Comédias sobre trocas de corpo são praticamente um subgênero próprio, e nenhuma franquia representa melhor essa categoria do que Sexta-Feira Muito Louca. Baseada no livro de Mary Rodgers, a história em que mãe e filha experimentam a vida uma da outra de alguma forma mágica já reimaginada diversas vezes desde a década de 1970, o que pode ser uma surpresa para os fãs da versão mais famosa dos filmes: Sexta-Feira Muito Louca, de 2003, com Lindsay Lohan e Jamie Lee Curtis como protagonistas.
O sucesso dessa adaptação específica é tão grande, que em 2023, ano do aniversário de 20 anos do filme, foi anunciada a continuação Uma Sexta-Feira Mais Louca Ainda, que contou com o retorno de Lohan e Curtis, além de um novo elenco, pronto para viver uma nova história. Lançado em agosto de 2025, e em breve em streaming, o filme está recheado de nostalgia, ao mesmo tempo em que traz um toque de anos 2020 para sua narrativa.
Com este guia da JustWatch, você descobre a ordem certa para rever ou conhecer todas as versões de Sexta-Feira Muito Louca agora que um novo filme entrou para a coleção.
Somente os filmes de 2003 e 2025 precisam ser assistidos um seguido do outro. O longa original e os outros remakes são independentes e não precisam ser assistidos em uma ordem específica. Para quem quer maratonar esse universo louco inteiro basta seguir a ordem de lançamento a seguir:
1. Se Eu Fosse a Minha Mãe (1976)
Primeiro filme da franquia, Se Eu Fosse a Minha Mãe é uma comédia leve e divertida, que abriu caminho para os futuros remakes. No longa, a adolescente Annabel Andrews (Jodie Foster) e sua mãe Ellen Andrews (Barbara Harris), acham a vida uma da outra fácil demais. Entre brigas constantes, que lembram as da animação moderna Valente, ambas dizem ao mesmo tempo que gostariam de trocar de lugar uma com a outra por apenas um dia e em um passe de mágica a troca acontece.
É muito engraçado ver como mãe e filha começam a cumprir as responsabilidades uma da outra de forma criativa, com Ellen fazendo as atividades escolares da filha, e Annabel cuidando de infinitas tarefas domésticas e descobrindo como é ser uma adulta. Apesar de não interagirem tanto, algo que mudou para melhor no remake de 2003, a dinâmica entre as duas atrizes é ótima e o filme é perfeito para mães e filhas, que podem discutir o que fariam uma no lugar da outra caso trocassem de corpos
Vale lembrar que pouco antes das filmagens de Se Eu Fosse a Minha Mãe, George Lucas ofereceu o papel de Princesa Leia para Jodie Foster, mas a mãe da atriz não permitiu que ela finalizasse seu contrato com a Disney para estrelar Star Wars. Por fim, o papel da personagem ficou com Carrie Fisher.
2. Summer Switch (1984)
Pouco conhecido, o episódio Summer Switch do ABC Afterschool Specials traz a mesma dinâmica do primeiro longa, mas de forma diferente, já que dessa vez a troca de corpos acontece entre pai e filho. Bill é um ocupado executivo do ramo do cinema que adoraria voltar a ter 14 anos, a idade de Ben, que está ansioso para se tornar adulto logo, e então a troca acontece de forma curiosa, explorando a divertida relação entre pai e filho.
Apesar de não ser tão carismático quanto o filme original, o episódio captura bem os conflitos de duas gerações tão diferentes uma da outra e é uma variação divertida do tema, pouco explorada até hoje. Com apenas 60 minutos de duração, esta é uma opção interessante para quem quer assistir todos os filmes da franquia, especialmente se você adora uma boa produção dos anos 1980. Embora Quero Ser Grande não seja um filme de troca de corpos, mostra um garoto que quer se tornar adulto em uma história muito divertida, então se você gostou dele, vai curtir Summer Switch.
3. Um Bilhão para Bóris (1984)
Um Bilhão para Bóris é uma sequência direta de Se Eu Fosse a Minha Mãe, mas não repete a dinâmica de troca entre mãe e filha ou pai e filho, fugindo da fórmula da franquia, mas ainda assim apresentando algo bastante interessante e divertido.
Neste filme, Annabel e seu namorado, Bóris, descobrem uma televisão que transmite programas do futuro e discutem sobre o que fazer com o dispositivo: enquanto ela quer pensar em uma forma de ajudar as pessoas com isso, ele pensa em como pode lucrar com a situação. A narrativa é ótima e explora dilemas morais com um toque de ficção científica bastante criativo em meio ao humor infantojuvenil — o que lembra bastante De Volta Para o Futuro 2.
