‘Arcane’: Conheça 10 Séries Para Quem Gostou da Produção da Netflix

‘Arcane’: Conheça 10 Séries Para Quem Gostou da Produção da Netflix

Fernanda Caseiro Talarico
Fernanda Caseiro Talarico

Publicado em 07 de novembro de 2024

Atualizado em 13 de maio de 2026

A série Arcane é um grande sucesso da Netflix e já chegou à segunda temporada. Baseado no jogo League of Legends, a produção é uma animação original da plataforma e reconta as histórias de origem dos personagens de Piltover e Zaun. 

A narrativa gira em torno de uma tecnologia mágica conhecida como “hextec”, que dá a qualquer pessoa a habilidade de controlar energia mística. No entanto, essa ferramenta causa um desequilíbrio entre os reinos.

Caso você seja fã de “Arcane”, mas já assistiu a todos os episódios e quer novidades, não se preocupe! Separamos 21 séries que com certeza vão te agradar e você pode ver online, em streamings como Netflix, Prime Video, Crunchyroll e mais. 

Cyberpunk: Edgerunners, produzida pelo estúdio Trigger em parceria com a CD Projekt Red, é uma experiência audiovisual de tirar o fôlego, perfeita para quem se encantou com Arcane. A série acompanha David Martinez, um jovem das ruas de Night City que, em meio à pobreza e à violência extrema, implanta cyberwares ilegais em seu corpo para se tornar um "edgerunner" — um mercenário à margem da lei. 

Com uma animação estilosa, repleta de cores neon, ação frenética e personagens profundamente humanos, a narrativa mergulha em temas como capitalismo selvagem, perda de identidade e os custos de se viver num mundo corrompido pela tecnologia. A resenha geral é extremamente positiva, especialmente pela forma como equilibra drama emocional, violência gráfica e um final devastador — tudo em somente 10 episódios.

Assim como Arcane, Edgerunners é uma obra que transcende sua origem (no caso, o jogo Cyberpunk 2077) para contar uma história autossuficiente, com personagens complexos e uma construção de mundo imersiva. Ambas as séries exploram a luta de personagens marginalizados em sociedades opressoras, usando a animação como ferramenta narrativa e emocional — não somente visual. 

Se você se emocionou com a jornada de Jinx e Vi, vai se identificar com a tragédia de David e Lucy em Night City. Para quem curtiu o tom sombrio e a estética única de Edgerunners, uma ótima indicação é Akudama Drive: uma série de ação e ficção científica com ritmo acelerado, personagens anti-heroicos e uma crítica social afiada, ambientada em um futuro distópico e sem lei.

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Castlevania
Castlevania

Castlevania

2017

Em 2017, a Netflix e o roteirista Warren Ellis fizeram o que parecia impossível: transformaram Castlevania em uma das adaptações de games mais aclamadas da história. A série acompanha Trevor Belmont, último herdeiro de uma família de caçadores de monstros, Sypha Belnades, uma maga dos Speaker, e Alucard, o filho meio-vampiro de Drácula, em uma missão para salvar a Valáquia da ira do próprio Senhor das Trevas. Com diálogos afiados, violência visceral e uma animação 2D que mescla influências de anime e arte ocidental, a produção honra os games sem se prender a eles, criando uma identidade própria e madura.

O grande trunfo da série está em seus personagens complexos e relações carregadas de química — o trio protagonista é cativante, e o próprio Drácula ganha profundidade trágica, longe de ser um vilão unidimensional. Assim como Arcane, Castlevania entende que uma grande história precisa de personagens bem construídos e conflitos emocionais profundos, usando a animação para elevar a narrativa a uma experiência visceral e artística. 

A escuridão da trama é equilibrada por momentos de humor seco e humanidade, enquanto a direção de arte constrói um mundo gótico e vivo. Para quem curtiu, The Witcher (série live-action) traz um caçador de monstros igualmente cínico em um universo de fantasia sombria, e Devil May Cry (o game) possui o mesmo espírito sobrenatural e combates espetaculares. Fãs de Berserk ou Vampire Hunter D: Bloodlust vão curtir essa adaptação por trazer doses extras de horror gótico e ação intensa.

