
Scarlett Johansson: Os 10 Melhores Filmes da Brilhante Atriz
É difícil encontrar adjetivos para descrever a carreira e o talento de um grupo seleto de atores e atrizes contemporâneos do qual, evidentemente, Scarlett Johansson faz parte. Com duas indicações ao Oscar, e uma filmografia riquíssima, que vai desde filmes de super-heróis até obras autorais de diretores renomados, a atriz chega aos 40 anos de idade realizando um dos seus maiores sonhos de infância: trabalhar em Jurassic World: Recomeço, o novo capítulo de uma das maiores franquias do cinema, lançado recentemente.
Há décadas atuando nas mais diversas produções de Hollywood — vale lembrar que Scarlett fez o seu primeiro filme com apenas nove anos — a atriz construiu uma filmografia eclética e altamente conceituada. Sem esquecer que ainda em 2025, ela faz sua estreia como diretora com Eleanor the Great, que teve sua estreia no Festival de Cannes e deve chegar nos cinemas americanos em 26 de setembro. Neste guia da JustWatch, separamos um ranking com alguns dos seus melhores filmes (incluindo Jurassic World: Recomeço), elencados por ordem de qualidade, todos disponíveis em plataformas de streaming.
Sua memorável interpretação como Charlotte no vencedor do Oscar de Melhor Roteiro Original, Encontros e Desencontros, é, na minha visão, certamente o seu melhor papel. Algumas cenas, como a de Charlotte e Bob (vivido por Bill Murray) cantando More Than This em um karaokê de Tóquio, ou do abraço e troca de olhares dos dois ao se despedirem no fim do longa, são apenas alguns exemplos de inesquecíveis momentos desta obra prima de Sofia Coppola.
Um filme sobre amor, encontros, pequenos gestos e a contingência da vida, sob o olhar de duas pessoas que vagueiam pela maior cidade do Japão. Uma obra que recomendo bastante aos apreciadores de romances com bons diálogos, uma atmosfera intimista e uma fotografia marcante, característicos dos filmes de Wong Kar-Wai, por exemplo.
Um salto de mais de quinze anos separa o longa anterior deste grande filme de Noah Baumbach, que merece a segunda colocação. História de um Casamento, junto com Encontros e Desencontros, é igualmente uma das poucas obras — digamos que do século atual — que consegue refletir de maneira honesta, sensível e complexa, sobre o amor, a falta dele, e sobre as entranhas de uma relação entre duas pessoas.
Na história, acompanhamos o complicado divórcio de um casal formado por um diretor de teatro (Adam Driver) e uma atriz (Scarlett Johansson). Sinceramente, é uma obra quase impossível de não se emocionar, ainda mais levando em conta a atuação magistral dessa dupla. Sem dúvida, um dos maiores filmes que a Netflix já produziu até hoje.
O Grande Truque se passa em Londres do século XIX, e faz uma abordagem narrativa pouco convencional e não linear — algo que Christopher Nolan já havia feito em Amnésia — alternando entre períodos e jogando pistas e segredos ao longo da trama, como uma espécie de truque. Não é para menos, afinal, é um filme sobre dois mágicos rivais — onde Scarlett interpreta a personagem responsável por fazer a ponte entre os dois protagonistas.
Para quem já assistiu aos filmes mais famosos de Nolan, como A Origem, Interestelar e Oppenheimer, é essencial que entre em contato também com este, que por vezes acaba sendo esquecido. Uma obra que prende sua atenção do começo ao fim, não só por conta do complexo roteiro, mas também pelo visual mágico e encantador — sem contar as fortes interpretações de um elenco renomadíssimo, nomeadamente de Scarlett, que brilha mesmo dando vida a uma personagem mais secundária. Por conta disso, nada mais justo do que a terceira posição do ranking.
Scarlett Johansson ficará para sempre marcada por dar voz à Samantha, uma assistente virtual em Ela, um drama visionário que fica cada vez mais contemporâneo à medida que envelhece, justamente por explorar questões atuais uma década antes delas existirem. Como por exemplo, a solidão do homem moderno, e como a tecnologia (no caso IA) interfere nesse processo. É, sobretudo, outro grande exemplo (ao lado de O Grande Truque), da capacidade de Scarlett de comover o público, mesmo em papéis coadjuvantes, ou neste caso, utilizando apenas sua voz.
Em um mundo onde a Inteligência Artificial está cada vez mais presente na vida das pessoas, é um longa mais do recomendado àqueles interessados em estudar os temas mais filosóficos que circundam a tecnologia e a sua relação com os sintomas da sociedade moderna. Ao lado de Ex Machina, está, sem dúvida, entre uma das melhores obras sobre o tema. Aos assinantes da HBO Max, aproveite que o filme está disponível no seu catálogo.
Scarlett Johansson é o espírito livre que faz o enredo girar ao dar vida à Cristina neste filme exótico, sensual e engraçado. É o ímpeto da sua personagem e a liberdade da sua interpretação, que dá força à aventura romântica, sexual e artística vivida por ela e sua amiga Vicky (Rebecca Hall), ao aceitarem passar suas férias na Espanha, ao lado do charmoso e persuasivo pintor, Juan Antonio (Javier Bardem).
Uma excelente sugestão àqueles que gostam de filmes com um triângulo, ou no caso, um quadrado amoroso — já que a ex-esposa (Penélope Cruz) também aparece em cena — como Os Sonhadores, de Bernardo Bertolucci, por exemplo. Do século XXI, Vicky Cristina Barcelona (que está disponível gratuitamente no Pluto TV) é provavelmente um dos melhores longas de Woody Allen, mas não é tão memorável quanto os quatro primeiros filmes dessa lista. Outro ponto importante, se você aprecia ver a atriz trabalhando em filmes com excelentes e sofisticados diálogos, assim como acontece em Encontros e Desencontros e História de um Casamento, provavelmente também não ficará decepcionado com este.
