa (2021)

    Em Homem-Aranha: Sem Volta para Casa, Peter Parker (Tom Holland) lida com as consequências do vilão Mysterio (Jake Gyllenhaal) ter revelado sua identidade e por isso pede ao Doutor Estranho (Benedict Cumberbatch) que ele apague a memória das pessoas. O feitiço do mago dá errado e acaba trazendo caos ao multiverso. 

    Essa quebra de realidade causada pela abertura da fenda e pela invasão dos vilões de outros universos poderia ter levado à uma Incursão. Este é um evento dos quadrinhos que é o resultado de uma contração na linha do tempo do Multiverso, que por sua vez é causada quando dois universos ficam próximos demais um do outro, ou seja, quando alguém de um universo passa muito tempo ou altera demais as linhas do tempo de outro universo. Esse conceito mostra como é perigoso que seres de um universo invadam outro e pode ser ainda mais explorado com a chegada da nave do Quarteto Fantástico na realidade principal.

    Doutor Estranho no Multiverso da Loucura (2022)

    Doutor Estranho no Multiverso da Loucura mostra o Mago Supremo Stephen Strange em uma jornada insana por diferentes universos para proteger America Chavez, uma jovem que tem o poder de viajar entre os multiversos, e que vem sendo perseguida pela Feiticeira Escarlate (Elizabeth Olsen), em uma tentativa de retomar o que ela já havia realizado em Wandavision.

    No filme, Reed Richards da Terra-838 (aqui interpretado por John Krasinski), revela que em uma tentativa de conter Thanos, o Doutor Estranho de seu mundo usou o Livro dos Condenados de forma imprudente, o que causou uma Incursão e rendeu ao mago uma punição mortal. Depois que o longa finalmente encontra sua resolução, a primeira cena pós-créditos mostra a maga Clea (Charlize Theron), abordando Stranger na rua e acusando-o de causar uma Incursão, que certamente terá consequências para o futuro do MCU e deve ser abordada em filmes futuros, podendo ter uma conexão direta com a chegada da nave.

    As Marvels (2023)

    Lançado em 2023, As Marvels mostra Carol Danvers, a Capitã Marvel (Brie Larson), lidando com um problema que a princípio parece cômico, mas é muito mais grave do que muitos imaginam: após passar por um buraco de minhoca anômalo, Danvers, Ms. Marvel/Kamala Khan (Iman Vellani) e Monica Rambeau (Teyonah Parris) tentam derrotar a líder dos Kree, Dar-Benn, que causou uma enorme ruptura entre universos, o que desestabiliza o multiverso de forma perigosa.

    Depois que Rambeau consegue fechar a ruptura por dentro, fazendo um sacrifício, a cena pós-créditos do filme mostra que a capitã acorda no que parece ser um consultório médico. Ela logo dá de cara com Maria Rambeau (Lashana Lynch), o que à primeira vista parece estranho, já que a personagem havia morrido. Quando o mutante Fera (Kelsey Grammer) aparece, fica claro que aquela é outra Terra, a Terra-10005, onde Maria Rambeau é a Capitã Marvel, mais conhecida como Binária.

    Depois que vários integrantes dos X-Men foram confirmados em Vingadores: Doomsday, muitos fãs acreditam que a presença de Monica no planeta também pode causar uma Incursão, o que levaria os mutantes e a capitã a tentarem ir até a Terra-616.

    Loki (2021)

    Na série Loki, o famoso ora vilão, ora mocinho, se encontra diante de uma confusão. Os spin-off segue os passos do Loki (Tom Hiddleston) que conseguiu roubar o Tesseract dos Vingadores durante a missão de recuperar as Joias do Infinito, quando ele é capturado pela Autoridade de Variância Temporal (AVT), um grupo interdimensional responsável por governar indiretamente, fiscalizar e organizar todas as realidades do multiverso.

    As duas temporadas da série mostram a importância de cada linha do tempo do multiverso e como a AVT funciona, além de apresentarem Loki como o novo Guardião do Multiverso, o que é essencial para o que pode acontecer em Vingadores: Doutor Destino — filme no qual a aparição dele está confirmada — e em Vingadores: Guerras Secretas. Pode ser que ele acabe sendo o responsável pela colisão de realidades que vemos em Thunderbolts*.

    Vingadores: Doomsday (2026)

    A HQ Guerras Secretas mostra que o multiverso da Marvel entra em colapso por conta de diversas Incursões, o que faz com que o Doutor Destino use o poder de seres chamados Beyonders para salvar os restos de diversas realidades com o objetivo de criar um planeta de retalhos que ele batiza de Mundo Bélico, o que faz com que ele se torne o Deus-Imperador Destino.

    Como o MCU tem liberdade para adaptar as HQs da maneira que achar melhor no cinema, muitos fãs acreditam que nesta versão da história veremos Incursões ameaçarem o destino de diversos planetas Terra, o que fará com que o Doutor Destino queira usar o poder de Franklin Richards para criar o Mundo Bélico — ele sabe o tamanho do potencial das habilidades do filho de Reed e Sue por conta da perseguição de Galactus à criança.

    Parte do público acredita então, que as cenas pós-créditos de Quarteto Fantástico: Primeiros Passos e Thunderbolts* são, na verdade, o início de Vingadores: Doomsday, e que o filme mostrará o Doutor Destino de Robert Downey Jr. sequestrando Franklin e usando uma nave do Quarteto Fantástico para ir até a Terra-616. 

    Os pais e tios de Franklin certamente devem ir ao resgate do menino, o que fará com que Reed estude mais sobre o multiverso e desenvolva uma solução para impedir que as Incursões realmente destruam diversas Terras. O longa deve terminar em um momento crucial, assim como Vingadores: Guerra Infinita, para que uma conclusão épica aconteça em Vingadores: Guerras Secretas.

    Vingadores: Doomsday tem previsão de lançamento para 18 de dezembro de 2026.

    Saiba onde assistir aos filmes que podem revelar o futuro do MCU

    Descubra filmes do MCU que podem revelar mais sobre a conexão entre Quarteto Fantástico e Thunderbolts*.

  • Este Personagem Revelado em Superman Tem Potencial Para Ser o Deadpool do novo DCU
    Beatriz Coutinho

    Beatriz Coutinho

    Editor JustWatch

    O novo Superman levou aos cinemas novas versões de super-heróis e vilões que o público ama, e quem recebeu bastante destaque e novos intérpretes foram os integrantes da Gangue da Justiça, que conta com: o Senhor Incrível, (Edi Gathegi), a Mulher Gavião (Isabela Merced), e o Lanterna Verde Guy Gardner, interpretado por Nathan Fillion, que chamou a atenção dos fãs por seu comportamento diferenciado, que lembra um personagem muito querido da Marvel.

    Neste guia com spoilers da JustWatch, descubra tudo sobre quem é Guy Gardner, o potencial dele para ser algo próximo do Deadpool na DC e outros Lanternas Verdes.

    Quem é o Lanterna Verde Guy Gardner?

    Guy Darrin Gardner apareceu nos quadrinhos pela primeira vez em março de 1968, em Lanterna Verde Vol. 2 #59, sempre desbocado e arrogante, atirando piadas de humor ácido por todos os lados, tirando sarro de vilões e heróis, funcionando como uma espécie de paródia de homens machistas — o que fez dele um personagem do tipo “ame ou odeie”. 

    Em diferentes histórias, Gardner passou por uma juventude difícil, comportando-se como delinquente, mas sua relação com seu irmão mais velho permitiu que ele se redimisse e o personagem chegou a trabalhar como policial, assistente social e professor de crianças com deficiência. Apesar de outros Lanternas Verdes terem ficado mais famosos que Gardner no mundo dos quadrinhos, vale lembrar que depois de sofrer um acidente, o Lanterna Abin Sur pediu para que o anel encontrasse um homem honesto e corajoso para receber seus poderes, e Gardner foi considerado pela joia, que acabou escolhendo Jordan, tornando Guy assistente e substituto dele.

    No novo Superman, o Guy Gardner de Nathan Fillion não é necessariamente machista, escolha do diretor James Gunn que combina com o tom do longa, mas ele ainda é apresentado como irreverente, embora essa característica ande lado a lado com outras, que suavizam o personagem sem fazer com que ele perca a graça: ele age como um “meninão” marrento, sempre descontraído, fazendo questão de explicar que a Gangue da Justiça não se envolve em problemas políticos, além de ser o primeiro a questionar o Super-Homem sobre a mensagem kryptoniana dos pais dele.

    Quando a Gangue entende a importância de ajudar o povo de Jarhanpur, Gardner, cujo poder como Lanterna Verde permite que ele crie matéria de acordo com sua imaginação, já chega derrubando tanques de guerra e outros veículos com mãos gigantescas mostrando o dedo do meio, acrescentando mais toques cômicos ao personagem, com ele não se levando tão a sério, o que lembra bastante o comportamento também irreverente e descontraído do Deadpool da Marvel, que nunca perde a piada e sempre encontra oportunidades para fazer algo absurdo e fora de hora.

    Caso a Gangue da Justiça seja melhor desenvolvida em futuros filmes, ou até mesmo que Guy Gardner ganhe algum destaque na série Lanternas, seja por meio de uma participação recorrente ou especial, os fãs podem esperar que ele seja o cara “engraçadinho” do novo DCU — e aí quem sabe James Gunn até mesmo o coloque para quebrar a quarta parede e conversar com o público? 

    Outros Lanternas Verdes da DC

    A Tropa dos Lanternas Verdes é uma espécie de força policial interplanetária, formada por diferentes Lanternas, que usam um anel poderoso para criar matéria, o que permite que eles enfrentem diferentes inimigos tendo a chance de se adaptar aos confrontos. Divididos entre 3.600 setores espaciais, eles protegem diferentes locais do universo, como o planeta Terra, que pertence ao setor 2.814. Os três Lanternas mais famosos da DC são Hal Jordan, John Stewart e Kyle Rayner:

    • Hal Jordan: é o Lanterna Verde mais conhecido do mundo dos quadrinhos, um piloto de caça e membro fundador da Liga da Justiça ao lado de Superman, Batman e Mulher Maravilha. Sempre lembrado por sua bravura e centenas de atos heroicos intergalácticos, ele foi o primeiro ser humano recrutado para a Tropa.
    • John Stewart: um atirador dos Fuzileiros Navais dos Estados Unidos e arquiteto, também é bastante famoso, especialmente por sua versão ter aparecido em tantas animações da DC, como Justiça Jovem, Liga da Justiça Sem Limites e Jovens Titãs em Ação
    • Kyle Rayner: quinto Lanterna Verde da Terra, Rayner é considerado muito poderoso e um guarda de honra da Tropa. Em sua identidade secreta, ele é um artista que frequentemente usa seus poderes como herói como forma de expressão, sempre demonstrando muita criatividade em batalhas.

    Como mencionado anteriormente, o novo DCU do diretor James Gunn e do produtor executivo Peter Safran, presidentes da DC Studios, contará com uma nova produção sobre os Lanternas Verdes. Com previsão de lançamento para 2026, a série live-action Lanternas mostrará o veterano Hal Jordan (Kyle Chandler) e um jovem John Stewart (Aaron Pierre) tentando desvendar um assassinato misterioso. O vilão Sinestro (Ulrich Thomsen) também está confirmado na produção — nos quadrinhos ele utiliza um anel amarelo, cor que é o ponto fraco dos Lanternas Verdes em diferentes histórias já publicadas.

    Onde assistir diferentes produções com o Lanterna Verde?

    Veja abaixo em quais serviços de streaming assistir filmes e animações com o super-herói Lanterna Verde.

  • A Cena Pós-créditos de ‘Superman’ Pode Significar Mais do Que Você Imagina
    Bruno Pinheiro Melim

    Bruno Pinheiro Melim

    Editor JustWatch

    Superman inaugura uma nova fase do Universo Cinematográfico da DC (DCU)  — apesar dela já ter começado oficialmente com a primeira temporada de Comando das Criaturas. Isto porque, além de trazer novos personagens que habitarão o universo, o filme de James Gunn, primordialmente, molda o tom e o viés narrativo que serão explorados nas futuras produções da DC.

    Como extensão dessa nova abordagem, aparece a tão aguardada cena pós-créditos do filme — que no caso de Superman, são duas. Para você que já assistiu ao longa, ou para aqueles que não se importam com spoilers, discutiremos aqui um pouco mais sobre essas duas cenas e se elas podem, ou não, significar algo além de apenas um momento divertido pós-filme.

    Quais são as cenas pós-créditos de ‘Superman’?

    Superman e Krypto contemplando a Terra

    Diversos novos personagens foram apresentados ao DCU durante o novo Superman, como por exemplo a Mulher-Gavião, o Senhor Incrível, um dos Lanternas Verdes, e a Supergirl — que, inclusive, terá o seu filme solo em 2026. No entanto, o escolhido para ‘contracenar’ com o Homem de Aço naquela que ficará marcada como a primeira cena pós-créditos de um filme da nova DCU, foi o cachorrinho superpoderoso Krypto.

    Logo após ter salvado Metrópolis das ameaças de Lex Luthor, Superman e o seu corajoso cãozinho Krypto — que na verdade foi criado pela Supergirl — descansam tranquilos, abraçadinhos, sobre a superfície da lua. À distância, eles observam a Terra e o vasto universo que a circunda. Uma cena fofa e emocionante, que serve como um momento de reconexão entre os personagens, e de contemplação do planeta que esses dois seres extraterrestres ajudaram a salvar. No fundo, uma imagem que faz alusão ao quadrinho All Star Superman Volume 6, de Grant Morrison e Frank Quitely, que tem um desenho muito semelhante à cena.

    Superman e Senhor Incrível conversam sobre a ‘rachadura’ de Metrópolis

    Em uma segunda cena pós-créditos, um pouco mais elaborada narrativamente falando, Superman e o Senhor Incrível observam uma rachadura em um dos arranha-céus de Metrópolis. Aqui vale lembrar que, mais cedo na história, o herói que está ao lado de Clark contribuiu para que a fenda que se abriu no meio da cidade, criando um buraco negro, se fechasse, evitando assim um estrago muito maior.

    Superman então observa que o reparo da rachadura não ficou completamente perfeito, e faz esse comentário/brincadeira para o Senhor Incrível, que aparentemente não leva numa boa. Após ficar irritado e tomar o seu rumo, o Homem de Aço fica visivelmente chateado com a situação e tenta se desculpar com o colega. No fim, o protagonista se auto repreende e faz um comentário do tipo: “Eu posso ser tão idiota às vezes…”

    O que as cenas pós-créditos podem significar?

    Essencialmente, ambas as cenas pós-créditos de Superman têm uma função de divertir e entreter o público, com momentos engraçados e que te façam ficar durante toda a projeção, consequentemente vendo os nomes de todas as pessoas que trabalharam no filme.

    No entanto, se fossemos analisar o que ela nos apresenta em termos narrativos, principalmente a segunda cena, conseguimos chegar em alguns lugares, que provavelmente serão explorados no futuro, com as produções seguintes do DCU.

    Parceria entre Superman e Senhor Incrível

    O momento do pequeno entrevero entre o Superman e o Senhor Incrível durante a última cena pós-créditos, pode configurar uma nova parceria entre os dois heróis em filmes posteriores. Afinal, esse tipo de relação ‘conflituosa’, mas também extremamente engraçada, normalmente tem o seu poder de cativar o público. 

    Além disso, ficou evidente, durante todo o filme, o quão importante o Senhor Incrível pode ser para o Superman. Não à toa, o protagonista se desculpa após ter feito uma brincadeira um tanto quanto indelicada, demonstrando que reconhece o valor da sua ajuda. Ou seja, um Homem de Aço, também, cada vez mais humano.

    E por último, toda essa importância que o Senhor Incrível tem no filme, também pode sinalizar alguma produção futura onde o herói assuma o protagonismo de uma história solo — ideia que James Gunn ainda não descartou, como afirma o Wall Street Journal. 

    Fenda em Metrópolis pode repercutir no futuro

    O fato de James Gunn ter escolhido concluir o filme com uma cena pós-créditos que ainda comenta a fenda gerada por Lex Luthor em Metrópolis, pode sinalizar que algum evento interdimensional semelhante aconteça novamente nas produções futuras da DC. Ou, até mesmo, que os efeitos gerados pela própria fenda do filme repercutam em outras histórias que aparecerão em Comando das Criaturas, Lanternas e Supergirl.

    E, indo ainda mais longe, que o chamado ‘universo de bolso’ de Luthor, possa alterar de alguma forma a realidade de alguns personagens. O que pode propiciar, quem sabe, um ponto de conexão entre o antigo Universo Estendido da DC (DCEU) e o novo DCU. Ou seja, a tendência é que a própria empresa invista ainda mais em histórias que contêm possibilidades de realidades alternativas — como já apontou o trailer na nova temporada de Pacificador

    Além disso, o fato de ser o Superman a fazer o comentário de que o reparo da fissura não está perfeito, também contribui para a teoria de que o seu clone do mau, o Ultraman, que foi atirado por ele para dentro do buraco negro, possa voltar mais tarde, como o personagem Bizarro — um antagonista dos quadrinhos conhecido por ser a versão imperfeita do Superman.

    Onde assistir Superman e outros filmes e séries do novo Universo da DC?

    Abaixo, saiba onde encontrar online, em streaming, os filmes e séries do novo Universo da DC, que já foram ou serão lançados brevemente!

  • Nathan Fillion: Do Capitão Mal ao Lanterna Verde, Saiba Onde Ver os Melhores Papéis do Ator 
    Fernanda Caseiro Talarico

    Fernanda Caseiro Talarico

    Editor JustWatch

    Ao longo de sua carreira, Nathan Fillion se tornou um nome querido tanto no universo geek quanto no mainstream, graças a papéis memoráveis em filmes e séries. Desde o cult Firefly (2002) e sua continuação cinematográfica Serenity (2005), onde interpretou o carismático capitão Malcolm Reynolds, até o detetive brincalhão Richard Castle em Castle (2009-2016), Fillion provou seu talento para equilibrar humor, ação e drama.

    No universo DC, ele deu voz ao Hal Jordan em várias animações, mas foi como Guy Gardner/Lanterna Verde na série Peacemaker (2022) que finalmente apareceu em live-action – interpretando o Lanterna mais arrogante (e hilário) da Tropa dos Lanternas Verdes. Sua participação, embora curta, roubou a cena e deixou fãs ansiosos por mais. Agora, ele revive o personagem em Superman (2025).

    Abaixo, você encontra uma seleção das melhores produções de Fillion que podem ser encontradas online, em streaming. Aproveite!

    Top 10 Melhores filmes e séries com Nathan Fillion

    Superman (2025)

    Que o novo Superman é um sucesso, todos já sabem, mas o que poucos imaginavam é como Nathan Fillion como Guy Gardner agradaria tanto o público. No longa, ele um Lanterna Verde que ajuda Clark Kent quando o herói precisa. Com seu jeito arrogante, mas, ao mesmo tempo, divertido e sincero, é um dos personagens que mais tira o riso de quem assiste. 

    Fillion não tem muito tempo de tela, se o compararmos com o próprio Superman ou outros personagens, mas as suas cenas mostram o quanto ele ainda pode entregar de atuação e cortes de cabelos questionáveis. 

    The Rookie (2018-) 

    Inspirado na história real de William Norcross, The Rookie acompanha John Nolan (Fillion), o policial mais velho da academia. Diferente de seus papéis habituais cheios de arrogância, Fillion aqui interpreta um idealista de coração puro, que busca fazer o bem apesar dos desafios. A série vai além dos "casos da semana", focando no desenvolvimento dos personagens. 

    Com seu carisma e profundidade, Fillion mantém Nolan cativante mesmo em meio às complexidades do trabalho policial. Seu sucesso levou até a um spin-off, The Rookie: Feds, que ele também produz.

    Santa Clarita Diet (2017-2018) 

    Cancelada prematuramente pela Netflix, Santa Clarita Diet era uma comédia zumbi única, estrelada por Drew Barrymore. Fillion brilhou como Gary West, rival imobiliário da protagonista, roubando cenas com seu humor afiado nas duas primeiras temporadas. 

    Curiosamente, quando seu personagem retorna como zumbi na 3ª temporada, foi substituído por Alan Tudyk (seu colega de Firefly). Mesmo com pouco tempo de tela, Fillion deixou sua marca na série, provando mais uma vez seu talento para personagens hilários e memoráveis. Uma pena não vermos mais desse antagonista deliciosamente irritante!

    Garçonete (2007) 

    Conhecido por comédias, Fillion surpreendeu no drama Garçonete como Dr. Pomatter, ginecologista que se envolve com Jenna (Kerri Russell), uma jovem em um casamento abusivo. Seu personagem trouxe leveza e esperança ao filme, equilibrando charme e vulnerabilidade. A química com Russell transformou o romance proibido em um dos poucos refúgios positivos da protagonista. 

    Fillion provou seu alcance dramático, mostrando que vai além do humor - sem perder seu carisma natural. Um contraponto luminoso em uma narrativa delicada sobre resiliência.

    Buffy: A Caça-Vampiros (1997)

    A carreira de Fillion decolou nos anos 1990, mas seu papel como Caleb em Buffy: A Caça-Vampiros (em somente 5 episódios) iniciou sua parceria com Joss Whedon. Caleb, um ex-padre misógino e assassino, era o braço-direito do "Primeiro Mal". 

    Apesar de breve, a atuação de Fillion como vilão foi marcante – rara em sua carreira de protagonistas carismáticos. Sua intensidade sombria provou seu talento para antagonistas, contrastando com papéis como Mal Reynolds (de Firefly). Uma demonstração poderosa de sua versatilidade.

    Firefly e Serenity (2002 e 2005) 

    Apesar de sua carreira extensa, nenhum papel se encaixou tão perfeitamente em Nathan Fillion quanto Malcolm "Mal" Reynolds, o carismático e cínico capitão da nave Serenity. Em Firefly, Mal lidera sua tripulação de marginais em um futuro pós-guerra, equilibrando trabalhos ilegais com um código moral único. 

    A série, cancelada após uma temporada, ganhou status de cult graças à química do elenco e ao tom único - mistura de faroeste espacial, humor ácido e drama. Em Serenity, Fillion deu um fechamento épico ao arco do personagem, consolidando Mal como um dos anti-heróis mais amados da ficção científica.

    Castle (2009-201) 

    Castle transformou Fillion em um nome conhecido mundialmente, graças ao seu papel como o carismático escritor de mistérios Richard Castle. A série misturava casos policiais semanais com um romance lento e cativante entre Castle e a detetive Kate Beckett (Stana Katic). 

    Com seu charme irresistível e timing cômico perfeito, Fillion trouxe o personagem à vida - um autor mimado que, lentamente, amadurece ao se envolver nos casos reais que inspiram seus livros. O sucesso foi tanto que rendeu múltiplas indicações ao People's Choice Awards, consolidando Fillion como um dos atores mais queridos da TV.

    Seres Rastejantes (2006) 

    Seres Rastejantes foi o que uniu Fillion e James Gunn em uma homenagem aos filmes B de invasão alienígena. Fillion interpretou o xerife Bill Pardy, o herói despreparado que enfrenta vermes parasitários transformando uma cidade em monstros. Mesmo com orçamento modesto, sua atuação equilibrou humor e heroísmo, tornando-o o coração do filme. 

    Apesar do fracasso inicial, Seres Rastejantes ganhou status de cult, com críticos elogiando a química de Fillion com Elizabeth Banks e o tom que mistura terror e comédia. Hoje, é considerado um clássico moderno do gênero – e o início da bem-sucedida colaboração entre Fillion e Gunn.

    Desventuras em Série (2017-2019)

    Na série da Netflix Desventuras em Série, Fillion interpreta Jacques Snicket, o irmão corajoso e impulsivo do narrador Lemony. Enquanto os órfãos Baudelaire enfrentam perigos e desvendam mistérios sobre seus pais, Jacques emerge como figura-chave nessa trama gótica. 

    Fillion brilha ao equilibrar o tom sombrio da história com seu humor característico - sua atuação audaciosa adiciona alívio cômico sem subestimar a gravidade dos eventos. Perfeito para o universo absurdo e melancólico da série, ele prova que até nas tragédias mais desesperadoras, seu carisma singular resplandece. 

    Onde assistir às séries e aos filmes com Nathan Fillion?

    Abaixo, saiba onde assistir online, em streaming, aos filmes e às séries com Nathan Fillion.

  • Krypto, o Supercão: Conheça Todas as Aparições do Cão do Superman no Cinema e TV
    Fernanda Caseiro Talarico

    Fernanda Caseiro Talarico

    Editor JustWatch

    Com o aguardado filme Superman, de James Gunn, muitos estão descobrindo a fofura  de Krypto, o cachorrinho branco. O “cãopanheiro” do herói, no entanto, não foi criado para o longa, mas existe desde 1955, quando foi criado pelo escritor Otto Binder e pelo artista Curt Swan. Ele apareceu pela primeira vez na revista Adventure Comics #210, onde era o cão de estimação de Superboy. 

    Agora, pode ser que ele ganhe mais uma aparição, pois James Gunn insinuou que um derivado do querido cachorro pode ser lançado. Quanto ao futuro, o que sabemos é que ele deve aparecer em Supergirl, de 2026.

    Se você, assim como todo o mundo, está apaixonado por Krypto e está louco para ver cada vez mais do cachorrinho-herói, a gente te conta onde encontrá-lo para além do filme. 

    The Adventures of Superboy (1966)

    The Adventures of Superboy marcou a estreia animada de Krypto em curtas exibidos dentro de outros programas. As histórias mostravam o jovem Clark Kent em Smallville, com Krypto participando ativamente de aventuras como "O Espião do Espaço" e "Krypto, o Cão Detetive". Inspirados nos quadrinhos da época, os episódios têm um tom exagerado e divertido, típico da era Super Friends. 

    Atualmente, a série é rara devido a disputas de direitos autorais. Ainda assim, vale pela representação nostálgica e engraçada do Supercão em suas primeiras aventuras animadas.

    Krypto, O Supercão (2005)

    A animação Krypto, O Supercão trouxe para as telas o fiel companheiro canino do Superman em emocionantes aventuras. Com todos os poderes do Homem de Aço, o carismático cão branco defendia o planeta ao lado de uma turma de animais superpoderosos, incluindo o fiel Ace (cão do Batman) e o divertido Streaky (gato da Supergirl). 

    Combinando ação vibrante, comédia leve e valiosas mensagens sobre trabalho em equipe, a série cativou tanto o público infantil quanto os fãs de quadrinhos. Sua mistura única de elementos do universo DC com um enfoque familiar garantiu seu lugar como um clássico da animação dos anos 2000.

    Smallville  (2001)

    Na 4ª temporada de Smallville, os fãs foram presenteados com uma emocionante aparição de Krypto, o icônico cão do Superman. Chamado de "Tornado" no episódio "Run" (S4E5), o cachorro branco exibia habilidades extraordinárias, salvando Clark Kent de perigos. 

    Embora não fosse explicitamente chamado de Krypto na série, suas características e conexão com Clark deixaram claro a referência ao fiel companheiro dos quadrinhos. Essa aparição especial antecedeu o lançamento da animação Krypto the Superdog (2005), criando um elo entre o live-action e o desenho animado. Uma homenagem sutil que encantou os fãs do Cão de Aço. 

    Teen Titans Go! (2013) 

    Em Teen Titans Go!, Krypto, o Supercão, aparece em aparições divertidas, incluindo no filme Teen Titans Go! O Filme. Seu destaque é no episódio "Água de Vaso" (8ª temporada), onde os Titãs precisam cuidar dele para o Superman. Por negligência, Krypto vira um vilão brevemente, mas no final, a equipe resolve a confusão. 

    A série traz uma versão bagunceira e engraçada do herói canino, mantendo o tom irreverente típico da animação. Uma piada perfeita para fãs que conhecem sua versão clássica em Superman

    Titans (2018)

    A série Titans trouxe Krypto para o universo live-action gloriosamente, marcando sua primeira aparição em ação real como o fiel companheiro de Superboy (Conner Kent). Diferente da versão animada, este Krypto mantém os poderes kryptonianos tradicionais: voo, superforça e visão de calor. 

    Sua presença adicionou leveza e humor à trama sombria da série, tornando-se um dos elementos mais carismáticos da produção. A fidelidade aos quadrinhos foi notável, desde seu design clássico até a relação afetuosa com Superboy. Uma representação perfeita que agradou tanto fãs antigos quanto novos espectadores.

    DC Super Hero Girls (2019) 

    Em DC Super Hero Girls, Krypto é um coadjuvante divertido, acompanhando Supergirl em versões descontraídas do universo DC. Criada por Lauren Faust (de My Little Pony), a série foca em heroínas adolescentes, como Supergirl e Batgirl, em um colégio em Metrópolis. Krypto aparece como seu cachorro brincalhão, refletindo sua personalidade clássica. 

    O destaque é no episódio "#FerasNoShow", onde ele compete contra o Cão-Bat (Ace) em um concurso canino, enquanto as donas rivais levam a rivalidade a sério. Uma versão adorável e cheia de energia do Supercão, perfeita para fãs de humor e ação. 

    DC League of Super-Pets (2022)

    A animação DC Liga dos Superpets trouxe Krypto como protagonista, explorando sua relação única com Superman e sua jornada para aceitar novos aliados. Desta vez, o Supercão enfrenta uma crise de identidade quando seu dono prioriza Lois Lane, levando-o a formar uma equipe improvável com outros animais com poderes. 