Assim como Arcane fez com League of Legends, Dota: Dragon's Blood eleva o universo de Defense of the Ancients a uma narrativa épica e emocionalmente complexa, provando que até os games mais técnicos podem gerar histórias cativantes. A série acompanha o Cavaleiro Dragão Davion, que vê sua vida mudar para sempre ao cruzar caminhos com a princesa elfa Mirana e com um dragão ancestral — uma trama que mistura fantasia medieval, mitologia e conflitos divinos com uma animação deslumbrante do estúdio Studio Mir (responsável por A Lenda de Korra). Se Arcane brilha em sua construção de mundo steampunk e personagens fragmentados, Dragon's Blood aposta em um escopo mais grandioso, com reinos em guerra, deuses em conflito e reviravoltas que atravessam temporadas.

A série pode ser densa para não-iniciantes — a profusão de nomes, facções e mitos exige atenção —, mas é justamente essa complexidade que a torna gratificante para fãs de fantasia épica. Os temas de sacrifício, destino e poder ecoam aqueles explorados em Castlevania e Arcane, ainda que com um tom mais clássico. Para quem se encantou com a fantasia medieval e diversidade narrativa similar em O Príncipe Dragão e Record of Lodoss War, Dota é essencial, principalmente para amantes de RPG e construção de mundo densa. E, claro, Avatar: A Lenda de Aang permanece como referência indelével em animação ocidental com profundidade e coração.

Assim como Arcane reinventou o que uma adaptação de game pode ser, Love, Death & Robots redefine os limites da animação para adultos, entregando uma antologia ousada que transita entre ficção científica, horror, fantasia e sátira com maestria técnica e criativa. Cada episódio é uma cápsula autônoma, variando de curtas de cinco minutos a narrativas mais expansivas, unidos por uma estética impecável e uma liberdade temática que permite desde reflexões filosóficas até humor ácido e violência estilizada. Se Arcane encanta pela profundidade de sua trama serializada, Love, Death & Robots fascina pela variedade e pela capacidade de contar histórias completas em poucos minutos — muitas delas com reviravoltas que ecoam na mente do espectador por dias.

Entre os episódios mais aclamados estão "The Witness", com sua animação vibrante e narrativa loop de perseguição urbana; "Zima Blue", uma meditação poética sobre arte e existência; e "Bad Travelling", dirigido por David Fincher, um thriller sombrio cheio de dilemas morais. 

A série é um verdadeiro playground para artistas e estúdios de animação, explorando técnicas que vão do CGI hiper-realista à arte 2D tradicional. Para fãs da série Black Mirror, esta oferece uma abordagem similar em animação, enquanto Animatrix segue o mesmo espírito de antologia animada de alta qualidade. Já Oxigênio e O Homem Duplicado capturam a essência de episódios específicos de Love, Death & Robots, mergulhando em premissas claustrofóbicas e questionamentos existenciais.

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Undone
Undone

Undone

2019

Undone é uma das experiências mais originais e visualmente revolucionárias dos últimos anos — uma série que une rotoscopia (animação sobre live-action) e narrativa não linear para explorar temas como realidade, tempo e saúde mental. Após um acidente de carro, Alma (Rosa Salazar) descobre que pode manipular o tempo, mergulhando em uma jornada para desvendar os mistérios por trás da morte de seu pai. A animação deslumbrante, combinada com atuações sensíveis, cria uma imersão profunda no limiar entre o real e o psicológico.

Assim como Arcane, Undone utiliza a animação não como um fim, mas como uma ferramenta narrativa poderosa para expressar emoções e complexidades internas. Enquanto Arcane constrói um mundo steampunk visceral para falar de trauma e desigualdade, Undone explora a fragilidade da mente humana com uma inventividade visual que lembra A Origem e Waking Life. Ambas as séries provam que a animação pode ser tão madura e transformadora quanto qualquer obra live-action.

Para quem se conectou com a profundidade emocional da série, Russian Doll brinca com tempo e identidade em um ciclo existencial cheio de humor e melancolia. 