4. Tal Mãe, Tal Filha (1995)
Com a mesma energia do divertido Operação Cupido, Tal Mãe, Tal Filha é o primeiro remake da franquia e tem uma abordagem mais moderna em relação ao filme original e atualmente é uma verdadeira viagem aos anos 1990. Desta vez, Ellen (Shelley Long) é uma mulher divorciada, dona de uma empresa de design de moda, e mãe de Annabelle (Gaby Hoffmann), sua filha adolescente. As duas têm dificuldade de se entender e um par de amuletos mágicos faz com que troquem de corpo por um dia.
Assim como no filme original e na adaptação de 2003, a dinâmica de assumir as tarefas uma da outra se repete e continua bastante divertida, com cenas como a de Annabelle no corpo da mãe tentando conseguir um acordo importante para a empresa dela e até mesmo negando o pedido de casamento que a mãe recebe de seu namorado. A química entre Long e Hoffmann é ótima e se encaixa muito bem no filme, tanto nos momentos engraçados quanto nos mais emocionantes.
5. Sexta-Feira Muito Louca (2003)
Versão mais amada da franquia, Sexta-Feira Muito Louca traz de volta a história que já conhecemos, sendo novamente adaptada para sua época de lançamento, ou seja, repleta de elementos da cultura pop dos anos 2000 — de forma bastante parecida com De Repente 30. Neste filme temos a adolescente Anna Coleman, interpretada por Lindsay Lohan, e Tess Coleman, a mãe interpretada por Jamie Lee Curtis. Juntas, as atrizes elevaram o patamar do que é ter uma boa química em câmera, entregando momentos e diálogos icônicos.
Uma discussão faz com que Anna e Tess troquem de corpo e é aí que a confusão começa. No corpo de sua mãe, Anna se envolve com seu crush da escola, Jake (Chad Michael Murray), enquanto Tess, no corpo da filha, precisa tocar guitarra durante um show da banda da garota. Em meio a um caos que se desenrola de forma hilária, elas aprendem algumas lições importantes enquanto trabalham juntas para descobrir como destrocar seus corpos. O filme se tornou um verdadeiro clássico de sua década, e tudo nele segue funcionando muito bem, desde o humor até a trilha sonora cheia de rock.
6. Freaky Friday: Sexta-Feira Muito Louca (2018)
Inspirada no musical Freaky Friday que estreou em 2016, esta versão de Sexta-Feira Muito Louca foi lançada em 2018 para o Disney Channel e adapta a história de forma mais teatral, mas não se tornou tão popular. Desta vez mãe e filha se chamam Katherine e Ellie, interpretadas por Heidi Blickenstaff e Cozi Zuehlsdorff, respectivamente.
Neste filme, é uma ampulheta mágica que pertencia ao falecido pai da família que faz as duas personagens trocarem de corpo. Embora não tenha alcançado o mesmo sucesso do remake de 2003, a produção tem seu valor, entregando músicas cativantes, uma direção mais leve e as valiosas lições sobre empatia que são típicas da franquia. Se você curtiu Mamma Mia!, vale a pena conferir o filme por trazer um elemento teatral similar.
7. Uma Sexta-Feira Mais Louca Ainda (2025)
Sequência direta do filme de 2003, Uma Sexta-Feira Mais Louca Ainda estreou em 8 de agosto de 2025, trazendo de volta Lindsay Lohan e Jamie Lee Curtis nos papéis de Anna e Tess e mostrando que, sim, a fórmula funciona novamente. Provando que um raio pode cair duas vezes no mesmo lugar, o longa mostra uma nova troca de corpos, que agora também envolve Harper (Julia Butters), filha de Anna, e Lily (Sophia Hammons), enteada dela, filha de seu noivo, Eric (Manny Jacinto).
A princípio, a troca entre quatro personagens, algo inédito para a franquia, é um pouco caótica, mas aos poucos o roteiro consegue organizar a narrativa e vamos nos acostumando com as mudanças — cuja cena da descoberta, em que todas aparecem em frente ao espelho, é super divertida. Apesar de se apoiar em muitas referências do filme de 2003, a sequência entretém, se moderniza e é engraçada, abrindo espaço para Lohan e Curtis se divertirem enquanto atuam, o que torna tudo ainda mais genuíno. Ideal para assistir entre mãe e filha, essa é uma ótima comédia familiar.



































































