    Com Dwayne Johnson dublando o personagem, Krypto ganhou carisma e profundidade, alternando entre ciúmes, heroísmo e humor. O filme expandiu o mito do personagem, mostrando-o como um líder capaz – e provando que até heróis de quatro patas têm lições para aprender sobre amizade e trabalho em equipe.

    Superman & Lois (2021)

    No episódio final de Superman & Lois ("It Went By So Fast"), Krypto aparece inesperadamente: não como um cão kryptoniano, mas como um golden retriever terrestre que Clark adota após a morte de Lois. 

    Em dois saltos temporais — um ano depois dos eventos principais e 32 anos no futuro —, vemos esse Krypto sem poderes se tornar o fiel companheiro de um Clark envelhecido, testemunhando até seu último momento. Os criadores usaram o cachorro para equilibrar a dor da perda com a doçura da lealdade canina, fechando a série com um misto de melancolia e calor emocional.

    Scooby-Doo e Krypto, o Supercão (2023) 

    No filme Scooby-Doo e Krypto, o Supercão, a Turma do Mistério se une ao Supercão em uma missão para encontrar a Liga da Justiça, desaparecida. Com vilões como Lex Luthor e Solomon Grundy, a aventura tem clima nostálgico da Era de Prata dos quadrinhos. 

    Krypto e Scooby criam uma parceria fofa, cheia de momentos engraçados e ação. A trama leve, envolvendo Lois Lane e Jimmy Olsen, homenageia tanto Super Friends quanto o estilo clássico de Scooby-Doo!. Perfeito para fãs que querem ver os dois cachorros mais icônicos da animação em uma história cheia de diversão.

    Onde assistir a outros filmes e séries com o Krytpo após ‘Superman’? 

    Abaixo, saiba onde assistir a todas as aparições de Krypto nas séries e  nos cinemas.

  • As 10 Melhores Comédias de Esporte Para Quem é Fã de Um Maluco no Golfe
    Bruno Pinheiro Melim

    Bruno Pinheiro Melim

    Editor JustWatch

    Um Maluco no Golfe é até hoje conhecido como um dos grandes marcos da comédia esportiva. Mas se engana quem pensa que o subgênero não produziu obras tão boas (e tão engraçadas) quanto essa, que traz Adam Sandler no papel de um desvairado jogador.

    Para você que é um amante de esporte, e pretende ter um bom momento assistindo a outros filmes que abordam o jogo, mas de uma maneira leve, cômica e descontraída, descubra essa seleção com as melhores comédias do gênero. Não se esqueça também de conferir onde assistir a cada produção online, nas mais diversas plataformas de streaming.

    Um Maluco no Golfe 2 (2025)

    Produzido pela Netflix, Um Maluco no Golfe 2 marca a volta do icônico personagem, Happy Gilmore, dessa vez com o desafio de voltar a praticar o esporte que o popularizou, após anos e mais anos sem jogá-lo. Sua intenção, pelo menos, é genuína: ganhar um torneio e conseguir um dinheiro para pagar o curso de balé da filha.

    Mas será que os anos fizeram bem a Gilmore? Ou ele continua o mesmo sujeito ‘sem filtro’? Um homem que fez o golfe — um esporte sério e elegante — se tornar um jogo alegre e inusitado. Certamente, Adam Sandler deve ter se divertido horrores ao reinterpretar um dos personagens mais engraçados da sua carreira. O que promete gerar muita risada e sentimento nostálgico no público.

    Ricky Bobby - A Toda Velocidade (2006) 

    Ricky Bobby nasceu (literalmente) dentro de um carro. Seu destino, então, não poderia ser diferente: se tornar piloto de corrida, mais especificamente da NASCAR. No entanto, essa curiosa figura (interpretada pelo desmedido Will Ferrell), só não contava que a aparição de um ex-piloto da Fórmula 1 colocasse todo o seu talento à prova. Agora, com sua fama de melhor piloto caindo por água abaixo, Ricky terá que encontrar um jeito de recuperar sua autoconfiança. 

    Ricky Bobby - A Toda Velocidade é uma comédia satírica sobre filmes que exploram o heroísmo e o triunfo de grandes esportistas e que, apesar dos exageros, consegue entreter, entregando sequências com um tom cômico perfeito, mas sem deixar suas afiadas críticas de lado.

    Sorte no Amor (1988) 

    Pegando agora o beisebol como tema, jogo também muito popular nos Estados Unidos, Sorte no Amor é uma das comédias de esporte que mais marcou os anos 80. Com uma mistura perfeita de um humor afiadíssimo e um romance para lá de quente, o filme conta a história de um triângulo amoroso entre dois jogadores de beisebol — um vetereno e outro mais jovem — e uma mulher entusiasta do esporte. 

    É um longa que foge do estereótipo de querer mostrar o glamour por trás dos profissionais do beisebol, preferindo explorar as relações mais realistas entre um grupo de personagens que vivem do jogo. Escolha esta que acaba rendendo sequências divertidíssimas, e ao mesmo tempo, identificáveis. 

    Uma Equipe Muito Especial (1992) 

    Uma Equipe Muito Especial não é apenas uma comédia esportiva. Mas sim um filme que se utiliza do gênero para abordar temas extremamente importantes. Com sua história se passando nos Estados Unidos dos anos 40, durante a Segunda Guerra Mundial, o longa acompanha a criação de uma liga feminina de beisebol, à partir do momento em que muitos homens profissionais passam a ser convocados para a guerra. 

    A narrativa centra-se em duas irmãs que se tornam jogadoras e lutam contra o sexismo no esporte. É um filme que conta com sequências cômicas durante grande parte da sua duração, mas que não deixa de lado, mesmo que pontuando de forma sutil, algumas pautas fundamentais, em um ambiente tão dominado por homens.

    Com a Bola Toda (2004) 

    Quem diria que a queimada seria responsável por um dos filmes de esporte mais engraçados do século. Sim, em Com a Bola Toda, o jogo que para muitos não passa de uma brincadeira de educação física, é o ponto central de uma história bizarra, mas bastante cômica.

    Vince Vaughn interpreta o dono de uma pequena academia falida, que ao lado dos seus companheiros (pouco atletas), entra em uma competição de queimada na tentativa de conseguir o dinheiro para manter o seu negócio. Mas, para isso, ele terá que derrotar o excêntrico dono de uma academia gigantesca (Ben Stiller) — que também é conhecido pelos seus dotes no esporte.

    Golpe Baixo (2005) 

    Adam Sandler, comédia e esporte — uma receita perfeita que mais uma vez é explorada em Golpe Baixo, remake do clássico homônimo de Robert Aldrich, que também conta com o hilário Chris Rock no elenco.

    Interpretando um jogador de futebol americano que é pego dirigindo alcoolizado, e que vai preso em uma das penitenciárias mais sinistras da América, Sandler entrega mais uma vez uma performance bastante cômica, mas que também aproveita da sua habilidade dramática. O filme é uma divertida e emocionante história de redenção, de um homem perdido que reencontra seu caminho ao lado de detentos, praticando o esporte que tanto ama.

    Space Jam - O Jogo do Século (1996) 

    A ideia de juntar Michael Jordan com os personagens de Looney Tunes — apesar de inusitada — gerou um dos filmes de basquete mais divertidos (e mais ‘família’) de sempre: Space Jam - O Jogo do Século. E, para falar a verdade, o melhor jogador da história do esporte também leva jeito como ator.

    Na curiosa e bem-humorada trama, seres alienígenas tentam pegar os Looney Tunes e transformá-los em uma atração de um parque de diversões do seu planeta. Como não poderia ser diferente, Pernalonga tenta dar uma volta à ideia, propondo uma partida de basquete para decidir o seu futuro e dos seus amigos. É aí que Jordan entra em jogo, passando a ser a maior esperança de liberdade dos Looney Tunes. O resultado de tudo isso é uma obra bastante autêntica, com efeitos especiais notáveis para a época, e uma história para lá de atraente.

    Clube dos Pilantras (1980) 

    O golfe mais uma vez é palco de um hilariante filme dos anos 80. Clube dos Pilantras pode ser considerado um dos grandes marcos da comédia no maior estilo pastelão, justamente por se concentrar em uma história sem muita profundidade, mas que explora o humor no seu limite, em cada situação exposta ao longo da sua duração. 

    Trazendo um elenco recheado de grandes nomes do gênero (que inclui Chevy Chase e Bill Murray), o longa acompanha, de forma episódica, vários personagens bastante peculiares (para dizer o mínimo), que participam ou trabalham em um clube exclusivo de golfe, famoso pela sua excentricidade.

    O Casamento de Romeu e Julieta (2005)

    Não poderia faltar um filme brasileiro nessa lista. Afinal, o Brasil é o país do futebol, mas também tem o potencial de ser um país do cinema, e consequentemente de boas e divertidas comédias, como O Casamento de Romeu e Julieta.

    Com uma mistura para lá de curiosa entre o clássico de Shakespeare e o clássico mais conhecido do futebol paulista, o filme de Bruno Barreto é uma das maiores pérolas da comédia brasileira. Na trama, Romeu, torcedor do Corinthians, precisa se passar por um palmeirense para conseguir conquistar Julieta, filha de um torcedor do Verdão roxo, que parece não gostar muito da ideia de ter um genro Gavião... 

    Quem Fizer Ganha (2023) 

    Nada mais justo do que terminar com mais um longa sobre futebol, e ainda por cima dirigido pelo oscarizado Taika Waititi, que também realizou Jojo Rabbit. E olha que Quem Fizer Ganha também tem uma pequena relação com o Brasil, afinal, a seleção de Samoa Americana sonhava em se classificar para a Copa do Mundo de 2014, jogada no território brasileiro.

    Inspirado em fatos reais, o filme acompanha a aventura de um treinador revoltado, que tem o desafio de comandar um time que é conhecido como a pior seleção do mundo. Ao chegar no país, ele vê que o desafio de se classificar para uma Copa, passa a ser, na verdade, o desafio de conseguir marcar, pelo menos, algum gol em um adversário — tendo em vista a falta de qualidade dos seus jogadores. Uma obra que mostra que o esporte pode ser muito mais do que apenas uma competição, mas também um jogo de inclusão e luta contra os preconceitos.

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  • Participação Especial de Bradley Cooper em Superman Pode Não Ser Quem Você Pensa — E Isso Muda Tudo
    Beatriz Coutinho

    Beatriz Coutinho

    Editor JustWatch

    Com a estreia do novo Superman, interpretado por David Corenswet, as teorias dos fãs sobre os próximos filmes do novo Universo Cinematográfico da DC (DCU) estão à todo vapor nas redes sociais. Uma delas envolve a participação especial do ator Bradley Cooper, que interpreta Jor-El, o pai do Super-Homem, e que surpreendeu muitos espectadores. Parte do público acredita que o Jor-El de Cooper não seja realmente quem ele diz ser, mas sim um vilão famoso das histórias em quadrinhos do Superman.

    Neste guia com spoilers da JustWatch, descubra tudo sobre a teoria de que o verdadeiro papel de Bradley Cooper não é Jor-El, mas sim o General Zod.

    Quem é o Jor-El de Bradley Cooper?

    Nos quadrinhos, Jor-El é um cientista, casado com Lara Lor-Van e pai de Kal-El, o Superman. Geralmente, as histórias sobre o kryptoniano contam que ele previu a destruição de seu planeta, mas não foi capaz de convencer seus colegas de que o fim de Krypton se aproximava. Desta forma, ele e a esposa enviam Kal-El para a Terra, com o objetivo de salvar o pequeno bebê, para que ele tivesse uma chance de sobreviver, ainda que longe de seu planeta natal e de sua família.

    No novo filme Superman, é mostrado que na Fortaleza da Solidão, Kal-El preserva uma mensagem de seus pais aparecendo como hologramas e falando kryptoniano. No recado, Jor-El e Lara (Angela Sarafyan) afirmam que amam o filho e que encontraram na Terra um planeta seguro para que ele crescesse, mas então a voz deles começa a parecer cortada e o restante da mensagem se perde.

    Por anos, a primeira parte do comunicado foi uma grande fonte de inspiração e força para o Super-Homem, mas quando Lex Luthor tem acesso ao discurso completo e o traduz, uma das maiores surpresas do filme toma conta da narrativa: Jor-El e Lara completam o recado afirmando que além de segura, a Terra está repleta de pessoas simples e facilmente manipuláveis, “fracas de mente, corpo e espírito”, portanto, Kal-El deveria dominá-las e procriar com diferentes mulheres para que o poder e o legado de Krypton continuassem vivos, mesmo que em um novo planeta.

    Em choque, o Superman reflete sobre quem as pessoas são ou deveriam ser, apesar de suas origens, e eventualmente chega à conclusão de que independentemente do que seus pais biológicos disseram, a forma como ele mesmo pensa e a educação que recebeu de seus pais adotivos, Jonathan Kent (Pruitt Taylor Vince) e Martha Kent (Neva Howell), mostram que tudo o que ele sempre quis e continuará querendo fazer é proteger a humanidade. Este Superman não é um herói por conta do destino, mas sim por escolha.

    E se o Jor-El de 'Superman' for um vilão disfarçado?

    Apesar da mensagem final do filme ser inspiradora e resolver a questão familiar, muitos fãs acreditam que os pais de Kal-El jamais adotariam um discurso colonizador como o que é mostrado, o que deixou muita gente com uma pulga atrás da orelha. Mas se o Jor-El que Superman vê no holograma não é o pai dele, então quem seria?  

    Segundo diferentes teorias, a resposta é: o General Zod disfarçado como Jor-El, com o objetivo de recriar Krypton na Terra, mas com ele no comando. O General Dru-Zod é um vilão famoso das histórias em quadrinhos do Superman. Apesar de já ter tido sua história de origem reformulada diversas vezes, sua primeira aparição em HQs, na edição #283 de Adventure Comics, mostrava que ele era um sobrevivente de Krypton, assim como Superman, que havia sido condenado a prisão na Zona Fantasma (criada por Jor-El) por ter tentado criar réplicas de si mesmo com o objetivo de dominar o planeta.

    Alguns fãs acreditam ainda que, no futuro, Superman descobrirá que Zod é quem realmente está por trás da mensagem, mas que existe um recado verdadeiro, no qual Jor-El e Lara alertam Kal-El sobre o próprio Zod e até mesmo sobre Brainiac, outro grande vilão do Superman, um androide extraterrestre que, em algumas HQs, foi um dos responsáveis pela destruição de Krypton. Segundo os espectadores, Kara Zor-El, a Supergirl, não poderia ter alertado seu primo sobre a mensagem falsa porque não possui tantas lembranças da vida em Krypton, já que era muito nova quando o planeta foi destruído. 

    Parte do público também argumenta que o diretor do filme, James Gunn, jamais traria Bradley Cooper para o elenco de Superman apenas para uma participação especial — especialmente ao relembrar que Cooper teve uma parceria de anos com Gunn, interpretando Rocket Raccoon nos Guardiões da Galáxia da Marvel. Enquanto as respostas para essas dúvidas não chegam, que tal assistir todas as produções do novo DCU?

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  • Todos os Personagens da Marvel que Já Derrotaram o Galactus
    Beatriz Coutinho

    Beatriz Coutinho

    Editor JustWatch

    Quarteto Fantástico: Primeiros Passos estreia nos cinemas em 24 de julho com Pedro Pascal no papel de Reed Richards, Vanessa Kirby como Sue Storm, Joseph Quinn como Johnny Storm e Ebon Moss-Bachrach dando vida ao Coisa. 

    O mundo inteiro está animado para acompanhar o filme, e curioso para ver como o vilão Galactus, interpretado por Ralph Ineson, impactará a super família do MCU. Neste guia da JustWatch, você confere quais personagens da Marvel já derrotaram Galactus nas histórias em quadrinhos e onde assistir a filmes, séries e animações com estes heróis.

    Quarteto Fantástico

    Esta não é uma garantia de que tudo será fácil em Quarteto Fantástico: Primeiros Passos, mas vale lembrar que o grupo já derrotou Galactus algumas vezes nos quadrinhos. A primeira delas aconteceu na edição #50 de Quarteto Fantástico, quando o Tocha Humana consegue pegar o Nulificador Total, uma das armas mais poderosas da Marvel: ao ser disparado, o Nulificador tem o poder de destruir um Sistema Solar ou até mesmo uma Galáxia inteira. Ao ser ameaçado por Reed Richards com o objeto, Galactus desiste rapidinho da bagunça que estava planejando, prometendo deixar a Terra em paz.

    O filho de Reed e Sue Richards, Franklin, também pode se gabar de ter derrotado Galactus, e não só uma, mas duas vezes. Em Quarteto Fantástico #604, a versão adulta de Franklin usa a energia que ele tirou de si mesmo criança, para ressuscitar Galactus e usá-lo para acabar com os Celestiais Loucos. Já em Fantastic Four: Life Story #5, Reed convence Galactus a se tornar seu Arauto, e quando os dois enfim ficam conectados, Franklin usa sua faixa psiônica para acabar com Galactus por dentro, destruindo o cérebro do vilão.

    E Quarteto Fantástico #243, com a ajuda dos Vingadores e de outros super-heróis, o Quarteto também derrota Galactus, com o golpe final no vilão sendo algo totalmente “história em quadrinhos”: Reed arremessa O Coisa em um Galactus já bastante fragilizado, o que se torna fatal para o Devorador de Mundos. Até mesmo o Surfista Prateado, que foi criado pelo próprio Galactus, já o derrotou, como mostrado na edição #25 de Guardiões da Galáxia, quando decide mantê-lo com fome pela eternidade.

    Para descobrir mais sobre todos esses personagens e entender quais de seus poderes seriam úteis na hora de derrotar Galactus, você pode conferir filmes como Quarteto Fantástico (2005), Quarteto Fantástico e o Surfista Prateado, Quarteto Fantástico (2015) e até mesmo Doutor Estranho no Multiverso da Loucura, que mostra uma variante de Reed Richards, e Deadpool & Wolverine, que traz Chris Evans reprisando seu papel como Tocha Humana.

    Thor

    No volume 6 de Thor: Blood Of The Fathers, HQ publicada entre 2020 e 2023, escrita por Donny Cates, Thor é praticamente obrigado a se unir a Galactus, para que juntos eles lutem contra uma ameaça ainda maior que o Devorador de Mundos: Inverno Negro, uma entidade cósmica capaz de devorar universos inteiros. Galactus torna Thor um de seus Arautos, presenteando o personagem com Poder Cósmico, mas leva um golpe: Thor decide matar Galactus antes de acabar com Inverno Negro ao lado dele.

    Com Poder Cósmico, grande parte da Força de Odin e um Mjolnir com poderes amplificados, o asgardiano derrota Galactus, de certa forma, com o poder do próprio vilão. Embora esta história específica ainda não tenha sido adaptada para o formato de filme ou série, Thor já teve outros grandes momentos no Universo Cinematográfico da Marvel (MCU), onde é interpretado por Chris Hemsworth, aparecendo em diversos filmes, como: Thor; Thor: O Mundo Sombrio; Thor: Ragnarok, Thor: Amor e Trovão, entre outros.

    Thanos

    Em Thanos #6, história em quadrinho publicada em 2003 por Jim Starling, Thanos e o povo Rigelliano se unem para fazer com que Galactus fique longe de seus planetas, mas muitos fãs acreditam que Thanos queria mais derrotar Galactus, do que, de fato, proteger os Rigellianos. Independentemente da intenção do vilão obcecado pelas Joias do Infinito, o que ele faz é usar sua própria tecnologia para teletransportar Galactus entre dois planetas, o que não o mata, mas fere e enfraquece gravemente, fazendo com que Galactus “se renda”, o que parece um tanto humilhante para um Devorador de Mundos.

    Thanos já causou muito no MCU, sendo o principal vilão das primeiras fases deste projeto tão ambicioso da Marvel. O personagem apareceu pela primeira vez em uma cena pós-creditos de Os Vingadores, e posteriormente retornou em Guardiões da Galáxia, Vingadores: Era de Ultron (em outra cena pós-creditos), e finalmente ganhando mais tempo de tela em Vingadores: Guerra Infinita e Vingadores: Ultimato. 

    Kitty Pride - Lince Negra

    Kitty Pride, também conhecida como Lince Negra, é mais uma personagem que já derrotou Galactus, evento que acontece em Cataclysm: The Ultimates' Last Stand #5. Em Cataclismo, o Galactus da Terra-616 vai parar no Universo Ultimate depois de atravessar um buraco no tempo e espaço criado por Ultron. 

    Com Galactus causando no novo universo, Reed Richards (sim, aqui está o Senhor Fantástico novamente) decide enviar o vilão para a Zona Negativa, o que o mataria de fome.

    Para fazer isso, ele conta com a ajuda de Kitty, que graças ao seu poder de intangibilidade, não precisa se preocupar em ser machucada por Galactus. Assim, ela dá um soco muito bem dado no Devorador de Mundos, fazendo com que ele chegue até a Zona Negativa, repleta de antimatéria. Para conhecer mais da personagem, você pode conferir a animação X-Men Evolution e os filmes live-action X-Men: O Confronto Final e X-Men: Dias de Um Futuro Esquecido.

    Garota Esquilo

    Em A Imbatível Garota-Esquilo #4, os fãs de quadrinhos viram acontecer algo muito parecido com aquele episódio de As Meninas Superpoderosas em que Lindinha derrota o vilão pedindo gentilmente para que ele pare de destruir Townsville. Neste quadrinho, Galactus está prestes a realizar uma nova tentativa de consumir a Terra por completo, quando a Garota Esquilo surge e o agrada de forma inesperada, especialmente por já ter derrotado um de seus maiores inimigos, Thanos.

    Ela então oferece para ele um planeta sem habitantes, mas repleto de nozes, para que ele se alimente e deixe a Terra em paz. A Garota Esquilo ainda não foi explorada em filmes live-action, mas já apareceu em diversas animações, como em Marvel Rising: Secret Warriors, onde é uma das personagens principais; e também em Quarteto Fantástico: Os Maiores Heróis da Terra, onde é cotada para substituir o Coisa, e em vários episódios das temporadas 3 e 4 de Ultimate Spider-Man.

    S.H.I.E.L.D.

    No universo da Marvel, vários grandes nomes do mundo real, como Leonardo Da Vinci e Isaac Newton, já foram parte da S.H.I.E.L.D., a organização de Superintendência Humana de Intervenção, Espionagem, Logística e Dissuasão que atua na manutenção da paz e espionagem. Entre esses nomes, também estavam o pintor, escultor e arquiteto Michelangelo e o astrônomo, físico e engenheiro Galileu Galilei, que juntos derrotaram Galactus por meio de um dispositivo que aproveitava o poder da Irmandade.

    Embora a série Agents of S.H.I.E.L.D. aconteça no futuro em relação à época de Galilei e Michelangelo, é bastante interessante descobrir mais detalhes sobre a instituição, que já apareceu em vários filmes do MCU, apresentando ao público personagens aos quais muitos fãs se apegaram, como Phil Coulson, interpretado por Clark Gregg.

    Vale lembrar que uma série de outros personagens também já derrotaram Galactus, como Hiro-Kala (filho de Hulk e Caiera), a entidade cósmica Abraxas, o supervilão Tyrant, entre outros, mas estes personagens não aparecem ou não têm papéis relevantes em filmes ou séries da Marvel, somente nos quadrinhos.

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  • Os 10 Melhores Filmes com Adam Sandler para Assistir em Streaming
    Bruno Pinheiro Melim

    Bruno Pinheiro Melim

    Editor JustWatch

    Com uma carreira extensa e eclética, Adam Sandler conquistou o respeito da indústria e a admiração do grande público ao fazer filmes para todos os gostos. O ator iniciou a sua trajetória como comediante stand-up, passou pelo Saturday Night Live, até brilhar nas telas do cinema. Conhecido pelas suas comédias, Sandler também se destacou em inúmeros dramas de diretores conceituados, além de ter feito alguns filmes de animação. 

    Aproveitando o ‘revival’ do icônico personagem Happy Gilmore em Um Maluco no Golfe 2, nada mais justo do que uma viagem na sua filmografia, passando pelos seus melhores filmes da carreira. Utilize este guia da JustWatch para saber quais são suas produções de maior destaque e também onde assisti-las em streaming no Brasil.

    Embriagado de Amor (2002) 

    Após um início de carreira atuando praticamente em filmes de comédia pastelão, Adam Sandler protagonizou o que pode ser considerado um dos maiores romances do século. Dirigido por Paul Thomas Anderson, Embriagado de Amor é um filme que mostra toda a versatilidade do ator, já que exige dele uma performance multifacetada para a representação de um protagonista, digamos que um tanto quanto perturbado. 

    No longa, Sandler interpreta um pequeno empresário com problemas de temperamento (crises de raiva), que se apaixona por uma mulher que pode mudar o jeito como ele encara a vida. No entanto, ao sofrer um golpe de mafiosos, seu humor será testado ao limite no mesmo momento em que se aproxima da sua ‘alma gêmea’. A vulnerabilidade, o tom cômico e a emoção que o ator coloca no personagem é algo que beira o extraordinário.

    Joias Brutas (2019)

    Ao vencer o Critics Choice Awards de Melhor Ator com Joias Brutas, esperava-se uma primeira indicação ao Oscar para Adam Sandler, o que acabou não acontecendo. Mas isto não diminui o fato de que sua performance como Howard Ratner, um comerciante de joias que tenta quitar suas dívidas com uma aposta arriscada, é uma das mais marcantes dos últimos anos. 

    No filme dos irmãos Safdie, que conta com a participação do astro da NBA, Kevin Garnett, e o cantor, The Weeknd, a câmera literalmente gruda em Sandler durante duas horas, acompanhando o ritmo alucinante e insano de um personagem que vagueia pelo submundo de Nova York em busca de conseguir dinheiro com a venda de uma pedra preciosa. O filme mostra que a habilidade de Sandler vai muito além de seu timing cômico incrível, se estendendo a dramas impactantes. 

    Os Meyerowitz: Família Não Se Escolhe (2017) 

    E a lista de grandes diretores com os quais Adam Sandler trabalhou só aumenta. Em Os Meyerowitz: Família Não Se Escolhe, filme dirigido pelo premiadíssimo Noah Baumbach, o ator dá vida a um dos irmãos da disfuncional família Meyerowitz, comandada pelo egoísta patriarca e escultor, Harold (Dustin Hoffman). 

    Novamente com maestria, Sandler consegue transmitir comicidade e profundidade emocional em um filme que se propõe a abraçar essa dualidade na sua essência. Como filho mais velho, seu personagem assume o centro de gravidade para tentar reconciliar sua família. É um filme que explora os meandros das dinâmicas familiares de maneira sensível a aguçada, através de parentes traumatizados por uma complicada educação parental.

    Arremessando Alto (2022)

    Uma das grandes paixões da vida de Sandler - torcedor do New York Knicks - é o basquete. Em Arremessando Alto, filme produzido por Lebron James, o ator realizou um sonho ao interpretar, ao lado de jogadores profissionais, um olheiro da NBA que aposta todas as suas fichas em um jogador amador espanhol - interpretado pelo verdadeiro atleta Juancho Hernangómez - que ele encontrou jogando na rua. 

    Todo o amor de Adam Sandler pelo esporte conseguiu ser transportado para um personagem apaixonado pelo jogo e que serve como uma espécie de mentor e gênio incompreendido. É uma performance que, sem dúvida, transparece muita verdade e autenticidade.  

    Reine Sobre Mim (2007)

    Mesmo conhecido primordialmente pelas dezenas de comédias, temos que admitir que Adam Sandler dá tudo de si quando interpreta um personagem dramático. Talvez o exemplo mais profundo e humano dessa sua faceta seja no filme Reine Sobre Mim, onde o ator faz Charlie Fineman, um sujeito que perdeu toda a sua família no atentado de 11 de setembro, e que agora tenta novamente encontrar o sentido da vida com o auxílio de um amigo dos tempos da faculdade. 

    O filme é uma exploração crua e bastante sentimental do trauma de um homem que perdeu tudo e precisa tirar forças de onde não existe para se reinventar. É um bonito manifesto sobre o poder da amizade em momentos completamente adversos.

    Hotel Transilvânia (2012) 

    Além das comédias e dramas, Adam Sandler também é famoso por ser a voz de Drácula na animação Hotel Transilvânia. O longa conta a história do icônico vampiro, que aqui é proprietário de um gigantesco hotel que serve como local seguro para os monstros. 

    Sandler interpreta um Drácula um tanto quanto peculiar, já que ele é vulnerável, amoroso e superprotetor, principalmente com a sua filha Mavis. No entanto, sua empatia é posta em cheque quando um garoto humano vai, sem querer, parar no hotel, e sua filha acaba se apaixonando por ele. O filme, muito por conta da calorosa e bem-humorada interpretação do ator, é uma divertida obra que desmistifica personagens amedrontadores para as crianças.

    Click (2006) 

    Há algo de especial em Sandler, que faz com que, mesmo em comédias mais escrachadas, boa parte do público consiga se emocionar com as suas atuações. Um grande exemplo desse seu poder de empatia aparece em Click, o típico filme de sessão da tarde que marcou a vida de muita gente. 

    O longa traz uma interessante reflexão sobre o espaço que o trabalho consome na vida das pessoas na modernidade. Adam interpreta um arquiteto workaholic que, sem conseguir se dedicar muito à família, apela para o uso de um misterioso controle remoto que tem poder sobre o tempo. No entanto, sua ‘brincadeira’ de excluir períodos menos prazerosos e saltitar pelo tempo, pode não acabar muito bem à medida que ele percebe que está perdendo o presente e muitos momentos importantes da sua vida.