A Vida é Bela já havia feito algo semelhante em 1997, com uma história sobre o holocausto do ponto de vista de uma criança. Porém, Jojo Rabbit vai um pouco além ao adotar a mesma perspectiva, mas utilizando um tom mais satírico e cômico — que, por vezes, pode não agradar pessoas mais sensíveis ao tema.
Além do show proporcionado pelo ator mirim Roman Griffin Davis, que interpreta um garoto alemão que cria uma relação com uma menina judia escondida na sua casa, Scarlett Johansson cativa ao assumir o importante papel da mãe e principal referência moral e ética do pequeno protagonista Jojo. Se você está à procura de um filme mais lúdico (e não tão brutal) sobre a Segunda Guerra Mundial, é a escolha certa — e pode ser encontrado no Disney+. Apesar de ser um filme controverso (por conta do seu tom), a presença de Johanssen não vai te desapontar.
Em Ponto Final: Match Point, uma relação proibida é o ponto de partida para um estudo moral de personagens cujos limites são radicalmente testados. Um filme (que apesar de não ser tão envolvente como) tem um tom e tema muito semelhantes a Vicky Cristina Barcelona e, ainda por cima, é realizado pelo mesmo diretor.
Apresentado como um drama romântico no início da sua duração, o filme sofre uma mudança gradual para um suspense psicológico, à medida que os protagonistas (que são amantes) lidam de maneira mais drástica com as consequências das suas escolhas passionais. Scarlett dá vida a uma mulher envolvente e decidida que acaba se relacionando com o cunhado do seu namorado — que por sua vez já tem uma relação estável com uma mulher da alta classe. Um papel que poderia parecer mais estereotipado, se não fosse pela capacidade da atriz de se aprofundar nas tensões psicológicas da personagem.
Se você assistiu ao longa Rivais, de Luca Guadagnino, e gostou da ambientação em volta de jogadores de tênis, da tensão sexual latente entre os personagens, e do drama psicológico envolto na trama, tente dar uma chance a este filme que explora tudo isso de maneira muito inteligente.
É difícil falar sobre Scarlett Johansson sem imaginar a atriz como Viúva Negra. E também é impossível falar sobre a Viúva Negra sem remeter sua imagem à Scarlett. Ao todo, foram oito filmes (e mais uma cena pós-créditos) do MCU estrelados pela atriz.
Difícil escolher um deles para exemplificar o seu longo trabalho, mas, para mim, Vingadores: Ultimato talvez seja o mais emblemático de todos. Isso porque junta, pela última vez, o grupo de heróis mais famoso do cinema, com sua personagem como uma das principais responsáveis por liderar a resistência contra Thanos. Porém, é preciso lembrar que se você pretende ver a heroína em um filme solo, o mais recomendado é que assista Viúva Negra, pois consegue desenvolver ainda mais a amada personagem.
Evidentemente, Vingadores: Ultimato se situa apenas na oitava posição do ranking, já que não exige uma performance tão complexa por parte da atriz (mesmo dando vida a uma personagem tão icônica), comparado aos filmes elencados anteriormente.
Uma formidável parceria que vem se formando nos últimos anos é entre Wes Anderson e Scarlett Johansson — mais uma prova de que os grandes diretores adoram o trabalho da atriz. Além de ter atuado no último longa do cineasta, O Esquema Fenício, e ter feito a narração de uma personagem em Ilha dos Cachorros, Scarlett também protagonizou Asteroid City.
Filme que, ao meu ver, é o mais marcante deles, principalmente quando levamos em conta a sua poderosa performance ao dar vida a uma prestigiada, mas egocêntrica atriz, chamada Midge Campbell, que acompanha a sua filha em uma convenção de jovens aspirantes a astrônomos. Uma figura fascinante e enigmática, muito inspirada na persona de Bette Davis, mas que também lembra algumas personagens mais excêntricas e solitárias que já interpretou, como Charlotte de Encontros e Desencontros. Uma pena que sua personagem divide o protagonismo com uma série de outras figuras, não aparecendo durante todo o filme.
Apesar de não ser um dos longas favoritos dos fãs do diretor (O Grande Hotel Budapeste e Moonrise Kingdom talvez detém esse status), merece reconhecimento por ser uma das obras mais arriscadas e existenciais da carreira de Wes, que se utiliza da ficção científica para explorar temas como o mistério da vida e a adaptação ao desconhecido.
Depois de toda sua filmografia na Marvel, que inclui Vingadores: Ultimato, Scarlett Johansson voltou a trabalhar em uma grande franquia mainstream com Jurassic World: Recomeço. A própria atriz, inclusive, já falou algumas vezes que realizou o seu sonho de infância ao ter atuado em um filme do clássico universo de Jurassic Park.
E essa autenticidade, honestidade e paixão pelo seu trabalho, é o que transparece novamente ao assistirmos seu novo filme, uma obra que, apesar de não trazer nada de muito novo (em termos narrativos e estéticos), cumpre bem o papel de renovar os espectadores da franquia, atingindo o público mais jovem, através de uma história que propicia um grande deslumbramento em relação aos dinossauros.
Eu diria que o longa, equiparado aos primeiros da saga, pode deixar a desejar em diversos aspectos, mas não comparado aos filmes de Jurassic World. Principalmente por conta dos inéditos personagens apresentados na trama, que são muito interessantes. Sobretudo Zora (Scarlett Johansson), a responsável por liderar uma missão que visa extrair o DNA de alguns dinossauros em uma ilha extremamente perigosa. Sem dúvida, uma excelente oportunidade de ver a atriz brilhando novamente em um filme com forte apelo popular.





