Baseada na aclamada trilogia de Cixin Liu, O Problema dos Três Corpos (produzida pela Netflix) é uma das adaptações de ficção científica mais ambiciosas da última década — uma narrativa épica que atravessa décadas, culturas e até dimensões para explorar um primeiro contato alienígena que redefinirá a humanidade. A trama começa com uma série de suicídios inexplicáveis entre cientistas, ligados a um misterioso jogo de realidade virtual e a uma ameaça interestelar que se origina de um sistema estelar triplo. Com uma produção de alto orçamento, direção competente (por Derek Tsang e outros) e um elenco internacional, a série consegue traduzir conceitos científicos complexos — como a física quântica, a teoria do caos e a astrobiologia — em um thriller acessível, sem perder a profundidade filosófica da fonte original.

Assim como Arcane elevou o potencial narrativo dos videogames, O Problema dos Três Corpos demonstra como a ficção científica pode ser adaptada para o grande público sem simplificações excessivas. Ambas as séries compartilham um cuidado meticuloso com a construção de mundo e uma abordagem madura em relação a temas como sacrifício, evolução e a natureza da civilização. Se você apreciou a complexidade de O Problema dos Três Corpos, Fundação oferece outro épico de escala galáctica com foco em impérios, tempo e destino humano. Para quem busca mais mistério e tensão cósmica como em Dark, essa é uma escolha obrigatória — a trama intricada sobre viagem no tempo e laços familiares em uma pequena cidade alemã ecoa a mesma sensação de quebra-cabeça em escala universal. Ambas as séries confirmam que a ficção científica ainda é um dos terrenos mais férteis para histórias que desafiam a mente e tocam a alma.

Frieren e a Jornada para o Além é uma obra-prima contemporânea que subverte o gênero de fantasia épica, trocando a urgência de uma missão para salvar o mundo por uma reflexão poética sobre o tempo, a memória e a mortalidade. A série acompanha Frieren, uma elfa com séculos de vida, que após derrotar o Rei Demônio ao lado de seus companheiros heróis, embarca em uma nova jornada para compreender os sentimentos humanos — revisitando lugares, revivendo lembranças e confrontando a efemeridade das relações. A animação do estúdio Madhouse é deslumbrante, com paisagens serenas, trilha sonora melancólica e uma direção que valoriza silêncios e pequenos gestos, transformando o ritmo deliberadamente lento em uma virtude narrativa.

Assim como Arcane usa sua estética steampunk para explorar trauma e desigualdade, Frieren emprega a fantasia medieval para mergulhar em luto, empatia e legado. Ambas as séries compartilham uma profundidade emocional rara, personagens complexos e uma animação meticulosa que serve à narrativa — não ao contrário. Se você se emocionou com Violet Evergarden, Frieren é uma recomendação essencial, com sua protagonista igualmente em busca do significado das emoções humanas após uma vida de guerra. E se busca fantasia com temas de tempo e redenção como To Your Eternity, a série também apresenta uma narrativa igualmente comovente sobre imortalidade e conexões passageiras.

Samurai de Olhos Azuis é uma das surpresas mais impactantes dos últimos anos, fundindo cultura japonesa feudal com narrativa moderna de forma corajosa e visceral. A série acompanha Mizu, uma guerreira mestiça de olhos azuis em busca de vingança no período Edo — uma figura marginalizada que desafia todas as convenções sociais da época. Com uma animação em estilo 2D que lembra pinturas em movimento, a produção equilibra sequências de luta brutais (inspiradas em Kill Bill e Rurouni Kenshin) com uma reflexão profunda sobre identidade, racismo e a natureza cíclica da violência. Criada por Michael Green e Amber Noizumi, e produzida pela Blue Eye Samurai Inc. em parceria com a Netflix, a série não tem receio de mergulhar na escuridão — tanto temática quanto visual — enquanto constrói personagens complexos e moralmente ambíguos.

Assim como Arcane reinventou a adaptação de games com profundidade temática e revolução visual, Samurai de Olhos Azuis eleva a animação adulta ao explorar trauma, obsessão e redenção em um contexto histórico ricamente detalhado. Ambas as séries compartilham protagonistas feridas, mas resilientes, e antagonistas que desafiam noções simplistas de bem e mal. Se você se conectou com a jornada de Mizu, Afro Samurai oferece uma vibe similar de vingança estilizada, enquanto Vinland Saga (2019) mergulha em temas de violência, cultura e perdão em uma ambientação histórica igualmente imersiva. Para fãs de narrativas focadas em personagens em mundos brutalmente realistas como Attack on Titan e Berserk, está é uma jornada obrigatória.