    Tratamento de Choque (2003)

    Como não levar à sério um ator que já trabalhou ao lado de um dos maiores nomes do cinema? Em Tratamento de Choque, Adam Sandler contracena com ninguém mais, ninguém menos, que Jack Nicholson. 

    Um ano depois de representar um homem com crises de raiva em Embriagado de Amor, o ator deu vida a Dave Buznik, um sujeito que é injustamente condenado por uma atitude violenta e, como punição, recebe a obrigação de frequentar um tratamento de raiva com um terapeuta com métodos para lá de polêmicos. É um comédia que facilmente poderia ficar desequilibrada pelo calibre de Nicholson, mas que Sandler balanceia com uma poderosa interpretação de um homem que passa de um ser passivo a alguém que consegue impor limites.

    Como se Fosse a Primeira Vez (2004)

    Adam Sandler e Drew Barrymore mostraram como se faz uma leve, agradável e emocionante comédia romântica em Como se Fosse a Primeira Vez. A química dos dois, que já atuaram juntos em outros filmes de romance (Afinado no Amor e Juntos e Misturados), mais do que transparece neste longa que conta a história de um mulherengo que se apaixona por uma mulher cuja memória sofre um problema de esquecimento a curto prazo. 

    Variando entre momentos de comédia mais escrachada e o drama que vivem os dois personagens, que tentam se conectar apesar do problema de memória da garota, o filme é uma ótima escolha para quem procura o lado mais cômico do ator, mas de uma forma mais balanceada.

    Um Maluco no Golfe (1996) 

    Um Maluco no Golfe pode ser um ótimo exemplo para retratar o lado genuinamente livre e piadista do ator, tão característico do seu início de trajetória no cinema. Happy Gilmore, um temperamental e excêntrico jogador de hóquei que descobre seu talento no golfe, foi um dos personagens que impulsionaram a carreira de Adam Sandler e o popularizou como um dos grandes mestres de um estilo de comédia mais irreverente e descontraído.

    Vale lembrar que o ator vai reprisar o seu icônico papel no filme da Netflix, Um Maluco no Golfe 2, que tem sua estreia marcada para o dia 25 de julho de 2025. Na continuação, após anos afastado do esporte que o consagrou, Gilmore terá que voltar a jogar golfe para conseguir dinheiro para a sua filha - interpretada pela própria filha de Sandler - que sonha em estudar balé.

    Onde assistir aos melhores filmes com Adam Sandler em streaming?

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  • ‘Quarteto Fantástico: Primeiros Passos’ Estreia com Cenas Pós-Créditos que Preparam o Futuro do MCU
    Fernanda Caseiro Talarico

    Fernanda Caseiro Talarico

    Editor JustWatch

    Após anos de expectativa, Quarteto Fantástico: Primeiros Passos finalmente chega aos cinemas, marcando a estreia da família mais icônica do Universo Cinematográfico Marvel (MCU). Se você está ansioso para a sessão e quer saber se vale a pena esperar pelos créditos, nós revelamos o que acontece nas cenas pós-créditos do filme.

    Cuidado com os spoilers abaixo!

    Quantas cenas pós-créditos tem ‘Quarteto Fantástico: Primeiros Passos’?

    Antes de mergulhar em cada uma das cenas, basta saber que o filme tem duas cenas pós-créditos. A primeira prepara o futuro do MCU, enquanto a segunda é uma homenagem nostálgica aos fãs. Entenda o significado de cada uma das cenas de Quarteto Fantástico: Primeiros Passos e sua importância ao universo cinematográfico da Marvel. 

    1ª Cena Pós-Créditos: O Doutor Destino chega ao MCU

    A primeira cena, que aparece logo após os créditos iniciais, é imperdível – e confirma os rumores: Robert Downey Jr. faz sua estreia como Doutor Destino, preparando o terreno para Vingadores: Doomsday.

    A cena começa com Sue Storm (Vanessa Kirby) lendo um livro para Franklin Richards, seu filho de quatro anos. Ela solicita ao robô H.E.R.B.I.E. que traga o livro favorito do menino, mas o androide erra e traz A Origem das Espécies. Enquanto Sue vai buscar o livro correto, Franklin fica sozinho por alguns segundos, até que as luzes do ambiente ficam verdes – a assinatura do Doutor Destino.

    A câmera revela Victor von Doom agachado, com Franklin segurando sua máscara. Ele está de costas, então não vemos o rosto de Downey Jr., mas fica claro que o vilão tem um interesse especial no garoto – assim como Galactus no filme. Isso pode indicar uma conexão com a cena pós-créditos em Thunderbolts* que mostrou a nave do grupo chegando ao universo dos heróis, mas ainda não se sabe quem está dentro dela ou a razão de estar ali. 

    A cena termina com a mensagem: "O Quarteto Fantástico voltará em Vingadores: Doomsday."

    2ª Cena Pós-Créditos: Uma Homenagem Nostálgica

    Já no final absoluto dos créditos, os fãs são presenteados com uma sequência animada em estilo retrô, inspirada na série clássica de 1967. Acompanhada da música-tema original, a animação mostra o Quarteto lutando contra vilões clássicos, numa divertida referência às raízes da equipe nos quadrinhos.

    O novo Quarteto Fantástico é formado por: Pedro Pascal (The Last of Us) como Reed Richards / Sr. Fantástico; Vanessa Kirby (Missão: Impossível) como Sue Storm / Mulher-Invisível; Joseph Quinn (Stranger Things) como Johnny Storm / Tocha Humana e  Ebon Moss-Bachrach (O Urso) como Ben Grimm / O Coisa. 

    O filme ainda traz Ralph Ineson (A Bruxa) como Galactus; Julia Garner (Ozark) como Shalla-Bal, uma versão feminina do Surfista Prateado. Participações especiais de Natasha Lyonne e  Paul Walter Hauser. 

    Dirigido por Matt Shakman (WandaVision) e se passa em uma Nova York retrofuturista de outro universo, evitando repetir a origem já conhecida do grupo.

    Esta é a quarta versão live-action do Quarteto no cinema, mas a primeira dentro do MCU – e tudo indica que será a definitiva. Com Doutor Destino sendo preparado como o próximo grande vilão do universo Marvel, o filme não é somente uma introdução, mas um pilar para o futuro dos Vingadores.

    Referências nas cenas pós-créditos do novo Quarteto Fantástico e mais filmes do grupo

    Descubra como e onde assistir em streaming aos filmes do Quarteto Fantástico além das produções que tem conexão com as cenas pós-créditos em Primeiros Passos.

  • O Mutante Mais Poderoso Pode Estar Prestes a Estrear no MCU (E Não é Quem Você Espera)
    Beatriz Coutinho

    Beatriz Coutinho

    Editor JustWatch

    Quarteto Fantástico: Primeiros Passos finalmente está chegando aos cinemas, e o mundo está ansioso para saber mais sobre a primeira família do Universo Cinematográfico da Marvel (MCU). 

    O filme conta com Pedro Pascal no papel de Reed Richards/Sr. Fantástico, Vanessa Kirby como Sue Storm/Mulher Invisível, Joseph Quinn como Johnny Storm/Tocha Humana e Ebon Moss-Bachrach dando vida a Ben Barnes/Coisa, além da presença — ainda não tão detalhada — daquele que é considerado por muitos como o Mutante mais poderoso de toda a Marvel.

    Neste guia com spoilers da JustWatch, você descobre tudo sobre Franklin Richards, o filho de Reed e Sue.

    Para quem não ainda não assistiu: cuidado, spoilers de Thunderbolts* abaixo!

    O que esperar de ‘Quarteto Fantástico: Primeiros Passos’?

    O novo reboot do Quarteto Fantástico conecta o grupo ao MCU, mas inicialmente acontece em uma versão retro-futurista dos anos 1960. Durante uma viagem não autorizada ao espaço, Reed; sua esposa, Sue, o irmão dela, Johnny; e Ben foram atingidos por uma tempestade de raios cósmicos que alteraram seus corpos, fazendo com que no retorno à Terra, eles descobrissem que haviam ganhado super poderes: Reed consegue esticar seu corpo como se fosse feito de elástico, Sue é capaz de se tornar invisível e de criar campos de força, enquanto Ben agora possui um corpo rochoso e extremamente forte, e Johnny pode voar e controlar o fogo. Como uma história já explorada em Quarteto Fantástico e o reboot de 2015, Primeiros Passos não foca na história de origem e, sim, nesta família poderosa já formada e adorada pelo mundo. 

    A história do longa se passa quatro anos depois dos heróis ganharem seus poderes, mostrando que o Quarteto Fantástico está sempre unido para proteger a humanidade de eventuais perigos. No entanto, a paz do grupo parece prestes a acabar quando Shalla Bal (Julia Garner), assume o papel de Surfista Prateada e anuncia que a Terra está com os dias contados, pois Galactus (Ralph Ineson), o Devorador de Mundos, consumirá o planeta em breve. Em meio ao caos, há ainda uma outra preocupação: Sue está grávida de Reed. O que poucos sabem é que: nos quadrinhos, o filho de Sue e Reed, Franklin Richards, é considerado o mutante mais poderoso da Marvel.

    Quem é Franklin Richards, o Mutante mais poderoso da Marvel?

    Franklin Richards nasceu na HQ Fantastic Four Annual #6, de 1963, escrita por Stan Lee e Jack Kirby. Nascido mutante por conta da radiação cósmica que tomou conta de Sue no momento do parto (a mesma que a fez ganhar poderes), Franklin desenvolveu poderes psíquicos que vão de telecinese, projeção astral e precognição até alteração da realidade, energia e matéria, criação de universos-bolha e geração de vida, o que fez ele ser considerado um mutante de nível Ômega, ou seja, cujo limite de poder é indefinível. Nos quadrinhos, o personagem também foi considerado como “um igual” pelos Celestiais, que são entidades cósmicas. 

    E apesar da HQ Fantastic Four #26 (2020), ter mudado a história de origem de Franklin, afirmando que ele não era um mutante, e que havia reescrito a própria biologia para aparentar ter o gene X, enganando a si mesmo e aos outros e perdendo seus poderes aos poucos, outra história, Fantastic Four #18 (2024), revelou que, na verdade, Franklin nunca perdeu seus poderes de mutante, e que estava apenas escondendo-os para conseguir aproveitar uma infância minimamente normal, e que o personagem acessava suas habilidades uma vez por ano para relembrá-las.

    Franklin é considerado o mutante mais poderoso da Marvel porque seus poderes dependem apenas dele. Jean Grey  já ressuscitou diversas vezes e até mesmo destruiu estrelas, mas seu poder depende da entidade Fênix Negra; Legião, o filho do Professor Xavier, também possui nível Ômega, mas sua natureza extremamente instável o torna mais fraco que Franklin. Magneto e Tempestade são outros mutantes muito fortes, mas seus poderes ainda são limitados ao ambiente e a elementos naturais, enquanto Franklin é capaz de moldar universos inteiros, praticamente assumindo o arquétipo de um deus.

    Como Franklin Richards pode fazer a diferença no MCU?

    No fim de Thunderbolts*, os Novos Vingadores estão reunidos no topo da antiga Torre dos Vingadores, quando sensores espaciais detectam uma nave estranha entrando na Terra. Kevin Feige, diretor da Marvel Studios, deu uma declaração misteriosa que jogou um balde de água fria em muita gente que esperava que a nave fosse levar Quarteto Fantástico diretamente para a Terra-616 (onde aconteceram todos os eventos de Vingadores que o público já conhece): "Bom, o nome da nave é Excelsior e também tem uma nave do Quarteto Fantástico entrando no MCU. Mas eu não tenho certeza de que são a mesma nave".

    Desta forma, sabemos que a nave é do Quarteto Fantástico, mas ainda não é possível saber quem está dentro dela. Muitos fãs acreditam que Doutor Destino, vilão do mesmo universo do quarteto que será interpretado por Robert Downey Jr., possa ter roubado o veículo espacial de alguma forma. No entanto, existe uma teoria interessante, que está de acordo com a afirmação recente do diretor Matt Shakman de que o Doutor Destino não aparecerá em Quarteto Fantástico: Primeiros Passos.

    Há teorias de que Franklin está diretamente envolvido no enredo de Primeiros Passos e de Vingadores: Doutor Destino mesmo sendo apenas um bebê. Porém, pode ser que no futuro do MCU ele tenha um papel ainda maior, e quem sabe se tornar oficialmente o mutante mais poderoso do universo cinematográfico.

    Também é importante ressaltar que segundo Shakman, Reed Richards será o líder dos Vingadores em Vingadores: Doutor Destino e Vingadores: Guerras Secretas, ou seja, de uma forma ou de outra, o grupo chegará até a Terra-616. Além disso, nos quadrinhos, Franklin Richards foi uma peça fundamental do arco Guerras Secretas, reconstruindo mundos inteiros, o que significa que seus poderes podem ser fundamentais para a nova era do MCU. 

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  • Revelação de 'Superman' Pode Explicar Grande Surpresa da 2ª Temporada de 'Pacificador'
    Beatriz Coutinho

    Beatriz Coutinho

    Editor JustWatch

    Superman estreou no início de julho como o pontapé inicial do novo Universo Cinematográfico da DC, comandado pelo diretor James Gunn (Guardiões da Galáxia) e pelo produtor executivo Peter Safran. As críticas positivas ao filme do herói mostram que o projeto começou com o pé direito, preparando o terreno para o futuro do DCU, o que inclui pistas sobre o que esperar da próxima temporada de Pacificador, que estreia em pouco menos de um mês.

    Descubra com a JustWatch qual é o ponto-chave de Superman que explica a grande surpresa no trailer da 2ª temporada de Pacificador.

    Como 'Superman' aborda o universo de bolso no novo DCU?

    No novo Superman (David Corenswet), o vilão Lex Luthor (Nicholas Hoult) tenta acabar com o super-herói de toda e qualquer forma, ultrapassando muitos limites morais e éticos, entre os principais deles: criar um clone do Superman, o Ultraman, feito a partir de um fio de cabelo de Kal-El. O sósia possui os mesmos poderes do herói, mas muitas vezes parece mais forte porque conta com um equipe gigantesca, além do próprio Luthor, lhe dizendo o que fazer — Lex e seus funcionários controlam Ultraman à distância, com a ajuda de um guia de golpes, que eles usam para decidir qual será a próxima ação do clone que derrotará o Super-Homem.

    No entanto, o ponto-chave do filme e a ação mais grave de Luthor é a criação do universo de bolso, uma dimensão à parte da Terra, onde teoricamente não se aplicam as leis do planeta, o que faz com que o vilão acredite que pode usá-la para torturar e ameaçar diferentes pessoas e criaturas sem ser punido. Como se essa sensação de poder causada pelo universo de bolso já não fosse perigosa o suficiente, o Senhor Incrível (Edi Gathegi) ainda explica a Lois Lane (Rachel Brosnahan) que estas dimensões artificiais são extremamente frágeis e instáveis, o que é comprovado no filme quando este mundo paralelo cria uma fenda ao longo de toda a Metrópolis, causando uma série de estragos.

    Apesar de Superman explicar melhor como funcionam e qual é o potencial dos universos de bolsos, o filme não é a primeira produção recente da DC que usou esse conceito em sua narrativa. Isso porque os fãs de Pacificador já viram um desses na série que tem Christopher "Chris" Smith (John Cena) como protagonista — e verão ainda mais na 2ª temporada, na qual essas dimensões artificiais terão um peso ainda maior.

    2ª temporada de 'Peacemaker': sósias e universos de bolso

    Também criada por James Gunn, a série Pacificador acompanha o mercenário de mesmo nome que é um anti-herói em busca da paz a qualquer custo, mesmo que para atingi-la ele decida que precisa matar muita gente pelo caminho. Na primeira temporada, diversos episódios revelaram ao público que o vilão nazista Dragão Branco (Robert Patrick), pai do Pacificador, usou um universo de bolso para expandir seu armário de armas. Na série, ele explica que o “objeto” se trata de uma “Área de Armazenamento de Desdobramento Quântico”, um nódulo dimensional fora do espaço normal.

    O Pacificador é uma extensão do Esquadrão Suicida (2021) de James Gunn, uma produção que há pouco tempo fazia parte do Universo Cinematográfico Estendido da DC (DCEU). E embora na época da primeira temporada ela ainda não fosse uma parte oficial do novo DCU, a produção abriu espaço para que Gunn desenvolvesse melhor o conceito dos universos de bolso que provavelmente ditarão o tom das próximas produções deste universo cinematográfico, algo que o público verá já na própria segunda temporada do Pacificador.

    Isso porque o trailer lançado em 1º de junho mostrou o protagonista entrando no universo de bolso que contém o armário de armas de seu pai, e logo em seguida sendo abordado por uma outra versão de si mesmo, o que pode explicar como o Pacificador que não era do DCU, passará a fazer parte desta nova leva de filmes comandandos por Gunn e Peter Safran.

    Em entrevistas recentes, James Gunn já confirmou que a Área de Armazenamento de Desdobramento Quântico e os universos de bolso são tecnologias similares, e que elas serão o principal tema da segunda temporada de Pacificador. Inclusive, vale lembrar que o anti-herói apareceu em Superman, sendo entrevistado em um talk show sobre sua opinião em relação às ações do herói, e que o trailer da série dele também mostrou a Gangue da Justiça procurando por um novo membro e entrevistando o Pacificador —  que, diga-se de passagem, não gostou muito do processo seletivo.

    Os Pacificadores trocam de lugar? Quem foi parar no universo de quem e como? Todas as teorias e dúvidas sobre o futuro da DC devem ser explicadas ao longo da 2ª temporada de Pacificador, que estreia em 21 de agosto de 2025.

    Onde assistir todas as produções do novo DCU?

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  • O Que Esperar da San Diego Comic Con 2025
    Mariane Morisawa

    Mariane Morisawa

    Editor JustWatch

    Sim, é aquela época do ano: a San Diego Comic Con 2025 acontece da quinta-feira (24.7) até domingo (27.7), na Califórnia. E, mesmo um tanto desfalcada no lado cinema, com ausências de Marvel Studios, DC Studios, Warner, Paramount e Sony, há atrações de sobra para quem estiver lá, principalmente quando o assunto é televisão. 

    Para quem vai ficar em casa, é só esperar a avalanche de notícias e imagens que vão rolar a partir dos painéis mais disputados da convenção, como Tron: Ares, Predador: Terras Selvagens, a adaptação da obra de Stephen King A Longa Marcha: Caminhe ou Morra, a primeira vez de George Lucas na SDCC e as séries Alien: Earth e a segunda temporada de Pacificador. Saiba mais sobre os painéis mais aguardados do evento.

    Painéis dos filmes e séries mais aguardados da SDCC 2025

    Alien: Earth (2025)

    Com estreia prevista para 12 de agosto no Disney+, Alien: Earth revisita o universo Alien e se passa dois anos antes do longa-metragem Alien, o Oitavo Passageiro (1979), com roteiro de Dan O’Bannon e direção de Ridley Scott e que deu origem à saga. 

    Criada por Noah Hawley, o produtor e roteirista por trás de Legion (2017-2019) e Fargo (2014-2024), a série promete. A trama se passa em 2120, quando a Terra é governada por cinco corporações. Ciborgues (humanos com partes biológicas e artificiais) e sintéticos (robôs humanoides com inteligência artificial) coexistem com humanos. Mas Wendy (Sydney Chandler) é o primeiro protótipo híbrido (robôs humanoides dotados de consciência humana). Quando uma nave da Weyland-Yutani cai na Terra, Wendy e outros híbridos encontram formas de vida misteriosas e aterrorizantes. O painel na SDCC traz Noah Hawley, o produtor-executivo David W. Zucker e o elenco para a première mundial seguida de sessão de perguntas e respostas. 

    Pacificador (2022)

    Super-herói, sim. Idiota, também. Pacificador está de volta para sua segunda temporada, que retoma a história cerca de dois anos após a primeira. O personagem interpretado por John Cena continua querendo a paz não importa o preço, mas, agora, também deseja ser reconhecido por seus pares, sem muito sucesso. 

    O criador da série da HBO Max, James Gunn, acaba de iniciar o Universo DC com Superman (2025), e Pacificador é uma parte importante da narrativa que ele vai estabelecer a partir de agora. Como ele vai conciliar o antigo Universo Estendido DC com o atual é uma questão que deixa os fãs para lá de curiosos. O painel da SDCC é uma boa oportunidade para ele explicar como tudo vai funcionar, ao lado do elenco. 

    IT: Bem-Vindos a Derry (2025)

    A série IT: Bem-Vindos a Derry expande o universo dos filmes IT: A Coisa (2017) e IT: Capítulo 2 (2019), ambos dirigidos por Andy Muschietti e baseados no livro IT: A Coisa (1986), de Stephen King, sobre crianças aterrorizadas por uma entidade malévola. 

    A série da HBO Max, criada por Jason Fuchs e Brad Kane, volta aos anos 1960, mais precisamente 27 anos antes dos eventos dos dois longas-metragens. Como o ser maligno se alimenta de crianças antes de hibernar por 27 anos, IT: Bem-Vindos a Derry vai mostrar sua matança anterior. Segundo Muschietti, a série fala do uso do medo como arma, algo bastante relevante para nossos dias. Uma coisa é certa: vai ser aterrorizante como os filmes e os livros. O painel na SDCC vai mostrar imagens inéditas da série.

    Predador: Terras Selvagens (2025)

    Elle Fanning estrela o mais novo título da saga de ficção científica, Predador: Terras Selvagens, o nono no total. No filme dirigido por Dan Trachtenberg, a atriz interpreta Thia, uma andróide criada pela Weyland-Yutani. Isso mesmo, a companhia do universo Alien, estabelecendo uma relação nova e empolgante entre as duas séries. 

    Thia encontra o jovem Predador Dek (Dimitrius Schuster-Koloamatangi), que tenta sua primeira caçada no planeta mais perigoso do universo. Dek precisa da ajuda de Thia, e ela, que perdeu a parte de baixo do corpo, necessita dele para se movimentar. A parceria improvável em um mundo cheio de desafios promete cenas de ação imperdíveis.

    No painel da SDCC, o diretor e os dois atores mostram imagens inéditas do filme e discutem detalhes da produção. 

    George Lucas

    Um dos grandes responsáveis pelo domínio da cultura pop nas últimas décadas, George Lucas, criador de Star Wars, nunca participou da San Diego Comic Con. Mas há uma primeira vez para tudo. 

    O diretor e produtor participa de um painel com o cineasta e roteirista Guillermo Del Toro e o artista Doug Chiang, responsável pelo design de filmes como Star Wars: Episódio 1- A Ameaça Fantasma (1999), moderado pela atriz e cantora Queen Latifah, para falar do poder da narração de histórias através dos tempos com ajuda de desenhos, ilustrações e imagens. Lucas também fala um pouco sobre o Lucas Museum, dedicado às histórias contadas visualmente, que abre em Los Angeles no próximo ano. O museu vai ter pinturas, trabalhos de artistas das histórias em quadrinhos e os arquivos da carreira cinematográfica de George Lucas.

    A Longa Marcha: Caminhe ou Morra (2025)

    Uma nova adaptação de uma obra de Stephen King sempre é motivo de empolgação. O mestre do terror assinou o horror distópico A Longa Marcha sob o pseudônimo Richard Bachman, porque, prolífico como sempre foi, queria publicar mais livros sob outros nomes. 

    A história publicada em 1979 é uma espécie de precursora de Jogos Vorazes (2012)–não à toa, o diretor, Francis Lawrence, é responsável por vários filmes da saga, como Jogos Vorazes: Em Chamas (2013) e Jogos Vorazes: A Cantiga dos Pássaros e das Serpentes (2023). Nos Estados Unidos distópicos, jovens entram anualmente em uma disputa em que precisam andar 4 milhas por dia sem parar. Quem não conseguir é morto. A competição só acaba quando restar um único sobrevivente. Os atores David Jonsson, Tut Nyuot, Garrett Wareing, Charlie Plummer e Mark Hamill participam do painel na SDCC junto com o produtor Roy Lee e o roteirista JT Mollner. 

    Percy Jackson e os Olimpianos (2023-)

    Antes mesmo da estreia da segunda temporada da série do Disney+, prevista para dezembro, Percy Jackson e os Olimpianos já foi renovada para a terceira, o que é sempre um ótimo sinal. A série baseada nos livros de Rick Riordan é uma criativa reimaginação da mitologia grega para o século 21. Percy Jackson, o protagonista, é filho do deus Poseidon. Ele logo descobre que não é o único semideus andando por aí. Annabeth é filha de Atena, Clarisse, de Ares, e Luke, de Hermes. 

    Entre os painelistas estão os atores Walker Scobell (Percy Jackson), Leah Sava Jeffries (Annabeth Chase), Aryan Simhadri (Grover Underwood), Charlie Bushnell (Luke Castellan), Dior Goodjohn (Clarisse) e Daniel Diemer (Tyson), além dos produtores-executivos Jon Steinberg, Craig Silverstein e Dan Shotz. 

    Devoradores de Estrelas (2026)

    Devoradores de Estrelas é um dos projetos para se prestar atenção no próximo ano. Isso porque a aventura de ficção científica é dirigida por Phil Lord e Christopher Miller, vencedores do Oscar de animação por Homem-Aranha: No Aranhaverso (2018). Baseado no livro de Andy Weir lançado em 2021, o longa traz Ryan Gosling no papel do astronauta Ryland Grace, que  acorda em uma nave espacial sem ter ideia de como foi parar ali. Aos poucos, ele se lembra de sua missão: entender como uma substância está fazendo o Sol morrer. Com suas ideias pouco convencionais, ele precisa tentar salvar a Terra. O elenco conta também com Sandra Hüller, Ken Leung e Lionel Boyce. 

    Na SDCC, Lord, Miller, Gosling, Weir e o roteirista Drew Goddard mostram as primeiras imagens do filme.

    Tron: Ares (2025)

    O terceiro filme da série, Tron: Ares, promete entregar aqueles impressionantes visuais de sempre, embalados por músicas inéditas do Nine Inch Nails, que assina pela primeira vez uma trilha sonora como banda (os seus integrantes Trent Reznor e Atticus Ross já fizeram mais de 20, ganhando dois Oscars, por A Rede Social, de 2010, e Soul, de 2020). 

    No longa-metragem dirigido por Joachim Rønning, Ares (Jared Leto) é um programa sofisticado, enviado como soldado do mundo digital para o mundo real. O elenco também conta com Greta Lee, Evan Peters e Gillian Anderson. O diretor se reúne com alguns de seus atores no painel da SDCC. 

    The Walking Dead: Daryl Dixon (2023-)

    Spin-off com um dos personagens mais queridos desse universo, The Walking Dead: Daryl Dixon volta com sua terceira temporada, depois do esperadíssimo reencontro de Daryl (Norman Reedus) e Carol (Melissa McBride), na França, no ano anterior. 

    A dupla vai continuar a tentar voltar para casa, mas seus caminhos são tortuosos. Em suas perambulações, eles vão parar na Espanha, apresentando novos cenários e personagens para esse apocalipse zumbi, recuperando bons momentos da série original, The Walking Dead (2010-2022). Na SDCC, os fãs vão encontrar Norman Reedus e Melissa McBride, além do showrunner David Zabel, do diretor e produtor-executivo Greg Nicotero e do CCO do universo Walking Dead Scott M. Gimple. 

    O que esperar da San Diego Comic Con: Principais destaques do evento em streaming

    Confira na lista a seguir as principais atrações da San Diego Comic Con, mostrando todas as informações de streaming para cada filme e série. 

  • ‘Quarteto Fantástico: Primeiros Passos’: O Guia Definitivo do MCU para Entender o Novo Filme
    Fernanda Caseiro Talarico

    Fernanda Caseiro Talarico

    Editor JustWatch

    Antes de mergulhar em Quarteto Fantástico: Primeiros Passos, o aguardado reboot do Quarteto Fantástico do Universo Cinematográfico da Marvel, o MCU, vale a pena revisitar os filmes e séries que podem contextualizar sua chegada ao Universo Cinematográfico da Marvel. 

    No entanto, vale dizer que o diretor Matt Shakman, o filme se passa em seu próprio universo, separado da história do MCU. Por ser um universo independente, não há muitos filmes diretamente ligados, mas os espectadores ainda podem usar nosso guia para encontrar uma lista de filmes da Marvel recomendados para assistir antes e obter um contexto adicional.

    Neste guia, listamos tudo o que você precisa assistir para se preparar para essa nova aventura cósmica!

    Filmes e séries do MCU para assistir antes do novo Quarteto Fantástico

    Vingadores: Ultimato (2019)

    Vingadores: Ultimato é um dos momentos mais marcantes do universo cinematográfico moderno e dos Vingadores, o que pode ser útil para os espectadores de Quarteto Fantástico: Primeiros Passos — já que o Quarteto Fantástico não deve ficar restrito ao próprio universo e está confirmado para Vingadores: Doomsday. O filme também é potencialmente importante por explicar o destino de Stark no MCU. Apesar de ele não fazer mais parte do futuro do universo, Downey Jr. retornará como o vilão Doutor Destino, e rumores apontam que ele estará no novo filme do Quarteto. Será? 

    Eternos (2021) 

    Eternos é um dos filmes mais relevantes para Quarteto Fantástico: Primeiros Passos, ao preparar o terreno para a entrada de Galactus no MCU. Dirigido por Chloé Zhao, o filme introduziu os Celestiais — entidades cósmicas que enviaram os imortais Eternos à Terra. Ao longo da trama, os Eternos descobrem verdades chocantes sobre os planos dos Celestiais para eles e para o planeta. O longa abriu caminho para Galactus ao apresentar seres cósmicos no MCU e trazer os Celestiais (inimigos de Galactus) para o universo. 

    Thunderbolts* (2025)

    Thunderbolts* é o filme mais recente do MCU e acompanha Yelena Belova (Florence Pugh) e um grupo improvável de anti-heróis unindo forças para investigar Valentina Allegra de Fontaine (Julia Louis-Dreyfus) e seus misteriosos experimentos com o Sentry. É o único filme do MCU com uma conexão direta a Quarteto Fantástico: Primeiros Passos por meio de sua cena pós-créditos. Nela, os Thunderbolts recebem um sinal de socorro de uma nave interdimensional com o logo do Quarteto Fantástico — sugerindo a chegada do grupo à linha do tempo do MCU. 

    WandaVision (2021)

    Quarteto Fantástico: Primeiros Passos não é a primeira incursão do diretor Matt Shakman no universo Marvel: ele comandou todos os nove episódios de WandaVision, estrelado por Elizabeth Olsen como Wanda Maximoff/Feiticeira Escarlate e Paul Bettany como Visão, lançado na Disney+ em 2021. Embora não se espere uma conexão narrativa direta entre os projetos, assistir à série dá uma ideia do estilo de direção de Shakman no MCU — especialmente pela vibe retrô da produção, que dialoga com o visual retrofuturista previsto para Quarteto Fantástico. Além disso, nunca é má hora para (re)assistir a WandaVision, um dos experimentos mais ousados do universo Marvel.

    Filmes do Multiverso

    Para quem quer entender melhor como o novo filme se passa em um universo próprio, vale a pena assistir aos filmes do MCU que exploram o multiverso, como o caso de Homem-Aranha: Sem Volta para Casa, que foi o primeiro filme do MCU a abordar o multiverso significativamente, mostrando Peter Parker (Tom Holland) abrindo acidentalmente uma brecha dimensional que traz variantes do Homem-Aranha (Andrew Garfield e Tobey Maguire) e seus vilões. Esse filme é uma ótima introdução ao conceito.

    Já Doutor Estranho no Multiverso da Loucura se aprofunda na ideia de universos alternativos, com o Doutor Estranho (Benedict Cumberbatch) viajando pelo multiverso em busca de Wanda Maximoff (Elizabeth Olsen).

    Por fim, Deadpool & Wolverine também explora o multiverso, trazendo personagens que antes eram da Fox — como Wolverine (Hugh Jackman) — para o MCU por meio de variantes e universos paralelos. Esses filmes ajudam a entender como o MCU está integrando gradualmente heróis antes pertencentes à Fox e à Sony. 

    Quarteto Fantástico (2005) e Quarteto Fantástico e o Surfista Prateado (2007)

    Apesar de não fazerem parte do MCU, os filmes do Quarteto Fantástico e sua sequência, Quarteto Fantástico e o Surfista Prateado, trouxeram os heróis da Marvel para o cinema com um tom leve e efeitos modestos. O primeiro explorou a origem do grupo e o vilão Doutor Destino, enquanto o segundo introduziu o Surfista Prateado e Galactus. Apesar das críticas por roteiros fracos, a química entre os personagens—especialmente Chris Evans como Tocha Humana—se destacou. Esta saga específica foi cancelada após o segundo filme, mas permanece nostálgica. Porém, ela vale a pena por explicar como o Quarteto surgiu, dando um pouco mais de contexto ao grupo. 

    Saiba o que assistir antes de ver 'Quarteto Fantástico: Primeiros Passos'

    Filmes relacionados a Quarteto Fantástico: Primeiros Passos para você assistir online, em streaming. 

  • Galactus no MCU: O Devorador de Mundos é a Entidade Mais Poderosa da Marvel?
    Fernanda Caseiro Talarico

    Fernanda Caseiro Talarico

    Editor JustWatch

    Galactus, o Devorador de Mundos, é uma das entidades mais temidas e enigmáticas do Universo Cinematográfico da Marvel, o MCU. Presente nas histórias do Quarteto Fantástico como uma força cósmica além do bem e do mal, ele desafia a definição tradicional de vilão. Agora, ele chega aos cinemas em Quarteto Fantástico: Os Primeiros Passos. Mas será que esse ser primordial, capaz de consumir planetas inteiros, é realmente o deus mais poderoso da Marvel? 

    Galactus não é um vilão tradicional—ele é uma força da natureza. Enquanto outros antagonistas têm motivações pessoais, Galactus é um evento inevitável, como um buraco negro ou supernova. Isso o torna único: ele não é mau, mas ainda assim é uma das maiores ameaças do universo Marvel.

    Ele é poderoso, mas não é único. Mas será que ele é o mais poderoso? Te daremos motivos e você poderá decidir por si. 

    Thanos (Os Vingadores: Guerra Infinita 2012)

    Galactus é uma força cósmica inevitável, um devorador de mundos cuja existência mantém o equilíbrio do multiverso. Ele não é mal por natureza, mas sim uma necessidade universal, como um furacão ou terremoto. Sua fome é insaciável, e planetas são somente alimento. Já Thanos é movido por obsessão e uma filosofia distorcida, como vemos em Guerra Infinita. Enquanto Galactus age por instinto cósmico, Thanos busca poder para impor sua vontade, seja com o Manopla do Infinito ou genocídios calculados. Ao mesmo tempo, tem algo carismático e maligno em Thanos que faz com que tenha muitos seguidores. Essa dualidade torna Thanos tão perigoso, já que sem as jóias do infinito seu poder bruto não chega aos pés de Galactus. Ambos são ameaças existenciais, mas um é um desastre natural; o outro, um tirano com ambição.

    Dormammu (Doutor Estranho, 2016)

    Galactus opera nas leis fundamentais do universo Marvel - sua destruição, por mais terrível que seja, é parte do equilíbrio cósmico. Como força natural personificada, ele pode ser barganhado e até adiado, como provam os Surfistas Prateados que serviram como seus arautos. Como visto em Doutor Estranho, Dormammu, senhor da Dimensão Negra, representa uma ameaça muito mais insidiosa: não contente em destruir, ele busca distorcer a própria realidade com sua magia ancestral. Enquanto Galactus consome mundos de forma quase mecânica, Dormammu corrompe dimensões inteiras, transformando tudo em extensão de seu reino tenebroso. Um é um fenômeno cósmico necessário; o outro, uma anomalia existencial que desafia todas as leis da criação. Dormammu e Galactus acabam em um patamar de poder com diversas similaridades e diferenças, que faz desta uma comparação difícil. 

    Kang, o Conquistador (Loki, 2021)

    Galactus é uma força cósmica inevitável, um fenômeno primordial que transcende a mera vilania. Enquanto Kang, o Conquistador, domina o tempo e manipula realidades com tecnologia, Galactus personifica a fome do universo—um poder bruto que não depende de estratégia, somente de existir. Kang pode ser enganado, derrotado ou até mesmo preso; Galactus só pode ser contido, nunca destruído. Ele não conquista: ele consome. Sua ameaça não é calculada, é natural como uma supernova. Kang é um tirano genial como visto em Loki, mas Galactus é o fim em forma de entidade—e contra ele, nem o tempo oferece escapatória.

    Apocalypse (X-Men: Apocalipse, 2016)

    Galactus é uma força da natureza cósmica, tão inevitável quanto a morte. Enquanto Apocalipse é um tirano genético poderoso, limitado à escala planetária, Galactus transcende a própria ideia de vilania - ele é uma necessidade universal. Sua fome devora planetas inteiros, e seu poder rivaliza com entidades cósmicas como os Celestiais. Apocalipse pode ser derrotado por mutantes poderosos ou armadilhas temporais, mas Galactus só pode ser contido temporariamente, nunca destruído. Um é o maior predador da Terra; o outro é o equilíbrio (e ruína) do próprio universo. Galactus não é um vilão - é o apocalipse em pessoa, enquanto Apocalipse se convenceu de seu status como um deus, sendo até derrotado pelos mutantes em X-Men: Apocalipse.

    Doutor Destino (Quarteto Fantástico, 2005)

    Galactus transcende a mera vilania - ele é uma força cósmica tão essencial quanto destrutiva. Enquanto o Doutor Destino, com todo seu gênio e magia, opera no âmbito planetário, Galactus personifica um princípio universal que mantém o equilíbrio cósmico. Destino já manipulou realidades e derrotou deuses, mas sempre por meio de estratégia e artifícios. Galactus não precisa de planos, pois sua mera existência é uma ameaça. Como em Quarteto Fantástico, O Lorde de Latvéria pode ser enganado, derrotado temporariamente ou até mesmo redimido; o Devorador de Mundos é eterno, insaciável e, no fim, inegociável. Um é o maior vilão da Terra; o outro é o fim de todos os mundos. Porém, nunca se sabe o que o Doutor Destino é capaz de fazer para alcançar seus objetivos, algo que veremos em Vingadores: Doomsday.

    Sentinela (Thunderbolts, 2025)

    Galactus é uma entidade cósmica primordial, parte fundamental do equilíbrio do universo Marvel. Enquanto o Void representa a escuridão interior do Sentinela, limitando-se a uma manifestação de caos e destruição pessoal, Galactus transcende esse conceito - ele é a própria encarnação da fome cósmica. O Void destrói por ódio e instinto; Galactus devora por necessidade existencial, com poder que rivaliza os Celestiais. Enquanto O Void pode ser contido ou dissipado, Galactus é eterno - nem a morte permanente o atinge. Um é a sombra de um homem; o outro, a escuridão entre as galáxias. Em Thunderbolts* ainda não vimos tudo que o Sentinela e seu alter-ego Void são capazes, então é difícil saber se ele chega aos pés da inevitabilidade de Galactus. 

    Celestiais (Eternos, 2021) 

    Galactus, em seu pleno poder, já derrotou Celestiais no cânone Marvel nas HQs (como em Thor #300). Seu status de força primordial e a arma Ultimate Nullifier lhe dão vantagem contra seres cósmicos. Porém, os Celestiais agem em grupos e possuem tecnologia avançadíssima, capazes de reescrever realidades. Um exército deles, como o Host Celestial, poderia sobrepujá-lo. Individualmente, Galactus vence. Contra vários, a balança penderia para os Celestiais – a menos que ele estivesse alimentado por um Power Cosmic amplificado, tornando-o imparável. Chegamos a ver um pouco da ameaça dos celestiais em Eternos

    Filmes e séries com as entidades e vilões mais poderosos da Marvel

    Veja todas as opções de streaming para assistir a filme e séries com os antagonistas mais poderosos da Marvel. 

  • ‘Attack on Titan’ Vs. ‘Kaiju No. 8’: Qual é o melhor Anime de Monstros (Kaiju) do Século XXI?
    Bruno Pinheiro Melim

    Bruno Pinheiro Melim

    Editor JustWatch

    Após o lançamento de Kaiju No. 8, que já está na sua 2ª temporada, uma discussão ganhou vida entre os fãs de anime: será esta a melhor série Kaiju do século XXI? Vale lembrar que Kaiju se refere a um gênero de produções com monstros, popularizado primordialmente pelo lendário personagem Godzilla. 

    A resposta é subjetiva, mas uma coisa é fato: para refletirmos sobre as virtudes de Kaiju No. 8, é necessário recapitularmos uma das séries mais populares do gênero nos últimos anos: Attack on Titan (também conhecida como Ataque dos Titãs). Apesar da similaridade entre os dois animes, podemos levantar alguns aspectos que os diferenciam, para te ajudar a eleger qual série é a mais impactante (ou qual conversa mais com o seu gosto).

    Saiba também onde assistir online, em streaming, às séries e aos filmes de Attack on Titan e Kaiju No. 8.

    Protagonistas (Eren Yeager Vs. Kafka Hibino)

    Em ambas as produções, os dois protagonistas são transformados em monstros. E o mais interessante, é que ambos vivem em um mundo dominado por essas criaturas, as quais os dois querem derrotar. Sejamos justos, um dilema complexo e bastante intrigante.

    No entanto, algumas características e motivações diferem bastante os dois personagens principais. Em Attack on Titan, Eren Yeager é motivado por um sentimento de raiva imenso contra os Titãs (criaturas gigantes) que destruíram a sua família, e quase toda a espécie humana. É, primeiramente, retratado como um personagem impulsivo e vingativo, mas bastante protetor daqueles que ele ama, principalmente sua irmã adotiva Mikasa — que muitas vezes é até mais superprotetora que ele. 

    Depois de se tornar um Titã, Eren é frequentemente dominado por uma força sombria e bastante destrutiva, que não necessariamente reflete o que o personagem é e sente como ser humano. Na série, seu objetivo de destruir todos os Titãs muda gradualmente à medida que ele descobre a verdade sobre a origem desses monstros. 

    Em contrapartida, em Kaiju No. 8, Kafka Hibino é um personagem que, apesar de ter prometido se tornar membro da Força de Defesa contra os Kaijus quando era mais jovem, leva uma vida conformada como varredor de destroços. Seu chamado acontece quando faz um amigo que reaviva seu antigo sonho, e também quando ganha uma força descomunal ao se tornar um Kaiju. 

    Ao contrário de Eren, Kafka é um ser humano muito mais frágil, mas motivado por um sentimento genuíno de ajudar a humanidade. Sua jornada de autodescoberta acontece muito mais no sentido dele conseguir provar o seu valor (a si próprio e à sua amiga Mina) como membro da Força de Defesa, do que propriamente uma busca por vingança — apesar dele também querer destruir os Kaijus. Kafka é uma pessoa mais comedida, e muito mais prudente em relação à sua força monstruosa, e tenta, aos poucos, aprender a conviver com ela, na tentativa de usá-la de forma digna.

    Monstros 

    Os monstros são um aspecto elementar para a construção das duas histórias. Vale recordar que ambos protagonistas se tornam um deles, ao mesmo tempo que tentam destruí-los — o que complexifica ainda mais o mistério por trás da origem dessas criaturas.

    Em Attack on Titan, esses monstros (os Titãs) são representados através de seres humanoides gigantescos, bípedes, e que devoram os próprios humanos, de uma maneira devastadora, sem nenhum propósito aparente. Além disso, são criaturas extremamente fortes e com habilidades regenerativas — exceto a nuca, seu ponto fraco. Alguns deles, são humanos que podem se transformar em Titã, como é o caso de Eren, que ingeriu uma espécie de soro de Titã.

    Já em Kaiju No. 8, as criaturas refletem por definição o que se espera de um Kaiju: seres monstruosos que atacam a humanidade. Eles variam bastante em relação ao tamanho e poder (o que os leva a diferentes classificações, sendo que o protagonista Kafka faz parte da espécie mais forte), mas todos compartilham de um mesmo núcleo (uma espécie de órgão vital), chamado Kaku, que é o responsável por dar um determinado poder ao monstro. 

    Os Kaijus podem diferir na aparência, sendo alguns deles criaturas absolutamente gigantescas (mais numa pegada Godzilla), e outros menores (com características que lembram alguns animais, como lagartos e insetos). E também podem divergir nas suas habilidades (alguns têm uma força descomunal, outros conseguem voar, ou até mesmo se multiplicar). 

    Tom e estética da série

    Apesar de compartilharem do tema que permeia a trama principal da série, Attack on Titan e Kaiju No. 8 se distinguem bastante no que diz respeito ao tom e estética do anime. Começando por Attack on Titan, o anime tem um tom muito sério (para dizer o mínimo), que explora de forma profunda a catástrofe que assola a humanidade com a presença dos Titãs, e a luta pela sobrevivência e liberdade daqueles que ficaram. Sua atmosfera sombria e opressora, suas cores mais frias, e seu traço de animação mais realista, são alguns exemplos estéticos que contribuem para uma apreciação muito mais melancólica de toda a história.

    Em contraste, Kaiju No. 8, digamos que é uma série muito mais inclusiva, que consegue captar um espectro maior de pessoas, não necessariamente só aquelas que buscam um anime mais ‘dark’. Um exemplo disso são algumas passagens mais cômicas, que por vezes servem como uma espécie de alívio para a temática séria. O fato de colocar o seu protagonista em busca de um sonho, e não necessariamente vingança, também contribui para isso. Além do mais, o anime tem uma estética moderna e estilizada, com cores um pouco mais vibrantes, o que acaba contribuindo também para que você torça pelo protagonista, e tenha um sentimento mais otimista em relação à história como um todo.

    Outros animes Kaiju 

    Aos amantes do gênero, e àqueles que pretendem explorar à fundo o vasto conjunto de séries similares à Attack on Titan e Kaiju No. 8, vale mencionar outros animes Kaiju, que também têm o seu grau de importância na categoria. Alguns exemplos são as séries Neon Genesis Evangelion, que se passa em um mundo pós-apocalíptico onde monstros e máquinas se enfrentam, SSSS.Gridman, que relata a história de um jovem que tenta derrotar os Kaijus, Darling in the FranXX, que tem como enredo uma força de ataque que tenta conter os avanços dos monstros, e Círculo de Fogo: The Black, que se situa em um futuro distópico onde os Kaijus destruíram boa parte do mundo.

    Onde assistir ‘Attack on Titan’, 'Kaiju No. 8' e mais animes Kaiju em streaming?

    Saiba abaixo onde assistir online, em streaming, a todas as produções dos dois universos. Vale pontuar que Attack on Titan, além de ser uma série já encerrada após 10 anos no ar, conta também com diversos filmes e spin-offs. Já Kaiju No. 8, ainda no seu começo, segue para a sua segunda temporada, além de ter também um filme compilatório da primeira parte.

  • Descubra Por Que a Versão Mais Poderosa do Super-Homem Não Pode Existir no Cinema ou na TV
    Beatriz Coutinho

    Beatriz Coutinho

    Editor JustWatch

    O Super-Homem apareceu pela primeira vez nas histórias em quadrinhos em 1938 e em pouco tempo se tornou um fenômeno. Afinal de contas, como um personagem com uma história tão emocionante — um alienígena poderosíssimo enviado à Terra ainda bebê, que cresce em um planeta totalmente diferente do seu e ainda o protege quando se torna adulto — não cairia nas graças do público?

    Extremamente poderoso, o Super-Homem é o ideal de super-herói que habita a imaginação de muita gente, mas esqueça tudo o que ele já fez em filmes como Superman ou Homem de Aço, isso não é nada perto do que o Super-Homem Cósmico, Armadura Cósmica ou Robô do Pensamento, pode fazer. 

    Se você sentiu uma certa empolgação aí do outro lado da tela, não se anime, você provavelmente nunca verá esta versão praticamente onipotente do personagem em filmes ou séries de TV — ela está limitada aos quadrinhos, onde sua história funciona melhor, não importa o quanto alguns fãs da DC torçam para que isso aconteça.

    Quem é o Super-Homem Cósmico, a versão mais poderosa do herói?

    Entre 2008 e 2009, o autor Grant Morrison e o ilustrador J. G. Jones publicaram as HQs Crise Final, que encerram duas grandes sagas entre os quadrinhos da DC, Crise nas Infinitas Terras e Crise Infinita, e apresentaram uma história sobre o bem contra o mal. Embora a premissa seja interessante, as HQs receberam algumas críticas por parte dos fãs por conterem muitas narrativas paralelas, o que segundo eles tornou a leitura difícil e confusa.

    A história Super Beyond, lançada entre as edições 3 e 6 de Crise Final, mostra o Super-Homem indo além de tudo para salvar a vida de Lois Lane, que está internada em um hospital, quando faz um acordo: Lane será curada caso ele ajude a salvar o mundo da ficção, que Mandrakk, o Monitor Sombrio, está tentando destruir após enlouquecer. 

    Desta forma, o personagem é guiado ao Limbo, local em que os heróis desaparecem caso sejam esquecidos pelos escritores de HQs e pelo público, com a ajuda dos Monitores — criaturas cósmicas que queriam salvar o universo e manter seu equilíbrio, mas que funcionam justamente como metáforas para os autores das histórias. Os Monitores recrutam o Super-Homem para lutar contra Mandrakk porque sabem que ele representa a ideia de heroísmo e que dará tudo de si para salvar não somente Lois, mas o mundo.

    Assim, os Monitores unem Super-Homem e Ultraman, a versão maligna e corrompida do herói, formando o Super-Homem Armadura Cósmica, um robô gigante, controlado pelos pensamentos do Super-Homem. Ele é capaz de se adaptar aos golpes que recebe, aprimorando-se a cada investida, e possui poderes como consciência espacial e transdimensional. Isso permite que ele se defenda de manipulações dimensionais e de enredo que poderiam apagar sua existência, tornando-o um verdadeiro dispositivo narrativo que sabe que está em uma história e assume o controle dela — inclusive quebrando a quarta parede e conversando com o público (algo parecido com a principal característica do Deadpool, da Marvel). Ou seja, não importa o que o inimigo faça, o Super-Homem não vai morrer porque a história precisa continuar.

    Sem apresentar fraquezas em uma batalha épica, este robô ultrapoderoso do Super-Homem contém o Limbo e vence Mandrakk retirando-o da história e garantindo o futuro. A versão Armadura Cósmica se desintegra por não ser mais necessária, e o herói retorna ao seu mundo, encontrando assim uma maneira de também salvar Lois. A história ainda termina com uma expressão comum dos quadrinhos, “Continua”, uma forma de mostrar que o Super-Homem, suas histórias e a esperança que ele representa precisam continuar existindo.

    Por que é praticamente impossível que o Super-Homem Cósmico seja adaptado para Filme ou Série?

    A esta altura, como você já deve ter percebido, Superman Beyond é uma história complexa, ligada a outra narrativa principal que depende do público ter um conhecimento mínimo sobre dois outros grandes arcos já mencionados: Crise nas Infinitas Terras e Crise Infinita.

    Levar o Super-Homem Cósmico para as telas do cinema ou para episódios de série, exigiria que diretores e roteiristas apresentassem aos espectadores o conceito de multiverso da DC, além de criaturas como os Monitores, o Vazio, e pelo menos parte do que aconteceu durante as Crises. Tudo isso já torna necessária a criação de um novo universo cinematográfico inteiro, que certamente duraria anos e precisaria de no mínimo cinco filmes para criar uma base sólida. Neste momento em que os filmes da DC ainda não formam um conjunto tão robusto, seria muito caro e arriscado produzir algo tão grandioso, fantasioso e repleto de mensagens sobre escrita, heroísmo e finais felizes como esta.

    E se você está se perguntando por qual motivo alguém não poderia simplesmente decidir alterar a história do Super-Homem Cósmico e utilizá-lo sem apresentar sua origem, a resposta é: não é tão simples assim. O personagem é grandioso e poderoso demais, mas além disso, sem sua história e contextos, ele se torna apenas um Super-Homem Robô.

    É por esses motivos que não faz sentido adaptar o Super-Homem Cósmico, a versão mais poderosa do herói, para o cinema ou a televisão. No entanto, a grande maioria dos filmes, séries e animações sobre o personagem já cumpre muito bem a missão de entregar narrativas emocionantes, e complexas na medida certa, sobre um dos super-heróis mais amados da cultura pop.

    Onde assistir as produções com versões poderosas do Super-Homem?

    Confira abaixo quais são as melhores produções com as versões mais poderosas do Super-Homem, passando por filmes, séries e animações, e em quais serviços de streaming assistir a elas.

  • Séries de TV para Você Assistir Depois de ‘Too Much’
    Mariane Morisawa

    Mariane Morisawa

    Editor JustWatch

    Com Too Much (2025), Lena Dunham retoma sua capacidade de colocar na tela diálogos e situações tão realistas que chegam a doer, misturados com uma boa dose de humor autodepreciativo. Ela se inspirou na sua mudança de Nova York para Londres e o encontro com seu marido, o músico Luis Felber, que assina a criação com Dunham. 

    Na trama, Megan Stalter interpreta Jessica, que vai fazer um trabalho de produção temporário em Londres depois de se separar do namorado. Em sua primeira noite na cidade, encontra o músico Felix (Will Sharpe) e enxerga a possibilidade de amar novamente. 

    Para quem ficou com vontade de ver outros romances interculturais e histórias de como navegar os relacionamentos após os 30 e conhecer personagens complexos, caóticos e apaixonantes tentando se recuperar de seus traumas e viver o amor novamente, temos uma lista de séries imperdíveis que você vai gostar se curtiu Too Much. 

    Girls (2012-2017)

    Lena Dunham criou sua primeira série, Girls, quando tinha 20 e poucos anos. Virou estrela mundial e, como sua personagem, Hannah, passou a ser chamada de “a voz de sua geração”. Um certo exagero que a Lena Dunham de hoje prefere recusar. 

    Mas a comédia sobre as amigas Hannah, Marnie (Allison Williams), Jessa (Jemima Kirke) e Shoshanna (Zosia Mamet), às voltas com rapazes como Adam (Adam Driver) e as incertezas do começo da vida adulta da geração millennial em Nova York, certamente marcou época. A falta de filtro e destemor de Lena Dunham em mostrar seres humanos em geral e mulheres em particular em situações desconfortáveis foi, sim, uma pequena revolução. 

    Insecure (2016-2021)

    Como Lena Dunham, Issa Rae também escreveu, dirigiu e protagonizou a comédia Insecure. Na série, Issa (Issa Rae) é uma mulher de 30 e poucos anos, solteira, que está tentando se afirmar profissionalmente e viver suas paixões e sexualidade em Los Angeles. Ao mesmo tempo, lida com suas inseguranças e esquisitices e enfrenta com humor as várias faces do racismo. 

    Enquanto homens entram e saem de sua vida, a única constante é Molly (Yvonne Orji). A série faz um retrato sincero, comovente e engraçado da amizade feminina e mostra a importância de expor na tela a relação entre duas mulheres negras. 

    You’re the Worst (2014-2019)

    Em You’re the Worst, em vez de uma norte-americana ir para a Inglaterra e enfrentar diferenças culturais com o namorado como em Too Much, é um inglês que vai para os Estados Unidos e engata um romance com uma norte-americana. 

    Na série criada por Stephen Falk, o roteirista Jimmy (Chris Geere) conhece em Los Angeles a executiva de relações públicas Gretchen (Aya Cash). Ele é egoísta e tem pouco tato ao expor seus pensamentos. Ela é cínica e autodestrutiva. Essas duas pessoas tóxicas e com questões de saúde mental vão tentar um relacionamento, com todos os percalços imagináveis no caminho. Mas, ainda que nem sempre seus protagonistas sejam pessoas fáceis, a série emociona.

    Fleabag (2016-2019)

    Tanto a Jessica de Too Much quanto a Fleabag (Phoebe Waller-Bridge) de Fleabag estão enfrentando problemas amorosos e as dores do crescimento enquanto lidam com perdas graves e irreparáveis. As duas são sinceras ao extremo, vivem situações no mínimo constrangedoras com frequência e tentam navegar as dificuldades amorosas, sexuais, comportamentais e trabalhistas da mulher contemporânea. E, claro, ambas estão em Londres, embora Jessica seja transplantada de Nova York para lá. 

    Como Lena Dunham, Waller-Bridge também criou, escreveu e protagonizou a hilária série, que é fundamental para entender nossos tempos. Não à toa, está sempre nas listas de melhores do século 21.

    Alguém em Algum Lugar (2022-2024)

    Como Too Much, Alguém em Algum Lugar faz rir e chorar, às vezes simultaneamente. A série criada por Hannah Bos e Paul Thureen tem como protagonista Sam (Bridget Everett), uma mulher com corpo e comportamento fora dos padrões que sofre para se encaixar novamente na pequena cidade onde cresceu, em meio ao luto e à dificuldade de se aceitar. 

    Mas tudo vai aos poucos entrando nos eixos quando ela conhece Joel (Jeff Hiller) e outros “desajustados” que não são aceitos plenamente pela comunidade conservadora. A amizade de Sam com Joel é tão reparadora que ela consegue retomar relacionamentos que julgava perdidos e até começar outros. 

    A Diplomata (2023-)

    Protagonista de A Diplomata, criada por Debora Cahn, Kate Wyler (Keri Russell) é um pouquinho mais velha do que a Jessica de Too Much. Mas, como a personagem da série de Lena Dunham, ela também é uma norte-americana tentando entender os códigos de comportamento em Londres enquanto precisa provar seu valor no trabalho e lidar com seus relacionamentos amorosos e sexuais. 

    A série é cheia de ação. Wyler é uma diplomata de carreira transformada em embaixadora dos Estados Unidos na Inglaterra para lidar com uma grave ameaça. Mas ela precisa sair da sombra do marido, Hal (Rufus Sewell), uma estrela da diplomacia com quem basicamente vive um casamento de fachada, além de atender às expectativas do cargo, inclusive na maneira como se veste. No fundo, a ação serve só de pretexto para explorar de forma esperta os desafios de ser mulher no ambiente de trabalho e as dificuldades de um relacionamento.

    Catastrophe (2015-2019)

    Criada, escrita e protagonizada por Sharon Horgan e Rob Delaney, Catastrophe também tem um relacionamento efêmero que de repente ganha promessa de futuro entre uma pessoa dos Estados Unidos e outra do Reino Unido. A irlandesa Sharon (Sharon Horgan) e Rob (Rob Delaney) vivem um caso de seis dias quando o norte-americano de Boston está em Londres a negócios. Mas ela fica grávida, e os dois decidem tentar um relacionamento. 