Mais do que uma série animada, Avatar: A Lenda de Aang é um fenômeno cultural que redefiniu o potencial narrativo da animação ocidental, conquistando tanto crianças quanto adultos com sua profundidade temática e construção de mundo excepcional. A série acompanha Aang, o último Avatar sobrevivente do povo Nômade do Ar, em sua jornada para dominar os quatro elementos (Ar, Água, Terra e Fogo) e restaurar o equilíbrio a um mundo devastado pela guerra imperial da Nação do Fogo. Com uma mitologia inspirada em filosofias orientais, personagens inesquecíveis que passam por arcos transformadores — como Katara, Sokka, Toph e Zuko — e uma narrativa que equilibra humor, drama espiritual e ação espetacular, Avatar constrói uma saga épica sobre dever, redenção e crescimento pessoal.

Assim como Arcane eleva a animação com complexidade emocional e visuais cinematográficos, Avatar estabeleceu um padrão dourado para histórias de fantasia que respeitam a inteligência do público. Ambas exploram temas como colonialismo, trauma geracional e a ambiguidade moral entre opressores e oprimidos. Se você ama a jornada de Aang e seu grupo, A Lenda de Korra é a sequência natural, aprofundando temas políticos e espirituais em um cenário mais maduro. Para fãs de mundos ricos e jornadas de autodescoberta como Fullmetal Alchemist: Brotherhood e O Castelo Animado, de Hayao Miyazaki, A Lenda de Aang traz a mesma sensibilidade para histórias de fantasia com coração e crítica social.

10

Fallout
Fallout

Fallout

2024

Fallout surge não como mais uma adaptação de videogame, mas como uma experiência visceral e expansionista que captura com brilhantismo o tom único da franquia pós-apocalíptica: uma mistura de horror existencial, sátira ácida e esperança teimosa em um mundo devastado pela guerra nuclear. A série, produzida por Jonathan Nolan e Lisa Joy, acompanha três personagens cujos caminhos se entrelaçam nas ruínas da Califórnia: Lucy MacLean, uma habitante ingênua de um abrigo subterrâneo que se aventura na superfície; Maximus, um iniciante da Irmandade de Aço em busca de propósito; e o Ghoul, um caçador de recompensas cínico e imortal que testemunhou o colapso da civilização. Com uma direção impecável, design de produção inspirado e roteiro que equilibra violência brutal, humor ácido e momentos de genuína comoção, Fallout honra o material original enquanto conta uma história original e cativante — repleta de segredos, facções em conflito e é claro, um Vault-Tec escondendo mais do que promete.

Assim como The Last of Us demonstrou que adaptações de games podem ser dramas de prestígio, Fallout prova que também podem ser produções audaciosas, inteligentes e cheias de personalidade — capazes de criticar o militarismo, o colonialismo e a falácia do "americanismo" com ironia afiada. O Expresso do Amanhã explora temas similares de luta de classes em um mundo pós-catastrófico. Para quem quer mergulhar em sátiras sombrias com estética retrofuturista, Brazil é uma viagem obrigatória. E se busca mais aventuras em mundos abertos repletos de escolhas morais, a própria franquia Fallout — especialmente os games New Vegas e Fallout 4 — aguarda com suas narrativas ramificadas e personagens inesquecíveis.

Sobre esta lista

Títulos

10

Custo total para assistir

20,90 BRL

Duração total

114h 36min

Gêneros

Ficção Científica, Animação, Ação & Aventura

Onde posso assistir a esta lista online?

Veja abaixo quais serviços de streaming possuem mais títulos desta lista.

Há 10 títulos nesta lista e você pode assistir a 8 deles via Netflix. 13 outras plataformas também possuem títulos disponíveis em streaming para você assistir hoje.

  1. 8 títulos Netflix
  2. 8 títulos Netflix Standard with Ads
  3. 2 títulos Amazon Prime Video
  4. 2 títulos Amazon Prime Video with Ads
  5. 1 título Crunchyroll