    Os empecilhos não são poucos, do pouco tempo que se conhecem às diferenças culturais. Mas, entre momentos de embaraço e outros muito engraçados, e com o enorme carisma de seu casal, Catastrophe conquista rapidinho.

    Ted Lasso (2020-)

    Ted Lasso é a série sobre um americano em Londres de maior sucesso dos últimos tempos. Vencedora de 13 Emmys, com uma quarta temporada a caminho, ela não trata, como Too Much, de alguém dos Estados Unidos encontrando o amor na Inglaterra (pelo menos não até agora). Mas as duas séries mostram como uma mudança drástica pode ser tanto uma fuga quanto a melhor coisa que poderia acontecer a alguém.

    Em Ted Lasso, o personagem do título, interpretado por Jason Sudeikis, é um treinador de futebol americano contratado por uma equipe inglesa de futebol. Ingênuo, bom coração, Ted aos poucos vai conquistando o coração de cada pessoa que encontra, e o efeito é o mesmo no espectador. A série provoca risos e lágrimas com seus diálogos espertos, personagens que dão vontade de abraçar e crença na humanidade. 

    Ninguém Quer (2024-)

    Em Ninguém Quer, Joanne (Kristen Bell) e Noah (Adam Brody) não precisam viajar para fora de Los Angeles para deparar com diferenças culturais capazes de impactar uma relação. Ela é agnóstica e faz um podcast de relacionamento e sexo com a irmã, Morgan (Justine Lupe), o que a tornou um pouco cínica quando o assunto é amor. Noah é um jovem rabino. 

    Os dois têm vidas muito diferentes, mas se apaixonam. O problema vai ser lidar com as expectativas de seus círculos familiares, de amigos e até profissionais. Ninguém Quer tem menos arestas do que Too Much, investindo mais nas receitas infalíveis da comédia romântica: cenários charmosos, figurinos bacanas, protagonistas obviamente atraentes e carismáticos. Mas quem vai reclamar disso? 

    Amor Platônico (2023-)

    Como o título indica, Amor Platônico não fala de um relacionamento amoroso. Mas, como em Too Much, seus personagens são muitas vezes caóticos e constrangedores e nem sempre geram simpatia. E, ainda assim, é uma balbúrdia divertida de acompanhar. 

    Criada por Francesca Delbanco e Nicholas Stoller, a série tem como protagonistas Sylvia (Rose Byrne) e Will (Seth Rogen). Ela é uma ex-advogada que virou dona de casa e cuida dos três filhos. Ele tem um bar e acabou de se divorciar. Os dois foram unha e carne no passado, mas há décadas se afastaram. Incentivada pelo marido Charlie (Luke Macfarlane), Sylvia retoma o contato. Os dois, assim como Jessica e Felix na série de Lena Dunham, têm aquele tipo de relação invejável, porque podem ser 100% quem são um com o outro. 

    Onde assistir a séries como 'Too Much' em streaming?

    Veja onde encontrar às nossas indicações de séries para quem curtiu a nova produção de Lena Dunham:

  • Saiba Onde Assistir as 10 Melhores Adaptações de Stephen King em Streaming
    Beatriz Coutinho

    Beatriz Coutinho

    Editor JustWatch

    Os fãs das obras de Stephen King estão tendo um ano e tanto em 2025, já que várias adaptações de livros do autor estão sendo lançadas ao longo do ano, começando por O Macaco e O Instituto que foram lançadas recentemente. Até dezembro também estão por estrear: A Longa Marcha - Caminhe ou Morra, A Vida de Chuck, IT: Bem-Vindos a Derry e The Running Man

    Se você quer conhecer melhor ou relembrar histórias de King que viraram filmes, confira neste guia da JustWatch as 10 melhores adaptações de livros do Stephen King e onde assistir a elas.

    Christine, o Carro Assassino (2020)

    Dirigido por John Carpenter, o mesmo responsável por O Enigma de Outro Mundo, Christine, o Carro Assassino é um filme divertido e um tanto macabro,  como qualquer filme de terror que envolve um objeto possuído e completamente fora de controle.

    A narrativa é simples: Arnie (Keith Gordon) não é exatamente o cara mais popular de seu colégio, e em seu tempo livre decide reformar Christine, um carro vermelho do modelo 1958 Plymouth Fury. Quanto mais tempo Arnie dedica à Christine, mais ele se sente confiante e atraente, entrando em uma realidade própria em que apenas ele e o carro importam, o que começa a preocupar as pessoas ao redor do garoto, pois parece que Christine não é apenas um carro comum, mas sim uma máquina com um histórico bastante suspeito.

    O Nevoeiro (2007)

    Em 2007, o diretor Frank Darabont lançou mais um filme que adaptava uma história de Stephen King, desta vez, o conto O Nevoeiro. Depois de uma tempestade violenta no Maine, um nevoeiro estranho parece surgir, o que faz com que o pintor David Drayton (Thomas Jane) vá até o supermercado com seu filho de oito anos, Billy (Nathan Gamble) para estocar alguns suprimentos. 

    Chegando lá, o fenômeno piora e um consumidor desesperado entra no local afirmando que o nevoeiro contém diversos perigos, o que faz com que muitos tentem escapar, resultando em mortes e na aparição de criaturas monstruosas e assustadoras. No entanto, Darabont disse em entrevista que O Nevoeiro é “menos sobre os monstros lá fora do que os que estão aqui dentro: as pessoas com quem você está preso, seus amigos e vizinhos, todos sucumbindo à pressão”. Com um final chocante, que deixará qualquer um impactado, O Nevoeiro é uma ótima adaptação de King. 

    Na Hora da Zona Morta (1983)

    Dirigida por David Cronenberg, Na Hora da Zona Morta, é considerada uma das melhores adaptações de Stephen King, na qual Cronenberg conseguiu deixar sua marca surrealista. O filme conta a história do professor de literatura Johnny Smith (Christopher Walken), que sofre um acidente de carro e fica em coma por cinco anos.

    Ao acordar, Johnny percebe que tudo em sua vida mudou completamente, mas que não ser mais namorado de Sarah e o fato de que ela tem um filho são algumas das menores mudanças: agora Johnny consegue prever o futuro ao tocar em alguém e terá que decidir se usa esse poder para interferir em diferentes acontecimentos, que vão de crimes até catástrofes terríveis, ou se deixa o destino se concretizar diante de seus olhos. 

    Carrie, a Estranha (1977)

    O que acontece quando alguém mistura terror e dilemas adolescentes? O primeiro romance publicado de Stephen King, Carrie, a Estranha, também rendeu uma adaptação para filme que marcou gerações e é considerado um clássico do gênero.

    Dirigido por Brian De Palma, o filme mostra a história da jovem Carrie, cuja mãe é uma terrível fanática religiosa que coloca a vida da filha dentro de uma redoma de ignorância. Sem amigos no colégio, onde sempre é ridicularizada, Carrie descobre que possui poderes psicocinéticos que podem causar sérios danos quando a garota sente medo ou raiva. Quando ela se torna vítima de uma nova humilhação, são os presentes no baile da escola que sofrerão com as consequências.

    It - A Coisa (2017)

    Inspiração de uma das séries mais amadas da Netflix, Stranger Things, It - A Coisa é um clássico que dá medo, ao mesmo tempo que encanta pela genialidade com que consegue fazer o espectador (e o leitor!) se apegar a um grupo de adolescentes lutando contra o desconhecido. Em Derry, uma pequena cidade no Maine, um grupo de jovens se vê diante de crimes aterrorizantes: crianças estão sumindo e apenas partes de seus corpos vêm sendo encontradas. Quem será o responsável por trás de algo tão cruel?

    Com uma atuação impressionante de Bill Skarsgård no papel do palhaço Pennywise, que pode mudar de forma para se alimentar do medo de diferentes pessoas, e sustos que arrepiam até a alma do público, It sempre será lembrada como uma história icônica, que envolve por completo quem a assiste ou lê.

    À Espera de Um Milagre (1999)

    Mais uma adaptação de King com Frank Darabont na direção, À Espera de Um Milagre pode ser considerado mais fantasioso e menos aterrorizante por muitos, mas a verdade é que a história do gigante, em tamanho e gentileza, John Coffey (Michael Clarke Duncam), é um verdadeiro pesadelo. Condenado à morte por um crime que não cometeu, Coffey é mandado para uma prisão sulista em meio a segregação racial dos Estados Unidos, onde conhece Paul Edgecomb (Tom Hanks), o chefe da guarda que aos poucos descobre não só a inocência, mas os poderes de cura que o preso possui.

    Esta é uma história triste e emocionante, com toques de humor que aparecem nos momentos certos, além de longa — provável herança da forma como King a publicou pela primeira vez: dividida em seis partes.

    Conta Comigo (1986)

    Uma verdadeira viagem nostálgica sobre amizades, crescimento e a forma como algumas coisas parecem mais fáceis na infância, Conta Comigo é outro clássico de King que foi adaptado para filme nos anos 1980. Dirigido por Rob Reiner, o filme conta a história de um grupo de quatro garotos: Gordie Lachance (Wil Wheaton/Richard Dreyfuss), Chris Chambers (River Phoenix), Teddy Duchamp (Corey Feldman) e Vern Tessio (Jerry O'Connell), que ouvem um boato e partem para a floresta de Castle Rock em busca de uma aventura um tanto mórbida: encontrar o corpo de um jovem que morreu anos antes deles.

    Ao melhor estilo “O que importa é a jornada, e não o destino final”, eles enfrentam juntos uma série de perigos e desafios, além de seus próprios medos, que aparecem entre confissões carregadas de mágoa, histórias sobre pais que certamente não estavam preparados para criar aquelas crianças, e pitadas de esperança acompanhadas dos sonhos de cada um deles, que em um futuro próximo deixarão de ser adolescentes para se tornarem adultos.

    Um Sonho de Liberdade (1994)

    Também dirigido por Darabont, Um Sonho de Liberdade é outra história de King que retrata um preso que foi parar na cadeira de forma injusta: o condenado da vez é Andy Dufresne (Tim Robbins), um jovem e bem sucedido banqueiro que é acusado de matar sua ex-mulher e o amante dela, e então punido com prisão perpétua. Na penitenciária, em meio a guardas, diretores e detentos agressivos e corruptos, o único ombro amigo que Dufresne encontra é o de Ellis Boyd Redding (Morgan Freeman), que já cumpre pena há 20 anos. 

    Retratando a história de um homem que se recusa a perder a esperança mesmo em meio ao caos, o filme foi bem recebido pela crítica na época do lançamento, mas certamente cresceu ao longo dos anos. Grande parte do sucesso é atribuída à atuação de Freeman — público e crítica afirmavam inclusive que o ator deveria ter recebido mais tempo de tela no longa.

    Louca Obsessão (1990)

    Também dirigido por Rob Reiner, Louca Obsessão é uma das melhores adaptações de King. Os dois formatos, livro e filme, brilham ao explorar uma história que acontece, na maior parte do tempo, entre apenas duas pessoas sob uma pequena casa isolada de regiões de maior movimento. Tudo começa quando o famoso escritor Paul Sheldon (James Caan) sofre um acidente de carro e é socorrido pela enfermeira Annie Wilkes (Kathy Bates). Que sorte a dele, não é mesmo? Ser encontrado por uma profissional da saúde que ainda por cima é fã de seu trabalho, ou seja, cuidará dele muito bem.

    No entanto, quando Annie descobre qual destino Paul está preparando para sua personagem preferida de um dos livros dele, tudo muda e a fã se torna completamente maníaca, exigindo que o autor mude a história e transformando a vida dele em um verdadeiro pesadelo. A cena final do filme é capaz de arrepiar espinhas e plantar uma dúvida, mesmo que por poucos segundos, na cabeça de qualquer um.

    O Iluminado (1980)

    Inspirado na parte menos macabra de uma viagem que King fez com sua esposa para um hotel no qual eles eram os únicos hóspedes, O Iluminado, dirigido por Stanley Kubrick, conta a história de Jack Torrance (Jack Nicholson), um escritor que, em busca de um emprego, une o útil ao agradável ao garantir uma vaga como zelador de um gigantesco hotel que fecha durante o inverno: dinheiro e paz para escrever.

    O autor se muda para o local com sua família, mas os quartos e corredores misteriosos do local logo mexem com sua mente, que fica completamente perturbada, e se torna um risco para sua mulher, Winifred  (Shelley Duvall), e o filho pequeno do casal, Danny (Danny Lloyd), que possui uma estranha ligação com o hotel. Com cenas que se tornaram objeto de estudo em muitos cursos sobre cinema e uma história repleta de tensão, O Iluminado é frequentemente considerada a melhor adaptação de uma obra de Stephen King, embora Kubrick tenha adicionado seus próprios toques e conceitos ao filme se distanciando da obra original com sua atmosfera aterrorizante própria. 

    Onde assistir as melhores adaptações de Stephen King?

    Veja abaixo em quais serviços de streaming assistir aos melhores filmes que são adaptações de histórias escritas por Stephen King.

  • Como Superman Prepara o Novo Universo Cinematográfico da DC (DCU)?
    Beatriz Coutinho

    Beatriz Coutinho

    Editor JustWatch

    O filme Superman, a principal produção que dá o pontapé inicial no novo Universo Cinematográfico da DC Comics (DCU), finalmente estreou e trouxe com ele uma série de pistas sobre o futuro desta nova fase do selo de quadrinhos no cinema e na televisão. A história de Clark Kent/Superman (David Corenswet) e Lois Lane (Rachel Brosnahan) conta com diversos outros personagens que também ajudarão a moldar o DCU do diretor James Gunn, que comanda o projeto ao lado do produtor Peter Safran.

    Neste guia da JustWatch, confira como Superman prepara o público para os próximos passos do DCU, para além de filmes menos sombrios e sem grandes produções apresentando histórias de origem dos personagens, e em quais serviços de streaming encontrar as produções deste recomeço da DC.

    Para quem não ainda não assistiu: cuidado, spoilers de Superman abaixo!

    Supergirl

    A pista mais evidente que Superman traz é sobre a prima do personagem, Kara Zor-El, que ganhará seu próprio filme, Supergirl, em 26 de junho de 2026, ou seja, em menos de um ano. Ela teve uma curta aparição no final de Superman, quando o herói está descansando na Fortaleza da Solidão e Supergirl (Milly Alcock) aparece bêbada, interrompendo-o e informando que está ali para buscar Krypto antes de partir para mais uma festa pelo espaço — segundo Superman, Kara voa para planetas com sóis vermelhos, cuja luz diminui os poderes kryptonianos, com o objetivo de ficar bêbada. 

    É exatamente assim, levemente alterada, que a personagem aparece em Supergirl: A Mulher do Amanhã. A HQ de Tom King e Bilquis Evely (artista brasileira) foi a grande inspiração para o filme da super-heroína, cujo diretor é Craig Gillespie, conhecido por trabalhos como A Hora do Espanto e Cruella. Desta forma, podemos esperar por mais Krypto no longa de Kara, que também terá a participação do Lobo, interpretado por Jason Momoa (que já fez parte da DC como Aquaman, mas foi escalado novamente; lembrando que os filmes do DCEU não fazem parte do novo DCU, o que permite que o público separe um personagem do outro).

    É provável que o filme, trazendo uma atmosfera mais sombria, explore as diferenças entre a Supergirl e o Super-Homem, já que ela viveu 14 anos em Krypton antes de fugir para a Terra, e forneça mais detalhes sobre o fato de que os kryptonianos enviaram Superman ao nosso planeta para conquistá-lo.

    Liga da Justiça

    Embora o nome ainda não pareça ser um consenso entre o grupo, a Gangue da Justiça, formada por Sr. Incrível (Edi Gathegi), Guy Gardner/Lanterna Verde (Nathan Fillion), Mulher-Gavião (Isabela Merced) e Rex Mason/Metamorfo, deve se tornar a Liga da Justiça no futuro. No filme o grupo adquire o local que será conhecido como Hall da Justiça, onde inclusive aparece um mural em que podem ser vistos os personagens Cavaleiro Silencioso, Pirata Negro, Pantera e Flash (Jay Garrick, o Flash original) — os dois últimos já foram assumidos por diferentes meta-humanos, o que oferece certa liberdade para James Gunn decidir qual versão aparecerá no DCU.

    Além disso, é mostrado que a Gangue da Justiça é financiada pelo bilionário Maxwell Lord (Sean Gunn), dono da LordTech, que aparece rapidamente no filme e deixa bastante explícito que não gosta nem um pouco de Lex Luthor (Nicholas Hoult). O logo da LordTech também aparece de forma breve em um gravador de Lois Lane, mostrando mais do tamanho da presença da empresa.

    É importante ressaltar também que a série Lanternas, que também faz parte do novo DCU, apresentará mais dois Lanternas Verdes: Hal Jordan (Kyle Chandler), um dos fundadores da Liga da Justiça nas histórias em quadrinhos, e e John Stewart (Aaron Pierre), já conhecido do público por ter feito parte das séries animadas Liga da Justiça e Liga da Justiça Sem Limites

    Ultraman, o Bizarro?

    Uma forte teoria indica também que Ultraman, o clone do Superman criado por Luthor, na verdade seja o Bizarro, embora ele não apareça com o rosto desfigurado como geralmente é visto nos quadrinhos. Este personagem é um clone imperfeito do Superman, que tem poderes contrários ao do herói, e que já teve sua origem sendo apresentada de diversas formas nos quadrinhos, o que certamente deu certa liberdade para que Gunn o trouxesse dessa forma. 

    Outra evidência de que o clone se trata de Bizarro é o momento em que  Superman joga o Ultraman na frente de um ônibus que o envia para um buraco negro em outra dimensão, o mesmo em que está o rio antiprótons do universo compacto de Luthor, que tinham o formato de cubos, a mesma forma do Mundo Bizarro, um planeta fictício da DC em que tudo funciona de forma contrária a da Terra. Desta forma, muitos fãs vêm se perguntando se voltarão a ver o Ultraman no futuro, caso seja confirmado que ele realmente é o Bizarro.

    2ª Temporada do Pacificador

    Em Superman, também temos John Cena em seu icônico papel como Christopher Smith/Pacificador, e o filme deu diversas dicas sobre o que esperar da 2ª temporada de Pacificador, que estreia em 21 de agosto de 2025. Vale lembrar, inclusive, que Gunn revelou que os eventos de Superman serão relevantes nesta nova temporada, cujo trailer mostra o Pacificador fazendo uma entrevista para entrar na Gangue da Justiça e sendo rejeitado. Em breve o público terá mais contexto para assistir a cena, que talvez seja uma indicação de que novos integrantes chegarão ao grupo no futuro.

    Outro personagem que estará na 2ª temporada do Pacificador e que deve se tornar mais importante no futuro do DCU é Rick Flag Sr. (Frank Grillo), que já havia aparecido em Comando das Criaturas, animação que pode ter passado despercebida por muita gente, mas foi, em teoria, o primeiro projeto oficial desta nova fase da DC.

    Em Superman, o personagem se torna Secretário de Defesa dos Estados Unidos, mas a animação já havia mostrado que Flag Sr. trabalhava com Amanda Waller (Viola Davis), conhecida por querer controlar os meta humanos nos quadrinhos, algo que o Secretário provavelmente também deseja. Já em Pacificador, Flag Sr. deve aparecer buscando vingança pela morte de seu filho, Rick Flag, que aconteceu no filme O Esquadrão Suicida.

    Onde assistir 'Superman' e outras produções do novo DCU?

    Confira abaixo em quais serviços de streaming assistir Superman e outros filmes, séries e animações do novo Universo Cinematográfico da DC online.

  • Os 10 Melhores Filmes e Séries com Nicholas Hoult
    Bruno Pinheiro Melim

    Bruno Pinheiro Melim

    Editor JustWatch

    Com uma carreira no cinema iniciada com apenas 11 anos, quando interpretou uma criança que ensina um homem como ser um adulto maduro, em Um Grande Garoto, o versátil Nicholas Hoult chega à sua ‘era de ouro’ acumulando importantes papéis e se desafiando cada vez mais, ao viver personagens complexos e ambíguos.

    Sua nova empreitada no universo dos super-heróis, apresentará o ator na pele de um dos vilões mais conhecidos da DC, o Lex Luthor. Incluindo o novo Superman, de James Gunn, preparamos este guia para que você possa conhecer mais a fundo a filmografia de Nicholas Hoult, e mergulhar nos melhores filmes do ator. 

    Mad Max: Estrada da Fúria (2015) 

    O que dizer da interpretação de Nicholas Hoult em Mad Max: Estrada da Fúria? Mesmo sendo um filme protagonizado pelos dois pesos pesados, Tom Hardy (Max) e Charlize Theron (Furiosa), o ator consegue estar à altura da dupla ao brilhar na pele do insano e eufórico Nux, um jovem War Boy que, de início, é um devoto de Immortan Joe, mas que acaba por virar a casaca e ajudar Max e Furiosa na sua vertiginosa fuga pelo deserto.

    Para muitos, é o personagem mais interessante e complexo do filme, já que é um homem que vive no limite e acredita religiosamente que, ao morrer na Estrada da Fúria, alcançará o Valhalla. Algumas das melhores cenas dessa intensa e alucinante obra, acontece com a presença de Nux em tela, e uma das frases mais marcantes do longa, também é de sua autoria: "What a lovely day!" ("Que dia lindo!").

    Jurado Nº 2 (2024)

    O longa mais recente de Clint Eastwood tem qualquer coisa de especial, principalmente por conta da atuação de Nicholas Hoult. Jurado Nº 2 é um daqueles filmes os quais, durante toda a sua duração, nos perguntamos o que faríamos se estivéssemos na pele do protagonista. É uma obra que recupera a melhor fase de Clint, onde o diretor coloca o seu protagonista em um dilema moral bastante complexo.

    Ao dar vida a Justin Kemp, um homem que participa do júri no julgamento de um caso que ele mesmo está envolvido, Nicholas entrega uma interpretação repleta de nuances de um personagem alcoólatra consumido pela culpa, mas que ao mesmo tempo tenta se reinventar na vida.

    Nosferatu (2024) 

    Nesta adaptação de Robert Eggers, do clássico expressionista Nosferatu, de F.W. Murnau, que por sua vez adaptou (de forma não autorizada) o livro Drácula, de Bram Stoker, Nicholas Hoult dá vida ao azarado Thomas Hutter. Ele é o responsável por conduzir a parte burocrática da compra do novo imóvel de… Conde Drácula! Ou melhor, Conde Orlok, no filme de Eggers.

    Com uma atmosfera gótica e um visual bastante gráfico, o novo Nosferatu explora a perturbadora relação entre Ellen (esposa de Thomas) e Orlok, que se comunicam através dos sonhos, além de se aprofundar nos transtornos e paranoias de Thomas, que fica preso no castelo de Orlok, na Transilvânia. É uma atuação que exige do ator uma amplitude emocional gigantesca, ao dar vida a um homem cético que, aos poucos, se vê tomado pelo medo do sobrenatural.

    Skins (2007-2013)

    Talvez o trabalho que mais tenha popularizado Nicholas Hoult, antes dele iniciar a sua ‘fase de ouro’ atuando em grandes filmes de diretores respeitadíssimos, seja na série Skins. Famosa por ter conquistado uma legião de fãs durante o início do século, a produção britânica acompanha um grupo de adolescentes de Bristol, que vivenciam intensamente essa fase de experimentação, através da sexualidade, de relacionamentos complexos e de desafios às autoridades.

    Com personagens extremamente bem trabalhados, a série foi responsável por ter revelado muitos jovens que se tornaram atores consolidados no meio, como por exemplo Jack O’Connell, Dev Patel, Kaya Scodelario, Daniel Kaluuya e, obviamente, Nicholas Hoult, que interpreta Tony, um jovem charmoso, manipulador e narcisista, que é irmão mais velho de uma das protagonistas, Effy.

    A Favorita (2018)

    O indicado a 8 Oscars da Academia, A Favorita, trouxe Nicholas Hoult em um personagem mais burlesco e exagerado. O ator interpreta Harley, um político da corte da Inglaterra do século XVIII, que exagera na peruca e no jeito como se comporta, tudo isso para impressionar a Rainha Anne em busca de ascensão e influência.

    Utilizando todo o seu jogo de cintura, sua simpatia e poder de manipulação, o personagem exerce uma função importante na trama, já que é ele quem coloca Abigail próxima à Rainha, na tentativa de espionar Sarah - a influente amiga de Anne. É, sem dúvida, um papel marcante na carreira de Nicholas, que demonstra sua versatilidade ao representar impecavelmente uma figura de época.

    X-Men: Dias de um Futuro Esquecido (2014)

    Entre os vários filmes de X-Men em que Nicholas Hoult trabalhou, X-Men: Dias de um Futuro Esquecido talvez seja o mais memorável de todos, muito por conta da complexa trama de viagem no tempo, como também das atuações memoráveis. 

    Interpretando o cientista Hank McCoy, que também pode ser chamado de Fera, Nicholas dá vida a uma figura que lida com um dilema interior muito grande, uma vez que sua mutação foi potencializada pelas suas próprias experiências. Seu personagem desempenha um papel essencial, tanto no arco narrativo que se passa no passado, quanto no que se desenrola no futuro. Vale recordar que a história se situa em dois períodos, já que Wolverine é obrigado a voltar no tempo para evitar que os mutantes sejam permanentemente eliminados.

    O Menu (2022)

    Que tal uma viagem à uma ilha para experimentar um menu exclusivo de um prestigiado chef?  Esse é o objetivo do casal formado por Tyler e Margot, interpretados por Nicholas Hoult e Anya Taylor-Joy que, durante uma viagem gastronômica, acabam se envolvendo em uma série de surpresas macabras.

    Tyler, ao contrário dos outros convidados da ilha, não representa propriamente a elite, sendo um entusiasta da alta gastronomia, que frequentemente age com uma postura bastante ‘hyper’. Em O Menu, à medida que as surpresas perturbadoras do Chef Slowik vão sendo reveladas, fica a pergunta se Tyler, mesmo idolatrando o cozinheiro, está disposto a vivenciar a experiência até o seu limite. É, sem dúvida, uma performance imersiva e bastante aficionada do ator britânico.

    The Great (2020-2023)

    A habilidade de Nicholas Hoult em dar vida a personagens em produções de época é demonstrada também em The Great. Na série, acompanhamos a - no mínimo - ‘complicada’ relação entre a imperatriz mais longeva do império russo, Catarina II, a Grande, e seu problemático marido, o czar Pedro III, durante o século XVIII. 

    Através de um relacionamento extremamente conturbado, presenciamos, de forma cômica, toda a ascensão de Catarina até se tornar imperatriz, fato consolidado com um golpe - acredite se quiser - no próprio marido. A série entrega uma reconstrução histórica belíssima, além de uma atuação notável dos dois protagonistas, Elle Fanning e Nicholas Hoult.

    Um Grande Garoto (2002)

    O filme que apresentou ao mundo o talento do - na época ainda criança - Nicholas Hoult, foi Um Grande Garoto. Nesta comédia sensível, que explora os meandros de uma relação entre um homem e uma criança, o ator dá um show à parte ao interpretar um garoto que mostra a um sujeito mulherengo e irresponsável, como se comportar como um verdadeiro adulto. Em contrapartida, o homem o ajuda a lidar melhor com o seu isolamento na escola.

    É um filme que depende da atuação de Nicholas para o seu sucesso, já que seu personagem é um dos protagonistas da trama. Mesmo com apenas 11 anos de idade, o ator demonstrou uma técnica e ternura fora do comum, ao interpretar uma criança rodeada de problemas pessoais e questões de identidade, mas que ainda assim nos ensina muito.

    Superman (2025)

    Nicholas Hoult, inicialmente, tinha feito o teste para ser o novo Super-Homem no filme Superman. No entanto, o diretor James Gunn contactou o ator, para saber se ele topava dar vida a um dos mais conhecidos vilões do herói, Lex Luthor.

    No novo filme do Homem de Aço, interpretado por David Corenswet, o ético e bondoso herói tenta conciliar a sua vida de super-poderes com a sua vida humana como Clark Kent, ao lado de Lois Lane. Lex, o megaempresário que, como sempre, está na cola do último filho de Krypton, tenta bolar um plano - mais do que sofisticado - para deter Superman, o que pode acabar gerando a destruição completa de Metrópolis. É um filme que promete recuperar o prestígio do herói no cinema, e apresentar um leque de atores, incluindo Nicholas, que podem perdurar no universo durante os próximos anos.

    Onde assistir aos melhores filmes e séries com Nicholas Hoult em streaming?

    Abaixo, saiba onde encontrar os melhores filmes e séries com o ator Nicholas Hoult, todos disponíveis online, em streaming!

  • Os 10 Melhores Filmes de Animação do Superman
    Bruno Pinheiro Melim

    Bruno Pinheiro Melim

    Editor JustWatch

    Frequentemente acabamos por nos apegar aos filmes de super-heróis em live-action e esquecemos do riquíssimo universo que existe também nos longas de animação, que muitas vezes dialogam de maneira mais intensa com os quadrinhos originais. Com o sucesso do mais novo live-action de Superman nos cinemas, vale lembrar como o herói já teve animações marcantes com histórias complexas e divertidas. 

    Certamente, não existe forma melhor que a animação para explorar à fundo - por meio de imagens em movimento - as histórias e as complexidades dos personagens que rodeiam o mundo dos heróis - principalmente quando o assunto é DC Comics. 

    Neste guia da JustWatch, separamos as melhores animações de uma das figuras mais famosas da DC, o Superman, para que você possa assisti-las online, em streaming.

    Superman: Contra a Elite (2012)

    Uma das grandes qualidades de Superman: Contra a Elite mora justamente no fato de ser um filme bastante ousado, e que ao invés de trazer uma história previsível e clichê, se arrisca em uma trama que coloca em cheque o heroísmo e os métodos do Super-Homem.

    Com uma conduta ética bem estabelecida, evitando, na maioria das vezes, métodos mais violentos e extremos de combate ao crime, Superman se depara uma uma elite de ‘heróis’ que agem sob nenhum tipo de regra moral, pouco se importando com a vida dos criminosos. E agora, como será que o Homem de Aço vai agir frente à chegada de um idolatrado grupo, mas que, na sua visão, comete injustiças?

    Grandes Astros: Superman (2011)

    Para quem está em busca de uma animação que capta perfeitamente a essência do super-herói nos quadrinhos, Grandes Astros: Superman pode ser a escolha perfeita. 

    É um filme que desenvolve bem a história de personagens clássicos, como a jornalista e parceira romântica do herói, Lois Lane, e o vilão e gênio do crime, Lex Luthor, além de ser uma obra que traz Superman com um dilema de mortalidade bastante interessante. Após uma missão onde o herói é exposto à radiação solar, seu tempo de vida diminui significativamente. Como será que ele irá reagir ao perceber que está morrendo e que Luthor tem um plano de dominação global?

    A Morte do Superman (2018)

    Não há como esconder muito a história de A Morte do Superman, se o próprio nome do filme já entrega sobre o que ele se trata. A animação, assim como a anterior, é uma obra que testa os limites do herói com uma história memorável e emocionante das consequências de um duelo entre o Super-Homem e o assustador Apocalypse. 

    Ao presenciarmos o impacto do acontecimento marcante gerado pelo confronto entre os dois, principalmente através do ponto de vista de Lois Lane, mas também de outros heróis como a Mulher Maravilha e o Batman, sentimos afetivamente o verdadeiro legado deixado por Superman, mesmo com sua ausência.

    Superman e Batman: Inimigos Públicos (2009)

    Para qualquer fã da DC, é sempre empolgante ver os seus dois maiores heróis atuando juntos em um filme. Em Superman e Batman: Inimigos Públicos, esse desejo é mais do que realizado com uma animação bastante madura e carregada de cenas de ação.

    Agora presidente dos Estados Unidos, Lex Luthor utiliza o fato de que um meteoro de Kryptonita está se aproximando da Terra, para incriminar Superman, e oferecer uma grande recompensa pela sua cabeça. Com a ajuda do Batman - agora também inimigo público - a dupla de heróis terá, digamos que no mínimo, uma difícil missão: impedir a colisão do meteoro, provar que o Homem de Aço não é um criminoso, e ainda derrotar os vilões que se juntaram contra eles.

    Reino do Superman (2019) 

    Clark Kent não está mais entre nós em Reino do Superman. Explorando de forma mais profunda as consequências da morte do lendário herói, o filme retrata a busca para encontrar alguém que o suceda. Quatro indivíduos (Superboy, Superciborgue, Aço e Erradicador), com fortes poderes, brigam por manter o legado do Super-Homem. Mas qual será o propósito por trás da vontade de cada um deles?

    É uma animação que mostra o poder da DC de conseguir cativar o público, mesmo contando uma história que se passa no universo do Superman, mas sem dispor da presença física dele. É mais que uma prova de que o legado do herói sempre estará presente.

    Batman e Superman: Batalha dos Super Filhos (2022)

    Para quem tem vontade de explorar uma história mais alternativa do universo de Superman, através de uma animação que também ousa no seu estilo, comparado aos clássicos desenhos animados da DC, Batman e Superman: Batalha dos Super Filhos é a escolha acertada.

    Esqueça Clark Kent e Bruce Wayne. Neste filme, quem divide o protagonismo são Jon Kent e Damian Wayne, respectivos filhos dos personagens. Na tentativa de se renovar para atingir um público mais jovem, a animação em CGI explora o futuro dos super-heróis por meio de uma nova geração formada pelos filhos do Superman e do Batman, que se unem para derrotar uma ameaça alienígena. É um filme com um visual bastante criativo, um tom cômico muito acertado e uma história que foge do lugar-comum.

    Superman e Batman: Apocalipse (2010) 

    Superman e Batman: Apocalipse é uma sequência direta do filme Superman e Batman: Inimigos Públicos. Apesar de ser um pouco menos sofisticada do que a obra anterior, em termos narrativos e visuais, a sequência é famosa por apresentar e explorar mais a fundo a personagem da Supergirl.

    Esses heróis mal podem respirar, já que uma nova missão sempre os chama. Dias após os acontecimentos do primeiro filme, uma nave espacial cai em Gotham com uma jovem que detém poderes muito parecidos com os do Superman. Ao descobrir que a garota é sua prima, Super-Homem e Batman fazem o possível para treiná-la na Terra. No entanto, Darkseid, o poderoso tirano do planeta Apokolips, planeja sequestrá-la para usufruir do seu poder para benefícios próprios.

    Superman: Sem Limites (2013)

    Cansado da participação de outros super-heróis (principalmente o Batman) nos longas solos do Super-Homem? Então Superman: Sem Limites é uma das melhores alternativas para você que quer uma aventura 100% kryptoniana. 

    Baseado na HQ, Superman: Brainiac, que traz um dos principais vilões do Homem de Aço, o filme conta a história do confronto entre o herói e Brainiac, um alienígena cujo hobby é ‘colecionar cidades e mundos’. Com o auxílio de Supergirl, o Super-Homem terá que encontrar uma forma de derrotar este maníaco que acabou de ‘encolher’ - literalmente - a cidade de Kandor, uma das maiores do planeta Krypton.

    Superman: O Homem do Amanhã (2020)

    Com um visual distinto, mais colorido e alegre que os anteriores, Superman: O Homem do Amanhã é um filme que tenta criar um universo mais leve, com traços de animação mais estilizados, para contar a ilustre e moderna história de quando Clark Kent começou a sua jornada como o Super-Homem.

    Acabado de chegar em Metrópolis, Clark tenta conciliar a sua nova vida de super-herói com o seu trabalho de estagiário no Planeta Diário. Sua relação com Lois, e seu disfarce como um ‘mero humano’, é bastante explorado, não se concentrando somente na sua batalha contra os vilões. É um filme divertido, mas que surpreende justamente por ousar ao tentar renovar a história e o visual do universo do personagem. 

    A Morte do Superman (2007) 

    Adaptando o mesmo quadrinho que o filme homônimo de 2018, A Morte do Superman, de 2007, é uma versão mais compacta da história que conta como Superman morreu e o que se seguiu à sua morte. Por isso mesmo, acaba por ser uma obra que não permite uma envolvência emocional tão grande quanto às que foram lançadas posteriormente abordando o mesmo arco narrativo.

    Todo o episódio da luta contra o Apocalypse (ou Doomsday) e a busca pelo seu substituto, é desenvolvido aqui durante um pouco mais de uma hora de duração. Pode ser uma boa escolha para quem quer um panorama mais rápido da história da morte do herói, sem precisar assistir aos dois filmes que melhor desenvolvem este tema.

    Onde assistir aos melhores filmes de animação do Superman em streaming?

    Abaixo, confira o nosso guia completo e saiba onde encontrar online, em streaming, os melhores filmes de animação do Superman!

  • Emmy 2025: Onde Assistir às Séries e Minisséries com Mais Indicações
    Mariane Morisawa

    Mariane Morisawa

    Editor JustWatch

    Adolescência (2025), Ruptura (2022-) e The White Lotus (2021-) estão entre as séries com o maior número de indicações ao Emmy 2025. A cerimônia de premiação da 77ª edição acontece em 14 de setembro, em Los Angeles. 

    Na lista a seguir, você confere as indicadas a melhor drama, melhor comédia e melhor minissérie ou antologia, que são os títulos que dominam a maioria das categorias, assim como onde assisti-las: 

    Andor (2022-2025)

    Criada por Tony Gilroy, Andor, que pertence ao universo Star Wars, concorre a 14 Emmys, a maioria em categorias técnicas, exceto melhor drama, roteiro de drama e ator convidado em série dramática (Forest Whitaker). A falta de indicações para o elenco principal foi uma das grandes surpresas do anúncio. 

    Andor, uma prequela de Rogue One: Uma História Star Wars (2016) e Star Wars: Episódio IV - Uma Nova Esperança (1977), revitalizou a combalida franquia com a história do contrabandista transformado em rebelde Cassian Andor (Diego Luna). Cassian, sua amiga de infância Bix (Adria Arjona), o misterioso Luthen Rael (Stellan Skarsgaard) e a senadora Mon Mothma (Genevieve O’Reilly), entre outros, aos poucos formam a Aliança Rebelde, que luta contra o Império Galáctico em uma época marcada pela mentira, a opressão, a corrupção e a violência desmedida. 

    A Diplomata (2023-)

    Com duas indicações, melhor drama e atriz de drama, A Diplomata, criada por Debora Cahn, traz Keri Russell no papel da diplomata de carreira do título, transferida para a Inglaterra para ser embaixadora em meio a uma crise internacional.

    Como sempre, Russell arrasa aqui no papel de uma mulher sem frescuras e desacostumada de ser julgada pela maneira como se comporta ou se veste. Em meio à tensão, ela ainda precisa lidar com o casamento falido com Hal (Rufus Sewell), ex-embaixador dos Estados Unidos no Líbano e uma estrela da diplomacia, agora com dificuldades de aceitar que sua mulher tem um posto mais importante. 

    The Last of Us (2023-)

    A segunda temporada de The Last of Us, baseada no videogame pós-apocalíptico, foi indicada a 16 Emmys, incluindo melhor drama, ator (Pedro Pascal, mesmo com tempo de tela reduzido), atriz (Bella Ramsey), além de quatro para atores convidados (Joe Pantoliano, Jeffrey Wright, Kaitlyn Dever e Catherine O’Hara). 

    Por mais que as pessoas infectadas pelo fungo sejam sempre uma ameaça, para Joel e Ellie o pior está na deterioração do seu relacionamento, devido aos fantasmas do passado, que separa os dois em um momento crucial. Em The Last of Us, o verdadeiro perigo está nos limites ultrapassados na busca pela sobrevivência e no ciclo sem fim da vingança.  

    Paradise (2025-)

    Série estreante, Paradise conquistou quatro indicações, todas em categorias nobres: drama, ator (Sterling K. Brown), ator coadjuvante (James Marsden) e atriz coadjuvante (Julianne Nicholson). 

    O criador Dan Fogelman faz aqui algo bem diferente do drama familiar de This Is Us (2016-2022), também estrelado por Brown. Paradise é um thriller político sobre Xavier, um agente do Serviço Secreto que investiga o assassinato do presidente Cal Bradford na pacata cidade do título. Esse paraíso, porém, esconde muitos segredos, vários deles nas mãos da poderosa empresária conhecida como Sinatra (Nicholson). Cheia de reviravoltas, a série também traz uma boa dose de drama, um veículo perfeito para os atores brilharem.

    The Pitt (2025-)

    Mais uma série médica? Sim, mas, mesmo quem estiver cansado não perde nada dando uma chance à estreante The Pitt. Ela combina a urgência de 24 Horas (2001-2010) e sua contagem regressiva com o cotidiano atribulado de médicos e enfermeiras de E.R.: Plantão Médico (1994-2009), usando até um de seus atores principais, Noah Wyle, o Dr. John Carter de então e o Dr. Robby de agora. 

    A série foi merecidamente um dos fenômenos do ano e concorre a 13 Emmys, incluindo melhor drama, ator (Wyle, em sua sexta indicação), atriz coadjuvante (Katherine LaNasa) e ator convidado (Shawn Hatosy). The Pitt consegue equilibrar o drama dos casos com a exposição do impacto que trabalhar em uma emergência tem na vida dos médicos e enfermeiros e com a discussão sobre o sistema de saúde em geral. 

    Ruptura (2022-) 

    Com impressionantes 27 indicações, o maior número deste ano, a segunda temporada de Ruptura concorre nas principais categorias, como melhor drama, atriz (Britt Lower), ator (Adam Scott), atriz coadjuvante (Patricia Arquette) e ator coadjuvante (Zach Cherry, Tramell Tillman e John Turturro). 

    Criada por Dan Erickson e dirigida majoritariamente por Ben Stiller, é uma série que combina os mistérios da trama surreal com um estilo visual único. A segunda temporada veio três anos após a primeira, mas valeu a espera para explorar ainda mais esse mundo dividido das Indústrias Lumon, em que os funcionários se esquecem de toda a sua vida assim que entram na empresa e depois deixam as memórias do trabalho para trás no momento em que saem pela porta.  

    Slow Horses (2022-)

    Slow Horses é um unicórnio no atual panorama da televisão: em três anos, teve quatro temporadas, e a quinta estreia ainda em 2025. São poucos episódios por temporada, como costumam ser nas produções britânicas, mas, pelo menos, nenhum fã fica na mão. Nesse período, foram 14 indicações ao Emmy, cinco em 2025, inclusive melhor drama e ator dramático (Gary Oldman). 

    A série criada por Will Smith (não o ator) e baseada nos livros de Mick Herron faz sucesso com sua trama de espionagem bem distante de James Bond e afins. Na unidade comandada por Jackson Lamb estão agentes que fracassaram em alguma missão. O elenco, para além de Oldman, é espetacular, com Jack Lowden, Kristin Scott Thomas, Sophie Okonedo e Jonathan Pryce. 

    The White Lotus (2021-)

    Com humor mordaz, The White Lotus faz a linha “devorem os ricos”. Cada uma das três temporadas criadas por Mike White vai a um hotel de luxo em um paraíso diferente, apresentando novos personagens, e um deles acaba morrendo ou matando alguém. Depois de Havaí e Sicília, o terceiro ano foi na Tailândia, onde milionários como a família Ratfliff (Jason Isaacs, Parker Posey, Patrick Schwarzenegger, Sarah Catherine Hook e Sam Nivola) e as amigas Laurie (Carrie Coon), Jaclyn (Michelle Monaghan) e Kate (Leslie Bibb) são confrontados com verdades duras sobre si mesmos, mas, no processo, também corrompem o local. 

    No total, a série teve 23 indicações, entre elas melhor drama, além de impressionantes oito nas categorias de atuação: ator coadjuvante (Walton Goggins, Jason Isaacs, Sam Rockwell), atriz coadjuvante (Carrie Coon, Parker Posey, Natasha Rothwell, Aimee Lou Wood) e ator convidado (Scott Glenn).

    Abbott Elementary (2021-)

    Nas suas quatro temporadas, Abbott Elementary, criada por Quinta Brunson, mostra com humor a comovente dedicação de professores de uma escola pública de ensino fundamental na Filadélfia, com professores e alunos de maioria negra. Janine (Brunson) é ingênua e idealista e conta com a ajuda de colegas mais experientes, como Barbara (Sheryl Lee Ralph) e Melissa (Lisa Ann Wlater), e até da diretora narcisista Ava (Janelle James). Mesmo sendo uma comédia, a série é cheia de coração e faz lembrar daqueles professores especiais que fizeram tudo o que podiam por seus alunos. 

    Até hoje, foram quatro Emmys e 29 indicações, cinco delas neste ano: melhor série cômica, atriz (Brunson), atriz coadjuvante (Janelle James e Sheryl Lee Ralph) e roteiro. 

    O Urso (2022-)

    Vencedora de 21 Emmys em suas duas primeiras temporadas, O Urso concorre a 13 prêmios por sua terceira temporada (a quarta entrou no ar depois do prazo de elegibilidade). Entre as indicações estão melhor comédia, ator (Jeremy Allen White), atriz (Ayo Edebiri, que também disputa melhor direção pelo episódio Napkins), ator coadjuvante (Ebon Moss-Bachrach), atriz coadjuvante (Liza Colón-Zayas), ator convidado (Jon Bernthal), atriz convidada (Olivia Colman e Jamie Lee Curtis). 

    Na terceira temporada, mais desfocada que as duas primeiras, Carmy (White) e sua equipe lidam com os muitos desafios de manter um restaurante novo, especialmente quando o chef tem comportamento difícil e muda o cardápio toda hora. Os episódios de destaque são aqueles justamente que saem da cozinha e de Carmy e focam em Tina (Colón-Zayas) e Natalie (Abby Elliott). É mais uma prova da força dos personagens criados por Christopher Storer e Joanna Calo e das interpretações do elenco. 

    Hacks (2021-)

    Em sua quarta temporada, Hacks, criada por Lucia Aniello, Paul W. Downs e Jen Statsky, soma 14 indicações às 48 das três anteriores, com nove vitórias. Neste ano, a série concorre em categorias como melhor comédia, atriz (Jean Smart, que ganhou três vezes), atriz coadjuvante (Hannah Einbinder) e atriz convidada (Julianne Nicholson, que também concorre por Paradise, e Robby Hoffman).

    Depois das ações de Ava (Einbinder) na última temporada, Deborah (Smart) aumenta a tensão do relacionamento com retaliações. Como sempre, Hacks mistura as piadas em torno do showbiz com momentos emocionantes baseados na relação complicada entre a veterana comediante e sua jovem roteirista. 

    Ninguém Quer (2024-)

    Outra estreante na lista de indicados, Ninguém Quer disputa o Emmy em três categorias: melhor comédia, ator (Adam Brody) e atriz (Kristen Bell). Em sua primeira temporada, a série criada por Erin Foster mostra o encontro irresistível de Joanne, agnóstica que faz um podcast sobre sexo e relacionamentos com a irmã, e o rabino Noah.  

    Essa comédia romântica que tem Los Angeles como cenário explora os conflitos de um relacionamento contemporâneo sem abdicar de uma certa fantasia e aposta no charme e química de sua dupla de protagonistas, salpicando a trama de amor entre diferentes com personagens secundários carismáticos, como a irmã de Joanne, Morgan (Justine Lupe), e o irmão mais velho de Noah (Timothy Simons). 

    Only Murders in the Building (2021-)

    Only Murders in the Building, sobre a aliança improvável entre Oliver Putnam (Martin Short), um diretor de teatro dramático, Charles-Haden Savage (Steve Martin), um ator em decadência, e Mabel Mora (Selena Gomez), uma jovem sem rumo. A série consegue encontrar maneiras de prosseguir com a premissa que parecia finita: um assassinato acontece no edifício onde o trio mora em Nova York, eles investigam e fazem um podcast. Os crimes sempre são apenas um pretexto para explorar a dinâmica divertida entre o trio de personagens e a química de seus atores. 

    A quarta temporada disputa sete Emmys, incluindo melhor comédia e ator (Martin Short), que se juntam às 49 anteriores, com sete vitórias. 

    Falando a Real (2023-)

    Com Falando a Real, Harrison Ford consegue sua primeira indicação ao Emmy, na categoria ator coadjuvante, aos 83 anos de idade. Na série criada por Brett Goldstein, Bill Lawrence e Jason Segel, o astro tem a chance de mostrar seu lado engraçado, que ele sempre esboçou em papéis como Han Solo e Indiana Jones. 

    A indicação se soma às outras seis, entre elas melhor comédia, ator (Segel), atriz coadjuvante (Jessica Williams) e ator coadjuvante (Michael Urie), desta segunda temporada, uma ampliação em relação à primeira, que concorreu em apenas duas categorias. No segundo ano, a série amplia a mistura agridoce de comédia e drama para discutir como os personagens lidam com o luto, começando pelo psicoterapeuta Jimmy (Segel). 

    O Estúdio (2025-)

    Cheia de participações especiais, a comédia estreante O Estúdio tem duas das indicações mais surpreendentes deste ano: melhor ator convidado para Martin Scorsese e Ron Howard, que concorrem pela primeira vez ao Emmy em categorias de atuação. A série disputa um total de 23 prêmios, incluindo melhor comédia, ator (Seth Rogen), ator coadjuvante (Ike Barinholtz), atriz coadjuvante (Kathryn Hahn e Catherine O’Hara, que também concorre como atriz convidada em The Last of Us), atriz convidada em série cômica (Zoe Kravitz) e ator coadjuvante em série cômica (além de Scorsese e Howard, Bryan Cranston, Anthony Mackie e Dave Franco). 

    A série criada por Seth Rogen, Evan Goldberg, Peter Huyck, Alex Gregory e Frida Perez é uma divertida sátira sobre Hollywood, com Rogen no papel de Matt Remick, novo diretor do Continental Studios que tenta salvá-lo equilibrando negócios e arte. 

    What We Do in the Shadows (2019-)

    Em sua sexta e última temporada, a série criada por Jemaine Clement concorre a seis Emmys, inclusive melhor comédia. Em anos anteriores, What We Do in the Shadows disputou outros 29 prêmios, vencendo um (figurinos de fantasia ou ficção científica em 2022).

    Baseada no filme O Que Fazemos nas Sombras (2014), dirigido por Clement e Taika Waititi, esta comédia hilária é um mocumentário que acompanha um grupo de vampiros atrapalhados formado por Nandor (Kayvan Novak), Laszlo (Matt Berry), Nadja (Natasia Demetriou) e Colin Robinson (Mark Proksch). Eles vivem juntos há mais de um século e têm um empregado, Guillermo (Harvey Guillén), que aceita as condições humilhantes na esperança de se tornar um vampiro também.

    Adolescência (2025)

    Provavelmente o maior fenômeno da televisão neste ano, Adolescência provocou debates e ações. No Reino Unido, a minissérie criada por Stephen Graham e Jack Thorne vai ser exibida para alunos do ensino médio, em uma tentativa de discutir a masculinidade tóxica, crimes com armas brancas e o perigo da internet para crianças e adolescentes. 

    Em Adolescência, Jamie Miller (Owen Cooper) é um menino de 13 anos acusado de assassinar uma garota de sua escola. Os quatro episódios, cada um deles rodado em plano-sequência, acompanham as investigações, entrevistas com uma psicóloga e conversas com o pai (Stephen Graham), todos tentando entender o que aconteceu. A série concorre a 13 Emmys, incluindo melhor minissérie ou antologia, ator (Graham), ator coadjuvante (Cooper e Ashley Walters) e atriz coadjuvante (Christine Tremarco e Erin Doherty). 

    Black Mirror (2011-)

    Em sua sétima temporada, Black Mirror, antologia que explora distopias futuristas, disputa dez Emmys, incluindo melhor minissérie ou antologia e melhor atriz de minissérie ou antologia (Rashida Jones). No total, a criação de Charlie Brooker acumulou 14 indicações. 

    Nos seis episódios lançados neste ano, há histórias como a de uma mulher com tumor que tem as funções cerebrais restauradas sob pagamento de uma mensalidade, como em um serviço de streaming (em Common People), de uma cientista de alimentos que nota discrepâncias em sua vida e trabalho quando retoma contato com uma ex-colega de escola (em Bête Noire), e de uma estrela de Hollywood que participa de uma refilmagem com uso de inteligência artificial (em Hotel Reverie). 

    Morrendo por Sexo (2025)

    Inspirada em uma história real, Morrendo por Sexo faz rir e chorar com a história de Molly (Michelle Williams), que, ao descobrir ter pouco tempo de vida devido a uma metástase, abandona o marido Steve (Jay Duplass) para explorar abertamente sua sexualidade, sem julgamentos, com diversos homens, inclusive o Vizinho (Rob Delaney). Nessa sua jornada de autodescoberta e liberdade, ela conta com o apoio da amiga Nikki (Jenny Slate). 

    Morrendo por Sexo concorre a nove Emmys, incluindo melhor minissérie ou antologia, atriz de minissérie ou antologia (Michelle Williams), ator coadjuvante de minissérie ou antologia (Rob Delaney) e atriz coadjuvante de minissérie ou antologia (Jenny Slate). 

    Monstros - Irmãos Menendez: Assassinos dos Pais (2024)

    Parte da antologia Monstros, criada por Ryan Murphy e Ian Brennan e que explora casos criminais famosos nos Estados Unidos, Monstros: A História de Lyle e Erik Menendez fala do assassinato do empresário da música José Menendez (Javier Bardem) e de sua mulher Kitty (Chloë Sevigny) no luxuoso bairro de Beverly Hills, em 1989. Os filhos do casal, Lyle (Nicholas Alexander Chavez) e Erik (Cooper Koch), são presos pelo assassinato, mas sua equipe de defesa alega que os irmãos sofreram abusos de todos os tipos. 

    Com aquele ar novelesco das séries assinadas por Murphy e o apelo do “true crime”, a série é daquelas fáceis de assistir, apesar do tema indigesto. No Emmy, concorre a 11 troféus, incluindo melhor minissérie ou antologia, ator de minissérie ou antologia (Cooper Koch), atriz coadjuvante de minissérie ou antologia (Chloë Sevigny) e ator coadjuvante de minissérie ou antologia (Javier Bardem).

    Pinguim (2024-)

    Spin-off de Batman (2022), Pinguim traz Oz Cobb (Colin Farrell, irreconhecível por baixo da maquiagem e roupa protética), mais conhecido como Pinguim, em sua jornada para se tornar de subalterno de Carmine Falcone (Mark Strong) a um chefão do crime. Em seu caminho, porém, ele tem de enfrentar Sofia Gigante (Cristin Milioti), filha de Carmine, que acabou de sair de Arkham, hospital psiquiátrico onde anos antes foi encarcerada como uma serial killer psicopata. 

    A atmosfera sombria e as boas atuações agradaram aos membros da Academia de Televisão, que indicaram Pinguim em 24 categorias, incluindo melhor minissérie ou antologia, ator de minissérie ou antologia (Farrell), atriz de minissérie ou antologia (Milioti) e atriz coadjuvante de minissérie ou antologia (Deirdre O’Connell no papel de Francis Cobb, a mãe delirante e abusiva de Oz).

    Onde assistir às séries e minisséries indicadas nas principais categorias do Emmy:

    Saiba onde encontrar às produções que concorrem ao Emmy nas categorias melhor drama, comédia e minissérie ou antologia na lista a seguir. 

  • Sr. Incrível e Outros Personagens de 'Superman' que Talvez Você Não Conheça
    Mariane Morisawa

    Mariane Morisawa

    Editor JustWatch

    Superman (2025), dirigido por James Gunn, dá nova vida ao personagem, agora interpretado por David Corenswet, e lança oficialmente o Universo DC, sob a batuta do próprio diretor e roteirista e do produtor Peter Safran, que dividem a presidência e são co-CEOs do DC Studios. 

    Para quem não ainda não assistiu: cuidado, spoilers de Superman abaixo!

    Nesta versão, os personagens tradicionais, como Lois Lane (Rachel Brosnahan), Lex Luthor (Nicholas Hoult), e Jonathan e Martha Kent (Pruitt Taylor Vince e Neva Howell), ganham a companhia de outros nem tão famosos assim, como Sr. Incrível (Edi Gathegi), Guy Gardner/Lanterna Verde (Nathan Fillion), Mulher-Gavião (Isabela Merced) e Engenheira (María Gabriela de Faría), além do cãozinho Krypto. Saiba mais sobre essas novas caras e onde elas aparecem (ou não) antes. 

    Michael Holt/Sr. Incrível

    Um dos personagens mais absurdos de Superman, Sr. Incrível é interpretado por Edi Gathegi, o Darwin/Armando Muñoz de X-Men: Primeira Classe (2011). Sr. Incrível é a terceira pessoa mais inteligente do mundo, como um especialista em medicina, engenharia e ciências que inventou as Esferas-T, globos robóticos flutuantes que têm múltiplos usos. Fora isso, seu visual é legal demais.

    É a primeira vez que Sr. Incrível está em um longa-metragem live-action. Nos quadrinhos, o Sr. Incrível tem duas encarnações: Terry Sloane e Michael Holt. Na versão Michael Holt, a mesma de Superman, ele fez aparições nas séries Liga da Justiça sem Limites (2004-2006), A Sombra do Batman (2013-2014) e Justice League Action (2016-2018). Sua participação mais significativa está nos filmes de animação Liga da Justiça: Os Cinco Fatais (2019) e Injustice: Deuses Entre Nós (2021). Ele já apareceu também em live-action, na série Arrow (2012-2020), como um personagem baseado em Michael Holt chamado Curtis Holt. 

    Guy Gardner/Lanterna Verde

    Com seu cabelo tigela ridículo, Guy Gardner/Lanterna Verde (Nathan Fillion) é um babaca irritante com autoconfiança nas alturas em Superman. Graças a um anel, tem capacidade de criar objetos com a energia verde emitida e criou o nome da liga de meta-humanos, Gangue da Justiça, que atua no combate a ameaças.

    Ele é um dos Lanternas Verdes, junto com Hal Jordan e John Stewart, e juntos eles são protagonistas da próxima série do Universo DC, Lanterns (2026). O Guy Gardner interpretado por Fillion também está na segunda temporada de Pacificador (2022-). Essa versão do personagem foi vista nas séries Batman: Os Bravos e Destemidos (2008-2011), Justiça Jovem (2010-2022) e Lanterna Verde: A Série Animada (2011-2013), no filme Liga da Justiça (1997), e é parte essencial da animação Lego DC Comics Super-Heróis: Liga da Justiça vs. Liga Bizarro (2015). 

    Kendra Saunders/Mulher-Gavião

    Feroz, a Mulher-Gavião de Isabela Merced (The Last of Us) rende algumas cenas bacanas em Superman. Ela é parte fundamental da Gangue da Justiça, ao lado de Guy Gardner e Sr. Incrível. Juntos, eles ajudam Superman em algumas ocasiões durante o filme. 

    Nos quadrinhos, Kendra Saunders é a terceira encarnação da personagem, uma hispano-americana imortal, que tem asas e usa diversas armas. No Arrowverse, interpretada por Ciara Renée, Kendra aparece no último episódio da primeira temporada e em três da segunda da série The Flash (2014-2023), no oitavo capítulo do quarto ano de Arrow e na primeira temporada de Legends of Tomorrow (2016-2022). A versão de Isabela Merced também participa da segunda temporada de Pacificador

    Rex Mason/Metamorfo

    Vivido por Anthony Carrigan, o gângster que só quer ser amigo na série Barry (2018-2023), Rex Mason/Metamorfo entra em Superman em um momento de cortar o coração. O trágico personagem é capaz de transformar partes do seu corpo em composições químicas diversas.

    Nos quadrinhos, ele é um aventureiro exposto a um meteoro que o transforma em Metamorfo. Antes de Superman, o personagem apareceu no episódio duplo “Metamorphosis”, da série em animação Liga da Justiça (2001-2004), com voz de Tom Sizemore. Em Batman: Os Bravos e os Destemidos, com voz de Scott Menville, ele é adolescente e membro dos Renegados. Metamorfo também faz parte das séries Beware the Batman e Justiça Jovem.

    Eve Teschmacher

    Em Superman, Eve Teschmacher (a atriz portuguesa Sara Sampaio) é alguém que vive de aparências, uma influencer boba e deslumbrada que namora o vilão Lex Luthor e tira foto de tudo. De tudo mesmo. 

    Curiosamente, a personagem não nasceu nos quadrinhos, mas, sim, no longa-metragem Superman: O Filme (1978), criada por Richard Donner e um dos roteiristas, Mario Puzo, para ser a assistente de Lex Luthor que sempre questiona suas ações. Interpretada por Valerie Perrine, ela aparece também em Superman II: A Aventura Continua (1980). Ela não participa de mais nenhum longa-metragem, até Superman. Na série Supergirl (2015-2021), vivida por Andrea Brooks, é uma espiã a serviço de Lex Luthor.  

    Perry White 

    Em Superman, o editor-chefe do Planeta Diário, superior de Clark Kent e Lois Lane, é vivido por Wendell Pierce, da série Jack Ryan (2018-2023). Ele é rabugento, durão, mas, bem no espírito do filme, um pouco engraçado. 

    Originalmente, ele foi criado para uma série de rádio, As Aventuras de Superman, em 1940. De lá para cá, Perry White participou de vários filmes e séries desse universo, incluindo Superman: O Filme, Superman II: A Aventura Continua, Superman III (1983) e Superman IV: Em Busca da Paz (1987), em que é interpretado por Jackie Cooper e adora aforismos. Em Superman: O Retorno (2006), o ator no papel é Frank Langella, enquanto nos longas de Zack Snyder, é vivido por Laurence Fishburne. Na série Lois & Clark: As Novas Aventuras do Superman (1993-1997), White (Lane Smith) ganha contornos mais leves e é um grande fã de Elvis Presley.

    Jimmy Olsen

    O Jimmy Olsen de Superman, vivido por Skyler Gisondo, é um fotógrafo próximo de Clark Kent e Lois Lane que faz muito sucesso com as mulheres, uma atenção que nem sempre é bem-vinda ou compreendida. Ele tem ótimas fontes e é ágil na obtenção de informações. 

    O personagem já teve muitas versões, mas nem tanto no cinema. Ele não aparece na quadrilogia original, só em Supergirl (1984). Superman: O Retorno traz uma versão mais velha (Sam Huntington) do personagem e em Batman vs. Superman: A Origem da Justiça (2016), ele é um agente da CIA (Michael Cassidy). Mas Jimmy Olsen pode ser visto também em outras animações e séries, como Lois & Clark: As Novas Aventuras de Superman e Smallville: As Aventuras do Superboy (2001-2011), além da série Supergirl, em que Mehcad Brooks interpreta o personagem, um ex-fotógrafo do Planeta Diário que se torna o super-herói Guardião e tem um relacionamento importante com a protagonista. 

    Angela Spica/Engenheira

    Interpretada por María Gabriela de Faría em Superman, ela é uma aliada importante de Lex Luthor na luta contra o super-herói. A cientista consegue transformar seu corpo, feito de material metálico na forma líquida, em armas. Sua presença no filme serve de apresentação para o filme The Authority, que foi anunciado por James Gunn como parte do Universo DC. 

    Angela Spica/Engenheira surgiu nos quadrinhos em 1999, como parte do grupo The Authority, que reúne anti-heróis incapazes de respeitar limites para salvar o mundo. Porém a engenheira nunca apareceu em séries ou filmes, tendo Superman como a estreia da personagem nas telonas. 

    Supergirl

    Supergirl, ou Kara Zor-El, a prima de Kal-El, também conhecido como Clark Kent ou Superman, faz uma aparição relâmpago em Superman. Interpretada por Milly Alcock (A Casa do Dragão), ela parece preocupada com tudo, menos com ser uma super-heroína. 

    A personagem, que ganhará um filme só dela em 2026, em Supergirl dentro do Universo DC, já foi protagonista de seu próprio longa e de sua própria série: no primeiro, vivida por Helen Slater, e no segundo, por Melissa Benoist. Ambas são garotas em geral bem-comportadas, diferentes da versão nova. Supergirl também está em The Flash (2023), com interpretação de Sasha Calle, e tem participações em diversas séries e filmes de animação, como Arlequina (2019-2025) e Minhas Aventuras com o Superman (2023-2024), série com fortes influências de animes. 

    Maxwell Lord

    É uma participação daquelas de perder se você piscar, mas Maxwell Lord (Sean Gunn) está em Superman. Ele é o dono da LordTech, que está construindo o Hall da Justiça e financia a Gangue da Justiça formada por Guy Gardner, Mulher-Gavião, Sr. Incrível e Metamorfo e um grande rival de Lex Luthor. Lord também aparece na segunda temporada de Pacificador

    Maxwell Lord esteve em séries como Smallville, interpretado por Gil Bellows. Em Supergirl, Peter Facinelli faz o personagem como um homem que não confia em instituições governamentais. Em Liga da Justiça Sem Limites, ele gerencia os Ultimen, super-heróis geneticamente modificados. Mas seu maior destaque foi em Mulher Maravilha 1984 (2020), dirigido por Patty Jenkins, em que é interpretado por Pedro Pascal. Lord é um charlatão típico da década de 1980, exagerado e cafona, que está atrás de um artefato identificado por Diana/Mulher Maravilha (Gal Gadot) capaz de garantir um desejo.

    Krypto

    O maior alívio cômico e fofura de Superman é Krypto, o cachorrinho levado que Superman está cuidando. Mesmo ele não sendo um bom menino, Clark Kent jamais vai deixar sua responsabilidade de lado. O bichinho é cheio de poderes, pode voar e é super forte.

    Não é a primeira aparição de Krypto, que inclusive teve uma séria animada só sua, Krypto, O Supercão (2005-2006), com voz de Sam Vincent. Na série, como nos quadrinhos, o bichinho foi mandado para fora de Krypton, mas acabou danificando o foguete e chegando à Terra quando Kal-El já se tornou Superman. Ele também é um dos astros do filme animado DC Liga dos Super Pets (2022), com voz de Dwayne Johnson. O animal não está em nenhum dos longas live-action, mas, na quarta temporada de Superman & Lois (2021-2024) é apenas um golden retriever sem poderes adotado por Clark. 

    Jor-El e Lara Lor-Van

    Como Superman não é uma história de origem, Jor-El e Lara Lor-Van (Bradley Cooper e Angela Sarafyan) têm uma presença modesta, embora fundamental para definir quem seu filho Kal-El, criado na Terra por Jonathan e Martha Kent (Pruitt Taylor Vince e Neva Howell), realmente é. 

    Até por isso, é uma participação bem diferente daquela de Marlon Brando em Superman: O Filme, por exemplo, embora o personagem seja sempre solene. Foi no filme que, por sugestão de Brando, o “S” do uniforme do Superman passou a ser também o símbolo da família de Kal-El. Em O Homem de Aço (2013), o “S” vira “esperança”, como na série de quadrinhos Superman: Legado das Estrelas (2004). Enquanto isso, Lara Lor-Van é vivida por Susannah York e Ayelet Zurer, respectivamente. 

    Onde encontrar as séries e filmes com os personagens menos conhecidos de ‘Superman’?

    Caso você queira ver a Supergirl, Sr. Incrível, Jimmy Olsen ou qualquer um dos personagens acima, descubra a lista das suas produções abaixo, mostrando todas as opções de streaming para você assistir no Brasil.

  • Como Assistir à Série e aos Filmes de 'Jujutsu Kaisen' em Ordem
    Bruno Pinheiro Melim

    Bruno Pinheiro Melim

    Editor JustWatch

    Jujutsu Kaisen, que traz a história do adolescente altruísta, Yuuji Itadori, tentando proteger as pessoas ao utilizar a energia amaldiçoada presa em seu corpo somada às suas aptidões nas artes marciais, não para de conquistar fãs ao redor do mundo. Isso se deve muito ao fato de ser uma uma série com uma cadência, uma ordem e um ritmo mais fáceis de acompanhar, em comparação a muitos outros animes por aí.

    Além de trazer também personagens fortes e arcos dramáticos individuais extremamente bem trabalhados. Reflexo disso é que, em 2025, chegou ao Brasil, o seu novo filme, intitulado Jujutsu Kaisen: Hidden Inventory / Premature Death, que compila a história pregressa de dois personagens ‘coadjuvantes’. 

    Por isso mesmo, que tal fazermos uma recapitulação de todas as produções do universo de Jujutsu Kaisen? Por meio deste guia da JustWatch, descubra a ordem de lançamento da série e dos filmes. E, para aqueles mais curiosos, a ordem cronológica da própria história. Saiba também onde encontrar as produções em streaming.

    Jujutsu Kaisen (2020–)

    A 1ª temporada da série Jujutsu Kaisen apresenta a história do estudante Yuuji Itadori, que acaba por se encontrar um dedo amaldiçoado que o leva para o universo de feitiçaria do Jujutsu. Na tentativa de proteger seus próximos, Yuuji acaba por engolir o dedo, fazendo com que Sakuna, o Rei das Maldições, o possua. Agora hospedeiro, o garoto terá que reunir e engolir todos os dedos de Sakuna, para que ele seja eliminado permanentemente.

    Com muitas sequências de ação, um visual impressionante e uma atmosfera para lá de obscura, a 1ª temporada de Jujutsu Kaisen prova que o anime chegou para ser um dos maiores marcos do gênero. Uma produção com um tom mais sério e sombrio, que respeita a essência do mangá, ao invés de tentar agradar um público que procura uma produção mais suave. Algo na mesma pegada de animes como Chainsaw Man e Blue Exorcist, que também não são recomendados a uma audiência muito jovem.

    Jujutsu Kaisen é uma série que não centra 100% do seu tempo no seu protagonista. Prova disso é que nos cinco primeiros episódios da 2ª temporada, é contada a história pregressa do professor de Yuuji, Satoru Gojo, e de um dos antagonistas da série, Suguru Geto, na época em que frequentavam juntos a escola de feitiçaria Jujutsu, no arco intitulado “Hidden Inventory / Premature Death” (Inventário Oculto / Morte Prematura). 

    É claro que, depois de alguns episódios, o arco principal volta a ser desenvolvido, trazendo Yuuji novamente no presente. No fundo, a 2ª temporada é, para mim, a mais impactante, por esses motivos já citados e alguns outros. Como por exemplo o fato das sequências de ação serem ainda mais dinâmicas, e a narrativa muito mais complexa — o que nos faz entrar, literalmente, no universo da série. Vale pontuar que as duas temporadas estão disponíveis na Crunchyroll, e a temporada inicial na Netflix e Amazon Prime Video.

    Por fim, a 3ª temporada ainda não tem data de lançamento, mas já se sabe que será o desenvolvimento da história do arco Culling Game (Jogo do Abate), que se refere a um jogo mortal concebido por Geto, com o objetivo de propor uma ‘evolução’ da humanidade através da manipulação da energia amaldiçoada. O que eu espero é que a série continue mantendo o tom sombrio característico, e ampliando cada vez mais o escopo narrativo. 

    Jujutsu Kaisen 0: O Filme (2021)

    Jujutsu Kaisen 0: O Filme é um longa-metragem que serve como prequela da série, com exceção, claro, do arco “Hidden Inventory / Premature Death”, anteriormente mencionado. O filme conta a história pregressa de um importante personagem, Yuta Okkotsu, aluno mais velho — mas contemporâneo de Yuuji na escola de Jujutsu — que é amaldiçoado pelo espírito maligno de uma falecida amiga, e acaba por se matricular na escola com o auxílio de Gojo. 

    O filme, apesar de trazer uma história paralela à da série, mantém o estilo tão característico do anime, além de adicionar mais camadas para a compreensão geral do enredo de todos os personagens. Ao meu ver, além de ser uma produção muito interessante para os fãs de Jujutsu Kaisen, também é uma oportunidade de um primeiro contato com o universo e o tom geral do anime, através de uma história que pode ser assistida de maneira independente.

    Jujutsu Kaisen: Hidden Inventory / Premature Death (2025)

    Jujutsu Kaisen: Hidden Inventory / Premature Death é um filme que compila a história do arco narrativo de mesmo nome, já retratado nos primeiros episódios da 2ª temporada da série Jujutsu Kaisen. Explorando o desenvolvimento de Satoru Gojo e Suguru Geto quando eram alunos da escola de feitiçaria, o longa visa justamente adentrar nos meandros das diferentes ideologias de mundo elaboradas pelos dois personagens ao longo do tempo.

    Sinceramente, se você já assistiu à 2ª temporada, não é estritamente necessário que assista também a este filme — a menos que queira uma experiência no cinema parecida com a proposta de Dan Da Dan - Evil Eye e Attack on Titan: O Último Ataque, também lançados em sala neste ano. No entanto, se fosse para escolher entre o longa anterior (Jujutsu Kaisen 0: O Filme) e este, como uma obra de apresentação ao anime, certamente ficaria com o de 2025. Já que apresenta uma história muito mais apelativa, com uma estética mais impressionante, e que acompanha dois personagens importantíssimos para o desenvolvimento geral da série.

    Qual é a ordem cronológica da história de ‘Jujutsu Kaisen’?

    Para quem tem vontade de assistir ao anime através de uma ordem cronológica da própria história — missão que pode parecer um tanto quanto confusa, mas nem por isso tão complicada — basta seguir a seguinte ordem.

    Você pode escolher começar pelos cinco primeiros episódios da 2ª temporada de Jujutsu Kaisen, ou pelo novo filme que compila o mesmo arco narrativo, chamado Jujutsu Kaisen: Hidden Inventory / Premature Death, que aborda a relação entre os personagens Suguru Geto e Satoru Gojo. 

    Logo em seguida, basta assistir ao filme Jujutsu Kaisen 0, que narra acontecimentos anteriores ao início da série com a história de Yuta Okkotsu. Depois, continue com a 1ª temporada completa de Jujutsu Kaisen com a jornada de Yuuji Itadori. E para terminar, pegue a partir do sexto episódio da 2ª temporada e vá até o fim. Ou seja: 

    1. Jujutsu Kaisen - 2ª temporada - Episódios 1-5
    2. Jujutsu Kaisen: Hidden Inventory / Premature Death
    3. Jujutsu Kaisen 0
    4. Jujutsu Kaisen - 1ª temporada completa
    5. Jujutsu Kaisen - 2ª temporada - Episódios 6-23
  • 10 Melhores Documentários de True Crime na Netflix para Maratonar Agora
    Fernanda Caseiro Talarico

    Fernanda Caseiro Talarico

    Editor JustWatch

    Se você é fã de histórias reais que misturam suspense, investigação e um toque de mistério, as séries de true crime da Netflix são imperdíveis! 

    Desde casos famosos que chocaram o mundo até investigações pouco conhecidas — mas igualmente arrepiantes —, a plataforma reúne algumas das melhores produções do gênero. Neste artigo, listamos os 10 melhores true crimes disponíveis na Netflix para você maratonar agora mesmo. 

    Prepare a pipoca (e talvez uma luz acesa) e mergulhe nesses documentários e dramas que vão deixar você grudado na tela!

    Congonhas: Tragédia Anunciada (2025) 

    Congonhas: Tragédia Anunciada reconstitui o maior desastre aéreo do Brasil: o voo TAM 3054, que em 17 de julho de 2007 colidiu no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, deixando 199 vítimas. O Airbus A320, vindo de Porto Alegre, falhou ao pousar na pista molhada, escorregando para uma área urbana. 

    A série revela depoimentos inéditos e investiga as causas do acidente – incluindo falhas operacionais e questões estruturais do aeroporto – que permanecem como um marco trágico na aviação latino-americana. Uma análise profunda sobre segurança aérea e memória coletiva.

    A Garota da Foto (2022)

    Ao se tratar de A Garota da Foto, quanto menos spoilers, melhor: este documentário chocante investiga a morte suspeita de uma mulher em Tulsa, vítima de um atropelamento. Após o acidente, colegas descobrem que ela vivia sob identidade falsa. 

    A trama se aprofunda quando um repórter, intrigado por uma foto dela na infância, desvenda uma rede de crimes e segredos sombrios. Com reviravoltas perturbadoras, o documentário expõe uma história real de manipulação e violência, revelando verdades que vão além do imaginável.

    A Vítima Invisível: O caso Eliza Samudio (2024)

    Em 2024, a Netflix lançou A Vítima Invisível: O caso Eliza Samudio, um documentário sobre o rumoroso assassinato de Eliza Samudio, em 2010, e o envolvimento de ex-goleiro Bruno, pai do filho de Eliza e um grande nome do futebol brasileiro. A produção reconstitui os eventos que levaram ao desaparecimento da jovem, mas, desta vez sob a perspectiva dela, por meio de relatos. 

    O material inclui conversas e mensagens pessoais de Eliza que nunca haviam sido divulgadas até então, revelando "detalhes inéditos e negligenciados" do caso. Com acesso a novas informações, o documentário buscou reexaminar o crime, oferecendo um olhar mais profundo e denso sobre a história que chocou o país. 

    The Innocent Man (2018)

    Baseada no livro homônimo de John Grisham, esta série de seis episódios investiga dois assassinatos nos anos 1980 que podem ter levado à condenação de um homem inocente. O documentário expõe não somente os mistérios do caso, mas também as falhas do sistema judicial que permitiram erros graves. 

    Com uma narrativa detalhada, The Innocent Man questiona a confiabilidade das provas e os métodos investigativos da época, revelando como a justiça pode falhar. É uma reflexão perturbadora sobre os limites entre culpa e inocência.

    Conversas Com um Assassino: As Gravações de John Wayne Gacy (2022) 

    Esta série documental mergulha na mente de um dos mais notórios serial killers da história por meio de  gravações originais de John Wayne Gacy. Com três episódios, Conversas Com um Assassino: As Gravações de John Wayne Gacy reconstitui sua onda de crimes e captura, usando entrevistas confessionais inéditas e relatos dos detetives que o caçaram. 

    O diferencial? As fitas do próprio Gacy, que revelam sua psicologia perturbadora, enquanto investigadores detalham passo a passo a operação que desmantelou seu círculo de horror. Uma jornada sombria pela justiça e pelos bastidores do caso.

    Jovens Desaparecidas: O Assassino em Série de Long Island (2025)

    Jovens Desaparecidas: O Assassino em Série de Long Island investiga um dos casos mais perturbadores da história dos EUA: os assassinatos sem solução de Gilgo Beach, em Long Island. Ao longo de três episódios, a produção acompanha a busca por respostas sobre os corpos encontrados na região – vítimas aparentemente mortas em anos diferentes. 

    Com depoimentos de investigadores e familiares, o documentário revela os mistérios por trás dos crimes, as falhas na investigação e o impacto duradouro deste caso que permanece sem conclusão. Uma análise detalhada de um pesadelo real que vai te deixar bastante impactado.

    Prova de Fogo: A Filha Desaparecida (2024) 

    Dirigido por Ryan White (The Keepers), Prova de Fogo: A Filha Desaparecida é dividido em duas partes e investiga o desaparecimento de Aundria Bowman em 1989. Diferente de muitos true crimes, a produção culmina em um desfecho chocante e catártico, acompanhando a busca incansável de sua mãe biológica – que a entregou para adoção quando bebê e, décadas depois, luta por justiça. 

    Com reviravoltas surpreendentes, o filme reconstitui os mistérios do caso, expondo falhas institucionais e revelando verdades ocultas. Uma jornada emocional sobre perda, resiliência e redenção.

    Atentado em Oklahoma: Terror nos EUA (2025)

    Este documentário marcante, lançado no 30º aniversário do atentado, reconstrói o pior ataque terrorista doméstico dos EUA através dos olhos de sobreviventes e investigadores. Atentado em Oklahoma: Terror nos EUA detalha a explosão do edifício federal em 1995 (167 mortos), a caçada a Timothy McVeigh e o impacto duradouro da tragédia. 

    Com depoimentos brutais e imagens de arquivo, o filme expõe as raízes extremistas do crime, enquanto homenageia as vítimas. Uma narrativa tensa e emocional sobre violência, resiliência e justiça.

    Bandidos na TV (2019)

    Bandidos na TV investiga a vida dupla de Wallace Souza, famoso apresentador de TV e político brasileiro, acusado de orquestrar os crimes violentos que ele mesmo denunciava em seu programa policial. O documentário revela como supostamente ele comandava uma organização criminosa, usando sua influência midiática para eliminar rivais enquanto se posicionava como "defensor da lei". 

    Com depoimentos de investigadores e provas chocantes, a série expõe os bastidores de um dos casos mais surrealistas do true crime brasileiro – onde o caçador pode ter se tornado o maior dos monstros.

    O Ninho: Futebol e Tragédia (2024)

    Este documentário investiga o trágico incidente ocorrido no centro de treinamento do Flamengo em 2019, quando um incêndio vitimou 10 jovens atletas. O Ninho: Futebol e Tragédia acompanha a luta das famílias por justiça e respostas, revelando falhas estruturais e negligência que transformaram o "Ninho do Urubu" em cenário de dor. 

    Entre a devoção ao futebol e a busca por responsabilidade pelas mortes, o filme expõe as contradições do esporte mais amado do Brasil, questionando: até que ponto a paixão pelo jogo pode silenciar vozes que clamam por mudanças?

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  • Os Melhores Filmes e Séries de James Gunn, Diretor de ‘Superman’
    Mariane Morisawa

    Mariane Morisawa

    Editor JustWatch

    Embora a série animada Comando das Criaturas (2024-2025) tenha sido um aperitivo, é com Superman (2025) que James Gunn inaugura oficialmente o novo Universo DC, um reboot do Universo Estendido DC. Além de escrever e dirigir o longa-metragem, ele atua como co-presidente e co-CEO do DC Studios ao lado de Peter Safran. 

    Gunn começou no cinema independente como roteirista até dirigir seu primeiro longa, Seres Rastejantes (2006), antes de ir para a Marvel com a trilogia Guardiões da Galáxia (2014). Depois disso, ele passou para a DC em O Esquadrão Suicida (2021) e Pacificador (2022-2025), e agora é parte fundamental do universo cinematográfico. 

    Confira a seguir os melhores filmes e séries de TV escritos, produzidos e dirigidos por James Gunn, em ordem de lançamento. 

    Madrugada dos Mortos (2004)

    Antes de ser diretor, James Gunn foi roteirista, e até hoje, ele costuma escrever os filmes que dirige. Seu trabalho mais significativo apenas como roteirista é Madrugada dos Mortos, primeiro longa-metragem dirigido por Zack Snyder. Esta produção é uma reimaginação do clássico do terror Despertar dos Mortos (1978), feito por George A. Romero.

    Não há o humor em torno da sociedade de consumo, mas estão presentes a ação e a violência na história dos sobreviventes de um ataque zumbi a uma pequena cidade, que tentam escapar dos mortos-vivos em um shopping center. James Gunn adora um grupo de desajustados carismáticos e aqui, no meio do caos, ele consegue desenhar personagens com quem o espectador se importa, interpretados por Sarah Polley, Ving Rhames, Jake Weber e Mekhi Phifer, entre outros. 

    Seres Rastejantes (2006)

    O longa-metragem de estreia na direção de James Gunn, que também escreveu o roteiro, é uma comédia que mistura ficção científica e terror sobre uma pequena cidade na Carolina do Sul invadida por lesmas alienígenas melequentas. Em Seres Rastejantes, Grant (Michael Rooker), o homem mais rico da cidade, é infectado, transformando-se em um monstro com tentáculos, enquanto sua mulher (Elizabeth Banks) tenta manter o casamento a qualquer custo.

    Nathan Fillion, que participa de Superman no papel de Guy Gardner/Lanterna Verde, interpreta o chefe de polícia Bill Pardy, encarregado de encontrar Grant. Ele é o responsável por boa parte das cenas bem-humoradas do filme, que, como muitas das obras de James Gunn, faz homenagem às produções B bobas e divertidas dos anos 1980.

    Super (2010)

    Em Super, seu segundo longa-metragem como diretor, James Gunn faz sua primeira incursão no mundo dos super-heróis. Frank (Rainn Wilson) é um homem comum que, depois de perder a mulher Sarah (Liv Tyler) para o traficante de drogas Jacques (Kevin Bacon), passa a acreditar que sua missão é ser um super-herói. 

    Sem superpoderes, resta a Frank recorrer à violência nesta comédia que conta com Elliot Page, como a funcionária de uma loja de quadrinhos que vira parceira de Frank, e Nathan Fillion no papel de um super-herói cristão. O filme, exibido no Festival de Toronto, mostra James Gunn claramente se divertindo com seus personagens meio patetas, meio adoráveis, fazendo o espectador embarcar junto mesmo nas situações mais absurdas.

    Guardiões da Galáxia (2014)

    James Gunn tinha apenas dois longas-metragens como diretor no currículo quando emplacou sua primeira produção da Marvel, Guardiões da Galáxia. Mesmo sem contar com personagens muito conhecidos, o filme foi um sucesso com seu visual colorido, ação embalada por música pop e humor, arrecadando mais de US$ 773 milhões no mundo todo. 

    Depois de roubar um artefato, Peter Quill (Chris Pratt) junta-se a Gamora (Zoe Saldana), Drax (Dave Bautista), Groot (Vin Diesel) e Rocket Raccoon (Bradley Cooper), mercenários intergaláticos como ele, para fugir do vilão Ronan (Lee Pace). Ao descobrir o poder do objeto, eles acabam se unindo para salvar o universo. Guardiões da Galáxia é o projeto perfeito para James Gunn; Ele adora um grupo de personagens completamente desajustados que no papel jamais dariam certo juntos, mas que, na prática, funcionam.

    Guardiões da Galáxia Vol. 2 (2017)

    Em Guardiões da Galáxia Vol. 2, a família disfuncional composta por Peter Quill (Chris Pratt), Gamora (Zoe Saldana), Drax (Dave Bautista), Groot (Vin Diesel) e Rocket Raccoon (Bradley Cooper) está de volta, com Groot substituído por uma versão fofa e irresistível: Baby Groot, que rouba a cena sempre que aparece. 

    Aqui, o quinteto é colocado à prova após uma missão dar errado. Quill precisa lidar com Ego (Kurt Russell), que diz ser seu pai, e Gamora, com sua irmã Nebula (Karen Gillian). Como no primeiro, James Gunn embala cenas de ação e outras mais emotivas com música pop, transformando o filme em uma ópera espacial (ou musical espacial).

    O Esquadrão Suicida (2021)

    Na preparação para Guardiões da Galáxia Vol. 3, James Gunn foi afastado por causa de postagens antigas nas redes sociais, pelas quais ele se desculpou. Nos meses em que esteve longe da Marvel, assumiu dois projetos na rival DC que iriam selar seu futuro na companhia: O Esquadrão Suicida, meio reboot do Esquadrão Suicida (2016) dirigido por David Ayer, e a série spin-off Pacificador

    Alguns personagens de Esquadrão Suicida retornam, como Arlequina (Margot Robbie), Rick Flag (Joel Kinnamann) e Amanda Waller (Viola Davis), e outros são acrescentados, como Sanguinário (Idris Elba) e Pacificador (John Cena). Waller tira Sanguinário da cadeia para ele liderar outros criminosos na invasão de uma ilha. Alice Braga interpreta Sol Soria, líder de uma facção rebelde. A energia caótica e a irreverência de James Gunn estão presentes neste filme em que a família é muito mais disfuncional do que a de Guardiões da Galáxia.

    Pacificador (2022-2025)

    A série é um spin-off de O Esquadrão Suicida e começa logo depois dos eventos do filme. O Pacificador (John Cena) é um mercenário canalha que procura a paz, não importa os meios necessários, com um tanto de herói e um tanto de vilão. Ele volta para casa depois de se recuperar de seus ferimentos e imediatamente é recrutado para uma missão, ao lado de outro grupo: Clemson Murn (Chukwudi Iwuji), Leota Adebayo (Danielle Brooks), Emilia Harcourt (Jennifer Holland) e John Economos (Steve Agee). 

    James Gunn, que escreveu todos os oito episódios da primeira temporada e dirigiu cinco deles, não tem medo de abusar da violência nem do humor juvenil, muito menos de mostrar sua afeição pelo personagem, sem ironia. A segunda temporada se passa depois dos eventos de Superman e faz parte do novo Universo DC, e Gunn já disse que a primeira temporada não é canônica. 

    Guardiões da Galáxia Vol. 3 (2023)

    Guardiões da Galáxia Vol. 3 traz o grupo juntando os pedaços após a destruição de Thanos (Josh Brolin). Nebula (Karen Gillan), Groot (Vin Diesel), Rocket (Bradley Cooper), Mantis (Pom Klementieff) e Drax (Dave Bautista) criaram uma casa para quem precisa de abrigo. Já Quill (Chris Pratt) sofre com o que aconteceu com Gamora (Zoe Saldana), que retornou em uma outra versão, diferente da que ele amava. A trupe precisa enfrentar High Evolutionary (Chukwudi Iwuji), o cientista com planos malignos e eugenistas para o universo e que tem uma relação com Rocket. 

    Este é o último filme com os Guardiões da Galáxia, pelo menos nessa formação, segundo o próprio James Gunn, que lançou o longa-metragem quando já tinha assumido o papel de co-presidente e co-CEO do DC Studios. Aqui, ele como sempre equilibra ação e humor, com suas tiradas clássicas, mas também deixa espaço para a emoção sincera.

    Comando das Criaturas (2024)

    A série de animação adulta é a primeira do Universo DC sob a batuta de James Gunn e Peter Safran, mas os dois a consideram uma espécie de aperitivo para o que está por vir — entre os projetos já anunciados estão o longa-metragem Supergirl e a série de TV Lanterns

    Creature Commandos conta as aventuras de um grupo de monstros reunidos por Amanda Waller, depois dos eventos da primeira temporada de Pacificador, para operações secretas. Ele é liderado por Rick Flag Sr. (Frank Grillo) e composto por A Noiva (Indira Varma), Dra. Nina Mazursky (Zoë Chao), Doutor Fósforo (Alan Tudyk) e Eric Frankenstein (David Harbour). Todos os sete episódios da primeira temporada foram escritos por Gunn, que, como sempre, conta com o esquisito e personagens meio imbecis e obscenos.

    Superman (2025)

    James Gunn aposta nos seus elementos tradicionais, como as emoções positivas, o uso destemido da fantasia e das cores e o humor até ingênuo para restabelecer Superman como o herói da generosidade, da decência e da humanidade neste filme que é um recomeço para o personagem e para a DC. David Corenswet assume o papel de Clark Kent/Superman, com Rachel Brosnahan interpretando uma Lois Lane inteligente. Nicholas Hoult faz um Lex Luthor sedento de poder, um bilionário do ramo da tecnologia com influência no governo dos Estados Unidos e de outros países. 

    Superman também traz outros meta-humanos, como Senhor Incrível (Ed Gathegi), Guy Gardner/Lanterna Verde (Nathan Fillion) e Kendra Saunders/Mulher-Gavião (Isabela Merced), com Gunn explorando elementos e personagens únicos das HQs. 

    Onde assistir aos melhores filmes e séries de James Gunn?

    Descubra na lista abaixo onde ver no Brasil as melhores produções do diretor online, em streaming. 

  • ‘Superman’: Ranking das Melhores Séries Live-Action do Super-Herói
    Beatriz Coutinho

    Beatriz Coutinho

    Editor JustWatch

    Aparecendo pela primeira vez nas histórias em quadrinhos em 1938, o Super-Homem é um dos heróis mais famosos da cultura pop, sempre reconhecido por seu uniforme marcante e poderes praticamente infinitos. O personagem está retornando, chegando aos cinemas em Superman, do diretor James Gunn, mas também conta com uma série de interpretações incríveis em séries. 

    Neste guia da JustWatch, confira quais são as melhores séries live-action do Super-Homem.

    1. Superman & Lois (2021-2024)

    Em Superman & Lois vemos o Super-Homem em uma premissa bastante diferente do que já foi produzido em outros filmes e séries live-action do super-herói. Aqui, o casal de jornalistas Clark Kent (Tyler Hoechlin) e Lois Lane (Elizabeth Tulloch) tem um desafio tão grande quanto lutar contra vilões na cidade grande: criar seus dois filhos adolescentes na interiorana Smallville, o que permite que o público conheça uma versão diferente de Kent. 

    Ainda assim, nem tudo será tão pacífico quanto Kent e Lane gostariam. Com cenas de luta e ação incríveis, Lois sendo muito bem desenvolvida como personagem, e um elenco que não economiza na hora de atuar com talento, a série ainda contém uma série de referências a outras produções sobre o herói, como Superman e O Homem de Aço.

    2. Smallville (2001-2011)

    Outro olhar bastante diferente sobre o Super-Homem é o da série Smallville, que ao longo de uma década acompanha a vida do herói a partir de um ponto pouco explorado do personagem: a adolescência. Com um jovem Tom Welling no papel de Clark Kent, o público acompanha o dia-a-dia do garoto em experiências comuns, como ir à escola, fazer amigos e namorar, ao mesmo tempo em que amadurece e precisa lidar com a descoberta de seus poderes conforme cresce.

    Quem der uma chance para a série hoje, precisa fechar os olhos para alguns efeitos especiais já ultrapassados, mas certamente receberá em troca uma história e tanto — que conta também com a atuação brilhante de Michael Rosenbaum como Lex Luthor, considerada uma das melhores pelos fãs.

    3. Supergirl (2015-2021)

    Parte do Arrowverso, Supergirl acompanha a prima do Super-Homem, Kara Zor-El, que escapou da destruição do planeta Krypton, mas esconde seus poderes desde o momento em que chega na Terra. Aos 24 anos, após revelar seu segredo acidentalmente, a garota decide que chegou a hora de ser a super-heroína que sempre esteve destinada a ser. Em uma série cheia de ação, Melissa Benoist interpreta muito bem a personagem, mostrando coragem e confiança capazes de inspirar qualquer garota que assista a série.

    Além disso, a personagem interage diversas vezes com o Super-Homem de Hoechlin, e outros heróis do Arrowverse, como Barry Allen, o Flash, interpretado por Grant Gustin. Todas as cinco temporadas de Supergirl têm notas altíssimas em agregadores de críticas, o que prova que a série merece ser assistida.

    4. Lois & Clark - As Novas Aventuras do Superman (1993-1997)

    Em Lois & Clark - As Novas Aventuras do Superman, o romance sobressai a ação e isso definitivamente não é algo ruim. A série da ABC foca no momento em que Clark Kent, vivido por Dean Cain, se entrega à carreira de repórter no Planeta Diário e desenvolve seu relacionamento com a jornalista Lois Lane, interpretada por Teri Hatcher. 

    A química entre os dois atores é ótima na série, permitindo que os fãs acompanhem o romantismo entre os personagens e a forma como trabalham na redação. Ainda assim, há diversos momentos dedicados a mostrar o Super-Homem enfrentando diferentes vilões, tudo embalado em uma espécie de aura dos anos 90 que dará uma sensação de nostalgia em muita gente.

    5. As Aventuras do Super-Homem (1952-1958)

    Primeira série live-action do herói, As Aventuras do Super-Homem é considerada uma relíquia por grande parte dos fãs do personagem. A produção dos anos 1950 contava com George Reeves no papel de Clark Kent e teve momentos diferentes. As duas primeiras temporadas, lançadas em preto e branco, contém uma pegada mais noir e de investigação criminal, enquanto as seguintes, já coloridas, têm um tom mais bem-humorado e colorido que lembra os quadrinhos. 

    Apesar das limitações relacionadas a efeitos especiais e de cenas que deveriam ser mais intensas por não representarem ameaças reais ao ao Super-Homem, a série é bastante divertida e funciona como uma viagem no tempo.

    6. Superboy (1988-1992)

    Em uma pegada parecida com a de Smallville, Superboy acompanha Clark Kent (John Haymes Newton e Gerard Christopher) na faculdade, como um aluno da Universidade de Metrópolis. A série foca bastante no relacionamento de Kent com Lana Lang (Stacy Haiduk), sua amiga de infância e interesse amoroso, com T.J. White (Jim Calvert), filho do editor do Planeta Diário. 

    Por conta da incerteza da época sobre quantos episódios seriam encomendados, a primeira metade da temporada de estreia da série é bastante contida em mostrar efeitos especiais e narrativas mais desenvolvidas, mas isso melhora posteriormente. Apesar de simples, a série é divertida e Gerard Christopher faz um ótimo trabalho interpretando o Super-Homem.

    7. Krypton (2018-2019)

    Embora não tenha o Super-Homem, Krypton conta com uma premissa bastante interessante: mostra o planeta da família El 200 anos antes do nascimento de Kal-El, quando os antepassados dele haviam sido condenados ao isolamento e eram vistos como uma vergonha pela sociedade.

    Aos poucos, Seg-El (Cameron Cuffe), o avô do Super-Homem, transforma o caos e a crise que assolam Krypton e sua família em esperança para o futuro.

    Onde assistir as melhores séries live-action do Superman?

    Veja abaixo em quais serviços de streaming assistir as melhores séries live-action de Superman.

  • Esta é a Série de Ficção Científica que os Fãs de 'Star Wars' e 'Duna' Merecem, Mas Ainda Não Conhecem
    Beatriz Coutinho

    Beatriz Coutinho

    Editor JustWatch

    Lançada em 2021, a série Fundação adapta para as telas os livros de mesmo nome de Isaac Asimov. O autor nascido russo e naturalizado estadunidense, escreveu o que é considerada uma das melhores e mais influentes obras de ficção científica de todos os tempos. 

    E talvez essa adaptação tenha passado despercebida por dois grupos importantes: os fãs de Star Wars e Duna, que merecem não só acompanhar uma nova história com elementos com os quais eles já estão familiarizados, mas também conhecer a obra que inspirou as histórias que eles tanto amam. 

    Se você é um dos fãs de Star Wars e Duna que ainda não conhece Fundação, saiba que a 3ª temporada da série acabou de estrear e você ainda está em tempo para acompanhar essa história. Confie na JustWatch e embarque em uma jornada repleta de ciência, filosofia, tecnologia e luta pela liberdade.

    Qual é a História de 'Fundação'?

    A trilogia de livros Fundação conta a história do Império Galáctico, que reina todos os mundos habitados há cerca de 12 mil anos, mas se recusa a pensar na inevitável chegada de sua decadência. Decadência esta que foi prevista pelo matemático e psicólogo Hari Seldon, responsável pelo desenvolvimento da psico-história, uma ciência algorítmica que permite prever o futuro em termos de probabilidades.

    Uma das possibilidades apontadas pela psico-história é a ruína do Império, que  terá como consequência um período de 30 mil anos de trevas e barbáries, que segundo Seldon, pode ser diminuído para apenas um milênio com a criação da Enciclopédia Galáctica, um compilado de todo o conhecimento humano, cuja criação seria responsabilidade dos membros da Fundação. A história acompanha então os desdobramentos da descoberta do Império sobre seu fim e como o governo lidará com a notícia ao longo de séculos.

    Abordando discussões políticas, científicas e filosóficas, e explorando temas como tirania, controle de sociedades, poder, tecnologia, religião e guerras em um cenário futurístico muito bem definido, Fundação retrata como todos esses temas refletem na humanidade e em quem mais esteja em meio à ela, como andróides, que também estão presentes na história de Asimov, inspirada na queda do Império Romano.

    'Fundação': A Inspiração de 'Duna', 'Star Wars' e Outras Histórias Populares

    Star Wars

    A influência de Fundação em Star Wars é inegável e já foi até mesmo comentada pelo próprio Asimov em diversas ocasiões. Além de contar com um Império Galáctico, a história de George Lucas tem Coruscant, uma clara referência a Trantor, capital do Império retratado em Fundação — Trantor é, inclusive, o nome de um dos Mundos do Núcleo, ou seja, uma pequena homenagem à inspiração do diretor. 

    As semelhanças não param por aí, e vão muito além dos elementos mais gerais como o Império controlador, conflitos espaciais, planetas exóticos, desejo de mudança e busca pela liberdade. Incluindo, Mulo e a Segunda Fundação, que podem controlar pessoas e objetos com a mente, como a Força e seu Lado Sombrio em Star Wars. Além disso, o personagem Hober Mallow, é bastante comparado com Han Solo, ambos guiados por dinheiro, mas que confrontam os vilões de suas histórias.

    Duna

    Já em Duna, além de um Império Galáctico bastante parecido, as semelhanças estão em temas como controle social, religião institucionalizada e ciclos históricos que se arrastam pelo tempo, mostrando os melhores e piores comportamentos de uma sociedade que está prestes a enfrentar um grande abismo. Dualidades, como destino e livre arbítrio, razão e tradição, também são pontos que aparecem em ambas as histórias, além, é claro, de Seldon, que tenta guiar a humanidade com um plano bem estabelecido, enquanto Paul Atreides é transformado em um messias. Embora a história escrita por Frank Herbert tenha seus próprios méritos, sua narrativa passa pelos principais conceitos de Asimov.

    A grande diferença entre Fundação e Star Wars e Duna, é que a obra de Asimov é mais densa, científica e lógica, e se afasta da fantasia e do misticismo que tanto Duna quanto Star Wars carregam.

    O Guia do Mochileiro das Galáxias

    Fundação também é mencionada ou referenciada em diferentes obras, como no divertido livro O Guia do Mochileiro das Galáxias, de Douglas Adams, que homenageia a trilogia de Asimov ao dizer que a Enciclopédia Galáctica existe em seu universo. 

    Apesar do livro e suas adaptações (a série de 1981 e o filme de 2005) tentaram se distanciar da obra de Asimov com um estilo bem diferente, a obra tem referências, como também similaridades óbvias. Isso inclui o planeta imperial central, Helior, e o androide Marvin, que reflete um arco importante nos livros de Asimov. 

    Marvel e DC 

    Na Marvel, quando Reed Richards revela que tentou criar a psico-história depois de ler Fundação, na edição 542 de O Quarteto Fantástico; e na DC, que tem o sistema Trantor nas histórias da Legião dos Super-Heróis. Essa conexão ainda não apareceu em filmes ou séries live-actiom, mas com o novo filme do grupo da Marvel, Quarteto Fantástico: Primeiros Passos, quem sabe não temos mais um referência ao universo de Asimov chegando? 

    Também é impossível dissociar tudo o que Asimov escreveu sobre robôs de histórias que têm estas máquinas como tema principal, ainda mais em tempos de Inteligência Artificial.

    Fundação, a Série

    Descobrir a história contada em Fundação e como ela inspirou outras obras atiçou sua curiosidade sobre a série? Aqui vão mais alguns detalhes: a primeira temporada de Fundação estreou em 2021, enquanto a segunda em 2023 e a terceira acabou de ser lançada em julho de 2025. Atualmente a produção conta com nota 7,6 no IMDb e já foi muito elogiada pelo que vem conseguindo fazer com a obra original da Asimov, visto que é uma responsabilidade enorme adaptar para a televisão algo considerado como o pilar da ficção científica.

    Quem assistir Fundação também pode esperar diferentes e belíssimos planetas, paisagens e tecnologias, além de ainda mais diversidade e inclusão em relação aos livros, visto que alguns personagens da obra original foram mudados na série, como Gaal Dornick (Lou Llobell) e Salvor Hardin (Leah Harvey), que agora são retratados como mulheres. Também fazem parte do elenco, Jared Harris, que dá vida ao Hari Seldon; Laura Birn, no papel da andróide Demerzel; Cassian Bilton, Lee Pace e Terrence Mann, que interpretam os irmãos Alvorada, Dia e Crepúsculo, respectivamente; entre outros grandes atores e atrizes que entregam ao público personagens complexos e cativantes.

    Por falar em complexidade, vale lembrar que Fundação é uma história densa, em que temas como bem e mal não são tão simples, e as respostas não são entregues ao espectador de mão beijada. Embora isso seja um trunfo, é um desafio para uma adaptação, mas ainda que traga mudanças em relação ao material original e encontre novas formas de resolver questões difíceis como representar Seldon após sua morte e imperadores ardilosos ao longo de séculos, a série aborda diversas narrativas de forma profunda e merece uma chance de todo e qualquer amante da ficção científica.

    Onde assistir 'Fundação' e outras produções inspiradas no livro de Asimov?

    Confira abaixo em quais serviços de streaming assistir Fundação e produções inspiradas nesta história de forma online.

  • ‘Black Clover’: Saiba a Ordem Certa e Onde Assistir Todas as Temporadas, Especiais e o Filme
    Beatriz Coutinho

    Beatriz Coutinho

    Editor JustWatch

    O famoso anime shounen Black Clover aborda temas como superação, amizade e a luta contra a desigualdade ao contar a história de Asta, um jovem órfão sem poderes mágicos, que vive em um mundo no qual a magia é essencial. Após anos de hiato, a Crunchyroll anunciou que a 5ª temporada do anime está em produção. 

    Se você quer relembrar a história de Asta ou embarcar nessa jornada fantástica, confira neste guia da JustWatch a ordem correta da obra e onde assistir Black Clover online.

    Guia de todas as temporadas de ‘Black Clover’

    Black Clover - Temporada 1 (2017-2018)

    A primeira temporada do anime apresenta Asta, um jovem órfão sem magia em um mundo onde todos têm poderes mágicos, e que compensa essa ausência com seu esforço. Criado no mesmo orfanato do prodígio Yuno, eles compartilham o sonho de se tornar um Rei Mago e desenvolvem uma rivalidade saudável. Quando completam 15 anos, ambos partem para o exame de admissão dos Cavaleiros Mágicos e recebem um grimório mágico que mudará suas vidas. 

    Focando na introdução dos personagens e no fortalecimento de Asta, a primeira temporada de Black Clover aborda os arcos Seleção dos Cavaleiros Mágicos, Exploração da Masmorra, Ataque à Capital Real, Olho do Sol da Meia-Noite, Templo Subaquático e o início de Floresta das Bruxas.

    Black Clover - Temporada 2 (2018-2019)

    Na segunda temporada de Black Clover, o grupo Olho do Sol da Meia Noite continua com seus ataques, revelando segredos sombrios sobre o Reino Clover. Além disso, Asta passa a lidar com efeitos colaterais de seu poder e a história dos Elfos, massacrados de forma injusta no passado, ressurge. 

    Trazendo mais detalhes sobre o treinamento dos Cavaleiros Mágicos, esta temporada engloba a conclusão de Floresta das Bruxas, e introduz os arcos Treinamento nas Fontes Termais (considerado um filler por trazer apenas pequenas novidades sobre os personagens), Cavaleiros Reais e o início da Reencarnação dos Elfos (até o episódio 102).

    Black Clover - Temporada 3 (2019-2020)

    A guerra do Reino Clover contra os Elfos resulta em uma série de batalhas mágicas intensas, que exigem tudo de Asta, Yuno e seus amigos. No entanto, quando o conflito fica para trás, surge uma nova ameaça: o Reino Spade, conhecido por seu clima invernal e relação hostil com diversos outros reinos. 

    A terceira temporada de Black Clover aborda o desenrolar e a conclusão do arco Reencarnação dos Elfos e a maior parte do arco Recuperação e Culpa.

    Black Clover - Temporada 4 (2020-2021)

    A quarta temporada de Black Clover foca nos treinamentos intensivos para derrotar os demônios do Reino Spade durante a invasão ao local, enquanto o Reino Clover se alia a outros reinos para aumentar sua força. Além disso, Asta e Yuno descobrem mais sobre seus poderes e origens, respectivamente. 

    Aqui, temos a conclusão de Recuperação e Culpa e o arco Visita ao Reino de Heart. O filme Black Clover: A Espada do Rei Mago pode ser assistido entre os episódios 157 e 158 da quarta temporada, mas não é um grande problema vê-lo somente ao fim de todos os episódios.

    Black Clover: A Espada do Rei Mago (2023)

    Lançado em 2023, o filme Black Clover: A Espada do Rei Mago é uma história original do anime, cuja produção foi supervisionada por Yuki Tabata, criador da obra. 

    No longa, Asta e seus amigos são atraídos para a uma batalha contra o ex-Rei Mago Conrad Leto, que ressuscita três outros Reis Magos do passado para ajudá-lo. O objetivo de Leto é destruir o Reino Clover para criar uma sociedade baseada em seus próprios critérios de merecimento, o que certamente seria algo terrível. 

    Black Clover - Temporada 5

    Após quatro anos de hiato e muita ansiedade por parte dos fãs que não acompanham o mangá da história, a Crunchyroll confirmou que a quinta temporada de Black Clover está em produção, embora não tenha revelado uma data de estreia para a chegada dos episódios. 

    Animações especiais de ‘Black Clover’

    Black Clover contém três animações especiais que não fazem parte da história cronológica do anime, podendo ser assistidas depois das temporadas principais e do filme: 

    • Jump Festa 2016 OVA: Foi exibido durante o Jump Festa em novembro de 2016, e posteriormente lançado com o 11º volume do mangá. É uma animação curta sobre a premissa da história de Asta e Yuno. 
    • Jump Festa 2018 OVA: O episódio especial mostra Asta e Yuno participando de um programa de perguntas e respostas.
    • Squishy! Black Clover ONA 2019: Ao longo de oito episódios curtos, Asta e Yuno são transformados em pequenos chibis e devem resolver o mistério de quem está transformando todos os personagens em robôs. É uma produção bastante engraçada e amada pelos fãs do anime.

    Como assistir ‘Black Clover’ em ordem de lançamento?

    1. Especial: Jump Festa 2016 OVA
    2. Temporada 1
    3. Temporada 2
    4. Especial: Jump Festa 2018 OVA
    5. Especial: Squishy! Black Clover 2019 ONA
    6. Temporada 3
    7. Temporada 4
    8. Filme: Black Clover - A Espada do Rei Mago

    Ordem cronológica da história de 'Black Clover'

    Nesta ordem, como os episódios especiais não fazem parte da linha do tempo da história do anime, podem ser assistidos após o fim da temporada quatro.

    1. Temporada 1
    2. Temporada 2
    3. Temporada 3
    4. Temporada 4 - Episódios 155 a 157
    5. Filme: Black Clover - A Espada do Rei Mago
    6. Temporada 4 - Episódios 158 a 170
    7. Especial: Jump Festa 2016 OVA
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  • 10 Melhores Séries de Assassinos em Série: Suspense, Psicologia e Crimes
    Fernanda Caseiro Talarico

    Fernanda Caseiro Talarico

    Editor JustWatch

    Séries sobre assassinos em série exercem um fascínio único, misturando suspense, psicologia e crimes perturbadores que nos mantém grudados na tela. Seja sob a perspectiva dos investigadores ou dos próprios criminosos, essas histórias exploram os recantos mais sombrios da mente humana. 

    Neste artigo, reunimos as 10 melhores produções que mergulham nesse tema, desde thrillers arrepiantes até dramas psicológicos que vão te deixar sem fôlego. Prepare-se para uma seleção imperdível para os fãs do gênero!

    Dexter (2006 - 2013) 

    Dexter se destaca como uma das melhores séries sobre assassinos em série por sua premissa única: Dexter Morgan, um perito forense que canaliza seus impulsos homicidas caçando criminosos que escaparam da justiça. Com um equilíbrio perfeito entre suspense, humor ácido e drama psicológico, a série explora temas como dualidade moral, natureza contra criação e a ilusão de normalidade. 

    A narrativa cativante, os personagens complexos e os momentos de tensão arrebatadora garantem uma experiência viciante. Apesar de polêmico, o protagonista conquista a audiência, tornando Dexter um marco do gênero e um estudo fascinante da mente de um assassino. 

    Mindhunter (2017 - 2019)

    Mindhunter brilha como uma das melhores séries sobre assassinos em série por mergulhar na psicologia por trás dos crimes mais chocantes. Baseado em casos reais, o drama acompanha agentes do FBI nos anos 1970 que desenvolvem a ciência do profiling ao entrevistar serial killers notórios, como Ed Kemper e Charles Manson. 

    Com diálogos afiados, atuações impecáveis e um clima de tensão psicológica, a série explora a mente dos assassinos sem sensacionalismo, focando no jogo cerebral entre investigadores e criminosos. Produzida por David Fincher, sua atmosfera sombria e realismo perturbador fazem de Mindhunter uma obra-prima do gênero.

    Hannibal (2013-2015)

    Uma obra-prima visual que transforma violência em arte. Hannibal acompanha o brilhante psiquiatra Hannibal Lecter (Mads Mikkelsen) e o agente Will Graham (Hugh Dancy) em um jogo psicológico cativante. Com diálogos filosóficos, cenas de crime estilizadas e tensão sexualizada, redefine o thriller psicológico. 

    A relação entre caçador e presa se confunde, criando uma dança mortal sofisticada. Apesar do cancelamento precoce, permanece cultuada por sua ousadia narrativa e interpretações impecáveis. Perfeita para quem aprecia horror elegante e personagens moralmente ambíguos.

    True Detective (1ª temporada, 2014)

    Um marco do gênero policial. A primeira temporada de True Detective segue os detetives Rust Cohle (Matthew McConaughey) e Marty Hart (Woody Harrelson) na investigação de um serial killer ritualístico na Louisiana. Destaque para o roteiro filosófico, a direção atmosférica de Cary Fukunaga e os flashbacks não lineares. 

    A química entre os protagonistas e o vilão enigmático criam um clima de paranoia crescente. Venceu o Emmy por sua fotografia melancólica. Uma experiência imersiva que mistura noir, terror cósmico e drama humano. A série antológica segue um caso diferente a cada temporada, com elenco, cenário e detalhes novos, e apesar de estar em sua quinta temporada, sua primeira ainda se destaca pela trama de serial killer intensa. 

    The Fall (2013-2016)

    Destaque pelo realismo psicológico. Gillian Anderson vive Stella Gibson, uma detetive obstinada caçando Paul Spector (Jamie Dornan), um assassino que ataca mulheres em Belfast. The Fall subverte expectativas ao mostrar ambos os lados: a investigação meticulosa e a vida dupla do criminoso.

     A tensão vem da batalha de inteligências, não de ação explosiva. Anderson brilha como uma protagonista complexa, enquanto Dornan entrega uma atuação assustadoramente humana. Um estudo sobre misoginia, poder e obsessão, com final impactante.

    VOCÊ (2018- 2025)

    Narrado em primeira pessoa, acompanhamos Joe Goldberg (Penn Badgley), um bibliotecário charmoso com tendências assassinas. A premissa inovadora coloca o espectador na mente do vilão, misturando comédia negra e suspense. Cada temporada de VOCÊ satiriza um ambiente diferente (elite literária, ricos de Los Angeles). 

    Badgley torna Joe simultaneamente repulsivo e carismático. A série questiona: por que torcemos por ele? Com referências à cultura pop e reviravoltas absurdas, é viciante. Uma crítica ácida ao romantismo tóxico e à sociedade do espetáculo.

    Prodigal Son (2019-2021)

    Malcolm Bright (Tom Payne), filho do infame serial killer "The Surgeon" (Michael Sheen), usa sua mente perturbada para ajudar a polícia. O grande atrativo é a dinâmica entre pai e filho: Sheen rouba cenas como um assassino culto e manipulador. 

    Episódios semanais com crimes criativos equilibram o arco principal sobre traumas familiares. Em Prodigal Son, temas como natureza vs. criação são explorados com toques de humor macabro. Apesar de ter sido cancelada após duas temporadas, a série vale pela química do elenco e pelos plot twists surpreendentes.

    O Alienista (2018-2020)

    Ambientada em 1896, O Alienista acompanha o psiquiatra Laszlo Kreizler (Daniel Brühl) e uma equipe investigando assassinatos brutais de crianças em Nova York. Destaque para a reconstrução histórica impecável: a cidade ganha vida com sua sujeira, preconceitos e fascínio pelo novo campo da psicologia. Luke Evans e Dakota Fanning complementam o trio protagonista. 

    A atmosfera é sombria e gótica, com cenas de crime chocantes para a época. Baseada no best-seller de Caleb Carr, é perfeita para fãs de mistérios vitorianos e personagens anti-heróicos.

    Bates Motel (2013-2017)

    Prequela moderna de Psicose, Bates Motel mostra a juventude de Norman Bates (Freddie Highmore) e sua relação doentia com a mãe Norma (Vera Farmiga). Highmore impressiona pela transformação de adolescente vulnerável a assassino dissociativo. Farmiga é eletrizante como uma mãe manipuladora. 

    A série mistura drama familiar com suspense, ambientado em uma cidade cheia de segredos. O roteiro atualiza o mito de Bates sem perder a essência, adicionando novos vilões e reviravoltas. Um estudo arrepiante sobre transtornos mentais e abuso emocional.

    Criminal Minds (2005-2020)

    O "procedural" definitivo sobre serial killers. Por 15 temporadas, Criminal Minds a equipe da BAU analisou perfis criminais baseados em casos reais, com foco em vítimas e psicologia. Destaque para personagens carismáticos como Spencer Reid (Matthew Gray Gubler) e Penelope Garcia (Kirsten Vangsness). 

    Os episódios variam entre investigações urgentes e histórias pessoais dos agentes. A fórmula pode ser repetitiva, mas acerta em detalhes forenses e vilões memoráveis (como Frank Breitkopf). Ideal para maratonas: são mais de 300 episódios de suspense consistente.

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